Breath Of Life - Dramione

40 Capítulo 39 - Esse é o fim.


Ela correu para o prédio de vidro, os passos de Steve ecoando na fina camada de neve no chão. Quando ela finalmente chegou, notou que aquela parte da cidade estava tomada por plantas cobertas de neve. Os prédios tinham folhas e galhos subindo por eles, como se não fossem nada além de concreto. Agora, eram somente concreto. Não eram mais casas de ninguém.

Hermione viu Draco e Theo na frente da entrada. Correu até eles e logo se ajoelhou ao lado do loiro, que estava sentado. Theo deu um olhar de "está tudo bem?" para qual ela assentiu.

– Está melhor? Como está seu pé? — ela perguntou preocupada.

– Um pouco melhor, não sinto mais dor ao caminhar — ele respondeu, indiferente — Eu sei o que você está pensando, mas nada vai me convencer de que eu não vou entrar junto com vocês.

Hermione deu um sorriso suave e o beijou de leve nos lábios.

– Eu te odeio por ser tão teimoso — a morena suspirou e então se levantou — Precisamos de um plano para entrar.

– Não há andantes aqui fora, eles provavelmente estão lá dentro — Theo disse, pensativo — Eu já vim aqui uma vez no quarto ano. A ala leste é cheia de armadilhas mas...

– Os andantes não conseguiriam passar por lá por causa dessas armadilhas — Draco disse, se levantando com uma careta — Mas a gente talvez consiga.

– Você disse "talvez", isso não me anima — Theo fez uma cara feia.

– Parece que não temos outra opção, Theo — Hermione tentou sorrir confiante — Nós vamos conseguir. Precisamos pensar positivo em uma hora dessas. Acho melhor Steve ficar aqui fora.

Theo assentiu e se ajoelhou para dar ordens ao cachorro. Hermione fez um passo para a porta mas foi puxada por braços familiares. Suas costas estavam contra o peito de Malfoy e ela começou sentir borboletas no estômago. Não por causa dele em si, mas da ideia de o perder quando entrarem lá dentro. Ou pior, a ideia dela morrer e ele ficar sozinho no mundo.

– Não saia nenhum momento de perto de mim, entendeu? — a voz dele era grossa — Se você sair da minha vista, eu largo tudo e vou atrás de você.

– Desde quando é tão protetor? — ela retrucou, se virando para o encarar — Não sabia que fazia o tipo romântico.

– E não faço. Estou apenas deixando algo claro — ele lhe entregou o punhal, que pelo visto, havia tirado do cadáver de antes — Isso é seu. Obrigado por ter me emprestado.

Ela sorriu.

– Sem problemas.

E então Theo fez seu caminho até a porta do prédio. Ele se virou para os dois como se pedisse "estão prontos?". Ambos assentiram e as portas se abriram. Hermione sentiu Draco pegar seu pulso e apertar. Ela não sabia se isso era algo bom, já que a leve dor causada por seu aperto a desnorteava um pouco, mas não queria que ele pensasse que ela não o queria por perto, pois seria uma mentira.

Não era um Hall grande, ao contrário do que eles haviam pensado. Era uma sala cinza, com o símbolo da companhia trouxa criadora do vírus — aquela para qual o pai de Hermione trabalhou, mas ela preferia esquecer desse detalhe — e uma escada descendo na escuridão. Draco fez um sinal e Theo foi na frente, e a morena se sentiu apreensiva por ele. Desceram as escadas no maior silêncio possível.

Acabaram em um corredor longo. Ela conseguiu notar pontos prateados na parede e fez sinal com a cabeça para os outros dois, que assentiram quando perceberam. Theo deu o primeiro passo e então, uma rede saiu de um dos pontos, o pegando em cheio e fazendo cair no chão. Hermione não pode deixar de soltar um grito em susto, e, sua voz alertou um sinal vermelho em cima de sua cabeça. "Intrusos, intrusos!" gritava uma voz robótica.

– Tire-o dali! — Draco gritou.

Hermione se lembrou do punhal e correu até Theo, que estava parado, entendendo muito bem o que estava acontecendo. Ela cortou as cordas rapidamente o moreno saiu, pegando a mão dela e correndo. Hermione gritou para Draco se apressar, e então, ele correu atrás deles, o mais rápido que pode com o seu pé machucado.

Pararam somente no próximo corredor, onde o som do alarme já não podia mais ser escutado. Hermione se virou para Theo e tentou sorrir para o fazer se sentir um pouquinho mais calmo.

– Está tudo bem? — ela perguntou.

– Claro, acontece comigo toda hora — mas a respiração dele estava irregular — Por favor, vamos achar essas fênix e dar o fora daqui.

– A coisa mais inteligente que você já disse — Draco falou e Theo sorriu de lado.

– Tudo que eu digo vale a pena, Malfoy — ele disse, com a voz calma, sua respiração voltando ao normal — É por isso que as mulheres não conseguem resistir aos meus charmes.

