Calm The Storm

22 Cinco anos atrás - Part.1


Notas iniciais
ALGUÉM CHAMA A LUDMILA E AVISA QUE HOJE! "É HOJE, É HOJE, É HOJE " parei. Eita povo olha eu aqui! Acredita que faltei pra postar o capítulo... Não sigam meu exemplo!Vão pra escola, faculdade,sejam boas pessoas e tenha um um futuro. Enfiiiim, tô tão feliz. gente como eu tô feliz, primeiro eu fiz três anos de namoro ♥ ♥ uhuul Segundo: EU NUNCA RECEBI TANTO COMENTÁRIO NA MINHA VIDAAA!Contando NY e SS juntos meu Deus!!! Vocês são tão lindos, sério, só tenho a agradecer de verdade. Como agradecimento, essa capítulo está dedicado a todos vocês que comentaram a fanfic!! Obrigada meninas e meninos de verdade ♥ Em especial, sem ciúmes hein pessoal kkkk Só queria dar as boas vinda a nova leitora jungmo que fez eu chorar com aquele comentário. Obg mesmo. Curta esse capítulo que está cheio de shipp improváveis, e explicações... Ufa. Lembrando que... É como se a Juvia estivesse contando pro Gray só que eu fiz em forma de capítulo narrado em terceira pessoa. Então se vocês ficarem meio "ué ela não vai contar?" Sim ela está contando pra ele e vocês entenderam mais pra frente. Estou com um problema no espaço do teclado, então algumas palavras que passaram despercebidas na minha correção podem estar juntas. O próximo capítulo acabarei ele essa semana, e confesso que pqp acho que é o melhor capítulo da minha vida kkkkkk E olha que eu nunca acho que escrevo bem só vocês me dizendo que eu sei que está bom. Sem mais delongas, boa leitura!!! LEIAM AS NOTAS U.U

O professor repetiu a pergunta mais duas vezes.

Ninguém sabia responder aquele cálculo...

Alguém sabia, na verdade. Mas sempre era motivo pra ser levado na piada.

Como alguém inteligente podia ser motivo de piada?

Eram o fim do ano. Para alguns o fim do ano escolar, e para outros o fim eterno do ensino médio.

A escola já começa a ficar vazia, aos poucos cada vez mais vinham menos aulos.

O terceiro ano tinha um trabalho para entregar eram os únicos que ainda ficaram, e o primeiro ano sete alunos de recuperação.

A solução foi juntar as salas. Não fazia sentido uma sala com sete alunos.

Como prêmio, o primeiro ano pra recuperar as notas ou presença ficou incumbido de ajudar o terceiro no trabalho final.

Juvia odiava estar ali, mas ao mesmo tempo amava.

Por falta de atenção estourou de faltas aquele semestre sendo obrigada a ir mais uma semana pra aula.

Levy precisava da sua recuperação em química assim como os outros.

“Quem gostava de química?!” Pensou suspirando, tentando em vão responder o cálculo da lousa.

Gajeel se livrou. Ajudava Sting – um dos alunos do terceiro no trabalho de história sobre o regime militar. Nem precisou chegar perto da lousa. Adorava história mais que qualquer coisa, pra ele era fácil, tinha tudo na ponta da língua.

—E então? – o professor Max questionou Levy – Está realmente complicado indicar os prótons, nêutrons e elétrons nesse átomo de mercúrio Senhorita Levy?

Alguns risinhos foram ouvidos na sala, entre eles um se destacou deixando a baixinha enfurecida.

—Você podia vir responder já que é tão esperta Hisui.

—Quer se voluntariar? – o professor pediu

—Eu passo. – ela mascou o chiclete.

—Ok, vou dar o resto da semana em casa pra quem ter a coragem de responder.

Gajeel mexeu a cabeça pra um lado e pra outro. Fez mentalmente alguns cálculos mas nenhum deles batiam com as alternativas. Ele até que gostava de vir a escola ficar sem fazer nada. Sentia muito sozinho em casa já que a mãe vivia trabalhando no hospital para manter ele e o irmão – que estudava num curso técnico a tarde toda.

Passou a vez.

Sting era burro para qualquer matéria. Até hoje não sabiam como aquela coisa loira tinha passado a série.

—Eu sei óbvio! — Lyon pegou o giz e foi até a lousa.

Levy ergueu as sobrancelhas pra ele. Jura isso?

Ele fez alguns rabisco, uns números apareceram e Tcharam.

—Viu?Posso ir pra casa agora.

—Sinto muito senhor Vastia, mas a pergunta era para os primeiros anos.

—Que ótimo. – ele largou o giz – Por que nenhum de vocês sabem isso? – deu risada – Como vão passar de ano?

—Não enche. – Levy acertou um giz bem na nuca do branquelo.

Seria maravilhoso se os diretores soubesse as afinidades entre as salas.

Assim não teriam juntado as duas piores salas juntas.

A turminha do Lyon sempre arranjando qualquer confusão boba com a outra sala, principalmente as garotas. Hisui era insuportável, não perdia uma chance de provocar Levy ou...

—Juvia?

A garota levantou os olhos do livro para o professor Max.

—S-sim?

—Pode resolver o segundo exercício?

—Ela é a nerd claro que sabe. – Hisui riu levando uma borrachada na testa de alguém rápido o suficiente para não se identificar – Quem foi?!

—Ok, comportem-se. Juvia?

Ela respirou marcando a página do livro e pegou o giz indo direto pra lousa começando a escrever.

—Você só precisa achar o número atômico e...

—Eu sei. – ela sussurrou entregando o giz ao professor. – Já acabei.

Ela se sentou novamente sentindo os olhares de todos nas costas dela.

Linda e ainda inteligente, o que Hisui sentia mesmo era inveja.

Levy deu uma risadinha vendo a cara de nojo da branquela de cabelo verde.

Ela só não gostou mesmo, foi da aprovação de Lyon...

Ele não precisava iludir ela fingindo agora gostar da sua inteligência faltando uma semana pra acabar o ano escolar depois de um ano de total ignorância.

A aula acabou em quinze minutos.

Levy juntava suas coisas conversando com Juvia sobre o fim do livro que tinham lido quando Lyon e Sting chegaram.

—É... – Sting pigarreou – Oi meninas.

—Que se quer? – Levy cruzou os braços

—Nada demais baixinha. – deu um tapinha na cabeça dela – Apenas três convites sobrando pra nossa festa de formatura, na verdade a festa de verdade com bebidas. Vocês sabem, fora da escola. Querem ir?

