Calm The Storm

16 Cunhado?!


Notas iniciais
Voltei amores, nem vou pedir desculpas pela demora porque é triste ficar dois meses sumida e depois "Foi mal gente" kk Então. Só apenas digo que vai ficar assim ainda ;-; bem demorado as atualizações. Agradeço aos comentários!! Acho que respondi todos? verei. Não consegui criatividade o suficiente para criar um bom nome pro capítulo, sorry. Na verdade, criatividade e inspiração tá foda porque estou muito ocupada com a ETEC e TCC, maaas prometo que acabarei a fic, e que não irei abandoná-la se alguém pensou isso. Uma boa leitura :3

Lucy Hearthfilia

Lyon me puxou pra dentro e me empurrou no chão. Caí sentada chorando, agarrada ao livro.

—Tá chorando porque? – ele cruzou os braços – Eu nem fiz nada,ainda.

Por Deus,eu esperava que Natsu voltasse. Eu esperava que ele fosse embora dali.

Eu esperava que qualquer coisa acontecesse pra ele sair dali.

—Lucy! – ele me chamou do lado de fora – Esqueci uma coisa!

—Droga... – Lyon sussurrou

Me levantei ajeintando um pouco da camisola e passei por ele abrindo a porta.

—Eu... – ele não tinha esquecido nada, óbvio. Ficamos ali na porta se olhando, por sei lá quanto tempo...

—Pode falar... – apertei meu dedos tentando saber como contornar aquela situação – Ah é mesmo, é Lyon já e-estava de sa-saída, né? – disse firme meio de repente e sequei uma lágrima.

—O que? – os dois me questionaram – Não quero atrapalhar eu só... – Natsu começou — Eu só...

Eu via na cara dele que ele tentava achar uma desculpa pra ficar ali.

—E, ele esta de saída né Lyon? – disse de novo

—Não terminamos ainda Lucy... – ele veio na minha direção.

—Conversamos amanhã pode ser? Não estou a fim de continuar essa briga. – cruzei os braços

Natsu ainda estava ali entre nós sem entender nada. Só ficava olhando pra mim, de braços cruzados. Ele parecia nervoso.

—Lucy...

—Vai logo vai Lyon. – dei passagem pra ele – Quero ficar sozinha. Natsu o que você esqueceu?

Ele piscou duas vezes. Provavelmente,e le voltara só pela minha cara de choro, afinal nós três sabíamos que ele não tinha nada ali pra pegar.

—Amanhã eu pego.

—Tá... – fechei a porta na cara deles.

Fiquei olhando pelo olho mágico, uns dez segundos até Lyon desistir de pegar o elevador e descer pela escadas. Abri a porta de novo e Natsu entrou e trancou ela.

—Luce... O que você tem? Que aconteceu?!

—Natsu... – comecei a chorar e o abracei. – Me desculpa.

Juvia Lockser

Foi estranho ter que contar tudo novamente pra alguém depois de tanto tempo.

Lucy era inteligente, eu nem precisei entrar nos detalhes nem nada. Ela entendeu tudo o que eu quis dizer com algumas frases antes de eu querer começar a chorar.

E então ela disse que achava que ele tinha tentado a mesma coisa com ela.

Foi ai que eu não sabia mais o sentido dessa vida.

Eu realmente não entendia que tipo de doença era essa que ele tinha. E cada vez mais eu parecia entrar num burraco sem fundo sobre esse assunto.

Quando ela apareceu em casa depois com os hematomas fiquei assustada e pedi pra ela ficar em casa pelo menos aquela noite.

Confesso que fiquei achando que ela era meia doida por querer o Lyon. Mas eu também já gostei dele... Agora, atualmente, vamos botar na balança, Natsu...Lyon...

—Por isso você brigou com a Levy? – perguntei deitada na cama e ela no colchão embaixo, fez que sim. – Já foi falar com ela? – fez que não.

—Acho que não consigo... Ela deve estar com tanta raiva de mim...

—Mas ela te entenderia numa hora dessas... E Natsu?

—Acho... Acho que ele só fez o certo a se fazer. Não quer dizer que quer falar comigo.