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Harry Potter corria e atirava um feitiço nos guardas que o seguiam, com tiros e explosões. Tudo o lembrava da Batalha de Hogwarts, anos atrás, e agora estava sendo tudo repetido. Ele não conseguia deixar de pensar em Gina, na preocupação que a ruiva estava sentido. Ele esperava que ela não fizesse nada de louco, como na ultima vez.

Entrou em uma sala vazia e a trancou, tomando fôlego para poder respirar. Escutou um barulho e viu Blaise Zabini dentro da sala, fazendo um sinal para ele ficar em silêncio. Os guardas tentavam arrombar a enorme porta de madeira. Harry viu, espantado, Blaise tirar a tranca da porta e então, os homens entraram.

Apenas para explodirem no ar. Um forte cheiro de gasolina.

– Bombas de bosta dos Weasley, com algumas modificações minhas — Blaise piscou — Vocês grifinórios tem que aprender a jogar sujo.

Eles saíram da sala, jogando feitiços e mais feitiços nas multidões de trouxas que invadiam os corredores. Harry sentiu um tiro de raspão em seu ombro, mas a adrenalina era mais forte do que tudo. Ele se virou para Blaise, com um sorriso, lançando feitiços em vão, mas sabendo que acertariam vários.

– Soube que se casou — Harry disse e então, lançou um "Sectusempra" em um guarda que caiu ao chão sangrando.

– Casei — Blaise respondeu, girando a varinha no ar, fazendo correntes enrolarem um homem — Prevejo que vai me dar os parabéns?

– Não — o de cabelos pretos balançou a cabeça — Só dizer que você deve voltar pra ela, Zabini.

Blaise riu alto e então com jogou algo nos soldados se aproximando, e depois de segundos, explodiu e o forte cheiro de gasolina novamente voltou ao ar, infetando as narinas de Harry.

– Eu vou — foi tudo o que ele disse.

E então Blaise saiu para o outro corredor. Harry decidiu seguir em frente, já que o sonserino parecia se cuidar muito bem sozinho. Ele tinha que admitir, aquela aliança com as serpentes foi o motivo de todos eles estarem ali. A liderança em Blaise Zabini era nata. Harry sentiu algo em sua perna. Outro tiro. Esse grunhiu em dor mas logo, o guarda que o atingiu estava no chão, morto.

Virando a cabeça para ver quem o salvou, ele enxergou Rony, que estava com um sorriso estranho no rosto.

– Como nos velhos tempos — o ruivo disse.

Harry não pode deixar de sorrir.

– Como nos velhos tempos — respondeu.

Não muito longe dali, Pansy Parkinson rolava no chão com gritos e pontapés. Uma mulher trouxa, com uma faca, estava com ela em sua garganta, pronta para a cortar e deixar sangue rolar em todos os lados. Pansy rosnava, em ódio, raiva e frustração. Depois de toda essa guerra, o preconceito dela havia ido embora. Mas, com essa maldita em cima dela, ela não queria outra coisa a não ser a empurrar na parede e bater sua cabeça até que ela se torne irreconhecível.

– Eu dei uma estudada sobre esse lugar — a trouxa disse, maldosamente, passando a faca pelos lábios de Pansy, mas não os cortando — Sobre essas coisas ridículas de casas. Você era da Lufa Lufa é? Talvez uma grifinória nojenta? Todos são nojentos!

Pansy então conseguiu pegar sua varinha, sem que a outra percebesse. Maldosamente, ela deu um sorriso e então, chutou o estômago da trouxa, que caiu ao chão em um grito de dor.

– Não — Pansy respondeu, olhando para ela em puro ódio — Eu sou da Sonserina, sua vadia.Avada Kedavra!

Depois de checar se a trouxa estava morta, Pansy não esperou mais nenhum minuto para sair dali. Ela escutou vozes conhecidas e virou um corredor, vendo Potter e Weasley conversando em vozes urgentes, não percebendo dois soldados vindo pelo corredor lateral. Ela tentou gritar para eles saírem dali, mas o som das explosões era alto demais.

Ela correu até eles. Harry pareceu perceber algo e então correu quando viu os homens se aproximando. Rony foi diferente, ele não havia percebido nada, foi então que Pansy o empurrou da frente e tudo pareceu acontecer devagar, como em câmera lenta. Como quando o vidro se quebra e cai em pequenos cacos. Ela conseguiu ouvir Rony gritar o seu nome e então ela caiu ao chão, uma dor muito forte em sua barriga.

Momentos depois, ela estava sendo carregada. Weasley estava a carregando. De alguma forma, isso parecia ser muito pior. Havia também os berros de Potter, dizendo que eles precisavam se apressar. E então, tudo ficou preto.

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Os três haviam decidido parar um pouco. Hermione nunca pensou que um prédio fosse tão grande. Theo havia dito que existia um buraco no centro dele, que era onde as fênix deveriam estar. Agora, depois de darem uma parada para beber água, haviam voltado a andar. Draco segurava sua mão e de vez em quando a olhava em algo entre preocupação e raiva. Ela sabia o porque era da raiva. Porque ele tinha medo que ela fizesse algo estúpido e o deixasse.

