Breathe Again
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Finalmente consegui postar mais um capítulo!
Desculpem pela demora x.x
Espero que gostem do capítulo.
A Katherine aparece nesse :)
Por favor, não esqueçam de comentar.
Se você gosta da fic, recomente e me faça muito feliz!
Beijinhos
Eu estava tão ansiosa quando cheguei na casa de Caroline, precisava contar tudo que estava acontecendo comigo, contar sobre todas as lembranças que eu nem sabia que tinha, mas fizeram com tudo em mim mudasse. Talvez, eu já me sentisse dessa forma antes.
Sim, eu já amava Damon antes de me lembrar de tudo, de lembrar de que eu era apaixonada por ele muito antes de conhecer Stefan, de saber que tinha sido ele que fizera toda a diferença na minha vida quando eu estava devastada pela morte de meus pais.
Damon fez com que eu sorrisse, com que eu fosse feliz novamente. Perdi-me em meus pensamentos, em meus pensamentos nele. Tudo que eu penso é em Damon, em todas as coisas que eu quero dizer a ele quando o encontrar, nos beijos que tanto anseio para compartilhar com ele. Sim, eu o amo. Eu, Elena Gilbert sempre fui apaixonada por Damon. Meus pensamentos foram afastados momentaneamente de mim pelo agudo da voz de Caroline que abria um sorriso simpático ao me ver.
–Oi Lena! – A loira falou em seu tom costumeiramente animado e me abraçou carinhosamente.
–Carr! –Excalmei seu nome e retribui o abraço fraternal. –Como você está? –Perguntei preocupada, eu sabia que ela também estava passando por problema, todos nós estávamos, nossas vidas pareciam cada vez mais complicadas.
–Eu estou bem. –Falou tentando soar animada. –Bem, eu estou tentando ficar, né? Agora que o conselho todo sabe que eu sou uma vampira e o Tyler está morto...-Deu de ombros, como se isso simplificasse em alguma coisa a situação. –Eu acho que eu estou indo até bem superando tudo.
–Ah, eu sinto muito por tudo isso. Eu me sinto culpada, sabe? –Desabafei. –Se eu não fosse a cópia, o Klaus nunca teria entrado nas nossas vidas, nada disso teria acontecido e...
–Não é culpa sua, Elena. –Um sorriso verdadeiro desenhou-se nos lábios dela. –Agora me diz como você está se sentindo.
–Eu não estou bem, Carr. –Baixei o olhar entristecida e envergonhada. Eu não tinha problemas, não comparados aos dela, meu namorado não tinha morrido. Aliás, eu não tenho mais um namorado, não é? Eu não considero que eu e Stefan estajamos juntos. –E é sobre isso que eu quero falar com você, mas é melhor deixar...-Fiz uma longa pausa. –Eu não quero te incomodar com os meus problemas.
–Nós somos amigas, está tudo bem. -Ela concordou olhando-me com preocupação. –Você está assim por causa da transformação, não é? Não é tão ruim, com o tempo você vai se sentir quase como era antes.
–Não é sobre isso, Carr...-Falei hesitante. Tive medo de contar, mas o medo logo desapareceu quando fiz questão de lembrar a mim mesma que foi este mesmo medo que me fez ficar sem ele.
–É sobre o que, então, Elena- Caroline interrompeu-me com um olhar curioso.
–É sobre o Damon. -Falei suavemente e percebi que ela me olhava um pouco confusa.
–Ele voltou para a cidade? -Perguntou-me surpresa.
–Não. -Respondi afetada. -E esse é exatamente o problema.-Continuei. -Você não faz idéia do quanto ele me faz falta, Carr. –A sinceridade invadiu minha voz, afinal, era isso mesmo, a saudade era tão intensa, tão forte, se enraizava em meu coração, abrindo uma ferida profunda.
–É porque você é apaixonada por ele, Elena. –Caroline falou tão naturalmente que até eu me surpreendi. Será que era tão evidente o meu amor por ele? Ela tinha percebido antes de mim. Eu precisei morrer, me tornar uma vampira e me lembrar de tantas coisas para poder me entregar ao que eu sentia, ou melhor, ao que eu sempre senti.
