Busca no Tempo
5 Capítulo 5: O mundo do passado Parte 4
Notas iniciais
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Capítulo 5: O mundo do passado (Parte 4)
Foi praticamente um dia que eu fiquei longe da Terra, o equivalente a um ano na Sala do Tempo. Eu tinha dobrado de poder, meu Ki estava maior, além da minha estrutura física estar diferente, eu estava com um número maior de massa muscular. Enfim, eu saí da Sala do Tempo, seguido do meu pai. Demos de cara com Goku e Gohan que pareciam surpresos com a minha mudança física. Era esse o fruto de treinamento pesado. Agora era ver na prática se conseguíamos enfrentar o quê estava lá fora.
– Desculpem-nos. Nós os fizemos esperar... – eu disse para Goku.
– Estávamos esperando mesmo. – disse Goku. – Trunks, você ficou muito forte, não foi!
– Demoraram muito tempo! Popo não sabe de ninguém que tenha ficado esse tempo todo. – o Senhor Popo nos admirou.
– Quando meu pai entrou, parecia que ele tinha superado o nível de um Super Saiya-jin em dois meses, mas mesmo assim ele não estava satisfeito, e então, até agora...
– Trunks! – virei para ver o meu pai. – Não fale nada desnecessário. Fiquei imediatamente calado, eu não iria falar alguma coisa que ele não queria revelar, ele tinha as suas razões e eu não gostaria de prejudicar a relação que nós tivemos na Sala do Tempo.
– Foi bem, não foi, Vegeta? – Goku perguntou fitando o meu pai diretamente. E um sorriso de escarnio apareceu nos lábios do meu pai.
– Quem sabe... Mas mesmo se você entrar e treinar, não vai adiantar nada, porque eu vou cuidar de tudo. Tanto do Cell como dos androides. – ele disse presunçosamente.
– O quê? – disse Tenshinham, mas Piccolo interveio.
– Vegeta, não sei como você ficou forte, mas você o está subestimando.
– Enquanto você estava naquela sala, Cell absorveu o androide Número 17 e ficou ainda mais forte! Uma força surpreendente!
Apesar da informação que Tenshinham acabara de revelar, Vegeta continuou despreocupado, como se a situação não fosse lá digna de receber atenção.
– Vegeta, — alertou Goku – eu também vi o Cell evoluído por um momento. É um monstro inacreditável. – Vegeta encarou o meu pai.
Antes que eles começassem a discutir, ouvimos a voz da minha mãe no templo.
– Ei pessoal, onde estão? Se estiverem por aí, apareçam! – ela gritava.
– É a voz da Bulma! – disse Gohan.
– Ah achei! – Ela se aproximava abraçada ao meu eu bebê.
– Bulma, por que você está aqui? – perguntou Goku.
– Perguntei ao Kuririn e ele me disse que estavam aqui.
– Boa tarde! – Gohan correu até o bebê e pegou em suas mãozinhas. Eu sorri para o quê eu estava vendo. Gohan pequeno era encantador.
– Ahh! – Bulma correu ao meu encontro. – Ei, você é o Trunks, não é?
– Sim...
– Por quê seu cabelo mudou? É peruca? – realmente, pelo fato de ter passado um ano na Sala do Templo, meus cabelos haviam crescido consideravelmente. Ela puxou meus cabelos, vendo para ter certeza. – E você também está mais alto.
– Tem uma sala misteriosa no templo de Kami-sama na qual um ano lá dentro é o mesmo que um dia aqui. Meu pai e eu treinamos nessa sala.
– É? Mas considerando isso , o cabelo do Vegeta não cresceu, não é? – ela desviou para observar o meu pai.
– O cabelo de um Saiya-jin puro não sofre nenhuma mudança estranha desde que nasce.
– É? – ficou abismada a minha mãe. Goku também pareceu surpreso com a informação que meu pai tinha dito.
– É mesmo? Então, é por isso que eu sempre tive esse....
– Você não tinha percebido isso até agora? – perguntou Bulma a Goku.
– Sempre pensei que fosse estranho, mas... – ele deu uma risadinha sem graça. – Que surpresa!
– Agora não é hora de falar dessas coisas sem importância. O quê você veio fazer, Bulma?
– É mesmo. Já tinha me esquecido. – ela colocou a mão dentro da calça e começou a procurar algo – Aquela roupa de batalha que o Vegeta pediu para fazer... tem uma capacidade incrível de defesa então eu fiz para todo mundo e trouxe aqui.
Ela lançou uma capsula que estava escrito número 12 no chão e apareceu uma caixa. Colocamos as roupas.
– Quanto tempo. – Gohan terminava de calçar o sapato da roupa – Vesti estas roupas em Namek!
– Sim, isto é muito leve, não é! — observou Goku, enquanto colocava o colete.
– Isto é a roupa de luta dos Saiya-jins? – eu perguntei a minha mãe.
– Deu muito trabalho para fazer com o mesmo material. – ela disse.
– Só podia ter sido a Bulma! – Gohan se maravilhou.
– Ah não diga isso. E vocês? Não vão vestir? – ela perguntou a Piccolo e Tenshinham.
– Não tenho vontade de vestir as mesmas roupas que Freeza e os Saiya-jins usaram. – Piccolo disse. Tenshinham também disse o mesmo e completou que preferia morrer a vestir as mesmas roupas que Vegeta.
– Não sejam tão pessoais! – disse Goku. – É muito fácil se mover com essas roupas.
– Como disse antes, Kakarotto, não adianta vestir estas roupas. Você não vai fazer nada. – se adiantou Vegeta convicto da vitória.
– Porque você vai derrotar aquele monstro Cell, não é? Se for, melhor assim.
Eles ficaram em silêncio por algum tempo se encarando até que enfim meu pai se perguntou se deveria ir lá derrotar mesmo Cell e Goku o perguntou se deveria ajuda-lo. Claro, Vegeta imediatamente disse que não seria necessário e partiu sem dizer mais nada.
– Ora, sempre obstinado! – falou minha mãe ainda observando o trajeto que meu pai tinha seguido.
Me aproximei de Goku e disse que eu também deveria já ir, mas antes Goku me deu duas Senzu. Uma pra mim e outra para Vegeta. Eu agradeci e ele me desejou boa sorte e pediu para eu me empenhar, mas para eu não me esforçar muito. Ele pediu se ficasse muito ruim para eu fugir. Agradeci Goku novamente e pedi para que ele se esforçasse em seu treinamento.
– Não morram de forma alguma, vocês dois! – pediu Bulma – Entendeu? – eu acenei para Gohan, sorrindo pra ele e segui voando na direção que meu pai tinha tomado.
De repente, depois de alguns minutos voando, ouvi uma voz estranha dizendo para a Número 18 aparecer. Era Cell. Caso ela não aparecesse, ele iria destruir todas as ilhas. Com aquela voz, eu sabia onde procurar por ele.
Percebi que o ki do meu pai tinha aumentado, ele conseguia emanar muito ki, facilmente. Eu me transformei em Super Saiya-jin e segui voando para acompanha-lo. Ele estava a poucos metros mais a frente de mim.
Depois de alguns minutos, avistei ele pousar em uma ilha. O ki dele estava acompanhado de outro, muito poderoso. Quando os alcancei, eu pousei mais atrás do meu pai. Fiquei observando o monstro que parecia estar surpreso com a minha vinda.
– Trunks? Você mudou bastante. Bem, para mim não importa quantos virão. Se quiser, posso esperar chegar mais.
– Ele vai ser só um espectador. – falou Vegeta. – Eu sou o bastante par enterrá-lo.
– O quê? Você disse que você sozinho é o bastante?
– Isso mesmo! Tem algum problema? – Ele riu de uma maneira desdenhosa.
– Não tem problema. Só estou surpreso com a sua idiotice.
– Olhe bem, Cell. Vou apagar esse seu sorriso desagradável! – meu pai concentrou o seu Ki envolta dele. Ele pretendia se transformar logo naquilo que ele havia treinando tanto. À medida que a energia ia crescendo, ia também aparecendo raios. A montanha que estávamos começou a não aguentar o impacto, as veias em sua testa saltavam e seus músculos ficavam mais expostos. O chão a sua volta começou a ruir e uma grande luz o envolveu. Uma nuvem o cobriu. Enfim o grande poder do meu pai que ele conseguiu no árduo treinamento na Sala do Tempo tinha sido revelado. Cell parecia surpreso com a quantidade de energia que emanava do meu pai.
Em um piscar de olhos, ele atacou Cell, o golpeando na região do estomago, seguido por um soco em seu queixo que o lançou há uns bons metros no alto. Os socos estavam dando certo. Cell tentava alcançar o meu pai, mas ele esquivava facilmente. Vegeta pegou um dos pés de Cell e o lançou em terra. Aquele era o resultado do treinamento, Cell não conseguia ver os golpes do meu pai. O chão em que eu estava repousando, caiu. Eu continuei onde estava, agora flutuando. Todos os golpes que Cell dava no meu pai, ele desviava. De repente Cell foi arremessado em direção a uma montanha. O arremesso foi tão violento que o arrastou para o mar. Vegeta foi ao encontro de Cell que estava em baixo d’agua. Sucessivos golpes eram dados e Cell uma hora caiu no fundo do mar feito uma rocha. Vegeta mergulhou para alcança-lo. As águas de levantavam à medida que os Ki se chocavam, meu pai emergiu depois de alguns minutos embaixo d’agua, seguido de Cell que se cobriu com os braços, em uma concha para bloquear os socos de Vegeta. Uma bola de energia saiu de sua boca, mas meu pai conseguiu desviar e de repente Cell havia acertado meu pai em cheio no rosto. A energia saiu novamente de sua boca e foi em direção ao meu pai que caia em direção ao mar. A energia vermelha iluminou todo o céu. De repente ele começou a rir feito um louco, vitorioso, mas eu via para além do campo de visão de Cell. Meu pai apareceu atrás dele, pronto para golpeá-lo.
– Não se segure – pediu Vegeta. Cell começou a rir e a terra a tremer quando ele começou a concentrar uma energia, muito maior do que ele estava usando anteriormente. Apesar desse imprevisto, eu jurava que meu pai era capaz de vencê-lo. Apesar do golpe fenomenal que foi desferido no rosto, meu pai somente perdeu o equilíbrio, cortando um pouco de seus lábios.
