Brides of Vampires - Interativa
10 Chapter IX
Notas iniciais
–Você por um acaso estaria à procura deste inútil objeto?
Amy se espantou com a voz atrás de si e rapidamente se virou em sobressalto. Reiji se encontrava próximo a porta, segurando o objeto em sua mão. O moreno, impressionantemente, não estava usando seu usual terno, ou seja lá que porcaria era aquilo que parecia um terno, mas estava com uma camisa social branca levemente aberta acompanhada de um colete em um tom arroxeado.
–Meu celular! – A garota se levantou e deu alguns passos em direção a Reiji – Por que você está com o meu celular? – Amy esticou o braço para pegar o objeto, mas o garoto não deixou – Me devolva!
–Não creio que necessite deste aparelho por aqui – Reiji respondeu olhando-a seriamente
–Me. Devolva! – A garota insistiu fazendo com que o vampiro fechasse mais o semblante, um sinal claro de que estava perdendo a paciência.
Não mais que de repente o moreno deu um arranque com seu corpo fazendo com que a garota, que se encontrava em sua frente, se assuntasse e também que fosse para trás acabando por bater com as costas na parede.
Reiji bateu uma das mãos ao lado da cabeça de Amy fazendo ela se encolher levemente e estremecer um pouco assim que olhou para o seu semblante, que por sinal não era muito amigável e que também não estava a uma distancia muito segura do da garota.
–Humanos são tão estúpidos que ao menos sabem respeitar simples regras – Falou olhando fundo nos olhos da garota
–Regras? Que regras? – A garota se confundiu um pouco com as palavras do vampiro, mas resolveu ignorar por hora, ela já tinha suas pequenas dúvidas de que aquele cara era meio problemático então resolveu somente continuar falando – E estúpido é você! Não tem regra nenhuma sobre isso, se tem ninguém me falou disso, o que significa que é irresponsabilidade sua e o celular é meu! Então, por obséquio, me devolva!
Com isso o pouco que restava da pequena paciência do vampiro foi embora e em um ato rápido ele agarrou o pescoço da garota com a mesma mão que alguns instantes atrás se encontrava ao lado da cabeça dela e a levantou, tirando seus pés do chão.
Imediatamente, em uma ação involuntária, as duas mãos de Amy foram para o pulso do moreno e começaram a arranha-lo em uma tentativa sem sucesso de diminuir o aperto, assim como seus pés começaram a se mover no ar à procura de algum apoio.
Podia-se enxergar claramente nos os olhos da albina o pavor que ela estava sentindo no momento, da mesma forma que se podia ver nos olhos de Reiji que sua intenção era mata-la e que estava se divertindo, bastante até, com a situação.
Amy sentiu como se seus sentidos estivessem deixando-a lentamente, fazendo com que seus arranhões no pulso do garoto perdessem força e intensidade e fazendo também seus pés pararem de se mexer quase completamente. Ao perceber esses detalhes o vampiro abriu um grande sorriso, assustador na opinião de qualquer um o que olhasse, e apertou ainda mais a mão no pescoço dela para “adiantar” um pouco mais o processo.
–Y... U... Ri – A albina chamou, com uma dificuldade assustadora, devido à ausência de oxigênio, o único nome que lhe dava um fio pequeno de esperança de sair viva dessa situação por mais que a cada segundo parecesse mais impossível, mas talvez esse nome não fosse o tão “único” assim.
A vista de Amy começou a perder o foco e aos poucos escurecer. A garota não percebeu quando uma terceira pessoa entrou no quarto, menos ainda quando essa pessoa pegou o celular da garota que descansava esquecido na mão de Reiji e facilmente o partiu em pedacinhos, ela somente percebeu no momento que o garoto soltou seu pescoço fazendo com que ela caísse de joelhos no chão rapidamente levando suas próprias mãos ao pescoço enquanto puxava o ar de uma forma bruta e começava a tossir.
A última coisa que Amy viu antes de sua visão escurecer de vez foi Reiji saindo do quarto um tanto quanto frustrado e irritado e Subaru parado a sua frente de costas para ela, mas teve uma leve impressão de que ele a olhou antes dela apagar de vez, caindo para o lado.
~****~
–Posso te ajudar, bitch-chan? – Raito disse com um sorriso estampado no rosto enquanto olhava, e avaliava, Azusa
–Poderia começar não me chamando disso, muito obrigada – A garota respondeu dando um passo para frente e consequentemente se aproximando um pouco mais dele, mas ainda sim um pouco desconfortável com o olhar que o vampiro lhe lançava e com a própria presença dele, pois esse garoto tinha algo no olhar que a incomodava, muito – Meu nome é Azusa Nakano
Raito apenas alargou ainda mais o seu sorriso, deixando Azusa ainda mais preocupada sobre para onde a tinham mandado, ainda mais agora com aquela existente possibilidade das pessoas que ali moravam serem vampiros doidões matadores de garotinhas.