Juvia sentiu o rosto corar fingindo não estar ouvindo enquanto juntava suas coisas na mochila duas carteiras atrás.

Uma festa de formatura!

Nunca tinha ido a uma. Imaginava como naqueles filmes americanos adolescentes.

—Três? – Levy questionou.

—Sim, podem levar uma amiga a mais.

—Ou um amigo... –Hisui passou a língua nos lábios apoiando o ombro no Gajeel – Né?

O moreno revirou os olhos mas sem deixar de sorrir malicioso.

—Por que isso agora? – questionou Juvia pra si mesma já que estava um pouco distante deles, mas parece que Lyon ouvira.

—Queria que você fosse. – respondeu se aproximando. — Vai ser legal.

O coração dela acelerou de repente, deixando a envergonhada, pigarreou.

—Ah Juvia não sabe...

—É uma despedida Juvia. – ele sorriu deixando a toda desconcertada – Uma ultima vez que nos veremos... – colocou uma mecha da cabelo dela atrás da orelha. – Tenho um amigo pra te apresentar!

Ela rapidamente entendeu que ele não tinha nenhuma intenção com ela.

—P-pode ser uma boa ideia...

—Não sei. – Levy empurrou os ingressos em cima da mesa.

—Qual é Levy? É só uma festinha. Vão lá curtir com a gente o fim da escola. – Sting incentivou

Os três se entreolharam discretamente. Gajeel percebeu na cara rosa da Juvia o quanto ela queria ir e suspirou, piscando pra Levy e pegando os ingressos.

—Nós vamos.

~~

—Você está muito quieta hoje?

Juvia ia na frente perdida nos próprios pensamentos.

Iria chegar em casa, seu tio estava lá e a mãe ainda trabalhava.

—Juvia?

—Oi... – ela sorriu – Desculpe.

—Que você tem? – Gajeel

—Nada, só... Não queria ir pra casa ainda.

O trajeto já estava acabando.

Primeiro era Levy, depois ela e ai Gajeel seguia pra casa na companhia dos seus fones de ouvido.

—Por que?

Sem resposta.

Ela parou na frente do portão e pegou as chaves dentro da bolsa colocando na fechadura.

—Quer ir lá pra casa?

—Vou ficar bem. – deu um beijo na bochecha do amigo e entrou.

Gajeel ainda esperou um pouco no portão, angustiado e depois seguiu com um peso lhe incomodando.

Juvia abriu a porta silenciosa e fui na ponta dos pés subindo as escadas.

Seus tio John estava estirado no sofá concentrado na tv que nem a viu passar.

Ótimo.

Ainda conseguira ir na ponta dos pés até a fruteira e pegar uma maçã.

Já estava chegando no ultimo degrau quando ele a chamou.

—Oi. – respondeu ainda da escada.

—Bicks já chegou?

—Não.

—Já estava na hora não é?Dele chegar?

—Sim, ele vai pro curso de informatica as quintas.

—Hm. Somos só nós então, por que não fica aqui no sofá comigo?

—Vou estudar.

Ela continuou a andar e foi até o quarto trancando a porta com suas duas fechaduras.

Suspirou.

Achou melhor tomar banho só quando Rebecca ou Bicks chegassem.

Ela odiava ficar ali com ele.

Odiava ele.

Não se esqueceria facilmente de quando ele tentou abusar dela no banheiro. Sua mãe podia duvidar, dizendo que “John nunca soube brincar” mas ela não era burra sabia muito bem o que era aquilo que ele tentara fazer.

Tentou pensar em outras coisas que não fossem isso.

Uma roupa.

Isso.

Para ir a festa que seria daqui cinco dias. Ela estava um pouco apreensiva, mas queria ir... Ficar pela ultima vez perto do garoto que gostava.

Lyon Vastia.

Ele era um.. idiota.

Até ela sabia.

Típico garoto metido, chato sempre zoando com as outras pessoas... Ela esperava que pelo menos ele a defendesse das piadinhas de Hisui, demonstrar alguma coisa... nada.

Seu coração doia e suspirava por ele.

Nunca seria correspondida, já sabia disso.

Ela costumava olhá-lo de longe, sempre na companhia dos outros garotos do time de futebol e das garotas também. Por que as garotas no terceiro tinham que ser tão bonitas e avantajadas? Mas também insuportáveis.

Não via graça em ser só um rosto bonito.

Chegava a sentir pena delas, mas elas também, faziam questão de dizer que sentiam pena de Juvia também.

“Pena que o Lyon nunca vai olhar pra você.”

Revirou os olhos com a lembrança. Ela não ligava, ao menos tentava não ligar. Ela nunca teve sorte com garotos mesmo.

Porém, havia um garoto.

O garoto.

Mas seu coração não conseguia sentir nada por ele a não ser amizade, e algumas caidinhas quando ele dava aquele sorriso que só ele sabia dar...

Ele a tratava tão bem, sempre tratava. Dizia que ela era bonita, admirava sua inteligência, gostava de ouvir as histórias dos livros que ela lia, mesmo que ele não tivesse lido. Tinham até o mesmo gosto por filmes e músicas!

Levy até dizia “Dê uma chance a ele”. Mas não queria iludi-lo.

Sabia o quanto o sentimento era ruim, não faria isso com outra pessoa.

Ela levantou da cama e sentou-se na escrivaninha. Não tinha nada pra fazer.

Na verdade, ela tinha que limpar a casa. Mordeu os lábios se lembrando das tarefas que a mãe pedira, mas preferia não sair do quarto ainda.

~~

Um dia atrás.

A luz do computador era a única naquele quarto ás três da madrugada.

Lyon acompanhava a votação acirrada da noite.

A festa estava chegando e o tema da semana seria “A garota do fim do ano”.

Os frequentadores do site já estavam fartos das fotos da Hisui, Yukino, Cheria e outras. Por que não uma cara nova?!

Um desafio. Lyon considerou.

Não passava ninguém pela sua cabeça.

O que podia fazer?

No mesmo instante Sting upou no site uma foto e a notificação apareceu para Lyon, que clicou vendo seus olhos brilharem tendo uma ideia.

A foto mostrava a garota loira sentada no banco da escola lendo um livro com os fones de ouvido.

Logo os likes na página começaram a subir e subir. Isso significava que eles tinham gostado.

O primeiro comentário já atiçou a imaginação de Lyon.

“Daria 100 pratas pra ter uma foto dela”

“Ela tem uns peitões já perceberam?Imagina sem roupa”

“Ela deve ser virgem”

“Imagina? 500 pratas pro um vídeo de uma virgem (risadas)”

“Nem que seja um gif!!”

