Calm The Storm

17 Lyon Vastia


Notas iniciais
EITA OLHA QUEM CHEGOU u.u Um capítulo pra vocês lindos :3 Queria agradecer os comentários até agora hehe To muito feliz gente obrigada u.u Bem esse cap tá... Ta que tá. Título já denuncia que é pesado... Espero não ter explodidoa cabeça de vocês, mas aposto que ficaram um tanto confusos, tipo pó decide esse Lyon é ruim ou não? kkkk nem eu sei. Como sempre eu quebrando o gelo no fim dos caps porque não gosto de deixar tudo triste, ou com tretas, a não ser quando for preciso. Boa leitura !!!

Lyon Vastia

Alguém balançou meu ombro me fazendo acordar.

Ainda estava com os fones na cabeça. Olhei pro lado. O cobrador do ônibus me dizia que já haviamos chegado ao ponto final.

Fechei os olhos com força. Uma dor de cabeça me assombrava desde que saíra da casa do Gray mais cedo.

Tratei de acordar e sair do ônibus antes que eu voltasse pra cidade grande de novo

Peguei minha carteira e tirei cinco reais pedindo a garçonete um refrigerante.

Pedi uma informação de onde tivesse uma farmácia mais perto e paguei indo pra lá.

Era o caminho contrario a minha casa, mas lá não tinha nenhuma perto, era melhor andar um pouco agora do que chegar lá e achar um dipirona vencido.

Me pesei na balança. Ainda não perdia essa mania de criança, havia engordado o que era bom. Os dias na casa do Silver sempre me faziam bem do que ficar sozinho por aqui, da casa pro trabalho, do trabalho pra casa, quando tinha um...

—O que você teria pra dor de cabeça... – parei meu raciocínio.

A farmaceutica se virou pra mim e os olhos dela brilhararam.

—Me-me-me...

—Lyon!! – ela saiu do balcão me abraçando – Nem sabia que tinha voltado. – um beijo na bochecha – Por que não avisou?Eu podia ter te buscado na estação.

—O que... – balancei a cabeça – Meldy?!!

—Euzinha! – ela riu e me abraçou de novo o caelo rosa caindo todo no meu rosto.

—O que está fazendo aqui?

—Trabalhando ué...

Olhei o crachá preso na roupa dela e sorri orgulhoso.

—Me formei nessas férias esqueceu. Ah não você... estava ocupado demais indo na festa da Hearthfilia!

—Não... Eu... Me desculpe.

—Não se desculpe. – ela sorriu – Remédio pra dores de cabeça?

—Por favor... – suspirei querendo arrancar os cabelos ao ouvir aquele nome.

Fiquei perdido nos meus próprios pensamentos.

Ela estaria bem?Não, com certeza não Lyon...

—Eu já saio. Daqui... quinze minutos. – ela me deu algum comprido que eu nem olhei e já paguei – Quer colocar a conversa em dia?!

—Na verdade, eu adoraria... – eu estava quase implorando pra conversar com alguém mas precisava passar em casa deixar as malas, tomar um bom banho...

—Pode ficar lá em casa ué, sabe disso.

—Não...Não acho que “Rusty” vai gostar disso. – enrolei a língua pra falar.

—Seu idiota. Você é meu mlhor amigo.

Revirei os olhos levando um peteleco na testa.

—Me espere. – ela voltou pra dentro do balcão.

~~

Meldy morava a dois quarteirões do trabalho, fomos andando e ela falando e falando sobre o trabalho e a faculdade. Eu preferia só ouvir já que não tinha nada de bom pra contar.

Chegamos a casa dela e eu fui tomar um banho enquanto ela parecia fazer alguma coisa pra comermosenquanto falava com o namorado no celular.

Rusty foi meu amigo por um tempo até começar a namorar a Meldy, um ciúme doentio de mim começou a se formar nele e agora nós nem nos olhávamos. Eu já nao tinha amigos, fora ela e o Sting, e cada vez mais esse nuemro diminuia.

Passei mais tempo pensando na vida no banho do que fazendo o que realmente se deveria fazer tomando banho.

Ainda tinha a expressão de Lucy na minha cabeça, a voz... Natsu chegando, como se tivesse acontecendo tudo de novo só que com uma pessoa diferente. Lembrei principalmente da cara do Gray ao me ver daquele jeito.

Havia duas chamadas perdidas dele no meu celular. Fingi que não vi e continuei a me trocar. Talvez ele se preocupasse comigo apesar de tudo.