– Parece que o poder do treinamento fez uma grande diferença, não é? – ele sorriu triunfante.
– Você é mesmo o Vegeta? – Cell agora estava surpreso, recuando seus passos.
– Eu sou... o Super Vegeta!
Eu continuava a analisar de perto, agora pousado a poucos metros de onde os dois estavam. Vegeta com certeza iria ganhar.
– Você está se achando como Super Vegeta. – disse Cell – No futuro, você foi morto pelo androide Número 17 e eu até o absorvi! Até uma criança deve saber quem é o mais forte de nós dois. – ele ameaçou.
– Então eu acho que é isso que querem dizer com: “Cão que ladra não morde!”. Já que tem tempo para reclamar, por que não se preocupa com você mesmo? Mesmo você não tendo esperanças.
As palavras do meu pai fizeram Cell ficar nervoso, o chão tremia à medida que sua energia aumentava.
Ele pulou para trás e ameaçava um golpe
Não era possível!
– É o Galick Hou do meu pai!
– Suas células também estão dentro de mim. – Ele agachou e começou a concentrar energia na palma de suas mãos e a lançou em direção a Vegeta.
– PAI!
A energia era imensa. Pelo brilho, não conseguia ver. Após alguns minutos, a energia terminou. Nuvens da terra subiam, bloqueando o campo de visão.
Fiquei tranquilo quando vi meu pai em pé, sem nem ter sofrido alguma coisa. Ele caminhou em direção a Cell:
– Como esperado com o que conseguiu com as minhas células. Mas mesmo conseguindo copiar o meu Galick Hou, não teve como tirar a diferença de poderes.
– Já chega!
– Como não entende uma coisa dessas, isso quer dizer que sua cabeça está vazia? – alfinetou Vegeta. – Cell não se deu por vencido e se aproximou mais do corpo do meu pai para golpeá-lo com a calda, mas meu pai desviou, atingindo Cell com um pontapé em seu rosto. Um chute foi dado e Cell foi jogado no alto, outro na altura de seu estomago.
Quando Cell se levantou do golpe, ele parecia ter perdido muita energia, se esforçando para se manter em pé e lutando com a falta de folego. Mesmo tendo aparecido atrás do meu pai para dar um golpe de surpresa, Vegeta pegou antes seu braço antes de realiza-lo e o lançou de novo ao chão.
Os poderes dos dois eram muito grandes! E uma nova história, completamente diferente da minha, estava sendo feita.
Os golpes se seguiam e Cell não conseguia nem chegar perto agora do meu pai antes de receber uma bola de energia no rosto que o levava de novo em direção ao mar. À energia que meu pai atirava era cada vez mais forte. Por alguns minutos seguiu um silêncio até que Cell emergiu novamente do mar e o pegou de surpresa por um dos pés.
– Vou começar a minha última refeição.
Sua calda tentou atingir o corpo do meu pai, mas mesmo estando pendurado de cabeça pra baixo, Vegeta conseguiu mobilizar a calda de Cell.
– É chato dizer isso, mas eu não sou gostoso.
– Irei absorvê-lo! – Cell emanava mais força, mas meu pai conseguiu desvencilhar o pé e deu uma joelhada no estomago do monstro. Antes que Cell caísse, Vegeta o segurou com uma das mãos.
– Acha que irá me absorver? – Vegeta lançou Cell em uma das pedras que ficava no mar.
– Assim está bom. – eu disse, analisando a luta, concentrado em não perder eles de vista. – Desse jeito, quando meu pai derrotar Cell, Número 16 e Número 18 não vão nem importar. Não vamos precisar nem da ajuda de Goku e nem a de Gohan.
Cell mais uma vez emergiu do mar. Vegeta pediu que o atacasse e assim fez Cell. Vegeta mergulhou dentro do mar e Cell o seguiu. Depois de alguns minutos, em vários pontos do mar, quantidades de energia saiam como se houvesse uma explosão de pequenos vulcões dentro do mar. Aqueles eram os poderes de Cell que eram desferidos em todas as direções por ele dentro do mar.
De repente um brilho subiu no meio do mar, ali tinha sido lançado Cell. Meu pai saiu do mar como uma bala e pousou no alto de uma montanha, observando o corpo de Cell cair de novo do mar.
Cell saiu do mar todo encharcado, com bastante falta de ar.
– Parece que ficou bem chocado, Cell. Quer que eu diga uma coisa ainda mais chocante? – ele apontou em minha direção. – Aquele é o Trunks. Não é tanto igual a mim, mas ele possui uma força próxima da minha. – O monstro agora olhava em minha direção. – Parece que mesmo que você use todo o seu poder, o seu nível é esse. Você me desapontou. Que vergonha! Estava pensando em como você era incrível quando estava vindo, mas mata-lo virou uma coisa estúpida. – ele se virou novamente para Vegeta, parecendo estar fora de si.
– Se eu assumir minha forma perfeita, um cara desses... Merda! Número 18 maldita! Onde está? — Cada vez que Cell aumentava a sua energia, mais o chão ao seu redor se tornava quebradiço. Assim ele só gastava energia à toa. Vegeta voou para ficar mais próximo de Cell, o observando de lado.
– Então.. Você está dizendo que se assumir sua forma perfeita, não perderia pra mim? – Vegeta perguntou. Ele estava sorrindo.
– Isso mesmo! Não perderia de forma alguma. Poder, velocidade, técnica, intelecto, força de vontade... tudo! Eu seria uma forma perfeita! O computador disse isso. – Antes que ele dissesse mais alguma coisa, Vegeta deu um chute em seu corpo, arremessando o corpo de Cell mais uma vez para a parede de uma montanha. Cell a atravessou e saiu rolando. Enquanto ele gritava, meu pai deu mais um soco em seu rosto.
Enquanto mais uma vez Cell se erguia, Vegeta se aproximava dele. O tocou em sua coluna, o atingindo com uma bola de energia.
– Apesar da diferença obvia. – dizia meu pai enquanto Cell recobrava a folego. – se assumir sua forma perfeita, você acha que pode me vencer?
– Tenho certeza que poderia vencer! Se for esse seu nível... – apareceu um sorriso no rosto do meu pai. Alguma coisa ele estava tramando, não poderia ser o quê eu pensava. Ele se levantou. – Parece que está considerando... Que tal Vegeta, vocês, Saiya-jins são guerreiros por natureza. Gostam muito de lutar. Além disso, quanto mais forte o adversário, mais felizes ficam quando lutam. Não é? Estou errado? Você gostaria de tentar lutar contra mim, mesmo eu estando na minha forma perfeita?
Que tipo de proposta foi aquela? Ele continuou com o seu poder de persuasão:
– É claro que quer lutar! Afinal, você é o príncipe da raça guerreira dos Saiya-jins. Você não quer lutar contra mim quando eu assumir minha forma perfeita, príncipe da raça guerreira?
– Você conhece os Saiya-jins bem mesmo. – Cell sorriu abertamente.
– As suas células também estão no meu corpo.
– Deve ser isso. – caminhei em direção ao meu pai. Ele não poderia estar falando sério. Não poderia ser verdade, depois de tantos sacrifícios e treinos! – Tudo bem. Vou cair de propósito na sua armadilha. Pode assumir sua forma perfeita. Vá!
– PAI!
– Eu não teria orgulho em derrota-lo do jeito que está patético.
– Pai, você não pode! Se permitir uma coisa dessas... É sua maior decisão, pai!
– Vá para o inferno, Trunks! Não vou deixa-lo falar desse jeito insolente comigo de novo! Você é o que mais sabe como ficou o meu poder quando superei o Super Saiya-jin . Bem, vá! – Cell fez o que Vegeta pediu. Agora voava para longe. – Estou ansioso, Cell!
Não iria permitir uma coisa dessas.
Apareci em frente daquele monstro, bloqueando o seu caminho.
– Meu pai pode ter deixado você fugir, mas eu não vou!
– Pirralho, saia da frente! Se tem tempo para atrapalhar, por que não me ajuda a procurar a Número 18?
– Não precisa mais procurar a Número 18! – eu disse.
– O que?
– Você será derrotado por mim aqui!
– O quê você disse? Você ainda não é nada! – Cell tentou me dar um golpe, mas o impedi, pegando em sua mão e o golpeando na região do estomago. O chute foi logo em seguida, o mandando em direção ao chão.
– Trunks! Não atrapalhe! – Vegeta gritou de onde estava.
Ele poderia falar como bem entendesse. Eu não iria deixar um monstro desses se desenvolver! Eu iria destruí-lo. Ele voou, mas apareci de novo em sua frente:
– Eu já disse que eu vou acabar com a sua vida aqui. Por que você não aceita isso e luta?
– Trunks! Estou dizendo para parar! – uma bola de energia saiu de sua mão, mas eu a bloqueei, a desviando do meu caminho.
– Meu pai já explicou. Eu tenho quase tanto poder como ele. Você não pode me vencer com o seu poder de agora. Desista!
Cell se voltou para o meu pai que estava em terra.
– Ei Vegeta, faça alguma coisa com ele!
Mas de repente Cell parou de falar e olhou para um único ponto. Eu segui seu olhar e lá estava ela: Número 18!
– Merda!
Além da Número 18 e do Número 16 também havia Kuririn. Eles não tinham percebido que Cell havia os encontrado.
– EI – Gritei a plenos pulmões para que olhassem para onde eu estava e tomassem alguma providencia: — CELL OS PERCEBEU!
Parecia que tinha dado certo. Os androides e Kuririn voltaram a atenção para o céu.
Cell aumentou a sua força e fez menção de ir até onde eles estavam. Eu não iria deixar Cell assumir a sua forma completa! Me transformei em Super Saiya-jin e o segui. Durante o voo, consegui alcança-lo, entrei em sua frente e lancei bolas de energia contra seu corpo. Depois, segui com uma cabeçada em seu estomago e desferi inúmeros socos que o fizeram ser lançados em terra. Fiquei observando ele ser engolido pelos destroços de terra em volta. Voei na direção e fiquei tentando rastrear o corpo dele. De repente senti que faltava algo.
– Não sinto seu Ki.... Fujam! – eu comecei a gritar para os outros. – Cell escondeu sua presença e está se movimentando embaixo do chão!
