Calm The Storm

5 Com o pé esquerdo


Notas iniciais
Hey pessoas,voltei pra o último cap do ano haha vou passar o resto dos dias escrevendo a fic. Espero que estejam gostando mesmo,é difícil escrever sobre os casais fora NaLu porque é o mais amado :3 Mesmo assim,espero que quem esteja lendo,goste e podem comentar,favoritar,criticar a vontade também. Vou começar a colocar : (dois pontos) antes das frases em negrito,pra vocês saberem que se trata de mensagens de texto. Boa leitura,nos vemos lá embaixo.

Semanas se passaram desde o último encontro entre Gray e Juvia.A vida de ambos voltara normalmente.

Para a frustração de Gray, quando Bicks voltou à oficina dias depois da festa,ela não estava junto. Realmente, ela devia ter odiado. Mas ele nem ligava... Ao menos, fingia, e fingia muito mal.

Juvia para frustração dela, estava tão carregada de lição que não conseguira ir até a oficina.

Queria ir só de raiva, só para provocar o garoto de mel.

~~

Era o horário do almoço na empresa. Ela foi até o vestiário guardou o jaleco e saiu para almoçar.

Sempre ia no mesmo lugar. Um pequeno restaurante dobrando a esquina da empresa. Mas pra sua tristeza,assim que chegou perto do restaurante o mesmo se encontrava super lotado para o pequeno ambiente.

Com o calor que fazia, o que ela menos queria agora era um lugar cheio de gente.Respirou fundo voltando o caminho, já pensava em comer algo na empresa, quando na esquina da avenida um restaurante aberto e arejado servia o prato do dia “Costela assada...” Ela já podia sentir a boca salivar...

Entrou e sentou-se numa mesa próxima a janela. Batia um vento refrescante ali e logo um garoto simpático veio atendê-la.

Enquanto fazia o pedido sentiu uma cadeira na mesa da frente se arrastar e quase engasgou.

Juvia Lockser

Mas o cosmos devia gostar de causar com a minha cara. Ou Deus queria tirar com a cara de alguém hoje e escolheu eu...

Fullbuster foi quem puxou a cadeira e se sentou com uma mesa entre nós,cumprimentando o garçom amigavelmente,que pareciam ser amigos de décadas. Fez seu pedido e bebeu um gole d’água.

Que...Que porra!

–Senhora? – o garçom me chamou

–Ah... Eu acho que vou comer... — ela já se preparava pra ir atrás de outro lugar quando a barriga roncou — Não, vou ficar. – cruzei os braços e o garçom me olhou confuso – Onde estávamos?

–Costela no bafo...salada com tomate extra...

–Suco de morango e um pedaço de algo com chocolate. – sorri e ele piscou pra mim.

–As ordens.

Dando meia volto ele saiu. Suspirei. Fiquei encarando a rua tentando não olhar pra frente.

Queria mesmo que era nem ter notado ele, porque agora eu não ia conseguir parar quieta.

O tempo parecia não passar, fazendo o garçom demorar com a comida. Meu estômago já roncava.

Virei para pegar o celular na bolsa e olhei pra ele de novo. Agora ele lia concentrado, com uma marquinha no meio da sobrancelha.

Eu adorava ler... E tinha um sério tique de gostar de saber o que as pessoas liam também.

Quem diria que um pegador que só devia pensar com a cabeça debaixo gostava de ler.

Bufei.

“Fora pintar carros e transar, então era isso que você gosta nas horas vagas...”

Fiquei olhando curiosa a parte de trás do livro que era o que eu conseguia enxergar. Mas daquela distância eu não conseguia ler nada!

Levantei os olhos e quando me dei por mim... Ele me olhava com uma das sobrancelhas arqueadas.

Puta merda. Não bastava nos reencontrarmos de novo, ele ainda tinha que me pegar olhando com cara de boba pro livro.

Virei a cara.

–Boa tarde pra você também. – ele disse seco.

Ia me virar pra responder, quando o garçom trouxe o meu pedido e colocou sob a mesa.

–Obrigada... – sorri de novo.

Me preocupei em comer agora e em não sair dali tretada¹ com ele de novo. Minha fome era tanta que se ele me olhasse agora, iria achar quem vim da Etiópia, ou coisa parecida. Devorei o prato em menos de dez minutos e tomei o suco.

