Broken

2 Túmulos


Notas iniciais
Mais um capítulo.

Minha vó sempre me contava histórias de terror, eu gostava. O estranho por que sempre que ela me contava essas histórias eu tinha um pesadelo na noite passada, era como se ela adivinhasse, e na noite seguinte eu dormia feito uma pedra.

Por mais que eu acreditasse em espíritos, eles não eram do cotidiano, era apenas uma história que eu acreditava. Não nego, que sempre sonhei em ver um, mas apenas um que não me machucasse, apenas fosse uma boa experiência.

Quando sair do banho, me vesti, dessa vez usando uma blusa vermelha e uma calça larga, e um cuturno, pentiei o cabelos mais um vez, era viciante.

Sai do quarto, com fome. Procurei na casa inteira, não vi ninguém. Era sábado a tarde, todos estariam ocupados. Provavelmente, minha mãe estaria no shopping, meu pai jogando golf, a empregada estava no seu dia de folga e meu irmão mais novo estaria em Hotzzone, alguma coisa do tipo.

Quando eu lembrei do meu irmão, eu lembrei da minha outra irmã. Era triste, o fato dela ter morrido quando eu tinha 3, ela era 2 anos mais velha, eu ainda lembrava dela, brincando comigo. Eu amava ela. Ela era única, especial, perfeita.

Agora, era ela um espírito, e estaria cuidando de mim. E foi aí, que me lembrei da noite passada, com certeza, ela não estava me protegendo. Talvez, ela só não me protegeu, por causa de minhas bebedeiras e por causa das drogas. Era isso sim, minha irmã, nunca me abandonaria, assim como eu, mesmo ela não estando aqui do meu lado viva, mas estava viva no meu coração e na minha mente.

Parei de pensar nela, quando senti os meus músculos do abdômem se contrair e sair um barulho de fome.

Abri a geladeira, fiquei em dúvida em que pegar, eu sempre era indecisa, eu tinha medo, só não sabia o motivo.

Peguei uma soda. Abri o armário, peguei um saquinho de batatas. Eu sabia que aquilo não era uma comida boa, para a primeira refeição, mas eu não ligava.

Sentei na mesa, e abri o saquinho de batatas, e a soda. Vi que o controle da TV estava na mesa, peguei com um pouco de dificuldade, liguei a mesma, e mudei os canais, procurando alguma coisa que me atraísse, foi impossível. A TV só agradava patys e playboys.

Depois que comi, notei que estava frio, então peguei um sobretudo de couro, o meu violão e as chaves do carro. Eu sentia necessidade de ir no cemitério.

Dirigi em silêncio. Quando cheguei no cemitério, eu procurei o túmulo da minha irmã. Era o mais lindo. Eu havia escolhido, era arquitetura gótica.

Eu sentei em cima do túmulo. Era surreal esse momento.

Notas finais
Comentem.