Bullet Wings
2 Highly Evolved
Notas iniciais
“Eu me sinto tão bem” Ele disse, abrindo um sorriso. Os pássaros que antes o faziam companhia agora voavam para um lugar longe, para um mundo distante, um mundo onde morangos nasciam em paredes e guitarras eram arvores.
Ele olhou para o cigarro por entre seus dedos e novamente, tragou-o em baforadas lentas. Sorriu novamente, jogou a mochila de lado e re-encostou seu pescoço na perna do garoto que o fazia companhia.
Os olhos do outro repolsavam fechados. A expressão serena, quase o enganava se não soubesse o que se passava pela cabeça do menino, talvez ate poderia fingir acreditar no tal. Mas, todas as lembranças e decepções o impediam disso.
O mundo impedia-o de acreditar. O mundo e todas essas outras merdas, que os rodeavam. O mundo que os condenavam. Novamente deu uma baforada no cigarro, que já estava quase chegando ao filtro.
Não fazia idéia de que horas seriam. Apenas admirava o garoto, era impressionante como Brendon conseguia se perder dentro de Ryan. O que o destino os reservava?
Ele jogou o cigarro para longe e observou como o mundo e todas as coisas, estavam sempre em lugares opostos. Em lugares onde não deveriam estar. Assim, como o lugar de Brendon não era com Ryan. Porem, ele estava.
Mesmo que Brendon se culpasse mentalmente todos os dias por fazer isso consigo mesmo e com Ryan. Ele não conseguia. Ele gostava de sentir a culpa, ele gostava da adrenalina, do amor, de tudo que Ryan o passava.
Não havia coisa pior para Brendon, do que um dia ficar sem Ryan.
Ele seria capaz de dar sua vida para o outro.
Gostava de observar todos os dias durante a aula, amava o modo como o cabelo dele erra cortado irregularmente, as calças femininas. Brendon amava como Ryan não se importava com a opinião dos outros, mas também sentia inveja.
Queria poder ser assim. Queria simplesmente, não dar a mínima para opinião das pessoas que o condenavam todos os dias pela suas escolhas. Queria que seu pai se orgulhasse dele. Queria que sua mãe, o lembrasse que ele também era seu filho. Ele queria mais atenção.
“Bden” O menino sussurrou ainda com os olhos fechados.
Provavelmente estava sonhado com o mesmo. Brendon não pode reprimir um sorriso. Como era bom, saber que alguém se importava ou pelo menos pensava nele. Alguém que valia a pena, alguém como Ryan.
“Eu quero que você perceba, quando eu não estiver por perto. Você é tão especial, eu queria ser especial. Mas eu sou um verme.” Brendon disse, olhando para o garoto desejando que ele pudesse ouvir as palavras.
Porque Brendon não podia ser como Ryan? Por que ele não podia ser tão bonito? Porque ele não podia ter essa pele, macia como uma nuvem? Porque ele simplesmente não podia...
Brendon sabia que sobre toda aquela camada de amor e desejo que ele sentia por Ryan ele, o odiava, ele queria matá-lo. Ele não queria compartilhar Ryan com ninguém. Ele queria Ryan de seu lado o tempo todo, não importa quantos dias e noites passassem.
Queria comprar uma casa, no meio do nada e viver com ele.
Não precisava se feliz, não precisava de dinheiro, nem de família. Ele queria viver de amor. Partilhar cada segundo de seu dia, com Ryan. Queria poder acordar sempre e ter o envolto de seu corpo.
Brendon queria arranhar e machucar Ryan. Brendon queria ver Ryan chorar e implorar. Ele queria que o garoto, estivesse disposto a entrar em um mundo sem volta. Queria que ele o acompanhasse em viagens alucinantes, para terra do nada.
Ele queria poder amar Ryan de outro modo. Queria estar dentro de Ryan. Queria sentir Ryan. Mas, ele não podia.
