Breathe Again
4 Capítulo 4 - Primeira Parte
Notas iniciais
Decidi colocar um pouquinho da Elena como ela se sente em relação a transformação, o que ela pensa e também com a sua relação com o Stefan, o que mudou, o que ela sente.
Tem um flashback, que será continuado no prox cap, e todos os flashbacks vão mostrar o envolvimento da Elena com o Damon antes de tudo e tem muito a ver com o que ele disse a ela no season finale, sobrer querer um amor que consome, com aventura, um pouco de perigo.
Espero que tenham paciência para ler.
Já não aguentava mais chorar, por mais que ainda doesse e eu quisesse continuar daquele jeito, encolhida num canto, deixando as lágrimas rolarem por minha face, até que eu desmaiasse ali, eu não podia mais fazer isso. A verdade é que não iria adiantar nada. Chorar não iria mudar as coias, não faria com que Damon aparecesse na minha frente.
Eu precisava achá-lo, embora eu ainda não soubesse exatamente como, eu iria encontrá-lo. Levantei-me e fui na direção do armário, precisava pegar alguma roupa para sair. E foi isso mesmo que fiz, peguei a primeira roupa que encontrei em minha frente, não estava no clima para escolher nada, para me arrumar.
Ainda estava triste o suficiente para não conseguir perder tempo com isso. Por outro lado, existia uma parte de mim que parecia tão bem, tão tranquila, como se essa parte não sentisse absolutamente nada, como se qualquer sentimento não existisse. Essa deve ser a parte que todos os vampiros falam, o “botão de desligar”.
Por um instante, dei vazão a esse lado e era como se tudo ficasse bem, como se eu não precisasse mais me preocupar com nada e pudesse simplesmente sair e ser feliz como se todos os meus problemas, medos, sofrimentos nunca tivessem existido. Iria voltar para o armário, escolher a roupa mais bonita que tinha e sair para curtir, mas algo me freou, não sei bem o que foi, mas algo me puxou para a realidade.
Cada sentimento, cada dor, cada alegria, cada lembrança voltaram a me atingir da mesma forma. Senti um turbilhão de emoções invadirem meu corpo numa velocidade altíssima e eu não tinha nenhum controle sobre isso. Como poderia ter? Eu sou uma vampira recém criada, tudo em mim está fora de controle, instável. Vesti as roupas de qualquer jeito, sentia-me totalmente sufocada naquele quarto.
Simplesmente precisava sair. Precisava fazer alguma coisa, sentia-me ansiosa, nervosa, aflita. Precisava falar com alguém. Na verdade, precisava falar com Damon, ele é exatamente o que eu quero. Eu o amo muito mais do que eu poderia prever. Nunca imaginei que eu pudesse amar alguém assim e isso não é simplesmente porque minhas emoções estão ampliadas, mesmo se eu fosse humana, meu amor por ele seria intenso da mesma forma.
Ele me cativou no primeiro momento que eu o vi, tudo que vivi com ele foi mágico, profundo. Nunca havia me sentido tão viva. Damon tem algo que me encanta, que me contagia, algo que não posso descrever, apenas sentir. Eu o amo, amo muito. Suspirei profundamente, precisava recuperar meu ânimo.
Se eu queria ficar com ele mesmo precisa fazer algo, porque ficar no quarto tentando ligar para um número que não existem mais não vai resolver. Decidi ir até a casa de Caroline, talvez, ela pudesse me ajudar. Sim, eu estava completamente decidida a contar para ela, não iria mais esconder meus sentimentos. Ela é minha amiga, então, qual o problema em contar o que eu sinto?
Eu já não consigo evitar ou lutar contra, na verdade, lutar contra os sentimentos que eu tenho por ele seria inútil e algo mudou dentro de mim, a transformação mexeu comigo, as lembranças se entranharam em minha alma, tatuaram-se sob minha pele e o amor que sempre senti desabrochou, não pode mais ficar guardado numa parte inacessível de minha alma. Quando estava pronta para sair, ouço a barulho da porta de meu quarto sendo aberta.
Era Stefan. Suspirei profundamente, por um instante, senti-me impaciente e extremamente irritante por vê-lo. Eu vinha o evitando a alguns dias já, porque quando eu estou com ele é como se algo estivesse faltando. Eu não me sinto mais da mesma forma, eu não sou mais a mesma.