“30 segundos de vídeo”

—Vídeos sempre dão mais dinheiro... – Lyon sussurrou pra si mesmo.

Entrou no chat e ativou uma ligação.

—Ei Sting ta vendo isso?

—Tô e sinceramente, acho a ideia boa.

—Teremos dinheiro suficiente pra pagar aquele cara... – suspirou –Ainda devemos o dinheiro do apartamento.

—Devemos não, você deve.

—É que seja... – suspirou com o peso da verdade — E você?Seu drogado de merda ao menos eu não uso essas porcarias.

—Ao menos não seu que fico sem casa se não pagar o aluguel. — Sting riu – Sabe Lyon por que você não pega um emprego mesmo?

—O dinheiro nunca da sabe disso, eu recebo quatrocentos e cinquenta reais,acha muito?Prefiro dinheiro fácil...

Observou o restante dos comentários.

—E isso, é com certeza o dinheiro mais fácil que eu vou ganhar no ano inteiro.

—Gray vai?

—O que?

—Gray seu irmão. É sua festa de formatura não é?

—Ele e Silver já vieram na formatura estão começando o negócio deles, não tem dinheiro suficiente pra vir pra cá de novo.

—Pena, podíamos pedir pra ele aparecer no vídeo assim não nos comprometia.

—Sting você até que pensa as vezes sabia? — Lyon rodou a cadeira – Mas ele não vem tenho certeza. Além do mais ele terminou com aquela gostosinha lá como era mesmo.... Ultania...Ul...

—Ultear.

—Isso!

—Não custa pergunta. Hisui disse que ajuda se você pagar uma dívida dela.

—Não preciso da ajuda dela.

—Acredite,precisa. Ela pode convencer a Juvia.

—Tá, quinze por cento

—Vinte por cento.

—Quinze é pegar ou largar.

Sting começou a rir do outro lado.

—Qual é a graça?

—Ela disse que te mostra os peitos por vinte por cento!

—Já os vi, quinze e boa noite pra vocês.

Lyon desconectou do site e olhou algumas pastas do computador.

Tantas fotos, lembrava direitinho de cada uma das garotas, de todo a felicidade delas por dinheiro fácil.

Elas eram tão fúteis. Juvia não iria cair nessa. Ela nem precisava de dinheiro...

Mas Levy...

Ouvia boatos que Levy tinha problemas com a mãe em relação aos remédios que ela tomava.

Ela sim precisava dinheiro. Conseguiria convencê-la disso tinha certeza.

Afinal era o ultimo do ano, precisava do máximo de dinheiro possível.

Sem contar que iria precisar trancar o site ou passá-lo ao Natsu.

Sairia da escola o que significava nada de garotas da escola. Era regra do site, a regra de ouro.

Sentiria falta do dinheiro fácil mas... Depois de um belo sermão do irmão começou a pensar que aquilo era errado...

Era mesmo. Ele sempre soube. Só que o que ninguém sabia era que ele era o mais desesperado dali, pra poder pagar suas dívidas em paz.

Isso não é motivo. A voz do irmão soava na sua cabeça.

É só questão de tempo, depois você vai receber mais. Você é inteligente o suficiente pra conseguir um emprego bom sabia?

Por que ele sempre tinha razão de tudo?

O problema era que ele precisava dar sempre uma quantia ao morador da casa, pra que ao menos conseguisse viver, e não passar pelas mesmas coisa que seu pai fazia.

Talvez essa doença fosse contagiosa. Costumava pensar.

O dono do apartamento tinha negócios pendentes com o padrasto do Lyon, falecido. Deixou dívidas de milhões quando morreu. O tal amigo do padrasto o ameaçava sempre que o via. Lyon até hoje não sabe como foi sua morte, um dia descobriria.

Ele pagava o apartamento mais a dívida. O dinheiro dele nunca dava pros dois. Silver sempre perguntava se eles estava bem. Ás vezes ele aceitava pra não correr o risco de levar uma surra no meio da rua.

E ás vezes sentia tanta raiva que não atendia nem mesmo as ligações do padrasto.

Padrastos era só isso que ele tinha, o pai de verdade nem ao mesmo conheceu.

Checou uma ultima vez se a porta estava realmente trancada com todas as fechaduras, e ainda adicionou uma cadeira nela. Mais uma vez as janelas e finalmente se deitou.

Não deixava nada aberto desde que passou a dormir sozinho.

~~

O sol atravessava as janelas aquecendo o interior do quarto que precisava de alguns raios de Sol. Não fazia frio, mas era a época que ventava muito o que fazia o quarto de Juvia ficar um gelo.

Ela estava com fones no ultimo volume deitada sob o tapete, apoiando as pernas desnudas no batente da janela, com um shorts jeans rasgado e um regata levantada até os seios deixando a mostra a barriga.

Juvia se achava pálida demais, fazia de tudo pra tentar pegar uma cor natural, mas só conseguia ficar parecendo um camarrãozinho. Ela estava tão perdida na música que não escutou Levy entrar no quarto.

A baixinha veio na ponta dos pés lhe dando o maior susto.

—Que porra Levy! – Juvia riu e tirou os fones

—Sua mãe está tentando avisar que eu estou aqui tem vinte minutos sabia?

—Acho que esqueci... – Juvia coçou a cabeça.

—Esqueceu?

—Nem arrumei minha bolsa...

Se levantou pedindo algumas desculpas, providenciando logo uma pequena mala passando a enhce-la com algumas peças de roupas que iria usar na festa de formatura.

—O que ficou fazendo?

—Nada. – sentiu suas bochechas c orarem – Só escutando música, desde a hora que acordei.

—Hm pensando nele imagino.

Juvia preferiu não responder.

Acabou de pegar suas coisas,calçou um tênis e foi do jeito que estava descendo as escadas.

Rebecca esperava as duas com Lica na sala tomando um café.

—Tem certeza que vai ficar tudo bem? –Rebecca sussurrou quando as duas se viram a sós na cozinha – Promete?

—Vou mãe — Juvia riu –É só uma festa mãe.

—Tá mais é uma festa de formatura!É cheia de bebidas, drogas, garotos... leve umas camisinhas!

—Mãe... Sabe que eu não bebo, e nem uso drogas... e não preciso de camisinhas. Ficarei bem prometo.

—Cuidado na casa do Gajeel também. – ela arrumou o cabelo da filha atrás da orelha – E não de trabalho a Metalli-

—Já disse pra não me chamar por esse nome estranho! – gritou a mãe de Gajeel do lado de fora.

