Breath Of Life - Dramione
19 Capítulo 18 - Descobrindo o que acontece ao redor
O porão tinha uma luz natural e estava geio de geradores. Do lado de fora vinha umas batidas na portinha. Theo era quem estava segurando, mas sabiam que não iria aguentar por muito tempo. Hermione estava encolhida nos braços de Draco, que olhava preocupado para cima como se qualquer coisa iria surgir do nada e pular neles.
Hermione estava tentando, também, compreender o que tinha visto antes de entrar naquela arena. Nora havia lhe dado a injeção para dormir e quando acordou ela estava em uma cela, em um corredor cheio de outras celas. Tinha mais naquele lugar do que imaginavam e isso só foi aceito quando ela viu o símbolo do governo inglês nas paredes.
- Você está bem? — escutou a voz de Malfoy quebrar seus pensamentos — Precisamos tirar você daqui.
- Estou bem — respondeu, mas não era verdade — Eles vão entrar aqui a qualquer momento. Vocês tem suas varinhas?
- Sim. Usamos um Confundus nos guardas que estavam nos vigiando. Eram um bando de idiotas — foi a resposta de Theo — Tem dois homens tentando abrir essa porta. Podemos parar eles.
- Patrick vai t-tentar entrar — Hermione disse e grunhiu de dor — U-usem algo para o despistar.
- Use a Maldição Império — Draco falou para Theo.
- Mas é proibida! — Hermione exclamou.
- Granger, não sei se você percebeu, mas tudo o que andamos fazendo não está meio que dentro da lei — Theo disse, retirando a varinha das vestes — Vão pro fundo, eu cuido deles.
Draco puxou Hermione até o fundo e ficaram atrás de um gerador de energia. Havia fios e fumaça saia das maquinas que estavam trabalhando. Um crac foi ouvido e o som de alguém gritando. A voz de Patrick gritou uma ordem pela metade antes de ser silenciada por um murmurio de Theo. O silêncio se prolongou antes da voz do homem dizer "Vão embora, foi tudo um mal entendido. Façam guarda no lado de fora". Era a deixa de que eles podiam sair do esconderijo.
- O que aconteceu? — Draco perguntou, olhando o corpo débil de Patrick em pé.
- Ele entrou sozinho, a porta é muito pequena — Theo contou — Eu o coloquei sob o feitiço antes que gritasse pros outros descerem. Espero que tenha funcionado.
- Bom trabalho — Hermione resmungou — Mas preciso de algumas respostas.
- Não é tempo de aprender Granger, sei que isso seja difícil pra você — Malfoy ironizou — Mas precisamos sair daqui antes que desconfiem.
- Você não sabe o que eu vi e eu preciso de respostas para aquilo — Hermione retrucou e puxou de seu abraço — Não precisa mais me segurar, não estou morrendo — ela se virou para Theo — Será que poderia...?
Theo assentiu e tirou o feitiço de Patrick. Draco pulou e colocou o braço com força ao redor do homem e o derrubou ao chão, antes que este tenha tempo de fugir. Hermione se pôs ao seu lado e viu o olhar de medo de Patrick. Aquilo era bom.
- Não tente nada — Draco disse entre dentes, com uma calma assustadora — Ou matamos você.
Patrick assentiu rapidamente, sua respiração ofegante.
- Muito bem — Hermione suspirou — Por onde começar? Oh sim. Quando eu fui raptada fui levada até uma cela, ao redor tinha outras com pessoas dentro, não apenas mulheres. Quem eram elas? Por que estão aqui?
- São gente como você — Patrick praticamente cuspiu a resposta — Pessoas sem raça.
- Mais claro, por favor — Draco ironizou e forçou mais o aperto — Responda ela direito.
- Ele quer dizer bruxos — Hermione esclareceu — Por que estão aqui? Responda! O que querem com elas? O que querem com a gente e por que estão fazendo isso? Aquilo lá fora foi tudo tão surreal e podemos dizer clichê.
- Aqui é uma prisão, todos os homens daqui são do exército. O Ministro deu ordem para que os melhores homens criassem prisões para qualquer bruxo desde que eles escaparam dos subterrâneos. Os doze subterrâneos no mundo se foram por causa de rebeliões — Patrick contou — Aqui é apenas uma dessas prisões. Todas aquelas pessoas são bruxos atraídos para cá, como vocês. Por isso temos as luzes coloridas, elas chamam atenção na estrada e faz todos virem para cá.
- Está nos dizendo que tem mais desses lugares? — Theo perguntou e Patrick assentiu — Merda.
- Você disse algo sobre doze subterrâneos — Draco disse calmamente — Onde ficam?
- Ao redor do mundo é claro, a p-praga é global — Patrick respondeu, tossindo — Existem treze prisões na Inglaterra, para dois subterrâneos bruxos. O primeiro tinha os bruxos mais pobres e nunca antes tinha sido divulgado. Todos os bruxos desse estão em uma dessas prisões, incluindo esta.
