Calm The Storm
18 Sorteio - Part.1
Notas iniciais
Nós ganhamos os dois primeiros jogos da interclasse e perdemos o decisivo.
Foi divertido pra mim. Depois que todo meu nervosismo passou, consegui jogar bem até,pra quem não sabe nada.
E depois da semana dos amistosos do jogo assistimos Natsu e Gajeel jogarem basquete. Sinceramente eu não sabia como eles aguentavam depois de jogar vôlei a semana toda,ainda encararrem o basquete. Que acabaram ganhando também.
—Uma sorveteria... Precisamos...Comemorar... – Natsu pedia jogado no chão junto com Gajeel.
Depois deles se trocarem fomos todas pra sorveteria perto da escola.
Eu e Levy ficavamos de leve observando Natsu e Lucy... Mas eles pareciam estar... normais. Até conversaram no jogo, mas duas palavras:
“Jogou bem!” disse Natsu
“Você também” disse Lucy...
Mas pelo menos não houve aquela restrição de “não irei no mesmo lugar que ele(a)”
Gray chegou dez minutos depois de nós já estarmos na sorveteria. Ele havia cuidado da oficina o dia todo e nem conseguira ver o jogo dos garotos. Então eles acabaram entrando numa conversa sobre isso e eu optei por não interromper.
—Podiamos fazer algo não é? O feriadão está ai e nós... Nada. – Suspirou Levy.
—Três dias sem aula. Isso pede pra nós fazermos algo! – Lucy reforçou
—Uma festa? – sugeri
—Hmm, algo mais... Demorado.
—Uma viagem? – arrisquei
—Isso! – Erza me abraçou — Praia?!
—Aaaa, seria a melhor coisa uma praia... Mais vai estar lotada! – Levy disse — E o dinheiro que gastaremos com hotél?Ou pousadas?
—Ei vocês ai chega de basquete. –Erza chamou os garotos – Vamos falar de uma futura viagem anda senta aqui. – ela bateu no banco ao seu lado e Natsu foi prar lá – Não precisa sentar tão perto de mim também.
—Ah qual é Erzinha? – ele deu um beijo na sua bochecha
—Eca, não gosto de cheiro de homem suado. Sai pra lá.
—No dia da festa você gostou do Gajeel...
—O que tem eu?!
—Olha aqui Natsu cabeça de fósforo... – Erza já puxava os cabelos rósados do Natsu.
—Okay vocês. – dei dois tapinhas na mesa com Gray ao seu lado – Queremos uma praia o que acham?
—Gosto da idéia... – Gajeel apoiou.
—Eu tenho uma casa na praia podemos usar. – Lucy disse enquanto bebia o suco.
Todos olharam pra Lucy, aposto que com a mesma pergunta que eu fazia na minha cabeça naquele momento.
—O que tu não tem também, sua rica?
—Ué, não são meus, é da família... –Lucy ficou corada – Não quer dizer que eu não possa usar.
—Tenho que ver a oficina... – Gray disse só pra mim enquanto os outros começavam a combinar como nós iriamos, quando e etc – Mesmo se meu pai disser que tudo bem pra ele ficar sozinho, não sei se temos algo programado pra esses três dias.
—Ah é verdade... ele trabalha não é? – Gray fez que sim
—Eu poderia pedir pra Sting ficar no meu lugar, mas ele não está na cidade esse mês. – engasguei com o suco ... – Melissa... é uma boa funcionária, mas não pra ser gerente.
—Bem, espero que consiga alguém... Não queria ir sem você.
—Não vai. – ele sorriu e beijou o alto da minha cabeça – Nós faturamos bem esse mês... Se atendermos só no período da tarde não vai ser prejuízo.
Fitei Gray com um leve sorrinho no rosto.
— O que foi?
—Você fica... bonito falando essas coisa inteligentes.
—Ah! – ele riu mais percebi suas maçãs coradas – Se você diz...
Dois dias depois, fui praticamente obrigada a comprar um biquini já que o meu não... Ah...fechava mais.
