Busca no Tempo
3 Capítulo 3: O mundo do passado Parte 2
Notas iniciais
12 de Maio, 11:10 AM – Sudoeste de Minami no Miyako
Como combinado, lá estava eu mais uma vez no tempo passado. Dessa vez três anos a frente do que da minha última chegada. A nave apareceu em um descampado. Transformei a máquina em uma capsula e guardei no interior do estojo, guardando no interior do meu casaco. Segui para a ilha que apareceriam os androides. O combinado era eu me encontrar com eles para eu ajudar na luta.
Mas quando eu cheguei, não havia mais ninguém. A ilha estava destruída e não sentia o ki dos guerreiros muito menos via a presença dos androides. Primeiramente fiquei com medo de não ter voltado apropriadamente na data combinada. A máquina que minha mãe tinha arrumado ainda estava com avarias, além é claro do projeto dela não estar definitivamente pronto. Me lembrei do que ela tinha falado: “Eu sou humana, Trunks. Pode ser perigoso.”. Além disso, já havia passado do horário que os androides iriam aparecer naquela ilha. A energia não tinha sido suficiente para aumentar a velocidade da viagem. Fiquei sem reação por alguns segundos, mas após sentir o ki logo mais a frente e distante daquela ilha, o alivio foi imediato. A luta só tinha transferido de local e eu estava no tempo correto, somente com uma hora de atraso.
Saí voando em direção a energia que sentia. Quando quase cheguei ao local, parei ao ver o resquício de um dos de androides perto de uma cratera. Quando cheguei mais perto, vi uma face de máquina gorda e branca. Uma fumaça ainda saia dela. Senti um tremor no peite, minhas mãos suavam.
“Mas o que é isto? Quê androide é esse? Não é possível! Com quem eles estão lutando?”
Fui despertado por uma explosão. Segui voando em direção a fumaça que subia no céu em forma de cogumelo.
“Este não é o androide que eu conheço. Havia então três?”
Observei o androide que estava em terra, a poucos metros de onde eu estava voando, com parte do braço destruído. Percebi Piccolo chamar pelo meu nome, mas depois dos três anos, não haveria problema de revelar o meu nome.
“Ele também é diferente dos androides que eu conheço!”
– Quem é este? Era com ele que vocês estavam lutando, não é?
– Como quem? Não é um dos androides que você falou para nós? – era a voz do meu pai, apesar de não ter conhecido o meu pai no meu tempo, eu poderia sentir que era dele aquela voz que gritava. Não respondi a ele. Estava mais concentrado observando aquele androide que eu desconhecia.
Depois foi a vez de Piccolo, Kuririn e Tenshinham se mostrarem surpresos. Antes eu só tremia por dentro, mas agora que eu tinha parado eu tremia também por fora.
“O passado é bem pior do que eu esperava!”
– Você disse que é diferente? Então quem é ele? – meu pai gritava diretamente pra mim. Olhei para ele de relance e voltei minha atenção novamente para o androide que estava no chão.
– Então a história mudou um pouco do que ele falou. Não deve ser muito importante... – era agora Kuririn que estava falando. – Os androides que estamos lutando são diferentes daqueles que ele conhecia.
– Se for isso não tem lá muito problema. – era a voz de Tenshinham que eu ouvia.
– Ei, ali não é Bulma?
Gelei na hora. Quando olhei para o céu, um Sky Car se aproximava. Ela não poderia se aproximar, caso acontecesse alguma coisa com ela, eu nunca iria me perdoar.
– CUIDADO! NÃO CHEGUEM MAIS PERTO! – gritei para que ela me ouvisse.
– VOCÊS NUNCA IRÃO VENCER. – era o androide que eu desconhecia agora gritando. – Número 17 e Número 18 virão matar todos vocês!
Todos viraram espantados. Aquele que gritava, agora parecia contente, gargalhando despreocupadamente.
Uma energia foi lançada de seu braço. Uma grande explosão surgiu. Fumaça apareceu de todos os lados. Quando ela abrandou mais, resquícios de terra ainda caiam em volta da gente.
Fui mais rápido e corri para o Sky Car que tinha virado na explosão. Consegui alcançá-lo, quebrar a porta do motorista e proteger aquela que eu tanto amava.
A abracei enquanto segurava com força o meu eu do passado: um bebê que não parava de chorar e gritar.
Não era para menor. Minha mãe também estava assustada.
– Trunks! Cadê Trunks? – Imediatamente ela o viu em meus braços e o pegou rapidamente. – AH que bom que está tudo bem. Obrigada, amigo.
Mais uma vez eu estava vendo a minha mãe mais nova, uma desconhecida diante de mim. Ela estava bem, era o quê bastava.
Lancei um olhar para cima e vi meu pai, sem se importar, procurando ainda o androide. Uma fúria cresceu dentro de mim. Ele não ligou para o quê tinha acontecido com a minha mãe. Não se importou com ela e nem com o próprio filho.
Enquanto ele não se importava, todos correram até ela, muito preocupados com o estado dela e do bebê.
– Está tudo bem, pessoal. Ele me salvou.
Meu pai se moveu, tentando achar aquele que foi o motivo da explosão. Voei até ele e bloqueei a sua passagem.
– Por quê você não fez nada? SÃO SEU FILHO E SUA ESPOSA, NÃO SÃO?!
– Humf, não tenho interesse neles! – ele dizia isso despreocupadamente. Não dava para acreditar. De repente ele chegou mais perto de mim e me avisou para não se meter na vida dele e saiu voando.
