Breathe Again

8 Capítulo 6 - Segunda Parte


Notas iniciais
Finalmente postei *>*
Sei lá, achei que não ficou muito bom.
Vcs estão gostando da fic? Sei lá, eu não sei se está ficando legal :(
Por favor, me digam o que acham e o que querem que melhore.
Vai ter ação na fic um pouquinho mas para a frente, mas eu gosto de colocar bastante drama e romance também, vcs gostam assim?
Por favor, comentem.
Beijinhos, lindas!

Suspirei pesadamente, ainda tentava me recuperar do que acabara de escutar, as palavras tão duramente proferidas por ele e embora não soassem completamente verdadeiras foram suficientemente fortes para me magoar fortemente. Eu não podia chorar, não podia desabafar na frente dele novamente. Tentei reunir forças, mas dentro de mim só havia um imenso vazio, um vazio que só poderia ser preenchido por ele, mas que ele se recusava a preencher. No fundo, ele tinha motivos, muitos motivos para me tratar dessa forma tão fria e distante, eu mesma fiz com que as coisas chegassem a esse ponto, a verdade é que eu o tratei mal e o rejeitei tantas vezes que eu realmente não poderia esperar uma reação diferente, mas tudo isso, não fazia com que se tornasse menos doloroso. Eu imaginei que isso pudesse acontecer, mas uma expectativa é totalmente diferente da realidade. E a realidade me feria profundamente, rasgava minha alma, partia meu coração.

–Eu não vou embora. — Falei num sussurro, minha voz não conseguia soar mais alto do que isso, estava muito machucada, muito mesmo.

–Elena, você não tem o que fazer aqui. –Damon insistiu no mesmo tom indiferente, comportava-se como se eu não significasse nada para ele.

–Eu tenho, sim. –Retruquei, não iria desistir assim e muito menos ir embora tão facilmente.

–Eu não te quero aqui. –Falou em um tom severo. Afastou-se de mim, como se a proximidade entre nós fosse desconfortável.

–Por favor, não faz isso... -Pedi num tom delicado, cortando novamente a distância, precisava ficar perto dele.

–Qual é o seu problema, Elena? –Perguntou-me irritado como se achasse que eu estava brincando com ele de alguma forma. –Você me rejeitou todas as vezes que você pode, o que você achou que eu iria fazer quando chegasse aqui?

–Eu achei que você pudesse me deixar falar... — Baixei o olhar, envergonhada, sentia-me uma idiota. Aliás, eu era uma grande idiota, eu sempre o amei, mas sempre neguei o sentimento e agora estava ali, daquele jeito, quase que me humilhando. –Eu te amo... -Sussurrei.

Damon revirou os olhos, quase irritado, como se não acreditasse em nada do que eu dizia. Bem, ele também tinha motivos para isso. –Tudo bem, você me ama e isso não faz nenhuma diferença. –Olhou-me indiferente. –Mais alguma coisa que você queira falar?

–Eu me lembrei de tudo... -Falei num tom mais alto, mais confiante. –Eu me lembrei de tudo quevocême fez esquecer. -Falei num misto de raiva por estar sendo tão rejeitada e ao mesmo tempo suavemente, por que cada lembrança despertava sentimentos doces dentro de mim, ampliavam o amor que eu sinto.

–Ótimo. –Continuou naquele tom frio, comportando-se como se nada tivesse qualquer importância para ele, mas eu sabia que não era bem assim, nunca foi bem assim, mesmo quando ele fingia não ter nenhuma humanidade, ele sempre tivera, ele sempre se importou com as pessoas, do jeito dele, mas ainda assim, se importava.

–Você não vai me falar nada além disso? –Perguntei afetada, aquela indiferença dele, mesmo que forjada, estava me enlouquecendo. –Você sabe tudo que você me fez esquecer não sabe? Quando nós nos conhecemos pela primeira vez, quando você dançou comigo no baile, a declaração de amor... –Fiz uma pausa e o fitei diretamente naqueles olhos incrivelmente azuis. –Vai me dizer que isso não tem nenhuma importância.