–Eu o amo. –Concordei, minha voz ganhou uma suavidade diferente. –Na verdade, eu o conheci na noite do acidente dos meus pais e depois disso, eu o encontrei várias vezes, nós saímos e nos divertimos e eu me apaixonei por ele. –Suspirei profundamente. –Eu sempre o amei.
–Ah, Elena, isso é tão bonitinho. –Falou num tom quase infantil. –Você precisa falar com ele.
–Eu não consigo falar, Carr...-Lamentei-me.Senti-me tão vazia, tão sozinha e isso tudo era culpa minha, se eu tivesse se entregue ao que sentia antes, não estaria dessa forma agora, tão sozinha. -O Damon sumiu...
–Como assim, sumiu? -A loira perguntou de forma surpresa. Pareceu que para ela o termo "sumir" foi um pouco exagerado, mas é porque ela não sabia que eu já havia tentado de tudo.
–Eu não consigo falar com ele. -Minha expressão se tornou ainda mais densa, pesarosa. Estava ficando cada vez mais dificil para mim suportar a dor que a ausêcia dele me causava.-Quando eu ligo no celular dele, diz que o número não existe...
–Ah, Lena, eu sinto muito.-Fez uma pausa, tentando pensar em alguma coisa. -Você já falou com o Stefan sobre isso? -Perguntou como se já soubesse qual seria a minha resposta. Eu era tão óbvia assim?
–Não, não, claro que não. -Falei balançando negativamente a cabeça. Lógico que eu não tinha falado, não queria magoa-lo e também tenho medo de perdê-lo, não porque o amo, mas porque tenho medo da solidão.
–Mas você tem que falar. -Caroline falou-me em um tom incentivador. -Se não, vou vai ficar sempre assim, sempre confusa, em dúvida.
–Eu não estou mais em dúvida. -A confiança fluiu em minha voz, de uma forma muito mais impulsiva e ríspida do que havia imaginado, eu havia gritado. Irritei-me ao perceber que ela ainda achava eu não sabia o que queria. -Eu estou cansada disso, cansada de todo mundo achar que eu não sei o que eu quero. Eu sei muito bem!-Falei no mesmo tom e demorei um pouco para notar que estava me desequilibrando novamente.
–Tudo bem, eu entendi. -Caroline falou hesitante, estava completamente surpresa com o meu comportamento.
–Ah, desculpa...-Falei em um tom de arrependimento. -Desde que eu me transformei, eu me perco o controle das minhas emoções muito fácil.
–Tudo bem, eu sei extamente como é. -Sorriu de forma simpática. -Parece que a gente está de TPM, né?
–É isso mesmo, tem horas que eu estou animada e depois eu fico ansiosa e depois nervosa, com muita raiva...-Suspirei pesadamente e baixei o olhar. –Mas na maioria das vezes eu estou triste mesmo...
–Por causa dele?
–Sim, por causa dele. –Repeti e só de falar senti aquela sensação angustiante tomar meu corpo lentamente.
–Elena você precisa resolver isso. Conta a verdade para o Stefan, tenho certeza que ele deve saber onde o Damon está.
–E se ele não souber? –Falei numa voz chorosa. –Aí, eu vou ficar sozinha, e eu não posso ficar assim.
–Ai, Elena, larga de ser chorona e principalmente de ser medrosa. –A garota revirou os olhos como se estivesse cansada daquele meu drama eterno.
...
As palavras de Caroline surtiram efeito. Eu realmente precisava tomar uma atitude, eu já sabia disso, mas ela me incentivou para que eu realmente fizesse alguma coisa. Acelerei o carro, ignorando que estava acima da velocidade, surpreendi-me ao perceber que eu gostava da sensação que isso me causava, talvez, eu gostasse um pouco do perigo, mesmo se não houvesse nenhum perigo de fato, uma vez que eu era uma vampira e não morreria mesmo se terminasse em um acidente. Senti-me poderosa e achei graça. Eu estava diferente, eu estava melhor. Eu não quero mais ser uma menininha, isso não combina mais comigo, na verdade, acho que nunca combinou.
Quando eu cheguei em casa tudo mudou. Senti uma fúria terrível percorrer meu corpo quando eu a vi. Aquilo era mesmo uma audácia. Katherine estava sentada no sofá da sala, na minha casa. Eu a odiava e só de ver a imagem dela eu senti vontade de matá-la. Não imaginei que eu me sentiria assim, tão violenta.
