Busca no Tempo

1 Capítulo 1: O mundo verdadeiro


Olhava mamãe concentrada, mais uma vez voltada para uma nova invenção. Ela dizia que aquela maquina poderia mudar o nosso futuro. Dei de ombros e pensava que era melhor deixar mamãe sonhar com um futuro melhor para todos nós.

A população toda tinha sido transferida para os subterrâneos das cidades. Agora vivíamos todos em vilas construídas no subterrâneo enquanto que os androides viviam em cima, no nosso mundo.

Eu tinha me acostumado, eu praticamente vivi naquela realidade. Quando eu nasci, meu pai já tinha morrido, e a maioria dos guerreiros Z já tinham morrido antes de eu completar cinco anos. As pessoas que mais sofreram foram mamãe, Chi-chi, esposa de Goku que vivia em um estado depressivo e o único filho de Goku. Gohan após a morte do pai e dos intensos treinamentos tinha se transformado em uma figura bem parecida com o pai... pelo menos isso que mamãe vivia dizendo.

— Ele se parece muito com Goku...

— Mesmo? – perguntei uma tarde para mamãe enquanto eu brincava e ela trabalhava.

— Sim, principalmente quando está vestido com o uniforme do pai.

Aquilo me despertou uma curiosidade, por querer saber mais do antigo lutador que todos os outros guerreiros diziam ser mais poderoso, superando meu pai, o príncipe dos saiajins.

— Então Goku e Gohan possuem a mesma personalidade? – Vi mamãe rir e olhar para mim.

— Não. Fisicamente, quero dizer. Mas quanto à personalidade são totalmente diferentes. – Ela então se voltou para seus afazeres, mas mesmo assim fiquei querendo saber mais a respeito.

— Como assim? – mamãe se voltou novamente pra mim. Ela estava com a sobrancelha erguida. Ela então largou a chave de fenda que estava usando e se levantou, se pondo da minha frente.

— Posso saber o motivo de você estar tão interessado? – perguntou ela. Senti minha testa escorrer. Como eu conseguiria explicar aquilo pra ela? Nem eu mesmo sabia...

— Ah mamãe... – mas antes que eu pudesse terminar a ouvi falar, se aproximando de mim, bagunçado meus cabelos.

— Certo. – ela desviou os olhos e colocou as mãos no queixo... naquele jeito que ela sempre fazia quando estava tentando se lembrar de algo. – Hum... como posso explicar... – olhava para ela com expectativa. Enfim eu iria saber um pouco mais de Goku e por tabela também conheceria uma pouco mais de Gohan. – Goku era um tipo bem forte, amava todos os amigos, adorava comer... era um pouco lento, assim para pensar quando envolvia alguma coisa em relação a estudos... posso até dizer que ele era um verdadeiro guerreiro. Nasceu para lutar.

— E Gohan?

— Acho que você mesmo consegue traçar as diferenças, não é mesmo? – olhei para ela sem entender, ela continuou a sorrir. – Ora, você sempre está atrás de Gohan. – senti minhas bochechas queimarem.

Era verdade...

— Gohan... Gohan também é forte, ele é inteligente em lutas, em combates, em raciocínio lógico, mas... mas ao mesmo tempo ele é doce, ele é carinhoso... outro dia eu o vi ajudar um filhote de cervo. O coitadinho estava ferido, não estava conseguindo fugir do Androide 17, berrava aflito, mas em um piscar de olhos Gohan apareceu. Ele pegou o animal no colo e fugiu.. e cuidou dele... eu vi mamãe.

— Sim, Goku também tinha um bom coração.

— Então Goku e Gohan era mesmo muito parecidos. – mamãe concordou. Ela se voltou depois para o que estava fazendo, mas parecia avoada, como se ela ainda estivesse pensando em alguma coisa, talvez no passado, talvez em Goku... nos dias de paz onde todos estavam felizes.

Realmente, por mais que eu não tenha sofrido tanto, eu gostaria de ter vivido naquela época. As coisas pareciam muito mais calmas, a família era grande, todos os amigos estavam vivos... e eu estaria junto com o pai.