Vi Número 18 e Kuririn correrem, mas seus esforços foram inválidos quando Cell submergiu da terra, bloqueando a direção os lançando para longe. Não poderia ver aquilo sem fazer nada. Voei na direção onde estavam. Mas quando eu vi meu pai já me estava dando um pontapé, me lançando para a parede de uma montanha. Me reergui, mas quando eu comecei a voar em direção a Cell, meu pai lançou mais uma bola de energia, fazendo com que eu desviasse mais uma vez do caminho. A energia era desferida cada vez mais, tornando a minha volta difícil de enxergar tamanha poeira que era criada ao meu redor. As pedras foram jogadas em volta de mim e fui soterrado por algumas delas. Aquilo não me impedia de continuar lutando. Submergi e fiz com que meu poder aumentasse. Eu vi meu pai, ali, de braços cruzados olhando pra mim.
– Pai, você está errado! Não podemos deixa-lo assumir sua forma perfeita! O quê vamos fazer se o poder dele ficar maior que o nosso?
– Seu miserável! Não pensa em ver como ele vai ficar mais forte?
– Eu não quero ver! Já tive um futuro infernal em demasia! Vou mostrar que posso impedi-lo de assumir sua forma perfeita! – minha energia aumentava. Eu estava discutindo com o meu pai por nossas ideias serem opostas. Aquilo me doía bastante. – Mesmo que precise derrota-lo, pai! – minha energia agora aumentava muito.
– Me derrotar? – escutava uma risada de Vegeta. – Impossível! Não acho que você seja capaz de atacar o próprio pai. – concentrei energia em minhas mãos e apontava para ele. – Se tiver coragem para atirar, então atire!
AH definitivamente eu tinha! Então lancei toda a energia que tinha sido concentrada em minhas mãos em direção a Vegeta. A energia fez com que ele fosse lançado no céu, a vários metros e depois no mar.
Olhei para onde estava Cell. Ele estava poucos centímetros do corpo de 18 e mesmo com energia lançada pelas mãos da androide, Cell continuava caminhando mais e mais em direção a ela. A ponta de sua calda abriu e quando ele estava pronto para absorvê-la, eu intervim lançando meu corpo contra Cell. Ele caiu e eu fui em direção a Número 18:
– Ande logo! Fuja o mais rápido que puder daqui! – Depois disso voei para onde Cell tinha se erguido e desferi mais golpes em seu rosto. Cada golpe era dado com fúria. O lancei de novo em terra. Continuei os meus golpes. Perto de sua boca já estava com um hematoma. Observei ele olhar para o céu e depois na direção da Número 18 e do Número 16, falando que não iria deixa-los fugir. Ele foi em direção a eles, o segui, mas ele se desviou e foi em direção ao alto, parando bem no meio do sol.
– Não vou deixa-los fugir! Não vou deixa-la fugir para lugar algum, Número 18! – ele disse.
Mas Cell não iria mais fazer nada. Fui em direção ao corpo dele parado no meio do sol.
– TAIYOUKEN! – Mas antes que eu chegasse, fui atingindo pelo excesso de energia. Meus olhos estavam cegos temporariamente, mas ainda consegui ouvi-lo falar enquanto descia. – Bem, vou saboreá-la lentamente, Número 18!
Voei em direção as vozes que eu ouvia. Era Kuririn! Até que depois de alguns minutos de olhos fechados, fui capaz de abri-los, mas quando eu vi, já tinha acontecido. Cell havia absorvido a Número 18. Observei-o se transformando.
– Você acha que irei ficar parado observando você se transformar? – eu gritei lançando energia das mãos. Uma nuvem o tomou cada vez mais e uma bola de energia o alcançava.
Quando as nuvens se dissiparam, ele ainda estava lá, envolto de uma bola de energia protetora. Uma energia surpreendente saia de seu corpo. A terra começou a tremer e o Ki do Cell aumentava cada vez mais.
O céu se escureceu, o mar estava agitando e pequenos ciclones se formaram. Agora só era capaz de ver a bola de energia que o tinha envolvido.
Aquele desgraçado estava conseguindo ter o quê queria. Tive uma visão do que poderia acontecer no meu tempo.
– Não vou deixar você fazer o quê quiser com o futuro! Aumentei o meu ki, voei e fui em direção à energia que o envolvia. Observei uma sombra surgir e fui lançado pra fora. A bola de proteção se desfez, mas em seu local agora havia uma bola de Ki imenso. A energia diminui em volta de seu corpo, mas uma luz atingiu todos nós. Depois de tudo se acalmar, o céu voltou a sua cor de antes. Agora podíamos ver mais ou menos no que ele tinha se transformado, seu corpo ainda estava iluminado por uma luz verde brilhante. De repente o novo corpo se revelou. Ele pousou em terra.
Percebi que Kuririn se agitava, foi em direção à nova forma de Cell, mas este estava mais interessado em observar o próprio corpo. Olhei para o meu pai que flutuava no céu, eu estava com ódio dele como nunca antes estive. Aumentei a minha energia de Super Saiya-jin e também fui desferir alguns golpes no corpo de Cell, mas não estava surtindo efeito.
– Muito bom. – ele disse enfim. – Os ataques de vocês são maravilhosos.
– Saia da frente, Trunks! – Kuririn iria desferir um golpe. – KIENZAN! – o golpe o tinha atingido, mas ele repeliu só com um movimento no pescoço. Agora Cell golpeava e socava o ar, como se estivesse experimentando seu novo corpo. Cell foi em direção a Kuririn, rápido, como se ele se transportasse pouco a pouco, até desferir um golpe. Kuririn foi parar no chão. Seu Ki estava muito fraco! Mas ele ainda estava vivo. Ainda muito fraco, ele foi lentamente tentando se erguer, mas após ficar alguns segundos em pé, voltou a cair. Fui ao seu socorro e pedi para que ele aguentasse. Retirei uma Senzu de dentro da minha roupa e dei para ele comer.
Depois de alguns minutos Kuririn, ficou sentado, ficando melhor depois de ter comido a Senzu.
– Foi por pouco, pensei que não iria funcionar. – Mas ele não parecia dar atenção ao que ele dizia, olhando intensamente para uma direção.
– Isso é ruim! Vegeta vai ser morto! – dei um grito e olhei em direção ao local que ele fitava. – Eu não sou nada se comparado a vocês, Saiya-jins, mas eu sei mais ou menos a força do adversário. – me voltei para o quê Kuririn falava se levantado enfim. – Eu sei como ele é terrível! Para ele não foi mais do que um encostar, mas eu vi como ele é terrível.
– Você não deve usar o Ki que sente agora como referência. – Kuririn falou, enquanto fitávamos os dois se encarando. – Ele está escondendo um poder muito, muito mais inacreditável! O mesmo que você, Trunks!
– Você sabia?
Antes que continuássemos a falar a luta deu início. Vegeta deu um soco em Cell, mas este o bloqueou com a palma da mão. Um soco também desferido, mas não aconteceu nada. Vegeta voou para longe ficando de costas de onde estava Cell.
– Parece que o aumento de poder da forma perfeita não era só exagero. – Cell se virou sorrindo. Meu pai seguiu com os socos que eram bloqueados pelos braços de Cell. Um soco mais poderoso fez com que ele fosse um pouco para trás, mas não o havia atingido.
– O Vegeta é um cara daquele jeito, pode não ter percebido, mas eu sei de alguma forma. Você, de certa forma, está se segurando pelo Vegeta. Você superou o limite, que o Vegeta não conseguiu. Estou errado?
Eu estava assustado com o quê Kuririn falava. Como ele tinha descoberto aquilo?
Vegeta seguiu agora com socos mais violentos e intensos, mas que não faziam nada contra Cell. Eles saíram voando até que Cell parou em uma parede de terra.
Cell inverteu as posições, fazendo Vegeta ficar de costas para a parede, desferindo um golpe que por pouco não alcança o rosto de Vegeta. O punho de Cell entrou na parede, a poucos centímetros do rosto de Vegeta. Ele soltou energia de dentro do buraco, fazendo a energia sair por várias partes na parede. A montanha sumiu deixando Vegeta perplexo com a força que Cell possuía.
– Meu pai superou os limites do Super Saiya-jin.
Os dois voaram até um ponto alto em uma montanha, ficando de frente um para o outro.
– Consegui um poder incrível como aquele, mas, certo dia, eu fui ainda além desse mundo. Percebi que deveria ser disso que o Goku estava falando. Não podia falar para o meu pai uma coisa dessas! Não poderia falar para o meu pai. Ele tem o orgulho muito grande!
– Trunks...
– Meu pai teria derrotado o Cell do jeito que ele estava.
Vegeta se teletransportou para uma outra montanha, mas Cell o seguiu. Vegeta tentou desferir um chute em Cell, mas este desviou, movendo de montanha a montanha, meu pai o seguia, lançando energia de suas mãos, mas que não alcançavam o outro. Apesar de algumas terem alcançado o corpo de Cell, uma fumaça apareceu em volta dele, mas quando esta se dissipou, ele não estava mais lá. Ele apareceu atrás do meu pai. Vegeta continuou lançando bolas de energia, mas nós sabíamos que não iria resolver nada.
Meu pai estava perdido.
– O Vegeta perdeu a calma!
Ele entrou dentro da fumaça, bloqueando a nossa visão. O Ki do meu pai se expandiu e uma enorme explosão se fez presente. A fumaça se dissipou e vimos meu pai olhando de um lado para o outro. Tinha perdido Cell de vista. Se passaram alguns minutos de procura, até que Vegeta viu Cell no céu, de braços dados, olhando para cima. Os golpes continuavam, mas Cell dessa vez prendeu os braços do meu pai. Ele conseguiu escapar dando uma cambalhota invertida e continuou com os golpes, todos desviados ou bloqueados por Cell.
– Cretino maldito! – o Ki em volta do meu pai aumentava. – Você não está lutando com todas as suas forças!
– Por isso que eu falei que seria um aquecimento, não falei?
Até agora só tinha sido um aquecimento!
– Lute a sério! Você deve estar nervoso por ter sido humilhado por mim, Cell! Você assumiu sua forma perfeita, mas não mudou nem um pouco! Você é exatamente o mesmo de quando foi humilhado! Se tiver vergonha daquilo, me mostre o poder da sua forma perfeita!
– Bem, só um pouco... – Cell avançou, mas sua velocidade foi tanta que apareceu subitamente atrás do meu pai.
– Não brinque comigo, quando eu estiver de Super Vegeta! – meu pai desferiu um chute na cabeça de Cell.