Lucy disse que depois do Lyon ter ido embora ela teve um ataque de choro e Natsu ficou com ela lá, até ela se acalmar. Mesmo sem dizer nada. Disse que esperou ela se trocar e trouxe ela pra cá.

—Não consegui nem olhar pra ele direito. Acho que ele não quer falar comigo mesmo.

—Se eu levasse um tapa na cara também não ia querer.

—Obrigada...

—Disponha. – dei uma leve risada –Acho que precisamos de férias...

—Acabamos de sair de férias... – ele riu baixinho o que me deixou feliz.

—Mais uma.

Acabou que ficou por isso.

Lucy dormiu lá em casa e emprestei umas roupas que cabiam nela pra írmos pra faculdade.

Os hematomas diminuíram pela manhã, mesmo assim ela quis uma blusa de manga comprida.

No intervalo levei ela pra ficar com todo mundo. Por sorte o clima não ficou tão esquisito, mas nem Levy nem Natsu falavam com ela.

Já na saída ela chamou Levy pra conversar.

Quando se briga com a melhor amiga, nem precisa de muito pra se desculparem... até porque quando Lucy começou a falar ela já queria chorar então Levy só a abraçou e disse que já tinha passado.

—Menos um. – comemorei olhando de rabo de olho pro Natsu.

Ele andava sempre do lado oposto ao da Lucy, e ficou em silêncio boa parte do tempo até írmos pra casa. Como os dois costumavam ir de metrô fiquei me perguntando o que eles iram fazer agora. E até quando ficariam se evitando.

~~

Fui pra academia naquele dia.

Erza trabalhava tanto, em tantos lugares diferentes que a ultima vez que nos vemos foi na festa da Lucy. E ela mudava o número do celular varias vezes também.

—Juvia!! – ela saiu do ring e me deu um abraço.

—Que saudades. – afundei a cabeça no pescoço dela.

—Eai?Vai de que hoje?

—Quero... – cocei a cabeça – Quero lutar.

—Não. – ela deu as costas

—Dez minutos!

Ela respirou.

—Juro.- juntei as mãos

—Vai pegar as luvas.

Consegui mais do que dez minutos. Eu sabia que Erza ficava toda empolgada quando me via lutar. Se passou meia hora e eu ainda estava toda elétrica e ela toda apaixonadinha na arquibancada.

Só quem queria parar era os coitados dos meninos e meninas que estavam aprendendo.

Eu não levava a sério lutas. Mas era... o que me acalmava depois da natação. Erza sempre dizia pra eu levar com “profissão”.

Eu não.

Esse negócio de bater em alguém só por bater não era muito comigo... Eu lutava na academia a maior partes das vezes com ela ou com os professores pra acalmar os nervos. Pensar em entrar num ring só pra ganhar, não era comigo.

“Mas se fosse o Lyon você batia.” Um dia ela me perguntou.

Sinceramente... Não sei se ficaria com mais medo ou com mais raiva.

—Cuidado com o Gray perto dessas pernas. E das coxas...

—Ha-Ha. – me agachei na frente dela ofegante. – Engraçado.

—Ah qual é Juvia, vai dizer que não pensou...

—Não! — joguei a luva na sua direção antes dela terminar de falar – Se começar a tocar no assunto...

—Ah uma troca vai?Te dei mais de meia hora no ring!

—O que quer saber? Não tem nada pra saber. – disse – Sabe que eu não quero fazer isso nunca mais. – percebi que saiu parecendo uma pré – adolescente naquela época de “mãe odeio os meninos”

—Nunca é tempo demais. – ela passou as pernas pra dentro do ring – Mas tá vai. Vocês estão juntinhos, nada de sei lá, um beijinho no pescoço...alguma passada de mão...

—Não!! – atirei a outra luva – Deixa de pensar besteira.

—E você já falou pra ele que não quer?

—Como assim?

—Ué, o cara tem uma vida sexual super mega ativa, não acha que ele está com vontade?Sei lá ele nunca demonstrou? – ela mexeu as sobrancelha.

Pensei por um tempo.

—Eu... Sei lá.

Não tinha pensado nisso...

E não ia pensar!