–Issotevemuita importância. –Falou sinceramente, o tom gelado de suas palavras ia se perdendo pouco a pouco, só que não fazia com que seu discurso tornasse mais doce, ao contrário. –Só que não tem mais agora. –Fez uma pausa. –E que saber por quê? –Uma nova pausa, aproximou-se de mim e agora foi à vez dele de me fitar nos olhos, aquele olhar dele me fez suspirar, era carinhoso, por mais que ele fingisse. –Porque eu me acostumei a ficar sem você.

Por um instante, fiquei sem palavras, ele gostava de mim ainda, eu tinha certeza, mesmo se ele insistisse em negar. –Você sabia que eu tinha me apaixonado por você... -Sussurrei quase que ignorando o que ele acabara de me falar, fazendo referência aos momentos que passamos juntos logo após o acidente de meus e que ele me fizera esquecer. –Você podia ter me feito lembrar novamente. –Fiz uma pausa. –Por que você não fez isso?

–Porque eu não achei que fosse certo. –Falou enquanto me observava cuidadosamente. –Eu já tinha te feito esquecer, não era justo eu te fazer lembrar só porque eu tinha me apaixonado por você. –Fez uma pausa, levou uma das mãos até o meu rosto e acariciou minha pele suavemente. –Não quando você já tinha se apaixonado por outra pessoa. –Deixou o polegar descer pelo meu rosto, traçando a linha do maxilar e em seguida, subir para meu lábio inferior, acariciou cuidadosamente. Senti meu coração acelerar, minha respiração acompanhar o ritmo. Será que ele não percebe o quanto eu o amo? –E eu achei que eu pudesse te conquistar.

As palavras faltaram novamente para mim, a forma suave como ele falava, a forma como me olhava, deixava-me daquele jeito, vulnerável, sensível, apaixonada. –Eu não me apaixonei por ninguém mais. –Falei seguramente. –Eu nunca me apaixonei pelo Stefan, nunca.

–Não é o que pareceu. –Interrompeu-me num tom cínico como se não acreditasse no que eu dizia.

–Eu estou sendo sincera. –Falei docemente. –Eu achei que tinha me apaixonado por ele e também achei que o amava, mas eu estava errada. –Damon iria me interromper novamente, mas segurei suas mãos como se pedisse que ele me deixasse continuar, eu precisava continuar. –Quando eu perdi meus pais, eu estava devastada, eu achei que eu nunca mais conseguiria ser feliz novamente e durante algum tempo eu não fui. –Fiz uma pausa, olhando-o diretamente nos olhos. –Até te conhecer. –Uma nova pausa. –Bem, te conhecer pela segunda vez... -Sorri meio sem jeito. –Você fez uma boa bagunça nisso de nós nos conhecermos.

Abri um sorriso mais descontraído ao perceber que ele sorriu também a arqueou a sobrancelha naquele jeito costumeiro dele. –Em fim, você foi o único que conseguiu me fazer sorrir como eu costumava sorrir antes do acidente. –Fechei os olhos, suspirei pesadamente, nós estávamos tão perturbadoramente próximos que mal conseguia me concentrar. –E quando você me fez esquecer de tudo e se foi por um tempo, eu passei a me sentir vazia, como se faltasse algo ou alguém e não era pela saudade imensa que eu sentia dos meus pais que eu estava assim, era porque de alguma forma, eu sentia sua falta,só que eu não entendia muito bem isso... –Senti todo meu corpo se agitar conforme eu confessava tudo que sentia, como se quisesse acelerar tudo, eu precisava beijá-lo. – Eu sentia um vazio tão grande e quando eu conheci o Stefan eu achei que ele poderia preencher o vazio, achei que ele pudesse me ajudar a superar a morte dos meus pais. –Uma nova pausa, contive-me para não começar a chorar, não precisava disso, não naquele instante. –Só que quando eu estava perto dele eu me sentia tensa, amarga, era como se eu tivesse encontrado alguém para partilhar a dor que eu sentia não alguém que fosse capaz de tirá-la de mim. -Suspirei novamente e sorri para ele. –Só você me fazia com que eu me sentisse livre, tornava tudo mais fácil, sempre foi assim, até hoje. Sempre houve algo entre nós, algo muito forte que fazia com que eu me sentisse bem, algo tão forte que eu tive medo de assumir para mim mesma...