Mesmo que a ideia de ficar de biquini numa praia não me deixasse lá... confortável, eu teria que ter um se precisasse. Preferia ficar assim mais com meus amigos... Eu sempre era a “garota de regata e shorts”.
A parte dificil não foi nem a organização, foi mais as pessoas. No caso duas apenas.
Natsu e Lucy.
Eu havia falado cedo demais que achava estar tudo bem.
Lucy estava toda animada com a ideia, até havia nos cedido a casa, e depois... não queria mais ir por causa do Natsu. Pra ela saírem juntos tudo bem, mas três dias numa casa, com certeza ele não ia querer.
Eu sabia que ela não ligava, ela ligava é pra o que ele iria pensar.
Consegui um pouco convencer ela, mas deixei aberto a sua decisão, afinal não queria que ela se sentisse desconfortável nem obrigada a nada.
Precisei esperar a resposta do Gray, mesmo que ele insistisse pra eu ir sozinha caso as coisas não dessem certo, não ia conseguir ficar me divertindo lá a praia e ele sozinho em pleno feriado.
Silver tinha outro trabalho fora a oficina, ele era diretor e braço direito do presidente de uma empresa de pneus pra carros e caminhões. “Ele não pode simplesmente deixar a empresa lá e cuidar da oficina, é responsabilidade minha” Repassei as palavras dele na minha cabeça.
Porque ele ficava tão sexy sendo tão responsável?
Na quarta fui até a oficina do Gray. Nós iamos sair pra comer camarrão porque eu tinha enchido a paciência a semana toda depois dele revelar que nunca tinha comido.
Estava no escritório enquanto ele terminava de atender um cliente, olhando alguns porta retratos.
Não tinha nenhum do Lyon. Por algum motivo aquilo me deixou chateada.
Suspeitei que uma garota de cabelos escuros devia ser Ariane, a irmã dele. Peguei a foto na mão. Realmente ela era linda, e tinha grandes olhos azuis.
—Licença está esperando ser atendida? – pulei de susto quase deixando o retrato escapar da minha mão. Apertei ele contra o peito e me virei.
Se aquele não era o pai do Gray, era seu tio ou um outro irmão escondido que eu não sabia, já que o que estava diante de mim, era todo ele. O mesmo cabelo, olhos, traços do rosto, um porte físico mais musculoso e mais alto que ele, com uma barba por fazer. Ele tinha uma cara de sério, e até malvado que me deixou desconcertada.
—Ah!Eu – coçei a cabeça — Não sou cliente.
— Ah... – ele ergueu a sobrancelha sério – Bem... Amiga do Gray ou da Melissa? – abri a boca pra responder quando ele voltou a falar – Onde estão os modos não é? Sou Silver. – sorriu estendendo a mão.
Silver, o pai dele.
Como era tão bonito?! E novo!
Respirei fundo.
—J-Juvia. – peguei sua mão de volta e ele a segurou me deixando totalmente constragida.
—Você é a mulher do Gray? – ele sorriu ainda me segurando
—O que?! Ah é, não tecnicamente... Eu não sei.
— Se você é a Juvia Lockser... Ele fala muito de você. – ele me soltou – Está esperando ele então? – fiz que sim. Ele olhou o retrato na minha mão por alguns instante e comecei a me desculpar por estar bisbilhotando as coisas. – Linda não é? – foi só o que ele disse. Olhei para o quadro de novo e concordei. – É a Mika, mãe dele.
Arregalei os olhos me lembrando que achei que aquela era a mãe do Gray.
—Linda...
—Sim. – ele colocou o quadro de volta na mesa – Ele já está descendo. Fiquei sabendo que vão a praia.
Expliquei sobre “nossos planos” e Silver disse que estava tudo bem, que havia conversado com o Gray. Ele iria remarcar dois clientes que marcaram hora de manhã e o resto dos dias abriria a oficina a tarde e trabalhar na empresa de manhã.