—Não vou dar mãe. — Juvia cantarolou — Você é a melhor amiga dela!Sabe que ela odeia o próprio nome

—Eu faço de propósito. Vê se não volta com esse cabelo pintado ou eu... vou ficar muito brava!

—Ok. – ela riu — Não vou pintar, mãe. Já falamos sobre isso né?

—Olha lá. Sem graçinhas com a minha filha ouviu Gajeel?! E Rogue?!

—Mãe! – Juvia gargalhou. – Amigos, amigos mãe.

Do portão Gajeel deu uma risada e Rogue fez um joinha com a mão.

Sinceramente não caberia a ele fazer esse tipo de promessa, mas iria se esforçar.

Os dois irmãos seguiram para o carro a fim de esperá-la lá dentro.

—Hm. Mesmo assim, não gosto dessa idéia de dormir na casa dele.

—Mãe...

—Ok. Ok, não falo mais – Rebecca fez um ziper imaginario na boca — Me liga qualquer coisa?

—Ligo, faço sinal de fumaça... – Rebecca revirou os olhos — Nós vamos ficar bem, não se preocupe – ela beijou os dedos – Promessa.

—Promessa.

Juvia deu um beijo estalado na mãe e saiu pela porta saltitante entrando no carro.

Lica deu uma buzinada de despedida e saiu manobrando na rua.

Rogue ia no banco da frente debatendo com a mãe que era a vez dele escolher uma música. Levy ia no meio de Gajeel e Juvia contando a ela que até estava um pouco ansiosa pra festa. Gajeel riu do lado comentando que esperava ter várias garotinhas, fazendo a baixinha revirar os olhos.

—Espero que muitas camisinhas também Redfox. — avisou Lica fazendo todos rirem

—Ha mãe, você é engraçada né?! – moreno cruzou os braços.

—Estou alertando o que tem demais?

Juvia acabou com a briga pela música sugerindo cantarem alguma coisa. Lica achou a ideia boa, deixando Rogue de braços cruzados com um bico na cara.

—Não sendo sertanejo. – Gajeel deu de ombros

—E Spice Girls também não ok? – pediu Rogue.

Yo, I'll say you what I want, what I really really want... – começou Levy o mais alto que podia sendo logo acompanhada por J uvia.

—Ah não!!

If you wanna be my lover, you gotta get with my friends… — Gajeel fez uma voz fina enquanto Lica fazia uma mímica acompanhando a musica. Rogue tapava os ouvidos e afundava cada vez mais no banco bufando.

Chegaram a casa dos Redfox em uma hora depois de um repertório totalmente aleatório.

Rogue saiu primeiro do carro para abrir o portão para guardar o carro.

Cada uma pegou suas pequenas malas e entraram na casa. Lica foi preparar o jantar enquanto eles se acertavam.

Precisavam levar os colchões pra sala, já que não caberiam os quatro no mesmo quarto.

Juvia e Levy arrumavam os colchões na sala enquanto Lica fazia o jantar e algumas guloseimas.

Foi uma briga pra decidirem os filmes, mas teriam a noite todo então cada um escolheu um.

Depois de jantarem, assitir alguns filmes e comerem todas as guloseimas que tinham direito, pegaram no sono.

Mas Juvia estava bem acordada. Ficou um pouco lá fora sentada na entrada de madeira da casa. Pensando na festa.

Seria sua ultima chance de mostrar ao Lyon que realmente gostava dele. Ele pensava em todas as possibilidades. Mesmo que ele falasse que não, ela poderia ficar sem esse peso, pelo menos tentei. E se eles só ficassem, ela ficaria feliz também. Não conseguia se ver em um relacionameto sério.

Todos ao seu redor diziam o quanto era complicado. Ela tinha um pouco de medo do que poderia acontecer. Imagina namorar o Lyon e andar na mesma rodinha que ele!

Mas esse era o menor dos problemas, ela sabia o quanto ele era garanhão. Só queria deixar claro os seus sentimentos.

—Tá fazendo o que ai?

—Ah! – Juvia soltou um gritinho se assustando. Seu coração acelerou um pouco.

O garoto.

—Que susto Rogue...

Ele se sentou do lado dela.

Rogue era bonito, tinha cabelos pretos liso e cumpridos até a nuca, era alto e três anos mais velho que o Gajeel. Ele era aquele garoto que Levy dizia “Dê uma chance a ele”.

Juvia assumia ter uma leve quedinha pelo amigo. Mesmo que fosse amigo, que amigo bonito!

Ainda mais pelo jeito que ele trata ela.

—O que está fazendo aqui?

—P-pensando. – balançou a cabeça

—Nesse frio?! –Rogue esfregou os braços – Deve estar precisando mesmo pensar.

Juvia suspirou apoiando o queixo nos joelhos.

Rogue a observou ficar cabisbaixa de rabo de olho. Pensou em algo pra conversar. Gostava da companhia da Juvia. E achava que gostava dela, um pouco. Bem pouquinho...Não podia pensar na hipotese, ela era nova!

—O que ou quem te deixa assim pensativa? – arriscou perguntar. Ela ficou mais um pouco em silêncio e respirou

—É um garoto.

—Conte mais. – pediu

—Eu... – ela coçou a cabeça – eu gosto dele, há um bom tempo... tipo desde o começo do ano. – Rogue ergueu as sobrancelhas – E, nós vamos numa festa amanhã pensei em contar pra ele...

—Por que só decidiu isso agora?

—Ele vai embora... Queria só deixar ir esses sentimentos.

—hm... – Rogue pensou

—Acha que eu devo fazer isso mesmo?

—Se sentir bem faça. Esteja preparada pra respostas, sejam positivas ou negativas.

—Eu sei.

—Espero que ele te corresponda. – Rogue sorriu – Ele é bacana?

—Bem, não... Gajeel não gosta dele. Ele é metido, um pouco arrogante...

—Gosta mesmo dele?!

—Gosto.

—Tsc – Rogue suspirou – Ai fica difícil. Bem, — tentou pensar em algo pra deixá-la aniamda – Quem sabe ele não se apaixona pelo seu beijo?

—Rogue! – Juvia se avermelhou

—Ué, mas é verdade. Eai ele pode mudar, ser alguém mais legal ou vocês podem ao menos se beijarem, e guardar de recordação... – Rogue paroude falar — Acho que não estou te ajudando.

—Não Rogue, está sim. – ela colocou a mão no seu ombro – Você até me lembrou de uma coisa.

