Notas iniciais
Boas vindas aos novos leitores e boa leitura a todos. ^^

Soul Eater POV


Eu não sabia definir precisamente o que eu sentia naquele momento. Eu deveria estar aliviado por ser a Naomi atrás de mim, não é? Mas o que um tipo de intuição me fazia sentir era algo completamente distinto de alívio. Lancei o rosto para o lado, na tentativa de ter algum contato visual com Naomi, mas do ponto onde ela estava eu não conseguia ver muita coisa. Tentei então dizer algo sem que aquele sentimento estranho que me tomava fosse denunciado pela minha voz.

– Naomi, o que está acontecendo? Dá pra você me desamarrar? Essa corda está me apertando. – A aquela altura, as marcas da corda já tinham passado de vermelhas, estavam roxas. Meus braços, expostos pelas mangas curtas da camisa, apresentavam sinais de má circulação, já que as cordas que me prendiam impediam parte do sangue do meu corpo correr por aquela região, assim como pelas pernas e por parte do peitoral.

Naomi soltou alguns risos ao fim de minhas palavras. Ela abandonou a posição de antes, onde estava curvada até minha nuca, e tomou uma postura mais ereta. À medida que ia se soerguendo e dando alguns passos até chegar a minha frente, seus risos gradualmente iam se tornando gargalhadas fervorosas. Me surpreendi com tal reação, porque ela estava agindo daquela maneira estranha? E pelo jeito que ela se posicionou a minha frente cruzando os braços, compreendi que ela não pretendia me desamarrar. Encarei-a franzindo o cenho, enquanto ela tomava uma expressão mais séria, parando as risadas.

– Por que eu te soltaria? Eu ainda não fiz tudo o que eu queria com você.

– Dá pra você me explicar que merda é essa que está acontecendo?! – Exclamei com exaltação, provocando uma aparente irritação em Naomi.

– Você não está no direito de gritar comigo! – Senti um lado de minha face esquentar depois de um tapa dado pela ruiva. – Agora calado, porque quem vai falar aqui sou eu. – Naomi se virou, indo de encontro à mesa e pegando um estilete que estava repousado sobre a mesma. – Eu ainda não te perguntei... Você gostou da nova decoração, meu amor?

A voz dela em seus últimos dizeres era completamente fora do que eu estava acostumado: Ácida e áspera, nem ao menos parecia que era realmente Naomi. Desviei minha atenção, novamente, para o ambiente ao redor. Continuei incompreendendo a indagação dela. Decoração? Ela só podia estar ficando louca. Quando fitei a ruiva mais uma vez, notei que ela tinha se afastado da mesa e havia voltado para perto de mim. Ela apontava o estilete para um dos seus próprios pulsos, como se ameaçasse cortá-lo. Quando foquei o olhar em tal cena, percebi que seus braços inteiros tinham marcas de cortes, assim, também, como as coxas que eram exibidas pela saia que ela vestia. Evidentemente, me senti perplexo, e minha expressão fez com que ficasse notório o impacto que senti. Naomi abriu um sorriso no canto dos lábios, balbuciando algumas palavras ao apontar o cenário ao nosso redor.

– Parece que você gostou, né? – Ela ria debochadamente. – Foi tudo feito por mim! E adivinha só? – Agora ela virava um pouco do corpo, apontando a parede com aquela mensagem, a qual estava bem a minha frente. – Está vendo o recadinho que eu deixei pra você? Foi feito especialmente com meu sangue. – Suas risadas agora eram diabólicas.

Minha incompreensão pela situação só se abrangeu depois das palavras da ruiva. Ela havia mesmo dito “o recadinho que eu deixei pra você”?! Não podia ser verdade. Eu estava mesmo incrédulo, me auto-convencendo de que eu devia ter ouvido errado. Mas as cicratizes no corpo dela podiam mesmo ser associadas ao sangue na parede, isso era fato.