A angustia sem querer tinha crescido dentro do meu peito e me coloquei a andar pelos tuneis... mas aquilo não estava ajudando. Olhei para a saída e resolvi sair do subterrâneo. Já fazia algum tempo que eu não olhava para o céu. Era ainda manhã, o sol era quente, o céu estava claro, com poucas nuvens. Respirei o ar puro e comecei a caminhar para uma área verde, onde constantemente eu via Gohan treinar.

Ele não estava lá. Rastreei o ki dos androides, e eles estavam distantes. Sentei embaixo de uma árvore e aproveitem a sombra. O barulho da cachoeira me fazia ter sono... um instante na minha cabeça, eu comecei a pensar se algum dia, toda aquela beleza acabasse, o que seria de nós? Esse mundo está perto do fim...

Fechei os olhos e simplesmente dormi. Se os androides viessem...não fazia mal... preferia mil vezes aproveitar tudo aquilo a ficar preso embaixo da terra.

Não sei quanto tempo tinha se passado. Alguém me sacudia pelos ombros. Quando abri os olhos, vi íris negras. Só podia ser Gohan. O único que tinha coragem, para estar ali.

— O quê você está fazendo aqui, Trunks?

— Eu estava te procurando... – me acomodei melhor e sentei, me apoiando no tronco da árvore.

— Eu já te pedi para você ficar lá embaixo com Bulma e minha mãe. – o olhar dele transmitia raiva, talvez já tivesse perdido a paciência comigo.

— Você não quer saber o quê eu iria falar para você? – ele se levantou e se virou, ficando de costas pra mim.

— Não agora, Trunks... – aquilo me tirou as palavras. Por um momento fiquei pensando o quê eu falaria, mas não vinha nada na minha mente. Estava claro, eu era um obstáculo para Gohan e eu só queria ajuda-lo.

Fiquei de pé, pronto para sair dali e voltar para o subterrâneo, mas vi Gohan olhar para o céu, parecia perdido, mas depois ele se voltou em um ponto em particular. Seu rosto agora transmitia preocupação. Ele franziu o cenho e vi que ele aumentava seu ki.

— O quê... – mas depois eu caí na real. Só poderia ser os androides.

— Quero que saia daqui, Trunks. – Eu neguei.

Não, não hoje, não mais. Caminhei para o lado de Gohan e também olhei para o mesmo ponto onde ele fitava.

— Não. – falei firme, sem vacilar. Era agora ou nunca. Eu queria lutar ao lado de Gohan. Eu queria ser um guerreiro como ele. Um guerreiro igual ao meu pai.

O rosto dele se voltou para baixo, em minha direção.

— Eu proíbo você de participar dessa luta! – internamente eu tinha vontade de rir.

— Quem... quem é você para me proibir de fazer ou deixar de fazer alguma coisa? – Aquelas palavras o magoariam. Eu tinha certeza daquilo, mas eu não me importava. Tinha dito aquilo para ver qual seria a reação dele.

— Você é um moleque. Ainda não entende nada da vida. O quê espera fazer, Trunks? Como pretende lutar? Outro dia mesmo você não sabia voar... não sabia controlar o próprio ki. Como espera me ajudar? Como espera vencer essa luta sendo que você é um simples menino de catorze anos...

Ele tinha acabado de falar aquilo... eu via sua respiração pesada, tudo o quê ele guardava dentro de si sendo vomitado na minha frente, na minha cara.

Eu sabia... eu sempre soube... mas

— MERDA... MERDA Então por quê, Gohan? Por quê você não me treinou? Por quê você não acredita em mim? Eu já não sou mais uma criança...

E de repente ele não olhava mais pra mim. Eu me aproximei de Gohan, puxei seus braços para baixo, tentando chamar a atenção dele.

— Gohan...- ele parecia petrificado. Tentei chamar mais uma vez. – Goh.. Gohan – mas algo me chamou à atenção. Segui o olhar de Gohan, até que vi, do outro lado do campo, ainda distante, mas visível, os androides número 17 e 18.

— Quero que saia daqui agora.

— Não. Esse é o momento, essa vai ser a oportunidade. – ele voltou seus olhos para os meus. Não tive tempo de fazer mais nada. Bastou alguns segundos e eu sentia seu soco em meu estomago. Fui jogado contra a árvore e apaguei.

