Calm The Storm

12 Um Lado Escuro


Notas iniciais
Heeeeeeeeeey pessoaaaaas . Estou aqui,demorei muito? ;-; E todos vocês,obrigada pelos comentários u.u Espero que não se decepcionem! haha O capitulo de hoje tá cheio de segredinhos e referências,vamos ver quem pega u.u Queria dizer que estou tendo dificuldades de tempo pra escrever a fic. Tempo e a própria fanfic em sim, tem muito e muito detalhes,muitas coisas pra falar to tentando encaixá-los aqui,sem fazer os capítulos ficarem com tipo 8k de palavras .-. Então provavelmente eu demorarei mais do que já demoro pra postar :/ Sorry. Mas não pararei com a fanfic nem nada do gênero . Geeeeeeeeeeeeeeeeeeeente vocês viram CTS ganhou uma RECOMENDAÇÃO !!!!! Meu Deeeeusu eu chorei ;-; . Obrigada Maay Chan,sua linda, obrigada, obrigada, pelas lindas palavras!Ficou mais do que feliz e grata de você estar gostando de verdade da fic. Obrigada pelos elogios meeesmo,fiquei emocionada :') Este capítulo está dedicado pra você :3 Espero que gostem! Boa Leitura!!Algum errinho,podem avisar ^^

Narrador

Na festa a fantasia...

...

Lucy sentia a brisa fresca na janela enquanto a festa acontecia lá embaixo.

Lyon estava do seu lado sem entender o porque dela ter o levado lá pra cima... Esperava que fosse um bom motivo... Lyon a observava com um olhar cabisbaixo e triste.

—Achei que já tivesse ido dormir.

—Não estou com sono ainda e... – Lucy sorriu – Queria falar com você antes de você ir.

—Ah... – Lyon ficou indiferente – Pode falar...

—Na verdade, vim procurando você pensando se realmente deveria te dizer isso. – o tom da voz dela estava sério e seu olhar também.

—Sabe que pode me dizer qualquer coisa. – ele encorajou

—É mais uma pergunta Lyon... Levy minha amiga veio me falar umas coisas estranhas. – Lucy explicou a ele tudo o que Levy tinha falado. Se recusava a acreditar que o garoto por quem um dia fora apaixonada fosse capaz disso.

Lyon ouviu tudo atentamente se sentindo incomodado como se tivesse sido pego num crime,o que também era verdade. Mas o mesmo tinha suas artimanhas para que Lucy não acreditasse naquilo. Ia deixar claro que não era aquilo que ela estava pensando. Sempre se fazia de santo ainda mais pra ela, seu sonho de consumo.

Pensar em colocar Lucy a favor dele e contra Natsu era uma idéia que estava começando a surgir na sua cabeça. Sem contar o medo da loira surtar e decidir dar com a língua nos dentes para as autoridades ou para o irmão que não sabia daquela parte da história do passado.

—Lucy... – Lyon chamou e deu uma risada – Olha eu... Não sei quem te contou isso, mas essa pessoa não sabe de nada. É o que sua amiga? – ela sussurrou um “prima” baixinho

Lógico que ele sabia que era a McGarden.

E animou-se com a idéia de saber que ela estava por aqui. Já que ela estando aqui a outra loira Juvia, também devia estar. Tinha muitas contas a acertar.

—É... Você sabe Lucy que eu gosto muito de você. – os olhos da garota se arregalaram de vergonha – E ficou preocupado com você por isso.

—Porque ficaria preocupado? – a garota não estava entendendo

—Eu tenho medo das pessoas que andam com você, te contando essas histórias pela metade. Você é uma garota tão especial... Não gosto de ver você com certas pessoas.

—Eu...Não entendi. –

“Ingênua de sempre...” Vangloriou-se mentalmente.

—Não sabia que era amiga do Natsu Dragneel. Quando o vi aqui hoje isso me incomodou.

Natsu?

—O que... Eu não entendo aonde quer chegar Lyon, acho que tomamos um rumo totalmente diferente do começo.

—Eu e ele estudamos juntos... – ele continuou sem dar ouvidos ao que ela falara — E ele não é uma boa pessoa, não sei se ele mudou agora, mas certos costumes as pessoas não mudam né? Isso que Levy contou a você quem fazia era ele. E por sinal ainda pior. – ele fingiu se estremecer – Talvez ela tenha te falado isso pra te colocar contra mim,ou pra você não saber a verdade sobre o amigo dela.