Ela sabia que isso não iria acontecer. Mesmo que Draco Malfoy não soubesse expressar seus sentimentos, tudo para ela, cada ação que ele fazia, era claro. Ela era a bruxa mais inteligente da sua idade. Somente ela poderia entender o homem mais complicado.

– Acho que temos um problema, pessoal — disse Theo.

Eles haviam parado em uma porta de aço pintada de branco. Não havia maçaneta, mas sim, um conjunto de números e um buraco pequeno, do tamanho de um dedo. Draco se aproximou e leu em voz alta:

– "Limpeza de sangue, de alma, os puros entram, os fracos são enterrados" — ele fez uma careta — Isso é doente.

– Voldemort iria apoiar — Hermione falou e viu ele tocar a marca negra — Desculpe, não devia ter dito isso.

– Como vamos entrar? — Theo perguntou, frustrado — Isso é uma espécie de enigma? Hermione? Acho que se for você é a única de nós que pode resolver.

Ela balançou a cabeça.

– Não é um enigma — disse, se aproximando da porta e mexendo no conjunto de números — É só uma frase purista. Ou alguma pista de como precisamos abrir a porta, mas tenho certeza de que não é um enigma.

– Também tenho. Enigmas precisam de pistas e não há nada aqui — Draco concordou e então coçou o queixo, pensativo — Mas talvez a pista esteja na própria frase. Veja, limpeza de sangue...

– Purismo. Como eu disse... isso é brilhante! — Hermione exclamou — E o buraco do tamanho de um dedo... é claro. A gente precisa de sangue para entrar.

Ela puxou o punhal e não ouviu Draco dizendo um "não". Ela já havia cortado seu dedo e seu sangue já estava caindo no pequeno buraco. A porta apitou e apitou até que uma pequena luz vermelha se tornou verde e ela foi aberta. Era outro corredor, mas este era de vidro. O loiro conseguiu ver ela estremecer e a puxou para perto murmurando um "você é tão idiota".

A cena que eles viram os fizeram tremer. Parecia seguro, mas andar por aquele corredor era pior do que eles haviam imaginado. Era como se fosse uma vitrine de loja, mas, ao invés de roupas ou outros produtos eram pessoas presas em camas de ferro, nuas, sangrando. Todas já estavam mortas e o vírus parecia ter entrado em ação. Ainda sangravam. Rosnavam. Tentavam sair das correntes.

– Vamos sair logo daqui — Draco disse e a puxou.

Theo olhou para as criaturas e balançou a cabeça, parecendo tão perturbado quanto eles. Ou talvez mais. Hermione deu um olhar para Draco que dizia "eu vou com ele". Malfoy a olhou por uns momentos antes se assentir, indo na frente. Ela foi até Theo e andou ao seu lado, o fazendo dar um pequeno sorriso em gratidão.

Depois de passarem por aquele corredor, eles haviam chegado em duas escadas. Uma para cima, onde eles conseguiam ver os raios de sol entrando, e outra para baixo, onde tinha somente escuridão. Foi então que eles ouviram o mais lindo dos cantos. Um canto que trouxe fogo em seus corações, ou, pelo menos era isso o que parecia.

– Um canto de fênix — Hermione disse, com lágrimas nos olhos quando se virou para Draco — Estamos perto.

Ele a beijou fervorosamente e Theo disse "eu não mereço isso", mas sua voz estava mais divertida do que incomodada. Ela retribuiu o beijo, sorrindo brilhantemente para ele. Aquele canto a fez lembrar que tinham algo os esperando quando voltassem. Ela tinha seus amigos. Seu pai estava a salvo. Tinha que agradecer Heyna e sua família. Até mesmo Steve. E ela iria se casar com o seu maior inimigo. Tudo estava mais perto agora, depois deles terem ouvido aquele canto.

– Sim — até mesmo Draco teve que sorrir — Estamos perto.

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Harriet estava em um canto, olhando para um ponto fixo. A aliança em seu dedo. Cada vez que o teto da Câmara Secreta tremia, ela lembrava de Blaise. Lembrava que ele estava lá em cima. Mas ele prometeu voltar para ela e ela acreditava em sua palavra. Acreditava que o amor eles era forte o suficiente para ir além da morte.

Ela não era a única que parecia preocupada com alguém que ama. Gina Weasley andava de um lado para outro, com a mão em sua barriga de grávida. Harriet sentia pena da outra ruiva. Afinal, ela não esperava apenas por seu noivo, mas também por sua família inteira. Seus irmãos, seu pai. Harriet não se importava mais com seu pai. Não depois de tudo o que ele fez. Do que ele estava fazendo.

– Tome — uma voz lhe disse.

Astória Greengrass estava lhe entregando uma arma. Harriet a olhou confusa.

– O que...?

