Calm The Storm

15 Inocência


Notas iniciais
EAI POVO LINDU ♥ Como vocês estão :33 Milagres acontecem sim, eu creio porque olha eu aqui de novo postando !!!! hsuashaushaush Tabom,to meia louca aqui porque estava ANSIOSA DEMAIS pra postar esse cap. Não sei quando viram os outros, desculpa ser meia desorganizada quanto a postagem gente maaaas... Eu tenho lições demais,trabalhos e as vezes quando tem tempo... A inspiração foge e acho que vocês merecem capítulos decentes por isso só posto quando sei que está bom mesmo. Boa leitura!!!! Mandem um oizinho ai nos comentários :3 ♥ ♥

—Você não contou ainda?

—Não Natsu... Não sei como vai ser a reação dela entende? Mesmo que eu não saiba o que aconteceu, só o jeito que ela ficou na festa... – suspirei — E se ela não quiser mais nada comigo?

—Lyon nem fica muito ai ,nada a ver.

—Eu precisava trazer ela aqui em casa... Meu pai quer ver ela.

—Já tá assim?

—Ah ,mas é só conhecer oras.

—Bem, ou conta antes disso ou leva ela quando o Lyon não estiver,simples.

—Né que você pensa as vezes...

Narrador

—Conhecer seu pai? – Juvia se perguntou enquanto pegava seu espetinho de morango e chocolate.

Gray tinha passado na casa dela no outro dia de noite e aproveitaram para dar um volta pelo centro. A noite estava fresca comparada as anteriores um tanto frias. O tempo permitia que ao menos Juvia pudesse ficar com seu vestido de manga sem parecer que as pernas iam congelar.

Fazia tempo que não o usava, estava até um pouco apertado, mas pela cara de Gray ele devia ter gostado.

—É, ele quer te conhecer... – Gray falou com a boca meio cheia — Acha que você não existe.

A azulada deu risada. Ficou imaginando de que jeito o Fullbuster se referia a ela para seu pai. Amiga?Namorada? Ele nem havia pedido ainda.

—Fala de mim pra ele então? – provocou

—Ás vezes... Quase nunca. – ele fingiu que não importava, mas claro que ele falava dela todos os dias.

—Eai, mas quer que eu vá quando?

—Hmm amanhã de noite? Posso vir te buscar.

—Hm, sem problemas... – ela tirou um morango do espeto colocando na boca. – Mas apesar que será estranho eu chegar lá...

A mente de Gray começou a viajar longe e a voz dela parecia diminuir. Ele já não escutava o que ela falava. Prestou atenção mesmo era no jeito que ela comia o morango que estava nos seus dedos. Juvia tinha os lábios carnudos que pareciam dar um beijo no morango e não comê-lo.

E ele queria bem ser aquele morango...

Estava começando a perceber que Juvia exercia um efeito de sedução — que provavelmente ela nem sabia que fazia isso — sobre ele forte o suficiente pra começar a fazê-lo viajar como agora. Seus gestou eram tão invonluntários e inocentes, mas que nele não eram nada inocentes. Desde uma mordida no lábios até mesmo ela o abraçar daquele jeito apertado quando estava toda feliz que fazia seus seios roçarem nos seu tórax deixando o Fullbuster vermelho feito um pimentão, logo depois ele se pegava pensando muitas coisas que queria fazer com ela.

—Que foi? – ela ergueu uma sobrancelha encarrando ele que a olhava com um sorriso torto de lado. Tirou uma morango do própro e foi mais perto dela.

—Come.

—Tá... – Juvia foi tirar o morango da sua mão e ele recuou – Ah, vai de me dar na boca?! – as bochechas começaram a esquentar, mas ela fingia estar normal. Ela encarou o morango alguns segundos e o mordeu sentindo os cantos da sua boca passar nos dedos dele. Aquilo dava choques. Gray deu uma risadinha do jeito que ela ficou vesga fazendo aquilo e quando seus olhos encontraram os dele, aquele sorrisinho sacana ainda estava ali.

Pegou logo o morango e não o olhou tentando agir normalmente. Encheu a boca com outro e o segundo fez um estalo do chocolate fazendo Gray acordar do “transe”.

—Você é sexy.

Juvia piscou duas vezes e deu risada..

Olha só quem fala...

—Não,não sou. É só um morango...