—Lyon... Mas...

—Acredite se quiser Lucy. Eu estava para lhe falar sobre isso mesmo – suspirou falso – Fiquei com medo quando soube que ele estava aqui. Afinal o que ele pode fazer com você? Se é que ainda tem isso... – Lyon pensou em dizer um pouco que ele era envolvido pra ela não pensar que ele era um santo, caso o contrário,não acreditaria fielmente nele.-Eu admito... uma idiotice mas eu usava o grupo também, coisa de menino, mas não sabia que tinha todo aquela monstruosidade por trás sabe?Embebedar meninas e o resto você sabe. Fico com medo do que ele possa fazer com você algo do tipo.

O estômago da Hearthfilia queria se desdobrar e pular pra fora de tanto enjoou que sentia agora.

Como Natsu fora capaz disso na vida?

Será que as garotas sabiam disso?!

—Lembro que ele fez uma atrocidade com uma menina... Não me lembro... Seu nome era Juvia. – Lucy arregalou os olhos – Mas isso você já não merece saber. – Lyon a olhou no fundo dos olhos – Você é muito ingênua, só cuidado pra ninguém se aproveitar disso.

—Juvia?

—É... Algo assim, faz tanto tempo.

—Mas,eu conheco ela.

—Ah?! – Lyon foi pego de surpreso e pigarreou – Conhece é?

—Sim, eles são... até amigos.

—Ah bem, ás vezes as pessoas perdoam certas coisas. Mulheres perdoam muita coisa não acha?

—P-pode ser... – Lucy ainda estava meio atônita perdida nas palavras dele e nos próprios pensamentos que queriam acreditar e metade não queria.

Será esse o motivo do Natsu ter ficado estranho? Porque talvez Lyon saber daquilo o deixou nervoso?

Mas e Juvia?Bem, até agora Lucy achava que ela tinha apenas passado mal pela bebida.

—Lucy?

—Ah oi... Eu só estou pensando...

—Olha –Lyon se aproximou dela colocando uma das mãos no seu rosto – Só disse isso por seu bem ta?Só... Tome cuidado.

—Eu... vou tomar...

Lyon sorriu e rapidamente depositou um selinho nela e saiu pela porta do quarto. Deixando a totalmente dividida entre o que acreditar.

~~

Natsu Dragnell

—Natsu... Natsu! – dei um pulo da cadeira

Fried me cutucava com uma caneta.

—Que foi...

—Essa questão – ele colocou o livro na minha frente – Eu não...

—É a B.

—Você nem leu?!

—Li sim. – cocei a cabeça.

—Você está estranho... Aconteceu alguma coisa?

As aulas já tinham voltado.

Eu não falara mais com a Lucy desde o tapa na minha casa. E ela não fazia questão também.

Eu e Gray estávamos ainda naquela de “Falo com você mas to puto ainda.”

O que era chato demais porque eu odiava ficar com a cara meia virada pra ele, ou que ficasse um clima estranho toda vez que a gente se falava.

Não toquei mais no assunto de contar ou não o que.

E ele orgulhoso do jeito que era eu duvidava que ele viria falar que eu estava certo,ou que me entendia,ou coisa do tipo.

Mas já fazia quase um mês!!!

Natsu meus amigos vão tocar num bar vou te dar dois ingressos.

—Ah que ótimo eu vou leva o Gra-... Deixa pra lá.

Natsu vamos sair pra beber hoje é sexta!

—Posso levar o Gr... Ah deixa pra lá...

Eu perdera a conta de quantas deixa pra lá eu tinha falado em um mês.

Beleza, que eu podia sair sem ele...

Só que não era a porra da mesma coisa!

Certeza que sair com seus amigos é uma coisa e com o seu melhor amigo é outra coisa.

Já tava mais puto que minha tia quando eu falo que não quero doce. E aquele nudista não queria falar comigo.

Dei um leve resumo pro Fried na hora da saída.

—Deixa de frescura e vai fala com ele. Parece mulher.

—Eu não!Porque eu tenho que falar?!

Minha atenção foi desviada quando vi Levy passar na minha frente com os fones de ouvidos comendo alguma coisa. Já estava se dirigindo pra ir embora.

—Espera ai Fried. – cortei o que ele estava falando e fui correndo até lá e a abracei.

