Calm The Storm

11 Reconciliação


Notas iniciais
Volteeeeeei o Tive de fazer uma gambiarra dos inferno pra conseguir postar hoje. To sem word,formatei o PC e pow, gente esse WordPad é uma desgraçinha... PC formatado meus capítulos estão salvos no pen drive mas não consigo editar eles ainda... Enfim k. Consegui postar hoje! Avisando aqui que a fic está sendo postado do Social Spirit tá?Se verem lá,não é plágio ^^ Nick está como KNeko ok? Mais um cap pra vocês,não tenho idéia de quando vir o próximo e é isso ai. As tretas is coming só pra avisar... Mil Beijos!

Gray Fullbuster

Deixei Gajeel primeiro em casa de propósito só pra pegar Natsu sozinho e fazê-lo falar de uma vez.

Por mais que não quisesse lembrar as coisas ruins da noite passada, ter conseguido um selinho que fosse da Juvia já tinha me acalmado. Mas ele ainda não me escapava de contar o que sabia.

—E então Natsu? Desembucha.

—Sobre?

—Tenho mesmo que dizer?

—Hm, acho que sim se não eu não vou saber.

—Tá se fazendo de idiota... – sussurrei – Que foi aquilo ontem à noite? – ele já ia protestar de novo quando voltei a falar – Lyon. Pra ser bem exato.

—Não sei do que você está falando.

—Eu ouvi vocês conversando de madrugada sobre ele. – parei o carro na frente da casa dele – Eu já desconfiava que você tivesse algo pra me dizer só não sabia que iria mentir tanto.

—E quem disse que eu estou mentindo?! Eu não sei do que você...
—Lucy conhecer o Lyon... Vocês ficaram nervosos quando ele apareceu lá. E eu ouvi bem quando Levy e Gajeel disseram que tinham nojo dele e você sabe o por que. E sabe do que eu to falando.

Natsu cerrou os punhos sério, sem me encarar.

—Eu... Não vou te falar nada.

—Ah então é assim?! Qual é Natsu...

—Eu não... – ele respirou — Olha aqui eu não acho certo sair falando mal do seu irmão...

—Acha que eu ligo?! Eu quero saber o que ele fez. Quero saber o que ele fez pra vocês estarem daquele jeito ontem, quero saber o que ele fez com a Juvia! – quase gritei.

Agora ele me olhou assustado e abriu a porta do carro.

—Eu não vou dizer.

—Droga! – sai do carro também – Porque não?! – gritei por cima do teto — Achei que você...

—Eu não vou contar um segredo que não é meu!

—Você está envolvido! – ele chutou a calçada – Natsu... Quanto tempo você está escondendo isso de mim?

—Anos.

—Que ótimo e pretende me esconder isso até quando?

—Não sou eu quem tem que falar nada, é ela. E você devia esperar ela se sentir bem o suficiente pra contar. Se acha que vai tentar arrancar algo de mim... Não vai... Eu não vou dizer Gray.

Dei as costas sem dizer mais nada e entrei de volta no carro indo pra casa.

Natsu Dragneel

Queria poder quebrar a casa toda naquela hora.

Que maldito dia Lyon resolveu aparecer.Apesar de que fomos nós mesmo que aparecemos onde ele mora atualmente. Eu até devia saber que uma coisa dessas podia acontecer... Só não na festa da Lucy. Esperava irmos a uma padaria e ele estar lá coisas do tipo...

Dei um soco forte no saco de boxe sentindo o músculo do ombro reclamar de tanto esforço.

Senti no chão do porão ofegante e vi o celular vibrar. Havia algumas mensagens e ligações perdidas... Da Lucy. Retornei uma delas um tanto nervoso.

—Natsu?

—Eai... – respirei – Você me ligou?

—Eu... Sim, é bem precisava falar com você. Pessoalmente se possível.

—Bem – respirei de novo ainda ofegante – Por mim tudo bem.