Já sabia do espírito do meu pai. Minha mãe sempre me disse que ele era difícil de lidar, um arrogante, sozinho que só se importava em ficar mais forte, mas... eu nunca pensei que ele desprezasse a sua própria família.
Eu? Seu próprio filho, não era nada!
– Ei, aquele é o Dr. Gero. –a voz de Kuririn me despertou. Aquele então era o Doutor Gero? Mais informações que eu desconhecia.
Vegeta também pareceu ouvir o quê Kuririn falou, pois voltou imediatamente e foi interrogando a minha mãe a respeito da identidade daquele androide.
– Eu já vi a foto dele antes em livros de pesquisa. Aquele é sim o Doutor Gero. Mesmo entre os cientistas ele era conhecido por ser um gênio. Era muito difícil lidar com ele.
– Nada do que você nos falou é verdade! – Vegeta se voltou pra mim — Foi você quem mesmo disse que tinham sido os androides que mataram o Dr. Gero! Além disso, os androides eram diferentes!
Sim, ele estava certo. O que meu pai tinha afirmado era perfeitamente correto.
– Sim, a única explicação que me vem a mente é que a história mudou, provavelmente por minha causa. – Uma voz atrás de mim se fez presente. Era Piccolo.
– Ele disse Número 17 e Número 18. Estes devem ser os androides que você conhece. Como é a aparência deles? Não podemos falhar mais.
Respirei fundo e me lembrei perfeitamente de como eles eram. Minha vida inteira foi passando tentando matar aquelas máquinas. Era capaz de descrevê-los minuciosamente se fosse o caso.
– O Número 17 é um jovem de cabelos pretos compridos, usando um cachecol em seu pescoço. O Número 18 é uma moça bonita usando roupas parecidas com as minhas. Os dois possuem olhares frios e usam brincos.
– Eles também são capazes de absorver energia pelas mãos? – perguntou Piccolo.
– Não. Isso eles não fazem, mas a energia deles é... ilimitada!
– Ilimitada? Isso significa que nunca termina. – era a voz do meu pai verbalizando o quê todos sentiam.
A voz do meu eu bebê não parava de gritar e chorar. Aquilo deveria estar incomodando a todos, pois estava perturbando até a mim.
– Bom, onde está Goku?
– Ele está com a doença que você falou. – disse Kuririn.
– Até isso mudou!
– Ahhh ele está chorando assim porque está assustado com a cara do Vegeta! – disse a minha mãe balançando o bebê de um lado para o outro tentando pará-lo de chorar.
– Pare de falar besteira! Você sabe onde se encontra o laboratório do Doutor Gero? Ele provavelmente deve ter voltando pra lá. – Vegeta tinha perguntado.
– Bom... Vejamos... o laboratório deve ficar em algum lugar de Kita no Miyako. Há rumores que ele transformou uma caverna em laboratório.
– Mas já faz um bom tempo que ele foi... mesmo se corrermos...
– E alguém o viu voar? – disse Vegeta sorrindo como se tivesse descoberto o quê fazer. – Ele está usando o terreno para se defender. Ele ainda deve estar aqui por perto.
– Entendi! – disse Piccolo. – Se chegarmos lá antes, poderemos destruir o Número 17 e o Número 18 antes que ele os desperte!
– Você acha que eu faria uma coisa covarde como está? – Vegeta se voltou para Piccolo o encarando.
Não era possível que eu estava escutando uma coisa daquela.
– Eu só quero ser o primeiro a colocar as minhas mãos naqueles androides. A luta que acabamos de ter agora foi muito chata!
– Você não pode dizer uma coisa destas! – Ele se transformou em Super Saiya-Jin. Bloqueei a sua passagem. – Você está subestimando o poder dos androides. Como Piccolo disse, devemos destruí-los antes que sejam despertados.
Mas ele voou, sem ouvir o que eu disse.
– Se chegarmos a tempo, devemos evitar de lutar até que Goku fique bem e volte a lutar.
– Não precisamos do Kakarotto! Você não percebe? Eu sou um Super Saiya- Jin. Você é um Super Saiya-jin. Eu sou da elite! O príncipe Saiya-jin! Saia da minha frente. – Ele me empurrou e saiu voando.
– Talvez Vegeta consiga mesmo vencê-los. Talvez ele foi capaz de superar Goku. – era Piccolo quem falava,mas era impossível...
– Eu também me transformei em Super Saiya-jin e não fui capaz de detê-los. Eles são incrivelmente fortes. – olhei em direção que Vegeta tinha seguido... – Ele é desagradável, mas eu irei impedir do meu pai morrer outra vez.
Eu não poderia perde-lo de novo! Não para o meu eu que ainda era um bebê, um inocente que desconhecia a realidade e que estava no colo da sua mãe. Eu tinha que fazer aquilo não só por mim, mas para ele, para o meu eu do passado. Eu tinha que mudar o passado para ele ter uma vida melhor do que a que eu tive. Voei em direção a Vegeta. Iria encontra-lo de qualquer jeito!
Enquanto eu o seguia, eu me lembrei do que minha mãe tinha me falado sobre ele, quando a questionei pela primeira vez a respeito de como era o meu pai.
“Ele fez muitas coisas ruins” ela disse. “Provavelmente deve estar no inferno agora. Mas apesar de tudo ele tinha a sua parte boa. Ele era toda orgulhoso e não mostrava seu lado benevolente para ninguém, mas eu sabia do lado bom que ele tinha.”
