Bullet Wings

3 That's what you get when you let your heart win.


Notas iniciais
Yaaaaaaaaaay, eu estou de volta. Eu sei, eu já terminei ela duas vezes e voltei. Mas, eu precisava realmente postar esse capítulo porque eu não, estava sendo eu terminando a história de um modo tão bonito, eu sou uma drama queen, eu admito. ): Espero que vocês gostem.

“Ryan você poderia, por favor, prestar atenção no que eu estou dizendo” Brendon disse após, dar um empurrão amigável nas costas de Ryan, que tropeçou sobre uma pedra que, estava no chão. O garoto no mesmo momento puxou-o pela mão, porém o outro nem havia se quer percebido que ele acabará de tropeçar na pedra, pois estava perdido em seus próprios pensamentos.

Ryan olhou-o com um pequeno sorriso, em seus lábios finos e avermelhados.

Brendon, nunca havia sentido o que ele sentia quando estava por perto de Ryan, ou com Ryan. Ou quando, ele simplesmente ouvia a voz do garoto. Mas, o sorriso dele. Era tudo o que ele mais queria. E o que ele mais gostava no pequeno e também o que o mais deixava, satisfeito é saber que ele era ele, quem tinha o colocado ali.

Brendon estaria disposto a lutar contra o mundo, contra os preconceitos impostos pela sociedade, por Ryan. Ryan era a razão de tudo na vida de Brendon. Mas, ele não sabia se era recíproco, ás vezes ele sentia que o garoto não estava totalmente dedicado, a traçar um destino com o mesmo, pois Ryan realmente nunca dará o verdadeiro carinho que Brendon queria, nunca havia tratando-o como ele sonhava que seria.

Brendon daria sua vida para saber o que se passava pela cabeça do menino. Para saber, o que aqueles castanho-esverdeados, que só ele no mundo tinha, escondiam. Brendon desejava tanto saber sobre o menino que até doía. Doía, em sua pele, mas principalmente em sua mente. Porque a mente de Brendon, era a sua maior e pior inimiga.

“Desculpe Brenny. Você sabe às vezes eu fico pensando sobre milhares de coisas que eu daria minha vida para saber, o que elas significam, ou simplesmente porque elas estão aqui.” O garoto entrelaçou suas mãos, com a do outro, fazendo um carinho no dedo indicador, do outro.

A pele gelada, de Ryan às vezes chegava a assustar Brendon, pois nunca ele havia visto o garoto soar, nenhuma vez em todos os seis meses que haviam passados juntos. Jamais, havia visto o garoto reclamar, sobre o tempo, nem sobre o frio ou sobre o calor. Ele sempre estava lá com a mesma jaqueta de couro ou paletó xadrez bege.

Ryan era uma pessoa fria. Em todos os sentidos possíveis. Ryan era possessivo e sádico, e Brendon adorava isso no garoto. Porque ele, não podia negar que não suportaria viver com uma pessoa, que não sentisse ciúmes dele. Brendon adorava a sensação de saber que alguém, sentia algo por ele. Sentir que alguém, o desejava exclusivamente. Mas, ás vezes a frieza de Ryan o incomodava a um ponto extremo, um ponto que ele era capaz de matar o menino, só para não precisar mais, estar sempre com essa duvida sobre sua cabeça, ou esse peso sobre suas costas.

A partir do momento em que Ryan sentiu Brendon, tocá-lo pela primeira vez, a partir daquele momento ele se tornou a coisa mais importante na vida de Ryan. E isso o assustava, pois Ryan sempre achou que ninguém na sua vida seria capaz de amá-lo. E saber que alguém fazia o durante anos, acabou aumentando a sua auto-estima, que ele nem se quer sabia que existia. Ele era feliz ao lado de Brendon. Brendon conseguia pegar todos os problemas do Ryan, e simplesmente mandá-los para longe ou guardá-los em uma pequena caixinha. Deixando-o apenas, com memórias felizes. Ou seja, as com ele.

“Ok. Eu só queria você sabe baby, fazer mais parte da sua vida, você ás vezes parece que esquece que eu existo e se tranca nesse seu mundo, e eu queria estar com você em qualquer lugar que você estiver.” Brendon olhou para baixo e começou a encarar seus sapatos – que estavam sujos – e percebeu que o olhar de Ryan queimava em sua cabeça.

