Busca no Tempo

2 Capítulo 2: O mundo do passado Parte 1


Notas iniciais
Esse capítulo faz referência aos episódios 120, 121 e 122 de Dragon Ball Z (série original). O Trunks que aparece aqui já possui 17 anos. O Gohan que é citado aqui é o da história original que ainda possuí 7 anos.

Dia após dia eu via mamãe se debruçar em seu trabalho em construir uma máquina que nos transportaria para um passado, onde ainda existiria Goku e os outros guerreiros. Ela tinha fé naquela máquina e depois da morte de Gohan, eu também acabei colocando a minha esperança naquela única saída.

Eu já tinha me preparado. Era eu que iria para o passado e naquele dia eu tinha resolvido contar o meu plano para a minha mãe.

Em um local afastado de onde as pessoas ficavam, ficava o laboratório da minha mãe. Na verdade, não era bem um laboratório, estava mais para um depósito que fedia a esgoto e quando chovia, caia goteiras por toda parte.

Com a terra destruída, os tuneis foram a salvação para as pessoas que tinham sobrevivido a todos os ataques proporcionados pelos androides. Depois de um ano da morte de Gohan, as coisas pioravam cada dia mais. Pelo menos quando Gohan estava vivo, continuávamos a conseguir alimento diariamente, mas só comigo lutando para proteger a todos, faltava alimento para a população.

– Olá. – disse entrando no laboratório.

– Alguma coisa aconteceu? – minha mãe me perguntou aparecendo de trás da máquina que parecia pronta.

– Não.

– Falta pouco para que ela fique pronta. – disse ela sorrindo. – Só falta a configuração e em três dias poderemos colocar o nosso plano em prática.

– Era sobre isso que eu gostaria de falar, mãe.... eu... eu quero testá-la.

– Não é certo fazer isso, Trunks.

– Você é uma ótima engenheira, mãe. Essa máquina é perfeita, foi construída por você.

– Eu sou humana, não se esqueça. Além disso, nunca foi construída antes uma máquina que pudesse cruzar o tempo e o espaço. Não é prudente você testá-la. Eu é que devo fazer a primeira viagem.

– Mas se você falhar...

– Eu ficarei perdida e nunca mais poderei voltar. – Ela completou, ficando de pé e olhando fixamente em meus olhos.

– Mãe, eu não quero perde-la.

– Eu também não quero perder o meu único filho. – senti os dedos sujos dela em meu rosto. Tomei-os e os beijei na ponta, não me importando com a sujeira que estavam neles.

– Deixe eu ir para o passado. Por favor. – abaixei em uma forma de respeita e eu senti ela erguer o meu rosto para eu encará-la.

– Quando seu pai morreu, eu prometi a ele que eu iria cuidar de você. – as palavras dela saiam em um sussurro. – Mas se é isso que você deseja. – movimentei a minha cabeça em um sinal positivo. – Eu irei preparar a máquina para que você viaje nela.

– Obrigada, mãe. – ela voltou para o trabalho e eu saí do laboratório.

Nos corredores, haviam várias pessoas sentadas, escorados nas paredes. Havia uma criança de colo, não muito longe dali. Eu escutava o seu choro.

“Eu preciso ser útil. Não posso falhar nessa missão. Eu quero poder salvar essas pessoas.”

Agachei e dei o resto de um sanduiche que estava no meu bolso para a mãe que segurava uma criança.

– Obrigada, senhor. – ela me abraçou e eu vi lágrimas caírem pelo seu rosto. Com aquilo, ela poderia se manter viva, por alguns dias. Ela e a criança que estava em seu colo. Quando pousei as minhas mãos em seu cabelo, para acarinhar a criança, ela sorriu e imediatamente parou de chorar.

– Eu prometo que eu irei salvá-los. – a mulher ficou sem entender o que eu tinha falado. Não dei explicação. Me levantei e fui em direção a saída do túnel que levava para o solo.

À pedidos de minha mãe, eu tinha voltado a viver em baixo do subsolo, mas todo o dia eu fazia o percurso nas ruas, para ver se eu conseguia observar os androides.

Desde que Gohan morreu, eu tinha voltado a lutar com o número 17 e o número 18, mas em todas às vezes eu tinha falhado.

“Quem sabe hoje não é o meu dia de sorte e consigo lutar com eles!”

Eu mantinha as minhas esperanças em um dia poder destruí-los. Em memória de Gohan.