Que eu não beijo alguém a um ano ou mais... como eu vou beijar ele?! E se eu não souber mais beijar?!

—É... – Rogue coçou sua pouca barba – acho que isso não desaprende...

—Lógico que sim!Se for horrível ele não vai gostar.

—Olha, vai dar tudo certo confie em mim.

—Não sei, não sei não vou conseguir.

Rogue respirou. Uma ideia maluca brotando na sua cabeça.

Será que ela seria capaz disso?

E se isso fizesse ele gostar dela?

Rogue sentou com as pernas dobradas se virando para olhar Juvia.

—Você pode me beijar pra saber.

—O que?! – ela riu alto – Não engraçadinho isso não vai funcionar.

—Tudo bem. –respondeu normalmente.

Na cabeça de Juvia ela começava a considerar aquilo.

Rogue era uma pessoa sincera, até demais!Ele sempre dizia quando eles estavam usando uma roupa que ele achava estranha, ou quando Levy estava chata, quando Lica estava de mau humor e vestia uma roupas malucas que ele dizia ser cafona... Uma língua afiada Juvia diria.

Ele realmente diria se ela beijasse mal...

—Tá falando sério? – ela se virou pra ele.

—Estou.

Ela piscou um par de vezes. Olhando pra ele com uma sobrancelha erguida.

Será mesmo?

Ele estava sério. Será que...

—Eu só – ela se aproximou um pouco – Só preciso te beijar?

—É — ele deu de ombros –Só.

Juvia ficou pensando e depois começou a se aproximar, apoiando as mãos no chão de cada lado da pernas do Rogue. Olhando a boca dele, não percebra o quanto era canuda e vermelha... Foi se aproximando, aproximando...

Rogue parecia estar calmo, mas seu coração podia ser ouvido a quilometrtos de distancia!

—Ah! – ela se sentou de novo – Não consigo. Tenho vergonha...

Ele riu.

—Ok não precisa...

—Não espera.

Ela foi até ele lhe dando um selinho e sentando-se de novo.

—Eai? – perguntou com as bochechas rosas.

—Isso não foi um beijo. – ele riu de novo – Foi um selinho. Espera você ja beijou alguma vez?

—É claro que sim! – falou nervosa — Não se lembra do Hibiki!

—Ah é aquele loirinho que usava lenços. Hm, bem é que isso não é um beijo... não mesmo.

—Hm. – ela cruzou os braços. – Não me zoa.

—Não estou zoando, estou dizendo a verdade. Tem que mexer essa boca – ele deu um peleteco no queixo dela fazendo a ficar mais vermelha.

—Ai!Tá então...

Ela se aproximou mais uma vez lhe dando outro selinho um pouco mais demorado. De olhos fechados com força mexeu um pouco seus lábios sentindo Rogue abrir os deles e encostando sua língua na dela. Juvia rapidamente sentiu o estômago gelar de nervoso e vergonha, começando a retribuir o beijo com calma. Rogue manteve suas mãos do lado do corpo, e Juvia as usava de apoio.

Até que pensou se realmente fosse o Lyon ela tinha que fazer ele gostar do beijo dela.

Então ela foi mais perto apoiando o corpo nas pernas dobradas ficando um pouco mais alta que ele pra colocar uma das suas mãos na sua nuca trazendo um pouco mais perto. Rogue apertava cada vez mais forte sua própria mão, deixando claro a si mesmo que não iria dar e nada, era só um beijo e pronto.

Só.

Aquilo não tinha sido uma boa ideia...

Estava ficando com raiva de si mesmo por ter dado aquela ideia e pior era estar gostando mais do que deveria dela.

Começou a retribuir o beijo mais ainda e pousou umas das umas mãos na cintura dela colando mais ainda suas bocas. Até que ela se separou de repente. Mais ainda ficando perto dele. Rogue notou que a respiração dela estava um pouco acelerada. E sorriu.

Juvia fitava o chão, raciocinando o que acabara de acontecer, finalmente o olhou.

—Diga alguma coisa... – sussurrou

Rogue encostou a cabeça na pilastra de madeira da varanda.

—Ele vai se apaixonar com certeza, se for inteligente.

Naquela hora ele viu os olhos da garota brilharem e ela sorrir radiante!

—Jura?!

—Juro... – respondeu com um pouco de peso no coração sabia que aquela felicidade toda não era por ele.

Juvia não conseguia esconder o sorriso.

Então ela beijava bem pra fazer ele se apaixonar?Podia tentar!

Sorriu mais ainda com o pensamento. Olhoude rabo de olho Rogue encostado na pilastre itando o céu.

Passou os dedos pela sua boca e depois a língua.

—Isso, é... foi bom. – disse.

Rogue voltou seu olhar sorrindo.

—Foi. – respondeu ainda olhando o céu.

—Rogue... e se... – Juvia relaxou os ombros – E se ele mesmo assim...

—Se ele não gostar de você ele é um idiota. – Juvia foi pega de supresa com aquelas palavras – Você não está perdendo nada Juvia, só ele.

—Por que tem tanta certeza?

—Porque sim. – suspirou

Rogue conhecia Lyon.

Ele aparecia na porta da escola as vezes pra ver uns amigo que repitiram de ano, e outros que eram do fundamental e agora do ensimo médio.

Sabia que ele um grupo na internet com os garotos da escola, mas os amigos dele não tinham acesso ao grupo. Precisa de uma tal de senha e código. Viviam pedidindo pro Rogue hackear o sistema já que ele era muito bom naquilo que fazia. Nunca entendeu o porque de tanto interesse nesse site e também nunca tentou hackear.

Não queria Juvia perto de um cara assim, não queria ninguém na verdade.

A garota pensou por um tempo nas palavras do Rogue.

Mesmo assim ainda estava decidida.

—Se ele disser não – Rogue brincou pra anima-lá de novo – Pode me ter como sua amizade colorida não tem problema.

Juvia deu risada imaginando Rogue como sua amizade colorida afinal o que era isso?

Pensar em beijá-lo todos os dias...

Seu estômago retorceu a deixando nervoa com essa situação.

Os dois continuaram em silencio olhando o céu, até ela ter coragem de dizer:

—Po-podemos fazer de novo? Eu posso esquecer como é... – se virou pra ele esperando sua reação.

Rogue sorriu e sem pensar duas vezes puxou ela pra outro beijo.

Juvia esperava que ele não a achasse maluca, nem muito menos que estivesse gostando dele. Por que aquilo era...

Totalmente...

Impossível?

~~

—Levy chega de se arrumar! – gritou Gajeel de lá debaixo.