—Olha Gray sabe como eu sou. – continuei séria — Deve suspeitar... Não quero pensar nisso. A gente nem namora ainda.

—Sei... eu sei que ele te entende de um jeito ou de outro, você contando ou não, acho que ele sabe que voce é ... diferente. Ou virgem! Isso! – ela bateu no ring que fez até eu me assustar — Ele deve achar que você é virgem! – ela riu

—Idiota.

—Sério Ju!Tecnicamente, você é. Pow, cinco anos, deve tá tudo fechado ai.

—Cala a boca! – fiquei rapidamente vermelha de vergonha. – Isso não é da sua conta!

—Tá parei, mas ele deve achar que você é.

—O que vai fazer no feriado? – mudei de assunto

—Nada... na verdade. Estou meia perdida. – ela respirou — Eu e a Mira terminamos.

—O que?! – me virei

—Ela voltou pro Laxus... – Erza falou o nome dele revirando os olhos.

Engoli seco.

Que eu ia falar agora?

Eu realmente não sabia o que dizer...

—Erza...Sinto muito.

—Ah não sinta. – ela deu ombros – Acontece... Deve ser porque ela nunca gostou de mim

—Erza...

—Vou pegar minhas coisas, o cara do turno da noite já deve tá pra chegar.

Respirei fundo.

Tirei a blusa toda suada e apoiei nas cordas.

Erza e suas baboseiras. Mas eu me sentia mal por ela e a Mira...

Como uma pessoa se envolve com uma mulher por um ano e de repente: “não, eu gosto de homens mesmo.” Ela devia estar muito mal já que não era de demonstrar muito, mas eu sabia que estava. Mais alguém pra lista que precisam de férias de novo.

—Alguém queria se encontrar na sorveteria as oito... – ergui a cabeça de susto. Gray estava abaixo de mim com a sobrancelha erguida. Ele deu uma olhadinha no meu corpo e sorriu – Suspeitei que estaria aqui.

—Desculpa... – olhei o relógio e escondi minha barriga a mostra sentindo o rosto avermelhar – Eu... Eu perco a noção do tempo quando... Quando... — apontei pro ring.

—Você luta?! — ele parecia impressionado.

—Ás vezes...

—Me deixa ver?! – fiz que não — Um pouquinho... – comecei a considerar... — Pode até me bater se quiser.

—Não quero te machucar. – provoquei

—Ah!É assim... Okay. – ele deu de ombros

Quando Erza voltou cumprimentou Gray, e pedi pra ela entrar no ring comigo com uma demonstração de leve.

Derrubei ela em uns cinco minutos. Apesar que sempre que lutamos juntas começa a ir pro lado da palhaçada. Ela segurou meus braços e ainda apertou meus peitos!Dei um puxão no cabelo dela e uma cotovelada no queixo dela.

—Juvia não vale puxar cabelo!E nada de cotoveladas! – ela me alertou ofegante com a mão no queixo – Cara essa doeu...

—Você apertou meus peitos! – falei indignada

—Só porque você me prendeu com essas pernonas ai. – ela gargalhou já ser ar

—Lógico, você estava começando a me surrar, tinha que te segurar. – respirei me deitando no chão.

Essa é a foda de lutar com a Erza. Ela sempre começa a levar a sério. E eu que não sei quase nada me ferro.

Depois de me recuperar desci do ring toda derrubada, ainda de top nadador. Eu odiava isso,mas não podia tirar ali de repente. Percebi que ela tinha me deixado um arranhão na barriga.

—Olha isso sua bruta! – apontei pra ela que fez um joinha ainda caída no chão

Gray estava sentado nas cadeiras com a mão no queixo enquanto eu me aproximava.

—Dá próxima vez ... marcamos um dia pra me ver lutar... Tive de segurar a Erza... – respirei – já que estamos “atrasados.” – fiz aspas – Sem contar que ela bem,você viu né, ela vai pro lado mas sério.

—Me lembre de nunca brigar com você.

Dei risada.

—Não conseguiria te bater. – fiz um coque.

—Será que eu to muito abobalhado, ou você fica sexy de quase todos os jeitos que já te vi?