E foi pensando nele que eu cheguei ali, na casa onde ele vivia. A antiga casa de Chi-chi, de quando Goku ainda estava vivo.

Entrar ali sempre me fazia pensar nele. Já havia se passado quatro anos. Se eu tivesse sido capaz de salvá-lo das mãos daqueles cretinos... Entrei eu seu quarto e recostei na cama onde ele dormia. Não havia mais o cheiro dele. Mas não precisava ter.

Eu ia para aquela casa para fazer com que Gohan permanecesse mais um pouco em meus pensamentos. Ficar deitado naquela cama era reviver os momentos íntimos que nós tivemos. Os momentos em que nós nos beijávamos e dizíamos que seriamos capazes de matar os androides.

Eram naqueles momentos com Gohan que eu me esquecia do inferno que vivíamos.

“Gohan...”

Intimamente, além de viajar no tempo para salvar Goku da doença que o tinha vencido aqui, de poder ter a esperança de poder salvar o meu mundo, eu tinha as esperanças de ver meu pai e de poder olhar para a face de Gohan novamente.

No passado, ele continuava vivo.

oOo

O dia tinha chegado. Eu olhei para a máquina e me sentia preparado para voltar para o passado. Chi-chi estava presente além da minha mãe.

– Boa sorte, Trunks. – senti Chi-chi me abraçar e disse a ela que iria fazer o meu melhor. Mamãe foi a última a falar comigo.

– Preste atenção, Trunks. – disse ela se aproximando de mim. – Eu configurei a máquina para você voltar vinte anos do passado. Será o momento onde você irá encontrar Goku, quando ele acabou de matar Freeza. Você precisa alertá-lo dos androides que apareceram dali alguns anos e pedir para ele e todos os demais treinarem com afinco.

– Entendi.

– Além disso, dê para ele a cura para a doença ele irá ter. – ela retirou do bolso um vidro e colocou em minha mão direita. – Cuide bem disso. Esse irá ser o único modo de Goku se manter vivo. – apertei o vidro com força e coloquei no bolso interno do meu caso.

– Tudo bem.

– A maquina já está pronta. Para ativá-la é só apertar o botão vermelho. – vi ela respirar fundo e quando ela voltou o seu rosto para o meu vi, a face triste. — Boa sorte, meu filho. – senti ela me abraçar e eu retribuí. Dei um beijo em sua face e entrei na máquina. A porta automaticamente se fechou. Do lado de fora, Chi-chi acenava para mim, enquanto minha mãe estava ao seu lado, somente me observando, desolada.

Voltei a minha atenção para o painel. Estava escrito o tempo que eu iria voltar:

20 anos atrás.

Toquei no painel, Respirei fundo e apertei o botão vermelho.

oOo

A nave apareceu em um descampado, parecendo um deserto. Ali, a única coisa que eu conseguia ver era as montanhas e a areia. Abri a porte e de repente senti um ki poderoso que sobrepunha aos demais. Voei em direção ao poder que sentia.

Foi um grande espanto. Quem estava ali era Freeza. Olhei para todos os lados e não consegui achar Goku. Provavelmente ele ainda não tinha chegado na Terra.

Ao longe, eu ouvia as palavras de Freeza, que iria se vingar de Goku e que iria destruir as pessoas durante o espaço em que ele não estava ali.

As ordens foram dadas para a comitiva de Freeza matar os humanos. Mas não permiti mais nenhum passo dado por eles.

Eu iria impedi-los.

Todos eles.

Por Goku e pelos outros.

Em um único golpe, cortei os subordinados de Cold-daiou e os alertei de que estava ali para mata-los.

Um dos subordinados de Freeza me atacou, mas o poder dele era muito baixo. Bastou um soco em seu rosto para ele cair desfalecido na parede da nave.

Outros se sentiram impulsionados a me atacar, mas ali, nem Freeza tinha poder suficiente para me vencer. Retirei a minha espada na bainha e em poucos movimentos acabei com todos.

Quando revelei que eu era um Super Saiya-jin, exatamente como Goku, Freeza começou a gargalhar.

Aquilo me deixou nervoso. Já perdia a minha paciência. Me transformei em Super Saiya-jin. O olhar de Freeza era de terror. Poderia jurar que fosse medo.

O poder que Freeza usou para me atacar não era nada. Até mesmo aquele que ele dizia ser capaz de explodir o planeta eu foi capaz de controla-lo.

Quando Freeza e Cold-daiou declararam vitória, eu me coloquei atrás dos dois e os ataquei. A minha espada transpassou o corpo de Freeza e o cortou em duas metades.

