Busca no Tempo

4 Capítulo 4: O mundo do passado Parte 3


Notas iniciais
Esse capítulo faz referências aos episódios da Saga do Cell (140 ao 147) de Dragon Ball Z (Série original). As idades dos personagens continuam as mesmas do capítulo anterior. Boa leitura.

BUSCA NO TEMPO

Capítulo 4: O mundo do passado (Parte 3)

O quê isso significa? Aquela era definitivamente a mesma máquina que eu vim, apesar de estar velha e cheia de musgo por toda a sua extensão.

– Tenho certeza, está é a mesma máquina em que eu vim. Ela sabe a localização exata de onde está foto foi tirada? – Kuririn repassou a mensagem para a minha mãe no microfone.

– Não sei direito, mas acho que é em algum lugar do Setor 1050 oeste. Você vai lá?

– Vou. Quero ver com os meus próprios olhos está máquina do tempo.

– Bem, então eu também irei. Não estou muito longe.

– Entendi.

– Então, até daqui a pouco.

Continuava olhando a foto, abismado. Aquilo estava muito estranho, no meu tempo, nunca existiu outra máquina do tempo que não fosse a minha, aquela em que minha mãe tinha passado um bom tempo quebrando a cabeça para construir.

– Só existe uma máquina do tempo mesmo? – perguntou Yamcha.

– Sim, com certeza.

– Ei... – me voltei e vi Gohan se aproximar. – Posso ir com vocês também procurar a máquina?

– Gohan! – Chi-chi falou.

– Não tem problema, mãe. – Ele respondeu a Chi-chi. – Não vamos para um lugar perigoso, não precisa se preocupar.

– Não é isso! – ela de repente ergueu um monte de livros – Você está estudando!

– Eu faço tudo quando eu voltar. – ele prometeu. Gohan se voltou pra mim e eu confirmei com um acenar. Claro que ele poderia vir junto com a gente.

A porta da lateral do avião se abriu e saímos voando.

– Ei, Trunks, o mundo do futuro foi tão devastado assim por aqueles dois androides? – perguntou Gohan que me fitava de lado.

– Sim, a população mundial foi reduzida a apenas algumas dezenas de milhares. Nishi no Miyako está praticamente em ruinas. O resto população conseguiu sobreviver se escondendo nas passagens secretas que ficam no subterrâneo.

– Que horrível! Espero que encontremos o ponto fraco dos androides.

– Sim. Naquela hora, os dois androides foram contra o Dr. Gero. Ele estava tão encurralado que não tinha chances a não ser usá-los e acabou sendo morto por eles. O Dr. Gero deveria saber como eram perigosos os androides que ele próprio tinha construído. Acho que ele deveria ter algum aparelho para desliga-los em caso de emergência. Será que se não tivesse, ele teria reativado mesmo assim?

– É mesmo.

– Há ainda uma possibilidade...

Olhei para o meu radar e vi que o Setor 1050 era por ali. Descemos para procurar a máquina. Quem encontrou foi Gohan que me chamou imediatamente.

Pousamos e ficamos diante da máquina.

– Muito bem, Gohan.

Logo avistamos um brilho surgir no céu.

– Deve ser a Bulma – disse Gohan começando a voar. – Eu irei indicar o caminho pra ela.

Me aproximei da máquina e notei o quanto ela estava danificada, com o vidro que cobria o passageiro todo quebrado, parte já tomada por musgos e estava quebrado em alguns pontos. Me sentei e resolvi esperar Gohan e minha mãe.

A paisagem era de uma floresta, ali havia muito verde. Logo, esquilos vieram me receber. Alguns ficaram em pé diante de mim. Fiquei brincando com eles.

Alguns minutos depois, minha mãe surgia no céu, me saudando. Ela pousou em solo.

– Ei, aqui está a sua linda mãe. Diga, como é ver a sua mãe jovem assim? – senti minhas bochechas arderem.

