Breathe Again
7 Capítulo 6 - Primeira Parte
Notas iniciais
Espero que gostem
Por favor, comentem!
Beijinhos.
Eu nem consigo acreditar que fiz Katherine me dizer onde Damon está, na verdade, eu acho que ela só me disse para que eu ficasse longe do caminho entre ela e Stefan, mas eu já estava de qualquer jeito, eu sempre estive eu nunca o amei, afinal, meu coração sempre foi do Damon.
Estou tão ansiosa para vê-lo, para dizer como eu me sinto, para finalmente admitir olhando nos olhos dele que eu o amo imensamente e que esse amor só cresce em meu coração e se enraiza em minha alma de uma forma tão profunda que eu jamais deixarei de senti-lo.
Peguei-me sorrindo tão naturalmente só pela idéia de que estarei perto dele novamente, que poderei sentir aqueles braços fortes e musculosos me envolvendo com ternura e que poderei provar do gosto dos lábios dele. Nós podemos ficar juntos para sempre e isso não é apenas uma metáfora, na verdade, a eternidade é uma realidade e é isso que eu quero, pois sempre ficarei com ele. Perdi-me em meio a planos de possíveis futuros para nós dois, podia convencê-lo a voltar para Mystic Falls comigo, podia simplesmente ficar lá com ele ou numa hipótese mais ousada podíamos pegar o primeiro voo para qualquer lugar que escolhêssemos na hora e vivermos uma aventura.
Tenho que confessar que esta última alternativa me seduz mais do que as anteriores. A saudade parece apertar quando nós estamos cada vez mais perto da pessoa que amamos, como se fizesse com que o amor se fortalecesse e eclodisse num beijo de reencontro.
Em meio a tantos devaneios românticos, ignorei a alternativa que ele poderia não me querer mais, porque simplesmente não saberei como lidar com isso, afina, ouvir um “não” seria a pior palavra que eu poderia ouvir, apesar de saber que eu mereço ouvi-la por tudo que eu fiz.
Só o pensamento de rejeição senti meu coração pulsar numa frequência desesperada e minha alma contorcer-se numa aflição imensurável. Tentei me controlar, não podia desabar novamente, mas era quase impossível conter minhas emoções, se enquanto eu fui humana eu era uma garota contida, agora não consigo mais ser, tudo em mim mudou, ou apenas tenha revelado quem eu realmente sou, simplesmente não sei dizer.
Segurei o volante do carro com tanta força que tive medo de quebrá-lo, também não sei precisar qual a intensidade da força que possuo agora, eu ainda não sei muita coisa, é como se eu estivesse me descobrindo novamente só que de uma forma muito mais intensa.
E não sei muito sobre o que é ser uma vampira, Stefan não me ensinou muita coisa, na realidade, não me ensinou nada, apenas colocou-me naquela dieta horrorosa dela dele de sangue de animal, da qual eu me rebelei outro dia. Sim, eu Elena Gilbert estou bebendo sangue humano e, sim, eu gosto disso.
E eu também não me sinto mal, é como se fosse algo natural, eu apenas bebo das bolsas de sangue, não ataco nenhum humano, ou ao menos tento não atacar. Conforme os quilômetros vão passando, mais ansiosa eu me torno, ainda falta muito até chegar ao aeroporto mais próximo de Mystic Falls, até porque o aeroporto mais próximo ficava muito longe.Por que ele tem que estar tão longe?
Um arrepio gelado percorreu minha espinha com uma resposta um tanto quanto dolorida, ele estava longe porque não pretendia voltar. Não, ele não pretendia voltar para mim. Naquele momento não consegui conter as lágrimas, deixei com que elas rolassem naturalmente por minha face.
Acelerei o carro em toda a potência que ele poderia dar, queria chegar logo. Senti-me mais aliviada quando cheguei ao aeroporto e apesar de saber que não era muito correto, compeli a atendente da empresa aérea para me vender uma passagem em um esgotado e cancelar a de um passageiro para que eu ocupasse seu lugar.