Minha mente era tomada por um turbilhão de pensamentos naquela hora. Eu estava totalmente aéreo, quando senti algo frio tocar meu rosto. Quando dei por mim, Naomi alisava minha face com a lateral mais larga do estilete, me fitando com um olhar amedrontador. Aonde o estilete era passado eu sentia uma ardência emanando, assim presumi que estivesse sendo cortado pela lâmina do objeto. Naomi, então, se sentou em meu colo, de frente para mim, com as pernas abertas em torno do meu corpo e da cadeira, ficando com o tronco colado ao meu, já que minhas mãos e braços estavam amarrados cada um em um lado da cadeira. À medida que algumas gotas de sangue escorriam pelos cortes, Naomi percorria com sua língua minha face, lambendo o líquido avermelhado. Ela parecia se sentir prazerosa em realizar tal ato. Eu continuava tentando entender o que se passava por sua cabeça, e o que a levava a fazer aquilo. Em certo momento, Naomi aproximou os lábios dos meus, iniciando um beijo fervoroso, em meio àquele sangue que permanecia escorrendo pelo meu rosto, enquanto ela esfregava seu corpo contra o meu. A situação estava muito estranha, Naomi nunca foi de agir daquele jeito, ainda mais com aquele ar sádico. Eu sentia uma repulsão demasiadamente grande sobre aquela circunstância, mas eu não conseguia me levantar nem empurrar Naomi para trás. Sendo assim, me limitei a cessar abruptamente o beijo e virar o rosto para o lado, bloqueando qualquer novo avanço da ruiva. Ela pareceu irritadíssima com minha reação, logo, se soergueu de forma rude, jogando o estilete do chão. A ruiva empurrou a cadeira, a qual eu estava amarrado, até a parede mais próxima. Ela me posicionou de costas para a parede e me encarava com expressão de fúria. Suas mãos agarraram uma mecha frontal do meu cabelo, entrelaçando seus dedos em meio aos meus fios grisalhos, e com um impulso, ela socou minha cabeça contra a parede atrás de mim. O impacto pelo baque foi forte, provocando um alto barulho e uma forte latejação em minha cabeça. Naomi pareceu satisfeita com minha expressão de dor, isso foi notório pelo seu sorriso esboçado de imediato. Como se não bastasse, ela se afastou por um instante, apanhou a marreta largada no chão e voltou até mim com a ferramenta em mãos. Ela alçou o objeto no ar, me analisando com o mesmo olhar diabólico de antes. O sorriso continuava presente em seus lábios quando ela levou a marreta em alta velocidade de encontro ao meu tórax. O impacto foi tão forte que seria um milagre alguma das minhas costelas não ter quebrado. Eu tossi bruscamente, como consequência da colisão. Mas Naomi ainda não parecia satisfeita, pois bateu a marreta contra meu peito mais duas vezes. A dor foi intensa, e desta vez, eu acabei cuspindo sangue enquanto a tosse se fazia mais forte. O ato involuntário de respirar agora era um fardo, pois eu sentia meus pulmões contraídos pelas costelas. A minha dor e minha aflição serviam de entreterimento para Naomi, que voltava a rir à medida que eu cuspia mais sangue. Estava cada vez mais difícil de acreditar que aquela situação estava mesmo acontecendo. Depois de cuspir centenas de vezes, eu arfava fervorosamente, tentando recuperar o fôlego para conseguir proferir algumas palavras.

– Você... – Me faltava ar entre as palavras. – Quem... É... Você? – Eu usava agora o pouco fôlego que me restava para respirar.

Naomi me fitava com ar magnânimo, ignorando minha indagação. Ou melhor, respondendo-a com novas risadas. Aquilo só me mostrava que aquela presente a minha frente não era a pessoa que eu costumava conhecer. Ou não era a pessoa que eu achava que costumava conhecer.

– Que tal eu arrancar a sua língua pra que você não me incomode mais com perguntas idiotas? – A ruiva agora tinha uma grande faca em mãos, demonstrando estar totalmente transtornada através do seu olhar maléfico. Ela se aproximou, apertando minhas bochechas com uma só mão, me fazendo abrir a boca, enquanto a outra mão segurava a faca. Eu mantive a língua retraída, mas a mão que trazia a faca se ergueu no ar, em seguida, ficou bem próxima à minha boca. Parece que iria mesmo acontecer aquilo.