O garoto nunca aceitaria partilhar algo deste modo, com ele.
“Entre olhares, mordidinhas e abraços, será que existe algo além de amassos? Só não vê quem não quer algo que está diante dos nossos olhos, coisas amáveis e outras nem tanto.” Brendon ressaltou o poema que havia escrito dias antes.
Brendon sentia uma necessidade imensa de Ryan. Era como se sua vida dependesse dele. Parecia, que quando não estava junto sua alma era sugada e devorada, por algo. Era como, tentar acender uma fogueira na chuva.
Brendon era dependente de Ryan. Precisava dele.
“Brendon acorde!” Seu irmão, o chamou o despertando de seu sono.
O garoto esfregou os olhos e se olhou diante do espelho. Novamente, ele havia sonhando com seu colega.
Ele nem se deu o trabalho de tomar banho ou escovar os dentes, simplesmente vestiu o uniforme e desceu em direção ao seu colégio. Ao seu recanto de paz. Aonde, não havia ninguém para incomodá-lo.
Ele caminhou em silencio por todo o caminho ate sua escola, o portão já havia se fechado. Por tanto teria de esperar até o intervalo, entre uma aula e outra para entrar.
Sentou-se sobre a cadeira, na secretaria. E ficou aguardando alguém, vir chamá-lo. Mas, parecia que haviam se esquecido dele. Algo que não era, realmente impossível de se acontecer.
Brendon era como uma lembrança. Você podia o confundir como um sonho amável ou como melindroso pesadelo. Mas, não importaria o quanto você tentasse lembrar-se dele para descrevê-lo, pois você nunca conseguiria.
Brendon era uma pessoa única. Às vezes, adorável. Às vezes seco. Você poderia querer abraçá-lo ou simplesmente dar-lhe um soco. Esse era Brendon.
Uma mistura de sentimentos ambulante.
“Urie, pode ir para sala” A secretaria de cabelos grisalhos e roupas estranhas, disse olhando-o por cima dos óculos meia lua.
Ele puxou sua mochila e andou apressado, para sala. Estava desesperado para ver Ryan. O amor que sentia pelo garoto, chegava a machucá-lo. Mas, Brendon adorava sofrer.
E se tinha uma coisa que Brendon adorava mais ainda, era Ryan.
O garoto estava concentrado escrevendo em seu caderno, ou desenhando não pode ver muito que estava no papel, pois ele estava debruçado sobre.
Brendon sentou-se a duas cadeiras atrás de Ryan como de costume, e não pode deixar de perceber que os garotos, da sua sala o olhavam e murmuravam entre si.
Era impossível, não se incomodar com pessoas falando sobre a sua vida.
O sonho que Brendon, tivera antes de acordar, o incomodava. Brendon precisava de Ryan. Era uma tortura, ver Ryan sentado a passos à frente dele e não pode o tocar.
O garoto entre um momento e outro, se remexia na cadeira para pegar seus lápis que caiam constantemente de cima da carteira ou se não para ver o horário.
Brendon puxou seu caderno de dentro da sua mochila e abriu em uma de suas ultimas paginas, em alguns lugares havia desenhos de Ryan, em algumas partes também havia o nome dele escrito.
“Eu queria poder dizer tudo o que eu sinto por você, para assim permanecer meu coração a bater. Beijar-te, sentir-te em mim.
Sentir teu corpo em mim e a chama em mim se acender. Amar-te, sem medidas, sem pedidas.
Preencher cada pedaço de seu corpo com minha saliva e mordidas.
Juras de amor, dizer-te ao amanhecer quando o sol aparecer.
Deixar minha marca em você, para assim permanecer meu pedido em teu corpo, à pedida que farei a cada reencontro, em cada sonho que tiver será impossível não dizer
ao teu lado, quero morrer. Para assim permanecer, a chama que acende em mim, sempre se apagará, se não estiver com você”
O poema antigo, já estava sujo. Mas, Brendon se recusava a apagá-lo. Jamais. Foi o primeiro de milhares de textos, que Brendon havia escrito para Ryan, porém jamais seriam mostrados.