—Você não está se vendo com os olhos que eu vejo. – ele se aproximou do seu rosto

—Olhos de cafajeste? – questionou sorrindo

—Exatamente... – ele mordeu o lábio inferior lhe beijando quando virou seu rosto na direção dele.

~~

Juvia Lockser

—E então amanhã acho que vou lá. – disse a Levy de noite, pelo telefone.

—Ah, que fofo!!Não sabe o quanto estou feliz por você. –

A voz de Levy talvez tentasse demonstrar felicidade. Eu sabia que ela estava feliz por mim, mas sua voz denunciava completamente que era ela quem não estava bem, ou feliz hoje.

—Você está quietinha demais hoje Levy...

—Eu? – ela ficou quieta um tempo — Impressão sua.

—Aconteceu alguma coisa?Brigou com Gajeel?

—E desde quando eu fico chateada pelo Gajeel?! – ela riu e eu revirei os olhos.

Essa mania de tentar esconder que gostava dele já estava velha.

—Desde de quando gosta dele.

—Ah Ju, lá vem você... Isso foi a tanto tempo.

—Vocês parecem o Leonardo DiCaprio e a Kate Winslet são lindos, fofos, e não estão juntos.

E então ela ficou em silêncio de novo.

Eu sabia que desde... bem o seus quinze anos Levy sentia alguma coisa por ele, mas nunca acontecera nada...

Na verdade, eu sempre suspeitei que pudesse ter acontecido e ela nunca me falara.

Prefiria acreditar que não tivesse acontecido porque eu realmente ficaria chateada se ela não tivesse me contado.

—Bem, eu não briguei com ele já que perguntou... Só estou cheia de lição.

—Me engana mais... – pedi e então ela respirou fundo.

—Briguei com a Lucy. Muito feio.

—Por que?! O que ela fez? – ouvi barulho de telefone tocando do outro lado.

—Falamos disso depois...

—Mas Levy...

—Tchau. – ela desligou.

Suspirei.

Fiquei pensando que podia ser pelo Lyon ter aparecido na festa... Apesar que não sei se seria o motivo, na verdade eu não tinha tido tempo ainda de perguntar a Lucy de onde ela conhecia aquele imbecil, mas eu não ligava. Gajeel e Levy ligavam... Eu só queria distância de tudo aquilo.

Talvez fosse por isso, as duas acabaram discutindo.

Tentei me concentrar nos problemas de química, mas eu me desconcentrava rapidamente ao ouvir o celular vibrar de vez em quando pra ver se não era Levy, ou Gray.

—Juvia? – minha mãe bateu na porta e colocou a cabeça pra dentro do quarto – Aquela moça que veio aqui ontem, está ai de novo.

—Vou descer.

Lembrei de ontem. Lucy veio até aqui pedindo pra conversar, e pra mim “surpresa” era sobre o Lyon. Contei o que tinha acontecido naquela dia, na festa a anos atrás. Ela disse que precisava da verdade, mas eu não precisei entrar em detalhes. Só disse que ela precisava acreditar na Levy. Mesmo as partes que eu contei,sobre o site... foi como ter vivido tudo de novo.

Balancei a cabeça e abri a porta já com uma sobrancelha erguida.

Lucy levou um susto.

Percebi que ela estava meio...frágil? Assustada. Vestia uma roupa simples comparada a que ela usava normalmente no dia a dia da faculdade. Tinha o cabelo preso num rabo de cavalo alto e seus olhos carregados de olheiras, avermelhados. Olhei o resto do corpo parecia estar bem, a menos os pulsos, com leves hematomas.

—Oi Juvia... Po-Podemos conversar?

—Claro... – dei espaço pra ela passar pra sala

—Em particular, por favor.

Lucy Hearthfilia

A inocência as vezes pode ser tomada como defeito.

Inocência é lindo, em crianças... Acreditar em Papai Noel, Fada do Dente e aquela coisa toda é lindo.

Alguém da minha idade, muitas vezes ser inocente é quase um defeito. E algumas pessoas se aproveitam disso... E eu me perguntei por dias como eu pude ser tão idiota... Tão inocente.

Lyon foi o meu primeiro namorado. Eu o amava... Muito. Mas não durou o suficiente pra dizer que não davamos certo, ele simplesmente acordou num dia totalmente estranho, brigamos e acabou.

Não tivemos lá muita coisa especial.

Mas eu o conhecia e muito...

Ele tinha problemas com os pais, com o irmão, que eu só fui saber que era o Gray anos depois da morte da sua “mãe” de criação.