Eram seis e meia da tarde, a festa começava as 19h30 e eram quase uma hora de viajem até lá.

Levy estava se maquiando e Juvia parada na frente do espelho já pronta. Vestia uma calça jeans preta, salto alto, uma blusa de algodão de manga rendada solta azul, sua preferida. Os cabelos loiros estavam soltos, jogados de lado um par de brincos pretos grandes em forma de gota, e uma maquiagem pesada.

Estava perdida nos seus pensamentos.

Pensando na noite passada, principalmente... Alguma coisa no seu coração pesava. Ela estranhou. Tudo começou a consipirar pra eles não irem a tal festa. A luz acabara a tarde toda praticamente, e voltara a meia hora atrás fazendo todos tomarem banho o mais rápido possível.

Levy perdera o convite dela e agora teriam de dar um jeito dela entrar.

E Rogue... Fazia mais sentido ela ficar com ele? Será mesmo?

Mesmo que fosse queria ir a festa perceber de uma vez por todas que não teria chance alguma com Lyon.

—Você parece a Taylor Momsem assim – elogiou Rogue fazendo a pular de susto.

—Ai Rogue! – sorriu se virando pra ele – Ela é bonita demais está exagerando.

—Não estou.

Ela sorriu envergonhada fingindo arrumar seu colar para não olhá-lo nos olhos.

—Posso perguntar uma coisa?

—Pode... – respondeu ainda olhando pro chão.

—Vai mesmo ficar comigo se ele disser qu não?

—Eu não disse que iria – ela sorriu – O que significa uma amizade colorida?

—Bem, nós podemos nos beijar e fazer o que você quiser na verdade – ele disse como quem não queria nada – Sem compromisso.

—Ah ok. – ela riu alto – Entendi, isso não parece uma boa ideia. Não quero te magoar ou...

—Iludir? Tsc – Rogue sorriu — Garota eu sou um homem de dezenove anos, não vou me iludir acredite.

—Aham sei! – ela riu de novo – O que te faz achar que eu gostei disso?

—Bem alguém me atacou de beijos ontem, não sei o que e gostar então.

—Rogue! – ela o puxou pra dentro do banheiro e fechou aporta – Não diga isso em voz alta!

—Por que?

—Levy... ela pode ouvir...

—Não vai contar pra ela?

—Não ela... – suspirou – ela vai me xingar de vagabunda e etc.

Rogue soltou uma gargalhada.

—Tudo bem eu não digo, mas acredite ficar trancada aqui comigo vai parecer outra coisa.

—Então vai sai!

Juvia foi abrir a porta quando ele empurrou com as duas mãos envolta dela. Fazendo seu sangue ferver.

—Ele não merece você. – ele disse tão próximo dela que sentia seu hálito de Trident chegar nas suas narinas.

—Eu sei.

—Então por que?

—Porque eu quero tentar...

—Juvia...

—Por que você me merece Rogue?

Ele arregalou os olhos relaxando as mãos envolta dela.

—Você tem razão...

—Não, não tenho. – se arrependeu do que disse — Quer saber?Não responda. Eu se quer posso ter a audácia de comparar vocês dois, Lyon é um... idiota e eu sei disso, mas acredite eu realmente quero ir até lá e quebrar a minha cara o mesmo tanto que quero ficar trancada aqui com você o resto da noite. Então...

—Fique. – ele se aproximou mais a fazendo prender a respiração.

—Não... Rogue... Por favor, não quero ficar com essa sensação de nunca saber o que deu lá se eu não for!E você só sente atração por mim seu tarado – ela lhe deu um tapa no peito – nada mais que isso!

—E você sabe que gosta de um idiota e mesmo assim permite se machucar.

Por que de repente começou a fazer tanto sentido não ir a essa festa?!

—Você não respondeu se só sente atração por mim. – mudou de assunto

—Acredito que seja melhor que nada...

—Idiota! – ela abriu a boca indignada dando risada. – Sai daqui. – tentou passar por debaixo dos seus braços, mas ele a segurou prestes a colar sua boca na dela quando alguém empurrou a porta fazendo os dois darem uma cabeçada.

—Juvia! Ah... – Gajeel pigarreou se sentindo que tinha atrapalhado alguma coisa – Eu... só eu ia avisar que nós ja vamos.

—Tá.

Gajeel desceu as escadas rapidamente se sentindo constrangido pelos dois.

Juvia saiu pela porta atrás da sua bolsa de mão e passou pelo porta do banheiro voltando dois passos para dar um beijo na bochecha do Rogue.

—Deseje sorte a Juvia. – provocou.

—Nem fodendo! “Juvia” vai voltar correndo pra mim que eu sei!

—Ela disse que não vai! Não cante vitória tão cedo!! – disse da escada parando no ultimo degrau. – Posso achar outra pessoa por lá, bêbada e cair nos braços de outro...

—Quando isso acontecer lembre que eu te ensinei a beijar ouviu! – quase gritou sendo acertado por uma almofada bem na cara.

Juvia saiu correndo crzando os dedos pra ninguém ter escutado aquilo.

—Vamos?! –disse aGajeel sorridnte.

—Eu sei sobre vocês dois.

—Juvia não sabe do que você esta falado.

~~

A lista de pressentimentos para não ir a festa só aumentava. Pegaram um trânsito infernal e ainda acabou a gasolina do carro.

Juvia começava a pensar que deveria voltar e não ir a festa, mas a teimosia era pior.

Lica estava furiosa por ter perdido a hora do trabalho já tinha que deixá-los lá primeiro.

Finalmente, depois de abastecerem e andarem mais dez minutos já começavam a escutar o barulho da música da esquina.

—Se cuidem hein! – avisou a mãe de Gajeel.

—Pode deixar!

Foi fácil resolver o problema do convite, Hisui estava na porta quando eles chegaram, os passando direto.

A casa era grande e estava cheia, muito cheia.

A cozinha parecia ter sido transformada num bar profissional, com muitas garrafas, dois barman que logicamente Juvia já os achou maravilhosos, mas não comentou anda.

Hisui fez algumas apresentações e os deixou a vontade. Logo Gajeel encontrou uns amigos e foi até eles conversar.

—Será que só eu estou com uma sensação estranha? – Juvia perguntou a Levy quando as duas acharam alguma coisa de comer.

—Todo mundo bebe e você come?

—Óbvio!

—E sim acho que é só você. –Levy tomou um gole de cerveja – E, me diz ai... – pigarreou – Por acaso você e o Rogue...

—O que?

—Você sabe.

