Breathe Again
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Oi mais um cap!
Eu espero que gostem
Tem mais um flashback.
Fiquem tranquilos a Elena não vai passar a fic inteira chorando, mas eu acho que ela precisa (e merece) sofrer um pouquinho. Pq tipo se ela acordasse vampira e corresse pros braços do Damon seria sem sentido, igual qdo ela escolhe o Stefan no season finale. (Stelenas, me perdoem mas eu n gostei nenhum pouco da escolha e achei forçado). Ela precisa sentir a falta dele, precisa absorver cada informação, cada sentimento para perceber que sempre esteve apaixonada pelo Damon e arrependimento pela decisão ser algo muito forte. E no caso como ela é uma vampira e as emoções estão muito mais fortes, um arrependimento, pode ser um desespero né. Mas ela vai tomar sim uma atitude, ok
Os proxs caps serão mais dinamicos, espero que gostem
Não se esqueçam de comentar
Beijinhos
Eu espero que gostem
Tem mais um flashback.
Fiquem tranquilos a Elena não vai passar a fic inteira chorando, mas eu acho que ela precisa (e merece) sofrer um pouquinho. Pq tipo se ela acordasse vampira e corresse pros braços do Damon seria sem sentido, igual qdo ela escolhe o Stefan no season finale. (Stelenas, me perdoem mas eu n gostei nenhum pouco da escolha e achei forçado). Ela precisa sentir a falta dele, precisa absorver cada informação, cada sentimento para perceber que sempre esteve apaixonada pelo Damon e arrependimento pela decisão ser algo muito forte. E no caso como ela é uma vampira e as emoções estão muito mais fortes, um arrependimento, pode ser um desespero né. Mas ela vai tomar sim uma atitude, ok
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Beijinhos
As memórias parecem se enraizarem cada vez mais em mim. Depois que eu lembrei de tudo eu não consigo parar de pensar um minuto nele. Damon é muito mais do que eu podia imaginar, muito melhor. Todas as vezes em que eu o julguei, eu estava completamente enganada.
Eu sinto a falta dele. Não era para a saudade ser tão grande assim, mas é como se abrisse um buraco em minha alma, a rasgasse de uma forma que não existisse mais cura. Eu penso que estou assim porque meus sentimentos estão ampliados. Eu sou uma vampira agora. Mas isso é tudo enganação, se eu fosse humana, a dor seria a mesma. É muito difícil descobrir que se fez tudo errado,como eu fiz. Eu preciso muito falar com Damon e a cada momento essa necessidade aumenta tornando-se física. Sinto meu corpo fraquejar como se eu ainda fosse humana, sinto meu coração se apertar.Eu me sinto arrasada. Por que ele teve que ir embora? Eu preciso dele, preciso dizer tantas coisas, mas, principalmente, preciso dizer que estou apaixonada por ele. Mas ele se foi, e se foi por minha culpa, pelo que eu disse aquela noite para ele. Eu disse que amava Stefan, mas eu estava errada. Completamente errada. Eu me levanto da cama e dói caminhar, não consigo fazer nada. Eu deveria apenas ficar deitada, encolhida na cama, é a única forma de abrandar a dor. Caminho pelo quarto de um lado para o outro. Sinto-me ansiosa, agitada, depressiva, nervosa. São tantos sentimentos e todos tão confusos. É até difícil saber o que fazer. Penso nele mais uma vez e sinto as lágrimas brotarem em meus olhos. Olho para o chão e vejo o celular, ou melhor os pedaços dele, caído. Sinto raiva, porque não cosigo falar com Damon. A frustração se mistura a raiva, e piso por cima dos restos do celular, como se isso pudesse me fazer algum bem, mas não faz. Sinto a dor emocional se tornar excruciante, insuportável. Já não consigo ficar de pé, eu caio no chão, recostada na parede, choro incessantemente. Dizem que chorar faz com que a dor se torne menor, mas comigo, isso não parece ser verdade. Só aumenta, afinal, não há como a saudade diminuir porque quanto mais tempo se fica longe de alguém, maior ela se torna e isso intensifica a dor. Eu fecho meus olhos, tentando me afastar da realidade, tentando me agarrar as memórias, vivê-las como se fossem a minha realidade, o meu presente.