Esse era o fim de Freeza.

Ainda em modo de ataque, desferi golpes e cortei Freeza em inúmeros pedaços para queimá-los em seguida.

Depois me voltei para o pai de Freeza.

Ele pediu para ver a minha espada, pensando que o meu poder estava somente concentrado no objeto, me ameaçou dizendo que sem ela, eu não teria mais poder nenhum. Grande engano. O golpe que ele desferiu em mim usando a minha espada foi bloqueado imediatamente por mim. Segurei a minha espada e o empurrei pouco a pouco até o momento de pegá-la.

Com a minha outra mão, eu soltei uma bola de poder que transpassou a região do coração de Cold-daiou. Sangue saiu de sua boca. Ainda em um pedido, ele implorou por sua vida, mas eu estava ali para mata-los.

Pai e filho tinham sido derrotados.

Destruí também a neve que estava a poucos metros dali.

Quando me acalmei percebi o ki de um grupo de aproximar.

Quando me virei, vi todos ali.

Pessoas que eu não conhecia, mas que eu tinha ouvido muito falar. Um sorriso apareceu em minha face enquanto que os outros se mostravam muitos surpresos. Convidei-os a me seguir para o local onde Goku iria pousar. Minha mãe havia me informado as coordenadas.

Ofereci algumas bebidas e os meus primeiros a aceitarem foram a minha mãe, daquela época e Gohan. Olhei para eles e senti uma sensação boa crescer dentro de mim. Além da estranheza de vê-los jovens. Gohan tão diferente daquele que eu tinha conhecido e minha mãe, muito mais jovens, usando um vestido curto e cabelos encaracolados! Pelo pouco que eu vi, naquela época ela e meu pai ainda não namoravam. Ela estava bem próxima de Yamcha.

Todos depois de alguns minutos começaram a fazer inúmeras perguntas e eu pensei que seria uma ótima ideia se às três horas voassem para Goku aparecer logo e eu falar com ele de uma vez. Enquanto o tempo não passava a minha mãe me perguntou o meu nome e idade e logicamente não os revelei. Se ela soubesse de alguma coisa, minha existência estaria comprometida. Só iria revelar a minha identidade a Goku e a ninguém mais.

Quanto a Gohan, ficou sorrindo pra mim e foi muito cordial. Aquela era uma oportunidade rara que eu estava possuindo de ver um Gohan criança. Ele me falou sobre se transformar em Super Saiya-jin.

Só foi falar sobre esse assunto que um homem usando uma camiseta rosa se aproximou. Ele tinha cara de poucos amigos e disse ser impossível existir outro Super Saiya-jin que não fosse ele, Kakarotto (que pelo contexto só poderia ser Goku) e Gohan que ele se referia como sendo uma mistura.

Realmente, para existir um Super Saiya-jin ali só pelo fruto de um Saiya-jin com uma terráquea.

Era estranho pensar que naquela época meu pai e nem minha mãe se quer se falavam. Como visto, meu pai era exatamente como a minha mãe tinha descrito: arrogante, dono de si, com um olhar superior e cara de poucos amigos. Solitário.

Ficamos um bom tempo sentados esperando Goku aparecer.

E eu não conseguia tirar os olhos do meu pai, ali a poucos metros de mim. Nunca o conheci e ali eu tinha a oportunidade de vê-lo. Sorri intimamente. Ele percebeu que eu o fitava e logo foi me perguntando o motivo. Praguejou comigo e imediatamente percebi minhas bochecham se queimarem. Eu possivelmente estaria vermelho.

Eu não podia me conter de felicidade. Ali, todos os guerreiros Z se falavam, como de nada de ruim pudesse acontecer. Estavam em paz. Olhei para todos e percebi o quanto eu perdi de conhecê-los.

Depois de passado exatamente três horas, senti um ki poderoso se aproximar. Todos pareceram ficar muito empolgados. Realmente como minha mãe dissera, Goku era bem querido entre os amigos. Gohan confirmou e se pôs a olhar para o céu, extremamente feliz. Uma criança que tinha sido privada de ficar com o pai finalmente poderia revê-lo. Uma alegria também brotou em meu peito.