—Você... Está um pouco cansado? – ela riu – Pode ser outro dia, na verdade não tem pressa.

—Eu estava só treinando... A escolha é sua loira, o que quer fazer?

Fez um pouquinho de silêncio do outro lado até ela falar de novo.

—Posso... Ir ai?


~~

Deu tempo certinho de eu tomar um bom banho e Lucy chegar em casa.
Minha tia estava toda toda, querendo cozinhar,faze doces e etc. Só por estar vindo uma garota a minha casa.

—Tia não é isso que está pensando ta?

—Mas querido, alguns doces não matam ninguém.

—Sei... – bebi o resto do copo d’água quando ouvi a campainha tocar.

Subi o degrau e abri a porta indo pela garagem até o portão.

Fazia frio, e eu nem tinha percebido. Sai de regata e já me arrependia do corpo quente receber um vento tão frio. Exceto no pescoço que eu havia coloco o cachecol...

Oi... Natsu. — Lucy me olhou de um jeito... Um tanto estranho? Medindo meus ombros e os braços.

—Oi,entra ai.

Apresentei ela rapidamente a minha tia que começou a empurrar uns doces, brigadeiros... Mas que no fim Lucy gostou e fomos pro quintal eu agora agasalhado e ela com um prato de brigadeiro na mão.

—Sua tia é um amor. – disse de boca cheia

—Ela é... Eai. Diga.

—Eu... Pode me dizer da onde conhece o Lyon?

Ah não...

Ah não!

Vai toma no cú, todo mundo quer saber dessa porra agora!!

—Até você – sussurrei, mas ela escutou

—Ah,é que ... Bem

—Da escola. – resumi – E se eu não contei pro Gray não posso contar pra você.

—Mas eu já sei.

Ergui uma sobrancelha e olhei pra ela mexendo no prato do brigadeiro.

—Levy me contou... Algumas coisas. Sobre um site... fotos, você confirma isso?

—Tá duvidando da Levy?

—Quero saber de você.

—Confirmo...

—E você o conheceu como?

—Na escola ué. – disse de novo.

—E fazia parte disso também?

—Ah?! – quase engasguei com a saliva – Porque você acha uma coisa dessas?!

—Porque eu falei com Lyon, mesmo depois da Levy dizer pra não falar.E eu queria que dissesse logo a verdade.

— O que?! – me levantei – Você... Não fez isso Lucy.

—Eu perguntei de onde ele conhecia Levy e disse que era da escola, que ela era das meninas populares e etc. Só isso.

Lucy estava falando desse assunto calma demais pra mim.

—Eu não falei que ela me contou nada ta? Ele perguntou se ela era minha prima... Perguntou por que você estava na festa?

—Eu?

Ah não... Não...

—Disse que não era pra eu andar com você que você não era uma boa pessoa... Agora me diz Natsu de onde vocês se conhecem?! Porque parece que tem dois lados da história.

—Não tem dois lados Lucy você está só sendo enganada é diferente.

—Enganada por quem?! Você? Eu o conheço há tempos e não consigo acreditar que ele possa ter feito tudo àquilo que Levy diz que ele fez. Eu fingi, fingi acreditar nela. Mas eu...

—Você não quer acreditar é bem diferente. – a interrompi

—Eu não acredito! – ela se levantou também, agora já não estava tão calma– Ele não... Não parece esse tipo de pessoa.

—Talvez porque algumas surras na vida dele ensinaram alguma coisa.

—Natsu!

—Lucy você vai acreditar nele por quê? Olha pra mim? Eu tenho cara de administrador de site pornô por acaso?!

—Não foi pelo site...

—Ah ta, então o que ele inventou que eu fiz?

—Você escolheu a Juvia pra isso, ela não me disse, mas sei que a Juvia está envolvida nisso. E ele me disse que você queria que fosse ela pra outras coisas piores...

—Cala a boca. – dei risada. Eu devia ter atirado pedra na cruz pra estar sendo acusado disso.

