Breath Of Life - Dramione

39 Capítulo 38 - E então o céu desaba.


Theo se sentia como se tivesse uma família de novo. Por deuses, ele até já tinha um cachorro! Ele conseguia ver sua vida quando ele voltasse, depois de toda essa confusão. Ele iria se sentar na varanda, com uma cerveja na mão, Steve ao seu lado e uma gostosa em seu colo. Talvez, com alguma sorte, ele teria até uma esposa. Filhos. Não... isso não era com ele. E, estranhamente, ele sentia que se isso acontecesse toda sua vida não teria valido a pena. Sentia que Theodore Nott deveria fazer algo para mudar o mundo. Sabia que isso soava meio brega, mas era verdade. Ele queria fazer algo para que sua falecida irmã se orgulhasse, onde quer que ela estivesse.

– Theo? — ele ouviu a voz hesitante de Granger, se sentando ao seu lado — Temos que ir, Draco achou um jeito de passar pelos andantes.

– Ah, sim, claro é só... que eu estava perdido nos meus pensamentos — ele sorriu — Noivinha — completou para a provocar.

– Você é um garoto de cinco anos, eu juro — ela se levantou, colocando seu punhal em seu cinto e seu revolver no outro lado — Vamos? Não me diga que está com medo da diversão.

– Por favor, Hermione, matar zumbis é o sinônimo de diversão — Theo piscou provocadamente — Mas sim, vamos, antes que seu noivo pense que estamos fazendo coisas inadequadas.

Ela revirou os olhos mas ambos foram até Draco, que estava olhando atentamente a avenida a sua frente. Percebeu que a London Bridge estava totalmente infestada... mas o mar não. E o melhor, se ele estivesse certo, havia um barco logo abaixo deles, eles só precisavam ao invés de seguir pela rua, descer pelas laterais da ponte e chegar até o barco.

Quando os outros dois se aproximaram, ele contou o seu plano e observou arrogantemente como Hermione parecia surpresa. Mesmo depois de todo esse tempo, ela ainda não gostava muito que as ideias brilhantes não viessem dela.

Eles desceram a ponte, tomando o maior cuidado. Theo e Draco ajudavam Hermione a descer os ferros, já que ela tinha simplesmente pavor de altura. As ondas não ajudavam muito, a deixando tonta.

Finalmente, eles conseguiram subir no barco. Ele estava em um estado quase-bom, já que havia sangue em todo o chão e restos de carne no caso. Hermione fez uma careta e então, perguntou em voz alta:

– Alguém aqui sabe dirigir um barco?

Theo levantou a mão, como ela fazia em seus tempos de escola.

– Você? — Draco perguntou estupefato — Mas...

– Um amigo do padastro do meu primo tinha um barco, ele nos levou para uma viagem além do mundo espiritual — Theo disse, entrando na cabine e mexendo em alguns botões — Ele me ensinou a dirigir barcos e tudo desse tipo. Fiquem felizes por me ter na sua equipe.

Minutos depois, eles sentiram o chão tremer. O som da água ficou mais forte e eles estavam navegando sob as águas. Draco viu Hermione escorada no barco, olhando para a ponte. Lá em cima, pequenos pontos andavam ao meio dos carros abandonados. De vez em quando, um desses pontos se aproximava muito da beirada da ponte e assim caíam da mesma, em direção ao mar. Rosnados e mais nada.

– Isso é horrível — ela disse para ele, os olhos cheios de lágrimas — Todas essas pessoas, mortas, caindo lá de cima.

– Eles não são mais pessoas Granger — Draco disse, suavemente, como se explicasse para uma criança — Você sabe que depois de acharmos a cura, eles vão continuar assim. Vai ser apenas para os vivos, para que as mordidas não tenham efeito. Você sabe que eles vão continuar assim.

– Eu queria poder fazer mais — Hermione viu outros andantes caírem da ponte — E não é só aqui na Inglaterra, isso me deixa assustada.

– Não fique com medo, Granger — ele mexeu no seu cabelo — Pense no nosso casamento quando tudo isso acabar.