– Você não mudou tanto assim, mãe.

– Não mudei? Ohh Então vou continuar com a minha beleza por décadas! – ela começou a gargalhar. – Espero que ninguém me culpe.

– Mas olhe isso, por favor. – Retirei do estojo a minha máquina do tempo. Joguei a capsula que se transformou na máquina. Me aproximei dela a tocando. – Está é a máquina do tempo em que eu vim.

– Então não tem como esta velha ser a sua. – ela disse analisando a máquina quebrada.

– Não, você só construiu uma única máquina, mas esta é a máquina do tempo em que eu vim. – me aproximei da velha máquina.

– Não pode ser...

– Veja, por favor – raspei o musgo que cobria a lataria em um ponto específico da máquina. Surgiu a palavra “Hope”.

– Hope? Esperança? – ela me perguntou levando as mãos aos lábios, pensando em algo.

– Sim. Eu escrevi isso quando eu parti. Logicamente tem esta mesma palavra na minha máquina.

– Mas então o quê isso quer dizer? Parece que esta tem muito tempo que já está aqui.

Eu e Gohan voamos para alcançar o compartimento do passageiro.

– Este buraco está muito estranho. – disse Gohan. – Parece que foi derretido com calor. Além disso, o buraco foi feito pela parte de dentro.

O quê Gohan falava era verdade.

– O quê estava dentro? – minha mãe perguntou.

– De qualquer jeito vamos abrir. Com licença. – apertei o botão na lateral e o resto do vidro começou a se abrir. Pulei para dentro e percebi que perto do painel de controle havia uma carapaça toda enrugada de cor violeta. A outra parte da carapaça também estava ali. Peguei as duas em minhas mãos e as ergui.

– O quê é isso? – Gohan perguntou.

– O quê é? Deixe-me ver. – pediu minha mãe. Dei as carapaças para Gohan levar até minha mãe.

– Tenho certeza, está é uma espécie de casca de ovo.

– Casca de ovo? – Gohan parecia não acreditar.

Aquilo ficava cada vez mais estranho.

– Nunca vi um ovo como este.

Olhei para a parte que estava queimada no vidro. Gohan verbalizou o quê eu previra.

– Será que o quê estava dentro desse ovo foi quem fez o buraco?

Liguei a máquina para ver a quantidade de energia que restava. Ela estava em zero. Ali falava que vinha do ano 788. Era três anos depois do futuro em que eu vim. Chegou nessa época quase quatro anos atrás.

– Ela chegou aqui há quase um ano antes de eu vir pela primeira vez. Para quê ela veio? Será que a história mudou tanto por causa disto?

Saí da máquina.

– Mesmo assim, eu sou um gênio mesmo. – Minha mãe falou, se admirando com o próprio trabalho. Eu fiz uma máquina no tempo no futuro!

– De qualquer jeito, não podemos deixar a máquina do tempo aqui. Vamos transformá-la em capsula novamente. – raspei a região onde deveria estar o botão que a transformaria. Apertei o botão e ela se transformou em capsula.

– Irei transformar está aqui também. – falou Gohan já próximo da minha.

– Por favor, Gohan.

– Vou levar está casca de ovo estranha comigo. – disse a minha mãe.

– Sim, à vontade. – Ela se agachou e pegou as cascas que estavam no chão.

– Bulma, estamos reunidos na casa do Mestre Kame. – Gohan disse.

– Na casa do Kame? Por quê?

– Resumindo tudo, três androides foram ativados e eles pretendem tirar a vida do meu pai. Mas o meu pai não está bem por causa da doença então decidimos escondê-lo por algum tempo. – disse Gohan

– Mas por quê vocês não derrotam eles todos juntos?

– Nós já tentamos! Meu pai, Piccolo, Tenshinham e eu lutamos, mas não fomos páreo para eles. – eu disse.

– Nossa, então eles são incríveis! E o Vegeta ele está bem? Ele também está na casa do Kame?