– Vá atrás dele, você não está doente nem grávida, pode lutar — Astória lhe disse, erguendo uma sobrancelha — É melhor do que ficar se torturando aqui. Vá atrás do seu homem.

Harriet não pode deixar de sorrir, pegar a arma e se levantar.

– Finalmente alguém que me entende.

Ela então saiu e encontrou bruxos indo para fora da Câmara, e acabou os seguindo. Ela não sentiu o chão tremer, o que achou muito estranho. Eles não deveriam estar lutando? Não deveria ter explosões por todos os lados? Mesmo assim, havia um enorme cheiro de poeira no ar. Harriet finalmente chegou nos corredores de Hogwarts, com a arma preparada em sua mão. Ficou ainda mais confusa quando eles estavam todos desertos.

Mas então ela encontrou um cabelo loiro familiar, claro e comprido. Os olhos de Luna Longbottom-Lovegood a encaravam com uma certa confusão e sua curiosidade normal. A ruiva se aproximou e Luna deu um pequeno sorriso, com seu rosto coberto de cinzas e pequenos cortes.

– Estão lá fora — Luna disse, suavemente — Parece que o Ministro tirou suas tropas e quer tentar um acordo.

Harriet fez uma careta.

– Parece mesmo algo que o meu pai faria — suspirando, ela olhou para Luna com preocupação — E Blaise? V-você...?

Luna balançou a cabeça.

– Não o vi, sinto muito — ela inclinou a cabeça pro lado — Podemos ir até lá fora juntas, se quiser. Sei como é não querer ficar sozinha. Principalmente em momentos como esse.

Harriet assentiu, muito grata pela outra fazer isso com ela. Luna engatou seu braço com a da ruiva e andou calmamente, como se não tivesse nenhuma pressa do mundo. As duas então, passaram pelo Salão Principal e tudo o que elas puderam ver era podeira. O castelo não estava muito destruído, mas estava sujo e com um cheiro horrível no ar. Algo entre sangue e gasolina.

Todos estavam ali no pátio. Do outro lado, os trouxas estavam em fileiras bem organizadas. Harriet prendeu uma respiração quando viu o seu pai. Mesmo ele estando de costas, ela poderia o reconhecer em qualquer lugar pelo terno bem feito. Ele estava discutindo algo com os outros oficiais. Ela não poderia se importar menos por ele.

Mas então, ela viu o que ele tinha. Nos pés de cada soldado, havia um corpo. Um dos corpos ela reconheceu imediatamente.

– Pansy — disse em um sussurro.

Algumas lágrimas caíram de seu rosto. Pansy Parkinson. Aquela que disse para ela ir atrás de Blaise logo. Aquela que os casou, mesmo contra sua vontade. Aquela que havia se apaixonado pela primeira vez, e por ninguém menos do que Ronald Weasley. Pansy Parkinson estava morta. Harriet colocou a mão na boca como pequenos soluços saíram. Luna colocou a mão em seu braço mostrando apoio e Harriet deu um pequeno sorriso em agradecimento.

– Ela está morta por minha culpa — Rony, em algum lugar por ali, dizia para si mesmo — Ela me amava. Ela morreu por minha culpa.

– Pare com isso, Rony — Harry disse, entre dentes — Parkinson não iria querer que você ficasse assim. Nós precisamos vencer essa guerra. Acha que vai surgir algum acordo aqui? Porque não vai. Lembra de Voldemort? Ele fez algo bem parecido, não podemos deixar nada disso nos derrubar.

Rony suspirou, mas lágrimas ainda caiam por suas bochechas.

– Você tem razão — ele disse, tirando a varinha — Se ao menos Hermione estivesse aqui...

– É, eu sei — Harry disse tristemente — Seria tudo mais fácil. Seria nós três de novo. Mas você e eu sabemos o que temos que fazer. Nós temos que ganhar essa guerra e mostrar pra eles do que somos capazes.

Gui se aproximou. Ele parecia estar bastante cansado e ninguém poderia o culpar. Todos pareciam estar prestes a caírem no chão.

– Está tudo pronto — ele disse — Se eles tentarem alguma coisa, os atiradores vão lançar fogo das torres. Já mandei Carlinhos espalhar a notícia para ninguém se ferir se essa hora chegar.

Harry assentiu.

– Ótimo — e então ele se virou de frente para os trouxas e completou em voz baixa — Pois precisamos estar preparados para qualquer coisa.

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Draco não estava se sentindo bem. Mas não era um mal estar físico. Era como se algo estivesse prestes a acontecer. Algo com o destino dele. Com a palavra destino, ele não pode deixar de olhar para Granger mais uma vez. Ela estava conversando baixinho com Theo enquanto eles subiam as escadas lado a lado. Os três deles. Juntos.

Ele nunca achou que pudesse ter amigos. Blaise Zabini era o seu melhor amigo, sem dúvida. Mas, Theodore Nott também era. Theo ficou do seu lado quando Granger deu uma de louca e foi embora. Quando ele descobriu a dor de um coração partido. Ele descobriu uma amizade, irritante.