–Bom dia, Elena. –Katherine falou em seu tom mais sarcástico, seus olhos fulgaram em um brilho de satisfação. Ele amava me irritar, estava estampado na fac e dela.
–O que você está fazendo aqui? –Perguntei indo na direção dela de forma agressiva. Não conseguia suportar a presença dela.
Naquele instante, Stefan surgiu e também pareceu irritado com a presença dela, não estava tão irritado como eu, é lógico.
–Eu já disse para você sair daqui, Katherine. –Ele falou em um tom pouco educado.
–Eu não quero ela aqui, Stefan. – Falei no mesmo instante, mal conseguia conter minhas próprias palavras. –Eu não quero.
–Mas eu vim para ficar, Elena. –O sorriso alargou-ne nos lábios zombeteiros de Katherine. E eu desejei matá-la com ainda mais vontade do que antes. E desejei ainda mais quando ela se esticou no sofá, como se mostrasse que ela se sentia em casa.
–Sai daqui ou....-Ameacei, senti minha voz rosnar em um tom mais rude do que eu imaginei que poderia soar.
–Ou o que, Elena? –Ela caiu na gargalhada como se não levasse nada do que eu dizia a sério. –Você vai me matar? –Percebi que ela conteve o riso, porque se não gargalharia ainda mais alto.
–Não escuta o que ela está falando. – Stefan falou-me num tom paciente. –Ela só quer te provocar, meu amor.
–Não é ela quem eu quero provocar, Stefan...-Falou como se estivesse se insinuando para ele. – É você. – Sorriu maliciosamente. –Você sabe que eu ainda te quero.
–E você sabe o quanto eu te odeio. –Falou friamente, como se ela não o atingisse. Naquele instante desejei saber como ele fazia isso. Katherine era tão irritante, mas tanto, não tem como não ir para cima dela.
–Ah, sim, você ama a Elena, não é? –Katherine pareceu ainda mais satisfeita, como se a conversa estivesse tomando exatamente o rumo que ela queria que tomasse. –Mas eu acho que você deveria saber o que ela sente por você. –Fitou-me de forma desafiadora. –Não é mesmo, Elena?
–Cala a sua boca, sua piranha. – As palavras soaram instintivamente, não pude controlar, mas não me arrependo de tê-las dito, afinal, ela é uma piranha mesmo.
–Do que ela está falando, Elena? –Stefan perguntou desconfiado, pelo visto, ele deve ter percebido o quanto eu estava distante.
–Nada, ela é uma louca. –Falei tentando desconversar.
–Elena, eu andei tomando conta de você na última semana. – Ela falou como se estivesse se divertindo. –Você quer que eu conte o que você anda escrevendo no seu diário, sobre a sua conversinha com a Caroline, bem eu não ouvi tudo, mas até onde eu ouvi pareceu ser bem interessante.
–Você leu o meu dário? Você é uma safada mesmo. –Perdi a noção, por mim, eu a teria matado naquele instante, mas tive que lidar com os questionamentos de Stefan.
–Elena, você precisa me contar. – Ele pediu. –O que está acontecendo.
–A verdade é que a minha cópia...-Katherine fizera uma pausa, uma pausa para ser cínica, é claro. –Minha cópia mal feita, sejamos todos sinceros, uma versão menos gostosa de mim...-Riu incontrolavelmente.
–Calo boca, pelo menos eu não sou vadia como você sempre foi. –Retruquei.
–Não? –Ela perguntou ironicamente. – Bem, a sua namorada, Stefan, está perdidamente apaixonada pelo Damon. –Riu.-Eu queria dizer que eu sinto muito, mas eu não sinto. –Aproximou-se dele num andar sexy e tocou-lhe o rosto como se o acariciasse quase que de forma erótica. –Eles ficam juntos e você fica comigo, é um final perfeito.
Stefan afastou-se dela afetado e olhou-me questionadoramente. –É verdade isso?
Eu demorei um pouco para responder, as palavras pareceram ficar presas em minha garganta, eu não queria magoá-lo, mas eu precisava ser sincera. –Sim, eu o amo, amo muito....
–E você não ia me contar? –Perguntou decepcionado.