– Acabou! – Kuririn disse.
Mas só estava começando. Cell não havia sofrido com o chute. Aquele monstro agora ria abertamente.
–Super Vegeta? – disse maliciosamente Cell.
– Deveria ter acabado – disse Kuririn. – O chute de Vegeta deve ter acertado algum ponto vital do Cell! Mas não houve dano algum! Ele é mesmo um monstro! Trunks, você não vai ajudar com esse seu poder secreto?
Eu também só via aquela solução. Mas por enquanto eu não iria fazer aquilo.
– O meu pai acharia muito mais humilhante ser ajudado por mim ou por Goku, do que ser morto pelo Cell. Meu pai é este tipo de pessoa.
– Mas...
Cell agora caminhava em direção ao meu pai. Os dois se fitando, meu pai parecia atormentado depois de ter visto que seu chute não tinha provocado nenhum dado em Cell. Surpreso demais por acreditar que seu poder não era nada comparado com a do inimigo. Cell perguntou a respeito do entusiasmo que antes Vegeta possuía em relação a poder lutar com a forma perfeita dele, mas definitivamente a ânsia dele tinha sumido quando seu poder tinha se reduzido a nada comparado a força que Cell havia ganhado na transformação, ao absorver a androide Número 18.
– O meu chute, com toda a minha força... Por quê? – ele agora se perguntava em voz alta, sem entender o quê tinha acontecido de errado.
– Qual o problema? – Cell perguntou. – Ria, Vegeta. – Cell avançou e deu um chute nele, fazendo o corpo do meu pai alcançar voo, indo de encontro às montanhas, destruindo-as com o impacto. Sem poder evitar, ele caiu do mar, sumindo de nossas vistas.
Desde que meu pai tinha perdido o controle, tinha começado a ficar nervoso, pensei que havia acontecido alguma coisa com o meu pai, mas uma mão apareceu na beira do mar, ele agora com bastante dificuldade saia de dentro d’agua.
– Ora, ora, acho que agora posso devolver as suas palavras em relação a grande diferença de nossos poderes e que esta luta é chata. — Era evidente que meu pai havia perdido a luta e que Cell agora era absurdamente forte. Eu sentia meu Ki se elevar à medida que eu observava aquilo e ficava cada vez mais nervoso.
O futuro que eu conhecia poderia se tornar verdade agora com Cell tendo conseguido a sua forma perfeita. Não podia ser verdade.
– O quê está fazendo, Trunks? – a voz de Kuririn parecia distante agora, como se não estivéssemos a alguns centímetros de distancia. – Se não for ajuda, o Vegeta poderá morrer de verdade! – Sim, iria acontecer isso. – Se ele morrer, não vai poder falar nada de orgulho! – Ainda não. Eu ainda não poderia intervir. Eu presava pelo meu pai, eu queria o seu bem, eu não queria que ele fosse testemunha da minha nova força, da possibilidade de tê-lo superado iria feri-lo bastante.
– Se o meu pai ficar inconsciente na luta contra o Cell, vou ajudar. – por mais que eu gostaria de privá-lo de mais dor. – Se ele ficar inconsciente, meu pai não vai saber que eu o superei.
– Por quê está preocupado com isso?
– Kuririn! – eu sabia como era o meu pai. Antes ele era um desconhecido, até então eu o conhecia bem pouco, pelo pouco que eu tinha dito contato com ele e pelo que minha mãe tinha dito, mas depois de termos ficado um ano na Sala do Tempo, eu o tinha conhecido muito mais. – Para o meu pai, se não tiver orgulho, não adianta. Meu pai sem orgulho não é o meu pai. Isso é o que faz meu pai forte... e o que faz ele ser solitário. Mas eu tenho certeza de que foi isso que atraiu a minha mãe. E a mim também.
– Trunks... Será bom se ele perder a consciência antes de morrer.
Estava difícil para o meu pai se reerguer. Ele deveria estar exausto.
– Seu lixo, Vegeta. Infelizmente parece que seu fim vai ser durante o aquecimento.
– Cretino!
– Antes de nos separarmos, preciso agradecê-lo – agora Vegeta tinha ficado de cócoras e reunia forças para se levantar completamente. – Eu assumi minha forma perfeita por causa da sua idiotice.
O Número 16 estava se aproximando de Cell que se encontrava de costas dele, tentando ajudar, mas era claro que ele não seria nem um pouco páreo para aquele monstro.
– Não tenta nada inútil quando já souber o resultado, Número 16. Você só é uma pilha de sucata que não tem mais jeito.
Eu via que meu pai lutava para respirar, procurando mais folego, ele flutuou, ganhando mais altura, ele aumentava o seu Ki de uma maneira assustadora.
–PAI!
– O quê ele pretende fazer? – dizia Kuririn surpreso com o que via. Eu não podia responder a pergunta dele. Eu mesmo não sabia o que viria. Uma sombra nos atingiu e a formação de nuvens ficou mais intensa, escondendo completamente o céu, restando somente nuvens carregadas, completamente cinzas.
Vegeta concentrava cada vez mais energia em suas mãos, dava para ouvir seus gritos, raios de energia estavam concentrados em sua volta que iam de encontro ao chão. Nuvens de terra agora nos alcançavam, devido à intensificação dos ventos, a terra começou a se quebrar.
– Pai! – agora eu lutava para continuar de olhos abertos.
– CELL! – Meu pai gritou do alto. – Mesmo que tenha assumido sua forma perfeita, você tem coragem para tomar isso de frente? É demais para você, não é? Você só é um covarde!
– Ele está provocando o Cell para ele não desviar do ataque! – eu disse agora sabendo o que meu pai planejava.
– Só pode ser brincadeira! – disse Kuririn. Mas não era. – Ele realmente pretende usar uma técnica dessas aqui na Terra?
Agora além dos raios e de uma energia concentrada ao redor de meu pai, o chão tremia. Era muito perigoso, como Kuririn havia falado.
– Pare, por favor! – eu gritei para o meu pai. – A Terra vai... A Terra toda vai...
– Fuja, Trunks! – disse Kuririn.
E meu pai afinal, tinha concentrado energia suficiente!
– FINAL FLASH! – ele gritou disparando uma energia colossal em direção a Cell.
Eu e Kuririn saímos da terra e flutuamos. Depois do ataque tínhamos sobrevivido.
– Meu pai calculou bem e mirou direito! – disse sentindo orgulho dele, mesmo depois de tudo.
Quando as nuvens saírem de minha visão, fui capaz de ver parte do corpo de Cell destruído. Agora meu pai ria, se sentindo vitorioso. Até mesmo Kuririn ao meu lado vibrou. Mas o quê pareceu impossível, aconteceu. Cell regenerou a parte de seu braço que tinha sido perdida durante a explosão. Ele tinha mesmo as células de Piccolo dentro dele.
– Não pode ser... – se espantou Kuririn.
– Bem, agora devo mata-lo? – perguntou Cell que se aproximava mais do meu pai. Uma nova energia foi disparada no corpo de Cell, mas como das outras vezes, aquilo não foi nada. Várias energias foram saindo de suas mãos, alcançando Cell. Uma nuvem nos cobriu enquanto meu pai continuava com os ataques sucessivos. Mas Cell saiu ileso e deu um soco em Vegeta que saiu voando descontrolado. Vegeta se reergueu, mas Cell o deu um chute fazendo ele alcançar voo em direção ao céu. Cell foi de encontro ao corpo do meu pai e o socou mais uma vez, fazendo Vegeta cair em terra.
Enfim Vegeta tinha retornado aos seus cabelos pretos de origem.
– Ei, ele não é mais Super Saiya-jin! Perdeu a consciência ou morr... Trunks! – Kuririn se voltou para o meu corpo. – É agora ou nunca! Agora é hora de se transformar nesse Super Saiya-jin inacreditável!
Vendo o quê estava acontecendo com o meu pai, a energia dentro de mim crescia, e se transformava em um poder colossal. O Ki estava dentro de mim, aumentando... a medida que eu ficava mais irritado com a situação. Sim, agora eu poderia agir, deveria agir para proteger todos que eu amava.
– Trunks! – gritou Kuririn que se mantinha ao meu lado.
Aumentei enfim a minha energia. Ela agora estava concentrada envolta de mim, estava difícil de controlar o poder.
Eu não iria deixar o meu pai morrer, eu queria que ele vivesse, eu iria protegê-lo, eu iria impedir Cell de mata-lo.
– Trunks? – Cell disse prestando totalmente a atenção em mim.
Eu desviei meu rosto e olhei para Kuririn. Ele estava com medo de mim.
– Kuririn – eu disse a ele – Você poderia levar o meu pai para a casa do Mestre Kame ou para algum lugar qualquer?
– Que bom! Você consegue falar normalmente. Pensei que você tivesse ficado maluco, como quando o Goku e os outros se transformam em macacos gigantes.
– Está tudo bem. Aliás, tome isto... – eu joguei uma Senzu para ele. – Quando achar que é hora certa, dê essa Senzu para o meu pai.
– Tá, mas você vai ficar bem? Você também tem uma Senzu para você?
– Eu não preciso de uma Senzu pra mim. Vou vencer com certeza. – eu disse direto. Assim, desci e pousei em solo. Fiquei fitando Cell até que meus olhos caíram para o meu pai, inconsciente, com o rosto enterrado em terra. Andei até eles.
– Eu irei mata-lo, Cell. – Ele sorriu.
– É uma afirmação agressiva, Trunks. – Ele também caminhava ao meu encontro. Ficamos a poucos metros um do outro, nos fitando. Até que ele me golpeou, eu desviei e o alcancei para dar um chute em seu estomago. Ele também me chutou, mas fui capaz de impedi-lo de me acertar, bloqueando seu chute com o meu braço. Nos teletransportamos. De lá de cima, fui capaz de lança-lo de novo em terra. O golpeei novamente, seu corpo caindo. Kuririn ao longe estava cantando vitória, mas eu sabia que eu ainda não o havia derrotado. De repente previ algo.
– Kuririn, tome cuidado!
Uma imensa explosão aconteceu. Inúmeros fragmentos de terra agora estavam flutuando. Cell então apareceu.