Enfim, a nave de Goku pode ser observada no céu. Uma mancha branca no céu. Como uma flecha, ela caia em uma velocidade incrível. Ela finalmente pousou, colidindo com o solo. Pedra voou para todos os lados e poeira foi subindo, cobrindo a visão. Nos aproximamos mais. Quando o vento levou parte da poeira, vimos o homem abrir a porta da nave. Foi com grande alegria que Gohan sorriu e cumprimentou o pai. O menor não se aguentava de emoção e felicidade.

Meus olhos também brilharam de emoção. Aquele era o guerreiro Z mais poderoso! Son Goku!

A primeira coisa que Goku fez, foi questionar o motivo de todos estarem ali.

Eu me esqueci de me apresentar, tamanho choque que levei ao vê-lo na minha frente. Foi minha mãe que falou que eu tinha avisado a todos que ele iria aparecer ali. Gohan também foi logo questionando seu pai se ele me conhecia. Claro, Goku me olhou interrogativamente e respondeu ao seu filho que nunca havia me visto na vida.

Ele se pôs a falar que tinha sentido um ki muito poderoso derrotar Freeza e questionou quem havia matado Freeza e seu pai. Piccolo disse que tinha sido eu, além de avisar a Goku que eu poderia também me transformar em Super Saiya-jin.

Fiquei um tempo observando a todos falar da possibilidade de existir outro Saiya-jin até que finalmente eu percebi que aquela era a chance. Goku estava na minha frente e eu tinha que contar quem eu era. Pedi que fossemos para um local mais afastado.

E assim ele aceitou fazer o que eu pedi. Quando chegamos em um local seguro, ele se desculpou por me fazer lutar com Freeza e me agradeceu. Disse ter aprendido uma nova técnica que se chamava Shunkan Idou e que poderia estar ali em alguns instantes.

Aquilo era terrível. Eu havia interferido no passado sem precisar. Além disso, eu havia conhecido os outros, sendo que o planejado era só eu ter contato com Goku.

O estrago já tinha sido feito. Eu pedi para que ele se transformasse em Super Saiya-jin. E depois de alguns segundos, o poder se revelou, ele tinha se transformado, seus cabelos estavam loiros e um poder o rodeava, exatamente como eu me transformava.

Eu mesmo me transformei em Super Saiya-jin. Eu mesmo queria sentir o poder de Goku e a possibilidade de ter um empate ali com ele, me deixou excitado.

Tive que me conter. Eu tinha que ser rápido. Não poderia mais afetar o passado.

Retirei a minha espada da bainha e desferi um golpe.

Goku não se moveu. Ele sabia que eu não atacava com fúria o bastante. O alertei que ali seria para valer.

Comecei a desferir um monte de golpes, mas todos nem chegaram a tocar em Goku. Ele se defendia com apenas um dedo.

Me dando por satisfeito, eu voltei ao estado normal. Me destransformando e guardando a minha espada.

Pedi para ele guardar segredo e assim falei que eu vinha do futuro.

Também revelei ser filho de Vegeta. Quase não pude conter a minha risada ao vê-lo surpreso por eu confessar que eu era filho de quem era. Parecia mesmo impossível Vegeta ter um filho, na perspectiva em que eu estava tendo.

Muitas mudanças iriam ocorrer dali algum tempo.

Ouvi Goku falar que eu me parecia mesmo com Vegeta.

Era o mesmo que estar ouvindo as palavras da minha mãe. Me senti feliz.

Por fim, falei o que tinha me trazido ali. A existência de androides muito poderosos construídos por Dr. Gero, um cientista que trabalhou para o Exército Red Ribbon.

Contei da minha luta com eles e de como era o futuro sem os demais guerreiros. Eu era afinal, depois da morte de Gohan o único que tinha restado. Falei para Goku que tinha sido seu filho que havia me treinado, Gohan foi o meu mentor ele havia feito tudo por mim, mas expliquei que ele havia morrido há quatro anos. Aquilo me fez lembrar do dia em que o vi.... de quando mergulhado com raiva, medo e tristeza de tê-lo perdido me transformei em Super Saiya-jin.

Tinha sido ele, Gohan, que havia me ensinado tudo, até mesmo depois da sua morte.

Goku ficava cada vez mais agitado e questionou o motivo de não ter lutado contra os androides e caiu em um silêncio quando disse que ele havia adoecido e morrido, muito antes da luta começar.

Goku nem se quer se abalou quando falei sobre a doença, mas sim ficou irritado por não poder lutar. Sorri internamente e entreguei o remédio que não existia ali, naquele tempo e o que iria impedir de morrer.

Minha esperança tinha aumentado. A minha viagem não tinha sido em vão. Era Goku que iria salvar aquele tempo.