–Elena... -Damon me interrompeu enquanto me analisava cuidadosamente. –Você está presa a algumas memórias, é só isso. –Falou tranquilamente. –Isso é normal, você é uma vampira há pouco tempo, tudo que você se lembrou de está muito forte em você, seus sentimentos também.

–Não é isso, Damon. –Respondi quase aos gritos. –Eu tenho certeza do que eu sinto, eu sempre tive. –Tentei me controlar, não podia ter aquele tipo de reação tão impulsiva. –Eu te amo, eu sempre amei, eu sempre senti amor por você, só que era tão forte que eu me assustava, não imaginava que eu podia me sentir assim. –Falei num tom mais calmo. –E bem, eu não sabia que nós já nos conhecíamos, que eu era apaixonada por você, quando eu te vi naquele dia na mansão e olhei em seus olhos azuis, eu senti algo, senti algo familiar, você não pode me fazer esquecer o que eu sentia e eu continuei sentindo mesmo sem entender o que era. –Baixei o olhar, quase envergonhada. –E eu estava namorando o Stefan e vocês eram irmãos, se já é errado se envolver com duas pessoas, com dois irmãos então é duplamente errado e eu não queria ser igual à Katherine, não queria fazer as pessoas sofrerem como ela sempre fez. –Fiz uma pausa, meu olhar encontrou o dele carinhosamente. –Eu me sentia horrível por gostar de você, eu tentava reprimir o que eu sentia, mas não adiantava porque eu não conseguia deixar de sentir...

–É melhor você parar com tudo isso, Elena. –Não consegui definir o que a expressão dele queria dizer. Demorou bastante tempo para me dizer mais alguma coisa, pareceu perder-se em meu olhar, me observou cuidadosamente, carinhosamente. Minha mão buscou a dele, queria algum tipo de contato. Surpreendi-me ao perceber que ele acariciou minha mão gentilmente, até soltá-la novamente. –Eu não me importo com o que você sente, eu não sinto mais nada por você. –Falou friamente, ou melhor, tentou ser frio, mas no fundo, eu percebia que não era bem assim.

–Eu não acredito em você. –Respondi no mesmo instante.

–Você deveria acreditar. –Falou quase irritado.

Não consegui conter-me, cortei a distância que havia entre nós, nossos rostos se aproximaram, deixei que meus lábios tocassem os dele, iniciando um beijo que ele retribuiu no mesmo instante, afundou suas mãos em meus longos cabelos castanhos de uma forma ansiosa. Queria me beijar tanto quanto eu queria beijá-lo. Minhas mãos tocaram-lhe o rosto, acariciando sua pele cuidadosamente, meus dedos escorregaram para sua nuca acariciando-a. Sentia meu corpo inteiro pulsar conforme as mãos dele passeavam pelo meu corpo, por minha cintura. Nossas línguas se entrelaçaram num ritmo doce, suave e ao mesmo tempo agitado. O beijo se tornava cada vez mais urgente, como se tivéssemos demorado tempo demais para isso, para nos beijar, sentia meu coração acelerar numa frequência quase frenética, especial, pulsava daquela forma somente por ele, eu o amava não tinha mais dúvidas e também não tinha nenhuma dúvida que ele também me amava, podia perceber pela forma como me beijava, pelo gosto delicioso que deixava em meus lábios, aquele beijo era perfeito, eraobeijo. –Agora me diga que não sente nada por mim... -Sussurrei no ouvido dele em meio aos beijos.


Notas finais
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