Parece que ele não tinha gostado que eu o seguisse. Ele aumentou velocidade. Para ser páreo para ele, eu me transformei em Super Saiya-jin para aumentar a velocidade do meu voo.
A medida que ficávamos mais perto do local, uma paisagem campestre se abria. As montanhas se erguiam, cheias de uma vegetação verde, passávamos por enormes árvores de coníferas. O ambiente tinha uma temperatura mais amena.
– O quê você faz me perseguindo? Suma logo daqui, não vê que está me perturbando?
Ele não tinha jeito.
– Eu não ire fazer isso. Você quer mesmo lutar contra os androides?
– O quê você pretende fazer quando chegarmos ao laboratório? – ele sorriu me olhando de canto. – Você irá destruir os androides mesmo que tenha que lutar comigo?
– Se for preciso. Eu já te disse que os androides Número 17 e 18 são terríveis!
– Só de saber disso faz com que eu fique mais empolgado com a luta. – ele desviou sua atenção para o chão. – Onde será este laboratório do Dr. Gero?
– Você não entende nada. – eu sussurrei tentando não perturbar seu humor mais do que ele já estava.
Os ventos ficavam cada vez mais furiosos. Se não fosse meu poder de Saiya-Jin, possivelmente eu já estaria congelando.
Fiquei seguindo Vegeta, enquanto que ele procurava sem parar o laboratório do Dr. Gero. Passado alguns minutos de procura, senti um ki poderoso nos chamando. Era o ki de Kuririn!
Quando chegamos, Kuririn e Tenshinham tentavam quebrar a porta feita de ferro.
– Ainda bem que acharam! – disse Vegeta.
– Eu irei destruir a porta! – Piccolo se colocou na frente, com uma das mãos levantadas.
– Caso destrua os androides não irei perdoar. – disse Vegeta.
Era inacreditável. Vegeta estava completamente cego!
– Você não sabe como os androides são terríveis!
– Cala a boca!
Antes de Piccolo arremessar o poder que iria sair de sua mão, escutamos do lado de dentro Dr. Gero discutindo com o Número 17.
– Já estão acordados! – disse Kuririn.
– Saiam de frente, imbecis. – disse Vegeta, pronto para lançar energia para destruir a porta.
– Não faça isso! Devemos fugir o mais rápido possível. Devemos esperar Goku ficar bom, depois disso...
– Isso não será necessário...
Tarde demais. Vegeta já tinha lançado energia contra a porta. Ela foi destruída. Senti um ar frio contra a minha face. A fumaça foi sendo espalhada.
Quando eu vi, lá estavam eles.
Dr Gero e os androides que eu conhecia: Número 17 e Número 18.
– Trunks são esses androides que você tinha falado? Um jovem de cabelos pretos compridos com lenço do pescoço e uma moça bonita...
– São! Mas você não deve subestimá-los por terem essas aparências. Eles são realmente terríveis. – os alertei.
– Eles que são os amigos do Son Goku que eu falei. Não peguem leve, foram eles que destruíram o Número 19 e também quase me mataram. – Dr. Gero nos ameaçava.
Ouvi o Número 17 questionar o seu criador se a função do Número 19 tinha sido para que ele transformasse o cientista também em uma máquina. Já Número 18 o questionou o motivo de tê-lo feito como os modelos antigos de sugar energia. Ficou claro para a gente que eles não respeitavam o próprio criador. Número 18 ainda finalizou dizendo que ele era muito fraco. Os androides com energia ilimitada não pareciam capazes de serem controlados.
– Isso não importa! Acabem com eles de uma vez. – ordenou Dr.Gero para as suas criações, mas os dois não se movimentaram, mantendo seus olhares frios.
– Vamos cuidar deles quando quisermos. – finalizou a discussão Número 17. A Número 18 caminhou até uma câmara, onde estava escrito Número 16. Parecia que ele também era um dos androides com energia infinita.
Aquilo me fez tremer. Havia mais um androide? Não poderia ser verdade!
– Não chegue perto, Número 18! – mandou Dr. Gero.
– Hum... isso parece interessante. Vamos ativá-los, Número 18. – sugeriu o Número 17. Havia um sorriso maléfico em seu rosto.
– Não façam isso! Ou querem destruir o mundo que conhecemos? – disse Dr. Gero.
– Não é melhor fugirmos enquanto há tempo? – sugeriu Kuririn.
– Vocês podem fugir. Pelo visto, eu sou o único páreo para estes androides! – disse Vegeta convicto.
Nós observávamos tudo e eles pareciam nos ignorar, como se nós não estivéssemos ali. Ouviamos Dr. Gero falar que o Número 16 era uma unidade de teste que tinha dada errado. Dr. Gero correu para impedir Número 18, mas ela jogou o cientista no chão. Dr. Gero continuou alertando Número 18 a respeito de que caso despertassem Número 16, ele poderia destruir o cientista e os próprios androides. Dr. Gero continuou os ameaçando dizendo que iria desativá-los, que iria reconstruir o controle que estava destroçado no chão. Parecia que Número 17 e Número 18 tinham destruído a medida de segurança do cientista.
Número 17 deu um soco em Dr. Gero, atravessando o corpo do cientista com o próprio braço para em seguida, o androide chutar a cabeça do cientista que caiu no chão, para completar, ele pisou na cabeça que tinha rolado para mais perto da gente. Número 17 olhou para nós e chamou Kuririn. A princípio ele recusou, mas Tenshinham o incentivou falando que todos teriam o mesmo fim mais cedo ou mais tarde. A passos trêmulos, Kuririn se aproximou do Número 17, mas este não fez nada, dando as costas para nós.