~Início do Flashback~Mystic Falls – Dois anos atrásDepois daquele dia no parque, eu havia encontrado Damon novamente, na verdade, eu o encontrei umas três vezes depois. Quando eu ficava perto dele sentia-me uma boba, não conseguia parar de sorrir, havia algo nele, havia algo naquele estranho que me atraía, que me fazia bem. Damon, eu sussurei o nome dele para mim mesma e balancei a cabeça negativamente. Ele era incrível. Na verdade, eu só estava sorrindo por causa dele e isso é muita coisa. Já havia perdido a conta de a quanto tempo eu não conseguia sorrir um sorriso sincero. Não consigo tirá-lo de meus pensamentos, os olhos tão azuis parecem me encantar cada vez que me lembro da intensidade de seu brilho, o sorriso dele é algo que não posso descrever, tão sedutor, tão irresistível. Quando percebi, me peguei suspirando por ele, mas, também, não poderia evitar. Quem poderia não suspirar por alguém tão lindo? Sentia-me diferente. O dia que eu o vi foi o primeiro dia em que eu realmente sentia-me bem depois da morte de meus pais. Senti uma alegria peculiar percorrer meu corpo. Como alguém que eu acabara de conhecer podia fazer isso comigo? Eu não conseguia entender. Estava quase eufórica, precisava contar para as meninas que eu havia conhecido alguém. Eu até já imaginava a expressão alegre de Caroline, perguntando ansiosamente sobre cada detalhe. Só que eu não podia contar. Ele havia dito que eu não podia e aquilo parecia algum tipo de regra que eu precisava obedecer sem entender o porquê. Suspirei resignada e abri um sorriso sem nem entender direito. Damon era diferente, diferente de todos os outros garotos que eu havia conhecido. Era tão chamoso, tão encantador, tão sedutor, misterioso e havia um pontada de perigo em seu olhar que fazia com que eu me encantasse. Eu precisava vê-lo de novo, não podia me contentar em apenas encontrá-lo ao acaso duas vezes e depois nunca mais vê-lo. Eu queria estar com ele.Tentei expulsar aquela idéia de minha mente. Como iria encontrá-lo? Eu não tinha seu número de telefone, não sabia seu endereço e, bem, até para conseguir saber seu nome foi algo difícil. Os dias se passaram e eu nunca mais o vi. Sentia-me frustrada, completamente. Mas que idéia a minha? É óbvio que eu jamais o encontraria de novo. Resignei-me com isso, não havia nada que eu pudesse fazer.Os dias continuaram se arrastando e toda aquela sensação perturbadoramente boa que sentia foi se esvaindo aos poucos. Era como se tudo voltasse ao normal e a aquela tristeza toda me encontrasse novamente. E para piorar, haveria uma festa na cidade, todos iriam, menos eu. Ou melhor, eu não iria até que Caroline praticamente me obrigou a ir. E eu acabei cedendo, é impossível discordar dela quando o assunto é uma festa.
No dia da festa eu não estava nem um pouquinho animada para ir. Sentia-me triste, queria ficar sozinha, a dor da morte de meus pais ainda era muito recente. E para piorar, eu não tinha com quem ir para festa. Eu teria que ir sozinha e para uma garota ir sozinha a uma festa é a pior coisa que pode acontecer. Eu não estava muito animada, ou melhor, não estava nenhum pouco animada quando fui me arrumar. Escolhi um vestido rosa bem clarinho que minha mãe havia me dado e ela sempre dissera que eu parecia uma princesa com ele. Meus cabelos estavam com pequenos cachinhos que caiam por minhas costas, deixando-me ainda mais angelical. Eu suspirei profundamente, ainda não queria ir para aquela festa, mas algo me dizia que eu deveria ir. Passei uma maquiagem leve, um pouco de rímel e um batom rosinha. Não estava animada para mais do que isso....Quando cheguei na festa, sentia-me totalmente totalmente deslocada. Caroline parecia que não iria me deixar sozinha nunca. A loira estava tão animada, como ela sempre costumava estar. Com toda a certeza, ela é a menina mais festeira do mundo. Eu não queria muito ir para a pista e dançar, mas parecia não haver muita escolha para mim.Chegou um momento que eu até estava me divertindo, a música, o clima, tudo pareceu me fazer bem. Bom, estava bem até chegar o momento da dança, ou melhor, o momento onde os casais iriam dançar juntinhos e eu não tinha com quem dançar. Eu e Matt havíamos terminado fazia pouco tempo, e ele estava acompanhando Caroline e por mais que isso pudesse ser estranho, eu não me importei que os dois estivessem juntos. Tyler estava acompanhando a Vicky e Jeremy estava com a Bonnie. Eu sorri vendo todos os casais se formando para a dança, e então eu senti uma pontada em meu peito. Senti-me tão sozinha, eu precisei lutar