Brendon, não sabia se ele se sentia totalmente seguro ao lado de Ryan. Ryan, sempre fora uma pessoa ótima para ele, sempre fora seu ponto seguro, mas nada que é bom dura para sempre e Brendon, não podia de discordar de algo ou simplesmente mudar o destino do inevitável, que fazia parte de suas vidas. Brendon, sempre perdia as pessoas que ele gostava sempre as pessoas, mais próxima dele o deixavam. E nem sempre por um motivo plausível, às vezes somente por que eles se enchiam do mesmo.

Ele não sabia se era o correto o que ele pretendia fazer, ele simplesmente não sabia. Se ele realmente deveria largar tudo, para ficar com Ryan. Ele queria. Mas, não era o certo porque ele não o poderia fazê-lo feliz para sempre, ele não poderia construir uma vida de felicidade e sorrisos, com Ryan, por mais que ele queria. Ele não suportaria ver Ryan triste. Ryan merecia ter um futuro feliz. Ele era perfeito, ele não deveria estar perto de um traste como Brendon.

“Às vezes, a minha mente não pode ser tão bonita como você imagina, Brenny Bear, coisas ruins, acontecem nos meus pensamentos, é por isso que eu não gosto de tê-lo aqui” Ele pegou a mão, soada do outro e colocou sobre sua cabeça que logo se emaranharam, nos seus cachos bagunçados. “Sendo que eu prefiro tê-lo aqui.” Pegou sua mão e colocou sobre o seu coração, que pulsava desproporcionalmente.

Ryan puxou-o pela mão, e os dois sentaram-se sobre um braço da praça. As arvores grandes e verdes o rodeavam, era primavera tudo soava extremamente mais bonito e romântico do que o normal.

Ryan odiava lugares sujos e sentar-se em um banco, onde ele nem se quer sabia se havia sido limpado, antes, o que ele achava raro, pois quem perderia o tempo limpando um banco de uma praça? Mas, Ryan se esqueceria de todos os problemas e todas as suas manias esquisitas, se fosse para estar ao lado de Brendon. Afinal, Brendon era a única pessoa que conseguia o fazer realmente feliz, Brendon jamais havia o magoada – até então – porém, Ryan sentia-se na obrigação de sempre fazê-lo feliz. Era como se fosse o preço a pagar, por Brendon ter sido sempre uma pessoa boa para ele.

O garoto aproveitava enquanto Ryan se distraia, com os pássaros e as pessoas que andavam sobre a praça, para olhar-lo. Admirá-lo, seus cabelos quase sempre Eram sedosos e formavam leves ondulações, que não chegavam a serem cachos. O brilho deles, Brendon queria cheirá-los, ali mesmo no meio da praça. Brendon jamais sentiu vergonha de admitir, sua sexualidade. Ele não sentia, que esconder o que ele sente, fosse tornar as coisas melhor.

“Eu escrevi uma musica para você, Brenny.” Ryan disse voltando seus olhos esverdeados, para o outro que abria um sorriso de orelha a orelha.

“Conte-me sobre ela, ou melhor, cante ela, baby.” Brendon se aproximou e depositou um beijo em seu pescoço e depois ficou roçando o seu nariz, na pele gelada do outro.

Ryan olhou para Brendon, novamente. E recuou um pouco, Ryan não gostava que Brendon se aproximasse dele, sem antes avisá-lo. Ryan sentia-se, um pouco vulnerável demais, perto de Brendon. Era como, se ele não pudesse fazer metade do que o outro fazeria pelo outro, era como se Ryan fosse apenas um brinquedo sem graça em uma liquidação, enquanto Brendon era o brinquedo de ultima geração, no shopping.

“Let me be inside of you,

inside of your mind,

inside of your sadness,

inside of your madness,

corrupt your loneliness.

Let me show you, how the

birds fly in a way that

you never think about,

you never doubt.

When you close your eyes,

when the day come

close to the night, when

the sound of the cloud

merges, with the sound

of the tears, your world

will be mine.

And when you will be barely breathing

i will kiss you. And watch,

you undress your sanity.

The angels, will cry because

They skin, will never had that perfume

that just you have.

And when you say for me go away,

i won't. Because, i will be here

no matter what you say.