– Isso era para fazer eu me sentir melhor? — ela ergueu uma sobrancelha pra ele — Porque não está ajudando.

Draco deu uma risada rouca.

– Deixa de ser irritante — ele disse, sem emoção — Sabe como eu planejo nosso casamento? Eu vou chamar Theo e Blaise para serem padrinhos e provavelmente você vai me obrigar a chamar Potter ou Weasley. Não vai acontecer, nem adianta me olhar assim.

– Mas é verdade, eles devem ser padrinhos — ela suspirou — Vocês poderiam tentar ser amigos quando tudo isso terminar.

– Sem chance — ele cortou.

– Draco!

– Sem chance, Granger — Draco disse, entre dentes — Posso estar me casando com você, mas isso não significa que tenho que levar o idiota com a cicatriz e a cenoura ambulante. E não vou querer aquela coisa que você chama de gato.

– Eles não são idiotas, são meus melhores amigos e é melhor você os tratar com respeito, Malfoy — Hermione disse brava, apontando um dedo para ele — E Bichento é um gato muito inteligente, por isso duvido que ele queira ficar perto de você de qualquer maneira.

O barco deu um enorme ''baque'' e os dois viram que já haviam atravessado todo o caminho até a cidade. Hermione tirou seu punhal e Draco sua arma. Theo já estava descendo no barco para a calçada, olhando em volta rapidamente antes de estender uma mão para os ajudar a sair. Draco recusou, e pulou na calçada sem problemas. Hermione aceitou, murmurando um leve "obrigada".

Haviam parado em uma rua deserta, parecendo ruínas antigas. Malfoy puxou Hermione mais para perto e olhou em volta, antes de dizer que era bom eles irem logo. Nenhum dos dois discordou. Com as armas prontas para qualquer ataque e atentos a qualquer ruído, eles andaram por Londres.

Um zumbi saiu de trás de um carro caído, todo os ossos da boca a mostra, inclusive os dentes amarelados. Draco fez um sinal para todos ficarem em silêncio antes de puxar o punhal das mãos de Hermione e jogar, acertando em cheio no crânio da criatura, que caiu ao chão. A morena deu um olhar feio ao noivo e perguntou em forma de sussurro "precisava usar o meu punhal?".

Eles estavam muito entretidos um ao outro que não perceberam cinco mordedores vindo até eles. Um agarrou ao braço de Draco e Theo ficou encurralado por três. Hermione não aguentou e soltou um grito. Theo, depois de alguns tiros, fazendo carne e sangue podre irem para todos os lados, conseguiu apontar para o andante que havia agarrado Malfoy, que ficou todo o tempo lutando. O loiro correu, mas seu pé ficou preso em ferro torcido no chão e ele soltou um grito de dor.

– Draco? — Hermione perguntou preocupada, passado a mão no rosto suado dele. Ela havia ficado em choque. Ele poderia ter morrido — Draco, você está bem?

– Sai... — ele grunhiu — Meu pé. Sai de perto... preciso... respirar.

E ela saiu, olhando para o moreno que puxou Draco pelos ombros, entrando em um prédio vazio. Ele empurrou a porta de ferro, os trancando ali dentro. Já podiam ouvir rosnados baixos se aproximando da rua, por culpa dos tiros. O prédio era de residências, mas parecia estar todo abandonado e pela quantidade de sangue nas paredes, todos os que estiveram ali estavam lá fora, débeis.

– Nunca me assuste desse jeito de novo, Malfoy — Hermione disse, olhando para ele severamente — Nunca.

– Cale a boca, Granger — ele disse, fracamente e ofegante.

Ela deu um leve sorriso. Ele nunca iria mudar. Ela deu um leve beijo em seus lábios, ouvindo Theo dizer "Oi, não acha que não está na hora disso?" e viu como Draco tentou corresponder, mesmo muito cansado.

– Vocês precisam ficar separados — Theo disse e Draco lançou um olhar de raiva pra ele — Quando estão juntos ficam cuidando muito um do outro e esquecem da segurança de si mesmos, nesse ritmo nós nunca vamos chegar ao centro.