– Você é aceitável, Trunks! – ele disse com um sorriso nos lábios. Fui de encontro ao outro, ele fez o mesmo. Nós começamos então a trocar socos. Eu agarrei seus pulsos e o impulsionei até a terra. Ele voltou a voar, o segurei e dei um chute. Ele voltou a cair, mas antes que eu pudesse desferir um golpe, ele sumiu das minhas vistas. Ele apareceu acima de mim e eu desviei do golpe que ele iria desferir. Olhei para trás, e o corpo do meu pai ainda estava ali, inconsciente.
– Como esperado! Você conseguiu desviar por um fio de cabelo... – com isso dito ele avançou. Antes que ele ficasse mais perto, eu desapareci de seu olhar e apareci no alto, atrás dele, desferi um golpe, mas ele desviou e me atacou. O golpe que ele desferiu em meu abdômen, me fez sentir seu poder. Para completar, ele me chutou para longe. Antes que eu me erguesse, ele foi mais rápido e voltou a me chutar. Caí no chão e sentia dificuldade para me erguer. Novamente Cell veio e me chutou, mas eu me recompus. Ele novamente me chutou e eu caí. Eu me virei e pedi para Kuririn olhar para o local que eu estava indicando, o corpo do meu pai ainda estava desfalecido no chão. Eu queria que Kuririn fizesse o que eu tinha pedido. Agora era hora para salvá-lo. Me coloquei de frente a Cell e bloquei seu golpe, mas outro me acertou. Trocamos golpes. Eu também me coloquei a dar chute e mais chutes sucessivos no corpo de Cell. Ele me deu uma cotovelada, deixando meu corpo deslizar pela terra. Me controlei e olhei para cima, em direção a Kuririn. Ele me deu sinal positivo, já carregando o corpo do meu pai nos ombros. Ele saiu voando. Me levantei. Cell estava concentrado, me fitando e indo em minha direção.
– Agora você pode lutar sem ter preocupações. – disse Cell. – O Vegeta foi levado embora...
– Você sabia?
– Claro! Assim como sei que você estava me afastando do Vegeta de propósito.
– Não esperava que fosse deixa-lo ir...
– Claro! Meu interesse não é mais nele. Mas sim na sua verdadeira força.
– Não imaginei que soubesse tanto.
– Estou ansioso. Chegou a hora de eu conhecer a força da minha forma perfeita. – Eu aumentei mais meu Ki. Eu estava aumento o poder do Super Saiya-jin. Estava tentando aumentar meu Ki para superá-lo, para conseguir destruir Cell. Meus músculos aumentavam, eu podia sentir. Eu gritava, tamanha força que eu estava empregando para ganhar mais energia. Aquele com certeza seria o poder que iria matar Cell. Eu tinha certeza disso. O chão começou a tremer, olhei para cima e percebi que as nuvens haviam se tingido de cinza, raios saiam de mim, da minha energia acumulada.
– Poder admirável. – Cell disse – Realmente não dá para comparar com o do seu pai Vegeta.
– Não vou deixar vocês, androides, fazerem o quê quiserem! Não vou deixar fazerem de novo aquele futuro miserável... e fazerem aquele inferno voltar!
Voltar a perder todos, inclusive Gohan que foi o único que eu tive oportunidade de conhecer, eu não iria suportar viver aquilo de novo.
– Não vou deixar aquele futuro miserável acontecer de novo, Cell! Pelo futuro da Terra, eu vou mata-lo!
Meu poder aumentava cada vez mais.
– Bom, bom! Cell dizia se divertindo com a possibilidade de eu poder ficar mais forte. – Mais, mais! Que poder maravilhoso! Pode ser que você tenha me superado. Estou feliz. Até mesmo o Dr. Gero deve estar feliz por sua causa. Finalmente encontrei um adversário para testar o meu poder supremo.
Ele estava radiante com a possibilidade de lutar com todas as suas forças comigo.
– Quando eu vim para a superfície, Número 17 e Número 18, pelos quais eu estava procurando, não estavam em lugar algum. Parece que você havia derrotado eles. Mas, graças a sua máquina do tempo, consegui voltar para o passado, encontrar o Número 17 e a Número 18 desta época e assumir minha forma perfeita. Finalmente alcancei a minha meta! – uma risada poderia ser ouvida. O Ki dele aumentou.
– Quero testar logo o poder terrível da minha forma perfeita!
– É o que eu queria, Cell! Agora vou mostrar o verdadeiro poder dos Saiya-jins! – eu estava empolgado, eu iria vencê-lo! Eu gritava a medida que meu poder ia aumentando e enfim desferi um golpe em Cell. Fui ao seu encontro e lancei várias bolas de energia das minhas mãos. Mas quando a nuvem se dissipou, eu percebi que ele já tinha sumido. De repente senti um golpe em minhas costas e caí em uma velocidade assustadora, mas consegui parar e voltei para golpeá-lo por trás. Desferi também um golpe em sua face, trocamos golpes.
– Eu vou mata-lo! Não vou deixar vocês, androides, fazerem o que quiserem com a Terra!
O Ki de nós dois estava no máximo. As duas energias se colidiam, eu lancei um soco com as duas mãos, mas ele bloqueou. Ele me deu uma cabeçada e fui jogado pra trás. Revidei e passei a golpeá-lo. Eu me afastei um pouco e lancei uma energia maior das minhas mãos. Seu corpo caiu em terra, voei para mais perto e observei ele sentir os ferimentos. Apesar do susto, ele se levantou e sorriu.
– Entendo. Você tem mesmo um poder magnífico. Você me superou bem. Mas você não pode me vencer do jeito que está. De forma alguma! — Com a minha irritação no limite, pousei em terra e fiquei a sua frente.
– Está blefando!
– Será?
Fiquei mais irritado com o quê ele tinha falado. Me lancei e dei um golpe, mas ele desviava. Chutes também eram dados, mas ele continuava se esquivando.
– Droga. – o observei em solo do alto. Pousei. Iria aumentar o meu Ki, aumentar a minha força, meus músculos.
– Ainda está aumentando? Mas é inútil! Não pode me vencer.
O chão agora se desintegrava devido ao meu Ki muito elevado. Me lancei de novo em direção a Cell, tentando acertá-lo, o que eu não estava conseguindo porque ele se desviava. Continuei a tentar golpeá-lo, mas não conseguia de jeito nenhum. Sempre quando eu me aproximava, ele escapava.
– Impossível. Isso é impossível. Por quê não acerto?
– Também estou desapontado com você. Desse jeito, você não serve para testar a força da minha forma perfeita.
– O quê?
Me aproximei para golpeá-lo, mas senti uma joelhada em meu abdômen. Quando virei, ele me golpeou com tudo meu rosto. Fui jogado para longe. Ele correu ao meu encontro e começou a desferir inúmeros golpes que me acertavam em cheio. Não estava conseguindo evitar de ser golpeado, não estava conseguindo desviar. Olhei para ele quando me erguia. Não estava acreditando no que estava acontecendo.
– Merda!
Me lancei mais uma vez, mas ele conseguia se esquivar.
– Não importa quantas vezes tente, vai ser o mesmo. – Cell deu um golpe em meu queixo e me prendeu por trás. – Você não pode me derrotar de forma alguma. – Senti uma joelhada no abdômen e um golpe na coluna. Cell também me deu um golpe no rosto, e suas investidas cada vez mais intensas. Caí em terra. Foi difícil me levantar. Voei ao seu encontro. Eu tinha ficado tão mais forte por que então aquilo acontecia? Começava a sentir uma perda de folego, tinha dificuldade para respirar.
– Você não é páreo pra mim. – disse Cell e ele pousou no chão e me olhou de baixo. – Você disse que estava mostrando o verdadeiro poder e sofreu outra transformação com ainda mais poder. Uma transformação dessas é fácil.
Ele agora imitava em si o quê eu fiz com o meu corpo.
– Mas aumentar o poder desse jeito com essa transformação não melhora nada! Nada! Qualquer um sabe uma coisa dessas. Até o seu pai, Vegeta. Você é um idiota!
Era isso? Meu pai podia fazer essa transformação? Mas ele não a fez. Ele sabia que isso iria acontecer. Eu fui... um imbecil!
Olhei para as meus braços enquanto voltava a minha forma normal.
– Não tenho mais chance alguma de vencer. Mate-me.
– Vou fazer isso.
Cell levantou uma das mãos.
– Fiquei muito desapontado, tanto com você quando com Vegeta, o seu pai. Pensei que fosse ser mais divertido. Tenho uma última pergunta: apesar de terem perdido completamente pra mim, Vegeta e você aumentaram bastante os poderes em um pouco tempo. O quê vocês fizeram?
Aquilo era uma piada, como se eu fosse falar alguma coisa!
– Não quer falar? Então, vou mudar a pergunta. Se eu der mais tempo, vocês poderão melhorar ainda mais? – dessa vez olhei para ele. O quê ele estava querendo dizer? – Então?
– Como vou saber? Não vou saber até tentar! Mas por que está perguntado uma coisa dessas?
– Então, não é impossível? Bem, próxima pergunta: O quê Goku está fazendo? Por que ele não apareceu aqui?
– O Goku está treinando para derrota-lo. Conhecendo o Goku, ele vai derrota-lo e realizará os nossos desejos. Tenho convicção nisso!
– Boa resposta. Sendo assim, vou realizar um torneio de artes márcias.
– Torneio de artes marciais? – Ele agora ria.
– Vou realiza-lo dentro de dez dias. De graça! Fiquem o mais forte que puderem para me divertir.
– Do que está falando?
– Pode ser que você não saiba, mas, antigamente, havia um torneio de artes marciais chamado Tenkaichi Budoukai. Estou dizendo que vou realizar um desses. Mas só eu serei o adversário de vocês. Vão ser lutas um contra um. Se eu vencer, a próxima pessoa luta contra mim de novo. Podem ser quantas pessoas quiserem! Quanto mais pessoas houver, mais vantagem haverá para vocês. Junte o máximo de pessoas que conseguir. O lugar e outros detalhes eu aviso depois. Pela televisão ou algo assim.
– O quê?
– Parece um bom modo de passar o tempo. Até mais. É melhor deixar muitas Senzus preparadas.
– Espere, Cell! Qual é o propósito do torneio de artes márcias? E qual é o seu objetivo final? Eu não faço ideia! Vai ser você contra a Terra, digo, o Universo?