Peguei minha sobremesa e levantei a mão pro garçom.

–Isso é maracujá, não chocolate. –disse a mim mesma.

–Provavelmente... – a voz de Gray com a boca meio cheia surgiu de novo a minha frente e eu fechei a cara – Isso é meu. – ele apontou o pedaço de torta de maracujá – E isso é seu. – me estendeu o prato com um pedaço gigante de bolo de chocolate.

Senti meus olhos brilharem e peguei da mão dele lhe dando o prato de maracujá.

Coloquei uma garfada na boca e poderia ter tido um orgasmo se eu soubesse ao menos que era isso e não achasse tão nojento.

Vi Gray soltar uma risadinha, e se concentrar no prato dele.

Me contive em não perguntar o que era tão engraçado...

Gray Fullbuster

Senti como se tivesse sendo levemente observado enquanto lia meu livro. Virei pro lado.

Mas que... O QUE?!
Como simplesmente parei no mesmo restaurante que essa grossa azul?

Linda como sempre... Suspirei.

Ela olhava a capa de atrás do meu livro, já ia lhe dar o livro pra ver o nome se não tivesse ficado travado olhando pros olhos dela... Até que ela que olhou e me viu olhando pra ela e automaticamente virou a cara.

–Boa tarde pra você também. –disse voltando a ler o livro.

Ela se virou pronta pra rebater quando o garçom entrou entre nós. Suspirei aliviado.

Juvia comia como se nunca estivesse comido na vida,e seus pratos pareciam aqueles de pedreiros. E eu ri daquilo enquanto fingia não olhar pra ela.

Fui comer minha sobremesa,quando olhei um pedaço exageradamente grande de chocolate. Franzi a testa.

–Isso é maracujá, não chocolate. – ouvi ela fazer uma observação e automaticamente troquei as sobremesas e comi a minha.

Comecei a pensar em algo que me fizesse falar com ela... Mas aposto que nada do que eu pensasse não a faria me tratar menos grosseira... E também porque merda quer falar com ela? Aquela conversa com Gajeel ainda aparecia na minha cabeça... E nem eu ao menos entendia porque tinha ficado tão interessado nela.

Bem,nós temos amigos em comum...festas... Então, se por um acaso,estiver disposto a mesmo que seja ser amigo,ou...com muita sorte algo a mais, vale a pena.

Será que era normal simplesmente deduzir que uma pessoa é interessante em questão de segundos... Torcia pra ela ser uma chata e eu quebrar a cara.

Olhei pro lado e vi que ela tinha acabado de levantar e sair.

Suspirei. Olhei de novo na mesa ao lado.

Uma celular de capa azul tinha ficado no banco.

Das duas uma, eu podia fingir que não vi e deixar ela sem celular,mas eu nunca fora o cruel suficiente pra isso então, a segunda que era pegar ele descobrir a senha,levar pra casa,ver uns nudes... Até parece.

Peguei ele e levantei da cadeira. Levanto um susto com o estrondo que tinha feito lá fora. Um trovão. Que ótimo,justo hoje que eu não tinha guarda-chuva.

Dei 30 reais ao primeiro garçom que vi e sai do restaurante torcendo pra achar ela logo e não pegar aquela chuva de verão.

Olhei esquerda, direita umas duas vezes, antes de vê-la atravessando a rua. Atravessei junto e olhei uma ultima vez pro celular com a foto dela e da baixinha azul sorridentes.

Cutuquei seu ombro.

Ela se virou séria e se espantou ao ver a pasta na minha mão.

–Esqueceu... – o estendi para ela.

Juvia piscou duas vezes antes de pegar da minha mão devagar.

–Obrigada...

Seus olhos pareciam olhar algo completamente importante... Como se tivesse perdido um filho e eu o achasse .

–Nada... – disse sem ânimo e dei as costas sentindo que ela ainda ficara lá.

Estalei a língua, e me virei de volta. É ela ainda estava lá...

–A propósito. – estendi o livro na frente dela – World of Warcraft, Marés da Guerra¹, é um jogo de-

–Conheço... – ela disse,pra minha surpresa – Meu irmão... Joga.