–Não, ela não pretendia te contar. –Katherine interviu. –Agora você me diga quem é a vadia? –Olhou-me sarcasticamente. –Ah, Elena, eu iria te ajudar, sabe? –Forjou uma cara de quem sentia muito. –Mas eu não gostei da forma que você me tratou, então, eu não vou te contar onde o Damon está.
–Como se você soubesse. –Devolvi a resposta na mesma da hora. Ela não sabia, só estava tentando me irritar ainda mais.
–É claro que eu sei, minha querida. –O sorriso se tornou ainda mais forte. –Onde você acha que eu estava antes de vir para cá? –Fitou-me como se pudesse me provocar mais do que já estava fazendo. –Eu e o Damon passamos noites muito intensas juntos. Só que depois eu me cansei, ou melhor, senti falta do Stefan, você sabe como é? Se você fica muito tempo com um, você quer o outro...-Fez uma pausa. -Você sabe como é, Elena.
–Eu não sei de nada e eu não sou como você. –Falei irritada, completamente fora de mim, senti que a raiva se intensificava de uma forma tão profunda em meu corpo, fluindo por minhas veias, percorrendo cada molécula de meu corpo, se entranhando dentro de mim. –E agora você me diz onde ele está?
–E por que eu faria isso, Elena? Se você ainda tivesse sido boazinha e me recebido bem....-Sorriu novamente. –Mas assim, eu não tenho porque te fazer um favor.
Não consegui controlar meu próprio corpo, a fúria era maior do que tudo e cegou minha razão. Senti meu rosto queimar e minhas feições se modificarem, revelando a vermelhidão em meus olhos e as presas que se estendiam em minha boca. Avancei contra ela com o intuito de jogá-la na parede, só que eu não havia considerado que ela era muito mais forte do que eu e naquele instante era eu que estava contra a parede sentindo-na pressionar meu pescoço, asfixiando-me.
–Além de sonsa, ainda é burra. –Katherine riu e eu senti-me ridícula. – Eu pensei que como vampira você seria menos patética, mas eu estava errado, só acentuou a sua “patetice”, aliás, eu gostei desse termo, patetice. –Repetiu várias vezes. Ela queria mesmo me tirar do sério e estava conseguindo. Deu-me um tapa com toda a sua força em minha face. –Isso é para você aprender a se colocar no seu lugar e me respeitar.
Iria me dar outro tapa, mas Stefan a impediu, jogando-na com violência para longe de mim.
–Para com isso, Katherine. –Ele a ordenou. –Você está bem, Elena? –Perguntou-me preocupado e eu me senti péssima por não ter falado a verdade, por estar escondendo o que eu sentia dele, não era justo.
–Eu acho que sim. –Respondi envergonhada. –Eu sinto muito. – Falei. – Eu não...
–Tudo bem, eu entendo. –Sorriu afetado, não estava realmente tudo bem. –Se você o ama...
–Eu amo, eu sinto tanto a falta dele. –Baixei o olhar. –Por que ele foi embora, Stefan? –Controlei o choro, sentia-me péssima por achar que Damon tinha me abandonado e também me sentia péssima por estar magoando Stefan.
–Nós fizemos um acordo, quando você escolhesse um, o outro iria embora da cidade. –Ele faz uma pausa. –Damon só cumpriu a parte dele do acordo, ele não te abandonou. Ele foi embora para te fazer feliz e nem me disse para onde ia.
Demorei um bom tempo para conseguir processar aquela informação. Eu precisava encontrá-lo, precisava dizer que eu o amava, eu precisava muito fazer isso. –Você acha que a Katherine realmente sabe onde ele está?
–Sim, eu acho.
Notas finais
Pelo que eu entendi, todos acharam que o Tyler morreu, a Caroline até ficou chorando e tal, mas o Klaus entrou no corpo do Tyler, por causa de um feitiço da Bonnie.
E a Julie já disse que o Tyler nao tá morto né?
Logo, logo o Tyler/Klaus vai aparecer também.
Eu fiquei "sonsando" nessa parte do finale...XDDD
Se não for isso, por favor, me avisem!
Elena também né, fala da Kath, mas também não é nenhuma santa né
Ei, não esqueça de comentar!
Pergunta: Alguém aqui assiste True Blood? Se sim, o que vcs acharam do 5x01? Eu amei *>*
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