—É verdade?! – os olhos dela encheram de lágrimas

—Lucy você não sabe de nada. Eu não fiz nada, não ordenei nada pra ninguém.

—Eu fui uma idiota de gostar de você. De ter te dado aquele beijo...

—Idiota de gostar dele! –gritei — É escolha sua acreditar no Lyon, então vai lá. Fique a vontade – dei de ombros – Só está assim porque ta apaixonada por ele só espero que ele não jogue fotos suas peladas na internet também.

Um tapa certeiro me atingiu no rosto.

Dei dois passos pra trás e fechei os olhos pra controlar a raiva.

—Ele não é você!

Ela passou me dando uma ombrada, chorando.

—Que inferno...

Juvia Lockser

— O que você fez?

Gildarts deu um pulo da cadeira do computador e deu uma risada dizendo que eu o assustei.

Depois de meia hora até Bicks me convencer de que não saia de nada eu fui até o escritório.

Sempre me perguntei por que ele ficava lá dentro quando devia ficar com a minha mãe... Pensando bem, é o que um casal normal faria certo? Se você vem a casa da sua “namorada” é pra fiar com ela,sair algo do tipo.

Apesar também de que era a primeira vez que eu o via ali então...

—Não entendi sua pergunta.

—Pra começar o que está fazendo?

—Eu... Só vim checar um emails estou esperando uma resposta do serviço, e você o que está fazendo porque quase não olha na minha cara e de repente.

—Que fez com ela?

—Ela?

—Minha mãe. – disse firme

—Eu... Nós, nada. Estamos bem.

—Tá pulando a cerca?

—Porque eu faria isso! – percebi que ele se sentiu parcialmente ofendido.

—Não sei. Ela disse que ouviu uma conversa no Natal que não deveria ter ouvido... Passou pela minha cabeça que talvez você pudesse estar falando com alguma... vagabundinha.

Gildarts me olhava um pouco assustado.

—Pra nossa primeira conversa você está sendo um tanto... rude, criança.
—Criança seu... – rosnei – Que você fez?

—Olha eu não fiz absolutamente nada. Não acha que deve perguntar a ela?

—Acha que eu não fiz, ela não quis dizer.

—E o que faz pensar que eu vou te contar? Se ela não quer que você...

—Vou dizer a ela que andei vendo uns históricos de sites pornôs justamente na hora que você vem pra cá.

—Mas não tem nada aqui. — a expressão inocente dele,é claro que não tinhas sites...

—Eu faço ter.

—Você é meio abusada... – fiquei esperando – Olha, eu não posso te dizer muito, até porque eu não entendi o que foi. – esperando – Ah ta ok... Vejamos, ela me disse que ouviu seu tio dizer que sentia sua falta que você devia ter se tornado uma garota muito bonita que ele planeja vim te ver. Eai, ela sentiu uma coisa estranha e passou mal. Afinal o que tem de mal nisso?

Não vomita Juvia...

Pelo menos não agora...


~~

—Mãe?

Bati na porta. Ela disse um entre baixinho.

Estava deitada lendo um livro,os óculos na ponta do nariz. Achava impressionante o fato de isso não a deixar com cara de velha. Tirando duas ou três rugas ela sempre teria cara de criança pra mim.

— Quando ele vem? – fui direto ao ponto.

—Ele quem? – ela fechou o livro

—Você sabe de quem eu to falando. Meu tio. Gildarts disse que ele vinha pra cá. – ela suspirrou – Desembucha logo porque eu já vou pra casa da Levy.

—Ele não vem. Disse que não queria ele aqui.

Aquilo me espantou. Minha mãe,ao menos,sempre aparentou gostar do seu cunhado. Ou talvez,meio tarde mais ela tenha resolvido me escutar de que eu não o queria aqui.

Na verdade homem nenhum.

Tanto que o único motivo dela não trazer Gildarts e Cana definitivamente pra cá,sou eu! Uhull.

—Porque? – perguntei

—Não...Quero ele com você.

