Caindo em Tentação
16 CAPITULO 16 - CLICHÊS
Depois que eu terminei de comer tudo, Dudu desceu até a cozinha para levar a bandeja. Eu continuei deitada na cama dele, fechei meus olhos e comecei a pensar.Por que tanta coisa ruim acontece comigo? Por que tem tanta gente aqui que não gosta de mim? Isso é revoltante, eu nunca fiz mal pra ninguém. ARGH. Mas a Paola me paga. Isso não vai ficar assim.Estava tão distraída com meus pensamentos, que nem notei que o Dudu tinha voltado pro quarto.- Meu único amor, meu único coração. – sussurrou ao meu ouvido.- Hum. – só disse isso.- Serei seu único garoto, você será a minha garota número um. – um suspiro. – Sempre arrumarei tempo pra você.- Tá sendo muito clichê, Dudu. – reclamei.
- Hã? – ele ficou chocado. – Como assim?- Eu sei que você tá me citando trechos de músicas traduzidas. – e mostrei língua.Ah é? – ele me encarou. – Que música?- One time, do Justin Bieber. – revirei os olhos. – Você foi muito bobo de pensar que eu não saberia a tradução.- Argh. – ele resmungou. – Eu tento fazer declarações de amor, e olha como você me trata.- Ô bebê, desculpa. – sorri. – Continue com os seus clichês.Ele fez uma cara feia, mas aproximou a boca na minha orelha e continuou.- Devo admitir que você não fazia parte do meu álbum. – ele fez uma pausa. — Mas agora se você abrir e der uma olhada, você é o começo e o fim de todos os capítulos. – continuou com os sussurros.- Essa eu também conheço. – sorri.- Conhece? – ele ergueu uma sobrancelha.- Você colocou ela no meu Ipod. – pisquei pra ele. – Daí logo que eu a ouvi, eu pesquisei a tradução.- Ah, assim não tem graça. – ele fez bico. – Tudo que eu disser vai ser clichê.- Eu tô gostando poxa. – o incentivei. – Continue.- Agora é sua vez. – ele cruzou os braços e esperou que eu dissesse algo.- Você sabe exatamente o que fazer para que eu não fique brava por muito tempo, isso é errado. Mas, eu odeio isso. – suspirei. — Você sabe exatamente como me tocar para que eu não queira mais discutir nem brigar.- Essa eu não conheço. – ele fez bico de novo.- Hate that I love, Rihanna e Ne-Yo. – sorri.- Aaaah, eu conheço sim. Só não sabia a tradução. – ele fez uma pausa. – Agora sou eu de novo.- Prossiga. – o incentivei.- Demorei muito pra te encontrar, agora eu quero só você. – cantei.- Ah, música brasileira é muito sem emoção. – fiz bico.- Duda, eu não sou um dicionário de inglês ambulante ok? – reclamou ele.- Tudo bem, senhor mal humor. – zombei.- Aposto um beijo que você me quer. Uh uh uh. – ele cantou.Eu ri muito. Ele canta tão bonitinho.- Aposto um beijo que você me quer. Uh uh uh. – imitei ele.- Olha que eu quero hein?! – Bem direto ele, não?Senti meu rosto quente, certamente eu estava parecendo um pimentão.- Não precisa ficar vermelha, Dudinha. – ele disse se aproximando ainda mais de mim.- Caught in a bad romance. – falei.- Presa num romance ruim? – ele perguntou. – Ah, claro. Entendi.- Dudu, eu já te falei que enquanto eu estiver namorando com o Matheus, eu não vou ficar com outra pessoa.- ARGH. – gritou ele. – Você não sabe o que é gostar de alguém. – ele cantou.- Nossa Dudu. – exclamei. – Uma hora você canta Justin e depois vem cantar Luan Santana? – brinquei.- Rá. – ele riu ironicamente. – Você não sabe o que é amor. – continuou cantando.- Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixo assim ficar subentendido. – cantei.- Hum. – ele sorriu. – Essa é boa.- Agora é sua vez. – mordi o lábio.Ele me olhou sério, depois de alguns minutos pensando, ele continuou.- Você é minha pequena e preciosa dama, a única que me deixa louco. De todas as meninas que eu já conheci, é você, é você a minha favorita. – ele sussurrou.- Favorite girl, do Justin. – eu chutei. – Acertei?- Puts mano – resmungou ele -, você não erra uma.Antes que eu pudesse dizer algo, fomos interrompidos por alguém batendo na porta.- ENTRA! – dissemos juntos.Joana entrou e entregou o telefone sem fio pra mim.- É o Matheus. – ela sorriu e saiu do quarto.Me sentei na cama e Dudu me fuzilou com os olhos.- Oi. – cumprimentei.- Oi minha linda. Tudo bem com você?- Tudo sim e com você?- Eu tô bem. – ele fez uma pausa. – Como sempre, só fico sabendo das coisas ruins que acontecem por ultimo né?- Desculpa Matheus, mas eu não tive culpa. Eu ia te avisar como?- Não Duda, tudo bem. – a respiração dele começou a ficar desregular.- Você tá com algum problema, Matheus?- Tô. – ele bufou. – Acho melhor nós dois terminarmos Duda.- Co-como? – por essa eu não esperava.- É Duda. Eu soube que foi a Paola que te trancou no banheiro. E ela mesma veio me dizer que se eu não terminasse com você, ela ia fazer coisas piores.- Ah, claro. – ironizei. – E você caiu direitinho na chantagem dela.- Duda, isso é pro seu bem cara. Não quero que você corra risco nenhum por minha causa.- Não, tá tudo bem. – respirei fundo. – Amigos?
- Pô, será um prazer continuar sendo seu amigo.- Ótimo então. Beijos.- Eu te amo, Duda.- Eu imagino. – disse ironicamente e desliguei.- E aí?! – perguntou Dudu com a cara feia.- Tô chocada. – arregalei os olhos.- Por quê? – ele arregalou os olhos também.- Acredita que ele terminou comigo? – meu queixo caiu no chão.- JURA? – ele começou a pular.- Dudu, meeeeenos. – eu ri. – Que coisa mais gay.- Ah mano, agora você é só minha. – ele me abraçou. – E de mais ninguém.
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