– O propósito do torneio de artes márcias é confirmar a força da minha forma perfeita e amedrontar o mundo inteiro. Além disso, vai servir para tirar ainda mais da minha força. Não tenho nenhum objetivo final especial. Não tenho interesse em conquistar nada. Eu fui criado com o objetivo de matar Goku, mas isso não significa nada de especial agora. Se for para dizer, acho que a diversão é o meu objetivo. O maior objetivo é lógico, ver os rostos dos humanos cheios de medo! Então, até!
Fiquei surpreso pelo quê ele tinha falado. Observei ele voar para longe. E assim tinha acabado a luta.
Fiquei no local, sentia um forte vento contra o meu rosto. Olhei para o lado e o mar estava revolto. As palavras dele ainda ecoavam na minha mente. Sua proposta em realizar um tornei de artes márcias. O objetivo dele, de ser temido pelas pessoas... miserável! Minha irritação se elevou e não evitei de me transformar em Super Saiya-jin. Uma energia grande foi liberada, fazendo as poucas montanhas que restavam a minha volta se desintegrar. Cansado, caí de joelhos, respirando com dificuldade. Vi meu pai pousar diante de mim.
– Pai... – me destransformei. Kuririn veio logo em seguida.
– O que aconteceu com Cell? – meu pai me perguntou.
O quê tinha acontecido com Cell? Simplesmente não pude vencê-lo. Fui fraco e não consegui vencê-lo como havia prometido a mim mesmo. Meus dedos se enterraram com ódio em terra. Kuririn veio ao meu encontro e perguntou o quê tinha acontecido.
– Me desculpem. Não consegui fazer nada.
– É claro! – meu pai tinha se virado e ficado de costas pra mim. – De forma alguma alguém como você conseguiria derrotar Cell na sua forma perfeita, não é?
– Não fale isso! Afinal, o Trunks tem mais poder.
– KURIRIN! – olhei diretamente para Kuririn e pedi para que ele não mais falasse nada.
Então eu comecei a explicar o que Cell havia proposto.
– Torneio de artes marciais? – perguntou Kuririn não acreditando. – Ele disse isso? Mas quem vai participar? Ele é um adversário que nem vocês puderam fazer nada!
Caminhei para longe de Kuririn,
– Eu... quando Goku sair, pretendo treinar mais uma vez na Sala do Tempo.
– Nem você e nem Kakarotto são necessários! – disse meu pai. – Se eu usar aquela sala por mais um dia, vai estar resolvido.
– Eu também... – dessa vez era o Número 16 que tinha se aproximado de nós. – Eu também vou participar do torneio.
Olhamos abismados pra ele.
– Número 16... – disse Kuririn.
– Por favor, levem-me para a “Capsule Corporation”. – com muita dificuldade ele caminhava, segurando um dos braços.
– Para onde minha mãe está? – eu disse.
– Isso. Lá ela vai poder me consertar para que eu possa lutar de novo. Vou mostrar que posso ser útil.
– Não brinque comigo! Você também é um dos androides do Dr. Gero, não é? – ele parou de caminhar e nos fitou.
Agora era só o quê faltava. Ajudar um androide criado pelo Dr. Gero! Mas Kuririn foi ao seu encontro.
– Tudo bem. Eu vou leva-lo e pedir para ela.
– KURIRIN! – eu gritei. Ele se voltou pra mim, sorrindo.
– Não precisa se preocupar, Trunks. Acho que esse cara não deve ser ruim.
– Mas...
– Aqueles dois que foram engolidos pelo Cell também não eram tão ruins assim. Eles são muito diferentes dos androides do futuro que você estava. Cada um em sua dimensão. Além disso, precisamos de amigos fortes, não é?
Assim Kuririn colocou um dos braços do androide Número 16 envolta de seus ombros.
– Desculpe-me. – disse Número 16.
Então o próximo passo seria ir para a “Capsule Corporation”. Voamos até lá. Quando chegamos, minha avó estava regando as plantas que ficavam de frente de sua empresa e também casa.
– Nossa! Vegeta, quanto tempo! – ela estava sorridente. Ela se aproximou de meu pai e disse que ele estava como sempre. Depois, ela me observou – Esse cavalheiro também é uma pessoa bonita! Você é conhecido do Vegeta?
– Prazer em conhecê-la. – eu disse para a minha própria avó percebendo minhas bochechas se esquentarem, provavelmente estava corando.
Número 16 e Kuririn chegaram enfim.
– Com licença. A Bulma está? – perguntou Kuririn.
– Ah, oi! – minha avó o saldou.
– Ah Bulma... – ele continuou a questionando.
– Oi, Kuririn! – meu avó chegou perto. Ele estava andando de bicicleta. – Se estiver procurando a Bulma, ela acabou de ligar. Disse que estava voltando pra cá. Ela ainda não voltou do Templo?
–Entendo... – disse Kuririn.
– Oi! – uma pessoa gritou e uma nave pousou no gramado. Era Yamcha, Mestre Kame, Chi-Chi, Pual e Oolong. Kuririn se aproximou para cumprimenta-los.
– Recebemos um aviso da Bulma dizendo que todos voltariam para a “Capsule Corporation”. – disse mestre Kame.
– Ficando na casa do Mestre Kame não dá para saber como está a situação – disse Yamcha.
– Onde está o Gohan? – perguntou Chi-Chi nervosamente.
– Ah bem, no Templo! – Kuririn disse.
– Ainda? – ela sempre muito preocupada com o filho.
A minha avó pediu para que todos entrassem para comerem alguma coisa enquanto Bulma voltava. Todos entraram. Enquanto minha avó servia os convidados, eu observei o Número 16 sendo concertado pelo meu avô. Enquanto isso eu falava a respeito do que Cell havia me proposto.
– Entendi – disse Yamcha. – Um torneio de artes marciais.
– Sim, Cell disse isso. Será realizado dentro de dez dias. – eu disse para completar a informação. Ele disse que avisará sobre o lugar e o resto.
– Será que as lutas serão como no torneio? – perguntou Chaos.
– Não. – eu disse. – Eu não sei direito, mas parece que cada um vai desafiar Cell uma vez.
– Maldito, Cell! – disse Mestre Kame – Ele falou isso? Entendi. Pode ser arrogância, agora que ele conseguiu a forma suprema.
– Mas não está sendo esperto ao escolher o Torneio de artes márcias? – perguntou Yamcha. – Mal posso esperar para ver como eu estou!
– Ficou empolgado, não é Yamcha! – disse Pual.
– Está dizendo isso, mas perdeu em todas, não foi? – alfinetou Oolong.
– Mestre Kame... – perguntou a minha avó – o quê é esse Torneio sei lá o quê?
– Ah, sim! Como vencedor do Torneio vou explicar para você.
– Ahh? O senhor também já venceu, Mestre Kame? – perguntou Pual espantado.
– É coisa do passado. – disse Oolong. – Bem no passado.
– Antigamente, havia um torneio para que os mestres de artes márcias soubessem quem entre eles estava no topo e era o melhor. A primeira vez em que o Goku e os outros participaram, foi na edição 21ª, não foi? Foi a primeira vez do Goku e ele conseguiu chegar até a final. Mas o adversário era muito para ele. Infelizmente, ele foi derrotado por um mestre chamado Jackie Chun. E, então, cinco anos depois, na edição 22ª mais um torneio foi realizado. Naquela ocasião, vi Tenshinhan e Chaos pela primeira vez. Goku e Tenshinhan disputavam a vitória, mas por uma pequena diferença, o Goku perdeu!
– Que nível de luta baixo! – disse Vegeta. – Por isso que vocês que estão aqui podiam competir no torneio, considerando o nível de vocês.
– Não. A 23ª edição do torneio que foi realizado três anos depois foi um torneio movimentado e incrível! Goku se casou, Piccolo participou usando o nome Ma. Jr. e Kami-sama possuiu o corpo de um humano e participou. Não era mais o tipo de torneio que qualquer pessoa normal podia entrar....
Resolvemos todos sair da sala, deixando somente o meu avô ali. A longa explicação do Mestre Kame a respeito do Torneio de artes marciais estava enfadonha até para quem não conhecia. Então, fomos para a varanda, o deixando sozinho, somente com o meu avô.
Na varanda, observamos o céu se pondo, tendo um momento de relaxamento.
– Mas por que Cell fez uma coisa dessas? – perguntou Chaos.
– Por que será? – perguntou Yamcha – Mesmo se ganhar o Torneio não poderá controlar o mundo.
– Cell disse que não tem interesse em controlar o mundo. – eu disse. Eles olharam pra mim surpreendidos. – Ele disse que o propósito do torneio é confirmar sua força e deixar o mundo inteiro aterrorizado. Além disso, seria um treino para tirar ainda mais força da sua forma perfeita.
– Droga, ele está se achando. – disse Kuririn.
– Certo! Então, também vamos participar e acabar com o orgulho dele! – disse Yamcha ansioso com a possibilidade de lutar com Cell.
– É! – disse Chaos.
– Parem com essas inutilidades. – disse meu pai que estava distante, sentado no parapeito da sacada. – Peixes pequenos como vocês não prestam para nada.
– Bem, de qualquer jeito, agora podemos ficar tranquilos. – disse Chi-chi se levantando da mesa.
– Por que a Chi-chi disse que podemos ficar tranquilos? – perguntou Pual.
– Eu que sei! – disse Oolong.
– Não entenderam? Já que ele vai realizar um Torneio de artes marciais, Cell vai obedecer as regras! Se ele matar, ele vai perder! Vamos passar por isso sem ninguém morrer, não é?
– Entendi! – disse Yamcha.
– Então, será que eu também participo? – se perguntou Kuririn.
– Será que eu também participo? – se aproximou Mestre Kame de onde estávamos.
– Não diga que ainda está preso à sua antiga glória – alfinetou Oolong. – Um velho... – Mestre Kame deu um soco na cabeça do porco falante.
– Mas, com uma regra dessas, a Terra vai ser salva dessa crise, não é? – eu me perguntei. – Há o Piccolo. Em breve, Goku e Gohan vão sair na Sala do Tempo.
– É! – confirmou Yamcha.
– É mesmo, não é? – disse Kuririn.
– Espere um pouco – agora era Chi-chi que gritava conosco. – Não posso impedir do Goku de participar, mas por que o Gohan teria de participar?
– Mas Chi-chi, como você disse antes, há uma regra que não permite matar, então não é perigoso... – disse Kuririn.
– Com perigo ou não, não tenho vontade de deixar Gohan participar do Torneio!