Lyon era... o tipo de garoto que gosta de atenção. Sempre. Vinte e quatro horas por dia.

Mas era uma boa pessoa, ao menos comigo e com as pessoas que nos conheciam. Ou fingia ser.

Não gostava do seu jeito de agir com a família mas esse era um assunto que não pretendia me intrometer.

Ele era carinhoso...

Me dava tudo o que eu queria, e até o que eu não queria.

Nunca levantou a voz pra mim, e dizia o quanto eu era importante pra ele pelo menos cinco vezes por dia. Só não percebi que isso tudo foi antes da entrada no ensino médio.

Administrador de site porno...

Demorei pra engolir essa. E até agora não desce.

Até agora não aceitei e não quero aceitar.

Natsu era uma criança num corpo escultural. Ele era um amor de pessoa, engraçado... Eu gostava dele. Que droga, eu gosto muito dele...

E eu sempre achei que pessoas assim deviam se esconder atrás do que realmente eram. Por trás de uma pessoa fofa, tinha um monstro...

Mas eu acreditei no errado. Briguei com Natsu... E lá estava eu...

Naquele exato minuto que Levy bateu a porta e saiu do prédio. Fui até a lavanderia respirar um pouco antes do Lyon voltar. Abri o vitro e me sentei no chão.

Vozes começaram a ecoar pra dentro da lavanderia e eu aos poucos sentia mais vontade de chorar.

Tudo dentro de mim me fazia acreditar que Lyon era inocente. Afinal, eram anos de amizade...

Ele me contava tudo não é?

Era pra ser assim...

Eu juro que era...

“-Eu sei que você não estava nem um pouco drogada Levy-chan... Você fez porque quis! Assim como o Natsu fez a cabeça da Juvia pra ela ir!Eu posso ter contados umas mentirinhas pra Lucy mas você sabe que parte disso é verdade!

Os dois estavam errados era isso... ? Como assim... Ele mentiu pra mim?!

Sobre o que?!!

—Já fodi... a sua amiguinha esqueceu?”

Juvia...

Segurei um soluço e sai da lavanderia.

Corri pro banheiro e lavei o rosto.

—Lucy! Lyon chegou! – Sting avisou de lá debaixo

Eu comecei a ter medo... Medo de sair daquele banheiro.

Medo de ficar sozinha com ele...

Lyon deu duas batidas na porta do banheiro e meu coração acelerou.

—Tudo bem Lucy?

Peguei a escova de dente e enfiei na garganta vomitando em cima do vaso. Aquilo ardia.

Ele abriu a porta espantando perguntando se eu estava bem.

—Não foi nada, só algo que eu comi.

—Mas tem certeza?É melhor ...

—Eu tenho... Mas acho melhor ficar sozinha...

—Não posso deixar você sozinha agora.

—É coisa de mulher sabe – lavei a boca – Quando tenho muitas cólicas as vezes eu enjoou... – menti- Não vou ser uma boa compania hoje, sério, sabe como é né? TPM...

—T-tem certeza? – ele fez um carinho no meu cabelo.

Eu não conseguia nem olhar pra ele.

Por favor para de ser bonzinho...

Eu queria gritar.

Quebrar a casa toda... De tanta decepção, e raiva...

—Por favor... Vou dormir o resto da tarde, desculpa fazer você vir.

Foi meia hora de negociação até ele sair com o Sting pela porta.

Comecei a chorar.

Sozinha naquela droga de apartamento, vazio.

Chorei feito criança pelo resto da tarde...

Queria tanto não ser imbecil... Queria ter acreditado na Levy quando tive chance...

Queria voltar a falar com o Natsu...

Ele devia me odiar agora... Por mais que ele não fosse o verdadeiro culpado, mesmo que fosse envolvido apenas em parte...

Eu...Eu não o escutei. Não acreditei nele. Ele nunca seria capaz disso... De fazer aquilo... Certeza que tinha uma explicação...

Mas Lyon? Não tem explicão... Não tem desculpa...

Era... Era nojento!Cruel...

Pensei e repensei em ligar para o Gray pra conversar com ele... Mas e se nem ele soubesse daquilo? Será que Juvia tinha contado?

—Você devia ir falar com a Juvia ia saber o que é verdade e o que não é.

A voz de Levy ecoou na minha cabeça e eu desisti de falar com Gray.

~~

Fiquei até a madrugada do outro dia acordada.