Ele descobriu o amor, e isso, deuses, soa clichê demais para um Malfoy. Sua mãe, Narcisa, foi aquela que sempre disse "Você vai cair, vai voar, mas não importa onde você você vá, o amor sempre estará com você". Mas ele sempre foi egoísta demais. E ele não deixaria Granger sair de perto dele de novo. Ele iria até os infernos por ela. Ele morreria por ela.

E ele sabia que ela morreria por ele. E isso o deixava aterrorizado.

E então eles chegaram. Finalmente. O topo da escada era outro corredor, mas esse era muito mais extenso. Draco sentiu novamente algo bater em seu peito, algo que por mais que estranho isso soasse, não era o seu coração. Ele levantou o braço, impedindo de Hermione e Theo continuarem a andar.

– Tem alguma coisa errada — ele disse.

E então ele viu algo bater em Hermione: compreensão. E no segundo que a expressão do rosto dela mudou, eles sentiram o chão tremer. Draco se virou para a porta e percebeu que ela estava trancada. Porém, uma porta lateral estava aberta e dela estava saindo andantes de todos os tipos. Alguns pela metade. Outros com apenas alguns membros. Mas todos famintos e perigosos. Quantos seriam... uma centena? Para mais de vinte, com certeza,

O sentimento dentro de Draco se intensificou. Destino. Destino. Essa palavra voava em sua mente como o vento, rápido e cortante. Algo estranho então aconteceu a sua volta. Hermione estava rodeada de algo brilhoso, como se fosse uma caixa. Ela se debatia, tentando sair, e gritava por ajuda. Draco estava prestes a correr até ela quando novamente, algo doeu dentro dele.

E ele olhou para o outro lado.

Theo também estava preso dentro dessa caixa brilhosa e transparente. Ele tentava a quebrar em todo o custo. Quando Draco olhou para si mesmo, ele percebeu. Ele estava no meio de outra caixa, porém, o brilho dessa era diferente da das outras. Era verde. A cor da esperança.

Você terá que fazer uma escolha, Draco. Disse a voz de Lucius em sua mente. Uma escolha que mudará o seu destino.

– Não — ele disse para si mesmo, quase em desespero — Tudo menos isso, por favor.

Como ele poderia escolher entre a mulher que ele amava e o seu melhor amigo? Ele lançou um olhar para ambos que então, finalmente entenderam. Hermione desabou no chão e começou a chorar. Draco não queria fazer nada a não ser correr e a pegar nos braços e dizer que tudo iria ficar bem, que eles iriam ficar bem, juntos no final. Mas, se ele fizesse isso, Theo morria. E Theo estava lá, parado, olhando para ele quase em choque. Pelo visto até ele havia entendido o que tinha que acontecer.

– Draco, não! — ele ouviu Hermione gritar — Não me escolha! Não me escolha!

Como ele não escolheria ela? Coisas vieram em sua mente. Um futuro com ela, os cachos indomáveis ao redor do seu rosto enquanto ela sorria para ele, com um olhar caloroso que ele nunca tinha recebido antes. Mas, nesse futuro, Theo estava ao lado deles, gritando "Malfoy, você é um idiota!" e Hermione iria o repreender, com um sorriso no rosto. E então Narcisa entraria segurando uma criança loira com olhos castanhos, e ela estaria sorrindo de novo, sem confusão em seu rosto.

Isso não era possível. Como escolher, quando seu coração iria morrer em ambas as opções?

– Malfoy — essa era a voz de Theo — Não faça isso. Você sabe o que é certo.

Draco fechou mais os olhos, com força.

– Draco, eu te amo — ele conseguia ouvir o choro na voz de Hermione — Eu te amo. E vou sempre amar. Mas não faça algo que você se arrependa depois. Busque a cura, salve todos, mas por favor, não me salve. Eu não vou conseguir viver se você me escolher Draco, eu vou te odiar por todos os dias da minha vida. Por favor, Draco, não faça isso.

Theodore Nott viu seu amigo com os olhos fechados, apertando os pulsos e soube que ele sentia dor. Não física, mas por dentro. E então ele sabia que Draco estava imaginando o seu futuro. Ele faria o mesmo se estivesse naquela situação. Então Theo fechou os olhos e tentou a mesma coisa. Ele tentou imaginar um futuro pra ele. Mas ele não viu nada.

Ele viu seu passado.

"Você não é uma pessoa má, Theo. Algumas pessoas tem coisas grandiosas pela frente e você é uma delas. Eu sei disso" Era a voz de Melissa, sua irmã. Ela confiava nele. Ela acreditava que ele era mais que um idiota.

Muitas vezes as pessoas não sabem fazer escolhas. Muitas vezes, elas fazem as escolhas erradas.

E muitas vezes, outras pessoas devem fazer essas escolhas por elas.

– Eu fico para trás — Theo disse em voz alta.