—Ah!! – ela olhou pra cima com a cara esmagada na minha barriga. Cara ela é baixinha mesmo. – Natsu!

—Preciso falar com você.

—Ta... Mas tenho que avisa o Gajeel que não vou com ele hoje então.

—Gajeel!. – me virei, ele nos olhava com uma cara que se pudesse saia labareda de fogo do olho — Ela não vai com você! – gritei – Pronto ta feito. Acho que eu tenho o dom de causar ciúmes as pessoas... — sorri

—Verdade. – Levy concordou – Se visse a cara da Lucy agora.

—To falando do Gajeel e a Lucy que se foda.

—Ah meu Deus você não é o Natsu!

—Claro sou um seqüestrador.

Passei meu braço pelo ombro dela puxando na direção contrária do Gajeel.

Andamos até o outro quarteirão e sentamos na sombra de uma árvore na praça.

—Que se quer? – Levy tirou os fones guardando os na bolsa.

—A gente precisa conversar... Seriamente.

Ela ficou me olhando e ajeitou o cabelo num coque.

—Você está sério demais.

—Levy você contou pra Lucy sobre o Lyon e todas aquelas coisas né?

—Né?! Né nada!E-eu – ela começou a gaguejar

—Você disse sim! Pra que mentir disso?!

—Ah... Tá eu disse mas não disse nada da Juvia,nem de ninguém eu disse minha parte.

—Tá, eu sei.

—Porque está falando disso?

—Lucy não acreditou em você. Só pra constar. Ela foi lá em casa e disse que conversou com o Lyon depois de falar com você.

—O que?!!Que...Que traidora!Eu pedi pra ela não falar.

—Ela disse que o conhece mais do que nós, que ele não é capaz de nada disso. Ele disse que fui eu!Eu que tinha o site, eu que tirei fotos de vocês eu que ... Que fiz aquilo com a Juvia. Disse isso pra ela e pior que ela acreditou! – afundei as mãos nos olhos de raiva.

—Mas...Mas ... Puta que pariu!Achei que ela gostasse de você e não dele!Então seria mais sensato acreditar em você.

—Que se foda se ela gosta de mim, não quero mais saber da Lucy. – respirei fundo — Olha – minha raiva desse assunto já voltava – Só te chamei porque fiquei pensando numa coisa depois disso.

—Que coisa... — Levy me olhava com aquela carinha de “Tem coisa pior ainda?”

—Estou pensando no pior. Na pior das hipóteses que é: Ela ir atrás do Gray e contar isso.

—Ele nunca vai acreditar que foi você...

—Mas ele vai saber do Lyon vai importunar a Juvia sobre isso ou vai que pelo cosmos ele também decide achar que eu sou um cafetão estuprador.

—A Lucy é muito burra... Eu vou dar um jeito nisso.

—Só não quero que chegue nos ouvidos do Gray isso.

—Acho que vou falar com ela... Ela é louca né possível. Lyon deve está no interior rindo da nossa cara agora.

—Apesar de que...

—Apesar de que... – nós dois se olhamos.

—Eles podem estar juntos de novo.

—Tecnicamente... Lyon voltou pra capital.

—Aaaaah não!Tudo menos isso.Que caralho!Juvia ta tão bem com o Gray – Levy choramingou — Eles até saíram hoje.

—Tenta descobrir isso também.

—Tá meio detetive isso to ficando com medo já... E você?Vai fazer o que?

—Vou voltar a falar com o Gray... E tentar sondar o Sting sobre o Lyon.

—Que começo de ano bom hein.

—A gente só se ferra – explodi- desde que conheceu aquele filho da mãe, se ferra na escola,se ferra na festa,se ferra na outra festa.

—Calma Natsu... A gente vai dar um jeito. Sempre damos um jeito.

Juvia Lockser

—Esse? — apontei outro livro

—Já li.

—E esse?

—Também.

—Ah você já leu tudo que graça tem?!

—Eu gosto de ler oras – Gray gargalhou sob o livro que lia na biblioteca – Você achou que eu era um cafajeste sem cérebro.

—Achei. – minhas bochechas esquentaram

—Eu gosto de ler porque minha mãe gostava.

Gostava? ...

Preferi não perguntar.

Erza me mandara uma mensagem perguntando o porquê de eu ter sumido de novo na academia...

Hoje era terça e tinha combinado de sair com o Gray pra dar umas voltas.