Perguntou um pouco sobre mim, meus pais e onde eu morava, ele ficou surpreso como o Gray ficou quando ouviu o “Engenharia Química” e me elogio quanto a isso.
—Ei pai. – Gray abriu a porta – Ah, já conheceu ela então. – ele passou o braço pelo meu ombro.
—É, peguei ela xeretando minhas fotos.
—Eu?!Eu n-não... – comecei a enrolar os dedos
—É brincadeira dele. – Gray riu e Silver também. – Já estou indo. – nós já iamos saindo pela porta quando Gray voltou – Ah, ela tem vinte e um anos e um e sessenta.
—Ata agora sim.
—Por que... – comecei a questionar.
—Coisa do meu pai.
Narrador
Era uma tarde ensolarada de uma quinta-feira.
Primeiro dia do feriado.
Juvia estava naquele momento sentada em cima da própria mala ou lado de Kagura no quintal da casa esperando o carro da Erza passar na frente.
—Eu nem acredito que vamos a praia!! – Kagura bateu os pés – Faz tanto tempo que eu não tinha amigos assim pra sair juntos...
—Um dia poderiamos fazer uma viagem bem mais longe que a praia.
—Outro estado!Outra região!Nodeste!Aaaah eu adoro o Nordeste é lindo você precisa iirrr.
—Eu nunca nem sai daqui acredita?
—Com tanto que todos nós estejamos juntos é o que importa. Sua amiga Erza também.
Juvia arregalou os olhos olhando confusa pra garota.
—Que tem ela?!
—O que?Nada de mais, ela é super legal!Nós ficamos conversando por mensagem.
—Quando?Sobre o que?
—Credo mulher que cíume é esse — Kagura se levantou levando sua mala junto – Nada de mais oras.
—Kagura você sabe que a Erza é...
—Olha elas chegaram, vem! – ela deu dois pulinhos indo pro portão. Juvia suspirou
—É você não sabe...
O carro de Erza tocava algum rock alternativo quando outro passou do lado tocando algo bem mais pesado e barulhento. Gajeel buzinou enquanto Natsu e Gray passavam do outro lado na rua.
Natsu gritou sobre o volume do carro que se encontrariam num posto de gasolina perto de uma rodovia e saíram na frente.
A praia que Lucy tinha a casa ficava a mais ou menos quatro horas de viagem com trânsito.
Ficaram de se hospedar na casa dela no decorrer dos dias. Eram quatro quartos para oito.
As garotas foram brincando no carro quem ficaria com quem no quarto, já que forçadamente cabiam apenas dois em cada quarto.
—Alguma de vocês vai ter que dormir com os meninos. – Kagura disse.
—Porque não você? – Levy cutucou
—Mal os conheço!
—Vai ser a Lucy. – Juvia já pensava em juntar a amiga com o rosado.
—Ah claro... Com o Gray.
—O que?! – Juvia trincou os dentes.
—Parem vocês! – Erza advertiu do banco do motorista – Vamos resolver lá com todos. Afinal eles sabem disso?
—Não... – Lucy franziu as sobrancelhas.
—Eu posso dormir com a Erza, não é Erza. – Kagura riu
O carro de repente bambeou na pista fazendo todas gritarem.
—Erza! — repreendeu Levy
—Me-me desculpem eu só desviei de um... pássaro. – pigarreou.
No posto Erza parou para abastecer e as meninas desceram para beliscar algumas coisas da loja de conveniência e usar o banheiro.
Dez minutos depois, o carro dos garotos pararam do lado delas.
Compraram água e reveram o caminho que Lucy tinha explicado até a casa, até descerem de novo.
Levou mais uma hora até chegarem.
—Espero que a faxineira tenha recebido o recado de dar uma arrumadinha nas coisas. – Lucy disse carregando suas malas pela escada que ia da garagem da casa até a porta dasala – Se não vamos ter que fazer um multirão.
—Ah nada que umas vassouras não resolvam. – disse Erza disposta carregando suas malas e da Levy.
—É estamos em muitos então...