As horas de voo até Nova York pareciam intermináveis, o tempo parecia ter congelado. A ansiedade parecia cada vez maior ao ponto de ser quase incontrolável. Eu precisava muito, a necessidade a abraça-lo, de beijá-lo me consome, ou melhor esse é um amor que consome, tão profundo, tão perfeito.
Foi então que percebi que os momentos de nervoso pareciam ser acompanhados pela sede. Senti um desejo intenso por sangue, que eu tentei reprimir como pude, não poderia perder o controle e atacar humanos e se eu fizesse isso, não saberia como conviver comigo mesma.
Passei toda a viagem pensando nele, pensando no sorriso sedutor que ele costumava me dar, no brilhos dos olhos tão azuis, talvez os olhos dele fossem ainda mais azuis do que eu era capaz observar enquanto humana. Quando o avião pousou, saí apressadamente, aluguei um carro e dirigi o mais rápido possivel até o condomínio dele.
Precisava encontrá-lo e acabar com aquela saudades que me afeta até mesmo alma. Antes de bater na porta dele, tive a feminilidade suficiente para me arrumar, retocar a maquiagem, ajeitar os cabelos. Queria estar linda para ele, somente para ele. Conferi o número do apartamento no papel onde Katherine havia anotado o endereço e toquei a campainha. Estava mais ansiosa do que poderia prever.
Nada, ninguém atendeu a porta. Toquei de novo. Nada. Ele poderia ter saído, pensei. Decidi tentar uma terceira vez. Ouvi passos se aproximando da porta, meu coração acelerou até que o ritmo falho em um baque profundo quando uma mulher atendeu a porta. De início, pensei que Katherine havia me dado o endereço errado só para rir de mim, me provocar, me frustrar, mas depois uma outra hipótese tão realista quanto esta surgiu.
Aquela mulher deveria estar com Damon, ele tinha outra, aquilo me abalou, machucou-me tão fortemente que todo meu corpo doeu. Ele não podia fazer isso comigo, pensei, como se nós tivéssemos qualquer compromisso. Reparei que ela estava usando um roupão branco colocado de qualquer jeito, os cabelos estavam todos bagunçados. O pensamento que surgiu a partir da conclusão que tirei daquela imagem não foi nada agradável, eu estava com ciúmes.
–Oi...-A mulher falou numa voz irritada, fazendo uma pequena pausa para me observar cuidadosamente. -O que você quer?
–Eu quero falar com Damon, ele está? -Perguntei no tom mais exigente que pude encontrar dentro dos cacos que eram o que costumava ser minha própria alma.
–Ele está ocupado agora. -A mulher falou já fechando a porta. -Volte outro horário. -Sugeriu.
Segurei a porta. Eu não tinha vindo de tão longe para voltar outro horário. Eu iria falar com ele naquele momento, eu estava decidida, eu precisava vê-lo, precisava muito. Ela era uma garota humana, tinha longos cabelos castanhos e os olhos da mesma cor. A aquela garota se parecia comigo, notei.
Quando iria compeli-la para chamá-lo, ou simplesmente ignorar a presença dela e entrar assim mesmo no apartamento. Eu o vi, senti todo meu corpo reagir a ele, meu coração palpitou numa frequência especial, minha alma vibrou. Estava feliz só de estar perto dele.
Meus olhos seguiram os contornos dos músculos bem definidos, ele estava sem camisa, vestia uma calça preta que estava com os botões abertos, parecia que ele ainda estava se vestindo. Céus, como ele é lindo! O rosto de traços perfeitos, o cabelos negros parecem combinar perfeitamente com a intensidade do azul dos olhos dele. E ele estava me olhando, um olhar indefinível. Abri um sorriso tão doce e afetuoso, mas ele não retribuiu. Senti uma dor profunda me atingir,Damon parecia sério demais, apenas me observava como se tivesse visto alguém que ele preferia ter esquecido.
–Damon...-Sussurei o nome dele num tom baixo, quase afetado. Passei pela mulher, que me encarava como se eu fosse um grande incomodo para ela, e fui na direção dele.