Ele olhou em volta da sala e viu que só restava ele e Ryan na sala. Arrancou a pagina com o pequeno poema, e amassou-o em seguida jogou acertando em cheio na cabeça, do outro moreno.
Ele nem se virou, continuo pintando, escrevendo. Perdido em seus pensamentos.
Talvez, fosse à hora de Brendon deixá-lo ir.
Brendon ajeitou as coisas que estavam sobrepostas sobre a mesa e seguiu em direção ao corredor deixando-o sozinho na sala de aula.
Assim que ele colocou seu pé para fora de dentro da escola, sentiu uma pancada forte em seu estomago. Fechou os olhos, sentia que seu estomago ia sair por sua boca.
Sentia falta de ar, seus pulmões pareciam balões esvaziando. Outra pancada forte, em sua cara. Seu nariz, agora parecia que não estava mais em seu devido lugar, o sangue escorria pela boca.
Quando finalmente, conseguiu levantar-se sentiu novamente uma dor imensa em seu nariz. Acabava de ter levado um soco no nariz.
“E aí, sua pequena aberraçãozinha” Ouviu a voz esganiçada e em seguida um chute, em seu estomago novamente.
“Aberração, olhe seu amigo!” Outra voz gritou essa Brendon não conseguia identificar, estava preocupado demais querendo saber se seu nariz ainda continuava em seu devido lugar.
Sentiu os fios de seu cabelo saindo por entre os dedos de algum idiota, logo estava jogado ao lado de alguém. Mas, ele não precisava abrir os olhos ele já reconhecia o cheiro.
Tão embriagante que o fez esquecer, que tinha acabado de levar uma surra.
“Que casal lindo, por que não se beijam?” A voz esganiçada novamente gritou enquanto, os outros que estavam ao seu redor riam descontroladamente como hienas. “Idiotas!”
Brendon levantou-se e estendeu a mão para Ryan e um ato irracional, seu corpo não estava correspondendo com sua mente. Ou sua mente não correspondia com os desejos de seu corpo?
“Você está bem?” Brendon, perguntou olhando Ryan, se contorcendo e olhando suas mãos.
O que particularmente, fora estranho.
“Você está chorando?” Brendon perguntou novamente, ele estava feliz por estar falando com Ryan, porém se sentia triste pelo garoto não estar demonstrando sentimento algum. Os olhos castanho-esverdeados finalmente se levantaram e o mediram.
“Está começando a chover” Brendon passou a mão por seu cabelo, o couro cabeludo estava dolorido, porém não era uma sessão ruim “O único lugar que não está fechado é o ginásio... Você não vai falar comigo? Sinceramente fique na chuva, eu não vou ficar me molhando e eu acho que eu estou com a merda de um dente quebrado!”
Brendon desistirá de tentar falar Ryan. Ele havia decidido que não ia correr, mas, atrás do garoto e seria isso mesmo que faria. Se ele quisesse ficar naquela merda de lugar sujo? Que ficasse ele não daria a mínima.
Brendon apressou os passos, quando percebeu que começará a relampejar. O céu estava escuro, e Brendon odiava aquilo. Alem de estar, todo dolorido ainda teria que esperar para chegar a sua casa.
Ele seguiu ate o banheiro feminino e arrancou a camiseta, para olhar seu corpo que apresentava vários hematomas. Exceto pela mordida, que ele havia levado de seu cachorro.
“Merda!” Brendon gritou, socando a pia.
Recolocou a camiseta e ligou a torneira e passou sobre os hematomas sobre o braço, que agora ardiam.
“Por que eles baterem em você?” A voz calma do outro garoto disse.