—Decidiu acreditar em mim? – provoquei.

—Juvia... Eu vou te contar umas coisas. Desde que você começou a se entender por gente eu sei,não preciso que você diga,que eu fui e sou uma mãe horrível. Acho que tarde demais eu comecei a me dar conta disso. – ela respirou – Quando você tinha dezesseis anos eu comecei a ver tanto de mim em você que não conseguia mais guardar a raiva do seu pai em mim. E eu tentei me aproximar... Só que certeza que eu não sou boa nisso – ela riu de si mesma. Eu ainda estava quieta do outro lado do colchão – Você já tinha se tornado essa rebelzinha que você é. Não conseguia me aproximar de você por mais que eu quisesse.

Era verdade...

Minha mãe sempre puxava assunto comigo da escola. De tudo.
E era aquela de sempre,eu nunca a respondia direito. Sempre acabava em briga.

— Porém,eu tentei. Achei por muito tempo que te levar a psicólogo iria ajudar. Mas eu errei de novo. E então eu te dava os remédios achando que se você ficasse calma eu conseguiria finalmente falar com você.

—Só que eu tomo os remédios.- admiti

—Eu sei que não. Eu abri o potinho um dia desses,tem cheiro de menta.

—Tic TAC... – disse envergonhada.

—Eu... realmente sinto muito por tudo que eu não fiz por você. E eu sei que agora é tarde demais, você já é uma mulher. Trabalha, tem seus estudos, não tem mais nada que eu possa fazer a não ser dizer que eu fui mesmo uma imbecil completa. Vou tentar te ajudar agora e não te atrapalhar. Por isso eu não quero mais seu tio aqui.

—Obrigada. – foi só o que eu consegui dizer.

Minha cabeça era um turbilhão de pensamentos. Tudo os mesmo tempo.

Não conseguia orgarnizá-los pra dizer algo concreto pra minha mãe.
Agora estava explicado porqeu ela não me deixava sair... Queria eu aqui. Perto dela.

Certeza que ela achava que Gajeel e Levy me afastavam dela. As mães sempre tem umas épocas que acham que seus amigos são má influencias.

—Eu... Comecei a achar depois de um tempo que você não me queria.

—Nunca diga isso... Era o que eu mais queria na vida, uma menina – ela sorriu — Só seu pai se tornou um crápula, queria você não queria que fosse filha dele, assim como seu irmão...

É eu era filha única de filho... Legítimo se pode dizer.

Bicks é filho do ex-namorado da minha mãe. Quando ela se casou com meu pai já veio grávida. E como ela teve uma gravidez complicada não foi difícil falar pro meu pai que o menino era prematuro, foi mais difícil contar a Bicks que ele não era o seu pai.

—Eu só quero tentar pelo menos concertar as coisas, aos poucos... – ela relaxou os ombros – Eu não vou virar uma boa mãe da noite pro dia, mas quero tentar de entender... Eu me senti tão mal quando ouvi aquilo... Me surgiu um sentimento tão forte de...proteger você. Vou tentar me redimir...

Dei um sorriso de leve.

—Gajeel ainda mora com a Lica? – ela perguntou de repente. Lica era mãe do Gajeel.

—Mora...

—Senti saudades dela esses dias.

—Podíamos... Chamar ela pro fim de ano aqui em casa. – sugeri

—Seria uma boa!Eu... Vou falar com ela.

—Mãe. – parei quando ia sair do quarto – Acho que eu tenho uma coisa pra dizer. Há muito tempo que queria dizer...

—Pode falar. – ela prestava total atenção.

—Eu...- respirei e fechei os olhos – Tenho uma tatuagem.

—Você... Você o que?!!!

—É um laço...

Ela pareceu que ia surtar por um minuto e então respirou e disse algumas coisas cantando que eu não entendi de princípio, só depois cheguei mais perto ela dizia “Respira,não mata ela ainda”.

Dei risada.

