Breathe Again

5 Continuação do Capítulo 4


Notas iniciais
Esse cap é apenas a continuação do flashback do cap passado.
E vcs vão ver que talvez a Elena e o Damon tenham se apaixonado antes de tudo acontecer.
Bem, esse vai ser um dos últimos flashback, a menos que vcs queiram mais.
Os proximo cap não terá flashback e não vai demorar muito para a Elena e o Damon se encontrarem.
O que vcs estão achando da fic? Tá muito lenta? Sentimental/melosa? As coisas tão demorando mt para acontecer?

~Continuação do Flashback~


Damon tinha me convidado para sair! Eu ainda não acreditava nisso, ficava repetindo a frase mil vezes para mim mesma. Eu estava radiante! Eu precisava escolher um roupa, só que ainda não sabia muito bem qual, só sabia que eu queria estar linda quando o encontrasse.


Depois de ficar durante um bom tempo olhando para o armário, decidi usar um vestinho curtinho vermelho, que apesar não ser muito justo realçava as minhas curvas. Passei rímel, lápis preto, batom rosinha, um pouco de blush e uma sombra clarinha. Calcei uma sandália de salto plataforma e eu estava pronta. Ou, quase pronta.


Eu ainda precisava dar um jeito de fugir de casa. Abri cuidadosamente a porta de meu quarto e caminhei o mais devagar que pude para não fazer barulho. Droga,pensei. Tia Jenna estava assistindo TV na sala, era impossível sair. Voltei para o quarto. A essa altura meu coração já estava acelerado assim como minha respiração.


Olhei para a janela e bem ali, do lado de fora, havia uma árvore. Bem, dava para eu me apoiar nela facilmente. Sentei-me na janela, coloquei um dos pés na árvore, segurei-me com uma das mão e depois coloquei o outro pé no mesmo galho. Eu já estava me xingando por estar de vestido, o que tornava tudo mais difícil e embaraçosso se alguém visse.


Esperei que não houvesse ninguém na rua para ver e fiquei torcendo para que a tia Jenna não escutasse o barulho e viesse ver o que estava acontecendo e acabasse me vendo correndo pela rua. Enquanto eu ia até o carro dele, eu ia tentando me ajeitar, arrumar os cabelos, o vestido para que ele não percebesse que eu tinha fugido pela janela, aliás, ele não tinha visto isso, não é? Eu espero que não.


Abri a porta do carro e não pude evitar de sorrir quando eu o vi sorrindo para mim. Damon estava tão lindo, estava usando roupas pretas como sempre, mas eu conclui que preto combinava com ele, combina com aqueles olhos incrivelmente azuis como o mar que me olhavam de forma sedutora.


–Oi. -Falei, finalmente quebrando o silêncio.


–Oi, tudo bem? — Damon perguntou enquanto me analisava sem nenhuma discriçao e eu senti a pele de meu rosto queimar ao ver o sorrisinho malicioso nos lábios dele.


–Tudo sim e você? -Respondi tentando não encará-lo.


–Você parece cansada. -Ele observou.


Bem, minha respiração ainda estava acelerada e meu coração batia vergonhosamente alto não só pelo esforço que fiz ao pular a janela, mas também porque meu coração sempre acelerava quando eu o via.


–Ah, é impressão sua...-Eu respondi fugindo do assunto não ia crer falar que eu tinha fugido de casa nem que eu gostava dele. Ou melhor, eu nem gosto dele, falei para mim mesma.


–Quando você for fugir pela janela, me avise, assim eu paro mais perto e você não vai ter que ficar correndo...-Damon falou-me num tom cínico, pude ver o sorriso se delinear ironicamente em seu rosto.


Rolei meus olhos, tentando fingir que o que ele dizia não era nada demais, era apenas algo idiota que não me perturbava nenhum pouco. Mas a verdade é que eu estava morta de vergonha e estava estampado em meu rosto. Senti minhas bochechas esquentarem, queimando de constrangimento, já imaginava o quanto eu deveria estar vermelha.


–Eu só estou fugindo de casa por sua causa. – Eu arrisquei responder alguma coisa. – O Sr. é uma péssima influência. –Provoquei-no.


–Eu sou sim...-Ele sussurrou, em seio rosto o sorriso voltou a se alargar. Senti meu corpo estremecer ao vê-lo sorrindo daquela forma! [I]Meu deus, ele é lindo![/i], eu pensei!- E você gosta..


–Talvez, eu goste...-Respondi tentando soar sedutora e abri um sorriso.


–Você não deveria subir em árvores de vestido...-Ele fez uma pausa.-A propósito adorei a sua calcinha rosa....


Não acredito!!! Ele tinha visto, ele tinha visto a minha calcinha! Isso é tão vergonhoso...