Quando abri os olhos, não vi mais androides, não via mais Gohan... mas ouvia barulhos, barulhos de explosões. Olhei para o céu e vi três luzes se chocando. Só poderiam ser Gohan e os dois androides. Meus olhos, apesar de serem saiajins, não conseguiam ver muita coisa. A luta era muito rápida, na velocidade na luz.

— Vença, Gohan – balbuciei para mim mesmo. – Vença...

Fechei os olhos e só voltei a acordar minutos depois. A luta tinha finalizado. O corpo de Gohan jazia no chão. Fui em direção a ele e o segurei fortemente, contra o peito.

— Gohan... Gohan... – ele abriu os olhos. Agora eles estavam verdes. Seus cabelos tinham se tornados loiros... ele estava mais forte. Finalmente eu vi o nível Super saiajin. Ele me fitou, mas seus olhos estavam desfocados, quase sem vida. Eu o abracei mais contra o peito. – Gohan... por favor, não morra.

— Quem disse que eu irei morrer, menino? – aos poucos seus cabelos voltavam a ser pretos, assim como seus olhos agora se tornavam na sua coloração habitual. Seu ki agora tinha abaixado.

— Gohan... me ajude a caminhar até minha casa. – olhei assombrado.

— O quê? – Ele nunca me permitiu ir a casa dele, na verdadeira casa dele. Gohan até então era o único que ainda mantinha a sua casa antiga. Nunca viveu escondido dos androides.

— Vamos lá... não fica muito longe daqui. Você consegue voar, não é mesmo? – concordei com um acenar. – Sua primeira tarefa será me levar para casa e cuidar de meus ferimentos.

Não consegui parar de sorrir.

— Claro, Goh... – ele tocou os meus lábios com o indicador. – Claro, mestre. – Assim ele também sorria.

Os treinos com Gohan eram bem puxados. Eu nunca reclamava. Sempre esperei aquilo. Depois de uma semana de treinamento, falei para a minha mãe que passaria a morar em cima, na casa de Gohan. Ela concordou. Minha mãe sabia que mais cedo ou mais tarde eu iria me tornar um guerreiro. Estava no meu sangue, eu era filho do príncipe dos Saiajins. Esse era o meu destino.

Aos poucos me acostumei com a vida de Gohan. Ele mantinha uma rotina, que raramente mudava. Descobri que todos os domingos de manhã, ele visitava o tumulo de cada guerreiro Z e deixava uma flor. Ele dizia que aquilo iria trazer paz e representava o carinho que ele ainda possuía por aqueles que não estavam entre nós.

"Eles nunca devem ser esquecidos..." – Gohan falava sempre quando eu o acompanhava. Eu acreditava nas palavras dele. Gohan era sábio e eu tinha que aprender muitas coisas ainda com ele.

Em um dia em particular, eu estava sentado no quintal, tínhamos chegado do treino e o crepúsculo agora aparecia no céu, eu perguntei a Gohan, se ele conheceu o meu pai.

— Sim. Eu conheci seu pai. – essa foi a única coisa que ele me respondeu. Eu tentei perguntar mais alguma coisa, mas ele me disse para eu fazer aquelas perguntas a minha mãe, que saberia me responder todas as minhas dúvidas. Eu concordei com um acenar. Eu não discutia mais com Gohan. Agora ele era o meu mentor.

Meu treinamento andava muito bem, depois de alguns meses, mas eu ainda não era capaz de ir nas missões com Gohan. Aquilo me deixava chateado e vez ou outra eu pensava que estava sendo um peso a mais para ele.

Eu parei de pensar assim, quando certa vez, quando ele tinha voltado de mais uma batalha contra os androides.

— Há um grande ferimento em seu rosto, Gohan. – ele deixava falar seu nome.

— Mesmo? – Parecia que ele não se importava com o estado em que estava. Parecia estar em paz. Eu o limpei e o guiei até a cama. Ele caiu no colchão. Parecia muito relaxado, enquanto eu o cobria. Depois disso, coloquei uma bandagem onde o ferimento estava. O corte ia do queixo até a testa, no canto esquerdo do rosto de Gohan.