– Nem no inferno que eu vou... — Draco tentou discutir.

– Ele tem razão, você quase morreu lá atrás — Hermione disse, não percebendo que ela estava chorando — Por minha culpa. Você deve seguir com Theo, vou me encontrar com você no centro — ela se virou para o moreno — Cuide dele, por favor... o pé...

– Está cortado — Theo disse, vendo o sangue e o roxo no pé do amigo — E você também se cuide, Steve vai com você de qualquer jeito. Prometo que ele vai se comportar dessa.

Ela assentiu hesitante para o cachorro horrendo, que deu um breve latido e se aproximou dela. Theo se ajoelhou ao lado do animal, que havia vindo ali por meio do colo do dono, sussurrando ordens. Hermione se virou para Draco e lhe deu outro leve beijo.

– É só por algumas horas, prometo, não vou mais te deixar, lembra? — ela tentou sorrir — Prometi que não iria fazer isso.

– Eu te odeio nessas horas Granger — ele disse, com raiva — Odeio mesmo.

– Eu sei — Hermione sorriu — Eu também me odeio nessas horas.

Theo então a puxou para um canto, longe do Draco caído ao chão, que urrava de dor cada vez que tentava mexer o pé.

– Eu sei que você vai fazer aquela sua promessa do colar — ele disse — O cemitério é poucas quadras do centro, é um memorial. Vire a esquerda e vai achar um prédio todo feito de vidro, é ali onde vamos estar. O centro de pesquisas de Londres. Só... tome cuidado, Granger, não só com os andantes mas também com o frio. Se começar a nevar, procure abrigo.

– O mesmo para vocês — ela retrucou, amigavelmente — Não deixe nada acontecer com ele Theo. E se eu não voltar lá até de manhã, sigam sem mim. Minta para ele ou qualquer coisa... eu sempre peço muito de você.

– Pede, mas não reclamo porque sou educado — ele deu um olhar para Draco — Vá, antes que o idiota loiro decida arrancar meu pé para substituir o dele.

E ela foi, com Steve ao seu lado. A rua de trás estava deserta, como todas as outras. Ela tinha seu revólver na mão e o grande cachorro ao seu lado, com uma orelha inteira levantada em busca de qualquer ruído, rosnava. Sabia que conseguiria chegar ao centro, mas antes, ela tinha que cumprir uma promessa. Uma promessa que ela fez a Jarold, no início disso tudo. Ela mexeu o colar entre seus dedos.

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A notícia sobre Astória fez Rony correr ao seu lado e esperar para que ela acordasse. Pansy Parkinson havia dito que ela ficaria bem, que com tantos anos perto de doenças de pacientes, o corpo de Astória havia ganhado um grande número de anti-corpos e por isso ela não estava em risco como tantos pacientes. Greengrass iria sobreviver. Porém, não estava em condições de se levantar da cama. Rony fez questão de que ela ficasse em seu quarto, fazendo Pansy dar um sorriso e dizer "que ótimo". Minutos depois, a mesma Pansy chorava no banheiro.

Mas não era tempo dessas coisas. A barreira estava mais fraca do que nunca. E os trouxas já estavam do lado de fora, de acordo com muitos bruxos. Blaise Zabini e Harry Potter já haviam formado um plano de ataque. Nas torres do castelo, alguns bruxos ficavam com as armas trouxas que sobraram. Aqueles que decidiram lutariam com suas varinhas, ficariam em baixo. Crianças e idosos foram para a Câmara Secreta, aberta por Harry, onde ficariam mais seguros. Alguns adultos, com medo de lutar, também foram.

– Eu não vou foçar você a ficar comigo — disse Rony para Astória quando ela finalmente acordo — E-eu sinto muito. Acho que pensei... que Daphne retornaria se eu ficasse perto de você.

Astória sorriu.

– Você é um homem maravilhoso, Rony — ela disse — E vai encontrar o amor verdadeiro um dia.

– Eu já encontrei, mas ele morreu, junto com ela — ambos sabiam do que ele estava falando — E as vezes, uma flor murcha não volta a vida, mesmo depois de você a regar. Acho que não preciso de mais outra pessoa. Tudo o que eu preciso agora, é a minha família.