–O que você está fazendo aqui, Elena? –Damon perguntou-me de forma distante, fria. Afastou-se quando dei mais um passos, como se não quisesse a proximidade que eu estava tentando estabelecer.
–Eu preciso muito falar com você...-Respondi tentando manter-me calma, tentando não reagir a forma como ele me tratava.Bem, talvez, eu merecesse ser tratada assim, talvez, não mereça mais o amor dele.
–Agora? –Falou entendiado, como se eu estivesse o atrapalhando. –Eu estou um pouquinho ocupado. –Abriu um sorrisinho malicioso e olhou para a garota, como se quisesse me dizer que ele estava ocupado com ela.
A garota sorriu num gesto de cumplicidade e Damon piscou para ela. Senti-me excluída, deixada de lado, como se realmente não tivesse o que fazer ali. Não pude dizer como consegui permanecer de pé com a dor excruciante que me castigava, que fluía de dentro para fora, da alma para o coração e do coração para o resto do corpo.
–Por favor...-Pedi,já estava arrasada. Não era possível que ele pudesse ter me esquecido tão facilmente. Aquilo era doloros demais, e por mais que eu tentasse não demostrar o quanto aquilo estava me afetado, eu não conseguia. Ele podia perceber, ou melhor, já tinha percebido.
–Eu acho que você deveria voltar para casa, Elena. –Falou no mesmo tom frio e despreocupado, pareceu que a lágrima que não consegui conter e escorreu por meu rosto não lhe disesse nada. Ele deveria estar até gostando de me ver daquele jeito. –Não vejo sobre o que nós poderíamos conversar.
–Eu senti sua falta...-Admiti. Não era apenas saudade, era muito mais do que isso. Eu o amava e finalmente tinha me dado conta disso. –Eu senti muito a sua falta, eu precisava te ver...-Falei fingindo não perceber o quanto ele me ignorava, segurei a mão dele, tentando alguma proximidade por menor que fosse.
–Tudo bem, depois eu te ligo. Eu realmente não posso falar com você agora. –Ele continuou do mesmo jeito, me tratando friamente, como se não se eu já não disesse mais nada a ele, mas talvez, não fosse tão assim, não fosse como ele queria que eu pensasse, por um instante, achei que ele me olhava carinhosamente, como sempre costumava fazer e no instante seguinte, não havia mais aquele olhar.
Era inevitável, comecei a chorar, não fui capaz de lutar contra as lágrimas que vertiam incessantes de meus olhos. Senti-me ridícula por estar chorando daquela forma, eu deveria ter me mantido mais calma, mas quanto mais eu tentava fica calma, mais eu chorava. Naqueles instantes, odiava ser vampira. Meus sentimentos são tão intensos, tão fortes que é quase impossível contê-los.
–Tudo bem, Elena, suas emoções estão fora de controle... — Damon aproximou-se de mim de uma forma bem menos fria, abraçou-me protetivamente. Levou-me até o sofá e me ajudou a sentar. –Você está assim porque ainda é uma vampira recém criada. –Fez uma pausa para levar uma de suas mãos até meu rosto e enxugar minhas lágrimas. –Eu vou ligar para o Stefan vir te buscar, ele não deveria ter te deixado sair desse jeito. –A distância na voz dele se frez presente novamente, como se ele pudesse estar falando isso para qualquer pessoa que tivesse se tornado uma vampira a pouco tempo.
–Se você ligar para ele, eu não vou de qualquer jeito. –Retruquei num mal humor quase absurdo, uma vez que eu não conseguia parar de chorar direito. –E também não vou embora mesmo se você me mandar ir. –Continuei. –E eu não estou desse jeito por causa da transformação, você entendeu?
Damon abriu um sorriso como se tivesse se divertido com a forma como eu falava.-Rebelde... –Riu, como se achasse que eu havia me tornado rebelde depois que virei vampira. –Eu gosto disso. –Continuou no mesmo tom de brincadeira e o sorriso alargou-se em seu rosto.