—Tá abobalhado, certeza. – dei uma piscadela.

Tomei um banho e troquei a roupa de ginástica por minha calça jeans azul escura cintura alta, uma regata preta com algumas rendas de alças finas... Nem me lembrava mais dela. Mas agora que estava ali o jeito era vestir. Calçei o allstar surrado e sai.

Gray me olhou de dentro do carro e sorriu abrindo a porta pra mim.

Dei um beijo na bochecha dele e abri um chiclete oferencendo um.

—Que que foi?

—Não que eu seja velho...mas me sinto um adolescente com você. – ele riu

—Como assim?

—Eu usava all star todo dia...Camisa de banda... Aquela fase que a gente curte usar preto, rock, as garotas passam maquiagem escura...Não sei, gosto quando você usa essas roupas. Sem contar que fica bonita.

Sorri.

—Acho que nunca sai dessa fase, mas muitas coisas mudaram... Você ia me adorar antes então.

—E como era a Juvia de antes?

Pensei por um tempo.

—Pergunta difícil, já faz muito tempo. — sussurrei

~~

Fomos no cinema, escolhemos o filme na hora. Sorte que foi muito bom.

Ainda estava cedo digamos, e Gray sugeriu que eu fosse até a casa dele conhecer o Senhor Silver.

No carro, ele perguntou sobre a Lucy e fiquei atenta para o que eu pudesse dizer. Não ia falar do Lyon, nem do que ele tentara fazer.

—Ela brigou com o namorado.

—Lyon né? – fui pega de surpresa.

—Como sabe? – ele pareceu ter sido pego contando algo que não era pra falar.

—É...Ele...Ele disse uns dias atrás que estava com a Lucy... A briga parece ter sido feia então...

—Não, eu quis dizer de onde conhece ele?

Gray ficou quieto olhando para o farol, apertando o volante. Esperei ele responder?

—Não era desse jeito que eu planejava contar.

—Contar o que? – já percebi meu tom de voz mudando.

—Somos irmãos, eu e o Lyon.

O carro parou no farol e eu continuava a olhar para o Gray.

Como...

Que palhaçada era aquela?

Se passara dois meses desde a festa... Ele queria que eu fosse a casa dele!E se aquela praga estivesse lá?

Dei risada. Disse pra ele parar de brincar comigo, que era mentira e ele negou.

—Como... Você não me contou isso antes?! – chutei o painel do carro e me arrependi logo em seguida.

Eu não podia explodir agora...

Apesar que seria uma reação normal. Eu não tomava mais os remédios, fazia duas semanas que não ia a academia com exceção de hoje. Mas era porque ele me fazia bem, me deixava calma... Talvez fosse mais um motivo pra eu estar nervosa agora. Não contei que o que fazia bem também pode fazer mal ás vezes. Só tinha que tentar não ficar agressiva.

Respirei de novo.

—Eu fiquei pensando em como você ia reagir, Juvia... – ele passou a mão pelo cabelo.

—É assim que eu reajo. – disse normalmente e sai do carro.

Por pouco um motoqueiro não me pegou ao sair, buzinou pra mim e eu lhe mostrei o dedo.

O farol abriu e eu fui pra calçada. Gray parou o carro em algum lugar e escutei ele me chamar e correr até mim.

—Não, não volta aqui. – ele me segurou pelo braço e me puxou com força.

—Gray você me solta...

—Espera, Juvia... Me escuta.

—Eu não acredito nisso... – empurrei ele — Ele tá lá?Você ia fazer o que me apresentar pra ele, normal?!!

—Não vale jogar tudo na minha cara ok? – a voz dele aumentara o tom agora também. — Eu não sou o único que esconde alguma coisa aqui!Eu levaria até porque eu não sei o que você tem com ele que sempre fica assim!

—O que?!Eu não tenho nada! E é diferente!

—Não, não é!

Dei um tapa no braço dele e continuei a andar.

Eu odiava brigar.

Irônico?

Não, eu odiava mesmo. Mas era mais forte que eu. Brigar com qualquer pessoa.

Mas com ele era pior... Eu já senti meus olhos encharem, as lágrimas embaçarem minha visão. Ainda mais quando sua voz ficava alta comigo... Eu odiava e odiava.