Ergui uma sobrancelha.

–Então, é isso... Se quiser emprestado. – soltei e depois repensei o que tinha falado.

Porque ela te pediria?! Ela pode comprar.

Porque ela falaria com o cara que odeia...

–Ou não também... – tentei concertar já confuso com os meus pensamentos – Bem, seu celular já está com você então.

–Obrigada, mesmo. É... – ela ajeitou uma mecha solta do coque atrás da orelha – Não sabia que gostava de ler.

Ah agora ela queria puxar assunto?

–Pois é, eu gosto.

–Acho que começamos com o pé esquerdo.

O que? Travei.

–Fui... Bem rude? — ela parecia estar se perguntando mas logo voltou a falar — com você por mais que tenha merecido. – cruzou os braços sorrindo.

Cocei a cabeça e soltei uma risada

–Mereci?

–Sim... – ela riu

–Tá... Vou lembrar disso... – ri de novo.

Que universo paralelo era aquele do outro lado da rua onde nós ríamos e conversávamos?

Eu poderia dizer que a grossa era ela... Mas, o som daquela risada...

–Acho que devo ir. – ela interrompeu meus pensamentos – Juvia está atrasada.

Franzi as sobrancelhas ao vê-la falando dela mesma.

–Começamos com o pé esquerdo né... – disse e ela me olhou confusa – Sou Gray Fullbuster. –estendi a mão

Ela piscou duas vezes antes de soltar uma risada e pegar minha mão delicada.

–Juvia Lockser.

Sorri e soltei sua mão lhe lançando uma piscadela e dei as costas.

Assim que virei a esquina dei um tapa na minha própria testa.

–Não me diga que... — gargalhei – O que acabou de acontecer...

Pousei a mão no peito e notei o quanto estava acelerado.

–Que droga... – ri de novo. Olhando pra palma da minha mão caindo gotas atrás de gotas.

Narrador

Juvia virou as costas prensando o celular contra o peito sentindo as gotas da chuva escorrerem no rosto..

Se perdesse aquilo metade de sua vida era jogada no lixo. Todas as suas músicas, e principalmente... Seus links de fanfics que costumava ler de vez em quando, ou sempre... Que podia ser um vício...

Tudo ali.

Suspirou de alívio.

Só não entendera o motivo de puxar assunto com ele... Como se sua boca fosse outra parte dela,falou por si só. Mas, pensando bem ela não se arrependera. Ele até que podia ser legal. Sorriu com a idéia.

Mas não ia se deixar levar pela simpatia dele, talvez ele só estivesse esperando outra chance pra atacá-la com suas cantadas de novo.

Bufou.

Voltou para empresa repassando a cena na calçada na sua mente repetidas vezes.

Na volta pra casa assim que entrou na garagem se espantou com o carro estacionado na garagem. O último dia e voltara da oficina, estava lindo. Claro, que lindo ao gosto Bicks de ser. Duas labaredas azuis marcavam a lateral do carro. Certamente, que faria mais sentido serem vermelhas, se ele não gostasse tanto da irmã.

Suspirou. Ao que parecia Gray trabalhava mais do que bem.

Assim que ligou o computador depois de um bom banho foi continuar a digitar a parte escrita de seu seminário quando a janelinha do whats web² avisou uma mensagem.

Redfox

:Gray veio falar comigo. Perguntou de você.

:Preciso saber de algo?

Juvia ficou toda desesperada como se fosse um criança pega na mentira.

Não lhe agradava a idéia dela contar pra Gajeel, ele iria dar uma leve surtada se soubesse que eles estavam se falando.

:Como assim perguntou de mim ??

:Não sei de nada.

Mentiu na cara dura.

Redfox

:Só perguntou do que você trabalhava porque te viu de branco hoje... Não viu ele?

Viu é claro que tinha visto!

:Vi não.

Redfox

:Ah. Sei... ok. Como foi o dia?

Começaram a conversar enquanto ela riu abobalhada mesmo que sem perceber, do interesse do Fullbuster nela. Certeza que ele iria se jogar nela de novo... Pelo menos, era o que ela achava.

“Que tanto perguntas de mim, Fullbuster...”

~~

Foi dormir tarde lendo uns dos livros do jogo Warcraft que Bicks tinha, porem nunca tinha nem aberto do plástico.