–Eu só quero conversar com você...-Falei num tom mais doce, senti meu corpo se acalmar uma vez que ele continuava ali junto comigo. A presença dele me fazia bem, muito bem, eu queria ficar ao lado dele para sempre.
–Tudo bem. –Concordou e olhou-me de forma curiosa. –O que você quer me dizer?
–Quem é essa garota e o que ela está fazendo aqui, meu gato? –A mulher perguntou como se não aguentasse mais aquele “drama” e a minha presença.
Damon rolou os olhos como se ela o irritasse incrivelmente. –Apenas vai embora e só volte quando eu mandar. –Compeliu-na como se fosse algo que natural, como se ela apenas fosse um brinquedo para ele.
A mulher foi embora e eu não pude deixar de sorrir satisfeita. Eu era mais importante do que ela, pensei.
–Eu quero dizer que eu...Comecei hesitante por medo da reação dele, minha voz estava trêmula. Segurei as mãos dele, como se buscasse algum incentivo para continuar falando, mas ele apenas me olhou como se esperasse que eu falasse de uma vez. –Eu fiz a escolha errada...-Finalmente tomei coragem para falar, sentia todo meu corpo gritar num desespero pela resposta, precisava que ele me disesse que estava tudo bem e que eu poderia mudar minhas escolhas no momento que eu quisesse e que nós poderíamos ficar juntos.
–O que você quer me dizer com isso? –Perguntou como se aquele assunto fosse incomodo demais, como se não quisesse falar comigo ou que o que eu tinha para dizer já não importasse mais, ele já tinha se desligado daquele sentimento. Damon levantou-se e foi até a mesinha e pegou uma garrafa de Whiskey que parecia ter sido abandonada lá mais cedo. Deu uma boa golada e se apoiou na parede.
–Eu quero dizer que eu deveria ter ficado com você. –Sussurrei, levantando-me para ir na direção dele. Fiquei bem próxima como se quisesse me aninhar nos braços dele e beijá-lo. –Eu quero ficar com você...-Falei sinceramente, deixando todo o amor que eu sentia se tornar perceptível pelo meu tom de voz.
–Isso já não me importa mais, Elena. –Falou friamente, evitou olhar-me nos olhos. Levou o copo até seus lábios, bebendo todo seu conteúdo de uma única vez. –O que você quer ou deixa de querer já não é mais meu problema a algum tempo.
–O que eu estou tentando dizer é que eu te amo. –Finalmente declarei o que eu sentia. Eu o amava demais, o amava tão intensamente que aquele sentimento era tão forte em mim, tão enraizado que jamais sumiria, nunca seria capaz de deixar de sentir. –Eu sempre te amei, amei muito antes de tudo...-Falei fazendo referência aos momentos que ele havia me feito esquecer e que agora eu lembrava.
–Mais eu não te amo. –Falou-me em um tom que não pude decifrar o que significava. Pareceu-me um tanto quanto abalado, mas não poderia dizer se era isso mesmo ou não. Eu só poderia saber o que eu sentia, e bem, eu sentia que ele estava mentindo para mim.
–Damon...eu não acredito. –Falei docemente, eu sabia que ele era orgulhoso demais para simplesmente admitir que ainda poderia gostar de mim. Suspirei profundamente, porque, havia uma possibilidade de ele realmente não me amar mais, eu poderia ter feito com que ele deixasse de amar.
–No que você acredita, Elena? –Perguntou-me irritado, alterado, mas no fundo, parecia que aquilo tudo era apenas orgulho, mágoa, como se de alguma forma ele estivesse mentindo para não se envolver de novo. –Você acredita que eu iria ficar te esperando para sempre? –Pareceu magoado, como se eu já tivesse passado de todos os limites com ele. –Pois é, eu não fiquei te esperando e eu espero que você entenda o significado de “tarde demais” e vá embora. -Falou seguramente, mas não soou tão verdadeiro. Eu sentia que ele me amava de alguma forma ainda.
Notas finais
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