Se eu o estava achando lindo, naquele instante eu quis xingá-lo, bater nele, matá-lo. Ele estava me zuando! Que ódio! Ou melhor, que vergonha! Por que ele tinha que fazer isso? Por que ele sempre tinha que me deixar constrangida! Se eu já estava com vergonha antes, imagine agora! Eu queria achar um buraco para me enfiar e nunca mais sair de lá, eu queria morrer, ainda mais quando eu me toquei sobre a calcinha rosa rídicula de criança que eu estava usando! Ai que vergonha!


Mudei minha expressão, estava com raiva. Bem, eu não estava com raiva de verdade. Eu estava mais constrangida do que com raiva. A verdade é que eu não conseguia ficar brava de verdade com ele, ainda mais quando eu o olhava e via aquele sorriso tão lindo. Havia algo nele que era magnetizante, era algo que me atraía que e eu não conseguia entender direito.


Tudo bem, ele era irritante, mas eu sabia que ele era genti também, ele havia me segurado quando eu ia cair, ele havia dançado comigo quando eu estava sozinha e mais importante do que isso, ele me fazia rir e me sentir bem quando ninguém mais conseguia. Ainda assim, eu estava um pouco aborrecida e passei a ignorá-lo. Eu simplesmente não respondia quando ele falava comigo e Damon parecia estar se divertindo com isso. Depois de estarmos rodando de carro a um bom tempo e eu não aguentava mais.


–Para onde nós estamos indo? –Perguntei irritada.


–Decidiu voltar a falar comigo? –Damon perguntou-me como se estivesse se divertindo.


–Eu só quero saber para onde a gente está indo. –Insisti.


–Eu não sei. –Ele me respondeu com um sorriso descarado estampado em sua face. –Você parou de falar comigo e não me disse para onde queria ir. –Damon largou o volante e deu de ombros. – Então, eu só estou dirigindo. –Olhou-me e abriu um sorriso lindo e sedutor. –Ainda tem meio tanque de gasolina, podemos continuar dirigindo sem rumo e ver até onde chegamos...


Sem perceber, eu abri um sorriso. Bem, eu não duvidava que ele simplesmente continuasse dirigindo como havia me falado. Damon era tão imprevissível e eu gostava disso. Surpreendi-me ao perceber que a idéia de simplesmente dirigir para qualquer lugar. Era a idéia de liberdade e aventura que me fez gostar e, talvez, fosse por isso que eu gostava tanto da companhia dele, porque parecia que não haviam limites e nem algo estabelecido. Eu ficava completamente livre e feliz e era exatamente isso que eu queria e precisava.


–Do que você está rindo? – Damon me perguntou.


–Ah...de nada demais. – Respondi.


–Voce gostou, né? – Perguntou. – Da idéia de dirigir e ver até onde dá para ir...-Fez uma pausa e fitou-me diretamente em meus olhos e eu quase perdi o ar ao encarar os olhos tão azuis dele.


–Eu acho que sim...-Respondi sem jeito.


–Dá para perceber que você é uma menina que não gosta de rotina, nem de uma vida tão tranquila, só que não consegue achar ninguém que te mostre o lado divertido da vida...-Damon sorriu.


Como ele podia me conhecer tão bem? Era isso mesmo, eu queria me divertir e ser feliz. Eu já não era tão feliz mesmo antes de perder meus pais. Eu não era feliz com Matt porque ele era muito óbvio, era tudo muito certinho e não era isso que eu queria. E também não é o que eu quero agora. Eu nunca vou ser feliz com alguém que seja assim. Na verdade, eu seria feliz com alguém como Damon. Repreendi-me mentalmente. [i]Você não deve ficar pensando nele assim, Elena! Ele não é do tipo que quer alguém como você, Elena![/i], falei para mim mesma. Que idéia a minha! Eu mal o conhecia, na verdade, eu não sabia nada dele.


–Você é tão misterioso...-Sussurrei enquanto o analisava cuidadosamente. Ele era mais do que apenas lindo, ele era divertido, encantador, gentil. Bem, ele era gentil quando queria ser, mas ainda assim, era e eu gostava do jeito dele.


–Isso faz parte do meu charme, Elena. – Damon respondeu e arqueou uma das sombrancelhas, em seguida olhando-me de uma forma que considerei incrivelmente atraente.


–Sério... – Continuei. – Você nunca fala de si mesmo...


–Você que nunca me perguntou nada. – Ele respondeu e olhou-me de forma irônica. – Você só fica aí suspirando por mim enquanto olha as estrelas... – Enfatizou as últimas palavras, como se estivesse fazendo graça por eu ter falado das estrelas mais cedo.


Ignorei o que ele havia dito por último, se eu respondesse, ele iria falar algo que me deixaria completamente envergonhada. – Se eu perguntasse você não ia me responder mesmo...-Completei.


–Depende...-Damon permaneceu sorrindo. –Talvez, eu responda. – Ele fez uma pausa. –Ou, talvez, não. – Arqueou novamente a sombrancelha e me olhou da mesma forma sedutora e desafiadora. – Mas você pode tentar se quiser.