Dormiu lá pelas duas da manhã.

Confessou a si mesma que no outro dia na hora do almoço que até estava até com vontade de almoçar no outro restaurante só pra... Só pra nada bateu os pés.

Porque ele tinha vindo nos seus pensamento?

–Algum problema? – Kinana ergueu uma sobrancelha pra ela.

–Ah é não...

Que mané ver ninguém.

Ainda mais aquele mulherengo.

Bufou. Perdera até mesmo a fome.

Gray Fullbuster

Assim que me sentei na mesa de costume olhei pela janela.

Ela iria dobrar aquela esquina... Eu sabia. Ao menos era o que eu esperava.

Nunca havia tido uma situação tão esquisita como aquela... Eu, achava Juvia uma grossa, porém, eu acho, que...talvez, eu pudesse ter extrapolado um pouco...

Quase tinha virado a noite conversando com os amigos no grupo, até mesmo o Redfox. Quem diria...

“-Não to tentando ficar cm ela ouviu... – digitei depois de uma leve zoera sobre eu estar querendo andar pelado de novo por tentar falar com ela — Agora é sério, mas mesmo sendo uma grossa , ela parece legal. Ainda depois de hoje.”

“-O QUE TEVE HOJE – Gajeel”

“-HOJE? HOJE O QUE – Natsu”

“Que gente calma...”

Pelo jeito ter contado sobre o almoço para Gajeel não foi lá uma boa idéia. Ele ficara se perguntando porque ela não quis contar pra ele, e logo eu me arrependi de ter comentado. Eles eram bem amigos, e ele ficou chateado.

Suspirei...

Hm só digo que ela não irá amanha. – Gajeel

É e como sempre o grandão estava certo. Meu almoço acabou e ela não aparecera.

–Deve achar que eu quero ficar com ela ainda ... – pensei comigo mesmo.

Não que eu não quisesse tenho que acrescentar, mas não era algo de mais importância.

Apenas conhecê-la, e queria isso mais que qualquer coisa carnal.

Mas acho que não era naquele dia de novo.

Juvia Lockser

De manhã

–Juvia!

Gajeel estava parado sentado no degrau da escada da escola e eu nem vira ele direito. Parei,e fui até lá.

–Oi! — sorri

–Oi nada.

–Ué. – Me sentei ao seu lado percebendo o tom forte na voz dele — Que eu fiz...

–O que você não fez. Não me contou que saiu com o Gray!

Sabe aquele símbolo de carregando da página dos navegadores da internet?

Era eu...

–ÉOQUE! – gritei – Quem disse que sai com ele?

Maldito Fullbuster!

Mentiroso desgraçado!

Que ele foi falar?

– Quem disse?! – me levantei

Gajeel suspirou

–Ele só disse que viu você no almoço e que você esqueceu celular, que começaram com o pé esquerdo. Só falei assim pra ver sua reação. Mas por que não me contou?!

Bufei...

Homens, meu Deus.

– Seu possessivo. – suspirei

– Não sou! Queria saber só...

Ah era sim.

Gajeel... Era talvez possessivo não. Mas quando tinha um ataque de ciúmes parecia uma garota com os hormônios a flor da pele.

– Sei lá. Talvez porque eu não quisesse lembrar de que conversei com ele. – menti

Nem eu mesmo sabia o porque de não ter falado... Ah sim, ta eu sabia.

–Não gosta mesmo dele...

Engasguei com o suco prestes a dizer que não gostava mesmo...

–Porque se não gosta, diga logo. Ele quer ao menos sua amizade, desembucha logo que não quer ele nem pintado de azul.

–É.. tá. Vou dizer...

Larguei a bolsa do trabalho na sala e Levy deu um oi tímido para minha mãe e Gildarts no sofá. Ela passara na empresa pra irmos juntas pra casa. Ia me ajudar a montar um artigo com todas as formas bonitas e todas aquelas palavras chiques que ela conhecia e falava.

– Biiiicks – cantarolei enquanto subia as escadas – Não tem nada pra fazer na oficina?

–Não. – ele gritou com a porta fechada — O carro ta ótimo porque ?

–Nada...