– Ele foi salvo por uma Sinzu, mas ele não se juntou conosco. Ele foi para algum lugar.

Ela sorriu.

– Era de se prever!

Gohan de repente começou a caminhar em direção a alguma coisa.

– O quê aconteceu, Gohan? – perguntou a minha mãe.

– Nada, só estou pensando o quê é aquilo.

– O quê?

Depois de alguns segundos caminhando ele parou e pediu para que fossemos olhar. Eu fui imediatamente.

– O quê foi, Gohan? – gritei me aproximando dele.

– Olhe. – ele apontou para uma carcaça de alguma coisa que parecia um inseto gigante. Minha mãe gritou quando viu.

– É imenso. O quê é isso?

– Está morto? – Minha mãe perguntou atrás de mim, sem ter coragem de se aproximar daquilo.

Gohan tocou naquilo e falou:

– Não está morto, isso é um casulo que foi quebrado.

– Casulo? Existem cigarras desse tamanho aqui? – minha mãe perguntou.

– Isso não é uma cigarra... – disse Gohan. – Isso é...

Eu completei o que Gohan iria falar:

– Provavelmente era o quê estava dentro do ovo na máquina do tempo.

– Sim, deve ter crescido e depois saiu do casulo. – concordou Gohan

– O quê deve ter saído do casulo? – Minha mãe perguntou espantada com o quê ela estava vendo.

– Nunca vi nada parecido antes. – disse Gohan.

– Mas como isso foi parar aqui? Quem usaria a máquina do tempo para mandar isso para cá? Eu não faço a menor ideia do que está acontecendo.

E aquilo definitivamente me deixava nervoso. Enfiei a minha mão em uma abertura do casulo e notei algo viscoso em minha mão surgir.

– Não tem muito tempo que saiu daqui. – disse.

Ficamos observando atentamente. Minha mãe não aguentando, saiu correndo. Um barulho se fez presente, mas era somente um animal silvestre. Vendo que aquilo já tinha sumido, desistimos.

Minha mãe entrou na nave que tinha vindo.

– Falando sério, você tem um mau pressentimento? – ela me perguntou e eu confirmei. – Então vou sair daqui imediatamente. Vocês irão ficar na casa do Kame, não é? Se acontecer alguma coisa eu aviso vocês.

Ela assim ligou a máquina e começou a voar. Ainda a poucos metros de distancia, ela pediu para que eu a visitasse alguma hora.

Eu bem que queria conhecer os meus avós, mas não havia tempo a perder.

Gohan e eu seguimos para outra direção.

Durante o voo, eu me perdi em pensamentos a respeito de tudo o quê estava acontecendo. Aquelas estranhas mudanças que tinha acontecido nesse tempo, o fato dos androides serem diferentes dos que eu conhecia, eram bem mais fortes, o fato de Goku ter ficado doente em outro período do que ele ficou no meu tempo, a existência de um terceiro androide e agora o fato de existir mais uma máquina do tempo que tinha trazido um ser desconhecido na terra. Tudo era diferente do que eu conhecia, apesar dali ser o meu passado.... Aquilo me frustrava me deixava nervoso. A missão que eu pensei ser simples estava se tornando mais complexa e com novos caminhos.

– Trunks?

– Sim, Gohan...

– O quê será que era aquele casulo estranho? – Gohan perguntou me fitando durante o voo.

– Eu não sei. No meu futuro não tem criaturas como aquela.

– Você disse que aquilo veio um ano antes de você ter vindo três anos atrás. Então já irá fazer quatro anos que essa criatura chegou.

– É o quê o sistema da máquina nos informou.

– Então sem percebemos uma criatura veio de vinte e três anos do futuro e estava crescendo por quatro anos aqui na Terra.

– Sim. Quem será que enviou isso para cá? E para qual finalidade? Acho que estas são as perguntas que nós precisamos saber o mais rápido possível.