Lucy ia completar a frase quando, por conta da sandália que estava escorregando de seus pés, tropeçou num pedaço de pedra da escada solto fazendo a ir de encontro com o chão se Natsu não a segurasse pelo braço.
—Lucy! – Juvia se assustou subindo os degraus mais rápido.
—Foi só um tropeção. – a loira riu disfarçando – O-obrigada...
—Deixa que eu levo. – Natsu tirou a mala das suas mãos e jogou por cima do ombro como se não pesasse nada.
Lucy ficou estática no mesmo lugar observando o rosado subir as escadas com a sua mala nas costas... Acabou notando que ele tinha belas costas.
Um tapa certeiro na sua bunda lhe fez dar um gritinho e olhar pra trás.
—Não fui eu. –Gajeel continuou subindo.
Levy deu uma risadinha.
—Vocês são fofos.
—Cala sua... – Lucy pigarreou optando por não terminar a frase e continuou subindo com a chave na mão e abriu a porta.
A casa era linda.
A sala era grande junto com a cozinha. Umas das paredes eram de vidro e dava pra ver o jardim não tão bem cuidado do lado de fora e mesmo assim não deixava de ser bonito. Fazia tempo que a familia Hearthfilia não passava as férias ali.
Todos deixaram as malas na sala enquanto ela ia ver se tinha água para beber. Para sorte deles não tinha absolutamente nada.
—Teremos de fazer compras... – Lucy mordeu os lábios.
—E limpar. – Juvia disse ao seu lado – acho que sua mensagem não chegou – ela passou o dedo pela bancada da cozinha carregando um maço de pó com ela.
—Ah que vergonha...
—Que nada loira. – Gajeel afagou a cabeça da garota – Nós podemos dividir as tarefas e metade de nós vai no mercado e a outra limpa.
—E dividir os quartos. – lembrou Erza.
— Dividir? — Gray perguntou
—Somos em oito dividiremos o quarto pra dois.
Alguns minutos de silêncio.
Parecia uma tarefa fácil. Mas Levy não ficaria no mesmo quarto que Gajeel nem por mil reais, nem Lucy enterrada ficaria com Natsu, muito menos a vergonha da Juvia a deixaria dormir com o Gray na mesma cama, que por sinal eram duas de solteiro – uma pra cada quarto — e duas bicamas. Talvez pudesse ser nas bicamas...
—Simples, — Natsu deu de ombros — Levy com Gajeel, Gray e Juvia, Kagura e Erza e... – ele se lembrou de Lucy — Não, é... Eu e a Erza e Lucy e Kagura.
—Fico com você só se for na bicama. –Erza logo avisou.
—Porque tenho que ficar no quarto com o Gajeel?! – Levy bateu o pé – Acho válido as meninas ficarem juntas.
—Acho que não vejo problema em você ficar no mesmo quarto que o Gajeel,afinal nós somos amigos a muito tempo.
—Durma você, bem mais simples, não acha Gajeel? – Levy deu uma cotovelada no amigo.
—Claro, se... não tiver problema pro Gray.
—Aah... – Gray mordeu os lábios sem responder. Não queria Juvia dividindo a cama com ninguém!
...
Que não fosse ele, claro... mas não podia deixar isso a mostra.
—Bem, acho que Gajeel e a Juvia não cabem na mesma cama. – foi a voz de Lucy do outro lado da sala – As camas são de solteiro e vocês dois... Vão ficar apertados demais. Apesar que temos as bicamas...
—Tá me chamando de gorda? – Juvia questinou.
—“Gostosa” seria uma palavra mais apropriada... – Lucy corrigiu levando um beliscão no braço. – Ai!Só quero que fiquem confortáveis mesmo que seja um tanto impossível...
-Seria válido ele ficar com alguém pequena feito você. – Erza deu um peteleco na baixinha.
—Ha-ha... Engraçadinha, não vai dar certo.
—Ah gente são coisas tão simples. – Kagura levou as mãos até o rosto – Tá, acho melhor fazermos um sorteio assim não terá brigas.