E então a caixa ao seu redor caiu como uma poeira. Os andantes vieram até ele mas Theo começou a atirar e atirar. Ele pode ouvir o grito de Hermione e olhar totalmente chocado de Draco, como se o que ele tivesse feito fosse algo terrível. Talvez, inacreditável.

Hermione tentou correr até ele, mas havia uma parede entre Draco e ela e entre eles e Theo, que estava lutando com os andantes. A morena chorava quase descontrolavelmente e Draco teve que a pegar para o braço e a puxar. Mesmo assim, ela se debatia e gritava o nome de Theo como se sua vida dependesse disso.

"Eu vou ficar bem, encontro vocês na saída" eles ouviram o grito de Theodore e mais tiros antes da porta se fechar.

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O Ministro andou até a frente de todos os trouxas e abriu os braços em saudações para os bruxos. No meio da multidão, Harriet trincou os dentes. Ela havia sido criada por aquela homem. Mas, nenhum ódio era maior que sua preocupação por Blaise, que ainda não havia sido encontrado.

– É um belo dia, não acham companheiros? — O Ministro trouxa perguntou.

– Não estamos em clima de gracinhas, Ministro, creio que o senhor entenda — Kingsley retrucou, sua voz muito mais firme — Primeiro de tudo, sentimos muito pelos seus mortos.

– Que pena, não sentimos pelos seus — alguns soldados riram, outros pareceram se sentir culpados — Isso é uma guerra afinal de contas. Cada morto é um sinal de que a vitória se aproxima. Por exemplo, quando a Srta. Parkinson morreu.

Ao nome de Pansy, Rony teve que ser segurado por Harry para não correr até o homem e fazer alguma besteira. Harriet virou seu rosto para longe quando ergueram o corpo ensanguentado daquela que antes havia sido sua amiga. A ruiva tentou respirar.

– Diga o seu trato — Kingsley ordenou, com raiva.

– Eu tenho um dos seus — ele fez um sinal com as mãos — E eu o trocarei, se tiver minha filha de volta. Se isso acontecer, eu irei embora e esquecerei dessa guerra e da existência desse lugar.

E então Harriet ergueu os olhos para ver o rosto que ela mais amava ser carregado por dois soldados. Ele estava sangrando, com o lábio cortado. Estava sem camisa, mostrando marcas de torturas com chicotes e queimaduras. A ruiva sentiu mais lágrimas virem aos olhos e assim, correu para a frente da multidão.

– Blaise! — gritou, tentando correr até ele mas sendo impedida por Luna.

– Pelo visto minha filha decidiu aparecer — O Ministro sorriu — Quem sabe ela queira se juntar a nós.

Blaise tossiu.

– H-Harriet... n-n-não... — ele tentou dizer, mas parecia fraco demais até mesmo para falar.

Ela se virou para seu pai com ódio.

– Ele é o meu marido, o homem que eu amo — ela disse, entre lágrimas, tentando se recompor — Pai, se você já sentiu algum amor por mim vai o deixar ir. Por favor, o deixe ir e eu irei com você. Irei com você na maior vontade.

O Ministro deu uma risada sinistra, sendo acompanhando por alguns soldados. Harriet viu pelo canto dos olhos Harry Potter balançar a cabeça e ela entendeu: mesmo se ela fosse com ele, seu pai mataria Blaise a guerra iria continuar. Ela conhecia seu pai. Sabia o quão alta sua maldade poderia ir.

– E-e-eu te am-m-mo — ela ouviu Blaise dizer, sua voz rouca.

Ela chorou ainda mais.

– Eu também te amo — e então, começou.

Tiros saíram das torres de Hogwarts, atingindo os soldados que caíam como se não fossem nada. Os bruxos gritaram e feitiços começaram a voar na direção deles. Harriet não se importou com nada, apenas correu até os soldados que seguravam o seu marido. Ela sabia o que iria acontecer. Ela precisava impedir.

Mas ela ouviu o tiro e tudo se foi como o corpo de Blaise Zabini caiu ao chão. Morto. Harriet chorou, caindo ao lado do marido e passou a mão pelo seu rosto, ferido e agora, imóvel. Ela sentiu uma presença atras dela e não pode deixar de congelar.

– Esse é o fim — disse o Ministro. Ela se recusou chamar ele de pai.

– Sim — ela concordou — O seu fim.

E então ela tirou a arma que Astória havia lhe dado. A arma que estava carregada. A arma que ela não havia usado, até agora. Harriet apertou o gatilho e então, a bala saiu do cano, atingindo o Ministro Trouxa no peito. A ruiva sentiu algo dentro dela se remexer como ela via o pai cair ao chão em câmera lenta. Ela sentiu uma outra presença ao seu lado e viu Luna sorrindo bondosamente. O tipo de sorriso que ela precisava naquele momento.

– Está acabando — disse Luna, a abraçando — Podemos fechar os olhos dele se quiser.