– Mas Chi-chi... – eu queria também intervir. Seria importante o maior número de pessoas participarem, e eu sabia que Gohan poderia ser páreo para Cell, ele também era um meio Saiya-jin, apesar de ainda ser uma criança de dez anos.
– A Terra já foi salva da crise... Cell está realizando o Torneio de artes marciais apenas para aqueles que quiserem lutar. – disse ela convicta.
– Pode ser isso, mas... – era Kuririn.
– Por isso não vou deixar mais Gohan lutar! Quando o Gohan nasceu, o Goku também concordou! É verdade! Não posso abaixar a guarda para nenhum de vocês! Vocês fariam o Goham ser um dos seus amigos delinquentes!
– Delinquentes? – Kuririn se surpreendeu.
– Que cruel! – disse Chaos.
– Eu também sou um delinquente? – se perguntou Mestre Kame.
Depois de algumas horas, estávamos todos descansados. Kuririn ligou a tv e ficamos passando de canal em canal, sem fazer nada.
– Trunks, ele falou mesmo que iria informar os detalhes pela televisão? – perguntou querendo se certificar Kuririn.
Me voltei para ele.
– Sim, tenho certeza.
Yamcha de repente saiu e pediu para que quando Cell aparecesse na televisão o avisasse, pois ele iria treinar lá fora.
– Concordo – disse Kuririn. – Yamcha, treine comigo.
– Vocês também não vão ter oportunidades de lutar. – disse meu pai antes que eles saíssem. – Se eu estiver, já é o bastante. Não vou deixar nem Kakarotto e nem ninguém me atrapalhar!
– Você fala demais para alguém que foi derrotado por Cell, não foi? – provocou Yamcha.
– O quê? Se eu treinar mais um dia na Sala do Tempo, vou cuidar de tudo. Não vai haver chance para lixos como você! – meu pai completou.
– Lixo? – ficou mais nervoso Yamcha.
– Falei que é lixo porque é lixo. – disse Vegeta.
– PAI! – eu o reprimi. Ele já tinha ido longe demais provocando Yamcha.
De repente Bulma entrou na sala gritando o meu nome, atropelando todos eles, indo ao meu encontro.
– TRUNKS! – ela começou a olhar o meu corpo, o analisando de cima abaixo. – Nossa, você está muito bem! – ela sorriu – Piccolo falou que você conseguiu sair sem morrer, mas vim preocupada pensando que você estivesse muito ferido! – o bebê em seu colo me acenava.
– Desculpe por isso.
– Droga! Você não deveria preocupar sua mãe assim. – ela me reprendeu.
– Desculpe por preocupa-la.
O meu eu bebê, pegou uma mecha do meu cabelo e começou a puxá-la.
– Ei! Solte!
– O Trunks está puxando o cabelo do Trunks! – disse Oolong e todos começam a rir.
– Ohh o nome daquele garoto também é Trunks? Que coincidência! – disse a minha avó.
– Ei solte, Trunks! Ei, solte... – eu continuava a pedir para o bebê.
Depois de tudo resolvido, continuei conversando com a minha mãe, tentando acalmá-la. Ela me perguntou o quê tinha acontecido e eu comecei a conta-la bem por cima o quê tinha acontecido, mas de repente nós nos viramos para ver a gritaria que Oolong fazia na sala.
Vimos que quem estava na televisão era Cell.
– Maldito Cell! – meu pai ralhou.
À medida que passávamos os canais, o Cell estava lá. Paramos no canal do noticiário.
Vimos que Cell agora enforcava o apresentador do telejornal.
A face dele apareceu completamente na televisão. Sorrindo.
– Bom dia, senhores e senhoras. Decidi invadir a televisão, de vocês por enquanto. Enquanto estão em paz, venho trazer uma notícia maravilhosa para vocês. Uma notícia que vai deixar a vida de vocês com ainda mais diversão e empolgação. Meu nome é Cell. Senhoras e Senhores tenho certeza de que vocês sabem de um incidente em que muitas pessoas estavam sendo exterminadas por um monstro todos os dias. Eu sou aquele monstro evoluído e transformado. Muito obrigado por terem contribuído com tanta energia vital. Podem ficar tranquilos. Não preciso mais de energia vital. Decidi realizar um Torneio de artes marciais chamado “Cell Games.” Vai ser a noroeste da capital, no ponto 28 – KS- 5. Preparei um ringue lá. Vai ser diferente do Torneio de artes marciais comum, se os lutadores representantes de vocês, senhoras e senhores, perderem, haverá a troca de lugar com o próximo lutador. Vai ser uma vantagem para vocês. Porque até mesmo eu posso ficar cansado depois de muitas lutas. As regras são praticamente as mesmas do Torneio comum. Caso se renda, ou alguma parte do corpo toque algo fora do ringue, perde. Eu pretendo me segurar, mas se acabar sendo morto perde. Se todos os lutadores representantes perderem pra mim...
– O quê? – se surpreendeu Kuririn.
– Decidi matar todas as pessoas do mundo, enquanto contemplo as expressões de medo, não vou deixar nenhum de vocês escaparem!
– Maldito Cell! – eu disse.
– Sendo assim, gostaria de que quem confia na própria força participasse.
E assim a transmissão foi desfeita, com um brilho no fundo de Cell lançando uma bola de energia no painel que ficava atrás de quem estava em tela. Seguiu uma explosão e uma parte da parede do prédio foi quebrada, revelando a vista de fora.
– Isso se vocês não quiserem acabar assim. Bem, estou ansioso.
E ele saiu voando do buraco na parede.
– Ele é inacreditável! – se surpreendeu Mestre Kame.
– Ele disse que vai matar todas as pessoas do mundo! – observou Kuririn.
– Que poder! – falou Yamcha.- Fui muito ingênuo em pensar que sairíamos dessa sem morrer por causa das regras. Quem pode lutar contra um cara desses? Nem Vegeta e Trunks conseguiram! Nem mesmo Goku...
Minha mãe olhou para os lados e viu meu pai tirar a camisa.
– Está indo para algum lugar, Vegeta?
– Eu não me importo com quantos terráqueos morram, mas não quero ser morto por aquele miserável.
Ele estava indo para o Templo de Kami-sama.
– Eu também vou. – corri para segui-lo.
– Trunks, antes de ir, vou cortar seu cabelo. Incomoda?
Eu sorri.
– Sim, por favor.
Minha mãe então cortou meus cabelos. Ela parecia muito feliz em fazer isso. Eu sentia novamente as mãos dela, novamente em meus cabelos, tratando-os dele como ela sempre fez no meu tempo.
Agradeci pelo corte de cabelo, vestimos novas roupas especiais e eu e meu pai fomos para o Templo de Kami-sama. Lá, precisamos esperar Goku e Gohan sair da Sala do Tempo. Parecia que o treino deles não havia terminado.
– Ainda faltam quanto para Goku e Gohan saírem? – eu perguntei ao Sr. Popo.
– Para completar um dia inteiro, ainda faltam três horas. – respondeu o Sr. Popo.
– Eles não precisam ficar um dia inteiro. – disse Vegeta. – Eles podem se empolgar e ficarem mais tempo.
– Não é para se apressar. – disse Piccolo. – Ainda faltam nove dias até a luta. Ainda não faz nem um dia que vocês saíram da sala, não é? É melhor descansarem um pouco. Eu vou entrar primeiro.
– Isso é um desperdício de tempo. – disse por fim meu pai. – Só os Saiya-jins podem dar conta do que estamos enfrentando. Bem, vou deixar fazer como quiser, mas eu vou ficar com os oito dias restantes.
– Que pena. Só dá para ficar na Sala do Tempo por dois dias, quarenta e oito horas, durante toda a sua vida.
– O quê? O quê acontece se acabar ficando mais de quarenta e oito horas? – perguntou Vegeta ao Sr. Popo.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!– A saída da sala some. Não dá para sair de novo. – Sr. Popo respondeu.
– Mas pai, nós ainda podemos usar por mais ou menos vinte e três horas.
De repente eu senti um dois Kis se aproximando...
– São os Kis de Goku e Gohan. – disse Tenshinhan. – Eles já saíram da sala?
– O quê? Por que tão cedo? – se perguntou Vegeta.
Ouvíamos passos, se aproximando da entrada. Quando vimos, era Gohan, com os cabelos loiros e os olhos verdes, ainda transformado em Super Saiya-jin, com as roupas bem danificadas. Goku apareceu logo em seguida:
– Ahn? Vegeta e Trunks também estão aqui. Também sinto o Ki de Cell, então ele está vivo. O quê está acontecendo? – Goku perguntou imediatamente.
– Aquele é Gohan? – Piccolo se perguntou espantado.
Eu também havia sentido. O Ki dele tinha crescido, estava bem mais forte.
– Digam o quê aconteceu! – pediu Goku enquanto se aproximavam mais de nós.
– É que... – disse Tenshinhan.
– Antes disso, Sr. Popo, poderia nos dar algo para comer? – perguntou Goku. – Estou com muita fome!
– Só podia ser você, Goku! – deu um sorriso sem graça Tenshinhan.
A comida tinha sido posta sobre uma manta vermelha que cobria o chão. Havia uma quantidade de comida considerável e até mesmo Goku se sentiria satisfeito com aquela quantidade de comida. Eles comiam vorazmente, como se a comida tivesse asas e estivesse pronta para sair voando. A agilidade de Goku só era superada talvez por Gohan que também comia avidamente. Os dois estavam literalmente com fome. Tenshinhan perguntou se eles não tinham comido direito. Pai e filho se fitaram e Goku respondeu alguma coisa que era impossível decifrar com um monte de comida na boca. Piccolo pediu para que ele não falasse enquanto estivesse comendo. Goku depois de ter terminado o prato disse que comeram, mas como nem ele e nem Gohan sabiam cozinhar direito, já fazia muito tempo que não comiam algo gostoso. Depois de alguns minutos de espera, Goku e Gohan tinham finalizado com a comida. Goku pediu para que eu falasse. Assim, contei a ele e a Gohan o quê tinha acontecido durante a minha luta e da proposta de Cell em realizar um Torneio de artes marciais.
– Então é isso! – disse Goku. – Ele pensou em algo interessante.
Fiquei espantando com as palavras que ele empregara. Até agora não tinha pensando ser interessante a história de Torneio, mas sim ameaçador para a Terra, embora tivéssemos mais uma chance de treinar e superá-lo em força e enfim mata-lo.