Kuririn respirou aliviado.
– Eles parecem não se importar com ninguém, nem mesmo com o seu criador. São como os Saiya-jins.
Não poderia deixar que mais um androide fosse despertado. O meu mundo já era muito ruim com dois deles. Me transformei em Super Saiya-jin e lancei um raio de energia contra os dois androideis.
A energia tinha crescido dentro de mim, assim como o meu ódio com os androides. A minha angustia de ver um passado pior do que o meu mundo tinha me tornado mais forte. A montanha foi tinha sido destruída somente como meu poder.
Ouvi Kuririn gritar atrás de mim para avisar quando eu fizesse alguma coisa como aquela. Meu pai também gritou a frente de mim me chamando de idiota por eu ter feito uma coisa como aquela
– Suas ações foram inúteis.
– Inúteis?
– Olhe.
Lá estavam Número 17 e Número 18 que tinha erguido o compartimento do androide 16.
– Com um nível deste é um desperdício de energia. Parece que não pensa.
Claro que eu não pensava. O quê eu mais temia estava acontecendo sem eu poder fazer nada para impedir. E meu pai estava ali, instigando o mal acontecer.
Número 18 chutou a porta da câmara, e mais um androide se ergueu. Aquele que tinha despertado eu nunca havia conhecido e como Kuririn tinha bem observado ele parecia mais forte do que os outros.
Os três voaram para longe da gente.
– Parece que não querem destruir Kita no Miyako. – observou Piccolo.
– Goku! Eles estão indo para a casa de Goku! – disse Kuririn. – Isso é obvio! O objetivo do Dr. Gero era destruir Goku, por ter aniquilado o Exército Red Ribbon.
– Mas eles não estavam seguindo as ordens do Dr. Gero! – disse Tenshinham.
– Isso não importa! – era Vegeta agora quem falava. – Eles me ignoraram! – seu orgulho mais uma vez imperava. Ele se transformou um Super Saiya-jin e eu previa que ele iria seguir os androides para lutar com eles.
Ele não poderia fazer isso. Por mais que meu pai fosse forte, ele sem Goku não seria páreo para eles. Bloqueei sua passagem e pedi para que ele esperasse.
– Se não tivermos a ajuda de Goku e não lutarmos todos juntos, não poderemos ganhar. – eu alertei da melhor maneira que podia. Sua risada se alargou.
– Os que eu mais odeio não são os androides, mas sim Kakarotto. Eu posso derrotar os androides sozinho e ainda depois derrotar Kakarotto. Agora saia da minha frente!
– Você não está entendendo. Ir lutar com eles sozinho é como ir de encontro a morte! Por favor, espere até Goku estar bem!
Foi em vão. Antes que eu fosse capaz de dizer mais alguma coisa, eu senti um soco no meu estômago.
– Você está bem? – concordei com um acenar. Sentindo muita dor, pedi para que não o deixasse lutar sozinho.
– Ele não poder fazer nada enquanto Goku não estiver bem. – supliquei para Kuririn.
– Gohan e Bulma estão indo para a casa de Goku. Logo irão alcança-los. – observou ele.
Eu ficava cada vez mais aflito.
– Droga! Minha mãe está em perigo!
– Vamos atrás deles! – disse Piccolo.
Nós quatro voamos na direção que os androides tinham ido. Logo, os outros também me alcançaram. Seguimos voando. Mas já era tarde quando chegamos. Meu pai já estava sendo atacado, lançado na parede da estrada.
Pousei e observei a situação.
– Você está bem, Vegeta? – gritei entre a fumaça que tinha surgido após o lançamento que a Número 18 tinha feito do meu pai. Respirei aliviado quando vi ele sair do buraco que tinha surgido na parede da estrada. Ele ainda estava vivo.
– Hunf, vocês são um bando de chatos! Vocês acham que seriam de alguma ajuda contra um adversário como estes? – ele mantinha sua posição arrogante apesar da surra que tinha levado do androide Número 18.
– Vamos fugir, Vegeta. Se você morrer, seu orgulho não vai valer porcaria nenhuma. Por favor, vamos ir embora.
– Quer levar uma surra de novo? Me deixe em paz, você só está atrapalhando. Suma de uma vez!
Número 18 entrou na conversa que eu estava tendo com Vegeta:
– Se vocês quiserem podem fugir. Não temos interesse em pessoas que fogem da luta.
– Como se eu fosse precisar fugir sendo que agora sou capaz de vencê-la. Eu não me junto com Terráqueos, ou Namekuseis ou muito menos com Kakarotto. Eu prefiro lutar sozinho e morrer.
Aquele era o meu pai. Vegeta preferia morrer lutando sozinho a ter ajuda de outros e não morrer. Está era a arrogância do meu pai, este era o orgulho que minha mãe tinha tanto falado e que iria o levar para a morte.
Número 17 se aproximou do local e aprovou as palavras do meu pai. Minha vontade era esmagar o crânio daquela máquina.
– Vocês não devem intervir na luta que Vegeta está tendo com a Número 18. – ele alertou. – Caso contrário, eu serei obrigado a lutar com quem se meter na luta.
– Estes caras são pacifistas. – gritou Vegeta, falando com o Número 17. – Não precisa fazer nada para que não se intrometam
– Tudo bem.