Eu fechei os olhos, espremendo as pálpebras, como se não ver a cena fosse evitar algum tipo de dor. Eu pude sentir o toque frio da lâmina tocar parte de minha boca, mas quando eu pensei que iria perder a língua, ouvi o barulho de algo caindo no chão. Abri os olhos subitamente, analisando com o olhar o que havia caído. Era a faca ali no chão. Naomi havia deixado a mesma cair, provocando apenas um pequeno corte em meu lábio inferior. Investiguei com os olhos o que teria causado a queda da faca, e notei que a ruiva agora se agachava aos poucos, com as duas mãos segurando a cabeça, proferindo alguns gemidos de agonia. Sua voz variava entre tons agudos e graves em questão de milésimos de segundos.

– Para! Para com isso! – A ruiva, agonizante no chão, exclamava ainda segurando a cabeça.

Com quem ela estava falando? Comigo não podia ser porque eu não tinha condições no momento para lhe ameaçar de alguma forma. Então quem era que Naomi mandava parar? Após muito se contorcer, de súbito, ela parou com as exclamações e aquietou-se, retirando as mãos da cabeça. Sua expressão mudou totalmente, mas, aparentemente, para melhor. Era como se uma torneira que emana rancor e fúria tivesse sido fechada naquele exato momento. Mas por mais que ela parecesse diferente, o sentimento latente em mim desde que eu havia acordado do desmaio ainda palpitava em meu peito.

Depois que parou de se debater, Naomi se ergueu do chão de forma ágil e se dirigiu a mim sem nenhuma hesitação aparente. Eu ainda estava consideravelmente assustado, e fiquei receoso sobre o que ela faria comigo em seguida. Milhares de suposições terríveis rondaram minha mente em questão de segundos, mas a atitude tomada por Naomi não correspondeu a nenhuma dessas minhas suposições: Ela simplesmente me desamarrou. Eu me senti demasiadamente surpreso, e logo quando as cordas se afrouxaram, eu lancei meu corpo o mais distante que eu consegui para longe da ruiva. Ficamos, assim, cada um em uma extremidade da sala. Eu transformei um de meus braços em foice, indicando que eu estava pronto para o ataque. Naomi me olhava parecendo surpreendida com minha reação.

– Não adianta encenar me olhando com essa cara. – Esbravejei por causa do notório cinismo que ela usava em sua expressão.

– Soul... – Ela moveu-se com um passo para frente. Automaticamente, dei um passo de recuo e ergui na frente do corpo meu braço recém transformado em foice, reforçando a mensagem de estar pronto para o ataque.

– Não se aproxime. – Após meu comando, ela cessou os passos de imediato. Eu a fitava com fervor, me sentindo provocado pela expressão esboçada por ela, de quem não entende o que está acontecendo, e tentava não avançar pra cima dela. Por fim, consegui me controlar, e seguir com minhas palavras. – Porque você está fazendo tudo isso, Naomi?


A resposta não veio. Por ao menos 1 minuto, permanecemos em silêncio, nos encarando. Ela pareceu ter usado essa trégua para formular uma resposta plausível, pois antes que eu quebrasse o silêncio, a ruiva se encarregou de fazer isso por mim.

– É-er... É uma longa história. Eu garanto que vou te contar tudo, mas eu preciso que você acredite em tudo que eu disser. – Ela balbuciou com hesitação. A sua exigência me causou um inquietamento, e quando estava prestes a retrucar, ela retomou as palavras. – Tudo bem. Quando eu terminar de explicar tudo, caberá a você me julgar por mentirosa ou não. Mas você tem que me escutar até o fim... Por favor. – Ela parecia verdadeiramente misericordiosa em suas últimas falas. Eu lhe dei então a chance de se explicar, e quando notou a oportunidade, ela respirou fundo, como se jamais fosse respirar novamente na vida, iniciando novas palavras em seguida. – Pra começar, você deve saber que meu nome não é Naomi. Eu me chamo Yoko Hanover. – Me vi paralisado com aquelas poucas palavras, mas não a interrompi. Eu queria ver até onde chegaria tudo aquilo. – Eu não sou uma manipuladora de armas, muito menos dona desse corpo aqui. – Ela fazia referência ao seu próprio corpo, apontando para si mesma. Aquela explicação não estava fazendo nada a não ser me confundir ainda mais. Mas as palavras seguintes me fariam compreender a situação. – Esse corpo que você vê é sim da Naomi Nakamura, ex-estudante do Shibusen. Mas quem o habita agora, não é mais a Naomi. E sim eu, Yoko... Uma bruxa procurada pelo Shibusen. – A última frase surtiu como uma dinamite em meus ouvidos.