Peguei uma roupa que estivesse mais limpa dentro da mala o que era dificil ja que eu sai antes de poder usar a maquina de lavar.

Vesti uma regata e a bermuda de moletom e sai do quarto.

Pendurei a toalha no varal e voltei pra dentro me sentando no chão da sala.

—Fiz um lanche já que... – ela parou de falar pousando dois pratos na mesa de centro.

Ergui uma sobrancelha e mordi um deles.

—Já que...

—Anda malhando?

—Não. – falei de boca cheia franzindo as sobrancelhas e me olhando.

—Enfim. – ela sacudiu a cabeça e foi pra cozinha buscar dois copos de sucos. Só ai percebi que ela já tinha trocado a roupa toda branca por um pijaminha rosa com um urso na camisa que me fez rir. — Mas e você?Como está na casa do seu pai?

Suspirei.

—Tudo lindo como sempre.

—Porque não volta a morar com eles?É un saco ser sozinho.

—Sabe que eu fiz muitas coisas que faz o Silver não me querer lá... – Meldy se encolheu e começou a comer – Não quero ser um fardo. Um saco seria conviver com a pessoa que culpam pela morte da sua esposa e filha... Sem contar o Gray. Mesmo que Silver diga que não foi minha culpa ele sabe o que aconteceu pra Mika ter ficado daquele jeito... No fundo ele me odeia.

—Mas ele é seu pai de verdade e sabe disso, ele não te odeia Lyon... Um dia vocês vão precisar superar isso.

—Não é tão... fácil. – respirei – Alías, fiz uma coisa horrível.

—De novo?

Dei risada.

—Tá acostumada né?

—Eu não, mas você sim. – ela mordeu o hamburguer com força.

—Meldy você... precisa me ajuda... – senti minha voz falhar. -

—Foi a Lucy? – fiz que sim – Viu ela novamente?

—Ela?

—Juvia.

Minha espinha gelou. Pisquei duas vezes...

—Não... Ela... namora o Gray agora.

Meldy cuspiu todo o suco e começou a tossir engasgada. Bebi um pouco do suco e esperei ela se recompor...

—Eu realmente preciso da sua ajuda Meldy.

—De novo Lyon... Disse que precisa de ajuda duas vezes já.

—Dessa vez é serio! Por favor... Meldy eu não quero ver a cara da Lucy em ninguém de novo... Por favor Meldy.

—E o que quer que eu faça?

—Eu preciso parar com isso!Preciso... parar de ser assim.

—Não sou eu Lyon, você precisa...

—Não consigo sozinho.

—Precisa enfrentar eles... e você mesmo. – ela continuou como se não me escutasse — Esquecer tudo do cara que te botou na sua mãe, ele morreu tá legal, ele era um bosta me desculpa, ele não pode ser chamado de pai. Mas você tem e precisa aceitar que não é isso o certo, precisa conversar com seu irmão, conversar de verdade. – ela suspirou — Peça perdão.

—Não vou me humilhar pra ele, ele nunca vai perdoar, não agora que ela... Ela é namorada dele!! – dei um tapa na minha cara – Que inveja...inveja...inveja...

—Lyon!

—Desculpe...

—Não vai mudar se não esquecer essa garota também, essa culpa... Sem contar que há muitas mulheres pra se apaixonar.

—É... – fitei Meldy por um tempo concentrada em segurar o hamburguer sem deixar ele cair por baixo – Não as que nós queremos... – sussurrei – Acha que é fácil pra mim se apaixonar?As pessoas apaixonadas se tratam bem, se beijam, fazem sexo e não...

—E não...?

—Não sou uma pessoa capaz de dar isso pra alguém.

—Nunca me tratou mal. – engasguei – Porque será? — não respondi.

Recordei os momentos daquela bendita noite onde a bebida faz mais efeito do que qualquer outra coisa e nós acabamos fazendo besteiras. Senti meu rosto corar e pigarreei. Com ela conseguia ficar normal depois de lembrar daquilo?

— Ok, você quer ajuda não quer? – ela voltou a falar vendo que eu ficara mudo — Eu posso ajudar, mas tem que estar disposto a tudo pra melhorar. Tudo...

—Tudo tipo? – comi o outro lanche.

—Tipo falar com o Gray, com seu pai, com ela... Vai ter que se humilhar até te perdoarem... Só assim você vai entender Lyon. Entender eles, entender você mesmo.

—E como eu paro de ser igual meu pai?