Enfim chegamos à Casa do Kame. Gohan gritou que já havíamos chegado, mas quando entramos na sala, todos estavam concentrados diante da tv.

– Kuririn...

– Vejam essa notícia e depois me falem o quê acharam. – ele disse.

Na televisão apareceu um repórter que estava em uma cidade. Ele disse que havia uma voz feminina no local gritando. Nós também conseguíamos ouvir. O barulho mudou para tiros. O repórter falou que a equipe de investigação e os policias estavam em ação. Após os tiros, foi seguido um silêncio. O repórter disse que iriam tentar chegar mais perto, mas de repente a imagem falhou.

– Mude para outro canal. – pediu Yamcha. Kuririn mudou de canal. Mas a imagem no outro canal estava horrível. Só conseguíamos escutar gritos, seguidos de tiros. Após os gritos, surgiu um silêncio.

Depois o apresentador do jornal aparecia dizendo que não tinham mais recebido nenhuma notícia do local e que a equipe que estava no local provavelmente tinha sido uma das vítimas.

– Então vocês acham que foi aquele monstro que saiu do casulo? – perguntou Kuririn.

– Sim, provavelmente. Os locais são próximos. Eu vou confirmar.

– Ei....

– Não se preocupe. Eu posso me transformar um Super Saiya-jin. Aqueles que são realmente terríveis são os androides.

– É, mas...

– Eu também vou. – era Gohan que gritou.

– Não pode ir! – era Chi-chi.- O Goku ainda está dormindo. Não pode se comportar um pouco melhor?

– Mas é justamente porque meu pai está doente que eu ...

– Não! Mesmo que o universo suma você vai ficar do meu lado!

– Não pode ser...

A Chi-chi desse tempo era muito protetora para com Gohan. Não era para menos, ela tinha medo de perder o seu filho ainda pequeno. Mesmo gostando de ter a companhia de Gohan, percebi que a melhor coisa a se fazer era ir de uma vez.

– Eu vou sozinho. – avisei a todos. – Fiquei aqui, Gohan. Se acontecer alguma coisa, proteja seu pai dos androides.

– Sim, entendi. – disse ele.

– Ei, não se esforce. – pediu Kuririn. – Se ficar perigoso volte logo.

– É isso mesmo. – dessa vez era Yamcha. – Você também é uma peça importante para enfrentarmos os androides.

– Sim. – confirmei com um acenar. – Volto logo.

Saí em direção a cidade que eu tinha visto no telejornal. O meu GPS iria me guiar para pegar a direção correta de Gingertown.

De repente senti um ki muito poderoso que reunia a energia de Piccolo, Freeza, King Cold e de Vegeta em um só ponto. Vi no meu GPS que a energia vinha do Setor 1051, o local onde o ovo e aquele casulo foram encontrados.

– Que bom que cheguei a tempo. Esse monstro pode ser perigoso até mesmo para você. – Kuririn falou. Ele havia me alcançado.

– Mais um ki incrível apareceu. O quê está acontecendo?

Logo Kuririn gritou feliz que era Piccolo.

– Mas é diferente do ki de Piccolo. –Ele não pareceu dar atenção ao que eu estava falando.

– Incrível! Eles realmente se fundiram!

– Fundiu-se? Com o Kami-sama? Eles estavam separados há muito tempo.

– Sim, e como Piccolo já tinha uma força surpreendente, este é o ki de um Super Namekusei-jin!

– Então ele conseguiu aumentar tanto assim seu poder? Maravilhoso!

Estava espantado com a energia que eu sentia. Seu ki era muito poderoso!

Vimos uma onda de energia brilhar no céu.

– Aquela energia....

– Já começou a luta. – disse Kuririn.

Continuamos em direção aos dois grandes poderes. De repente o ki de Goku ficou mais preponderante.

– Não pode ser... – falou abismado Kuririn. – Mas contra quem Piccolo está lutando agora?