E eu estou tão ansiosa para sair, para tomar uma atitude que é como se ele apenas estivesse me atrasando. Ainda assim, consegui me conter, manter-me calma. Stefan aproximou-se de mim com aquele mesmo olhar carinho de sempre, mas eu não senti nada. Eu não sinto mais nada quando olho para ele. Eu gosto dele, eu o amo, mas amo de uma forma diferente, amo como um irmão.
-Você está bem, Elena? – Perguntou-me carinhosamente.
-Sim, eu estou. – Menti, não iria contar todo meu drama e toda a ansiedade que tinha para poder sair quase denunciava a minha impaciência.
-Tem certeza? – Ele insistiu. – Aconteceu alguma coisa? – Perguntou enquanto olhava para os restos do celular que eu havia quebrado mais cedo.
-Tá tudo bem. – Continuei mentindo.Não iria ajudar em nada se eu contasse tudo. Eu iria contar só não precisava ser naquele momento. –Eu quebrei meu celular. – Falei antes que ele pudesse perguntar. –Não estava funcionando direito, eu me irritei e joguei na parede. –Bem, isso era quase a verdade, a diferença que era o aparelho havia sido quebrado por mim por estar tão frustrada depois de tentar falar tantas vezes com Damon e não conseguir.
-Ah, Elena. –Stefan falou preocupado.–Você está assim por causa da transformação, com o tempo você vai conseguir conter seus sentimentos. Isso é normal. – Falou como se tentasse me tranquilizar. Ele é um bom[i]irmão[/i], eu pensei, era assim que eu o via, como um irmão, um amigo.
-Eu sei. –Abri um sorriso. – Eu vou ficar bem. – Falei como se tentasse me livrar dele e ir embora de uma vez. Se ele continuasse falando, talvez, não conseguisse me controlar.
-Elena, você deve estar com sede. – Falou mostrando-me um tipo de copo com sangue. Torci o nariz ao sentir o cheiro. Era sangue animal. Sim, Stefan havia me colocado na mesma dieta dele, afinal, ele havia voltado novamente para o sangue animal.
-Eu não quero isso. –Falei irritada, não conseguia nem sentir o cheiro. Era horrível o gosto ainda pior. –Eu não vou beber e você não vai me obrigar.-Gritei. –Não tente me ensinar o que você nunca aprendeu. Se você é um descontrolado a culpa não é minha. –Continuei. – Se o Damon estivesse aqui, ele não estaria me fazendo beber essa coisa nojenta. – Se Damon estivesse aqui, seria tudo totalmente diferente. Eu [i]estaria feliz[/i], pensei.
-É melhor para você, amorzinho, para conseguir se controlar. – Falou com tanta doçura que eu acabei me sentindo culpada por estar gritando com ele. Stefan era uma pessoa maravilhosa, ele só não era o certo para mim.–É o único jeito que dá certo para mim, o único que eu posso te ensinar, eu sinto muito por isso...
-É que eu...-Eu iria me desculpar, mas não foi preciso.
-Tá tudo bem, Elena, suas emoções estão ampliadas...É só isso. – Bem, não era apenas isso. Tudo em mim estava diferente, tudo o que eu pensava, tudo o que eu sentia.
Stefan me abraçou e eu correspondi o abraço, mas não foi como das outras vezes, eu não senti nada. Ele me amava, eu podia sentir, mas eu já não o amava. Talvez nunca tenha o amado, não como homem, mas, sim, como amigo.O amor dele, o amor que eu tive por ele era um amor muito fácil, não faz com que meu coração se acelere, não faz com que eu sinta uma chama intensa e apaixonada queime em meu corpo, em minhas veias como se fosse tudo que eu quisesse.
Na verdade, esse amor intenso e inexplicável é o amor que eu sinto por Damon. Com Stefan é tudo muito certo, muito organizado. Mas isso nunca foi o que eu quis para mim. Com Damon sempre houve algo a mais, uma sensação de que tudo era possível, de liberdade, um amor onde não haja limites, um sentimento que não tem mais fim, que consome minha alma e aquece meu coração.
~Início do Flashback~
Mystic Falls – Dois anos atrás
Eu havia chegado da aula fazia pouco tempo, estava cansada, queria sair com as meninas, mas não podia, estava de castigo por ter chegado atrasada na noite da festa. Minha vida se resumia a ir da escola para casa durante um mês inteiro, nada de festas, nada de sair com as amigas.