— Provavelmente irá ficar a marca para o resto da vida. – Ele confirmou. – Você não se importa?

— Não. Você sabe Gohan... cicatrizes mostram o quanto um homem foi forte durante a batalha.

— Seu pai possuía muitas marcas? – percebi que tinha evocado memórias felizes para ele. Gohan estava tranquilo, respirava lentamente. Agora aquele era o seu momento de descanso.

— Eu não me lembro. – aquilo não fazia muito sentido, mas resolvi ficar calado. Cobri seu corpo, fiz ele tomar um remédio que minha mãe tinha feito para curar feridas mais rapidamente e finalmente ele estava pronto para dormir o resto do dia.

Gohan merecia...

Quando fui fechar a porta, ele me chamou. Eu me aproximei e me debrucei sobre seu corpo.

— Sim? – os olhos escuros se abriram e ficaram me observando. Ele levantou uma das mãos e senti os dedos dele sobre o meu rosto.

— Obrigado por estar aqui, Trunks. – por um momento fiquei calado. Talvez eu ainda raciocinasse o que ele tinha acabado de falar. Porque afinal Gohan estava dizendo aquilo? Senti uma queimação estranha subir pelo meu rosto.

Gohan começou a rir... não, a gargalhar. E eu não estava gostando em nada naquela piada.

— Por que está rindo? Ou melhor... por quê você disse isso? — Ele parou imediatamente de rir.

— Eu preciso ter um motivo para poder te agradecer? – Não era isso que eu estava querendo dizer...

— Não, mas...

— Sem você aqui, provavelmente eu iria ficar por dias na minha cama. Com a sua ajuda, o meu dia fica menos cansativo... e é muito bom chegar em casa e ter alguém me esperando. – Senti minhas bochechas corarem mais, e ele percebeu isso. Claro, Gohan não era cego. – Não precisava ficar envergonhado.

Me ajoelhei perante a cama e continuei a observá-lo, mesmo depois dele dormir.

E passei a fazer isso todos os dias quando ele voltava mal do combate com os androides. Vê-lo dormir, me fazia bem.

Os dias iam correndo, e eu notava que algo em nós ia mudando. No treinamento, era tudo igual, mas quando nós conversávamos e íamos para casa, havia alguma coisa de diferente.

E eu só fui confirmar aquilo, num certo dia.

Sem ao menos avisar, eu entrei no quarto dele. Não havia ninguém ali, mas eu podia escutar o barulho do chuveiro ligado. Resolvi pegar uma muda de roupa e a própria toalha que estava largada em cima da cama. Levei para Gohan. A porta do banheiro estava entreaberta. Bati, mas ele não respondeu. Resolvi entrar mesmo assim. Coloque as roupas sobre a pia e pendurei a toalha no primeiro suporte que eu coloquei os olhos. Estava pronto para sair pela porta do banheiro, mas alguma coisa em meu subconsciente despertou. Certa curiosidade que invadiu minha mente e migrou para o meu olhar fez com que ele recaísse sobre os pingos de água que caiam pelo chuveiro... e foi descendo até eu encontrar os cabelos morenos, seu rosto parecia relaxado, ele mantinha os olhos fechados e ele parecia sussurrar... não dava para escutar direito... fui descendo meu olhar e vi o motivo dos sussurros que agora começavam a ser mais intensos, mais presentes... e meus olhos ficaram presos naquela visão. Não eram sussurros, eram mais como gemidos.

E eu vi, ele estava se tocando.

Minha boca começou a se umedecer. Ppor mais que eu engolisse o fluido não tinha mais fim. Tentei desviar meus olhos, mas eu não conseguia. Parecia que eles estavam presos naquela visão que tinha se tornado de repente deliciosa.

"Céus, ele é meu mestre..."

Isso era o quê gritava a minha mente, mas meu corpo falava que não estava nem aí para esse fato.