Because, the monster that

you are afraid,

is the angel, that you loved

and beg

when you are in the bed”

Ryan cruzou as pernas e abaixou o olhar. Após, perceber o olhar do outro. Ele sabia que era algo inesperado, ele sabia que não deveria cantar coisas assim para o outro sendo que ele sabia que nunca poderia cumprir. Mas, ele gostava de atravessar barreiras, criar um mundo novo perto de Brendon.

“Ela é muito estranha.” Brendon disse arqueando a sobrancelha, colocando um ponto de duvida na cabeça de Ryan. “Mas, ela é estranha como você. Estranha de um modo que só eu posso pensar assim sobre isso e só eu posso dizer que é estranha, porque eu amo quando você é estranho. E eu amo cada palavra que você disse, ali. E eu vou amar tudo que sair de você, baby. Não importa o que seja, podem até ser palavras de raiva, ódio, tudo que vem de você é impossível, não me agradar”

Ryan puxou-o para um abraço reconfortante. Era impressionante, como Brendon conseguia fazer com que todos os problemas inimagináveis de Ryan, sumissem com só umas palavras. E alguns gestos. Era como se Brendon, fosse o remédio a chama da vida de Ryan. Era como se ele fosse, seu anjo. Seu anjo da guarda.

Brendon repousou sua cabeça, sobre o pescoço do mais velho. Enquanto o outro o olhava atentamente. As pessoas, que passavam sobre a praça, não evitavam, nem faziam questão de disfarçar os olhares, muito menos as palavras. Mas, aquilo não significava nada para Brendon, não se ele estivesse junto de Ryan.

Ryan entrelaçou os dedos e novamente, a velha e a melhor sensação que ele já havia sentido percorria seu corpo.

Às vezes eu acho que eu vou te perder, Brenny Bear.” Ryan disse enquanto brincava com os dedos de Brendon. “Sabe, eu me sinto tão perto de você, mas tão longe. Eu acho que eu nunca vou conseguir ser a pessoa que você realmente, precisa. Porque, eu não estou classificado, para isso. Um dia, você vai se esquecer de mim, querendo ou não. A nossa vida um dia termina, e por mais que eu queira passar o resto dela com você, nos dois sabemos que não será possível. E não somente, pela minha questão familiar ou pelas minhas doenças e defeitos, mas sim porque é o destino, Brenny. E o destino que vai nos separar não nossas escolhas.”

Brendon retirou imediatamente, sua mão da de Ryan e escondeu-a nos bolsos de suas calças, batendo os pés.

“Você está terminando comigo, Ry?”

Ryan inspirou o ar e depois o expirou, longamente tentando reorganizar, seus pensamentos e manter sua calma.

“Nos nunca começamos algo realmente, sério.”

x-x-x-x-x-x-x

Cartas que jamais foram enviadas.

Os corpos se completavam, assim como as suas almas se distanciavam, conforme o impacto dos sentidos, da desilusão dos sentimentos, da bagunça dos pensamentos. Eram como, duas pessoas destinadas a não ficar juntas porem, quem disse que você não pode mudar seu destino? Você pode fazer o que você, quiser desde que você queira. Ninguém pode te impor, limites, a menos que você mesmo, ninguém pode te dizer o que é ruim ou não, basta você saber o que é certo ou errado. Sem preconceitos, vivendo de um modo selvagem, sem limites. Apesar de que não existem limites. O que nos limita somos nós mesmos. Podemos ser o que queremos, quando queremos. Desde que queremos. A vida é um grande buraco da minhoca no continuum espaço-tempo. É só você decidir para qual lado, você quiser ir, para qual década. Você só precisa saber que a garganta pode te levar para um lugar que não é tão legal e que o tubo vai te puxar, para a grande imensidão de merda de sempre. A vida é uma ilusão selvagem. Faça isso por si mesmo, o mundo pode explodir. Você é tão egoísta, que nem vai se lembrar quando seu melhor amigo tiver morrendo ao seu lado, se você tiver a pessoa que você ama na sua frente. Mas, para pessoas como eu sentimentos são dispensados. Por isso que lhe trago, esse breve texto como uma carta de despedida, repleta de angustia, raiva e tristeza.