—Psicólogos? – ergui uma sobrancelha – É sério!Lyon, eu disse tudo. Tem que conversar com alguém especialista. Eu não sou.

—Porque?

—Ora, porque?Alguém tem que entender o que dá em você... nessas...nessas horas. Já que você nunca soube explicar ao certo. – Meldy cruzou os braços – Veja bem Lyon... – ela se aproximou – Antes, você gostava da Juvia? –fiquei corado – Não gostava?Ela era linda, fofa, meiga, legal, tinha uma baita corpão, certo? Agora me diz porque iria querer machucar ela?

Pensei por um tempo nas perguntas da Meldy. Acho que esses tempos todas eu já havia me perguntado isso. E a resposta era sempre a mesma.

—Me ensinaram a ser assim.

—Desaprenda.

—Não acho que seja...

—Eu te ensino. – arregalei os olhos. Meldy estava com uma expressão determinada que eu começei a pensar que ela realmente pudesse estar falando sério – Te ensino a ser um nobre cavalheiro, gentil e carinhoso.

—Não acho que...

—Chega de achismos. – ela se levantou – Vamos ver um filme de romance pra começar.

—O que?!

—Eu disse tudo Lyon Vastia então é tudo. – ela deu risada e se abaixou do meu lado me fazendo recuar — Nós vamos dar um jeito... – falou séria- mas tem que me prometer que vai fazer tudo que for possível pra mudar.

—Está parecendo tudo muito fácil Meldy.

—É, pode estar, mas acredite não vai ser e você sabe disso... – respirei fundo.

—Tenho mesmo que assistir um filme de romance?

—Claro!!Vamos reviver esse romantismo perdido dentro de você. Começando pelo clássico um amor para recordar...

Meldy continuou falando sobre o filme, os atores e até quem havia escrito a história enquanto eu só conseguia pensar que eu levaria mil anos pra ser alguem normal...

Como Meldy conseguia ficar sozinha comigo sem sentir medo.

Como eu não conseguia tratar ela mal...

(Na verdade eu nunca tratava as garotas mal... O problema era a maldita a influência...sexual do meu pai na minha vida... Estragando tudo que eu pudesse ter com alguém).

.

“Ele teve de pular a janela porque perdeu a chave de casa na rua. Provavelmente bêbado demais pra conseguir ao menos saber que ela estava no seu bolso já que eu ouvia muito bem o barulho delas quando ele caiu no chão do meu quarto. Continuei a fingir que dormir, fingir que dormia como uma criança deveria, a respiração lenta e profunda. Mas com ele ali eu já começava a tremer. Devia ter seguido a idéia da minha mãe de dormir com ela naquela noite chuvosa.

Ouvi os passos dele sem delicadeza nenhuma de não me acordar passarem pelo quarto até a porta. Acho que não levaria uma surra hoje, nem nada daquelas coisas que eu tinha que fazer.

Tentei contar pra minha mãe na semana passada que ele estava me batendo e me fazendo fazer coisas estranhas. Até tirei a roupa na frente dela pra que ela soubesse o que eu realmente estava querendo dizer... Eu não soube dizer se ela acreditou. Ela olhou pra mim e começou a chorar muito, achei melhor não tocar mais no assunto. No outro dia ouvi ela ligar pra tia Mika dizer que precisavam conversar sobre mim.

Preferi mais ainda ficar em silêncio. Não queria preocupá-las.

Eu tinha cinco anos na época... Mas eu parecia entender tudo que acontecia

Respirei fundo me aconchegando na cama, acho que finalmente eu podia relaxar.

Meu calcanhar de repente pareceu ter levado uma picada de algum bicho que exalasse fogo. Me assustei sentando na cama. A risada dele preencheu o ar e jogou a bituca do cigarro fora.

Continuei sentado... já sentia meus olhos marejarem, fingi que estavam coçando e passei as costas das mãos neles – secando.

Escutei um barulho que eu sabia bem o que era...

—Olhe pra mim.

Não o fiz. Continuei imóvel encarrando os pés da cama. Ele me deu um tapa. Não fez muito barulho, mas doeu. Mesmo que fizesse barulho, aposto que minha mãe não iria ver o que era, porque ela já sabia o que era.

—Mandei olhar. – ele falou da poltrona.

Virei o rosto com nojo. Ele estava lá sentado, a calça e a cueca baixada até os joelhos. Virei a cara.

—Quero a minha mãe... – pedi.

—Ela está dormindo agora vem até aqui.