contra as lágrimas, para não chorar. Eu não queria mais chorar.Eu sai da enorme casa onde a festa era celebrada e fui me afastando para o que seria o jardim que era repleto de árvores, quase como um bosque. Caminhei o suficiente para que quando olhasse para a mansão, ela fosse apenas um pontinho em minha visão. Ergui minha face e fiquei observando como as estrelas brilhavam na escuridão da noite. Isso fez com que eu me sentisse um pouquinho melhor, mas o que aqueceu meu coração e o acalmou tão docemente foi a voz que eu escutei. Senti cada pelo de meu corpo se arrepiar e minha alma suspirou numa quase gratidão. Eu sempre reconheceria aquela voz, mesmo tendo-na ouvido apenas uma vez e eu não entendia o porque disso, talvez, fosse apenas para ser assim. Não existe nenhuma explicação para isso. Não posso explicar porque me sinto da forma como me sinto quando ele está por perto.–Você está tão linda essa noite... – Ele falou e sua voz redutoramente rouca se alastrou por todo meu corpo como se fosse tudo que eu estava esperando ouvir.Quando me virei para ele, senti meu coração acelerar fortemente num tipo de paixão que eu não podia entender. Os olhos tão azuis como o mar pareciam brilhar como joias em seu olhar sempre irresistível, o sorriso meio irônico quase me fez perder o ar. E por mais que eu visse que ele queria apenas parecer sedutor, eu podia sentir uma sinceridade impressionante. Ele era muito mais do que queria aparentar.–Ah...-Eu fraquejei as palavras não vieram como eu queria. Na verdade, e nem consegui falar. Senti meu rosto corar numa vergonha embaraçosa, afinal, ele estava me elogiando e ele era lindo. Eu estava ganhando um elogio de alguém lindo! Eu baixei o olhar tentando me recompor, fugindo do olhar dele.–Eu estou sentindo seu rosto queimar daqui... – Ele falou abafando um risinho. Naquela hora eu quis morrer ou matá-lo. Por que ele tinha que fazer isso? Ele tinha percebido que eu estava com vergonha e esse tipo de comentário só me deixava ainda mais envergonhada!Ele continuou sorrindo e o meu fôlego já não existia mais. Por mais que ele pudesse me deixar com vergonha, com raiva, eu continuava encantada por ele. Eu não conseguia entender o porque disso. Talvez, porque ele foi a primeira pessoa a conseguir me fazer sorrir de verdade depois do acidente. Revirei os olhos e fiz uma cara daquelas que estava achando tudo uma bobagem. Bem, isso foi o máximo que eu consegui fazer. Levei uma das mãos até meus cabelos ajeitando uma mecha, sinal que eu estava nervosa. Ele me deixava daquela forma e ao mesmo tempo despertava algo em mim, algo que eu ainda não entendia muito bem o que era. Era como se me envolver com ele fosse quase perigoso e por mais que fosse difícil de acreditar eu parecia gostar do perigo. Talvez eu precisasse de um desafio, de uma aventura. Tomei coragem e falei algo que eu não achei que fosse capaz.–E eu estou sentindo seus olhos passeando em mim... – Abri um sorriso quase provocante, mas no mesmo instante senti minhas bochechas queimarem. Ai que vergonha! Eu fiquei mais sem jeito do que antes. Eu não era do tipo que falava essas coisas e quando falava era um desastre. O que eu estava pensando?–Elena, você quer dizer que eu estou te comendo com o olhar?. – Ele perguntou descaradamente, me fazendo querer cavar um buraco e me esconder lá – Sim, eu estou mesmo e não tenho a menor vergonha disso...– Damon piscoi sedutoramente e o sorriso se alargou em seu rosto me deixando com mais vergonha do que antes, se é que isso era possível. –Não é minha culpa se você é tão bonita assim.Arqueei meu rosto para baixo tentando não encará-lo. Damon se aproximou de mim e eu senti meu corpo pulsar. Não sei porque, mas eu apenas sorri sinceramente como se achasse graça daquilo tudo. Eu ainda não entendia porque, mas ele me fazia sorrir. Sempre conseguia. E eu parecia gostar da companhia dele mais do que deveria. –Por que você não me disse que também estaria n a festa? –Perguntei num tom delicado e esse tom combinava bem mais comigo.–Porque eu não estou na festa...- Damon respondeu com o mesmo tom de antes. Aquilo me irritava, ele se achava, mas ao mesmo tempo que me irritava, me magnetizava. – E porque você não está na festa?–Ah, eu decidi vir aqui para fora....