Não irei mentir que lhe desejo as mais sinceras, felicidades, com você e sua esposa. Porque ao contrario de tudo que você me disse, eu não sou como você pensa. Eu não sou uma criança imatura. Não é por causa, dos meus gestos ou gostos, que você pode me definir você mesmo tem que aprender, a controlar-se. Mas, na medida certa para você poder perder o seu controle quando for preciso. Na medida certa para você, se entregar a mim. Eu quero que seu coração sangre, assim como o meu sangrou quando você me deixou eu quero que você entenda, que a vida não é somente algumas noites juntos, palavras bonitas e um adeus. Nem muito menos, palavras que podem ferir-me profundamente. Dizer coisas agradáveis, para depois jogar em cima de mim uma bomba. Eu quero que você saiba que eu quero uma vida com você, não momentos. Não quero lembranças, para ficar remoendo, nem um passado, para eu me lembrar e chorar. Eu não quero que você continue na minha vida, se for para somente me machucar, ou me iludir. Eu já tenho a mim mesmo para me iludir, eu não preciso de um idiota para fazer o serviço completo.

Eu quero poder ver o sol brilhando nos seus cabelos, levemente ondulados, sua respiração ofegante, você implorar por mim. Você implorar, pelo meu amor assim como eu estou aqui implorando pelo seu, não que eu ache que isso seja em vão, eu não sou uma pessoa boa. E eu sei. Eu não faço questão de construir castelos de mentiras, como você e Z (Alias isso é realmente um nome Ry?). Eu não faço questão de esconder meus sentimentos, quando eu os sinto, mesmo que sejam mentiras. E você sabe o porquê? Porque, eu não tenho medo de nada. Eu não tenho medo do mundo me crucificar, e me julgar pelas minhas escolhas, porque a partir do momento que eu deixei de depender de alguém, minha vida se torna inteiramente minha e não, das pessoas que me rodeiam
Eu não espero que você leia essa carta inteira, porque eu sinceramente sei que você não vai querer gastar seu tempo comigo, depois, de tudo que houve entre nós. Não pareço, eu não aparento, mas eu sei. Eu conheço cada pedaço da sua cabeça, cada mínimo detalhe, de você. Você no final das contas, não é uma grande charada como você gosta de se denominar, você é apenas, um cara que se esconde atrás de uma doença, que nem lhe afeta tanto. Baby, porque você é grande demais, para um mero detalhe no teu sangue, te definir. Mas, a minha grande pergunta para você é porque, Ross? Porque, tudo isso? Eu sei que nós éramos jovens, você não precisa de todas essas bobagens, para ser alguém bom. Nós podemos esperar o destino nos separar, nos não precisávamos fazer isso. Você não precisa de uma garota, de um protótipo estimulado pela sociedade para ser alguém, significativo. Ou para simplesmente negar, sua real vontade. Mas, espera. Por, um momento esqueci-me que eu não faço parte da sua vida, alias, eu nunca fiz não é mesmo? Todas as coisas que você me disse, nunca foram verdade. Nunca, fizeram diference alguma na sua vida. Pois, bem lhe trago uma novidade desagradável. Na minha vida elas, fizeram diferença. È muito.

Com raiva e muito amor,

do seu pior pesado,

ou quem sabe, da sua

melhor lembrança

B.U,

xx.”