– Vamos continuar com a luta? – instigou a Número 18 que mantinha seus braços cruzados parecendo cansada de ter que esperar para lutar. Meu pai concordou e ela desferiu um golpe no rosto do meu pai. Vegeta foi capaz de desviar e ele mesmo deu um golpe nas costas da Número 18 que foi lançada na parede da estrada. Antes que a Número 18 se levantasse, Vegeta lançou uma bola de energia da sua mão. Mesmo com os golpes ela sem muitos problemas se levantou. Vegeta pousou e ficou de frente para a androide. Os golpes continuaram e fomos pegos de surpresa por uma nuvem que impedia a nossa visão da luta.
“Apesar de tudo, meu pai é muito forte. Ele ainda é capaz de estar lutando com a androide até agora.”
O Vegeta vai ser morto. Observem. – disse Piccolo. – Aos poucos, a androide está aumentando o poder de seus golpes. Ela não é capaz de perder energia, mas Vegeta já sente a falta de folego cada vez mais.
Era verdade. Número 18 agora desferia uma joelha no estomago de Vegeta.
– Merda!
Inúmeros golpes agora eram desferidos contra o meu pai. Golpes e mais golpes, chutes que o levavam a cair em terra. Um mais potente fez com que o braço esquerdo dele se quebrasse.
Eu não poderia mais aguentar, mesmo que ele tinha avisado a gente para não se meter na luta. Eu não iria deixar o meu pai morrer.
– PAI! – gritei enquanto me transformava me Super Saiya-jin. Retirei a minha espada e fui ajudar o meu pai.
Quando a espada alcançou o braço da Número 18, lascas da lamina da espada se destruíram. Quando virei para trás, já estava sendo golpeado pelo Número 17. Perdi a posse da espada e caí estatelado no chão. Piccolo e Tenshinham também tinham entrado na luta. Vegeta se ergueu para ir de encontro ao Número 17, mas a Número 18 segurou seu pé e o arremessou ao meu encontro. Caímos os dois. O poder que a Número 18 tinha empregado tinha sido tão forte que eu me destransformei em Super Saiya-jin.
Quando despertei só me lembrava de ter sido arremessado contra o meu pai naquela hora. Eles já tinham ido embora em direção a casa de Goku. Peguei a minha espada e analisei o ponto onde ela tinha sido quebrada. Mais de uma vez tive que concertá-la em meu tempo, já não era novidade nenhuma. A coloquei de volta na bainha. Quando Kuririn deu a Shinzu para o meu pai, ele começou a relatar o que tinha acontecido.
Ficamos muito surpresos quando descobrimos que os androides também sabiam da existência das Shinzu e ficamos nos perguntado o motivo de não terem nos derrotado de uma vez.
– Eles são fortes. Incrivelmente fortes. – disse Piccolo, nervoso. Meu pai ficou alterado ao ouvir as palavras de Piccolo e saiu voando. Para seu orgulho Saiya-jin, era uma afronta não ser páreo para derrotar o inimigo, uma simples máquina, um adversário que nem era humano. Eu tinha que ir atrás dele, e se ele resolvesse ir contra os androides... mais uma vez ele seria derrotado e não estaríamos lá para ajudar. O pior poderia acontecer. Mas Piccolo me deteve. – Deixe- o sozinho. Ele recuperou a força. A autoconfiança dele e o orgulho também foram recuperados. Além disso, mesmo sendo uma máquina, ele foi derrotado por uma mulher! Ele está puto da vida.
– Mesmo juntando as nossas forças não fomos páreo para eles. – observou Tenshinham. Kuririn abaixou a cabeça e pediu desculpas por não ter participado da luta.
– Minhas pernas tremiam, não fui capaz de lutar junto com vocês.
– Não se preocupe. – disse Piccolo. – Eles eram tão fortes que nem Trunks que pode se transformar em Super Saiya-jin não foi capaz contra eles. Ele foi derrotado com um só golpe. Se você tivesse lutado, não iria mudar a situação, provavelmente o destino de você não seria muito diferente do nosso.
– Se pelo menos Goku estivesse aqui.... – se amargurou Kuririn.
– Ele derrotou Freeza facilmente – Tenshinham se voltou pra mim. – E mesmo assim ele não foi útil contra os androides. Vamos ser francos, o poder de Goku não é não diferente como o de Trunks e Vegeta. Não podemos vencer eles, nem mesmo com a ajuda de Goku.
– Tem uma coisa que eles são diferentes dos androides que eu conheço. – eu disse. – os androides que eu conheço não possuem uma diferença de poder tão grande. Eles possuem quase o mesmo poder que o meu.
– O futuro irá ser negro. – disse Tenshinham.
– Vocês devem ir primeiro na casa de Goku e o mudem de lugar – começou a dizer de repente Piccolo. – Seja qual for a nossa estratégia, ela terá que ser feita depois que Goku se recupera da doença.
– Isso mesmo. – sorriu Kuririn começando a ter esperança. — Mas o quê você pretende fazer, Piccolo?
– Não tenho a menor ideia.
– Você deve ter alguma ideia. Você estava falando como se tivesse algum plano em mente. Nós somos companheiros apesar de tudo.
– Quando passamos a sermos companheiros? – gritou Piccolo desferindo uma bola de energia contra a gente. Ele voou, se elevando contra nós.- Eu sou Mazoku! Não se esqueça que eu estou usando vocês para controlar o mundo!