Não havia porque Brendon, mentir para Ryan. Afinal, se era para ser sincero com alguém. Essa pessoa tinha de ser Ryan!
“Porque eu não sou como eles” Brendon disse, enquanto tirava a camiseta vermelha, novamente, pois o local onde antes ardia, agora formigava.
“Nenhum de nos somos iguais, isso é completamente irrelevante. È quase tão ignorante, eles terem ido lhe bater apenas por isso. Aonde será que essa humanidade vai parar?”O outro andava de um lado pro outro, gesticulando desesperadamente as mãos. “È óbvio que não somos iguais! Ou eles acham que todos nos temos de ter gen...”
“Eu sou gay” Brendon disse e puxou um papel toalha da caixinha e passou sobre os hematomas.
Brendon percebeu que Ryan ficou quieto o que não era muito estranho. Porem o incomodava, como se já não bastasse metade de sua família o olhar como uma aberração agora Ryan também faria parte desse imenso circo.
“Agora você vai ficar me olhando, como uma aberração. Ótimo!”
“Sério que você gosta que as pessoas te chamem de aberração?” Ryan perguntou arqueando, a sobrancelha.
E Brendon, o olhou incrédulo.
“Você é retardado ao algo do tipo?” Brendon gritou, não conseguia, mas controlar, seus sentimentos. Ele o odiava tanto, mas queria tanto em seus braços. Ryan abraçou seus joelhos. E Brendon, novamente fora surpreendido pela reação do garoto “Hey! Eu só estou brincando.”
“Eu não gosto de brincadeiras!” Ryan virou-se de costa e seguiu procurar algo, sobre a pia.
O silencio predominou o local, deixando que somente os barulhos de seus movimentos ecoassem por entre o local.
“Brendon” Brendon disse, sem esperanças de que o garoto reagisse pela milésima vez.
“Oi?” Ryan disse sem levantar os olhos. Como isso o irritava.
“Meu nome é Brendon. Se vamos passar algumas horas aqui você no mínimo tem que saber meu nome!” Brendon, pegou a camiseta novamente e colocou-a.
“Não preciso saber seu nome, se não pretendo ter nenhum laço com você, comunicativo ou afetivo.” Ryan disse. Brendon, o olhou confuso.
“Merda, você não consegue ser um pouco menos sujo?” Ele disse, e em um ato irracional jogou tudo que estava sobre a pia no chão. Ele conseguia ouvir seu coração, acelerado.
“Eu sei que estou sujo e de fato, estou fazendo o possível para remediar essa situação, como você pode observar.” E Ryan sorriu para Brendon, fazendo-o imediatamente esquecer-se de que estava bravo com ele.
Talvez fosse por esse fato, que Brendon não conseguisse odiar Ryan, por inteiro. Ele era uma criança, frágil e que precisava de alguém. Era evidente, os olhos dele clamavam por amor. Porém, Brendon não podia se dar o luxo de deixar seu orgulho de lado.
“Desisto!” Ele disse socando a pia
“O quê?” Ryan, olhou para ele ainda com um sorriso estampado em seu rosto.
“De tentar ser legal com você! Merda! Você é tão chato e arrogante.” Mas, eu o quero tanto ao meu lado. Brendon completou em pensamento. Mas, em seguida seguiu rumo a fora do banheiro. Porem, sentiu a mão aveludada de Ryan o puxar.
“Seu dente está quebrado.” Ele disse, colocando a mão sobre os lábios de Brendon.
“Mas que mer...” Brendon percebeu que os olhos de Ryan, estavam fixos em seus olhos.
As mãos de Ryan que estavam sobre, os lábios de Brendon agora traçavam um caminho ate á mão dele. Brendon não podia acreditar no que estava acontecendo. Sua respiração estava falha porem seu coração parecia que ia sair pela boca.