– Acho que deve ser contra o monstro do casulo que veio na minha máquina do tempo.

– Por quê será que ele tem o ki de Goku, do Piccolo, do Vegeta e ainda do Freeza e do pai dele?

– Eu não tenho a menor ideia.

– Merda. O quê será que esta acontecendo?

Eu também não tinha resposta. Queria chegar o mais rápido possível para vermos com nossos olhos o quê estava acontecendo.

Quando chegamos, vimos Piccolo em terra.

– Tenho certeza que Piccolo se fundiu com Kami-sama. – falou Kuririn.

A energia dele tinha se modificado. Seu Ki estava bem mais forte.

– Quem é aquele? – perguntou Kuririn.

– Deve ser o monstro que saiu daquele casulo! – eu disse. Pousamos ao lado de Piccolo. Ali nós poderíamos ver como era aquele monstro. Sua pele era verde, seus músculos apareciam e havia uma calda que ele se enrolava completamente com ele. Tinha as feições de um inseto crescido.

– É um monstro! – disse Kuririn! – Foi ele que matou as pessoas de Gingerstown?

– Sim. Tomem cuidado com o rabo. – Piccolo nos alertou. – Todas as pessoas foram mortas através dessa parte do corpo dele.

– Por quê dá para sentir nele o Ki de Goku, de Tenshinham e dos outros? – Kuririn perguntou sem mais delongas.

– Depois eu explico com mais detalhes. – disse Piccolo. – Vou acabar com ele antes!

– Acabar comigo? Pensa que vai ser tão fácil? – Era o monstro que falava.

– Ele pode falar! – ficou abismado Kuririn.

– Pelas circunstâncias, não tem como você vencer. –disse Piccolo convicto.

– Então eu não tenho outra escolha a não ser me retirar. – disse o monstro.

– Você não vai fugir! Não tem como você fugir usando um Kamehameha do nível de antes!

– Kamehamehá? Por quê ele pode usar o Kamehameha de Goku? – perguntou Kuririn a Piccolo.

– Não é só o Kamehameha, Kuririn! Se eu quiser, posso até usar uma Genki Dama! – monstro falou.

– Ahhh! Por quê ele sabe o meu nome? – perguntou Kuririn ficando mais nervoso com a situação. – Quando contarmos para o Goku ele também irá ficar surpreso.

– Goku ainda está vivo? – o monstro perguntou.

– Mas é claro! – gritou Kuririn.

– Vou conseguir o Número 17 e o Número 18 de qualquer jeito! – ele pulou. – Mesmo que vocês tentem me impedir de assumir minha forma perfeita, não vai adiantar nada! Não enquanto Piccolo for o único que pode tentar lutar contra o Número 17 e os outros!

– O quê?!

Ele ficou na altura do sol, erguendo as mãos. Aquilo só poderia significar, o...

– TAIYOUKEN! – ele gritou.

Um brilho assustador invadiu o local, impedindo a nossa visão, nos cegando.

– Merda... – quando ergui os meus olhos, minha vista estava fora de foco. Depois de alguns instantes, minha vista tinha voltado ao normal. Olhei para todos os lados, mas ele já tinha fugido.

– Kuririn! Taiyouken, não é uma técnica de Tenshinham? – ainda com problemas nas vistas, Kuririn se esforçou para observar a face de Piccolo.

– Taiyouken não é uma técnica não difícil. O Goku e eu também sabemos. – responder Kuririn.

– Desgraçado! – gritou Piccolo, nervoso.

Seguimos Piccolo que voou em direção ao céu, tomando mais atitude para ver se conseguíamos avistar aquele monstro.

– Ele está escondendo a sua presença. Até mesmo isso o desgraçado é capaz de fazer. Merda! – a energia de Piccolo aumentava cada vez que ele ficava mais nervoso – Eu me descuidei! Eu poderia tê-lo derrotado facilmente!