Mesmo sem pique algum eu fui pra faculdade.

No pátio, fiquei mais depressiva ainda vendo Natsu... Levy rindo do Gajeel e da Juvia dançando uma valsa no meio do pátio.

Saudades das risadas deles...

Fazia semanas que não falava com Natsu,nem com Levy. Semanas que inventava mil desculpas pra não ver o Lyon... E nessa semana percebi que ele podia ser um idiota mesmo.

Ele começou de repente com um papo sobre sexo.

E cá entre nós, eu só tinha feito com uma pessoa a vida toda e nem fora tão legal assim, era só um menino qualquer que eu achei por um tempo ser um cara lega, fui pela cabeça das minhas “amigas” e só. Eu não ia mesmo fazer isso, ainda mais se fosse verdade o que ele fez.

Mas eu tinha medo da verdade, estava disconfiada de toda aquela conversa e numa hora dessas a última coisa que eu queria era ele. Me tocando. Beijando.

Um dia depois... Eu acho...

Não estava contando.

Minha cabeça havia virado uma tremenda bagunça e eu desisti de saber do Lyon. Ele não me mandava mais mensagens o que me fez perceber que ele me “esqueceu” rápido até.

Sting disse que ele estava com o pai, o que em partes me preocupou sobre Gray e Juvia. E que achava melhor eu esquecer ele também.

Talvez nós nunca fossemos das certo mesmo não é?

Não houve término, nem aquele discurso babaca sabe?

Mas achei estranho quando ele quis vir a minha casa.

Quando voltei da casa da Juvia tudo estava fresco na minha cabeça. Agora eu sabia verdade. Fora doloroso, saber, ouvi-la contar entre gaguejos e algumas lágrimas o que tinha acontecido. Não precisei de muitos detalhes, nem mesmo de muita coisa pra saber o que realmente tinha acontecido.

Abri a porta, tomei um bom banho e coloquei uma camisola preta que tinha. E quando a campainha tocou me perfumei inteira antes de atênde-lo.

—Oi. – disse ao abri a porta.

—Uau... – Lyon sorriu – Tudo isso pra mim? – ele me abraçou e deu um beijo na testa. Suspirei.

—Apropriado pra uma reconciliação não acha? – sorri o mais meigo que pude.

—Então você... Nós não vamos terminar?

—Bem, — ele passou pela porta – era o que o você queria então? Eu não era? Achei que podíamos...

—Não... – ele passou os braços pela minha cintura — Ótimo... Eu quero ficar com você Lucy...

É claro que quer...

—Eu também quero Lyon.

Já estava cansada da fofurice fingida vinda de mim e o empurrei no sofá lhe dando um beijo.

Aquele beijo sabe?De arrancar o fôlego, eu não sei o que dera em mim, mas era aquilo que eu ia fazer.

Deixei que ele passasse a mão em mim onde quisesse...

Tirei sua blusa... Devagar... Desci as mãos pro seu cinto e quando ele veio me beijar segurei seu queixo com força.

—Gosta do que vê?

—Claro que gosto...

—Deve estar acostumado a comandar não é Lyon? — ele fez uma cara confusa – Eu sei de tudo. Agora, olhe bem pra mim porque você nunca mais me ver na sua frente.

—O que?!

—Como você consegue ser tão cínico?! – empurrei seu rosto com toda força que pude e sai do seu colo — Fingir ser tão amoroso... Você estranhou eu me entregar pra você agora né? Diz ai, você ta acostumado a ser rejeitado pelas mulheres? Ou só gosta de ter elas a qualquer custo não é? Tipo,um dominador talvez, Senhor Grey?¹ De um jeito bem mais horroroso! – ironizei – E bem menos bonito...

—Lucy o que você...

Ele estava com a cara mais confusa possível. Por um momento eu tive dó. Ele não estava entendendo nada, dizia pra eu me a calmar e podia jurar que ele ia chorar.

—O que vinha depois dessa chantagem se eu dissesse que não?Que não iria transar com você. – ignorei mais um de seus pedidos pra eu sentar e conversar.

—Lucy eu não sei do que você esta falando... – ele deu risada

—Ia me estuprar também?

A cara dele foi a melhor.

Agora ele tinha certeza que eu sabia de tudo. Se levantou do sofá, um tanto pálido. E por hora fiquei até com medo, mas me mantive firme, e o mais distante que eu podia.

—Como você...