Os cabelos de Ryan, Brendon sempre quis tocá-los. Eram sedosos e formavam leves ondulações, que não chegavam a serem cachos. Brendon desceu a mão até a cintura quente e desnuda de Ryan. Ele queria depositar beijos em seu pescoço, mas não queria arriscar.
Ryan se aproximou de Brendon.
O estomago de Brendon, davam voltas e voltas. Parecia que ele estava no meio de um carrossel descontrolado tudo parecia um borrão. Mas, parou a hora que sentiu os lábios macios de Ryan sobre os seus.
Os lábios superiores de Ryan, eram carnudos e Brendon não deixou passar em branco, puxou-os e percebeu que o garoto havia gostado, porque ele estava sorrindo. Mas, Brendon precisava demais.
“Pare!” Ryan disse gritando, sem fôlego. Os cabelos estavam bagunçados e os lábios inchados.
Como Ryan o excitava, podia sentir a pulsação por entre as calças. Era quase insuportável, como Ryan conseguia ser tão sexy sem ao menos tentar. Brendon, não podia deixá-lo.
E novamente sentiu algo sobre sua cara e era o pulso de Ryan.
“Que merda, Ross!” Brendon disse colocando a mão sobre o nariz.
“Eu mandei você parar!” Ryan disse, elevando a voz. “E outro fato meramente irrelevante, porem que está me deixando extremamente curioso. Como você sabe meu nome e sobrenome?”
Brendon, nem se deu ao trabalho de responder antes de chegar a pia para limpar os vestígios de sangue.
“Eu estou na sua sala, seu imbecil. E já faz três anos” Ele levantou o nariz para ver se havia sangue ainda.
“Então é você que vive jogando bolas de papel, na minha cabeça?” Ele arqueou a sobrancelha.
Então Ryan sabia. Não, era idiotice. Merda. Se ele pelo menos tivesse os lido.
“Se talvez, você olhasse pra trás. Você saberia! Merda, você socou meu nariz” Os olhos de Brendon queimavam em fúria, seu nariz parecia que não existia mais, doía demais. Não duvidava que estivesse quebrado.
“Desculpe-me, eu não queria fazer isso” Ryan levantou-se e colocou a mão quente sobre o ombro de Brendon. Que olhou-o com repugno. Como Ryan ousava machucá-lo e depois esperasse que ele simplesmente o perdoasse?
“Como? Você disse que queria parar? Por favor, Ross você socou a merda do meu nariz!” Brendon, mexeu seu ombro na esperança de retirar a mão de Ryan dele.
“Eu não sei, eu simplesmente... Olha, por favor, Brendon não foi minha atenção.” O garoto disse, em um tom magoado. Brendon, olhou dentro dos olhos do garoto e percebeu que ele realmente estava falando a verdade.
Ele apenas acenou com a cabeça e voltou a olhar seu nariz que insistia em doer tanto.
“Eu acho que parou de chover, Brendon” Ryan disse, sentando-se sobre a pia, ao lado de Brendon.
“Foda-se” Porque Ryan não saí dessa merda desse banheiro e me deixa em paz?! Brendon completou novamente em seu pensamento.
“Você sabe, você foi a primeira pessoa que eu já beijei na minha vida” Ryan disse, enquanto procurava algo dentro de sua bolsa “E foi legal.”
Brendon, realmente não esperava isso vindo de Ryan. Porem, agora Ryan jamais iria o esquecer. Ele assim, pensou. E melhor ainda ele tinha gostado de beijá-lo.
“Isso significa que...?” Brendon, arqueou a sobrancelha.
“Podemos fazer isto, mais vezes” Ryan pulou da pia “Mas, mesmo assim isso não significa que preciso saber seu nome, se não pretendo ter nenhum laço com você, comunicativo ou afetivo.”
“Tem certeza?” Ele perguntou puxando Ryan, pela fivela de seu cinto. Não conseguindo mais, esconder o que sentia e o quanto precisava de o corpo de Ryan junto ao seu.
“Não.”
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