A loira deu outro leve sorriso e beijou sua bochecha.

– Você vai ficar bem — era uma afirmação — Nós vamos.

E então uma medi-bruxa levou sua maca, para ir para a Câmara, onde Astória estaria segura já que não poderia de nenhuma forma lutar. Pansy observou tudo de longe, escondida em um canto da enfermaria. Ele não queria ninguém... mas e ela? A mulher que sempre foi usada e deixou, por nunca ter sido importante para ninguém. Ela se aproximou do ruivo ainda sentado na cadeira e tocou seu ombro. Rony ergueu o olhar para ela, mas não teve tempo de dizer nada antes que os lábios delas encontrassem o seu, sem malícia, sem nada. Suaves, como nunca antes.

– Não diga nada, eu sei — ela sussurrou, com lágrimas nos olhos — Você me destruiu, Weasley, mas eu sou grata por isso. Obrigada por me ensinar como é amar alguém e por me fazer se sentir amada, mesmo que tenha sido apenas uma ilusão.

– Pansy... — ele tentou dizer.

– Eu já disse que eu já sei — ela sorriu — Não precisa pedir desculpas. Nós vemos na guerra, Weasley.

E ela saiu da sala, com os saltos sempre fazendo barulho. Ela limpou as lágrimas e apenas andou. Havia desistido dele, como desistiu de tudo em sua vida. Mas as vezes, era preciso deixar ir para não se machucar ainda mais. Enquanto ela estava andando, viu Harriet e Blaise em um abraço, a ruiva estava chorando nos braços dele, enquanto ele tentava a confortar. Eles eram sempre assim. Juntos. Unidos. Sempre tão diferentes.

– Pansy — Blaise chamou — Você poderia nos casar?

Ela os olhou surpresa e viu que as lágrimas de Harriet eram de alegria, já que ela tinha um sorriso brilhante em seu rosto.

– Você não acha que é um pouco cedo? — ela perguntou — Vocês estão juntos faz apenas alguns meses e sinceramente, eu tenho cara de pastor?

– Podemos morrer a qualquer momento, nas mãos do meu pai — Harriet disse, as vezes se esquecendo que o Ministro Trouxa era seu pai — E eu não quero morrer com Blaise achando que... eu não pertencia a ele, o que não é verdade. Deuses, isso aqui soa como um filme adolescente.

– O que é um filme? — Pansy perguntou confusa — Argh, esquece. Tudo bem, eu caso vocês. Fiquem aqui na minha frente, seus idiotas, vão se casar sentados?! E peguem as alianças por favor.

E eles ficaram. Harriet sorria a cada segundo e Blaise segurava fortemente a mão dela. Pansy revirou os olhos com os dois, poderiam ser mais melosos? Olá! Uma guerra poderia começar a qualquer momento e os dois estavam ali, se casando. O pior, ela iria fazer o casamento.

– Vocês se aceitam como marido e mulher? — perguntou, sua voz emitindo tédio.

– Parkinson! — Blaise rosnou.

– O que? Eu disse que não era um pastor — ela retrucou — Já estou fazendo isso, o que é ridículo, agora respondam a pergunta. Vocês se aceitam como marido e mulher?

– Sim — Harriet disse, sorrindo brilhantemente.

– Sim — Blaise respondeu.

– Ótimo, eu os declaro marido e mulher — Pansy fez um sinal qualquer com a mão — Pode beijar a noiva.

E eles se beijaram, apaixonadamente. A ruiva colocou seus braços finos ao redor de Blaise, o puxando para mais perto. Pansy disse um "Com licença, vou me preparar para a guerra" e saiu, mexendo os cabelos. Quando o casal se separou, ambos ofegantes, Blaise disse calmamente:

– Sinto muito se esse não era o casamento que você tinha em mente — ele colocou sua testa na dela — Mas se algo acontecer hoje, quero que saiba que eu te amo e isso nunca vai mudar. Eu te amo desde quando eu coloquei meus olhos em você, naquela enfermaria.