Porém, digamos que o dia não estava tão bom. Ele tinha uma expressão aborrecida quase o tempo todo, e quando perguntei sobre ele disse que só queria ir a um lugar tranqüilo.

Então fomos à biblioteca do outro lado do quarteirão. O último andar é sempre silencioso e tem ainda um puffs e sofás pra gente se deitar.

Tinha que fazer lição então aproveitar pra adiantar algumas coisas enquanto ele lia um livro de ponta cabeça no sofá.

Ficava tão bonitinho...

—Que está fazendo? – ele espiou meu celular

—Estou só... respondendo a Erza. – sai das conversar e fiz a bur-ri-ce aguda de cair na caixa dos contatos. Fechei rapidinho só que pela cara dele ele tinha visto o mesmo que eu.

—Que ta escrito depois do meu nome? – perguntou querendo rir

—Nada. – exclamei guardando o celular

—Tinha sim. – ele já saia do sofá e eu fui obrigada a levantar do puff que estava e me preparar pra me esconder em algum lugar.

—Não tinha. – retruquei olhando pros lados tentando não rir.

—Me dá! – ele esticou a mão e eu fiz que não – Vai deixar eu ver por bem ou por mal?

—Hmmmm – fingi pensar colocando o indicador no canto da boca — Nenhum dos dois – dei risada – Pensa que eu vou me entregar assim tão fácil é?

—Hm. – ele cruzou os braços e me lançou um sorriso, meio malicioso de repente — Isso saiu de um jeito legal e sexy se pensar num jeito de você se entregando pra mim...

—Que?! – quase engasguei – N-N-Não foi isso não! – atirei uma almofada na cara dele – Para de dizer besteiras.

—Não é besteira é verdade... – ele jogou a almofada de volta forte o suficiente pra bater na minha coxa e me fazer cair sentada nas costas do sofá.

Ele começou a se aproximar com a mesma cara e eu respirei tentando manter o ritmo da respiração regulado e não toda afobada como eu verdadeiramente estava.

A nossa sorte é que não tinha tantas pessoas lá em cima, se não já iam começar a brigar conosco pelo barulho.

—Não é verdade! – fiquei travada quando ele colocou as duas mãos do lado do meu corpo sob o sofá.

—Seria... – ele se aproximou mais agora só o rosto na direção do meu – Realmente muito bom ter você desse jeito... – mais um pouco –

—G-Gray não... não...

Ele se aproximou o suficiente e eu jurava que ele me beijar...

E até que eu não ia achar isso nem um pouco ruim. Não teria que tentar nenhuma teria doida da Levy de beijar ele.

Comecei a ficar nervosa e conforme eu respirava o cheiro do perfume dele vinha junto e podia confirmar que estava me embriagando com aquilo. O hálito quente roçou na minha pele e engoli a seco esperando mais outra aproximação...

.

.

.

.

Quando Gray deu um sopro na minha cara pegando o celular da minha mão direita.

—Aha! – ele se afastou começando a dedilhar no celular.

—Não!! – gritei enquanto ele gargalhava.

— Pica de mel?! — agora ele quase rolava no chão de rir agora.

—Que merda.

Agora eu estava mais do que puta. Primeiro porque ele havia descoberto meu apelidinho que me esquecera de trocar os contatos de novo. Segundo... Porque eu não conseguia esconder a frustração de não ter ganhado um beijo dele.

—Da onde você tirou isso?! – riu de novo –

—Me dá! – peguei o celular com raiva ainda em cima do sofá na hora que ele puxou de volta fazendo nós dois cair nos tapetes felpudos do chão. Quando consegui soltar da mão dele me ajeitei pra me levantar com o sem celular mas ele me segurou contra o seu corpo. Nem fiquei com vergonha daquela posição eu ja estava puta o suficiente.

—Da onde tirou isso? – perguntou ainda rindo.

—Nada. – disse nervosa tentando me levantar de novo, sem sucesso. Ele pediu mais uma vez então eu bufei — Porque você sempre estava cheio de meninas. E minha mãe dizia que homens assim tem mel. Satisfeito? Agora me dá.

A expressão dele primeiro envergonhada pela minha explicação ficou seca e ele me soltou.

Talvez percebesse que eu tinha ficado aborrecida.

—Hm. Disse bem eu estava cheio de meninas.