– Incrível! – disse Kuririn. O poder de Piccolo aumentava cada vez mais.

– Desgraçado! Não vou deixa-lo assumir sua forma perfeita de jeito nenhum!

De repente Piccolo olhou para o céu e parou com a sua energia. Seguimos o olhar de Piccolo e eu vi meu pai. Ele pousou imediatamente e pediu explicações a Piccolo, nos ignorando completamente.

– Diga o quê aconteceu aqui!

– Parece que o Tenshinham também está vindo pra cá. – disse Piccolo já mais calmo. – Quando ele chegar, falo para todos de uma vez.

– Bem, antes disso, responda-me apenas isso: Você é mesmo o Piccolo? Por quê conseguiu um poder de lutar daqueles de repente?

Piccolo ficou em silêncio.

– Maldito!

– O Piccolo se fundiu com Kami-sama de novo. – eu disse enfim.

– Fundiu-se?

Meu pai não pareceu acreditar. Provavelmente em seus pensamentos estavam o poder de Piccolo que o superava.

– Ah o Tenshinham... – avisou Kuririn.

– Ei Piccolo... Não, Kami-sama.... não. Ah.... Como posso chama-lo? O Tenshinham chegou.

– Certo. Vou falar tudo.

– Tenshinham e Vegeta não o viram, mas o monstro de agora pouco foi criado pelo computador do Dr. Gero com as células coletados de Goku, Vegeta, Freeza, Kuririn, Tenshinham e até mesmo com as células do meu antigo eu.

– Não pode ser, minhas células e as de Kakarotto?! – disse Vegeta. Meu pai parecia muito surpreendido, como eu nunca o tinha visto antes.

– Isso mesmo. Para não deixar Cell assumir o corpo perfeito precisamos encontra-lo e mata-lo ou encontrar e matar o Número 17 e a Número 18 ou um dos dois. Como estou agora, só posso derrotar Cell enquanto ele ainda não conseguir um poder inacreditável.

As coisas tinham se agravado mais.

– E é isso. Para se fundir ao Número 17 e a Número 18 e assumir sua forma perfeita ele veio do futuro. – concluiu Piccolo.

– Que problema! – disse Kuririn. – Bem, então precisamos encontrar Cell de alguma forma e acabar com ele.

– Podemos procura-lo? Ele também sabe da força de Piccolo. Será que não vai continuar atacando pessoas e escondendo a presença de seu Ki? – eu sugeri.

– Se não impedirmos o Cell de se fundir com o Número 17 e a Número 18, algo inacreditável irá acontecer. E o problema não vai ser só da Terra. Os outros planetas do universo também sofrerão do poder de Cell. Não se esqueçam de que ele tem o sangue de Freeza e do pai dele correndo nele.

– Meu sangue também. – disse Vegeta. – Só fazem estratégias sem previsão! Se ele quiser se fundir não tem problema. Vai diminuir o número de inimigos e dar menos trabalho. Eu não ligo para o que acontecer aos meus inimigos! Só os mato!

– Não seja ingênuo, Vegeta! Se ele se fundir, ele vai superar ainda mais a força do Número 17 e da Número 18, dos quais não podemos dar conta.

– Não fale comigo como se fosse importante. Quer ser eliminado antes dos androides? – enfurecido, Vegeta intimidou Piccolo. – Eu vou superar com certeza o Super Saiya-jin.

Talvez fosse um blefe o quê meu pai falava. Era impossível superar o Super Saiya-jin.

– Kakarotto também vai. Com certeza e eu irei fazer isso do meu jeito. – Ele ficou de costas para nós. – Vocês podem fazer como quiserem.

Como uma flecha, ele voou pelo céu até não podermos ver mais ele de vista.

– Superar o Super Saiya-jin? – perguntou teoricamente Piccolo. – Aquele nível terrivelmente forte de Super Saiya-jin... Isso é sério? Uma coisa destas pode acontecer?