—Sorteio?! – foi quase um coro
—Sim, a não ser que vocês se decidam de uma vez quem vai ficar com quem.
—Eu... eu... – as bochechas de Juvia ficaram fervendo de vergonha.
Ela teria de dormir no mesmo quarto que o Gray, era o unico jeito. Já tinham dormido junto no dia da festa, mas... Não numa mesma cama. De pijamas!Juntos...Totalmente encostados um no outro!!
E se fossem as bicamas? A probabilidade de Levy cair com Gajeel precisariam das bicamas, e se Natsu caísse com Lucy ou Kagura?Não ela não podia ser egoísta pegando as bicamas pra ela... Mas se ela não dormir com o Gray também tinha a possibilidade dele cair com alguma das meninas!!
—Por mim tudo bem o sorteio. – Gray disse fazendo Juvia olhar pra ele confusa. – Mas pode ficar comigo se quiser...
—Ah é, é...
—Se a Juvia ficar no quarto com o Gray... –Natsu começou a pensar... – É só a Erza ficar com a Kagura, Lucy com e a Levy, e eu com o grandão aqui.
—Vai dormir no chão. – Gajeel avisou
—Por mim tudo bem. – Kagura sorriu – Durmo com qualquer um de vocês... Meninas.
—Ah.
—Tudo bem pra você Erza? — Juvia perguntou
—Vamos tentar um sorteio sim?
Juvia suspirou pegando um caderno um tanto empoeirado da estante e arrancando uma folha passou a escrever o nome de todos do grupo enquanto Gray cortava os quadrinhos com os dedos e dobrava.
—Sorteio. Não me importaria de dormir com você. – sussurrou – Pode ser na bicama...
—Eu sei que não. – ela riu
—Mas não quero que fique desconfortável.
—Não tenho vergonha de você... – ela acabou de escrever os nomes – Só...Só...
—Só é dificil dividir o quarto com um cara.
—Não é só um cara. É você. – Juvia disse automático tentando dizer que ele não era qualquer um,mas saiu todo ao contrário. Começou a concertar com medo que ele se magoasse – Não que você seja o problema Gray, eu só – coçou a cabeça
—Vamos pelo sorteio. – ele se levantou lançando uma piscadela pra ela. – Claro que se você cair com Natsu eu me recuso.
Juvia sorriu e concordou.
Na cabeça dela ela teria que ficar com ele. Os dois no mesmo quarto, ela quase se sentia obrigada a fazer alguma coisa...
—Tá vocês, parem de falar e vamos com esse sorteio de uam vez. – Gray chacoalhou as mãos – As primeiras duas duplas ficam responsáveis pela comida e as outras pela limpeza. Alguma objeção?!
...
—Posso trocar com alguém se caso... – Lucy que estava do lado do Gray sussurrou pra ele – Se caso... você sabe.
—Tá. – ele abriu a mão e estendeu pra ela – Tira dois papéis. O primeiro será para a bicama ok?
—Lucy olha lá hein. Tira uma dupla boa ai mulher. – Pediu Erza.
Lucy tentou segurar o riso quando abriu os dois papéis mais foi quase impossível.
—Fala logo Lucy! – Gray tentou olhar os papeis e Juvia também – Mentira...
—Gajeel e ...
— GALE! – gritou Juvia – Gale, gale, gale... – fez uma dançinha de lider de torcida.
—Isso significa que temos um vencedor. – Kagura deu dois tapinhas no ombro de Gajeel que não escondia a felicidade.
—Troca! – Levy bateu o pé
—Nada de trocas! – disse Gray chacoalhando a mão na direção da Juvia. – Ao menos é uma bicama Levy.
Levy deu um puxão nos próprios cabelos. Já não bastava ter que dormir na casa dele aquele dia e agora isso!
—Só não ronque. – disse empurrando Gajeel.
—Eu não ronco!
—Próxima dupla... Camas de solteiro – Juvia fez barulho de tambores batendo – Erza e Kagura.