—Mãe é só uma tatuagem...

Ela massageou as têmporas.

—Hm. Quanto tempo...?

—Desde os dezesseis...

—Como?!Onde fez isso que eu nunca vi?! – ela elevou a voz. Virei de costas e levantei a blusa. Estava com uma calça baixa naquele dia então deu pra ver pelo menos a metade.

Ela se levantou da cama e quase tirou minha calça pra ver.

—Ai mãe, vai com calma ai.

—Eu... Foi pelo que eu disse uma vez? – fiz que sim arrumando minha roupa – Ai... – ela olhou de novo e dessa vez riu – parece que ta embrulhada de presente pra alguém.

—Que horror!Que nojinho!

Eu era tão distante da minha mãe que começar a se aproximar me deixava estranha. Mas era um sentimento bom do mesmo jeito.

~~

Meu celular caiu na cara pela décima vez enquanto eu conversava com Gray.

Eu estava mais do que aliviada de conversar com ele primeiro porque eu sabia que estava melhorando ele relação a isso. E segundo porque, ele não perguntou sobre o Leon.

Desde do dia que voltamos do sítio,conversávamos de noite que era quando ele tinha tempo. Ainda estava, meio que, com vergonha do beijo ainda... E cada vez que ele perguntava quando nos veríamos de novo eu corava e respondia qualquer coisa.

Bateram na porta e o celular caiu de novo.

—Quem?

—Eu.

Hm.

Nunca gosto que minha mãe entrava no meu quarto a começar porque ela começava a falar sobre a bagunça, depois vamos doar as roupas que você não usa... E eu odiava mexer na outra parte do guarda roupa.

—Oi!

—Ah,bem você não vai abrir a porta... Ok. – ela suspirou – Pensou sobre o ano novo?

Talvez a idéia do ano novo fosse uma boa. Mas eu achava que talvez...

Não fosse.

Meus amigos todos aqui de novo. Talvez fosse um passo muito grande pra essa “mudança repentina” da minha mãe, mesmo que ela própria tem dado a idéia.

Mandei mensagem pro pessoal que eles estavam convidados pra vir. E quando enviei, fiquei ansiosa para a resposta da Levy e do Gajeel... Já que o resto do pessoal não sabia como era a minha mãe mas eles sim.

Redfox ♥
:Hm. Estou surpreso com isso mas... Vai ter cupcakes?

Levyzinha
:Sua mãe ta meia pirada?Mesmo assim eu vou.

Suspirei.

Lucy tinha dito que iria ficar com os pais.

Natsu tinha brigado com o Gray. E não queriam se ver no mesmo lugar.

Natsu...

TINHA BRIGADO COM GRAY??

—Ah de novo não... — Choraminguei alto.

Liguei na hora pra Natsu.

—Vai dormir Juvia.

—Natsu! Porque brigaram?

—Por... nada.

—Natsu... Desembucha logo ou eu vou ai.

Pode vir minha tia adora quando vem garotas aqui em casa e hoje está uma noite bem fria.

—Cala a boca. – disse nervosa. Natsu ainda levaria um murro meu... Outro... – Eu to falando sério.

—Ele queria saber do Lyon é isso.

Tecnicamente, podemos dizer que era por minha culpa.

—Vocês sempre brigam por minha culpa.

—Ou por você também, pode ser.

—Já disse pra parar com isso.

—Eu sei to brincando...— ele riu

—Eu falaria com ele, mas... Como... Eu digo que o conheço, e ele vai acabar querendo saber também.

—Sabe que não precisa fazer isso, eu... Disse a ele que você contaria se sentisse que devia contar.

—Tá... Acho que obrigado. – nós trocamos mais algumas palavras e dei boa noite ao Natsu e desliguei.

Eram dez horas e Gray disse que ia dormir.

Desci as escadas e fui até a cozinha pegar alguma pra comer.

Minha mãe também estava lá com um pote de doce de leite na mão, peguei uma colher e roubei um pouco.