Ele partiu imediatamente nos deixando sozinhos.
– Eu já tinha me esquecido. Ele é a reencarnação de Piccolo Daimao. Goku e eu lutamos com ele no passado. Ele ainda está com estas ideias de dominar o mundo? – perguntou retoricamente Tenshinham, como se estivesse falando consigo.
– Eu acho que é mentira o quê ele falou sobre conquistar o mundo. – disse Kuririn sorrindo.- Ele é como Goku e Vegeta. Ele acha que é mais forte do que qualquer um, por isso ele foi usar seu último recurso.
– E qual é este ultimo recurso? – perguntou Tenshinham.
– Piccolo voou naquela direção. Você sabe o quê tem naquela direção?
– Não sei. É algum lugar que eu conheça?
– O templo de Kami – sama. – disse Kuririn. Ele sorria apontado na direção que Piccolo tinha seguido. Kami-sama e Piccolo Daimao eram só um Namekusei-jin Eles se dividiram e seguiram caminhos diferentes. Depois disso, Piccolo reencarnou Quando eu estava em Namek, o Grande Patriarca me contou. Se Kami-sama e Piccolo não tivessem se separado, não perderiam nem para um Saiya-jin. Agora está claro, Piccolo foi ao encontro de Kami-sama para voltar a ser um só.
– O quê?
– Se Kami-sama e Piccolo se fundirem, eles voltarão a ser um guerreiro Namekusei-jin. E com Piccolo está extremamente forte, eles irão se tornar um guerreiro excepcional. Se Goku e os outros são Super Saiya-jin, Piccolo irá ser um Super Namekusei-jin.
– Super Namekusei-jin? Incrível. Mas se Kami-sama sumir, as Dragon Balls também não irão sumir?
– Provavelmente, mas se Piccolo ou Kami-sama forem mortos, as Dragon Balls sumiriam de qualquer jeito. Se Piccolo estiver mesmo querendo se fundir a Kami-sama, isso quer dizer que ele considera os adversários muito fortes. Isso demonstra seu esforço. Piccolo odeia Kami-sama.
– E o que meu pa... Vegeta pretende fazer? – eu perguntei para os outros.
– Não precisa mais esconder, Trunks. Todos já sabem que você é o bebê que Bulma estava carregando. O único que não sabe é o Vegeta. – disse Kuririn
– Desculpem.
– Não tem porque pedir desculpas – falou Tenshinham. Ele olhou para o céu e falou que Vegeta não era o tipo que fugia só porque perdeu uma luta. – Ele é muito orgulhoso, provavelmente irá criar uma técnica diferente e vai voltar a lutar com os androides.
– Com certeza. – disse Kuririn. Eu sorri aprovando o quê Tenshinham tinha falado. Era bem o estilo de Vegeta fazer aquilo. Ele não iria parar de lutar por uma simples derrota. Ele não iria parar quieto até conseguir derrotar os androides. As únicas escolhas que meu pai conhecia era vencer o inimigo ou lutar até morrer.
Resolvemos voar até chegar na casa de Goku, exatamente como Piccolo tinha dito para nós fazermos.
– Trunks, quanto tempo para o remédio começar a fazer efeito em Goku? – perguntou Kuririn.
– Como se trata do Goku, o remédio deve começar a fazer efeito daqui uns dez dias.
– Dez dias? Acho que podemos ficar escondidos por esse tempo. Se bem que pensar no Goku vencendo aqueles androides é bom demais para ser verdade. De qualquer jeito, nós temos sorte daqueles três não terem nenhum tipo de radar para nos rastrear. – observo Kuririn.
Continuamos voando até Tenshinham falar que iria buscar Chaos para continuar treinando. Kuririn avisou que iriam continuar em direção a casa de Goku e iriam ficar na casa de Mestre Kame e assim Tenshinham se desviou e tomou uma outra direção.
– Por quê será que a história mudou tanto? Não era para os androides serem tão fortes assim. E eram para eles serem somente dois.
– Como irei saber? – falou Kuririn nervoso. – De qualquer forma, está é a nossa realidade.
Depois de alguns instantes Kuririn avistou a casa de Goku, comecei a descer na direção que ele me guiava.
Aquela casa era idêntica a que eu conhecia, mas apesar disso, ela era diferente da casa que eu conhecia. Ela parecia mais acolhedora, a paisagem ao redor também era diferente, cheia de campos e animais silvestres. Já a casa que eu conhecia estava cercada de um deserto. Me aproximei da porta, mas me virei ao escutar a voz de Kuririn.
– Eu preciso te perguntar uma coisa... Aqueles androides são ruins de verdade?
O quê Kuririn estava pensando? Ele ainda tinha dúvidas depois de ver a destruição que eles tinham causado?
– Eles possuem um sangue frio inacreditável. Pelo menos são assim no meu tempo. Por quê? – Kuririn imediatamente pareceu constrangido e desconversou dizendo que seria bom se eles não fossem maus. — É melhor você não ter estas esperanças...
– Sim, claro.
Kuririn se adiantou e bateu na porta. Fomos recebidos por uma mulher que abriu a porta gritando o nome de Gohan.
Aquela era Chi-chi muito mais jovem do que eu conhecia, mas apesar da sua juventude, a sua preocupação com Gohan não tinha se modificado. Sua voz foi de decepção ao ver que se tratava de Kuririn e não de seu filho.
– Está e a esposa de Goku. – ele sussurrou.