- O Ministro quer matar todos os bruxos — Hermione afirmou calmamente — Você apenas achou um jeito divertido de fazer isso e criou a arena. Atrai não apenas bruxos mas trouxas, dando a eles a oportunidade de se juntarem a você, não é?
- Garota esperta — Patrick ironizou — O outro subterrâneo entrou em revolta, assim como os outros onze.
- Theo você disse que vocês estavam sendo controlados, quem era o líder? — Draco perguntou, ainda forçando o pescoço de Patrick que já estava vermelho — Diga! Quem era o líder?
- Potter — Theo respondeu — E a Ordem também, antes de sair ouvi alguns comentários de que ele estava se cansando.
- Não informaram do subterrâneo número um, disseram no começo que havia sido fechado pois algo na obra havia dado errado — Hermione falou, se lembrando — Criaram um segundo... devíamos ter percebido! Uma obra daquelas não ficaria pronta em cinco meses! O subterrâneo número dois já havia sido criado antes mesmo de terem o anunciado!
- O Ministro planejava colocar os bruxos em um lugar só, divido por classes... assim, os mais pobres ele mataria tudo de uma vez — Draco falou, realizando o que estava acontecendo — E os de classe média, ricos e heróis de guerra ele iria usar como marionete. Mas o plano deu errado, e o subterrâneo um entrou em primeira revolta e todos os bruxos fugiram. O Ministro então criou "prisões", treze no total, onde os bruxos iriam ser atraídos e depois mortos. Um a um, de acordo com ordem de chegada. Isso é doente!
- Não apenas o Mi-nn-istro Britânco — Patrick disse, com a cara vermelha — Todos trabalham em conjunto, todos os governos. Desde o da África, Estados Unidos, China, Japão, Espanha e Brasil. Todos os países tem o mesmo esquema. A rebelião dos bruxos começou faz um tempo, os subterrâneos estão abandonados ou destruídos. Os bruxos estão vagando para.. sei lá o que chamam, Totgats?
- Hogwarts — Theo corrigiu — Estão indo para Hogwarts. Os dos outros países estão indo para suas escolas.
- Não estamos falando apenas de nós — Hermione disse — Não ouviram? Todos os governos. Estamos falando de países, milhões de pessoas que estão trabalhando. O pior de tudo isso é que os trouxas não sabem do motivo da praga. Acham que é um vírus, não sabem da nossa existência — ela fez uma pausa — Podemos estar falando de uma guerra global.
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Theo colocou a Maldição Império em Patrick mais uma vez e o controlou para dizer que havia sido um engano, que eles eram trouxas e não bruxos. Os homens pareciam estúpidos demais para descordar, ou, tinham muito medo de Patrick.
Hermione desceu as escadas e foi até as celas. Eram pessoas dentro de espaços muito pequenos, com trapos que não poderiam ser considerados roupas. Todos estavam muito magros e alguns com a aparência doentil. Malfoy, que estava com ela, a ajudou a libertar todos e os levar até os quartos vazios do andar de cima.
- Vou pedir para trazerem comida a você — disse a eles — Fiquem calmos... temos remédios também.
Patrick — ou Theo se preferir — mandou as criadas levarem comida as pessoas e remédios aos doentes. Todos acharam estranho, mas ninguém contrariou. Hermione também os ajudou, colocando feitiços de aquecimento quando ninguém estava vendo. Explicou aos bruxos também o que estava acontecendo e quem eles eram.
Ela quase chorou quando eles a agradeceram, em meio a lágrimas.
- Você viu minha esposa? — perguntou um homem — E-eles a l-evar--ram mais c-eeedo — disse ele em meio a soluços e lágrimas — P-por favor.
A realização bateu. A esposa dele era Mística, a mulher que foi na arena junto com ela.
- Eu sinto muito — ela disse calmamente — Mas acho que a sua esposa está em um lugar melhor agora.
E ela teve que o deixar chorando mais do que antes, quase gritando e implorando para Deus a devolver. Hermione saiu rapidamente do quarto, aquela cena parecia mexer com algo dentro dela. Antes de sair chamou uma criada.
- Traga um calmante para homem que está aqui dentro — falou para ela e a mulher assentiu — Tem umas pessoas no corredor em frente que estão com muita fome, leve comida a eles. Se precisar de ajuda na cozinha me chame.
- Pare com isso Granger — uma voz disse — Você também precisa de ajuda.
Ela se virou e viu Malfoy a olhando, seu rosto não tinha emoção, como sempre. Andou até ele e deixou que ele a puxasse para o quarto que havia sido lhes dado. Entrou no lugar e ouviu a porta fechar com um clique. Olhou em volta sem saber o que fazer.
- É muita coisa pra pensar — disse baixinho — Saber que meus amigos estão andando por ai, sem rumo.
- Eles tem um rumo — a voz de Draco era rouca e ela sentiu a ponta dos seus dedos frios quando ele retirava o vestido obsceno que ela esqueceu de que vestia — Hogwarts.