—Acho que... Não vem todo mundo... Mas Gajeel e Levy vêm.

—Ótimo. – ela sorriu – Bem como antes...

—Gajeel quer cupcakes...

—Manda ele comprar.

Dei risada e continuamos a planejar outras comidas que poderíamos fazer com a ajuda da Bisca.

~~

Gray Fullbuster

Meu pai quase me expulsou da oficina naquela tarde. Além de passar a tarde me alfinetando com a Melissa depois do término de dias atrás. Não conseguia pensar em nada que não fosse o meu irmão e ela.

Abri a porta da cozinha e bebi um pouco d’água gelada.

—Que você tem hoje?! – ele me perguntou fechando a porta... Não em um tom bravo, e sim preocupado. – Você está um tanto estranho e isso não é de hoje.

—Não... Não é nada que precise se preocupar.

—Não tem a ver com seu irmão né?

Arregalei os olhos.

—Eu o conheço desde pequeno Gray não se esqueça, eu sei quando Lyon pegava seus carinhos e você ficava com essa mesma cara de agora.

—Eu... Não... Não tenho certeza. Prefiro não falar.

—Ok... Fique com o resto do dia livre tá?

Eu realmente precisava.

Depois que tomei um banho gelado. Fiz uma coisa que eu adorava fazer...

Ficar pelado.

Deitei na cama liguei os ventiladores, não era possível aquele calor todo?

Eu ainda estava puto com o Natsu... E muito. Sentia-me totalmente excluído sem saber o que tinha acontecido. Algo que envolvia meu irmão e a garota que eu gostava, sinceramente, acho que estou no direito de saber. Mas em partes eu tinha que concordar com Natsu,se ela quisesse contar o faria.

Não consegui me concentrar em nada direito pensando nisso o dia todo, então me concentrei em pensar em outra coisa, mas que também envolvia eu e ela.

Achei melhor não ficar pressionando ela pra ficar comigo, ou qualquer coisa do tipo. Eu sabia, mesmo sem saber exatamente como e o que, que ela tinha suas limitações e eu de modo algum queria interferir nisso.

Por mais... Que eu ansiasse por ficar com ela... Não estava nos meus planos ultrapassar os limites nem as vontades dela. Sem contar que eu ainda tinha minhas próprias limitações disso... Meu primeiro e ultimo relacionamento foi mais decepcionante que qualquer coisa...

Mandei mensagem minutos depois perguntando se ela tinha um tempo livre pra conversarmos.

Ela demorou uma meia hora pra responder que tudo bem. E mais outra meia hora quando eu disse que ia à casa dela, e ela achou melhor vir aqui.

Narrador

Juvia já saíra do trabalho. Tinha ido pra casa se trocado, tomado banho, depois de comer e descansar finalmente pegou o caminho até a oficina.

Gray estava todo nervoso ainda estirado na cama, mas agora vestido. E Juvia... Pensava o que ele queria falar com ela. Se lembrou que ele diria esperar ela pensar no dia da festa, mas não queria ainda ficar com alguém daquela maneira. Não se sentia totalmente pronta ainda.

Do quarto escutou seu pai subir. Todos já deviam ter ido embora, então ele desceu pra esperar ela lá embaixo.

Ficou dentro do escritório olhando celular de cinco em cinco segundos e nada. Tentou se concentrar em arrumar os papéis na ordem dentro da gaveta de metal quando o celular vibrou.


:Estou na porta...

—Respira... – disse a si mesmo e saiu do escritório.

Abriu a porta e sorriu pra ela como se estivesse tudo normal. Nada de nervosismo...

Como se não tivesse como ficar nervoso!Gray já tinha aceitado que realmente estava gostando da garota, o que era estranho pra ele também depois de tanto tempo sem pensar em alguém desse jeito.

—Oi... – ela disse sem graça colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.

—Oi... Vamos... Na praça?