—Quem se importa. – soltei sem pensar pegando minha bolsa e juntando as coisas.

Ele ficou em silêncio e eu também.

Que ótimo.

~~

Ainda estava muda depois de meia hora de sair da biblioteca. Gray fez uma pergunta ou outra sobre qualquer coisa que respondi com tanto mal gosto que fiquei com raiva de mim mesma.

“Esquece isso Juvia” murmurei mentalmente “Quem precisa da droga de um beijo...”

—Juvia?

—Que? – olhei pra ele continuando a andar e ele parou atrás de mim. – Que? — repeti.

Ele levantou umas das sobrancelhas e pegou minha mão puxando pro lado contrário que estávamos indo. Só o acompanhei com mais raiva da minha mão estar entrelaçada na dele.

Acho que era a direção da praça que tinha ido semanas atrás.

Ele praticamente me fez sentar no banco e se sentou do meu lado só que de frente pra mim, próximo demais.

—Porque você ta brava?

Brava?!!

Brava?!

—Eu não to brava... – me controlei

—Ah ta. Sei. Você está assim desde que saímos da biblioteca.

—Impressão sua.

Ele se remexeu e deu pra sacar que ele também estava “bravo” agora.

—Está assim por causa do celular? – não respondi – Foi só uma brincadeira, não precisa ficar assim porque...

—Não é por isso. – o interrompi

—Então?

Suspirei.

Enrolava meus dedos um no outro de tanto nervosismo.

Eu ia ter que falar mesmo? Tipo... Jura?!!

—Eu... – respirei – Achei que fosse me beijar.

Gray pareceu ter se engasgado quando terminei a frase. Ficou paralisado no canto dele, mas ainda perto de mim.

—Não... Não brinca mais assim comigo... – pedi nervosa – Você fica falando essas coisas, flertando comigo e... – me segurei pra não falar que ele fugia depois – Não... Termina de fazer – soltei . — Só, por favor, não faz mais isso. – ia me levantar já quando ele segurou minha mão.

—Eu... Não sabia... Foi... Sem pensar...

—Não precisa se desculpar. – disse firme – Só foi uma coisa...

Ainda estava de pé quando disse que tinha que ir pra casa. Até porque eu tinha que ir mesmo.

—Levo você.

Mesmo que preferisse ir sozinha dessa vez não insisti.

Narrador

Aquelas fases de silêncio já estavam a deixando mal. E só piorou quando chegaram a porta da minha casa.

Gray se sentia um idiota completo depois do ocorrido.

Só queria enfiar a cabeça num buraco, ou voltar no tempo pra impedir ele mesmo de não fazer aquilo,ou pelo menos concluir o que ia fazer. Ele olhava de rabo de olho Juvia do seu lado esquerdo quieta demais pra quem era sempre falante com ele.

Queria pensar num jeito de não saírem dali brigados.

Praticamente, um casal sem ser casal.

—Obrigada. – ela colocou a chave na fechadura do portão e girou abrindo-o. Foi a direção dele pra dar um beijo no rosto de despedida.

Ele viera o caminho todo pensando na burrice que fizera e pensando também que era o desejo dele também beijá-la só não sabia se deveria fazê-lo já que o combinado não era aquele. Se era o combinado ela tinha ficado brava??Mas ele entendia... Era uma vontade,dos dois.

—Eu não sabia se podia fazer isso. – ele disse e ela entendeu sobre o que ele estava falando.

—Agora você já sabe... – ela entrou em casa.

~~

Assim que Gray voltou a oficina seu pai já o olhou com a mesma cara de dias atrás.

—Que foi dessa vez?

—Nada.

—Sei. – ele passou reto pela recepção e Melissa mostrou a língua pras costas dele – Ah!Gray – Silver o chamou fazendo Melissa se virar e fingir estar fazendo qualquer coisa – Natsu está ai.

—Natsu?!

Gray abriu a porta da cozinha com tudo assustando Natsu que assaltava a geladeira do amigo com umas três bolachas de uma vez na boca.

—É... Seu pai disse que eu podia... – falou de boca cheia fechando a geladeira

—Natsu! — Gray exclamou animado e em dois passos foi até o amigo agarrando – Natsu eu sou um idiota! – choramingou ainda abraçados

—Pronto, pronto... Passou... – Natsu afagou seu cabelo – Eu sei,dói ficar sem mim mas agora seu amiguinho está de volta!