Eu sinto tanto a sua falta, Brenny Bear. Você não faz idéia de como dói, me sacrificar, e me matar a cada dia um pouco mais, para poder saciar essa sede, e vontade de você, de como é sair andar e não ter você me olhando ou você reclamando do meu modo de agir, ou simplesmente me tirando dos meus pensamentos. Eu queria tanto, poder voltar para você, mas eu jamais poderei. Eu cometi um grande erro, e eu sou maduro o suficiente, para admitir que eu me enganei sobre nós. Mas, eu não posso voltar no passado e reverter isso não é mesmo?
Eu queria poder te mostrar, minha cachorro o nome dela é Hobo. Ela é muito bonita. Eu gosto dela, mas ela me atrapalha, as vezes ela me deixe um pouco irritado, mas quem nunca me deixou ela me lembra um pouco você. Ela é meio doida, ela gosta de correr atrás de mim e rasgar as minhas roupas. Eu voltei a escrever, musica. Mas, a maioria delas são sobre você, então eu não posso mostrar para a Z. Eu acho que ela não se sentiria confortável, sabendo que meu coração nunca pertenceria a ela, e sempre pertenceria a você. Porque, quando eu lhe disse que te amava, eu jamais menti, você foi a maior verdade na minha vida Brenny Bear. Espero que você goste desse texto, que eu fiz para você. Eu soube que você está saindo com a Sarah? Eu realmente não sei escrever, o sobrenome dela, por isso me recusarei, a cometer um erro tão grande. Afinal não acho que seja relativamente, bom eu saber o nome de uma pessoa que eu odeio porque você é meu. E sempre será, não importa o que você diga, Brenny.
Não importa o que eu diga você sempre vai pertencer a mim e eu sempre vou pertencer a você, não é como se sua mão fosse se encaixar em dedos delicados de uma garota como eles se encaixam no meu. Não é como se uma garota, fosse te acordar todo dia pela manha e te encher de beijos, sem se importar com a sua aparência. Não é como se a Sarah, fosse te amar como eu te amo.
E deixe que sua mente lhe pregue uma armadilha, que o diabo leve a sua alma, que os raios caiam sobre tua cabeça, desista de tudo que você acredita.
Deixe sua vida, sem rumo. Vá em direção ao que é errado, pois só assim você poderá saber, qual é a emoção da adrenalina. A adrenalina, que ferve as veias e que pulsa dentro das calças, a adrenalina da morte. Que te leva, pra outro estado, de um único modo que você possa realmente ser quem você é porque você vive através de máscaras, seguindo um padrão imposto pelos superiores negando, sua vida para pessoas distintas, mas ninguém poderá te parar se não houver como te parar, deixe sua alma em estado de êxtase e voe em minha direção, meu doce anjo, MEU anjo. Venha para mim, conheça o paraíso proibido que existe dentro de mim.
Eu não tenho condições psicológicas ou mentais para continuar uma vida sem você, baby. Eu não consigo dormir a noite com ela, sem pensar no seu perfurme no seu toque. Eu me arrependo de cada palavra, que eu te disse naquela tarde e eu principalmente me culpo por ter sido tão ignorante a ponto de negar o que estava na frente dos meus olhos, mas baby se você um dia chegar a ler isso saiba que eu estou pagando pelo o que fiz. E acabarei com essa divida hoje. Espero que em outras vidas, em outros corpos ou em qualquer outra dimensão eu possa encontrar você, porque meu coração mesmo que ele deixe de bater, sempre pertencerá a você.

Para sempre e do seu eterno,

Amor, da pessoa que te amará

Independente do que acontecer.

R.R,

xx.”

Ele procurava na imensidão dos olhos azuis, encontrar a grama seca do deserto nos olhos da garota. Aonde mãos quentes, pequenas e firmes, o seguravam. Ele preferia as grandes e desajeitadas. As roupas, escolhidas com extrema cautela, não faziam diferença para ele, a maquiagem nada. Sentia falta, de sentir-se livre. Lembranças foram às únicas coisas que restaram. As únicas. O cheiro que antes, impregnava e embriagava o seu corpo. Agora impregnava o de outra. Sentia-se culpado. Mas, o que podia fazer? Talvez, fosse verdade aquele velho ditado “nada que é bom dura para sempre”, mas, ele só queria que aquilo que havia existido entre os dois durasse um pouco mais. Os lábios aveludados, agora tinham gosto de batom. O prazer que sentia era fictício, um fruto de sua maior traidora. Sua mente. O calor, que o incendiava agora não existia mais. A raiva, a confusão de sentimentos, a confusão na cabeça o nó na garganta. Tudo havia se ido. Junto com ele. Para bem longe. Para um lugar onde ele jamais poderia estar um lugar onde pessoas acreditam que umas vão para o céu e outras para o inferno, mas ele só queria que o outro estivesse junto a ele. Mas, o amor que sentia jamais seria o mesmo. Agora o coração que antes, era grande e cheio de compaixão. Agora, carregava culpa e ódio. Mas, o mais importante a saudade. A saudade. O mais novo, castigava-se todos os dias que podia, por não poder ter tido a chance de salvar o maior, ou de não poder ter impedido de ter se deixado levar, por uma coisa que ele jamais seria capaz de fazer, pelo outro. Era um desejo culposo, um desejo que ele só conseguiria saciar, quando estivesse morto e junto ao outro.

“Eu não escrevo sobre pecados, mas sim sobre tragédias.”

Notas finais
Agora finalmente, não tem mais volta. :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!