– Eu também te amo — Harriet respondeu — E esse foi o casamento perfeito. Volte pra mim, Blaise. Eu vou estar te esperando.

– Eu vou voltar — ele disse — Vou voltar.

E então ele saiu, já tirando a varinha dos bolsos. Harriet o observou até ele sair de sua vista. Ela contemplou o anel em seu dedo. Suspirando, se juntou a um grupo de bruxos que estava descendo para a Câmara Secreta, seja o que isso fosse, onde ficaria segura.

Não muito longe dali, Harry e Gina também estavam tendo suas despedias. Gina lhe deu um beijo e colocou a mão do noivo em sua barriga, onde o pequeno James estava crescendo. Ele sorriu.

– Não ouse morrer — ela disse — Se você morrer, vou te matar. Mas sem pressão. Apenas volte para mim e para seu filho. E para Teddy. Para todos nós.

– Você sabe que eu vou, sou o menino-que-sobreviveu — ele disse com uma risada e Gina lhe deu um tapa — Você sabe que sim, Gin. Já passamos por muito juntos e eu sempre voltei pra você. Tome, leve Bichento com você. Hermione gostaria que ele estivesse a salvo.

Gina segurou Bichento e deu um sorriso.

– Eu te amo, Harry — ela lhe deu mais um beijo rápido — Nós te amamos.

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O cemitério central estava coberto de neve. Ao contrário do que Hermione pensou, ele estava deserto. As pessoas devem ter evitado esse lugar quando o pandemônio começou e por isso, não havia nenhum andante ali. O único som era das patas de Steve fazendo pegadas na neve e de seus próprios passos.

O Memorial Municipal estava ali no meio. Hermione entrou nele. Era um prédio pequeno, quase um mausoléu. Ela procurou entre os nomes e finalmente encontrou o túmulo da esposa de Jarold. Era o sobrenome dele pelo menos. Ela se ajoelhou e limpou a garganta.

– Oi, eu sei que é estranho eu estar falando com você — ela disse, como se estivesse falando mesmo com a esposa dele — Mas Jarold mandou eu dizer perdão, sobre tudo o que ele fez. Ele foi um herói, sabia? Ele me mandou lhe entregar isso — ela colocou o colar no chão — E acho que ele gostaria que dissesse perdão pro filho dele também. Mas... ele foi realmente um herói. Acho que é isso, não tenho muito a dizer. Onde você quer que esteja, saiba que deve ter orgulho dele. Na verdade, acho que você já tem. Esse colar me deu forças nesses tempos, mas ele é seu e está onde deve estar. Obrigada por me emprestar.

E então ela se levantou. Fez um sinal para Steve e ele a seguiu. Hermione viu o prédio feito de vidro que Theo havia falado de longe e então correu, não querendo perder tempo. Havia cumprido sua promessa e isso a fez se sentir ainda mais determinada. Eles estavam mais perto da cura e, se depender dela, eles a conseguiriam.

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O som parecido com um trovão tomou conta de toda Hogwarts. A barreira caía, como se fosse uma chuva de fogos azuis. Andrômeda olhou pela janela, como trouxas tentavam invadir o castelo. Feitiços e tiros eram trocados. Ela conseguiu ver pessoas caindo ao chão, logo depois para serem pisoteadas pelo grande número de soldados de ambos os lados.

Ela estava em uma sala qualquer, com uma varinha na mão. Desde quando ela era Andrômeda Black que todos sabiam que ela era uma bruxa espetacular. Agora, ainda era e sabia que lutaria como nunca antes. Quando você perde alguém, suas forças voltam com mais força, alimentadas por vingança.

O vidro da janela foi quebrado e sete soldados estraram, pulando. Ela deu um passo para trás, um pouco tonta pelo som inesperado. Então, a guerra havia começado. Muito bem, estava na hora dela mostrar o seu melhor.

– Parada! — um dos soldados gritou.

– Desculpe, mas peça com gentileza — ela disse de volta e então empunhou sua varinha — Estupefaça!