—Não to falando de você idiota. – o soltou – Mas... Isso também. Me desculpe por ter pressionado você a falar.

—Ah tudo bem... no fundo eu entendo,mas já passou.

—Mas eu ainda sou um idiota, fiz burrada hoje.

—Eu sei, é sempre assim eu saio e você faz merda. – o rosado estalou a língua algumas vezes. – Conta ai... Acho que temos muito que conversar mesmo... – o garoto se lembrou de Lucy.

~~

Levy McGarden

Decidi ir à casa da Lucy como quem não queria nada e tentar puxar algo que desse naquele assunto sem parecer que Natsu me contou. Eu conhecia Lucy o suficiente pra saber que ela não precisava de muito pra me contar tudo.

Mal conseguia conter a raiva que,infelizmente,estava sentindo dela.

Porque caralhos ela foi acreditar justo naquele branquelo azedo?! Que nojo só de pensar neles dois juntos como um casal fofinho apaixonado...

Apertei a campainha e esperei ouvindo passos e risadas lá dentro. Infelizmente ela não estava sozinha,maseu também não tinha avisado que vinha.

A porta se abriu e acho que agora eu podia morrer né?

Sentado no sofá estava Sting com uma camisa que parecia do trabalho dele.

—Levy? – Lucy ficou surpresa a me ver e fico estampado na cara dela que fora uma surpresa ruim. – Que... Está fazendo aqui? – ela percebeu o jeito que eu olhei pra Sting.

—Oi. – disse um tanto seco evitando olhar pra cara imbecil do outro no sofá – Eu... precisava conversar com você. Mas se for te incomodar eu saio.

—Não... – ela abriu mais a porta – Entra. É pode subir no quarto eu já vou.

Fui subindo os degraus ouvindo Sting perguntar o que eu fazia ali e Lucy responder mas não perdi tempo escutando fechei a porta e me sentei na cama.

Lucy veio minutos depois um pouco sem graça.

—Pode...pode falar.

—Na verdade... – já sabia como puxar assunto – Não sabia que conhecia o Sting também.

—Lyon o levou na festa. E agora estamos nos falando.

—Falando? Ou... – fiz um gesto com os dedos como se indicasse que eles estão juntos.

—Não,só amigos... Ele ta esperando a namorada dele... e eu... – Lucy coçou a cabeça

—O Lyon né? Acho que eu sei.

—É.

Ficamos um pouco em silêncio.

O mundo tinha virado do avesso e Lucy tinha ido pro lado negro da força sem nem tentar ficar conosco.

—Posso saber que eles fazem aqui? – perguntei direta

—Achei que tivesse dito que eu e o Lyon estávamos ficando. –disse ela séria

—Achei que eu tivesse dito que ele era dono de um site pornô. – fingi ter me esquecido – Ou será que eu esqueci.

—Lá vem você e essa história... – ela riu ajeitando o cabelo. Fazia isso quando estava nervosa...

—Lucy...

—Olha eu conheço o Lyon a anos. Anos. – ela se levantou – Vocês viram ele no colegial e ai,foda-se. Eu conheço ele a bem mais tempo,passei mais tempo com ele do que com você.

Isso me doía mas era verdade.

Mesmo primas morávamos em cidades diferentes era difícil nos ficarmos juntos. Mas sempre fomos muito amigas...

E Lucy morou a vida inteira no interior e quando eu vim embora que Lyon foi pra lá. Faziam mais de quatro anos.

—Mas você não acredita em mim? – perguntei

—Eu só sei que Lyon não teria coragem disso que vocês falam. Eu nem conheço o Natsu,bem mais fácil eu acreditar nele e não no seu amigo.

Beleza,agora ele era meu amigo,e não nosso...

—Você enche a boca pra dizer que ele é meu amigo,que nem conhece ele mais ficava toda molhadinha com ele por perto. – agora eu quase gritei...

—Sorte que eu tive alguém pra me mostrar a verdade!

—Verdade uma ova... – murmurrei

—Lyon me disse que era usuário do site , mas e daí que garoto nunca entrou num site pornô? Mas o Natsu?!

—Ele não fez nada! – gritei –Você... Francamente Lucy,você acredita que o Natsu seria capaz disso?!Porque motivos eu estaria falando com ele então?Com um cara que me humilhou tanto já que você diz que ele é o culpado.

—Você pode ter perdoado ele...