Meu baixo ventre começou a formigar. O espaço entre a cueca e a calça começou a ficar menor. Eu via tudo. Gohan deslizava suas mãos pela extensão de sua pele. Aquela parte, que se mostrava especial, era tomada pela atenção da palma de sua mão. Aquele pedaço do corpo se encontrava maior, estava empinado e Gohan gemia mais alto. Vê-lo se tocar, em um movimento de vai e vem feito por suas mãos, me fez ficar com vontade de fazer o mesmo. Olhei para meu baixo ventre e vi meu membro se insinuado cada vez mais contra a calça de moletom. Enfiei minha mão dentro da calça, e passei os dedos no volume sobre a cueca.

Como aquilo era bom!

Continuei olhando Gohan até certo ponto, quando comecei a perder a consciência. Fechei os olhos e continuei a me tocar. Era a primeira vez que eu fazia aquilo. No início eu mordi os lábios, mas cada vez que eu fazia mais pressão sobre a minha carne, eu me esquecia de onde eu estava e também comecei a gemer, exatamente como Gohan fez.

E preso naquela sensação que eu mesmo me proporcionava, eu não senti quando ele se aproximou. Só fui notar sua presença quando escutei sua voz, bem próxima ao meu ouvido.

— A curiosidade matou o gato. – Eu abri os olhos, e quando eu vi aquelas íris escuras diante de mim, eu imediatamente parei os movimentos embaixo das minhas calças. Tentando controlar a situação, retirei a mão que antes estava me ajudando a manter o meu prazer. Tive a ideia de sair dali o mais rápido possível, mas os braços de Gohan me encurralavam. Eu estava morrendo de vergonha e por reflexo, abaixei o meu rosto, mas a visão que eu tive do baixo ventre de Gohan não me ajudou a ficar mais tranquilo. Olhei novamente para o rosto de Gohan e o que eu vi não demonstrava raiva ou vergonha. Aliás, a única pessoa envergonhada com a cena era eu mesmo.

— Des... – mas antes que eu pudesse terminar, senti meus lábios sobre os dele. Sua língua tocou meu lábio inferior e eu abri a boca, liberando passagem para a língua penetrar no meu interior. Pela nossa proximidade, comecei a sentir o membro dele roçar o meu ventre. Um gemido saiu entre meus lábios. Gohan se distanciou, olhau para baixo e viu o volume que agora parecia tão bem, mesmo ainda coberto.

— Agora é o momento de eu te ensinar algumas coisas... – eu abri os lábios para falar, mas ele me interrompeu, pedindo para que eu ficasse em silêncio. E como bom aluno que sou, eu me mantive calado. Os dedos de Gohan passaram sobre o meu volume. Eu gemi diante do seu toque. E vi que ele não iria parar por ali. Suas mãos desceram a minha calça, juntamente com a minha cueca. Fiquei automaticamente vermelho. Mas ele voltou a me beijar. Agora seus lábios passavam pelo meu rosto e trilhavam o caminho até meu pescoço. Sentia cada vez mais, meu baixo ventre formigar e a querer diminuir o espaço entre os corpos. – Abaixe os olhos. – Fiz o que ele mandou. Ele se ajoelhou diante de mim. Pegou uma das minhas mãos e a colocou sobre o volume que já se encontrava tão empinado, quanto o membro de Gohan quando eu o vi se tocando. E começou a guiar o meu toque, os meus dedos, a minha mão, sobre o meu próprio membro. – Está vendo? Essa é a sua ereção. – E a medida que os toques continuavam, meus dedos ficavam cada vez mais molhados. Com a ajuda de Gohan, aquilo estava ficando cada vez melhor. Mas de repente ele me obrigou a distanciar os meus próprios dedos do meu membro. Eu abri os olhos, minha visão ainda estava tomada pela sensação gostosa, tentava recobrar o foco... eu protestei. Queria que ele continuasse, na verdade queria que ele continuasse, mas não consegui voltar a me tocar, não quanto suas mãos não me deixavam encostar novamente no volume entre as minhas pernas. Afinal, as mãos de Gohan eram maiores que as minha, mais habilidosas...

Depois de alguns segundos, as minhas mãos foram substituídas. Senti agora sua língua deslizar pelo meu membro. Começando na base, onde se encontram as bolas até a ponta. A sensação gostosa tinha duplicado de tamanho. Para uma melhor posição, Gohan abriu mais as minhas pernas e quanto mais meu membro recebia o contato da língua dele, mais os meus sentidos ficavam mais vagos. Para não perder o equilíbrio, coloquei minhas mãos sobre os cabelos curtos dele. Até que ele envolveu a sua boca totalmente no meu membro. Ele sugava agora. Pedi para que ele fosse mais rápido, mais forte e meu pedido foi atendido.