– Sim, prazer em conhece-la. – eu disse.
Logo Yamcha apareceu nos recebendo.
– E o Goku? Como ele está? – perguntou Kuririn a Yamcha.
– Está bem. Ele tomou o remédio e está dormindo agora.
Fiquei na soleira da porta até que Yamcha percebeu que eu estava presente.
– Ah é você que veio do futuro, que nos ajudou a destruir os androides.
– Ah Não... – eu disse.
– Depois eu te explico tudo Yamcha. Agora precisamos nos apressar e irmos todos para a casa de Mestre Kame. Todos nós.
– O quê? – Kuririn explicou que tinha aparecido mais três androides que estavam vindo pra cá.
– Isso é horrível.
– Temos que nos apressar.
Começamos a pegar algumas coisas de que Goku precisava e colocamos em um avião. Chi-chi pedia para ter cuidado com o seu marido. Yamcha e Kuririn colocaram Goku dentro da nave em cima do colchão e eu o cobri com um edredom.
– Agora é só esperar Gohan. Ele foi levar Bulma pra casa. – disse Kuririn.
Por um momento eu tinha me esquecido de Gohan. Onde ele estava? Desde que eu estava no passado eu não o tinha visto.
Em um minuto seguinte, Chi-chi gritava o nome do filho. Ao pousar, sua mãe foi ao seu encontro e deu um abraço forte.
Ele estava mudado, tinha crescido, além dos seus cabelos estarem mais volumosos. Sorri internamente por poder ver Gohan vivo, apesar de tudo o quê tinha acontecido.
Gohan sem entender perguntou o motivo da mudança.
– Depois eu te explico. Temos que agir rapidamente. Entre dentro do avião. – apontou Kuririn para dentro da nave.
Quando já estávamos em voo, Kuririn começou a relatar o quê tinha acontecido e sobre o objetivo dos androides de matar Goku.
Estávamos todos em volta da cama improvisada de Goku.
– Eles são tão fortes assim? – Gohan perguntou inocentemente, ele afinal, não tinha visto o poder daquelas máquinas.
– Sim, eles são mais fortes do que Trunks nos alertou. – Gohan me fitou e eu abaixei o olhar. Sim, os androides eram mais fortes do que aqueles que eu conhecia.
De repente Chi-chi gritou se levando e indo para o saco de coisas que tínhamos reunido as pressas.
– Que problema! O tempo está passando enquanto estamos aqui. Que desperdício de tempo.
Observei Gohan engatinhar para perto da mãe.
– Qual o problema, mãe?
Ela colocou na frente do menino uma pilha de livro.
– Bom, pode ir começando.
– O quê? – ele olhava abismado para a mãe enquanto Chi-chi olhava zangada para o filho. – Em um momento como estes?
– O estudo é importante em qualquer momento!
– Só você mesmo, Chi-chi. – disse Kuririn resignado cruzando os braços.
– E o que vamos fazer? – Yamcha que dirigia perguntou.
– Eu não sei. O quê poderíamos fazer?
Desde que eu tinha colocando os pés da aeronave eu estava com um plano em mente.
– Que tal se eu fosse para o passado, iria direto para o laboratório do Doutor Gero e destruiria os androides?
– Entendi. – falou Yamcha sorrindo. – Está é uma boa ideia.
– Mas a máquina do tempo não está perfeita. – observou Kuririn. – E o Goku falou que demora um tempo para a máquina recobrar as energia para fazer uma viagem de ida e volta. Se você voltar ainda mais no tempo, será capaz de voltar para o futuro, para o seu mundo?
– É... realmente.
Gohan se virou para mim.
– Sabe, eu estava pensando, se o Trunks for para o passado e destruir os androides, o quê acontecerá com os androides que estão aqui? Vão simplesmente sumir? – Chi-chi pegou o rosto do filho e mandou que ele se concentrasse nos estudos.
O quê Gohan tinha falado me fez despertar.
– AH isso, se eu voltar para o tempo e destruir os androides, o futuro daquele tempo seria salvo, mas nada mudaria desde mundo onde os androides já foram ativados.
– O quê isso significa? – perguntou Kuririn.
– Por exemplo, o Goku só conseguiu sobreviver até agora porque eu trouxe o remédio para que ele se curasse da doença do coração, mas no meu futuro, o Goku ainda é uma pessoa que morreu no passado por causa da doença. Há um mundo em que o Goku sobrevive, mas existe um em que ele morreu. Por causa de pequenas mudanças, muitos futuros diferentes são criados.
– Espere um pouco, Trunks. – disse Kuririn. – Então, mesmo que o Goku consiga destruir os androides, eles irão continuar vivendo no seu futuro, no seu mundo?
– Isso mesmo.
– Então por quê você veio? – perguntou Yamcha. – O seu mundo não irá mudar.
Eu me levantei e fiquei observando do lado de fora a paisagem, por onde passamos. Fiquei calado por alguns instantes. Falar daquilo doía profundamente.
– Minha mãe... minha mãe sofreu muito por causa dos androides que pensou que seria bom se tivesse um mundo pacífico em que eles fossem derrotados, mas o principal objetivo era descobrir alguma fraqueza através da luta de Goku contra os androides. Se não desse certo, iriamos pedir para Goku ir para o nosso futuro com a máquina do tempo ou algo assim e destruir os androides.
O quê eu falava agora, me lembrava da minha mãe, me trazia profunda angustia. Ter que me lembrar do mundo que eu pertencia, todo arruinado, sem aqueles que eu tive a oportunidade de conhecer nesse tempo, sem Gohan, sem Goku, sem o meu pai.