- Eu comecei a me atrapalhar, não queria dizer que havia saido de lá porque não tinha com quem dançar. – Queria ver as estrelas, ficar sozinha....- Continuei falando qualquer coisa que vinha na minha cabeça e no final me senti uma idiota.–Bem na hora da dança você decidiu ficar sozinha? – Perguntou-me num tom quase deboachado enquanto examinava cuidadosamente cada uma de minhas reações.–Sim. – Respondi enquanto continuava mexendo em meus cabelos, tentando disfarçar o quanto eu estava sem jeito. – E bem, eu posso ouvir a música aqui fora, então... – Continuei tentando arrumar alguma explicação e soando cada vez mais ridícula.–Você não quis dançar? – Damon perguntou surpreso. –Toda a garota quer dançar em um baile...–Talvez você não saiba tudo...-Eu retruquei. – Eu não gosto de dançar. – Respondi tentando acabar com aquele assunto de uma vez.–E se eu te chamasse para dançar, você aceitaria? –Perguntou-me exibindo um sorriso tão lindo e sedutor. Como eu seria capaz de dizer que não?–Sim... – Respondi sem jeito, tentando definir se aquilo era mesmo um convite. Quase perdi o ar quando ele se aproximou um pouco mais de mim. –Definitivamente, sim. – Completei tentando recuperar meu folêgo, estava completamente afetada pela presença dele, pela proximidade...Damon sorriu satisfeito, como se no fundo já soubesse a minha resposta. E aquele jeito tão confiante dele prendia a minha atenção, me hipnotizava, era como se fosse exatamente o que faltava para mim. Todo aquele mistério e perigo que parecia emanar dele despertava algo muito profundo e intenso em mim. Ele estendeu a mão para mim como se fosse para eu desse a minha para ele. Não consegui evitar o sorriso que se desenhou tão naturalmente em meus lábios. Ele me fazia sorrir, me fazia esquecer de qualquer coisa, era como se houvesse um mundo particular onde só existesse eu e ele. Quando a minha mão tocou a dele senti um calafrio percorrer minha espinha. Quando eu me dei conta ele estava me puxando para dançar ali mesmo e eu olhei sem entender. — Aqui? – Perguntei intrigada.–Nós ainda podemos ouvir a música aqui fora. – Ele respondeu repetindo o que eu havia dito instantes atrás e ele ainda exibia aquele mesmo sorriso encantador em sua face.Meus olhos brilharam quando eu fitei os dele, o sorriso se alargou em minha face. Quando estava com ele achava que eu poderia fazer qualquer coisa, porque, pelo pouco que eu conhecia dele, já percebera que ele não era do tipo que seguia regras e isso me agradava. Gostava daquela sensação de liberdade.
Deixei-me ser envolvida por ele, uma de suas mãos estava na minha cintura, me puxando para mais perto. A outra mão estava na minha. Levei minha mão livre até as costas dele, deixando-na repousar ali. Por um instante, eu estava completamente hipnotizada, completamente absorta de qualquer coisa, minha atenão estava somente nele, na forma como ele me olhava, como me conduzia naquela dança. Fechei meus olhos por um instante, embalada pelos movimentos lentos e cadenciados e quando os abri, olhei para os olhos profundamente azuis e perdi a fala, na verdade, perdi qualquer linha de raciocínio. Desviei o olhar, fiquei apenas contemplando a paisagem, olhei para o céu, as estrelas cintilavam num brilho tão intenso. Um sorriso surgiu em meus lábios sem que eu notasse, tudo acontecia tão naturalmente para que eu pudesse perceber ou pensar. Voltei meu olhar para ele e por um instante achei que ele estava me admirando, mas no instante seguinte, ele demonstrou a mesmo olhar de sempre. Havia algo ali, algo que eu não entendi, não consegui decifrar. Na verdade, eu mal conseguia decifrar o que eu estava sentindo. Desviei o olhar novamente as estrelas quando os olhos dele se fixaram no meu. Então o sorriso pareceu não querer mais sair dos meus lábios quando constatei que eu estava dançando em meio a luz brilhante das estrelas. Aquilo era tão lindo.–Por que você está sorrindo? – A voz rouca dele cortou o silêncio me trazendo de volta, me trazendo de volta para os olhos azuis, para o sorriso encantador.–Você promete que não vai rir? – Perguntei envergonhada, mas já imaginava qual seria a resposta.–Não... –Damon respondeu já exibindo um meio sorriso em seu rosto.–Eu sei que você não vai rir. – Falei sinceramente. –E por que você acha isso? – Perguntou-me curioso.–Ah...