— Gohan... – agora eu gritava o nome dele e ousava forçar sua cabeça para que ele mantivesse o ritmo que eu mais desejava. Mas dessa vez ele não aceitou o que eu queria. Foi tudo no ritmo que Gohan queria, no momento que ele desejava, e bastou mais algumas chupadas para que meu corpo amolecesse por completo. Se não fosse por Gohan me sustentar, eu já tinha caído no chão. Enquanto recobrava a minha respiração, vi ele lamber um líquido que escapava pelos seus lábios.

— Esse é o seu gozo, Trunks. – fechei os olhos, completamente cansado, tentando manter a minha respiração. – Vem.

Gohan me guiou até o chuveiro e me limpou. Suas mãos deslizavam pelo meu corpo, gentilmente. Aproveitei que estava próxima dele e circundei seu peito com os meus braços, completamente finos comparado com os músculos que Gohan possuía. Coloquei meu rosto sobre o peito dele e me deixei amolecer.

Depois do banho, ele me secou. Senti meu corpo sendo erguido e ele me levou no colo. Fui depositado na cama. Ele se deixou ao meu lado e seus olhos ficaram me observando.

— Você é um safadinho, ficou me espionando – sorri para Gohan. Ele continuou – E ficou excitado só de me ver me masturbando. – enrubesci completamente.

— Obrigado por ter me ajudado a... – agora foi ele que riu com o que eu disse. Esperava ele dizer alguma coisa, mas ele puxou meu corpo para mais próximo do dele. Fechei os olhos, esperando algo a mais... Mas o que eu senti me desapontou. Senti os seus lábios sobre a minha testa.

— Durma bem, Trunks. Amanhã seu treinamento vai ser rigoroso.

Fechei os olhos e demorei a dormir.

Apesar de alguns dias terem se passado desde então, eu não conseguia esquecer o que tinha se passado entre nós. Gohan continuou a se comportar como se nada tivesse acontecido, mas eu estava completamente desligado nas minhas atividades. Gohan me chamava muito atenção. Minha vontade era jogar tudo para o espaço e voltar a minha vida comum, no subterrâneo juntamente com mamãe e Chi-chi, mas depois eu pensava melhor e tirava aquilo da minha cabeça. Eu era um guerreiro, eu tinha que unir forçar com Gohan para que pudéssemos vencer os androides.

Mas, além disso, eu pensava que se eu fosse mesmo embora, não estaria ali para ajudar e proteger Gohan. Eu sabia que eu iria ficar mais forte, eu saberia que em um futuro próximo eu o ajudaria nas batalhas.

O treinamento vinha ficando mais rigoroso. Teve uma vez que eu fiquei até às cinco da manhã tentando repetir o golpe que Gohan tinha me ensinado. As melhores partes do treinamento eram as lutas. Era tudo mais rápido e eu podia me encostar por "acidente", em seu corpo.

Depois de uma luta, Gohan finalizou naquele dia e caminhamos para uma área mais arborizada. Ele retirou a camisa e se deitou na grama. Inicialmente fiz o mesmo, mas quando olhei para o lado para vê-lo, Gohan estava com os braços atrás da cabeça e seus olhos estavam fechados. Eu sabia que meu ki denunciaria, mas a vontade de repetir o que tínhamos feito naquele dia, anulava a minha vergonha de ser pego. Eu fiquei sentado e comecei a me aproximar mais do rosto de Gohan. Seus lábios estavam a centímetros do meu, mas de repente ele abriu os olhos.

— Pensa que eu sou idiota, Trunks! – e no segundo seguinte ele empurrava a minha cabeça contra a sua própria direção. Mais uma vez ele tinha iniciado o beijo. Senti minha face corar e senti mais vergonha ainda. Me distanciei.

— Eu pareço uma menina, droga. – ele riu.