Era muito difícil.
– Desculpem. Eu vim para um passado diferente do que eu conhecia. – eu voltei a me sentar. – O momento que apareceu a doença de Goku foi diferente e agora são três androides. E a força deles aumentou.
– Mas então por que acabou mudando tanto? – era voz de Gohan me perguntando interessado.
– Eu não sei porque mudou tanto assim. Será que é por que eu vim na máquina do tempo?
Fui surpreendida pela voz de Chi-chi.
– Não tem nada com o quê se preocupar. Se você não tivesse vindo. – ela sorria pra mim. – o Goku teria morrido por causa da doença. – Ela olhou para o marido e meu agradeceu.
As palavras de Chi-chi me aqueceram. Ela era grata por eu ter vindo, mesmo apesar das mudanças.
Kuririn também disse o mesmo, seguido de Yamcha.
– Já passamos por tanta coisa e sempre conseguimos vitória. – disse Kuririn. – Iremos conseguir dessa vez também.
Depois de alguns minutos, Goku gritava de dor. Chi-chi se aproximou do marido e deu uma capsula do remédio. Depois da dose, ele estava mais calmo.
– Goku está lutando mesmo em seus sonhos. – eu disse.
– Você está certo. Bem típico de Goku. – disse Kuririn. Olhei para o lado e vi Gohan olhando para o pai penalizado. Eu sabia da dor que ele sentia, de estar em eminencia de perder o pai. Toquei nos braços deles e tentei acalmá-lo.
– Irá ficar tudo bem, Gohan. – ele me fitou e concordou com um acenar.
– Obrigado. – a minha vontade era de abraçar, acolher aquele menino que no meu tempo já foi o grande motivo de me manter vivo, de lutar. Eu tinha amado Gohan e vê-lo sofrer, me deixava transtornado.
– Irá ficar tudo bem. Acredite.
– Obrigada por estar ajudando o meu pai. – ele disse, sentia seus olhos me observarem com um brilho diferente em suas íris escuras.
– Eu faria outra vez se fosse preciso. – garanti a Gohan. Coloquei uma das minhas mãos em volta no rosto de Gohan.
Eu não queria que ele sofresse, eu não queria que ninguém sofresse. Eu não queria aquele futuro para ele, eu queria que ele fosse feliz, que tivesse uma segunda chance nesse mundo, mesmo que nossos destinos fossem diferentes. Eu sabia que o quê tinha acontecido entre mim e Gohan era fruto daquele passado, sozinhos, sem contato com os outros guerreiros e familiares.
Nunca iriamos nos envolver caso nossos destinos fossem diferentes.
“Eu irei te ajudar a ter um futuro em paz, Gohan. A poder viver com o seu pai.”
Passei a mão na região que havia uma cicatriz no Gohan do futuro. Ele nunca iria ter aquela cicatriz. Ele iria viver tranquilo e em paz junto da sua mãe e de seu pai.
Sorri e me distanciei dele. Ficar perto de Gohan, fazê-lo ficar encantado por mim não era o meu objetivo. Eu não pertencia a sua vida.
Yamcha nos comunicou que logo estaríamos na casa do mestre Kame e pediu para Kuririn informar Bulma que estávamos indo para lá e explicar tudo a ela.
– Sua mãe é muito nervosa. – Kuririn me disse.
– Ela não mudou muita coisa do meu tempo.
Podemos observar a voz nervosa da minha mãe gritar pelos auto falantes.
– KURIRIN! O QUÊ FOI? VOCÊS NÃO ESTAVAM BEM? De onde vocês estão falando? Pensei que Gohan já tivesse chegado e liguei na casa dele, mas ninguém atendeu. Aliás, o meu filho crescido do futuro está aí?
– Sim, ele está aqui.
– Posso falar com ele?
– Pode continuar falando. Ele consegue escutar pelas caixas de som.
– Está bem! A empresa recebeu um contato de umas pessoas do oeste Eles encontraram um veiculo estranho abandonado e eles queriam ficar com eles. Mas, não faziam ideia de como funcionar, então queríamos que ensinássemos. Então, perguntamos qual era o modelo do veículo, mas eles não sabiam. Perguntamos se era um de nossos produtos e eles disseram que estava escrito “Capsule Corporation” nele. Então pedimos para que nos enviassem uma foto do veículo e mandassem pra gente. Eu fiquei surpresa quando vi a foto! É a máquina do futuro que Trunks veio, mas está toda quebrada!
– Não pode ser. – retirei do estojo a veiculo que estava guardado em uma capsula. – Ele está aqui em formato de uma capsula.
– Ele acabou de dizer que está com ele. – repassou a informação para a minha mãe.
– Bom, então não é a que ele veio. Ela está toda cheia de musgo ou alguma coisa parecida. Ela parece velha Achei estranho, mas resolvi confirmar. Quantas máquinas eu fiz no futuro?
– Já foi difícil para você construir uma única.
– Estranho. Eu tenho certeza que está é uma máquina do tempo. Eu vi quando você veio. Eu tenho certeza. Vocês tem fax? Eu irei enviar a imagem.
Kuririn pegou o papel que tinha saído com a impressão da foto e me passou.
Não precisou eu ver nas minhas mãos.
– Não há duvidas. Está é a mesma máquina no tempo em que eu viajei. O quê isso significa?
Continua...
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