—Não quero... – já chorava alto e soluçava.

—Gosta de ver sua mãe apanhar? – ele se levantou e eu disse que não me levantando da cama. – Ótimo... Então vai fazer o que eu quero não vai?

O trovão ressoou ato o suficiente pra fazer meu ouvido doer e fechei os olhos com o susto.

Eu não estava mais no meu quarto agora. Era outro.

Aquele beco perto do mercadinho onde se jogavam os lixos.

Ele me segurava pela mão. Haviam alguns caras de terno e muitas mulheres adultas, mas elas estavam nuas e isso me envergonhava.

Fora a primeira vez que meu pai me levou pra sair. Eu tinha até ficado feliz um pouco, mas não gostei depois. Já era se se esperar.

Ouvi umas duas vezes ele dizer que achava que eu levava jeito pra coisa.

Fomos pro tal quarto do sonho. Tinha uma garota lá, ela devia ter um pouco mais da minha idade. Quando cheguei lá ela estava assustada e disseram que era por causa de mim. Eu... Fiquei até feliz. Ninguém nunca teve medo de mim, eu sempre tentei proteger minha mãe dele, mas era inúltil eu não colocava medo nem numa mosca. E agora, tinha uma garota na minha frente como medo de mim?! Era uma expressão... Linda. Não aconteceu nada naquela noite, só fiquei ali com aquela garota e depois meu pai apareceu de novo.

Eu tinha gostado de ver. Na verdade eu gosto de ver isso.

—Achei que gostasse de mim.

—Eu gosto, mas... Mas eu não quero fazer isso Lyon por favor me deixa sair...

—Você... – olhei no fundo dos olhos... Não qualquer olho... Aqueles olhos. O olho que eu sempre quis que tivesse a expressão de medo um dia. – Tá com medo de mim Juvia?

—Não!! — ela me empurrou escondendo sua nudez — Eu só quero sair!

—Fica mais bonita assim com essa cara chorona e medrosa...

Outro trovão.

Ergui meu corpo do tapete sentindo a visãoficar turva por ter levantado tão rápido.

Suado e ofegante.

Chovia lá fora, forte, a mesma chuva daquelas noites horríveis. O sonho trouxera a tona as minhas lembranças mais horríveis...

Olhei pro lado, nós dois havíamos dormido na sala a tv estava preta mas ainda ligada depois de um série de filmes românticos. Meldy dormia tranquila sem cobertas, então joguei a minha em cima dela.

—Pesadelos?

Me assustei com a sua voz sonolenta.

—É só nossa conversa fazendo efeito. – ri de leve sentindo uma lágrima escorrer.

Deitei de volta encarrando o teto. Meldy pegou na minha mão e a segurou chegando um pouco mais perto de mim.

—É a chuva.

—Sim, é.

Ela não demorou a pegar no sono de novo. Já eu preferia não voltar a dormir. Fiquei pensando no que ela disse aquela tarde, sobre procurar um especialista. Ela realmente estava certa... Talvez, eu precisasse.

O que será que Gray pensava disso?

Gray...

Ele me deu tantas broncas, e ficou horrizado com o que eu tinha feito, achou que eu devia ser preso por aquilo, mesmo quando eu disse que não fora minha culpa, que não era eu... Eu juro que não era eu!

Acho que ele disse algo sobre eu precisar de ajuda... Não.

Ele disse que não queria mais falar comigo e não queria me ver.

Talvez eu merece.

Mesmo que nós ainda nos falassemos, eu sabia o que as palavras dele queriam dizer.

Nós nunca teríamos a mesma confiança de antes, a mesma amizade e me ver pra ele era só reelembrar tudo de novo.

Sentia falta da ajuda dele. Só que eu sempre tenho que estragar tudo como se fosse invonluntário, até hoje eu estrago.

Eu devia ter ficado e contado sobre o que aconteceu com a Lucy... O que ele ia dizer?

Talvez a mesma coisa...

Então ir embora e contar praticamente teriam o mesmo significado... ?

Narrador

—Okay então... Você teve esse briga toda com o Gray e não contou pra ele ainda?

Juvia fez que não no escuro do quarto, com as cobertas por cima da sua cabeça enquanto a chuva cai lá fora. Ela escutou mais um trovão lá fora se assustando.

Era mais uma das noites chuvosas que ela tinha pesadelos, e a vítima da sua solidão de nao conseguir voltar a dormir,dessa vez foi Gajeel.

—Vai ter que fala não to vendo suas expressões.

