Broken

3 Pessoas Novas no Cotidiano


Notas iniciais
Um capítulo grande, dedicado a ADARYRML

Com a minha irmã, eu me abria, e me sentia eu de novo, apenas eu. Me sentei em cima do seu túmulo e abri a capa de couro do violão, e retirei o mesmo, em seguida peguei um caderno com a capa preta e uma caneta também na mesma cor, que eu sempre guardava ali, junto com o meu violão.

Senti uma lágrima descer dos meus olhos verdes, tentei seca-la o mais rápido possível, que foi meio em vão, já que começou descer outras mais díficil de controlar.

Comecei a fazer movimentos com a mão, que se resulto notas musicais, e comecei a cantar.

Playground scholl bell rings again Rain clouds come to play again Has no one told you she's not breathing? Hello, I'm your mind giving you someone to talk to Hello!

Eu me lembro como se fosse ontem. Estava-mos na escola, e tinha tocado o sinal do intervalo, e todos os alunos estavam alegres correndo, e eu e a minha irmã estava descendo a escada, e eu percebi ela mudar de cor e fui deslizando na parede da escada e sentou, e os alunos continuavam descendo a escada e não respeitaram ela, e ninguém notou que ela não respirava e aí ela se foi, e nunca mais conversei com ninguém sobre isso, apenas com a minha mente.

If I smile and don't belivie Soon, I know I'll wake from this dream Don't try to fix me, I'm not broken Hello! I'm the lie living for you so you can hide Don't Cry

Depois disso nunca mais eu sorri de verdade, e quando sorrio eu não acredito e depois eu volto ao normal. E eu coloquei na minha cabeça que eu sou assim, sabendo que é a mentira, e eu tento não chorar, mas não consigo.

Sunddenly, I know I'm not slepping Hello! I'm stiil here All that's let of yesterday

E as vezes, eu sei que não estou dormindo e quero que as pessoas saibam e que elas chamem o meu nome, e que estou lá, com os restos.

Depois que parei de cantar, eu parei de chorar. A música foi um desabafo, e me ajudou. Depois escrevi no caderno a letra e as notas. E quando eu terminei eu ouvi aplausos, e me assustei. Temi em olhar pra trás, mas olhei.

Vi um homem branco e um pouco careca pela sua idade, com os cabelos loiros e barba da mesma cor e olhos claros, e um pouco acima do peso e com alguns piercing.

- O que foi isso? — Começou a dizer o homem loiro.

- Isso o que? — Perguntei confusa.

- A música. — Ele tinha respondido minha pergunta.

- Que que tem ela? — Perguntei de novo.

- Ela é perfeita! Os acordes, a letra e a sua voz. — Respondeu.

- Você está delirando! Não fiz nada de mais. Existe gente com mais talento que eu. E que fazem pessoas alegres dançarem. E não com a minha música triste que eu faço.

- Só por que seu gosto é diferente, não significa que você não tenha talento. — Retrucou.

- Que seja. — Tentei finalizar a conversa.

Peguei meu violão e coloquei dentro da capa de coro, fechei o caderno e tampei a caneta e coloquei junto com o violão e me levantei do túmulo da minha irmã e fui andando, mas senti uma mão no braço me impedindo de continuar andando. Virei para trás e vi o tal garoto me segurando.

- Qual é o seu problema? — Perguntei nervosa.

- Nenhum. Eu só quero te dar isso. — Ele me entregou um cartão branco que coloquei dentro do bolso do sobretudo e fui em direção do meu carro branco e antigo.

Peguei as chaves do meu carro dentro do bolso e abri a a porta de trás do carro e lá eu coloquei o violão e depois fechei a porta, fui para a porta do motorista abri e entrei. Tirei o sobretudo e coloquei a chave na ignação e liguei o aquecedor e liguei o rádio, coloquei o CD do Nirvana, isso sim é música de verdade.

Dirigi com calma até em casa sem fazer nenhuma barberagem no trânsito. Quando abri a porta de casa me deparo com um casal aborrecido.

- Onde você estava? — Minha mãe dizia.

- Na casa de uma amiga. — Mentir.

- Hum. Você se esqueceu da festa da empresa do seu pai? — Minha mãe me lembrou. Merda! Como eu pude esquecer? Passei a semana inteira me preparando pra essa festa.

- Me desculpe, mãe. Eu realmente me esqueci. Podem ir na frente que eu encontro vocês lá. — Disse.

- Ok. Mas, eu vou pedir para o motorista de pegar. Não vou deixar você ir no evento chique naquele lata-velha.

- Hey, eu gosto dele, ok?! — Fiquei chateada com que ela disse.

Subi as escadas correndo, e joguei o sobretudo e o violão na cama e tirei a minha roupa e joguei no cesto de roupa suja e fui na direção do banheiro. Entrei no box e liguei o chuveiro e agua quente caiu sobre a minha pele, foi relaxante. Lavei meu cabelo, e me ensaboei e desliguei o chuveiro, abri o box, e preguei a toalha branca pendurada, e sequei o meu rosto e peguei um ropão e coloquei. Fui em frente do espelho e passei a mão no mesmo para tirar o vapor. Peguei minha escova de dente e coloquei a pasta de dente e escovei os dentes.

Tirei a toalha do meu cabelo e passei a escova no meu cabelo, depois peguei o secador e sequei o meu cabelo até ficar liso. Tirei o meu ropão e passei um desodorante nas axilas e creme na pele. Fui no meu closet e abri a gaveta que tinha minhas roupas íntimas. Escolhi uma calçinha fio-dental vermelho com preto e um sutien do mesmo jeito. Abri uma porta do meu armário, e vi um vestido que seria bom pra ocasião. Vi que não precisava de sutien, então tirei. Peguei um vestido preto, curto, colado e com o decote V na frente até o umbigo.

Olhei no espelho. Não era o vestido que eu queria, mas a minha mãe ficaria feliz em vê-lo. Vi que as minhas unhas estavam feitas, e depilada e sombrancelha e buso feito, então eu não precisava ir no salão.

Passei corretivo nas olheiras, base no rosto inteiro, pó compacto no rosto, blush nas bochechas, passei um lápis claro, uma sombra clara, um risco fino de delineador e um rímel e por último um brilho labial.

Borrifei perfume em mim e peguei um sandália de salto. Peguei uma bolsa de mão preta, e coloquei 10 reiais, um brilho, minha identidade, meu celular e um cartão de crédito. E desci e vi o motorista. Ele abriu a porta pra mim e entrei e o motorista fechou. e ele dirigiu o carro em silêncio.

Cheguei na festa, e vi um monte de fotógrafos tirando foto de mim, quando sair do carro. Dei um sorriso e entrei. Algumas falaram comigo e eu falava alegre.

Vi uma pessoa que não me agradou. Como assim ele esta lá? O cara do cemitério. Ele veio falar comigo.

- Pensou na minha proposta? — Perguntou.

- Na verdade não. E me deixa em paz, obrigada. — Deixe ele plantado e fui falar com algumas amigas.

Combinamos de depois da festa ir em uma boate e poder beber de verdade e aprontar. Eu estava precisava de fazer coisas diferentes e aprontar, pra esquecer os meus problemas.

Notas finais
Então gostaram? Esperto que sim? Comentem? Ou sugestões?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.