—Você vai simplesmentedar meia volta? É isso?!

—Vou! – gritei de costas

—Vai terminar tudo assim de repente! – continuei a andar – Não vai mesmo.

—E porque não? – me virei parando de andar dando de cara com ele.

—Não pode fazer isso... Não pode fazer isso comigo... – ele ria nervosamente e passou as mãos no rosto.

Mordi os lábios pra não chorar.

—Olha... Por favor, Juvia se acalma.

Dei dois passos pra trás.

—Conversa comigo. Vamos resolver isso tá?

—Vai deixar de ser irmão dele por acaso? – ri de propósito

—Por que você não fala? Porque nunca me conta as coisas?!

—Nunca?!Eu tento, olha aqui não é fácil tá?! – minha voz engasgou no choro.

—Mas tem que confiar em mim... Pretende continuar assim?Sempre me escondendo alguma coisa.

Rosnei de raiva e chutei a lata do lixo. Olhando pra cima. Eu não ia chorar, não... Não...

—Juvia... Ei?

—Não!Gray...

—Vem aqui. – de repente ele me abraçou, tentei me soltar mas desisti – Fica calma. Por favor...Só me escuta... Depois eu deixo você...Decidir.

Decidir...

Me soltei do abraço dele e cruzei os braços.

—Explica de uma vez.

Entrei no carro de novo, e ele dirigiu até qualquer lugar e desligou ele.

Fiquei com os pés em cima do painel de braços cruzados.

Gray pediu pra eu tirar os pés dali uns segundos depois. Frescura...

Demorei pra tirar, mas depois fiz.

—Eu... Eu não ia trazer você sabendo que ele estava aqui, juro. E eu... planeja contar isso de um jeito melhor. Não tão de repente.

—Mas foi bem de repente. – levantei as pernas pra esticar e parei no meio do caminho colocando as de volta.

Estavam inchadas e doloridas, qual é?!Que custa esticar um tequinho de nada em cima do carro...

—Se quer esticar as pernas porque não faz? – ele mostrou o colo dele.

Foi uma ideia tentadora. Afinal, doia muito.

—Não. Tô brava com você.

Brava?! Eu mesma tinha usado essa palavra?!

—Enfim. Eu não iria trazer você com ele aqui.

—A questão não é me trazer, é me contar. Ia me esconder isso até quando?!

—Eu – ele socou o volante – Eu ia contar!

—Ia... – olhei pela janela – Claro que ia.

—Eu ia. Só que eu não conseguia saber como... E bem eu acertei que você ia sair sem falar comigo.

Fiquei em silêncio.

Meu cunhado, que beleza.

—Você não falava sobre um irmão. – observei

—Porque não considero ele um. É de criação, não é meu irmão de verdade...

Continuei em silêncio torcendo os dedos da mão um no outro..

Ele quebrou o silêncio tempos depois — Não ter falado antes... Eu não falo muito dele, e depois...depois da festa eu vi mais motivos pra esconder de você isso, mesmo sem saber o que tem entre vocês, eu sabia que... Que você não iria ficar “feliz” com essa nóticia. Que vai fazer agora?

—Eu?

—Sim. Vai... Você não precisa vê-lo... Mas, bem digamos que ele é meu irmão, então...

Comecei a pensar.

—Eu... Eu gosto de você não me importa seus parentesco, mas você podia sei lá ser irmão do... do Homem-Aranha. – ele riu – Qual é... – uma lágrima escapou do meu olho eeu comecei a chorar.

—É, eu podia ter sido mesmo.

—Só... Só preciso... Pensar... Me pegou totalmente desprevenida isso. – suspirei — Ele mora com você?

—Não, mora no interior, por isso ia levar você. Ele passou uns dias aqui, mas ele não costuma vir.

Comecei a pensar sobre nossa adolescência. Sobre os sites, sobre tudo.

Ele estaria envolvido nisso?O que mais eu não sabia?!

Apesar que não era justo eu querer esclarecimentos sem esclarecer o meu lado.

Mas... Ele tinha que entender!Não, não dá pra contar pra ele simplesmente.