— Desculpe, e não contei. – fungou uma lágrima.

—Acho que ele merece saber... Pode contar aos poucos, qual é até a Lucy sabe.

—Tenho que contar tudo... exatamente tudo.

—Não ligo de falar de mim, provavelmente Levy também não.

—Como você ia querer saber...?

—Ninguém quer ouvir que aconteceu isso a alguém que se ama Juvia, nem que foi alguém próximo a você que causou isso. – Gajeel suspirou do outro lado da linha – Mas, prefiro saber do que esconder isso de mim. Eu preferi saber que Levy tirou aquelas fotos porque quis... mesmo que fosse pra ajudar a mãe dela.

—Eu... – ela suspirou – Tenho que tentar não é?

—Tem.

—Por falarmos na Lucy... – mordi um chocolate – Sabe se ela e Natsu voltaram a se falar?

—É... Bem... Não, não voltaram.

~~

Lucy hesitou três vezes antes de apertar a campainha. Jurava que tinha alguém a observando então apertou de uma vez e quase saiu correndo feito criança com receio dele abrir a porta.

Para seu alívio momentâneo quem atendeu foi a avó de Natsu.

—Oi Lucy querida! – a senhorinha foi pelo gramado com as chaves em mãos para abrir o portão.

—Oi...

—Entre,entre acabei de fazer cupcackes!Entre! – a barriga da loira roncou.

—Não eu, na verdade eu prefiro atender o Natsu aqui... Ele não sabe que vim.

—Ah ele vai adorar saber que você está aqui!Deixe disso, entre!

“Não,não vai.”

Por mais que Lucy protestasse a vó ainda ia levando-a pelo braço conversando sobre a fornada de cup cakes que acabara de fazer. Lucy tentava acompanhar o ritmo da conversa,mas os seus batimentos cardíacos estavam a deixando tonta. Ela conseguia vê-los pela blusa de tão frenéticos e tentou ao máximo respirar fundo.

Na sala, Natsu começara a escutar o falatório da avó e ouvia de lee a voz baixa da Lucy lhe c ausar arrepios.

Não queria encontrá-la. Pelos motivos da briga, por saber que ela estaria aqui para se desculpar e mesmo assim,mesmo depois de ter ficado sentado no tapete com ela chorando no seu ombro, ele ainda estava com o orgulh oferido. Queria que ela sofresse como ele! Um pouco de orgulho da sua parte, talvez, meio drama também. Mas ele queria que ela soubesse que não seria assim tão fácil voltarem a se falar.

Sem contar que ele estava realmente se sentindo ferido. As vezes as palavras daquele dia ainda ecoavam na sua cabeça.

Ele se levantou do sofá e foi até a porta.

Lucy arregalou os olhos, sentindo as orelhas e bochechas queimarem fortemente.

—E então querem comer? – a senhorinha se virou para Natsu.

Lucy engoli seco.

—O que você está fazendo aqui? – as palavras dele saíram pesadas.

Lucy pode sentir que seu tapa esta sendo devolvido no peso daquelas palavras. A avó tossiu e disse que os deixaria a sós voltando pra cozinha.

—Eu... Queria... – Lucy gaguejou coçando a cabeça.

—Se quer me agradecer, não precisa.

—Desculpar.

Natsu respirou fundo o suficiente para os músculos do seu peito inflarem. Ele passou pela porta fazendo a enteder que deveria sair junto com ele.

A loira já imaginou a cena dele a expulsando dali, de um jeito talvez educado. Mas pelo jeito seco de falar com ela, talvez fosse outra briga. Ela não queria isso, já estava se sentindo culpada o suficiente.

—Eu, é pelo tapa, pelas coisa sque eu te disse Natsu, eu realmente...

—Tá, sente muito. Imaginei.

—Eu sinto... – sua voz saiu chorosa — Devia ter te ouvido, e não ter te acusado, achei que conhecia ele...

—Não precisa se desculpar.

—Mas eu quero! Eu disse coisas horríveis, s obre a J uvia –os olhos encheram de lágrimas – Eu sei que não foi você, só...

—Quer que eu te desculpe?Ok, está tudo bem Lucy. Você queria defender dele já que era seu amigo, é normal.

—É mas Natsu...

Ela ainda queria explicar. Até treinou pra isso.

Precisava se desculpar por todas aquelas acusações. Como fora pensar tudo aquilo sobre ele?

—Está tudo bem, mas acho melhor você ir.

—Que?... – seu rosto relaxou e algumas lágrimas caíram.