- São mais de mil bruxos Malfoy, mesmo eu sabendo que Harry é forte não acho que ele seja capaz de carregar tanta responsabilidade — ela se virou pra ele, deixando o vestido cair. Ficou apenas de roupas íntimas — Ele carregou uma vez, não precisaria carregar de novo.
- E quem iria? — ele perguntou, enquanto a olhava de cima a baixo — Nós?
- Já estamos fazendo isso. Se acharmos a cura essa guerra entre bruxos e trouxas vai parar — ela fechou os olhos quando o sentiu acariciar seu peito — Podemos fazer isso.
- Existe mais — Draco falou, retirando a varinha e curando seus machucados. Ela tinha se esquecido também das dores e do quão cansada estava — Não sabíamos. Outro subterrâneo e essas prisões. Todo esse tempo eles planejavam uma guerra e nós não sabíamos. Provavelmente mandaram nos dois atrás disso porque queriam que nos matássemos, nos odiamos e eles queriam chegar no máximo disso. Provavelmente deram uma ordem a Jarold.
- Mas Jarold está morto agora — Hermione mexeu com o colar que usava — Ele não parecia o tipo de pessoa que iria nos trazer para um lugar desses. Além de que o subterrâneo número dois ainda não havia entrado em revolta.
— Somos bruxos, era isso que importava — Draco falou mais alto e suspirou — Deite-se, vou cuidar dos seus machucados. Falaremos disso outra hora.
E ela se deitou, no edredom macio e confortável. Sentiu as magias curando seus hematomas e as dores sumindo levemente. O seu braço quebrado havia sido curado também e ela chorou de dor. Disse a Malfoy que iria tomar um banho. Se sentia imunda. Entrou de baixo do chuveiro de água quente. A sensação de calor em sua pele era ótima, afinal era inverno. Sempre amou essa estação e poder se sentir aquecida quando tudo ao seu redor era frio.
Com os olhos fechados, sentiu uma presença atrás dela. Sabia que era Draco no momento que sentiu beijos no seu pescoço.
- O que está fazendo? — perguntou entre gemidos quando sentiu seus dedos entrarem dentro dela.
- Relaxe — ele sussurrou em seu ouvido.
E ela fez exatamente isso.
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Cara pessoa que esteja lendo isso,
Eu não sei mais o que pensar. As coisas estão ficando confusas. Acabei de descobrir mais coisas do que pensava ser possível e meu cérebro parece não ter captado todas elas. Sei que não devia, mas sinto medo. Eu não deveria pois o meu medo pode ser um obstáculo para conseguir o que eu quero. Eu deveria estar fazendo estratégias de como chegar ao meu objetivo. Mas sinto que devo narrar mais coisas sobre a realidade.
As pessoas estão desconfiando umas das outras. Estão brigando por um misero pão. Hoje, eu vi com meus olhos o quão a humanidade pode chegar. Vi pessoas magras, esqueléticas. Mais finas que o meu braço. Sinceramente? Não sei como elas podem ainda estar vivas.
O meu maior inimigo acabou se tornando a pessoa que eu posso confiar, junto a outra pessoa que eu nunca havia trocado uma palavra. Com Theo, posso confiar a minha retaguarda. Com Malfoy, acho que poderia confiar a minha vida.
Não se engane, eu ainda o odeio.
Tenho alguns dados para salvar:
Existiu doze subterrâneos bruxos e todos foram destruídos ou abandonados.
Existe prisões ao redor do mundo, onde todos os dias bruxos são mortos.
Existe treze dessas na Inglaterra e eu estou em uma delas, junto com Malfoy e Nott. Estou tentando ao máximo salvar as pessoas que estão aqui, mas é difícil.
Estão tentando matar todos os bruxos do planeta, mesmo depois dessa praga. É desumano, mas estamos perto do que se pode chamar de uma guerra global.
Eu posso acabar com isso, se eu achar a cura.
Esperamos que eu ache.
Boa sorte,
Hermione Granger
Notas finais
No último capítulo eu sei que ficou meio nada a ver, tanto é que algumas pessoas comentaram. Algumas acharam muito bom e tal mas outras acharam uma merda total. Tudo bem gente, eu gosto de ouvir a opinião mesmo que ela seja negativa.
Bem, o que eu quis mostrar é que não é apenas na Inglaterra que está acontecendo essas coisas, mas sim no mundo todo e o que o resto dos países está fazendo. O Cassino, a arena, tudo foi algo que eu achei... diferente, para mostrar isso. Além de que eu achei que estava faltando um pouco de ação. Beeem, sinto muito se eu decepcionei vocês cupcakes :( mas espero que tenham gostado pelo menos um pouquinho, uma titica de nada desse capítulo ^ ^
E obrigada pelas pessoas que gostaram do último, a opinião de vocês também é muuuito importante ♥ para as pessoas que não gostaram: sinto muito :( prometo que vou melhorar seus lindos ( as )
É isso,
Beeeeem,
até mais galerinha o/ vejo vocês no próximo capítulo
( falei que nem a Xuxa agora, mas beleza )
Beijos :*
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