–Seu nome é mesmo Damon? –Tentei soar séria, mas acabei rindo mais do que deveria. Não achava que ele estivesse mentindo o próprio nome.


–É sim. –Damon rolou os olhos. –Você perdeu a chance de fazer uma pergunta melhor. –Falou ironicamente. –Agora é minha vez de te perguntar.


–Não, não, não! –Eu retruquei.-Nós não falamos nada sobre você me fazer perguntas, só eu posso perguntar.


–Injusto isso, Elena...-Fez uma carinha de magoado.


–Eu não sabia que isso te magoava. –Respondi num tom de brincadeira.


–Lógico que magoa. –Ele insistiu, mas, depois, acabou sorrindo, divertindo-se com aquilo.


Iria fazer outra pergunta, mas me calei por um tempo. Consideirei se deveria mesmo perguntar o que eu queria perguntar.


–Posso te fazer uma pergunta pessoal? –Perguntei. Baixei o olhar meio envergonhada.


–Pode.


–Você tem namorada? –A pela de meu rosto queimou intensamente, olhei para o lado para que ele não visse que eu estava vermelha de novo.


–Mais ou menos. –Damon respondeu-me e pareceu sincero. A resposta dele me deixou intrigada.


–Como assim, mais ou menos?


–É uma longa história...-Respondeu evasivamente.


–Qual o nome dela?


–Katherine... –Damon respondeu e eu senti uma pontada de ciúmes. Já não gostava dela.


–Por que você está aqui comigo ao invés de estar com ela? –Era uma pergunta que fazia sentido e bem, do jeito que eu já estava gostando dele, esperava que ele preferisse estar comigo.


–Isso também é complicado. – Respondeu. –Mas eu estou aqui, agora, com você, porque eu gosto da sua companhia. –Completou e olhou-me diretamente nos olhos. Adorava cada vez que me olhava daquela forma, era um olhar intenso. Ás vezes, eu achava que ele também gostava de mim. Talvez, ele gostasse, ele havia dito isso.


Meu coração acelerou-se no mesmo instante. Ele gostava da minha companhia, afinal. Senti todo meu corpo pulsar por ele de uma forma que não podia descrever, eu só sabia que a cada instante gostava ainda mais dele.


–E você gosta de mim? –As palavras saíram de minha boca antes que eu pudesse pensar ou contê-las.


–Isso é segredo. –Ele arqueou uma das sombrancelhas e depois me deu um olhar provocador, sedutor. Ele não era do tipo que parecia falar sobre sentimentos mesmo, mas eu sentia que ele podia gostar de mim, eu sentia pela forma como ele me olhava.–A gasolina está quase no final...-Falou, já mudando de assunto. –Acho que nós vamos ter que parar em algum bar de beira de estrada mesmo...


–Por mim, tudo bem. – Concordei. Eu não ligava para o lugar que fossemos, eu só queria a companhia dele. Eu já estava ficando dependente da presença dele e isso era tão bom quanto ruim. Bom, porque ele me fazia bem. Era o único que fazia com que todos os problemas que eu tinha desaparecesse e ruim, porque eu não tinha nenhuma garantia que aquilo fosse dar certo.


Ele parou no primeiro posto de gasolina que apareceu no caminho. Não abastecemos de primeiro, fomos para o bar que havia lá. Sentamos em uma mesa no fundo e pedimos cerveja. Bem, eu não sou do tipo que bebe, mas eu queria me divertir, apenas isso. Ficamos durante um bom tempo apenas conversando. Ele era um companhia incrível, era sem dúvidas alguma a pessoa com quem eu mais gostava de ficar.


–Você não tem que voltar para casa? –Perguntou-me curioso. A verdade é que eu não fazia questão alguma de voltar, sentia-me tão bem como ele. Por mim não voltaria mais, ficaria ali para sempre.


–Eu já fugi do castigo mesmo, então...


–Você estava de castigo? –Ele pareceu surpreso.


–Sim, por causa da noite no baile, eu perdi o horário de voltar para casa,então... –Fiz uma pausa. –Mas eu não me importo com isso de horário mais, eu gosto de ficar com você. –Eu estava apaixonada, mas eu não precisava falar isso.


Passamos não só a tarde, mas, também, a noite conversando. Eu me diverti tanto, fazia tanto tempo que eu não me divertia desse jeito. Aliás, nem antes da morte de meus pais, eu havia me divertido tanto.


Já deveriam ser umas nove horas quando ele me deixou em casa. Bem, ele me ajudou a subir pela janela, para que, quem sabe se a tia Jenna não tivesse notado a minha ausência. Mas o que mais importou foi o que ele me disse antes de ir embora.


–Ah, Elena...-Chamou-me. –Quanto aquela pergunta, eu gosto de você, você é uma garota incrível.


~Final do Flashback~


Notas finais
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