—Você já sabe que eu não fiz nada daquilo, já te desculpei.

Natsu só queria que Lucy saísse dali. Ele que nunca fora de guardar rancor ou mágoa de brigas com os amigos, agora s´oqueria esquecer ela. Esquecer da briga, que um dia gostou dela, ou que gostava...

—Não quer... falar comigo não é?

—Não.

Lucy pensou que havia se precipitado ao pensar que seu tapa devolvido havia sido nas palavras do começo, mas estava errada. O tapa era agora... O mais doloroso possível.

E seria diário.

O resto dos dias sem falar com ele novamente.

Até um dia aquilo passar.

—Desculpe te incomodar. – conseguiu dizer em meios aos soluços que queria se formar na sua garganta.

Deu as costas e andou com os olhos no chão até o portão. Fechou sem bater, sem olhar pra ele de novo, até porque suas lágrimas não deixavam fazendo sua visão ficar totalmente embaçada.

Natsu soltou o ar que segurava nos eus pulmões depois de ter dito que não. Os olhos arderam, não sabia de raiva ou com vontade de chorar, ou os dois.

Juvia Lockser

Era fim de semana.

Passara tão rápido que eu nem pude me planejar direito para descansar.

O feriado era naquela semana e jurava que precisava sair dali pra respirar ou teria um colapso daqueles que fazia tempo que não tinha.

O estresse parecia estar pegando um por um naquela semana e eu tentava pensar em algo que todos pudessem fazer juntos mas Lucy havia me contado sobre a conversa dela com o Natsu e todo meu plano de saírmos juntos foi por água a baixo.

Eu havia saido com as meninas Lucy, Levy,Erza e Kagura. Verdade as duas haviam se conhecido essa sema e senti que estivesse rolando alguma coisa, mas com certeza de ser impressão minha. Acho que Kagura não gosta da mesma fruta que a Erza.

Vi Gray duas vezes menos de meia hora. Nunca conseguíamos tempo suficiente pra se falar pessoalmente, mas isso aumentava minha saudade dele. Coisa que eu fingia não admitir porque estava com receio sobre o assunto da semana passada. E mesmo assim fui na casa dele, depois dele jurar que Lyon tinha ido embora semana passada.

Ainda nada de namoro. Afinal ele nem tinha me pedido, mas sinceramente eu considerava – no fundo do fundo – que estávamos namorando...

Eu...No nosso ultimo encontro tive um pequeno surto de coragem e contei sobre o meu pai. Como foi a morte dele, o porque de eu odiar tanto o cheiro do uísque, porque eu e minha mãe acabamos tão distantes e como meu tio acabou indo morar em casa e tentava abusar de mim todas as vezes que minha mãe estava trabalhando.

Sei lá... Contei...

Contei como ele fingia me abraçar e se esfregava em mim, como dizia que ter muito peito pra uma menininha da minha idade, perguntava se eu deixava os meninos passar a mão em mim. Se eu sabia o que fazer pra ficar com um menino, ou como agradar um... que ele podia me ensinar...

“Vem aqui no colo do tio Ju, não sente falta de um colo paternal?”

Por mais que... algumas ou quase todas as partes eu quis chorar, sentir ele ali do meu lado, escutando e me apertando forte quando eu gaguejava, era diferente.

Dava mais coragem.

—Eu... Não sei o que dizer – ele respirou fundo — Sinto muito por você passar por isso. Você... ninguém merece isso.

Abracei ele ainda mais – Nunca... aconteceu nada, só é traumatizante.

—Mesmo assim.

Gray ficou meio travado depois de escutar isso. E eu já comecei a me preocupar se devia ter mesmo dito.

—Gray...

—Só tô tentando racionar que doença pessoas assim deve ter. Isso é horrível. – outra respirada funda – Não se preocupe com meu silêncio...

—É...

—Por isso você não dá um beijo a cinco anos. – ele brincou de repente, se virando pra me olhar me apertando mais nele no sofá da sala dando um sorriso.

— Ha-ha – fechei a cara e ele riu – Idiota.

— É verdade não é ?! – ele riu de novo me fazendo soltar um rosnadinho e cruzar os braços – Vem cá...

Ele me deitou em cima dele. Fiquei com a cara virada apoiada no cotovelo em cima do tórax dele. Acho que eu estava desatenta pra não achar que foi ele que me empurrara do sofá direto de costas no chão.

—Ai!! – dei um gritinho

—Isso foi chutar o painel do meu carro.