Pedi novamente para ele guardar segredo sobre a minha identidade. Nem Vegeta e Bulma poderiam saber da minha existência.

Me despedi de Goku e prometi que se a máquina reunisse energia suficiente eu voltaria para ajuda-los no combate aos androides dali a três anos.

Voei indo de encontro a minha nave.

Apertei o botão e a máquina começou a se erguer no céu. Observei a todos ali parados, em especial para meu pai e minha mãe. Pedi para que eles sobrevivessem e lutassem. Acenei e parti.

oOo

Retornei ao meu tempo. Eu tinha aparecido um pouco longe no túnel onde estavam os outros e de onde estava o laboratório da minha mãe. Estava em êxtase. Finalmente eu tinha cumprido a minha missão e tinha retornado a salva em casa. A máquina do tempo construído pela minha mãe realmente funcionava.

Agora era sobreviver naqueles três anos para poder participar com Goku e os outros na batalha. Com certeza com ajuda de Goku, o mundo daquele tempo tinha esperanças de não sofrer tanto.

O mundo do passado não seria o inferno do que era atualmente esse mundo.

Eu tinha modificado o passado, mas por uma boa razão. Além disso, o único que sabia da minha existência, da minha identidade como sendo uma pessoa do futuro e filho de Bulma e Vegeta era Goku. Eu não tinha afetado o passado tanto assim.

Quando saí da nave, uma explosão aconteceu. Uma nuvem de poeira cobriu a minha visão e uma chuva de pedras caiu sobre mim. O fogo tinha se alastrado e tinha alcançado a máquina do tempo.

“Merda!”

Fazia de tudo para apagar o incêndio. Quando eu vi, o androide número 17 se aproximava de mim. Senti meus nervos ficarem mais expostos e foi com bastante raiva que aproximei dele para ficar mais perto. Desferi um golpe que tinha o objetivo de atingi-lo na região do estomago, mas como das outras vezes ele pegou o meu braço antes de propriamente tocá-lo, virar o meu corpo e jogá-lo no chão.

Passei a mão da boca enquanto me erguia. Sangue havia escorrido dos meus lábios.

– Já faz um bom tempo que não nos vemos, guerreiro. – o número 17 disse, abrindo um sorriso.

Olhei para ele com fúria.

Nunca tive pena daquelas máquinas, porque afinal, não eram seres vivos. Eles tinham sido máquinas construídas por um louco e agora todo o mundo estava nas mãos deles. Não gostava de conversar com eles. Me ergui e retirei a minha espada. Eu sabia que seria energia desperdiçada, como das outras vezes, mas aquela viagem que eu tive aumentou a minha confiança.

Havia uma saída e aquilo me fortalecia.

– Em breve vocês serão mortos. Vocês não irão existir mais. – aquilo não apareceu afetar de maneira nenhuma o número 17.

– Vai sonhando! – uma bola de energia saiu de suas mãos e foi em minha direção. Eu consegui desviar do golpe e voei em direção a ele, atacando-o com a espada. O número 17 a pegou e deu uma joelhada em meu abdômen.

Mais sangue caiu dos meus lábios. O número 18 logo depois apareceu. Se com um deles eu não era pareô, imagine com dois androides.

– Olha o que temos aqui... – a voz dela era o que mais me irritava.

– Pegue a espada dele, número 18. – ele mostrou a lamina para a outra que se moveu para também tocar na espada.

– Boa aquisição. – disse ela.

Só de vê-los falar, a raiva crescia dentro de mim. Eu me ergui.

– Vocês irão devolvê-la. – disse com fúria.

– Ah é? Só se você conseguir pegá-la novamente. – disse em uma zombaria crescente o número 17.

A energia crescia dentro de mim, eu era capaz de sentir.

– Olha, como daquela vez em que nós matamos aquele lá. – disse número 18.

Vê-los falar sobre Gohan foi à gota d’agua.

Eu me transformei em Super Saiya-jin e parti com toda a força para acertar aquelas máquinas. A minha força que tinha crescido deu resultado. O soco que eu consegui dar no rosto da número 18 e a joelhada em seu estomago fizeram ela atravessar uma das paredes da carcaça do prédio que se mantinha na rua.

Peguei a minha espada e passei a minha energia de Saiya-jin pra ela. Ela agora estava brilhante, iluminada pelo meu poder. Desferi uma bola de energia e parti para o ataque usando a espada. Não consegui cortar nenhuma parte do corpo do androide, mas consegui transpassar o ombro do número 17 com a lâmina.