— Você com certeza não é uma menina, mas você ainda é um menino. – então eu era um menino mesmo, um garoto na frente de Gohan. Um mero aluno. Me distanciei e ensaiei ficar de pé, mas ele me deteve. Puxou o meu braço e depois o meu rosto para que ficássemos como antes.

— Você está brincando comigo... – pronto! Eu estava agindo como uma garota, merda!

— Trunks, você acha que eu iria brincar com você?

— Eu não sei eu...

— Somos só nós dois. Estamos sozinhos nesse mundo. Só eu e você... ainda não entendeu isso?

— Então... então se tivessem outras pessoas... você não iria ter feito aquilo. – senti o calor de seus dedos sobre a minha face.

— Talvez, mas isso não importa mais. Sabe por quê? – neguei com um acenar. – Eu vi o quanto você sofreu, você não teve infância, você não está tendo adolescência... e agora tudo o que eu penso é te proteger, é te poupar dessa vida...

— Não me poupe. Eu quero sempre estar do seu lado. Não me deixe fora do seu mundo. – por um momento ficamos em silêncio. Os olhos dele pareciam perdidos nos meus e eu aproveitei para dessa vez iniciar o beijo. Encostei meus lábios sobre os dele e enquanto nos beijávamos eu esqueci um pouco dos problemas.

Naquela noite em que ficamos abraçados na cama. Eu percebi o quanto eu estava apaixonado por Gohan.

Meu mundo estava perfeito, mas em um dia de manhã, tudo mudou na minha vida.

Eu acordei e não vi Gohan na cama. Troquei de roupa imediatamente, rastreei seu ki e quando o localizei, saí direto voando. Ali de cima, tentando chegar em Gohan, era insuportável. Se ele quisesse lutar sozinho, então porque me treinaria? Ficou claro que ele não deixou de pensar naquela maneira... "Agora tudo o que eu penso é te proteger..." Ele queria se sacrificar. Se sacrificar por mim, pelo mundo. Mas as coisas não funcionavam assim. Ele queria bancar o herói e se falhasse? Dois saiajins poderiam se unir para combater dois androides, mas um saiajin contra duas maquinas? Não daria certo.

Vi fumaças subindo ao céu. Agora elas bloqueavam a minha visão. As explosões se iniciaram e eu vi Gohan, usando da sua forma super saiajin, lutando contra os dois androides. Desci e fui de encontro ao meu mestre, mas antes que eu chegasse mais próximo, a androide número 18 foi ao meu encontro e me lançou contra um dos prédios inabitados da cidade.

— Trunks! – abri os olhos e vi que Gohan aparece voando na minha frente, sem a sua forma super saiajin. Me levantei e disse que eu estava bem.

— Quero lutar com você, Gohan.

— Você está louco? – a pele dele estava toda suja, partes de suas vestes já estavam rasgadas e uma linha de sangue percorria a sua testa. – Você não irá lutar. Não hoje.

— Mas você prometeu...

— Eu sou seu mestre Trunks. Minhas ordens devem ser respeitadas.

— Eu sei, mestre. Mas se coloque em meu lugar por um segundo. Eu não te vi em casa Gohan e normalmente você sempre avisa para onde vai, se vai lutar, se vai treinar e de repente eu acordo e não te vejo em parte alguma... – voei ao encontro de Gohan. – Por favor, Gohan...

— Desculpe, Trunks. – ele me virou as costas e foi embora sem dizer mais nada. Desci dos escombros e fiquei olhando ao longe Gohan se matar aos poucos.

Os socos eram dados com toda a força pelos androides. As vezes era o número 17 que iniciava os ataques, por vezes era ele que finalizava, mas a número 18 fazia também sua participação especial, lançando bolas de energia contra Gohan. Em um dado momento da luta, por um momento pensei que Gohan iria conseguir. Ele estava mandando super bem, conseguindo desferir golpes pela face e tórax do número 17. Sorri e vi uma pequena esperança brotar pelo meu peito. Mas depois de alguns golpes, Gohan voltou a receber golpes dos androides. Seu rosto caia para o lado esquerdo, para o lado direito, sangue saia pela sua boca... e eu tive que me segurar... foi difícil aguentar o que eles estavam fazendo com Gohan e eu não podendo fazer absolutamente nada.