Harriet assentiu e então, Luna fechou os olhos de Blaise. Harriet olhou mais uma vez para o marido, e deu um leve sorriso. Foi como ela disse antes, alguns amores são eternos e ela sabia que o deles também era. O destino de Harriet não era se apaixonar. Não foi por isso que ela acordou naquela enfermaria. Seu destino era dar alguma esperança para os trouxas. Nem todos precisavam ter medo do desconhecido, mas sim, o abraçar. O amar. Como ela amou Blaise Zabini, um bruxo. Um bruxo e uma trouxa juntos, no meio de uma guerra entre trouxas e bruxos.

Ela olhou para seu pai mais uma vez. Era isso que ele não entendia. Aceitar as diferenças.

– Eu sinto muito — ela disse para ele e então, ficou sentada ali, com Luna, enquanto a batalha terminava em seu redor.

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Ela encarou a porta, nos braços de Draco que dizia coisas incoerentes em seu ouvido. Hermione havia dito que iria o odiar, mas a escolha não havia sido dele, havia sido de Theo. E agora, tudo o que ela precisava era acreditar que ele ficaria bem. Algo dentro dela dizia que ele iria ficar bem.

– A cura — Draco disse em seu ouvido — Granger, olhe para cima.

E ela olhou.

Centenas de Fênix estavam em pedaços de concreto, pedras e até alguns galhos. Algumas cantavam, trazendo a Hermione aquela esperança. Ela olhou para Draco, que também olhava tudo encantado. Ela sentiu algo encher seu peito, aquele fogo de antes.

– Nós conseguimos — ela disse.

– Sim, nós conseguimos — ele respondeu.

E então elas começaram a voar, ao redor deles, dando a impressão de que o ar estava pegando fogo. Hermione riu em alegria, esquecendo por um momento de onde eles estavam. Uma fênix em particular se aproximou dela lentamente, como se a reconhecesse. Hermione fez sinal para Draco se ajoelhar ao seu lado e assim ele fez, olhando de maneira fascinada. Um olhar que ela nunca tinha visto antes nele.

A Fênix foi acariciada por Hermione e soltou um som de agradecimento. Hermione então reconheceu.

– Fawkes — disse encantada — Você está aqui.

Fawkes abriu as asas em reconhecimento e então, ela fez a coisa mais inesperada. Ela chorou. De boa vontade, sem perigo algum, ela chorou. Draco retirou um potinho de suas vestes e recolheu várias lágrimas. Hermione sorriu para o animal. Era tão estranho quando o passado encontrava o presente para garantir um futuro.

Depois de pegarem as lágrimas, eles se levantaram. Hermione disse um simples "obrigada" para o animal, que cantou. Draco antes de sair, se virou rapidamente e disse:

– Acho que podem voar agora.

E elas voaram, saindo do túnel como uma nuvem vermelha e alaranjada. No céu sem vida de Londres, centenas de Fênix voavam, trazendo cores que antes pareciam ter se ido embora. Não perdendo mais tempo, os dois correram de volta para a porta, a abrindo com um feitiço. Não tinha mais razão para esconder a magia, agora que estavam salvos e poderiam ir para casa.

Mas então, eles encontraram a pior cena que eles já viram em sua vida. O corpo de Theo estava no chão, ao lado dos andantes. Pelo visto, ele havia matado todos, mas não havia sido forte o suficiente. Hermione gritou e correu até o corpo dele e então, ela sentiu, uma leve respiração.

– Ele está vivo — ela disse, freneticamente — Draco, ele ainda está vivo.

20 segundos para a explosão. Ouviu-se uma voz mecânica.

Draco correu até eles também e colocou o corpo de Theo em suas costas. Ele parecia bem mais pesado que o normal. Hermione olhou para ele em absoluto pavor e Draco se sentiu mais inútil do que nunca. Eles precisavam sair dali e o melhor, precisavam salvar Theo, antes que seja tarde demais.

15 segundos para a explosão.

– Precisamos aparatar! — Draco disse, urgentemente.

– O que?! Não! — Hermione gritou, apavorada. Ele não poderia aparatar com Theo nas costas.

– Não temos outra opção! — Draco berrou.

10 segundos para a explosão.

E então ele a pegou pelo braço, ignorando seus protestos e aparatou. O mundo girou. Eles ouviram algo apitando e o cheiro forte de combustível. Ouviram rosnados. Sentiram sair do ar, algo puxar seus estômagos e então, eles caíram no chão macio. Neve. O chão estava coberto de neve. Hermione estava desnorteada, não sabendo onde estavam. E então ela viu o prédio de vidro explodir.

Ela olhou em volta freneticamente e então, os encontrou a poucos metros. Theo estava cuspindo sangue, seu rosto mais pálido do que nunca, mas ainda ele era lindo, tinha que admitir. Draco estava ao seu lado, com um olhar preocupado para o melhor amigo.

– E-eu v-v-v-v-o-ou mo-r-r-rrer — disse Theo, entre tosses que faziam sangue sair de sua garganta.