—Nojento! – lhe empurrei pra fora – Isso que você é!Seu monstro, imbecil! Quero você longe de mim! Qual é você é psicopata ao algo do tipo?!

—Lucy fica quieta... – ele baixou a voz

—Sabe o quanto isso estraga uma mulher? – continuei falando — Nunca te deu insônia a noite?!Nunca se arrependeu se quer um pouco?!Como acha que a Juvia ficou?!

Quando eu disse o nome dele foi como se ele fosse atingido por um flecha, ele voltou a se sentar na poltrona. Pareceu pensar sobre o que eu disse.

Mas foi... Estranho.

Ele estava com feição assustada no começo, e agora parecia até que... Que era outra pessoa.

Ele me olhou sério, mas sem nenhuma emoção no rosto... Definitivamente, era como se aquele a minha frente não fosse o Lyon.

—Talvez você tenha razão da parte dominadora, sádica, chame do que quiser... – ele segurou meus pulsos contra a parede sem nem eu perceber e agora fiquei pálida e suava frio.

—Sai daqui. – tentei dizer firme mas minha voz saiu tremida.

—Você tá com medo?

—Sai Lyon!

—Ah... você tá com medo agora? – ele fez uma voz de criança — Cade a loira marrenta hein?Eu te amanssaria rapidinho... – senti meus pulsos serem apertados com mais força.

—Eu vou gritar.

—E eu vou adorar. – ele gargalhou — Vai grita... – ele me jogou no sofá sentada – Grita Lucy.

Mordi os lábios.

Essa era a sensação de ter medo?

Eu tremia de dentro pra fora e meus olhos se enchiam de lágrimas sem eu nem fazer esforço de chorar.

—Eu já vi essa cena antes, vocês nunca gritam...

E então eu gritei.

Por dois segundos até ele tapar minha boca.

Eu sabia no fundo que não devia fazer isso...

Era ai que estava toda a resposta. O medo.

Eu estava o controlando até agora porque não estava com medo. Mas tudo fugiu do meu controle em segundos...

Era isso: o medo.

A minha certeza dessa teoria foi ele sorrir ao ver o medo estampado na minha cara.

Era disso que ele gostava,do medo.

Se acontecesse qualquer coisa agora já era... O que eu ia fazer?

Eu seria uma vítima como Juvia foi... Será que outras possam ter sido?

Será que ele era tão doente a esse ponto?

Debati minhas pernas tentando acertar algum ponto dele mas, nada... nada!

Como eu tinha ficado presa ali tão facil?!

—Continue lutando não vai dar muito certo.

Um barulho...

Na mesma hora. Duas batidas fortes na porta.

Lyon soltou meu pulso e eu o chutei pra fora do sofá.

—Quem é?! – gritei mas minha voz saiu de choro puro.

A resposta demorou a vir. Outras duas batidas.

Me levantei do sofá já indo pra porta quando a voz respondeu.

—É o Natsu.

Não pude evitar de sorrir.

Lyon se levantou o mais rápido que pode e eu corri pra porta e a abri.

—Oi! – disse sorrindo.

Ele piscou duas vezes e olhou pra nós dois.

Lyon sem camisa com aparência de quem correra uma maratona. E eu de camisola preta que por pouco não rasgara.

—Eu não quero atrapalhar. – ele se virou envergonhado pra ir embora mas voltou – Só vim entregar isso.

Natsu praticamente empurrou o livro contra meu peito. Era um romance que eu havia emprestado pra ele.

—Não! – gritei talvez alto demais fazendo-o se assustar – Natsu – controlei o choro. – Ele... Já... Estava de saída.

—Lucy...

Lyon passou os braços pelos meus ombros.

—Quem?O Natsu de saída?

—É... Estava. – ele me olhava confuso. Minha cara gritava por socorro, mas o que eu podia fazer?!! – Tchau Luce...

Lyon me puxou pra dentro e me empurrou no chão. Caí sentada chorando, agarrada ao livro.

—Tá chorando porque? – ele cruzou os braços – Eu nem fiz nada. Não ainda...

Natsu... Solucei... Por favor não vá embora...

Notas finais
NÃO ME MATEM! Mentira pode matar porque eu deixei o capítulo pequeno só pra deixar vocÊs curiosos e tipo " ah meu Deus o que aconteceu com a Lucy!!!" Sou ruim né? Mancada... Pois bem o que aconteceu com a Lucy gente?!!! Até o Capítulo 16 ( ͡° ͜ʖ ͡°)