—Não, por que?

—Nada eu só pensei que sim, vi vocês dois conversando ontem e hoje...

—Ele é meu amigo não?

—Sim, só – Levy pensou – nada deixa pra lá. Por um segundo achei que vocês tinham se beijado ou algo do tipo.

—Não.

Agora sim Juvia queria beber.

Foi até o bar e escolheu qualquer um dos drinks que tivesse um nome legal e esperou o barman fazer.

Gajeel logo voltou pra pegar uma bebida também trazendo um amigo junto com ele.

—Juvia!Esse é o Natsu!

Juvia se virou pra olhar o amigo e prendeu a respiração.

Um garoto com o cabelo meu ruivo,baixinho, parecia uma criança estava do lado do Gajeel.

—Oi – ele disse pegando sua mão e danddo um beijo nas costas dela fazendo a loira ficar vermelha. – Natsu Dragnell.

—Não faz essas coisa antigas que ela tem vergonha. – Gajeel separou a mão dos dois.

—Oi... Juvia Lockser.

—Fiquei de apresentar vocês antes esqueci – Gajeel bateu na testa – Agora sim!Por que não vai dançar com...

—Estou pegando a bebida. – Juvia virou se de costas de novo pegando seu copo.

—Vou ali falar com o Lyon rapidinho. – avisou Natsu a Gajeel e saiu.

Juvia quase bebeu tudo com o canudo e olhou pra Gajeel de novo com a cara f echada.

—Ah qual é vai Juvia!Você precisar dar uns beijos não acha?

—Não acho.

—Natsu é legal.

—Não.

—Bonito... – Levy ajudou se juntando a eles – parece uma criançinha mas bonito.

—Não.

—Juvia! – os dois juntos

—Não!! Parem,parem já com isso!

—Por que vocês não vão dançar? – natsu chegou de repente de novo fazendo ela cuspir um pouco do suco.

—Claro!Vem Levy!

—Não... –Juvia massegeava as temporas.

Os dois filhos da mãe que se dizem amigos ainda, levantaram indo pra pista junto com o restro do pessoal da festa.

—Hm você dança? – pergutnou Natsu

—Não...

—Ah tá,ok – ele puxou um banquinho do bar e se sentou – Eu também não... prefiro conversar.

—Sobre o que? – Juvia já pedia outro drink dessa vez agora mais forte.

—Qualquer coisa, gosto de saber sobre as pessoas e você?

—Hm, bem então... – bebeu um gole – Eu sou uma nerd que gosta de química, super heróis, princesas da disney e rock e você?

—Hm, eu gosto de rock,videogames, muita comida e pessoas novas.

Juvia deu um sorrisinho e continuou conversando com o garoto sobre vários assuntos aleatórios.

Do outro lado da casa mas precisamente no andar de cima Lyon sorriu vitorioso olhando a cena lá embaixo. Natsu estava fazendo tudo certo e ele esperava que continuassem assim.

Esperariam mais algumas horas de festa, tempo suficiente pra que alguns deles estivem bêbados ou quase lá.

Hisui estva doida pra colocar o plano em ação e Lyon começou a achar que ela era psicopata de primeira.

Aquela garota dava medo.

Ele ainda não tinha em mente como faria com Juvia, ela era responsável demais, certa demais, nunca faria nada daquilo. Talvez, bêbada?

Levy. Seu plano já estava todo articulado, já sabiam exatamente o que fazer e sabiam que daria certo.

—Não sente um peso no coração antes de dormir? – Hisui apareceu do lado de Lyon.

—Você sente?

—Nenhum um pouco!Mas perguntei de você.

Lyon respirou.

Claro que sentia!Quando as garotas faziam por querem ele nem se importava afinal eleas queriam. Mas...

Pensar na possibilidade de forçar alguém a fazer qualquer cosia seja as fotos ou tanto faz.Ele se lembrava claramente do seu pai,a tamanha humilhação que passava na mão dele.

—Não não sinto. – mentiu

—Então dê um sorrisinho Lyon, já viu sua cara hoje?

—Por que mesmo que o Natsu estava conversando com ela?

—Pra falar de vocÊ esqueceu?

—Hm.

—Bateu um ciuminho – Hisui lhe fez cócegas – Deixa de ser besta pessoas como você não se apaixonam.

~~

Como foi mesmo que eu vim parar aqui? – Juvia gargalhou na pista de dança

—Eu nem sei como eu vim quanto mais você... – Natsu riu

—Eu... Acho que estou tonta... Você ia me dizer uma coisa não ia?

Juvia se aproximou pra falar no ouvido de Natsu já que a música alta não deixava eles conversarem quando ele virou o rosto bem na hora.

—Ai! – ela colocou a mão na sua boca – Ai, meu Deus...

—Desculpa, foi sem querer mesmo. Eu...

—Tá tudo bem Natsu. – ela riu se afastando um pouco.

—Aliás, você respondeu minha pergunta?

—Que?Pergunta?

Natsu se aproximou chegando no ouvido dela.

—Lyon quer ficar com você voce quer ou não?

—O que?!

Seu coração começou a disparar. Hisui aparceu na pista d e repente e perguntou se já tinham decidido.

—O que?!!

—Ouviu Juvia? – perguntou Natsu

—Vou tirar ela daqui.

Hisui a levou pela mão atéo lado de fora da casa onde o som estva um pouco mais baixo. Juvia tentou reproduzir o que acabara de escutar.

Lyon queria mesmo ficar com ela?

Como?Desde quando?

—Então Juviazinha.

—Por que?

—Porque o que? – Hisui riu – ora ele quer ficar com você ué, você qeur ou não?

—Quero mas...

—Mas o que?Achei que gostasse dele.

—Quem te disse isso?! – Juvia quase gritou

—Tá na cara boba.

—Por que ele não vem até aqui?

—Juvia. Esquema?Sabe essa palavra?pelo amor de Deus não via dizer que nunca beijou alguém também?

—Já beijei. – suas maçãs coraram – E eu devia ter continuado lá...

—Continuado o que?

—Nada.

—Caralho, é sim ou não. Tá um frio do caramba aqui fora!

—Não está não é por que você está vestida igual uma... uma... –Juvia pigarreou – Uma mulher com muito calor então...

—Eu não tô com calor tô com frio, mas a gente precisa ficar bonita né querida?

—Sei...

~~

—Até que enfim te achei sozinha...

Levy ergueu os olhos d o celular e olhou Sting. Ele segurava uma garrafa de sabe láo que era e dois copos.

—Eai.

—Rolando a maior festa e você no celular?