– Ei Trunks... – virei para a voz que me questionava. Era Kuririn. – Não adianta nada ir para o passado com a sua máquina do tempo e destruir o Número 17?

– Sim, provavelmente seria bom para o futuro, mas não faria diferença para esta dimensão.

– Então, seria inútil ir para o laboratório do Dr. Gero e destruir o Cell que ainda não está completo?

– Não, vamos destruí-lo. Pelo menos Cell não vai poder nascer nesta dimensão.

– Certo, então vocês vão para o laboratório – falou Piccolo – Eu vou procurar mais um pouco por aqui.

– Eu também vou ficar por aqui. – disse Tenshinham.

– Bem, se parecerem que não vão encontrar o Cell, vão para a casa do Kame . Vendo a notícia pela tv, pode ser que saibamos onde ele está. – disse Kuririn.

– Certo, entendi. – concordou Tenshinham.

Eu e Kuririn partimos em direção ao laboratório do Dr. Gero. As palavras do meu pai ainda estavam na cabeça, o fato dele falar tão abertamente de poder superar os poderes do Super Saiya-jin. Pelo o quê eu conhecia, aquele era o último estágio que um Saiya-jin poderia atingir.

– Eu nunca pensei na ideia de superar o nível de Super Saiya-jin. – confessei para Kuririn.

– Lógico. Mas para Vegeta e Goku....

Quando chegamos ao laboratório do Dr. Gero, começamos a procurar a entrada secreta onde poderia estar Cell. O resto da explosão que eu tinha feito para impedir que o Número 16 fosse acionado, ainda estavam lá, impedindo a visão de uma possível entrada no subterrâneo. Pedi para Kuririn se afastar e comecei a lançar bolas de energia para afastar os resquícios da explosão. Kuririn me imitou. Avistei um buraco, onde estava uma escada que levava para o subsolo. Provavelmente era ali. Chamei Kuririn e descemos pelo túnel. Começamos a caminhar e logo avistamos uma porta de aço. A empurrei sem muitos problemas e liguei o sistema de luz.

A sala se iluminou revelando um computador e ao lado da máquina havia um cilindro, cheio de água. Dentro, havia uma pequena forma crescendo. Pedi para Kuririn observar o que tinha ali. Kuririn frisou o quanto nojento era acreditar que dentro daquele ser havia células de Goku e dos outros ali, reunidas. Definitivamente era aquele ser que iria se transformar em larva, trocar de pele e se transformar no Cell e iria sugar a energia dos outros para ficar mais forte em sua forma perfeita.

– Tudo isso feito por este computador.

– Trunks, vamos destruir logo este laboratório subterrâneo.

Eu tinha uma ideia em mente.

– Espere um minuto. – pedi para Kuririn. Andei pelo laboratório onde avistei projetos que estavam sendo desenvolvidos. Eram projetos antigos do Número 17 – Se minha mãe olhar isso, Kuririn, pode ser que ela encontre o ponto fraco do Número 17.

– É uma boa ideia. Não tem do Cell?

– Dos outros... parece que vão ser muito uteis.

– Certo, então vamos destruir este laboratório.

– Sim!

Com os projetos do Número 17 em mãos, eu comecei a atirar bolas de energia, juntamente com Kuririn. Iriamos destruir tudo.

Quando acabamos o serviço, disse para sairmos logo dali, antes que o laboratório caísse sobre nós. Já do lado de fora, Kuririn deu o golpe final, destruindo completamente o laboratório do Dr. Gero.

– Achar o projeto do Número 17 foi bem inesperado, hein Trunks. – disse Kuririn, enquanto voávamos.

– Kuririn, você poderia levar esses projetos para a minha mãe?

– Você não vai comigo?

– Não. Quero treinar com o meu pai. – eu disse. – Se for possível superar o Super Saiya-jin, eu...