Tia Jenna tinha ficado muito brava comigo, eu deveria estar em casa às dus horas da manhã e cheguei depois das quatro, deixando-na aflita, preocupadíssima com o que podia ter me acontecido. Eu tivera apenas a melhor noite da minha vida, passando a madrugada inteira conversando com Damon e ele era tão misterioso, tão cativante, tão incrível.
E provavelmente, eu não iria vê-lo novamente, ele se recusara a me dar seu número de telefone, apesar de ter pego o meu. Eu duvidava que ele fosse me ligar, já havia passado uma semana e eu já tinha cansado de esperar meu telefone tocar e ser ele. Tentei afastar os meus pensamentos dele.
Eu precisava me distrair, e bem, distraçã, para mim, seria fazer a lição de casa e estudar. Tinha prova de história no dia seguinte. Abri o livro e tentei ler, mas não conseguia me concentrar, não conseguia manter o foco. Fiquei daquela forma um bom tempo, lendo e relendo as mesmas páginas, mas não conseguia absorver o conteúdo. Tudo mudou quando meu celular tocou, era um número que não reconheci. Quando eu atendi o telefone reconheci aquela voz rouca e sedutora no mesmo instante. Nem pude acreditar que era verdade.
-Pensei que você nunca iria me ligar. – Falei sinceramente e era possível notar a animação em meu tom de voz. Passara os últimos dias suspirando para que ele me ligasse. Não conseguia entender muito bem como me sentia quando estava perto dele, quando escutava sua voz, eu só sabia que era algo muito intenso, algo que eu não podia definir.
-Mas eu liguei. – Falou em seu típico tom irônico e eu já podia imaginar o sorriso irresístivel se desenhando nos lábios dele, o brilho dos olhos azuis. Controlei-me para que ele não me ouvisse suspirar. –Eu liguei para te convidar para sair.
Meu coração acelerou-se freneticamente quando ouvi as palavras dele. Ele queria me convidar para sair, isso era tudo que eu estava esperando. –Quando você quer sair? – Perguntei mais ansiosa do que deveria, mas não consegui disfarçar a animação que tomou conta de todo meu corpo.
-Nós podemos sair hoje. – Falou no mesmo tom cínico e sua voz era tão melodiosa. Damon era incrivelmente sedutor e havia algo além. Ele era gentil, divertido, mesmo quando tentava ser apenas distante e irônico. Ele havia me cativado desde o início. –Na verdade, eu estou na porta da sua casa. Que tal agora?
-Agora? – Eu perguntei surpresa. Eu queria sair com ele, lógico, só não imaginava que seria naquele instante. E eu tinha mais um problema, tia Jenna tinha me colocado de castigo e nunca que ela me deixaria sair e para piorar ela estava em casa.
-Sim, agora. – Ele respondeu, o mesmo tom sarcástico. –Mas já que você não pode ir...-Seu tom mudou um pouco, além do sarcasmo, pude sentir uma certa provocação, um desafio. Eu sorri, como se gostasse daquilo, como se tivesse aceito o tal desafio.
-Eu posso, lógico que posso. –Interrompi antes que ele pudesse continuar. –Você pode me dar uma hora para eu me arrumar? –[i]E arrumar um jeito de fugir de casa[/i], pensei.
-Tudo bem. – Ele concordou.
Bem, eu não era do tipo que fugia de casa ou que deixava de cumprir as regras, mas algo nele me fazia achar que valia a pena o risco. Cada vez que eu o encontrava, sentia-me tão envolvida, mais e mais envolvida. Estar com ele não era como estar com outros garotos, algo previsível, que com o tempo se tornava entediante.
Damon era incrivelmente imprevisível, ele sempre me surpreendia. E agora eu já estava fazendo coisas que para mim seriam loucuras, chegar em casa depois do horário combinado, fugir. Eu gostava da sensação de perigo, da aventura e principalmente da forma como me sentia perto dele, como cada molécula de meu corpo se agitava involuntariamente, meu coraçã se acelerava e meus músculos imploravam para que eu me aproximasse mais. Considerei-me louca, depois, concluí que, talvez, apenas talvez, estivesse me apaixonando e aquele sentimento consumia cada parte do meu ser, fazia com que eu me sentisse diferente, como se fosse tudo que queria.
...
Notas finais
E mostrar que foi diferente do que quando ela conheceu o Stefan e que ela tem um lado mais divertido, aventureiro...
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