Erza fechou os olhos e sorriu tentando esconder a vergonha. Kagura permaneceu normal querendo saber o restante das duplas.
—Ok, vocês quatro vão cozinhar... – avisou Gray – Já podem ir pro mercado, próxima. – mais uma vez chacoalhou as mãos e foi na direção do Natsu – Vai. Bicamas.
O rosado respirou fundo torcendo pra não cair com Lucy.
Ou torcia pra cair com ela?
Pra não cair claro!
—Eu... – ele abriu o outro papel devagarvinho – Eu e...
—E... – Gray encorajou.
—E... – Juvia mordeu o dedão
—Não seja eu... Não seja eu... – Lucy sussurava.
—E... – abriu o papel de uma vez – Juvia.
—Que?!! – Gray tirou o papel da mão dele.
—Brincadeira, é você. Eu e você!! Amiguinhos!
—Ah cala essa boca sai daqui. – Gray tentou empurrá-lo quando o mesmo não parava de abracar ele. – Isso conclui que a Lucy divide com a Juvia, uma cama de solteiro.
—E juntos vamos cuidar da limpeza! – Juvia desceu do banco
—É... juntos... – Lucy revirou os olhos
—Olha pelo lado bom fui eu e não o Natsu. – sussurrou Juvia só pra ela.
—Não sei se estou feliz ou decepcionada.
—O que?!! – Juvia fez uma expressão fofa e abraçou a amiga que já se arrependera do que dissera.
—Bem Lucy... – disse Gray — Nos mostre onde ficam as vassouras.
~~
Erza batia tudo que via pela frente. Feito um pimentão ambulante, chegou no quarto e jogou a mala de qualquer jeito no chão.
Não queria ficar no mesmo quarto da Kagura. Ela precisava colocar os sentimentos em ordem e não precisava de uma pessoa... linda, com cabelos cumpridos e belos peitos pra atrapalhar.
—O que eu acabei de pensar?! – a ruiva se deu um tapa na cara.
Pegou as malas com raiva e as guardou.
—Sua parte da estante é as duas gavetas pra baixo. – avisou ríspida para Kagura.
—Ah Erza... – a menina tentou falar mas a ruiva já tinha saído trocada de roupa descendo pesado as escadas.
Pegou as chavas do carro enquanto esperava Gajeel e Levy pra irem ao supermecado.
—Que cara é essa Erza? – perguntou Levy quando entrou no carro. Erza deu a partida – Ué, não vai esperar a Kagura?
—Não, ela vai ficar.
—O que foi?
—Nada.
Gajeel deu de ombros e Levy preferiu ficar quieta.
Juvia e Lucy colocaram roupa um pouco mais velhas.
Lucy optou por shorts e uma regata, assim como Juvia, mesmo que a azulada achasse que o shorts fosse muito curto. Mas era praia, calor. Calça que ela não usaria.
A limpeza até que seria fácil, o problema era só o pó.
As duas estava acabando a sala já, depois de mais ou menos uma hora, suadas quando se perguntaram onde estariam os dois bobocas se não estavam ali ajudando.
Vozes e gritos foram ouvidos da garagem.
“Aposto que estavam limpando lá e virou bagunça...” pensou Juvia com um suspiro.
Assim que abriram a porta da sala o barulho ficou maior. Uma grande lona azul estava aberta ao lado da escada na grama, que dava para a garagem. Cheia de sabão em pó com duas crianças escorregando sobre ela até pararem numa poça d’agua que havia formado na parte baixado jardim.
—Tá brincando comigo? – Lucy se perguntou.
Os dois ainda nem tinha notado a presença delas quando uma terceira pessoa entrou na cena. Kagura veio com um balde e vassouras.
—Olha acabei os quartos... Mas o que...
—Estamos se matando – Juvia jogou a vassoura no chão – e esses filhos da... Que você faz aqui? – perguntou a Kagura que gaguejou dizendo que preferia ter ficado a ir no supermercado. Olhou mangueira ao seu lado, pegou o balde e encheu daquela água gelada.