A morena pensou em perguntar sobre isso para o garoto esquisito à sua frente, mas rapidamente descartou essa ideia e quase se estapeou por ter sequer pensado nela, pois além de não confiar absolutamente nada no garoto, não o conhecia e nunca o tinha visto na vida.
–Qual seu nome? – Azusa finalmente se pronunciou assim acabando com o pequeno e breve momento de silêncio que havia se instalado entre os dois
–Raito... Sakamaki – O garoto, que agora Azusa descobrira chamar Raito, respondeu fechando o sorriso por um momento, mas logo voltando a abri-lo – Mas então, bitch-chan, posso te ajudar em algo?
Azusa revirou os olhos, mas resolveu não falar nada, pelo menos não agora, pois pelo visto ele é daqueles que não adianta falar para parar, porque vai continuar falando de qualquer jeito. Se ela teria realmente que ficar na casa, depois ela resolveria esse pequeno assunto de “Apelidos não muito legais”.
–Minha tia me mandou pra cá, não sei para quê ou porquê, mas mandou. Espero só não ter parado no endereço errado – A morena disse com a intenção de evitar muitas perguntas desnecessárias coçando a cabeça um pouco tombada para o lado com um dedo e dando um sorriso um pouco sem graça.
Depois que a pequena deu essa informação parece que a ficha de Raito finalmente caiu e ele se tocou do provável porquê da garota estar ali. Bem, mas se ela não fosse a sua tão, ou nem tanto, esperada noiva haviam coisas bastante interessantes que ele poderia fazer com ela. E isso, com certeza, agradava o vampiro de olhos verdes.
–Pode ficar tranquila, bitch-chan. Você com toda certeza está no endereço certo – O tom de voz que o garoto usou para falar fez com que um arrepio percorresse a espinha da garota em uma sensação não muito agradável – Me siga, eu vou te mostrar o seu quarto, ou melhor, o nosso quarto.
–O que?! – Agora sim Azusa estava confusa, muito confusa – Como assim? Você tá me zoando né?
O garoto apenas a olhou divertidamente e abriu ainda mais o sorriso antes de começar a andar
–Mais tarde eu te explico, bitch-chan
~****~
Alice estava andando completamente perdida pelos corredores daquela linda e magnífica mansão enquanto mentalmente se amaldiçoava por ter tido a “Brilhante” ideia de sair do quarto e pior ainda, por tê-la executado.
–Meus parabéns, Alice. Você se supera a cada dia. Meta de hoje: Se perder nesse inferninho com o risco crescente de ser atacada por um dos seis irmãos comédia, concluída com sucesso — Ela continuou andando por mais algum tempo enquanto resmungava consigo mesma até que avistou logo a frente Kanato saindo de um dos quartos, mas supreendentemente sem o seu esquisito e inseparável ursinho Teddy, Peddy, Todd, Podd... Bem, não importa o nome, é aquele bichinho esquisito que ele carrega pra lá e pra cá.
–Ei, Ou, psiu! Menino, pera ai! Me help aqui! – Ela aumentou o tom de voz para que o garoto a escutasse e balançou os braços, assim que Kanato parou de andar e se virou em sua direção Alice fez uma pequena corridinha para alcança-lo.
Ele a encarava com um olhar... Fofo, mas um pouco assustador também
–Pra onde você vai? – A morena perguntou para o garoto à sua frente
–Pra cozinha, vou pegar um pedaço de bolo – Kanato respondeu calmamente, mas também realmente esperançoso com o doce – Por quê?
–É que eu meio que me perdi por aqui quando eu resolvi sair do quarto. Posso ir com você? – O garoto apenas concordou com a cabeça e voltou a andar ignorando completamente a presença da garota que agora andava ao seu lado.
–Hã... Onde é que tá o seu ursinho, aquele que você carrega pra todo lado – Alice perguntou mesmo sentindo um ligeiro medo da resposta, mais ainda com o sorriso que o garoto abriu antes de responder.
–Ele está vigiando a Nana-chan
–Nana-chan? Nunally? — Kanato concordou com a cabeça. Com a resposta a morena sentiu algo que lhe foi interpretado por um mau pressentimento, mas mesmo com isso resolveu perguntar novamente para mais detalhes – Mas por que ele está “vigiando” ela?
O vampiro de cabelos roxos a olhou e sorriu, um sorriso terrivelmente perturbador. Largo e carregado de insanidade acompanhado por um olhar psicótico e respondeu:
–Ela foi dormir
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