Ela fez que sim e eles caminharam ainda em silêncio até a praçinha próxima a casa do Gray. Até chegaram lá. Juvia se sentou num dos banquinhos e Gray do seu lado. Ela começou a ter um frio na barriga se lembrando do motivo de ter ido lá.

—Gray.

—Juvia.

Os dois disseram juntos...

—Fala primeiro. – ela insistiu

—Eu... – tossiu – Eu queria... Queria dizer que não quero que se sinta pressionada a ficar comigo agora... Nem que tenha que decidir nada. – respirou

Ela sorriu um tanto agradecida.Não queria se sentir intimada a responder nada pra ele.

—Eu agradeço... Queria dizer isso também acho... – ela balançou as pernas – Eu acho que preciso me acostumar com a... possível situação.

—Eu sei... Também, me sinto assim. – ele sorriu

—Preciso ter certeza se vou conseguir fazer isso...

—Sim, e acho que precisamos nos conhecer melhor.

Tá.

Aquilo tinha quase sido uma indireta.

—Também... Mas,v ocê...Vai ficar com outras pessoas né?

E ta ai a pergunta que ela mais queria fazer.

—Por que eu ficaria?

—Ah,você sabe – ela coçou a cabeça.

—Eu gosto de você. Não vou ficar com ninguém. – disse firme

—Ah,desculpa... – ela corou as maças o que fez Gray rir. – Acha que a gente pode dar certo? – ele franziu a sobrancelha – Afinal eu... Eu sou eu. Te disse na festa... Eu sou totalmente errada pra você. Olha... Vai por mim você não vai querer minhas crises na sua vida. – disse de uma vez.

—Eu posso me acostumar, quero você mesmo sabendo disso... Mesmo assim. Eu quero tentar... Eu gosto de você.

Agora ela estava sem escapatória...

A sua real vontade era se jogar nos braços dele e dizer que também gostava dele.

Ela o olhou de rabo de olho e percebeu que a olhava também.

Como aquilo era complicado?

Existia a sensação de querer ficar com alguém e não querer ainda?Ela sentia falta da cócegas que fizera quando eles deram um leve selinho na piscina... Mas como ia fazer isso?

“Não,não Juvia deixa de bobagem!!”

Fechou os olhos...

Talvez os dois sentimentos estivessem empatados dentro dela que não conseguiu responder.

Do outro lado Gray sentia o estômago retorcer de ansiedade e nervosismo. Ele também sentia no fundo os mesmo sentimentos de querer dar um outro beijo nela.

Juvia torcia os dedos da manga da blusa.

“E se... Fosse só um selinho...”

Um selinho... E ele me beijaria com fervor e ficaríamos juntos!!!*

Quase escapara um “nhaa” dos seus lábios, mas ela balançou a cabeça negativamente. "

"Para com isso oushe” Pensou.

Seu celular vibrou uma mensagem de Rebecca dizendo pra não demorar pois voltar aquela hora sozinha era perigoso.

—Gray...

—Oi. – ele respondeu de pronto achando que podia ser um beijo.

—Eu tenho que ir... Está tarde e volto de ônibus.

—Nada disso hoje eu te levo.

—Ah! – corou – N-não, não tem necessidade.

—Claro que tem ta muito tarde pra você ir sozinha.

—Mas...

—Eu insisto. Ou prefere dormir aqui?

“Não faz pergunta difícil...”

Gray voltou pra pegar o carro na oficina com um sorriso maior que sabe Deus o que e foi correndo pegar ela na praça.

—Saiba que eu não saio por ai entrando no carro das pessoas viu? – ela disse depois de por o cinto. Parecia até estar mantendo distancia dele.

—Eu sei que não. –ele riu – Acredite.

Gray se lembrava do caminho e seguiu mais calmo ate lá. Juvia havia ficado quietinha, mas ele não queria os dois em silêncio.

—Gostando do livro?

—Hm. – ela estava toda concentrada olhando pela janela – Ah. Claro!Adorei.

Ótimo assunto finalmente.