– Uma... Bruxa? – Indaguei incrédulo.

– Eu irei explicar. – A ruiva respirou fundo mais uma vez, deixando subentendido que estava tomando coragem de dar um passo irreversível. – Eu sou a bruxa do equilíbrio. Tecnicamente, sou a representação carnal do que os humanos conhecem como yin-yang. E assim como yin-yang, eu sofro de uma dupla personalidade, e essas personalidades são completamente opostas. Quem você está escutando agora, é a parte Yang, a metade pertencente à claridade. E aquela que estava aqui há pouco tempo atrás, que causou todos esses ferimentos em seu corpo, era a parte Yin, a outra metade pertencente à escuridão. Em suma, nós nascemos num só corpo, mas com duas consciências distintas. – Houve uma pausa e um suspiro. – Sobre os meus poderes de bruxa, bem... Possuo uma habilidade mágica, chamada transformação corporal. Eu posso copiar a aparência física que qualquer pessoa, desde que ela esteja viva. Para copiar a fisionomia de alguém já morto, é necessário que eu coma a alma dessa pessoa. E quando isso acontece, eu passo a conseguir copiar não só o físico, mas também a personalidade e as habilidades da alma devorada. E foi assim que eu consegui o corpo da Naomi. Eu a matei e devorei a alma dela, enquanto você assistia tudo. – A ruiva cessou momentaneamente as palavras, analisando minha expressão de incompreensão. – Aquela noite, que você viu a Maka matar alguém, Soul. O cadáver ensanguentado era o corpo da Naomi, e a Maka... Na verdade não era ela. Era eu copiando a fisionomia dela. Entende? – Eu estava boquiaberto. Repentinamente, eu via todas as peças do quebra cabeça se encaixando bem à minha frente. As palavras de Yoko continuaram soando, tornando tudo cada vez mais claro. – Eu te atraí aquela noite, para que você assistisse àquela cena e achasse que tinha sido mesmo a Maka que houvesse cometido aquele assassinato. Para isso, eu copiei a aparência do Stein e lhe passei aquela tarefa extra como se fosse uma legítima tarefa. Depois eu me passei pela Maka, te acompanhando o dia todo naquela pseudo-tarefa, e de repente, desaparecendo do seu lado, pra que assim você fosse me procurar e acabasse assistindo à cena que você assistiu. Tudo foi como eu planejei: Você se separou da Maka, eu me apoderei do corpo de Naomi, e me tornei a sua nova shokunin.

Tudo se encaixava perfeitamente, não havia maneira de duvidar das palavras dela. Mas uma indagação ainda repercutia em minha mente:

– Por que você fez isso tudo?

– Não é óbvio? O que é que toda bruxa sonha em fazer? Nós sonhamos em destruir a barreira que nos impede de reinar neste mundo, destruir o nosso maior inimigo... Shinigami-sama.

– E por que você teve que envolver logo a mim, à Maka e à coitada dessa Naomi?

– Eu escolhi você porque eu precisava de alguém suficientemente próximo ao Shinigami para que eu pudesse consolidar meu plano. E entre as Death Scythes, você seria o mais fácil de dominar, já que naquela época você tinha acabado de conseguir sua transformação, e não a controlava direito. – A voz de Yoko aos poucos passou a se tornar um pouco ríspida. – Já a Maka estava no caminho, eu precisava me livrar dela. E a Naomi, ora... Eu precisava da alma de algum estudante para ficar no Shibusen sem ser notada. – Em suas últimas palavras, ela soava como quando estava dominada pela escuridão da parte Yin. Mas eu nem pensei pelo pior, na possibilidade de Yin ter voltado ao comando do corpo, e prossegui com novos questionamentos.