—O que?! Olha seu – fui me levantar e ele caiu em cima de mim também sem fazer peso apoiando as mãos no chão e se sentando – Seu...

—Cafajeste.

—Também mas... eu estava procurando outra. – dei risada sentindo ele se aproximar de mim – Gr...

Os lábios dele se encostaram nos meus tão... leves.

Eu sabia que era um daqueles beijos calminhos que me deixavam... toda... estranha.

Eu... Eu ficava totalmente, totalmente, sei lá, quando ele me dava um beijo desse jeito... Desse jeito sabe? Todo calminho, como se eu fosse quebrar se ele colocasse força. As mãos sempre estavam no rosto, ou agarrando meu cabelo na nuca pela raiz e puxando devagar, ou no meu rosto como agora.

E depois os beijos viravam algumas mordidas leves...

—Gray... – me separei dele.

—Hm? – ele continuou me beijando e afagando meu rosto – Quer que eu pare? — ele me olhou sorrindo.

—Não sei – saiu quase inaudível... E percebi que eu olhava pra boca dele naquela hora... como se fosse a coisa mais apetitosa que eu pudesse ter naquele dia.

E era mesmo.

Era diferente pra mim a forma como os nossos joelhos se tocavam e me davam arrepios. Como também as mãos agora próximas daminha coxa... Olhei pra baixo sentindo meu rosto começar a queimar. Tive a sensação de estar tombando pra trás... Talvez fosse todos esses arrepios me deixando doida. Porém, estava mesmo quando ele me beijou de novo.

A minha cabeça encostada no tapete de pelinhos e o estômago cheio de borboletas, voltei a acompanhar o beijo já não tão mais calmo como antes, sem deixar de ser... bom. As mãos deles estavam apoiadas de cada lado da minha cabeça sem realmente fazer peso em cima de mim.

Minhas mãos foram parar na suas costas e na nuca, rapidamente colando um pouco mais os nossos corpos. Senti minhas pernas sendo separadas pelo joelho dele e me encolhi de novo, voltando as mãos pro lado do corpo e abrindo os olhos, sentindo minhas bochechas ficarem vermelhas.

—O que é? – ele se afastou quase que nada. O hálito fazendo cócegas nos meus lábios.

—N-não sei. – gaguejei respirando.

Ele estava tão perto agora que eu não sabia se respirava o ar do ambiente ou que sai dele quando ele falava.

Mordi os lábios esperando que ele me beijasse de novo, mas o sorriso dele sumiu e se levantou sentando na minha frente de novo.

—Que foi? – me sentei também.

—Não quero te deixar nervosa. – ele coçou a cabeça.

—Mas... eu não tô nervosa. – dei de ombros rindo.

—Tá tremendo.

—Que...

Olhei pras minhas mãos.

Eu estava mesmo tremendo.

Não tinha percebido.

Apertei uma mão na outra e depois passei a mão no rosto. Suava frio.

Gray pegou minha mão apertou.

—Gelada.

Respirei...

—Eu... E-eu – gaguejei de novo — Não sei... Me desculpa...

—Tá tudo bem, não precisa se desculpar. – ele riu e beijou minha mão – Sabe o que a gente podia fazer?Alguma coisa doce pra comer... – ele começou a mudar de assunto.

Eu fui na onda e sugeri um bolo, ou brigadeiro de panela. Continuei o fitando ele sentada no chão e por algum motivo a conversa de Erza na academia entrou na minha cabeça.

~~

Aconteceu tudo meio rápido.

Eu estava suada, ofegante, encostada na parede recuperando a respiração...

.

.

—Cheguei primeiro! — gritava Kagura – Caraca eu cheguei primeiro!!

Levy vinha logo atrás quase se dobrando no chão. Lucy estava deitada no chão de barriga de fora, as costas encostadas no chão gelado da quadra. E Erza permanecia sentada na arquibancada com o relógio em mãos.

Nós quatro havíamos saído pra correr, esfriar a cabeça, jogar conversa fora e acabamos encontrando com Kagura entertida nos fones de ouvidos rosas correndo também pelo escola que estava aberta – hoje sábado – para os jogadores treinarem para a interclasse.

Eu achava que faculdade não tinha essas coisa, mas estava até empolgada pra ficar na arquibanca gritando a favor do Gajeel e do Natsu que jogariam basquete.

Ainda recuperava meu fôlego quando notei...