Voltei pro quarto tirando o tênis. Levy arrumava o notbook dela ligado na tomada perto do meu no chão.

– Juvia se quer fala com ele porque não vai e fala.

– E quem disse que quero fala com ele? – ri — Na verdade no máximo eu queria o livro emprestado, mas seria puro interesse já que eu não gosto dele.

–Eu poderia falar... – ela se sentou no chão tirando a blusa de frio — Nossa sua interesseira, mas meu sexto sentido, me diz que quer ver ele porque está curiosa sobre ele, e porque ele quer saber sobre você. E também porque alguém na virada do ano prometeu fazer pelo menos dois amigos do sexo masculino novos! Olha que bacana!

– Levy...

– Juvia quer ser amiga dele também que eu sei. – ela me interrompeu dizendo do mesmo jeito que eu falava

– Não ela não quer!

– Sei...

Terça feira

Restaurante estava lotado de novo. Minha barriga roncava de fome. Queria comer logo e aproveitar o restante do dia pra nadar ou só ficar jogando conversa fora com Erza na academia.

Me sentei a mesa e simplesmente esperei. Ele vinha todos os dias mesmo...

Vi Gray dobrar a esquina, mas para o meu desagrado ele não estava sozinho. E pra piorar, com uma companhia que eu nunca imaginaria ver, de novo ...

Meu coração parecia querer saltar da boca.

Lá estava ele... Com ele.

Sting Eucliffe.

~~

–Vem aqui

–St-Sting não quero fazer isso

–Ah qual é você ele só quer conversar

–Ele... Eu não quero deixar a Levy sozinha.

Ele me empurrou porta a dentro.

–Vocês vão se divertir e eu fico com Levy...

–Não ela não está num juízo perfeito...

A porta se fechou e eu ouvi ele gritar Natsu não tranque a porta...mas ele trancou.

~~

O que ...

Reuni o que restou das minhas forças só de pensar nele atravessando a rua e vindo pra cá.

Peguei a bolsa e me dirigi aos fundos do restaurante quando vi eles parados no sinal prestes a atravessar, mas quando olhei de novo Sting se despedia dele com um abraço e foi para outro caminho.

Minhas pernas mal mexiam direito.

Senti que podia fraquejar a qualquer minuto e comecei a respirar fundo tentando não desmaiar quando uns dos garçons percebeu que eu estava “passando mal”.

–Sente-se senhora.

–Não...Eu quero...

Tudo ficou preto por um minuto mas não desmaiei. Apenas me apoiei na parede. Qual é,todas as cadeiras do salão resolveram sumir naquela hora?!!

Eu não podia ter uma crise uma hora daquelas,ainda com Gray ali.

–Vou buscar uma água senhora.

–Juvia?

Reconheci a voz dele de imediato.

– Ei, está passando bem?

Narrador

Ela não o queria ali, muito menos naquela hora... Talvez as coisas se complicassem mais ainda.

–Es- Estou eu só ...

– Aqui está a água.

Juvia ergueu a cabeça rápido e viu tudo turvo por alguns minutos.

– Opa. – Gray colocou o braço esquerdo em torno dela e a fez se sentar — Eu seguro... — se ofereceu e pegou o copo puxando uma cadeira pra perto dela — O que está sentindo?

–É só... Hm, queda de pressão...

Ela ergueu a cabeça e pegou o copo bebendo um gole.

–Tem certeza?

–Tenho... É obrigada.

Mas ainda não estava nada bem. Ainda tremia, ainda não conseguia se levantar sem pensar na possibilidade de cair no chão e começar a chorar.

–Você tem certeza? – ele perguntou sem jeito – Não parece... Sério, você está translúcida.

Ele falou mais alguma coisa sobre sua aparência e tocou-lhe a testa com as costas da mão.

Gray tinha a mão super gelada.

Deviam achar isso horrível.

Mãos de defunto, pensou ela se lembrando que sua mãe falava daquele jeito. Mas num calor daquele tudo que ela queria era um par de mãos geladas no seu rosto. E pensando desse jeito, seu rosto se avermelhou de pensar nas mãos dele no seu rosto. E claramente, ele percebera sua vergonha porque retirou as mãos sem graças e disse que buscaria mais água se quisesse.

Justo agora!!