– E você ia me influenciar a matar o Shinigami-sama? Você nunca conseguiria isso.

Assim que encerrei minhas palavras, Yoko começou a gargalhar, da forma demoníaca de antes. Aquilo era mais do que um indício, era uma confirmação de que Yin havia voltado.

– É lógico que eu seria mais inteligente que isso. Eu iria devorar a sua alma e tomar posse do seu corpo e das suas habilidades. Na verdade... Eu ainda vou devorar a sua alma. Mas antes eu preciso dar um jeito na Yang para que ela não atrapalhe. – Novas risadas diabólicas surgiam gradualmente, até que abruptamente, elas foram interrompidas. Presumi que fosse Yang reagindo contra Yin. Logo, as próximas palavras de Yoko deram resposta positiva às minhas expectativas. – Soul... – A voz menos ríspida que sempre chamava meu nome... Aquela era sim Yang. Mas agora ela parecia meio engasgada, como se algo a tentasse impedir de prosseguir; provavelmente era Yin. – Soul, eu não vou aguentar suprimir a Yin por muito tempo. Ela é mais forte do que eu. Você precisa... – Ela dava alguns tossidos e se contorcia. – Você precisa me matar logo.

Me senti impactado com a ordem tão repentina dela.

Agora eu entendia como tudo havia acontecido de verdade, eu compreendia plenamente que a principal culpada era Yoko. Mas isso não era suficiente para me fazer atentar contra a vida dela. Por mais que eu estivesse furioso com Yin, quando Yang estava no comando do corpo, eu podia sentir boas intenções emanarem de seu olhar. Pode ser que eu estivesse completamente errado, mas eu não conseguia me convencer disso.

– Eu não posso. – Confessei a ela, voltando meu braço transformado em foice ao normal. Tombei a cabeça para baixo, fitando o chão, e me condenando por não ser capaz de fazer aquilo.

– Me desculpe, Soul. – A voz quase chorosa de Yang me fez soerguer a cabeça para fitá-la. – Eu fui forte o suficiente para reprimir Yin quando eu me apaixonei por você. Eu a dominei para que ela não fizesse nada de ruim contigo. Mas depois eu perdi o controle quando eu e você terminamos. – Ela arfava, por conta do esforço que fazia por se manter no controle do corpo. – Eu só consegui voltar ao controle agora porque eu não podia vê-la te ferir sem tomar nenhuma atitude. Me desculpe... – Yang choramingava em meio aos arfares.

Eu apenas a fitava de longe, inerte, sem saber que atitude tomar. Eu sabia que precisava ser ágil, antes que Yin voltasse. Mas o que eu deveria fazer?

Tudo estava girando a mais de 200km/h em minha mente, eu estava completamente tomado pela confusão mental. Até o momento em que tive o turbilhão de pensamentos interrompido por uma explosão. A parede localizada atrás de Yoko, onde ficava a janela, explodiu, causando a queda da ruiva no chão e a formação de uma cratera na parede. Do buraco formado dava-se para ver a rua lateral do prédio em meio a muita fumaça. Espalhado pelo chão devido à explosão, havia fragmentos de tijolos, lascas de concreto e pedaços de abóboras.

Sim. Abóboras.


Por trás da fumaça que abaixava pouco a pouco, revelou-se a presença de duas inesperadas visitas.

Maka e Blair, em cima de uma abóbora flutuante.

Notas finais
Ai gente, esse capítulo ficou uma bosta, eu sei. Totalmente fora do que eu esperava e, provavelmente, do que vocês também esperavam. Eu estava sem tempo, sem ideias, não sabia como continuar a história, foi chegando no final do capítulo e foi batendo aquela preguiça, sabe? Então espero que aceitem as minhas sinceras desculpas. Por enquanto eu vou deixar o capítulo assim mesmo, mas futuramente, quem sabe, eu consiga pensar em algo melhor e daí eu edito ele, ok?

E apesar do que eu falei anteriormente, esse não é o último capítulo (vcs já notaram, né? kk). Então, até o próximo. o/