—Não seja ingênua Lucy. – dei risada – Eu nunca perdoaria isso!

Ela permaneceu em silêncio, mas inquieta remexendo os dedos dos pés no chinelo.

—Vai responde você acredita?

—Eu...

—Tá é apaixonada por esse branquelo!Você nem ao menos sabe no que acreditar!

—Levy vai embora! – ela se levantou e abriu a porta do quarto — Eu não quero mais te ver.

—Que?!

—Isso mesmo!Sai daqui...

Eu não queria dizer aquilo que ia dizer mas...

—Você devia ir falar com a Juvia ia saber o que é verdade e o que não é.

Levantei-me pegando minha bolsa. Sting teve a capacidade de dizer tchau quando eu sair. Meu Deus ele não deveria nem falar comigo!

Aquilo já era demais. Sai chorando do apartamento e apertei o botão do elevador.

Como alguém podia ser tão imbecil!

O elevador abriu junto com o do lado.

—Está diferente McGarden.

Filho da puta.

—Vá se foder. – cuspi me virando pra encarar ele. Ao contrário da Juvia,eu não tinha taanto... “medo” dele. Pelo contrário...

Lyon apoiava o braço na parede com um sorriso cínico.

—Que palavra feia... – ele veio até mim – é assim que se trata um velho amigo?Aposto que veio encher a cabeça da Lucy de bosta.

—De verdades você quis dizer. Então você se mudou?– sorri amarelo.

—Por pouco tempo. Vim passar uma temporada com o meu pai e com a minha namorada...

—Que nojo. – dei risada – Seu pai deve ter tanto orgulho de você. – disse ironicamente.

Agora ele estava enfurecido.

—E você?Nojo eu teria de uma menina feito você que se vendeu tão fácil por nada. Sua mãe ficaria orgulhosíssima se soubesse que os remédios dela naquela época foram pra isso.

Minha espinha gelou.

—Você...Você...

—Eu não sei de nada... – ele riu e veio até mim me empurrando contra a parede – É o que todo mundo diz. O problema é que eu conheço a podridão de todos vocês.

—Sai daqui. – tentei me soltar.

—Eu sei que você não estava nem um pouco drogada Levy-chan... — arregalei os olhos – Você fez porque quis! Assim como o Natsu fez a cabeça da Juvia pra ela ir!Eu posso ter contados umas mentirinhas pra Lucy mas você sabe que parte disso é verdade!

—Vai se foder seu imbecil. — Chutei sua canela.

Agora eu chorava descontroladamente.

—Já fodi... a sua amiguinha esqueceu? – quase tive um refluxo

O empurrei com força e corri pra área da escada descendo os degraus.

Eu chorava tanto que os degraus estavam embaçados e num deles pisei em falso caindo. Senti que tinha machucado o pulso.

Queria sair dali.

Queria minha casa, mas não tinha força nem uma pra levantar.

Uma faxineira passou perto e me ajudou. Inventei que estava passando mal e ela me levou até a portaria.

Tirei o celular do bolso com a mão esquerda quando estava sozinha ainda chorando disquei o número.

—Alô? – ouvi barulho de bateria alto do lado de lá.

—Gajeel... Por favor...

—Levy?!

—Me busca na casa da Lucy... – soltei o resto do choro enquanto ele dizia que estava vindo.

Eu nunca tinha viajado tanto no tempo... Relembrando tudo. Exatamente tudo daquela noite eu só queria me matar enforcada.

Por mais que você confie em alguém. Essa pessoa nunca vai saber tudo de você.

Cada um de nós era uma lua que tinha seu lado obscuro que não revelava a ninguém.

Notas finais
Eai eai kkkk encontraram alguns segredinhos Quem tiver alguma teoria :3 manda ae,adoraria ler u.u Ah e me digam o que vocês acham de capítulos grandes tipo... Os meus mesmo , com uns 5K de palavras kk Porque muitas coisas eu preciso escrever,mas não é o momento pro capítulo sabe, e as vezes é mas ai eu penso, vai ficar gigante... Então... Digam ai ^^ Eeeeeeeeee antes que eu esqueça... No começo eu disse que a fic teria por volta de uns 15 capítulos né? Não sei se vocês vão ficar felizes mas pelo que estou vendo vem mais que 15 :3 Muita coisa pra contar e explicar haha Mil beijinhos... Até algum dia ;-;