Com ele ali ainda.

Queda de pressão... Ela torcia pra ele cair naquela.

–Pode me trazer um pedaço de bolo de chocolate? – Gray perguntou minutos depois de repente a fazendo olhar pra cima e seu estômago roncar.

O garçom fez que sim e saiu dali.

Ela continuava muda bebendo o resto da água.

–Mais?

Fez que sim e ele se levantou pra pegar voltando um tempo depois com outro cheio que ela bebeu tudo de novo. Logo o pedaço de bolo chegou também e ele estendeu na frente dela.

– O que? – ela olhou o bolo

–Pra você.

Juvia Lockser

Suspirei.

– Porque está se preocupando tanto?! – minha voz saiu mais alta do que deveria. E logo eu me arrependi pelo tom que ela saíra. Não que eu estivesse brava. Só, porque? Se preocupar tanto...

Ele suspirou pousando o prato em cima da mesa onde ele estava sentado.

–Tem uma pessoa passando mal na minha frente, se fosse qualquer outro estaria me preocupando. Não quero que desmaie ou sei lá o que você está passando. Porém... Vejo que está bem o suficiente pra ser grossa. – ele sorriu no fim da frase.

Quase rosnei de raiva.

Se bem que... Não, eu não ia pedir desculpas não mesmo.

Olhei pra ele e para o pedaço de bolo gigante. Gray se ajeitou na cadeira e abriu um outro livro dessa vez.

–Pode comer ainda é seu.

Fiquei mais brava ainda.

Me recusaria a comer... Se não estivesse com fome.

Apesar que chocolate depois de água e carros me acalmava também. Parei de lutar comigo mesma e com a minha barriga e comi o pedaço inteiro.

Fiquei um tempo sentada e pra minha maior surpresa... Os tremores passaram, os batimentos estavam todos no lugar... Eu estava mais que bem.

Queria agradecê-lo, mas... Não conseguia fazer. Até mesmo porque eu a tinha feito a grosseria do dia... Mas... Tentei.

–Obrigada. – disse baixo.

Mas ele continuou a ler o livro. E então depois me olhou.

–Falou comigo?

–Falei. — cerrei os dentes de raiva

–Não te ouvi...

Filho da mãe.

–Disse... Obrigada. – repeti pegando a bolsa e me levantando.

–Certeza? – fiz que sim

Eu já ia sair e voltar para empresa a tempo de poder ao menos de passar na lanchonete e pegar um misto quente.

–Não veio aqui nos outros dias. – ele disse quando me levantei olhando pra mesa pra ver se não havia esquecido nada daquela vez.

–Não. – parei de andar — Eu, almoço em outro lugar, aqui é minha segunda opção pode se dizer...

–Ah entendo. — ele voltou para o livro de novo e eu suspirei.

Pensei dez vezes seguidas em dez segundos o que eu devia fazer.

Naquele momento... Eu escolhia.

Ficar outro clima chato entre mim e o cafajeste.

Ou eu podia ao menos dar um tchauzinho, dizer obrigada de novo... Nós vemos...

Desculpa a grosseria...

Não.

Aquilo não era tão a minha cara assim.

–Pode me emprestar ? – disse por fim parando na frente da mesa dele. Ele levantou os olhos surpreso e confuso — Marés da Guerra...

– Ah ... Claro! – ele sorriu — Mas vai ter que vir aqui amanhã.

–Eu venho...

Venho é ??!

–Ok, — ele sorriu – Precisa de companhia,posso te acompanhar se ainda não estiver cem por cento.

– Hm, não eu estou bem. – disse sem graça.

Para de ser tão gentil!

– Então até amanhã.

–Até. — e sai.

Ia me lembrar mais tarde de passar na frente da cacau show e comprar uns 30 reais de trufas para os dias que eu surtasse novamente.

Notas finais
¹ Marés da Guerra é um livro inspirado na série de games (escrito por Chistie Golden) do World of Warcraft. É muuuuuuuito bom,super recomendo. Não joguei os jogos mas amo a história. ² WhatsApp Web só digo, se vocês não sabiam, usem é dahora kkk Beijos e beijos, comentem ^^ Obrigada a todos os comentários que está tendo até agora, e por favoritarem a fic de verdade,obg :3