Lucy correu na cozinha e pegou algumas pedras do saco de gelo resevado pra guardar as bebidas e apoiou na blusa e levou para fora jogado dentro do balde.
Juvia levantou o mesmo e antes que desse tempo dos dois escorregarem mais uma vez , ela virou o balde d’agua gelada nas costas deles.
—JUVIA!! – Gray se levantou tropeçando no sabão caindo de bunda no chão.
—Frio... Frio... – Natsu batia os dentes.
—Vocês idiotas brincando!
—A gente já ia ajudar eu juro. – Gray já foi se desculpando até Kagura vir com outro balde e jogar neles. – Ah!!Ta fria!
—Devia ser fervente seus babacas!
—A gente só tava descontraindo... – Natsu se desculpou.
—Sei...
A azulada começou um sermão sobre deixar Kagura limpando e irem brincar quando a porta da garagem abriu revelando o carro de Erza. Gajeel foi o primeiro a descer abrindo o porta malas e começando a tirar as sacolas. Levy veio com um outras.
—Trouxemos cerveja!Poucas!Não quero ninguém caindo de bêbados! – avisou Erza – Já limparam?
—Teríamos acabado se os bobocas ajudassem... – Juvia cruzou os braços.
—Limpar é chato. – disse Natsu
—Devia deixar você sem comer! — Juvia empurrou suas costas o desequilibranco e fazendo cair de barriga na lona, escorregando até...
—Levy!!! – todos gritaram pra baixinha com fones de ouvido que se virou sem ter tempo de sair da frente sendo atingida em cheio por Natsu derrubando as sacolas no chão.
—Espero que não tenha vidro. – Lucy torceu antes de descer correndo.
—Minhas costas... – Levy reclamou se levantando. Percebeu que estava sentada em cima das costas de Natsu. Sentia as pernas e os braços todos molhados e grudentos. Os fones ainda estavam na sua cabeça quando ela os tirou escutando todos perguntarem se ela estava bem.
— Tô... mas acho que o pão francês virou de forma... – olhou pra sacola um tanto amassada –Tudo bem ai Natsu?
—Só tô com um arranhão na cara e uma baixinha esmagando minha espinha tudo bem... Eu aguento.
—Espero que aguente porque não consigo levantar... O peso da sacola tá me puxando... – Levy se deitou de novo esperando alguém vir ajudá-la.
~~
Eram seis horas quando todos acabaram de limpar e comer.
Finalmente, hora de ver o mar.
Lucy levou algumas garrafas de xarope, água com gás e vodka. Ela e Erza combinaram de fazer alguns drinks na praia.
As meninas pegaram seus biquinis e foram andando pelo caminho que Lucy ensinara. Era mais ou menos quinze minutos até a praia. Aquela era mais distante da praia principal e dizia Lucy bem mais bonita que a outra.
Juvia soltou um suspiro apaixonado quando viu a areia branca, limpa e o barulho das ondas quebrando na areia, num por do sol alaranjado.
O carro estava parado perto da areia os meninas tentavam ligar uma tal churrasqueira elétrica, os drinks e refrigerantes estavam no banco do carona.
Lucy foi a primeira a se jogar na água acompanhada por Kagura e depois os outros.
A água estava fresca, sorte não estar tão gelada.
—Tá esperando o que? – Gray veio até ela molhado.
—Só estou admirando o por do sol. – ela apontou o horizonte.
—Lindo né?
—É...
Na água Lucy já jogava água em Erza e Levy empurrava os ombros de Kagura pra dentro da água o que deixou Juvia se perguntando se ela estava brincando ou tentando matar ela de verdade.
Juvia respirou o ar limpo e agradeceu por não estar na cidade grande aquela hora. Parecia que todas as suas preocupações tinham ficado lá. As ondas molharam seus pés e aos poucos ela entrou na água mentalizando deixar as coisas ruins na areia.