– Tudo bem, mas como ele é o seu pai, eu não quero falar nada de ruim, mas... eu não acho que Vegeta irá deixar você treinar com ele.

– Mas meu pai sabe que se ele treinar com outra pessoa, ele irá melhora muito mais rápido do que se treinar sozinho.

– Certo, entendi. Treine bem. – passei o projeto para Kuririn e desejei boa sorte. Ele continuou no caminho e eu desviei tomando outra direção.

Durante o voo, me lembrei das palavras ditas por Cell: “ Então Goku está vivo?”

Desde que eu vim pra cá na máquina do tempo, as coisas tinham mudado. Há três anos, eu pensei que se Goku sobrevivesse, ele iria ser capaz de nos salvar de um futuro devastador. Mas desde que eu vim de novo para esse tempo, as coisas estavam piorando e provavelmente eu era o culpado de ter permitido que Cell viajasse no tempo, pois não fui capaz de vencê-lo no futuro. Será que com todas essas mudanças, eu acabei colocando o mundo em uma crise?

“Mãe, eu irei tentar treinar com o meu pai. Se o meu pai superar o Super Saiya-jin, eu também irei...”

Quando finalmente o encontrei, falei para treinarmos juntos, mas ele não aceitou. Disse para eu ir embora.

Não tive coragem e fiquei olhando ele

Passado dois dias, uma presença que há muito eu não via, me fez ficar alegre. Goku e Gohan haviam se transportado e tinham aparecido na minha frente. Finalmente Goku tinha melhorado e estava pronto para a luta.

– Como está o resultado de seu treinamento? – Goku perguntou.

– Não adiantou nada. Meu pai só me vê como um estorvo. – eu disse. – Pedi para treinar comigo, mas ele só diz que eu estou atrapalhando e é para eu cair fora. E olha que ele nem está treinando. Só está há três dias em pé, sem se mexer.

– Só poderia ser o Vegeta – Goku parecia o conhecer muito bem – Parece que ele está vendo o que tem à frente do Super Saiya-jin.

Observei Goku se aproximar de meu pai. Então, enquanto Goku falava com o meu pai, Gohan me explicou o plano que Goku tinha tido.

– Há uma sala no Templo de Kami-sama em que nós podemos treinar o equivalente há um ano em um só dia. Meu pai está pensando em treinarmos nós quatro lá. – disse Gohan.

– Será que meu pai irá aceitar? – era este o questionamento que eu tinha dentro de mim.

Mas sorri quando Goku e Vegeta caminharam ao nosso encontro.

Goku nos tele transportou para o Palácio de Kami-sama. Lá, fomos recebidos pelo Senhor Popo que nos encaminhou para a Sala do Tempo.

– Esforcem-se no treinamento. – disse ele.

Quando estávamos próximos da sala, escutei Vegeta questionar Goku o porquê dele estar instigando-o a treinar, sendo que o objeto final de Vegeta sempre foi derrota-lo. Goku explicou que o inimigo dessa vez não era alguém que poderia derrotar sozinho.

– É aqui. Quem vai primeiro? – perguntou o Senhor Popo.

– Vegeta e Trunks vão primeiro. – disse Goku.

– Certo. – O senhor Popo abriu a sala do templo e pediu para que nós entrássemos.

– Obrigado, Goku.

– Esforce-se Trunks, Espero que se dê bem com Vegeta. – pediu Goku.

– Esforcem-se, pessoal. – foi a vez de Gohan.

Eu fui o primeiro a entrar. Vegeta me seguiu. O ar da sala estava quente, rarefeito, a gravidade era muito mais alta. Me surpreendi quando, ao atravessar o hall de entrada, não havia mais nada. Só um espaço em branco. O tempo era medido em uma grande ampulheta. O local era incrivelmente grande. Era por aquele fato que Goku não tinha aguentado mais de um mês ali dentro?

Um ano, em um local como aquele junto com o meu pai! Será que era possível eu fazer aquilo?

Continua...