Até que os golpes dos androides, além de alcançarem Gohan, estavam me alcançando. Corri o mais rápido que eu pude, mas as explosões me atingiram e eu caí, perdendo mais uma vez a consciência. Antes de eu fechar os olhos, vi Gohan também cair. Ele havia perdido o braço esquerdo.

Acordei sentindo pingos pelo meu rosto. Abri os olhos. Virei o rosto e observei a chuva cair. Demorei para entender onde eu estava. Tudo estava confuso. Mas depois de alguns minutos me lembrei do que tinha acontecido. Quando me levantei, percebi que tudo havia sido destruído. Ao meu redor, somente havia escombros, a cidade tinha sido toda destruída... olhei para os lados e senti dor.

Será que era aquilo que eles chamavam de solidão?

Caminhei, tentando rastrear o ki de Gohan... mas não havia mais a energia dele. Era obvio o que tinha acontecido, mas eu mentia para mim mesmo. Ele ainda estava vido. Gohan ainda estava naquele mundo...

Depois de tanto procurar, finalmente o encontrei. Ele estava deitado, da cintura para baixo ele estava coberto de lama. Olhei para o lado e vi seu rosto sem vida. Seus olhos estavam desfocados, completamente sem luz, mortos.

— Gohan... – eu continuava a mentir para mim mesmo. – Gohan... – voltei a repetir, como um completo idiota, esperando que ele me respondesse.

ERA CLARO QUE ELE NÃO IRIA RESPONDER!

Mas para mim mesmo eu quis mentir. Senti meus olhos pinicarem, se encherem de água... e a chuva de repente se transformou em choro. Eu sentia a água cair pelo meu rosto. Mas aquilo não era a chuva... só eram as minhas lágrimas.

Seu mestre estava ali, deitado, sem expressão, completamente parado, seu rosto parcialmente mergulhado em uma possa...

— Ele não está respirando. – me ajoelhei e movimentei seu corpo. – Gohan... Gohan acorde... – ele não respondia. Por quê ele não respondia? Trouxe seu rosto para mais perto e o envolvi em um abraço. Continuei chamando seu nome. Até que eu me lembrei... – A semente... – A semente dos Deuses, a única que tinha restado que servia para curar as feridas dos guerreiros. Vasculhei as roupas de Gohan... ele sempre a mantinha com ele... Como um louco, tentava achar a todo custo... até que eu percebi que ela não mais existia... A minha parte consciente gritou que Gohan havia dado a semente e outra pessoa. Gohan havia me dado a única semente dos Deuses que existia no mundo. – Não, Gohan... você não pode ter feito isso... – ele desperdiçou a única possibilidade... ele escolheu a mim para salvar... e não a ele... Não Gohan, não o guerreiro mais poderoso que tinha restado na Terra e que era o único com possibilidade de vencer os Androides...

Senti a tristeza se transformar em fúria...

Por quê eu e não ele?

Senti algo quente subir, uma energia que crescia no meu interior e que tentava sair do meu corpo... eu sabia do que se tratava. Gohan tinha me descrito todas as sensações. Eu tinha me transformado em Super Saiajin.

Treinei tanto para aquilo... mas afinal não tinha me servido de nada. Não agora que Gohan estava morto...

Eu o carreguei até o subterrâneo. Todos conheciam Gohan. Ele era famoso. As pessoas deveriam estar olhando surpresas. Eu não sabia bem... a única coisa que eu via era uma linha reta nos túneis. Até que cheguei até a minha mãe... Ela sabia, todos sabiam. Os olhos dela se encheram de lágrimas. Se ela se comportava daquele jeito, e Chi-chi? Como ela ficaria?

A mãe de Gohan entrou em desespero enquanto eu enterrava o corpo de Gohan. Eu também entrei naquela noite, deitado na cama em que dividíamos.

Ele tinha morrido, sendo que ele poderia ter se salvado... mas eu estava lá... e tudo saiu errado.

Por um ano fiquei me culpando... até que me cansando daquela vida, sugeri a minha mãe que seria aquele momento o ideal para eu voltar no passado, quando Goku ainda estava vivo.

Ela aceitou.

Eu iria mudar o passado.

Continua...