E o soldado caiu ao chão. Andrômeda era rápida e logo, todos eles estavam ao lado do primeiro. Infelizmente, ela havia sido atingida no ombro. Não era qualquer coisa para se preocupar, porém. Foi quando ela ouviu um grito muito familiar, vindo de um corredor não muito longe. Ela correu, suas vestes brancas esvoaçando no ar. Ela parou com o que ela viu.

Narcisa estava no chão, ainda com suas roupas de hospital, em cima dela um enorme homem com roupas do exercito e uma faca, cortando o braço da irmã. Andrômeda então se lembrou daquela garotinha de cabelos louros, correndo no Lago Grimmald e brincando com Régulus Black.

– Narcisa! — correu até ela e estendeu a varinha — Sectu...

Mas ela não pode completar o feitiço, já que alguém havia se aproximado por trás e a atingido no pescoço, a desnorteando. A sua volta, bruxos lutavam e duelavam. Mais sons de tiros. E sua irmã gritava de dor, chamando por Lucius, o marido morto e Draco, o filho, que estava longe demais para a ajudar.

– Ah, pelo visto ela é sua irmã — disse o homem que estava a sua frente, enquanto o outro soldado continuava a cortar o braço de Ciça — Não sabia que bichos como vocês tinham famílias.

E então ele deu um tapa no seu rosto, fazendo Andrômeda dar um grito de ódio e Narcisa berrar e berrar mais por Lucius. "Ajuda ela, Lucius!" gritava a loira "Ajuda Andy, ajuda, ajuda!" e ela berrava mais e mais. Seus gritos ecoando pelo corredor.

O soldado a sua frente estava tão entretido dizendo coisas terríveis que não percebeu a mão dela indo até a varinha caída no chão. Em um minuto, ela puxou a varinha e apontou para ele, gritando "Avada Kedavra". Sua raiva era maior que tudo. Não importava se era proibido ou não, Andrômeda já estava no inferno. O homem caiu ao chão, os olhos em um ponto em vão. O soldado que estava segurando Narcisa gritou em surpresa e saiu de perto de sua irmã.

Narcisa, ainda morrendo de dor, confusa e louca olhou em volta e então em um momento de lucidez, ela viu sua irmã mais velha, a olhando preocupada. Não! O homem... a arma...

– Andy — ela tentou dizer, mas estava beirando na vontade de desmaiar. O que havia acontecido com seu braço? E então, o momento de lucidez foi embora. Onde estava Lucius? — Lucius...

Andrômeda chorou, o que haviam se tornado? Não percebeu o homem, mesmo que Narcisa havia tentado avisar e então, um tiro foi ouvido e algo perfurou seu peito. Ela ouviu o grito de horror de Narcisa e então, ainda desnorteada, colocou a mão no peito e levantou aos olhos. Sangue. Viu sua irmã tentar se levantar.

– Ciça — disse, fracamente — C-corra.

E então caiu ao chão. Morta.

Notas finais
Cheguei meus lindos e o que tenho a dizer é: Esse capítulo é o começo da pancadaria toda e terá mais detalhes da guerra nos próximos. Eu foquei mais nas promessas de cada pessoa, no desfecho de alguns romances e também no próximo, vamos ter mais Dramione e a terceira cura. E gente, eu matei a Andrômeda. Matei. MATEI MATEI MATEI. E vou matar mais pessoas, podem deixar. Acho que nem preciso dizer obrigada pelos comentários, vocês sabem que eu sempre agradeço e eu simplesmente amo eles, muito mesmo. São a força dessa fic. Eu realmente gostaria de saber o que vocês pensam nesses ultimos caps, nessa reta final. Eu estou triste, porque tá terminando e eu já estou preparando minha caixinha de lenços, sério. Vai ter muuuito nesses próximos caps. Espero que tenham gostado desse cap! Mesmo com essa, ahn, pequena morte. Mas elas são necessárias... fazer o quê né? E muuuuuuuuuuuuito obrigada pelo apoio, como sempre e fiquem ligados, porque no próximo cap mais coisas vão ser descobertas e mais pancadaria pra família toda, tirem as crianças da sala. Beeeeeeeeeeeijos sabor Icey :*