– Sr. Popo, não jogou fora as minhas roupas de baixo, jogou? –perguntou Goku.
– Não, não joguei. – ele respondeu. Goku colocou então seu costumeiro uniforme vermelho.
– Não precisa vestir isso. Se pedir para a minha mãe, ela faz uma nova. – eu estava me referindo ao uniforme que ela tinha construído para Goku e que estava agora completamente destruído após um ano treinando dentro da Sala do Tempo.
– Não. Com isso é melhor. Eu quero lutar como terráqueo.
Concordei com um acenar entendendo o quê ele dizia. Já Gohan se aproximou de Piccolo pedindo roupas novas, ele sorriu e disse que iria dá-las. Piccolo colocou uma das mãos sobre Gohan e teletransportou roupas novas para Gohan. O uniforme era idêntico aquele que Piccolo usava, mas do tamanho de Gohan.
De repente Vegeta se aproximou de Goku perguntando se ele tinha confiança em derrotar Cell.
– Não sei. Ainda não o vi desde que assumiu a forma perfeita. Acho que vou dar uma olhada nele agora.
Goku então se teletransportou. Passado alguns minutos ele voltou.
– Como foi, Goku? – eu perguntei ansioso.
– Para falar a verdade, não achei que ele tivesse ficado tão forte. Não consigo imaginar o quão forte ele pode ficar se quiser. Não vou saber até tentar, mas provavelmente não posso vencer desse jeito que estou agora.
Aquilo que ele dizia era preocupante.
– Não pode ser! Isso é verdade? – eu questionei sem poder acreditar naquilo que Goku tinha me falado.
– É melhor usar a Sala do Tempo de novo. – disse Piccolo. – Tem tempo. Acabamos de decidir a ordem. Eu vou entrar primeiro. Depois Vegeta entra sozinho...
– A verdade é que, se eu entrar, não vai precisar de mais nada. – disse com convicção e certo da vitória meu pai.
– Desculpem. – disse Tenshinhan – mas eu passo. Ele não é um adversário em que eu possa lutar.
– E, então, Trunks... – Piccolo me fitava querendo saber se eu aprovava o quê ele tinha dito. Eu concordei. — Depois, Goku e Gohan...
– Eu dispenso. – disse Goku.
– O quê? – Piccolo entrou em desespero.
– Vamos treinar no mundo exterior. – disse Goku. – Temos nove dias então deve ter algum resultado.
– O quê disse? – dessa vez era meu pai totalmente perturbado com que Goku acabara de dizer. Até eu mesmo estava assustado, sem crer que o treinamento de Goku fosse útil se realizado normalmente.
– Disse que já chega? Que não vai mais entrar na Sala do Tempo? – perguntou Piccolo se certificando que tinha ouvido direito.
– Isso mesmo. – confirmou Goku.
– Por quê? Você ainda pode ficar lá dentro por mais um dia inteiro. – explicou Piccolo.
– É muito duro para o corpo ficar lá dentro, mesmo sem fazer nada. Assim, não dá para descansar direito.
– Ora, ora, nem mesmo Kakarotto consegue aguentar aquela sala? – cutucou Vegeta.
– Talvez. – disse Goku – Mas, se forçarmos o corpo mais que isso não é treinamento. Mas não tenho nada contra vocês entrarem na sala de novo. Parece que ainda têm o quê melhorar.
– O quê? Não gostei disso. – disse Vegeta. – Do jeito que falou, parece que está dizendo que é mais forte do que eu.
– Sim, muito mais. – disse Goku.
– O quê? – quase cuspida à pergunta de Vegeta de tamanho ódio que ele estava sentindo do que Goku falou. Eles ficaram se encarando por algum tempo até que Goku se despediu e disse para nos encontrar no Torneio. E então Goku e Gohan saíram voando diante de nossos olhares surpresos.
– Ei, Goku e Gohan estavam como Super Saiya-jins agora? – perguntou Tenshinhan. – Mesmo assim não senti nada de diferentes.
– Tenho certeza que estavam como Super Saiya-jins. – disse Piccolo. – Mas, eles devem ter treinando para conseguirem ficarem naquele estado.
– Então, farão uma transformação ainda mais inacreditável na hora da luta? – perguntei.
– Você é idiota? – fui cortado pelo meu pai. – Parece que não deduziu nada. Kakarotto percebeu que é melhor ficar daquele jeito. Se acostumar com aquele estado, mesmo se o poder de luta aumentar, o corpo terá pouco desgaste. Ele pensou bem. – ele acabou confessando.
Então era aquilo. Somente a transformação do corpo é inútil. Foi por isso que não pude vencer o Cell.
De repente senti uma energia surpreendente. O céu ficou escuro e sentimos um peso nos puxar para o chão.
– Que Ki é esse? – perguntou Tenshinhan.
– É de Goku. – disse Piccolo.
O poder era incrível!
– Mas foi um Ki impressionante – disse Tenshinhan.
– Além disso, ele não mostrou todo o poder. – observou Piccolo. – Se ele tivesse mostrado todo o poder...
– Incrível. – eu me surpreendi. – Pode ser que ele possa vencer Cell.
Mesmo ele falando o contrário. O poder dele era incrível, não era possível que ele não pudesse vencer Cell.
– Píccolo – meu pai gritou – Se for entrar na sala, ande logo! Tem mais gente esperando.
– Não me apresse, Vegeta. – disse Piccolo. Ele se despediu de Tenshihan e de mim e entrou na sala. Ele iria passar um dia inteiro lá, teríamos que ficar esperando do lado de fora, ele retornar para que então meu pai entrasse.
A medida que o tempo ia passando, meu pai ficava mais aflito. Ele não parava de andar de um lado para o outro.
– Por que ele está demorando tanto? Que lixo! – era Vegeta nervoso esperando a saída de Piccolo da Sala do Tempo. – ou ele se desgastou lá dentro?
– Ainda não completou vinte e quatro horas. – avisou Sr. Popo. Meu pai deu um chute na porta.
– Ouse atrasar um segundo se quer! – ele saiu então de perto da entrada da sala. – Vou arrombar a porta e arrancá-lo de lá.
– Ele está saindo. – disse Sr. Popo sorrindo. Me virei e observei a porta se abrir.
– Finalmente! – disse o meu pai.
Piccolo apareceu na soleira da porta, suas roupas estavam muito surradas e havia muitos buracos em sua calça.
– Certo, agora é a minha vez. – disse enfim meu pai.
O poder de Piccolo estava bem maior do que antes.
– Qual é o seu problema? Não mudou nada. – falou Vegeta que agora se dirigia para a sala. – Estava dormindo? – ele sabia provocar. Piccolo olhou para ele, mas Vegeta já tinha entrado na Sala, ansioso pelo um ano que passaria novamente na Sala do Tempo.
Enquanto esperávamos as horas passarem, Goku apareceu no Templo.
– Nossa, Piccolo, você também entrou na Sala do Tempo? – Goku seria capaz de perceber a diferença de poder rapidamente de uma pessoa.
– Isso – disse Piccolo.
– Sabia! Eu percebi, pois você ficou muito mais forte. – disse ele sorrindo. Piccolo como sempre não pareceu retribuir o elogio.
– Por que não fala logo? – disse ele. Eu agora estava sabendo qual era a personalidade de cada um e aquilo me fazia ficar feliz. – Fiquei mais forte, mais ainda não vai adiantar contra Cell.
– Não. Não vai adiantar. – disse Goku calmamente.
– Você falou mesmo. – Piccolo não deixou de sorrir. – A propósito, por que veio aqui?
– Ei, você pode se separar de Kami-sama e voltar a serem duas pessoas? – Goku perguntou.
– O quê?
– As Dragon Balls sumiram porque Piccolo e Kami-sama se fundiram. Quero reviver as muitas pessoas que Cell matou... E, provavelmente, vão ser importantes agora.
– Entendi – disse Piccolo. – Mas, infelizmente é impossível. Não podemos voltar a ser dois seres depois de nos fundirmos. Se não fosse assim, eu não teria hesitado tanto.
– É mesmo? Não dá? – Goku pareceu analisar um ponto depois de alguns segundos pensando – Ei, Gohan me falou que os Namekusei-jins sobreviventes foram para um outro planeta. Vou tentar acha-los.
– O quê?
– Se der certo, e um deles ficar na Terra para sempre, Kami-sama e as Dragon Balls voltam a existir, certo?
Aquilo seria ótimo. Com as Dragon Balls teríamos como reviver aqueles que foram mortos na batalha. Seria excelente.
– Vou procurar o planeta dos Namekusei-jins agora. – disse Goku.
– Popo também vai ficar feliz se você encontrar um novo Kami-sama. – disse o Sr. Popo sorridente, feliz com a possibilidade de servir outro Kami-sama.
– Mas, Goku, você vai trazê-lo? – perguntou Piccolo. – Deve levar muito tempo para trazê-lo de outro planeta para cá.
– O quê você está falando? Vou usar o teletransporte. – disse Goku. – Vou procurar por um Ki que seja parecido com o do Piccolo. Quando achar, é o planeta dos Namekusei-jins.
– Pode procurar um Ki estando tão longe assim? – perguntou Piccolo pensando em tudo. Definitivamente sua inteligência tinha aumentado depois de ter se fundido com Kami-sama. Ele sempre pensava em todas as possibilidades.
– Talvez – disse Goku – Se não estiver muito longe, acho que não tem problema. – Ele colocou os dois dedos na testa, se concentrando. – Vou tentar agora. Façam silêncio.
Olhei espantado para Goku com a possibilidade de encontrarmos um outro Kami-sama e das Dragon Balls passarem a existir novamente nesse mundo.
Seguiram-se alguns minutos de silêncio.
– Desculpem, não consegui sentir – disse Goku. – Já sei! Talvez eu consiga procurar no planeta do Kaio-sama. – Ele novamente colocou dois dedos sobre a testa se concentrando novamente.- Bem, Kaio-sama, Kaio-sama ... Achei!
E assim ele sumiu de nossas vistas.
– Deve dar certo. – eu disse, ciente do desgaste que Goku estava fazendo para ter as Dragon Balls de volta.
– Será que ele vai conseguir? – era Piccolo.
Isso que eu não saberia responder. Só restava ter esperanças.
Continua...
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