~~
O frio começou a incomodar depois que o sol fora embora. Colocou uma blusa fina de mangas cumpridas e andou em direção ao carro procurando alguma coisa pra comer. De longe, viu Gray sentado no bando do motorista, ele tinha um caderno nas mãos e parecia estar muito concentrado no que fazia... Ela sorriu. Ele sempre ficava lindo daquele jeito quando se concentrava em algo como se não estivesse mais ninguém no mundo. Ela foi se aproximando sem se preocuparem fazer barulho afinal ele não iria ouvir mesmo de tanta concentração.
—Está fazendo que? – tentou dar uma espiadinha quando ele se assustou e fechou o caderno.
—Ah...N-n-nada.
—Hmm – ela riu – Tabom. Vim pegar alguma coisa pra comer. Está com fome? – ela deu a volta no carro ainda olhando pra suas mãos tentando ver o que era. Ele tinha dois lápis de escrever na mão e começou a guardar tudo no painel.
—Não... Por que não... entramos uma ultima vez antes de ir embora. – ele sugeriu mas Juvia percebeu que não era o que ele queria mesmo, era só pra afastá-la do painel.
~~
—Acho que estamos muito fundo... – Juvia já queria voltar
—Que nada olha ainda está no meu tórax.
—Ah qual é Gray olha seu tamanho e eu ne... Ah tá vindo!! – Juvia fechou os olhos.
—Está com medo de que?Você sabe nadar. – ele riu
—Mas na piscina não tem onda!E nem é escuro! Ah Meu Deus!
Uma onda grande cobriu os dois. Juvia ficou perdida por um tempo até que os seus pés tocaram o chão e ela se ergueu respirando.
—Ai eu quero voltar!! – ela tirou a água dos olhos e os abriu. – Gray?
Já era de noite e a água estava escura o suficiente pra ela não enchergar nada.
Deu a volta em si mesma e ainda nada de Gray.
—Meu Deus se aparecer um tubarão aqui eu nem vou ver!! – começou a andar no sentido de volta, já que mais uma outra onda se formava e Juvia prentendia não ser levada por aquela ali.
Gray saiu de dentro da água roubando um selinho dela.
Ela lhe acertou um tapa no ombro o fazendo rir – Vamos voltar!
Começaram a voltar até estarem numa distância considerada segura por Juvia, onde a água não chegava nem no seu tórax.
—Não tem medo da água a noite?
—Tenho. – Gray afirmou a pegando desprevenida — Talvez porque acho que tenha algo lá, mesmo que não tenha. Não é nada tranquilo, a parte de não enchergar direito... É um pouco desesperador.
—Já se afogou? –Juvia se sentou na areia. Gray ficou em silêncio um poucos sentado na sua frente.
—Já, no mar a noite. Exatamente assim.
—Eu teria medo... de entrar de novo.
—E eu tenho, mas não tanto quando você está comigo.
—Mas eu também estava com medo – ela sorriu.
—Por isso, tinha que mostrar masculinidade... – Gray fingiu uma pose séria e endureceu os músculos do corpo fazendo Juvia rir mais.
—Se você se afogasse a masculinidade ia junto.
—Tentei ser romântico ok... – ele expirou o ar voltando ao normal.
—Okay – ela se aproximou mais dele — desculpa continue seu romantismo.
—Eu não tenho tanto medo se alguém comigo está com medo também, imagina o desespero? – ele riu – E precisava transmitir confiança pra você. Na verdade preciso.
—Eu já confio em você... – ela estava olhando no profundo dos seus olhos
—Certeza?
Ela sabia que ele havia perguntado propositalmente. Desviou o olhar.
Talvez... Aquele fosse o momento?
—Gray...
—Gray! – uma terceira voz o chamou – Juvia!Nós já vamos voltar!
—Estamos indo! – Gray respondeu – Vamos?
Juvia torceu os dedos e respirou fundo.
“Ok. Não consigo fazer isso.”
“Não consigo fazer isso.”
—Vamos...
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