—Eu só estou procurando uma pessoa...

Levy enviou a décima mensagem a Juvia de “onde você está” e guardou o celular.

—Quer beber comigo?

—Eu?Você?

—É.

—Tá, essa noite tá realmente estranha.

—Ah, só por que a gente não se fala muito na escola não pode beber comigo?

—Justamente, alguma coisa você quer Sting. – Levy riu pegando o copo dele

—Sim eu quero...

—E seria?

—Você.

Levy quase se engasgou.

Ficou estática encarrando aqueles olhos azuis claros a olharem maliciosamente enquanto bebia um pouco do conteúdo do seu copo.

—Mas, vamos conversar! – ele falou – Adoro conversar, por que não me fala de você Levy?

—Não tenho muito o que falar de mim.

—Hm, eu acho que tem. Você é bem misteriosa, por isso gosto de saber. Qualuqer coisa. Vive com seus pais?

Sting chegou tão rápido onde queria que até se assustou com a sua capacidade.

—Não, só minha mãe.

—E ela faz o que?

—Hm, ela é bem – coçou a cabeça – ela é atendnete de um café no shopping.

—Deve trabalhar bastante.

—Sim...

—Não, gosta de falar sobre ela?

—Gosto – Levy sorriu – ela me traz muito orgulho mas é... uma situação complicada sabe?

—Me conte, por que é complicado?

Levy começou contando pela morte de seu pai. Ele costumava exagerar as vezes nas bebidas e um d ia bateu o carro. A mãe ficou sozinha com Levy pequena, o aluguel da casa era alto e as costas também. A mãe se desdobrava em duas para trabalhar e cuidar da casa e da filha. Recemente ela descobriu estar com câncer de mama e precisou gastar muito dinheiro com médicos, ultrassons e etc.

—Ela trabalha mesmo assim?! – Sting perguntou

—É horrível eu sei, ela ainda nem contou pra ninguém que está doente, mas ela precisa pagar as costas, cuidar de mim... Eu ajudou como eu posso. Meus tios ajudam, às vezes parece nunca ser suficiente, as contas sempre surgem na mesma rapidez que ficamos sem dinheiro.

—Por que não trabalha?

—Ainda não consegui, sem contar que sou nova esqueceu? – ela riu e Sting percebeu um pequena lágrima cair do seu olhos.

—Olha, Levy eu não costumo falar isso pra ninguém. Mas... – ele se aproximou – Posso te ajudar a ganhar dinheiro. Muito rápido mesmo.

—Mas... como?

—Precisa concordar não posso falar pra você se não estiver do meu lado, vai que você abre a boca pra alguém.

—Como eu vou concordar nem sei o que é?! – ele riu alto – Olha estou fora então, não vou transportar drogas se é isso.

—Não,não é. Mas precisa ficar sem roupa.

—Tá maluco?! Quer que eu seja o que, sua puta?

Sting gargalhou.

—Olha eu iria adorar, mas também não é isso. É um site fechado quinhentos reais por foto...

—Quinhentos?!!

—Sim.

A cabeça de Levy começou a dar um nó. Aquilo era fácil demais!Mas não queria fazer isso, sua mãe a mataria!

—Não precisa contar da onde vem o dinheiro. O grupo é só pra pessoas com acesso, podemos colocar algumas coisa e que não apareçam tanto seu rosto. Acredite nós temos as manhas.

—Nós?

—Informação sigilosa. É pegar ou largar.

Levy olhou pro outro lado da sala. Gajeel e Natsu conversavam, Hisui estava no colo dele no meio da conversa dos dois. Respirou fundo.

Ele a mataria também se soubesse...

—Ok, eu...eu topo.

~~

—Vou buscar mais bebidas. — avisou Natsu indo com uma garota até o bar.

—Gajeel...

—Hm? – ele se virou

Era a bebida ou Hisui estava perto demais dele?

—Não acha que esse barulho todo aqui está chato?

—Talvez, minha cabeça está començando a doer.

—Quer ir comigo pra outro lugar?

—Que lugar?

—Eu te mostro...

Ele sentiu seu pescoço ser sugado de leve pelos lábios da garota arrepiando de leve suas costas.

—Você é completamente esquisita Hisui.

—Achou que eu odiasse você.

—Claro.

—Não, só não gosto muito da Juvia muito menos da Levy, e você... bem eu gosto de homens bonitos então.

—Há muitos nessa festa, por que eu? – ele franziu a sobrancelha tentando não cair naquele papo nem, de cara naqueles peitos.

—Ok Gajeel, vai realmente me fazer falar?Tudo bem, eu tenho uma grande atração por você e seria realmente muito bom se você me correspondesse sem que eu parece uma doida apaixonada sabe?Achei que essa festa,essa noite seria perfeito. – ela suspirou – E o que você acha?

Gajeel engoliu seco.

Não podia fazer aquilo...

Não!Não podia mesmo!

Havia ficado com Levy dias atrás. E ela tinha dito que não queria anda ainda...

E agora saíra de mãos dadas com Sting?!

—Hisui... – ele coçou a cabeça...

Não devia ter bebido, não devia mesmo.

—Sim ou não? – ela perguntou

Gajeel apenas lhe lançou um olhar que traduzira sua resposta.

A mesma sorriu e se levantou do seu colo estendendo a mão apontando o andar de cima da casa.

Notas finais
Então bora esclarecer as coisas. 1. Sim a Juvia é loira. Ai eu quis colocar isso como tipo tom do cabelo natural. Por que?Porque sabe quando acontece algo na vida da gente o que as mulheres fazem?( boa parte delas ) Mudam o cabelo. Então sim ela é loira igual a mãe e pintou de azul depois do ocorridos o que será dito mais pra frente. 2. Eu realmente fiquei em dúvida de como se escreve o nome da Cheria, mesmo que ela só vá aparecer aqui queria fazer certo. No google e no anime aparece Sherrya, Cherrya, Cheria, Cherya, como eu não sabia coloquei o mesmo esquito... Me corrijam !! 3. Siiiiim teve beijo dela com Rogue kkkk Não me matem, ela do Gray a gente sabe... Não surtem fan girls. Eu disse que teriam os shipps mais improváveis. 4. Como eu já disse meu word não está corrigindo as palavras, então erros me perdoem!! 5.O espaço está quebrado... já disse né. 6.MAIS UMA VEZ OBRIGADAAAA! Aguardo o lindo retorno de vocês. 7. Peguem suas pipocas para as porradas dos próximos capítulos ♥ Kissus ♥ ♥