-Fiz uma pausa e em seguida o olhei diretamente em seus olhos. –Você fica com esse jeito cínico, mas no fundo, há uma bondade em você que não permitiria que você fizesse isso. Não iria rir de uma garota....-Eu iria continuar, falando que ele não iria rir de uma garota que havia perdido os pais, que havia saído da festa por se sentir sozinha, que não tinha com quem dançar, mas que acabou tendo uma sorte incrível e estava lá dançando com ele sob a luz das estrelas, mas não continuei. Não precisava falar tudo isso.–Não tenha tanta certeza disso...-Dirigiu-me umolhar desafiador, como estivesse inabalável com o que eu havia dito, como se não pudesse haver nenhum fundo de verdade nisso, mas eu sabia que havia. Eu não porque, eu apenas sabia.Eu revirei os olhos com se o que ele disse não tivesse importância alguma e finalmente falei. – Eu estava rindo porque eu achei tão lindo dançar aqui, quase no meio do nada, sob a luz das estrelas... –Senti minha pele corar absurdamente, eu estava morrendo de vergonha. Ele não riu, eu estava certa.–E você nem me agradeceu por isso. – Damon falou fingindo uma expressão de magoado. –“Muito obrigado por ser o acompanhante mais lindo e por me fazer companhia e dançar comigo quando eu estava completamente sozinha?” – Ele riu quase debochadamente. – Isso seria um bom começo.–Muito obrigado por me fazer companhia e dançar comigo. –Eu falei sinceramente e abri um sorriso alegre para ele. – E isso fez a melhor festa que eu já fui.–Esse agradecimento serve também. – Ele sorriu convencidamente.Eu não falei nada, ficamos apenas em silêncio nos olhando, dançando, os corpos grudados. Eu podia sentir o calor emanar da pele dele, seu hálito. Eu estava inebriada.Nós passamos a noite inteira conversando. Eu havia esquecido de tudo, era como se eu tivesse voltado a ser a Elena que sempre fui, sem ter que se preocupar, sem ter que chorar pelo acidente, porque era como se nada disso tivesse acontecido. Eu era só uma garota normal e mais nada. Eu pedi completamente a noção do tempo, esqueci que a tia Jenna viria me buscar na festa as duas horas da manhã, ela nunca nos deixava ficar mais do que isso. Eu só me lembrei muito depois disso, quando já passava das três, mas ele me fizera querer correr o risco de ficar até as quatro. Era como se eu não me importasse de correr riscos, como se cada momento que eu passasse com ele me consumisse, valesse a pena.~Fim do Flashback~Peguei-me sorrindo em meio as lágrimas. Quando eu apenas fechava meus olhos e me deixava levar pelas lembranças, era como se eu adentrasse um outro mundo, onde a dor era aplacada. Damon sempre despertou algo em mim que eu nunca pude definir, era como se eu o entendesse só de olhar. Era como se nós já nos conhecessemos. E nós já nos conhecíamos. Ele fez minha vida ganhar cor, naquela época, eu fui feliz, mesmo tendo que lidar com a perda, porque ele fazia com que tudo fosse mais leve. Eu sempre achei que Stefan tinha me feito bem, mas com ele eu sempre fui uma menina entristecida, que se martirizava por tudo. Eu não conseguia rir naturalmente. Eu não conseguia me sentir viva como quando eu estava com Damon. Sempre foi assim, Damon sempre mexeu comigo, fez como que eu fosse diferente. E eu não consegui ver isso, eu vi naquela época, mas depois fechei meus olhos, por achar que era o Stefan, mas ele estava muito longe de ser o que eu queria. Só que, agora, eu passei por tanta coisa, eu tomei minha decisão, eu me tornei uma vampira. Eu precisei literalmente morrer e voltar para perceber que eu escolhi totalmente errado. Continuo caída no chão, encostada na parede sem que eu consiga reunir forças para me levantar. Deixo as lágrimas rolarem por minha face. Tento me encolher o máximo que posso, achando que dessa forma posso deixar a dor ficar mais suportável, mas não consigo, a dor só piora. Por um instante, penso que tudo que eu preciso é me levantar e andar alguns metros até o quarto de Damon e ele estará lá. Eu poderei conversar com ele e falar que é ele quem eu quero, quem eu sempre quis. E que sempre foi ele, que eu o escolhi desde sempre. Só que isso não é possível, ele sumiu da cidade, mudou o número de telefone e eu não sei o que fazer, estou completamente perdida.
Notas finais
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