– Não, você não vai, seu merda — Draco disse, irritado — Não é a sua hora ainda, idiota.

– É-é s-sim — Theo, mesmo naquela situação, deu um sorriso de lado — E n-nã-ão me ar-r-ep-e-endo.

– Theo, pare com isso — Hermione disse, em meio as lágrimas. A fumaça da explosões os cercava — Você foi tão estúpido em fazer aquilo, tão estúpido. Por que você fez aquilo, Theo? Por que?

E então ele a puxou, com a pouca força que restava. Hermione sentiu sua boca assombrar sua orelha como ele disse:

– A-a-amor — e então ele sussurrou sua última palavra — C-cura.

E então ela sentiu um suspiro contra sua bochecha e ela soube que aquele tinha sido o último sopro de vida de Theodore Nott. Ela limpou as lágrimas que caiam de sua bochecha, mas sorriu. Theo não quis significar "amor" e "cura" sozinhos. Ele quis fazer uma frase. Ele não disse apenas em voz alta pois queria dizer para ela, porque ela entenderia, porque ela era a bruxa mais inteligente de sua idade.

As últimas palavras de Theodore Nott haviam sido: O amor cura.

E como Hermione viu Draco Malfoy chorar, pela segunda vez, dessa vez pela morte de seu melhor amigo, ela entendeu. Ela percebeu que Theo esteve certo o tempo todo. O amor cura. E é por isso que eles conseguiram a pedra, a flor e as lágrimas de fênix. Porque estavam juntos. Ela não iria conseguir tudo aquilo sozinha.

E então, Hermione Granger fechou os olhos e lembrou.

"Eles ouviram o som de um motor e a musica Highway to Hell no volume máximo. Draco se levantou, tirando o revolver das vestes e ela fez o mesmo. Foi quando uma camionete vermelho-sangue apareceu ali na frente.

Dentro dela havia um rosto familiar. Cabelos castanhos e olhos castanhos incrivelmente claros. O olhar de zombamento sempre presente com o sorriso irônico.

Theodore Nott.

– Hey gatinhas, querem uma carona? — ele perguntou, buzinando — Pensando melhor, vou querer só a morena, não sou muito fã de loiras."

E ela riu, fazendo Draco a olhar de maneira estranha, como se não vesse a graça. Hermione então o abraçou, apertado, sabendo que tudo havia terminado. E que Theo havia sido o verdadeiro herói dessa história. Ele se sacrificou para que pudessem pegar a cura. E para que pudessem se amar, sem medo.

O amor cura.

E ele soube disso o tempo todo. Até o seu último sopro de vida.

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Nunca é a glória,

Nunca é a pontuação,

Não se trata de ver quem é menos e quem é mais.

Porque quando você descobrir o quão rápido e longe,

Você saberá que não é o quanto você tem,

É quem você é.

Notas finais
Eu to chorando muito. Sim gente, esse foi o último capítulo da fic e eu não sei o que sentir. Eu disse que terminaria no cap 43, mas mudei de novo, e ele vai terminar no 40. Mas esse foi o último capítulo antes do Epílogo que vai responder todas essas perguntas que eu sei que estão passando na cabeça de vocês, pois essa era mesmo a intenção. Eu sei que vocês estão me odiando agora por ter matado o Theo. Mas, esse era o destino dele nessa fic e acho que alguns devem ter percebido pelas pequenas narrações dele ou pelas falas e pelo jeito que eu construí esse personagem. Mas não achem que não dói pois dói MUITO em mim. Não apenas por ele, mas por todos. Eu chorei tanto escrevendo esse final que vocês não tem nem ideia. Eu não sei se é o sentimento de acabar com essa fic, que recebeu todos esses leitores maravilhosos e me fizeram receber essas reviews maravilhosas, mas eu sinto como se algo morreu em mim, mas ao mesmo tempo outra coisa está nascendo. Terá um Epílogo. E prometo, perguntas vão ser respondidas. Terá também a minha outra fanfic Dramione -- como eu disse, vai ter outra -- e espero que vocês leiam ela. Colocarei o link do Epílogo. Esse final foi para: Lorena Granger Malfoy, que recomendou a fic. MAAAS, não foi apenas para ela, foi para TODOS os leitores que me apoiaram e comentaram a fic. Até mesmo para aqueles que nunca comentaram. Eu espero MESMO que comentem esse final, nem que seja apenas um "adorei", pois esse foi de longe o capítulo mais difícil que eu já escrevi. Algo morreu em mim. Não sei se é porque tenho aula amanhã ou porque eu terminei essa fic. Um Epílogo e pronto, ela estará terminada. Mas estou feliz ao mesmo tempo, por ter conseguido chegar até o cap 40. Vocês são a razão disso, meus cupcakes ♥ e eu agradeço e amo vocês demais por isso. Espero que tenham gostado. Que não me odeiem, pois eu amo vocês. E como sempre: Beeeeeeeeeijos sabor Icey :*