Aqueles olhos famintos tentando ser discretos sem nenhum sucesso. Um pequeno sorrisinho no canto dos lábios e um erguida de sobrnacelha de leve tipo “Aprovada...” ...

—Erza! – gritei assustando ela e todas nós que rapidamente tirou os olhos da barriga sarrada da Kagura, ou eram dos peitos?

—Que foi?!

—Eu cheguei em terceiro ou segundo – disse cerrando os olhos e um sinal de de olho em você

—Ah... Lucy ganhou por cair antes de entrar na quadra então técnicamente a mão dela chegou primeiro.

Lucy fez um joinha derrotada no chão da quadra.

—Vocês... vão... jogar... – perguntou a loira pausadamente.

—Interclasse?! – Levy gargalhou – Olha meu tamanho...

—Eu jogaria... – Kagura olhou os garotos no outro canto da quadrase alongando pra o que seria um jogo de futebol – Mas... não temos time femininos de vôlei completos.

—Pena... Eu jogaria.

—Que?! – foi quase um coro

—Vamos aranjar um time agora. – Levy amarrou uma faixa na testa com uma pose determinada

—Que?!

—Você quase não faz nada em público e de repente quer jogar? –Erza questinou

—E o que tem?Eu gosto de vôlei! – me defendi

—Não será da noite pro dia que encontraremos um time... – Kagura suspirou – Nem que você vão jogar bem.

—Ora essa tá dizendo que eu não jogo bem? – Levy rebateu

—Eu não disse isso.

—Okay vocês duas cabeças de vento – Lucy se ergueu – Podemos formar um misto. Seria divertido.

—Pra que eu fui dizer que queria jogar... – bufei.

O resto do sabado foi uma batalha pra primeiro: acharmos a coordenadora de esportes da faculdade, pra se possível montar times mistos, pra que se possível de novo, nós jogassemos.

Nem que fosse valendo nada, já que normalmente os interclasses eram dividos entre os sexos.

No fim do dia, nós ja tinhamos invadido a sala do diretor, o quintal dacoordenadora depois de descobrir onde ela morava, conseguido uma exceção para o vôlei misto. O único problema era, conseguir jogadores.

Na segunda feira.

Primeiro dia da interclasse, Erza entrou na faculdade para nos ver jogar e ser nossa”treinadora”. Eu estava tão ansiosa que se arrependimento matasse eu estaria enterrada naquele segundo.

—Por que diabos eu fui dar essa ideia maluca?! – dei um tapa na minha cara – Por que?!

—Ei!! É só um jogo!

—Tem pessoas me olhando!

—São alunos, não há ninguém diferente pra você. Ah não ser, eu.

—Não quero jogar.

Ouvi um apito e o pedido do professor para o time se reunir.

E por falar no time ele ficou com oito integrantes,sendo dois reservas.

Lucy, Kagura, Eu, Levy, Natsu e Gajeel.

O que nós quatro passamos a chamar de armas secretas já que eles compensavam a nossa altura.

—Gajeel nem pula so estica o braço ,pronto bloqueio. – Kagura comentou.

—Aaaaaah!Meu Deus do céu me tira daqui!! – abracei Gray com todas as forças

—Eu estarei no banco com Erza torcendo por você.

—Quero ficar no banco também. – choraminguei.

—Juvia! – Lucy me gritou –Vem!

—Aaaaaa- meu grito foi interrompido por um beijo.

—Ta linda com esse shortinho.

—Não olha!!

Gray me virou pelos ombros e me deu... Um tapa na bunda.

—Agora vai lá.

Não sei porque motivos mas aquele tapa foi o suficiente pra me fazer entrar lá e jogar.

Notas finais
Gente antes de tudo queria pedir desculpas se teve algum erro meu Word ta em inglês e eu não consegui baixar pra corrigir em português, e eu costumo corrigir os capítulo por lá pra ficar mais bonitnhos. Então, desculpem se teve um erro ai, não sou lá essas coisa com o português mas tento haha Queria só ver a carinha de vocês lendo essa parte do Lyon HAHAHA Mandem suas teorias sobre a fanfic,sobre ele, adoro ler :3 "Aconteceu tudo meio rápido. Eu estava suada, ofegante, encostada na parede recuperando a respiração..." Essa parte eu tentei pegar vocês tipo "eita como assim suada e ofegante..." huashsaush n sei se deu certo u.u O próximo provavelmente não vai demorar, a tia aque ta de férias e férias é = FANFIC e ver animes :3 Postarei em breve Mil beijinhos u.u .