Aquilo tinha sido suficiente pra mim. Me virei e fui embora rapidamente, antes que eles voltassem a me atacar.

Quando estava próximo do túnel que levava ao subterrâneo da cidade, guardei a espada e me destransformei. Corri para o laboratório da minha mãe, abri a porta e vi ela me olhar sem acreditar que eu estivesse ali.

– Eu consegui! – Ela sorriu e foi ao meu encontro me abraçando. O abraço que trocamos era quente, gostoso e muito acalentador.

– Você conseguiu! Me conte o que aconteceu.

E assim nós dois sentamos e comecei a falar a experiência magnífica que eu tive.

– Então você conheceu todos! — ela disse surpresa.

– Sim, eu conheci Goku e os outros. Ele é um homem espetacular. Ele se transforou em Super Saiya-jin e eu pude sentir a força que emanava de seu corpo. Você tinha razão, mãe. Ele é um homem muito forte.

– Goku foi o homem mais forte que eu já vi. Ele em uma luta é invencível, luta com toda a garra e mesmo que esteja em desvantagem ele continua tentando vencer o oponente. A desgraça que aconteceu com ele nesse tempo não irá alcançá-lo no passado.

– Eu fiquei preocupado por termos modificado o passado, mas depois que eu consegui falar tudo para Goku, eu fiquei mais tranquilo.

– Sim, Trunks! Estamos modificando o passado, mas para o bem. Além disso, você disse que só quem sabe da sua identidade é o Goku. Que surpreendente! Você então conheceu o seu pai.

– Sim, mãe. Eu conheci o papai. Vocês dois naquela época não estavam namorando. Naquela época você ainda estava com o Yamcha.

– É verdade. – vi minha mãe se perder em suas lembranças pouco a pouco. – Naquela época eu não sabia que eu iria ter um envolvimento com o príncipe dos Saiya-jin. – vi um sorriso brotar em seu rosto.

– Ele se invocou comigo! – eu também comecei a rir.

– Não é para menos. Seu pai era muito arrogante. Vegeta sempre foi desse jeito. O que você achou dele?

– Bom, eu não conversei com ele por muito tempo, mas Goku disse que eu me pareço mesmo com ele.

– Apesar da cor dos seus cabelos, o seu rosto é a cara do dele. – concordei com um acenar. – E eu? O que você achou na versão mais nova da sua mãe?

– Você era muito simpática. Até piscou pra mim quando disse que não iria revelar a minha identidade.

– HAHAHAHA que engraçado...

– E naquela época você usava um cabelo todo encaracolado.

– É mesmo. Eu quase havia me esquecido. Que bom que eu o tratei bem sem saber que você era o meu filho.

– AH mãe... – dei um abraço nela e ficamos assim por algum tempo.

– Ainda bem que deu tudo certo. Eu sou mesmo uma ótima engenheira! HAHAHAH Ainda bem que você conseguiu! Nós iremos mudar a vida de nós mesmos, meu filho. Falando nisso, você viu Gohan?

– Sim, eu vi ele. Ele era só um menininho, mas também me tratou muito bem.

– Gohan sempre foi um ótimo menino.

– Ele era muito diferente... eu enxerguei paz e felicidade... coisas que eu nunca vi no Gohan que eu conheci.

– Não é para menos. O Gohan do passado ainda era uma criança que vivia com o seu pai. O ambiente faz mudar as pessoas, Trunks.

– Eu sei, mãe.

– Eu falei que estarei de volta daqui há três anos, quando os androides ficarem prontos. Eu ajudarei nas lutas.

– Você tem certeza de que quer voltar?

– Sim! Eu preciso ajudar eles, mãe. É uma questão de honra.

– Não irei te impedir, mas tente treinar o máximo que você puder.

– Eu irei, mãe.

– Onde está a máquina do tempo? – ela perguntou.

– Na hora que eu pousei a nave, o número 17 e a número 18 me atacaram. A máquina foi muito danificada, não consegui impedir que ela não queimasse.

– Você me leva amanhã para o local onde ela está? Afinal, para você poder ir ajudar, essa máquina precisa estar concertada.

Eu confirmei com um acenar e seguimos para o local onde estava Chi-chi. Nós tínhamos que falar para ela que tinha dado tudo certo e que iriamos salvar o marido dela que certamente não iria morrer de uma doença do coração.

Continua...