—Eu odeio brigar com você. — disse

—Eu odeio gritar com você. E eu odeio quando você não me deixa falar e sai andando. – quase ri

—Eu odeio que esconda as coisas de mim.

—Eu também. – ele retrucou –

—Não quero mais brigar.

—Se for pra brigar promete que não vai sair andando? — fiz que sim e estiquei as pernas no seu colo.

Será que isso ia dar certo?Quer dizer.... Nós?

~~

Gray Fullbuster

—Ela brigou comigo!

—E culpa é minha?!

—Você disse pra eu trazer ela aqui em casa quando o Lyon não estivesse!Porque não me encorajou a contar!Que merda de conselho foi esse Dragnell?!!

—Olha só, o que importa é que você contou e acabou. – ele disse com a voz mais calma e serena possível enquanto eu bufava do outro lado da linha — Eu também brigaria com você, agradece que ela só brigou eu daria as costas e mandava você tomar...

—Nem pra dar conselho você presta.

—Se fosse bom não dava de graça!

—Ah!

—Tá achando ruim uma briguinha boba!Queria ver se ela tivesse terminado com você...

—Vai se foder.

—Imbecil... – fizemos um minuto de silêncio na linha do telefone – Gray.

—Hm.

—Lyon não disse nada sobre... sobre a Lucy.

—Apenas que terminaram, por que?

—Nada.

—Sabe de alguma coisa? Porque ele estava estranho um dia atrás... Com aquele jeito de quem fez merda. – Natsu ficou em silêncio.

—Nada.

Um dia atrás

Eu achei estranho.

Cheguei da oficina naquela tarde, estava chovendo.

Lyon estava encharcado no quarto de “hóspedes” arrumando a mala dele.

—Achei que fosse passar mais tempo aqui. – cruzei os braços.

Eu daria graças se ele resolvesse que ia embora agora. Afinal, não queria trazer a Juvia com ele aqui.

Mas estranho ainda, foi ele ter se assustado com o som da minha voz.

Continuou quieto arrumando a mala.

Os olhos dele estavam vermelhos como se tivesse chorado a um tempo atrás. Percebi que as mãos deles tremiam de leve. Ele fazia as malas como se estivesse fugindo, andando de um lado pro outro.

Totalmente perdido.

—Tá fugindo do que dessa vez?

—Não enche Gray.

Fiquei parado ainda na porta.

Ele terminou de juntar as coisas e passou por mim ainda em silêncio.

—Lyon...

—Tchau.

Agarrei o braço dele.

— O que aconteceu?!

Ele olhou pra baixo e as lágrimas começaram a sair do seus olhos como se não fossem controladas por ele.

Alguma coisa tinha ali.

—Eu fiz de novo...

—Fez o que Lyon?

—Me deixa ir embora. – ele deu as costas fungando.

Por mais que odiasse ele noventa por cento do tempo, eu sabia quando tinha algo errado.

Eu sabia que ele era todo errado.

E sabia quando os erros dele aumentavam.

Sabia que alguma coisa de novo ele tinha feito.

E infelizmente... Eu sabia, que por mais que eu o odiasse, ia sempre cair um pedaço de mim ao ver ele chorando.

Demorei pra entender o Lyon. Desde que ele entrara na minha vida, com quatro anos de idade. Aquela cara de cínico dele, sempre com um sorrisinho, escondia todos os verdadeiros sentimentos dele. E confesso que atualmente, ainda não o entendo cem por cento.

Sinto muita pena dele, por tudo que aconteceu com ele. Mas nunca isso justificou as atitudes dele.

Sempre achei que, talvez, ele precisasse se tratar, mas era só conversar disso com ele que ele mudava de assunto.

Por isso, eu tinha pena.

Pena dele ficar assim pra sempre,ou tratar as pessoas assim pra sempre.

Pena dele não ter tido um pai bom como o meu.

Pena desse trauma assombrar ele até hoje.

Notas finais
Corrigido totalmente as pressas me desculpe os erros. A Lucy está... "bem" haha peguei vocês vai Até o próximo lindos e lindas ! Farei um esforço para não demorar mais de um mês :3