Começaram a falar sobre o livro e os jogos. Até chegarem.

Juvia tirou os cintos e abriu a porta quase ao mesmo tempo que Gray.

Ele observou a casa grande da garota com o carro de Bicks na garagem o enchendo de orgulho.

—É... Obrigada. – ela sorriu ao fechar a porta.

—Disponha.

Ela mirou os olhos pro seu pescoço percebendo o colar da cruz caído dentro da blusa.

—Nhaa!! Você usa! – soltou uma felicidade corando as maçãs. Fazendo Gray rir.

—E você também... – olhou a pedra azul.

—Ae... Bem, eu vou entrar...

Hora da despedida...

Juvia sentiu o estômago remexer.

—É então... É. – Gray coçou a cabeça.

Ela se virou segurando no portão pra abri-lo.

—Tchau. – lhe deu um rápido beijo na bochecha.

Totalmente inocente.

O que surpreendeu Gray. Um beijo leve e sincero.

—Até mais... – abriu o portão – Boa noite...

—Boa noite Juvia.

~~

Ela não pensava que isso fosse realmente acontecer...
Ficou sentada na cama repassando várias vezes que tinha acabado de dizer que
NÃO IA FICAR COM ELE AINDA!

Estava realmente gostando de alguém de novo e por mais que essa idéia a amedrontasse tentava não pensar na idéia da parte do medo e sim que queria beijar ele!! Mas. Não tinham nada... Ainda. E ela não conseguiria simplesmente chegar e “Eai? A gente pode se beijar?”


~~

Quando chegou a passagem do ano Rebecca fizera uma ceia para a família mais Gajeel e Levy. E depois Juvia levou pro quintal um tapete e Gajeel e Levy se sentaram nele.

Acabara de trazer uma bandeja de cupcakes e Gajeel – corajoso – lhe deu um abraço apertado na sua mãe. Fazendo ela e Levy rir.

—Como assim não beijo ele ainda?? – ele falou de boca cheia.

—Gajeel não a pressiona! – Levy disse do outro lado

—Mas eu quero beijar ele... – falou com vergonha – Eu não sei por que, mas eu gosto... Faz cócegas quando a gente da selinhos... E meu estômago da uma revirada que parece que... Que eu vou explodir! Já sentiram isso?

Os dois “amigos” se entreolharam com as maças coradas.

Levy desviou logo o olhar de Gajeel e o mesmo soltou um pigarro.

—Bem... É... Já...

—Eu estou feliz por você saiba disso. – Levy trocou de assunto – De você se sentir assim.

—Eu sei disso também – deu risada – O que eu tenho que fazer?

—Diz pra ele ué.

—Como se fosse fácil! – reclamou com o amigo.

—Ah, mas... Bem... Dá pra fazer isso também. – Levy pensou – Espera o momento certo de vocês dois, e você vai e pronto. Dá um beijo nele.

—Como se fosse fácil isso também?!

—Mas é! – os dois disseram – Qualquer um pode isso. – Levy completou

—Qualquer um? – Juvia sorriu maliciosa

—Lógico. – Gajeel respondeu

—Eu acho que se você quer, qualquer um.

—Fácil assim? – os dois fizeram que sim – É tão fácil, porque não beija o Gajeel vai. – Levy engasgou feio com o refrigerante — Gajeel dá um beijo nela.

—Não! – ela disse ao se recuperar — Ta doida Juvia!

—Amigos... Não fazem isso.

—Achei que era fácil pra qualquer um...

:3

Notas finais
Repetindo... Siiiiim a mãe da Juvia vai ficar mais calminha de agora em diante porque Preciso disso u.u Obrigada aos 15 comentários da fic hehe Podem comentar mais,queria saber o que vocês todos ( todos... u.u) estão achando da fic. Bom,ruim? E sim!!! A Lucy vai tirar tudo mundo do sério muahaha ! Comentários?? Observações?Críticas ? u.u mandem mandem ! Até o próximo!