Breath Of Life - Dramione

20 Capítulo 19 - O homem que não sabia se desculpar


Sete pessoas haviam morrido naquela semana, não haviam aguentado os ferimentos. Harry Potter tentava parar para as pessoas descansarem, mas era difícil sabendo que poderiam estar atrás deles. Gina era contra, é claro.

– Harry, por favor — a ruiva praticamente implorava, estava muito mais magra do que antes e sua cara era de doente — As crianças não conseguem caminhar mais.

– Gin, nós precisamos continuar. Vamos chegar a Hogwarts daqui a pouco — disse e era verdade. Estavam muito perto de Hogwarts agora — Precisamos continuar.

– Precisamos de toda a força também, pois vamos ter que enfrentar muita coisa quando chegarmos — ela beijou sua bochecha — Por favor, apenas alguns minutos.

Harry olhou para sua face cansada, suspirou e assentiu. Deu ordens aos bruxos com as armas, para não gastarem nenhuma bala. Colocaram os feitiços de proteção ao redor deles. Todos os bruxos sentaram, alguns, se deitaram no chão sujo. Harry se sentou contra uma pedra e Gina veio ao seu lado.

– Não era esse o futuro que eu imaginei pra gente — ele disse e a olhou — Eu imaginei nós dois casados, morando em Grimmald Place e rodeados de crianças.

– Bom ir sabendo Sr.Potter, que isso ainda pode acontecer — Gina respondeu a sua observação — Não perca a esperança. Ainda estamos vivos, nossa família ainda está viva. Rony, Hermione e todos eles estão vivos. Não sinta a dor por uma morte que só aconteceu no futuro, sinta esperança pelos vivos do presente.

Harry a olhou e sorriu. Beijou seus lábios rachados e Gina descansou a cabeça em seu ombro. Teddy e Victoire brincavam de pega-pega, Andrômeda observando de longe, junto com Narcisa. A loira mais velha estava com aquele olhar confuso, de doente como estava.

Então, o moreno sentiu algo formigando no seu bolso. Aquilo estava acontecendo fazia algum tempo, mas nunca tinha dado importância. Franziu a testa e retirou um pergaminho que estava brilhando. O desdobrou e viu algo. A pedra desenhada estava... brilhando.

– Ela conseguiu — disse baixinho.

– O que? — Gina perguntou confusa.

– Hermione, ela conseguiu a primeira cura! — Harry exclamou feliz, se levantou e gritou para todos, que o olharam confusos — Tenho que anunciar, que a primeira cura foi encontrada!

Todos gritaram de alegria, alguns, suspiraram de conforto. Mas ninguém deixava de sorrir. A esperança que estava quase acabando, havia voltado.

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– Tome isso, você vai se sentir melhor — disse Hermione, fazendo um menino pequeno abrir a boca para tomar um xarope — Isso, viu? Não é tão ruim e não doeu nada. Se ainda se sentir mal me procure. Agora, vá com sua mãe.

O menino correu para a mulher que o abraçou e voltou para dentro de um quarto. Ao total, eram trezentos bruxos ali, que estavam servindo de prisioneiros e muitas vezes diversão de Patrick. Um homem havia lhe dado a informação de que eram sete mil no subsolo, a maioria se perdeu ou morreu. Aqueles que estavam ali eram de setecentos bruxos. Quatrocentos haviam morrido, ou pela arena ou pelas doenças e muitas vezes por tentarem fugir.

– Você precisa parar com isso — Era Malfoy que estava falando, ao seu lado — Vai se apegar a eles. Não suporto melação na hora de ir embora.

Sabia que era verdade.

– Ora Malfoy, não me diga que é do tipo que odeia despedidas — disse, zombando e afastando. No fundo, sabia que o que ele falava era verdade, mas iria negar até onde conseguisse.

– Eu sou do tipo que tem uma família de um só — foi sua resposta — Não tenho motivos para odiar despedidas.

Ela parou e se virou, o encarando. Sua face era de sem emoção, como sempre.

– Bem — suspirou — Então acredito que não se despediu da sua mãe. Pobre mulher, ter um filho como você.

O sem emoção se foi para colocar em seu lugar uma face de raiva pura. Ele pegou seu braço com força, mas Hermione não reclamou. Sabia que se mostrasse com medo ou que ele a estivesse machucando, iria fazer pior.

– Não fale da minha mãe — ele praticamente rosnou.

– Ora, não disse que era uma família de um só? — ela retrucou, com raiva também — Em uma família de um só não existe mãe. Ou pai. Me diga, você se despediu do seu pai no cemitério de Godric´s Hollow? Largou flores pra ele antes de partir?

Ele a empurrou contra a parede, fazendo suas costas baterem com força no material. Draco ficou a sua frente, a prendendo, não deixando espaços para ela fugir.

– Granger, eu juro que eu acabo com você se você falar mais alguma coisa sobre a minha família — Ele disse baixinho, com raiva — No momento, no agora, eu não tenho família.

– Errado — praticamente cuspiu a palavra — Você age como se estivesse sozinho, mas você tem uma família. Eu sou sua família no agora, e Theo. E no momento, essas pessoas são a minha família também.

– Se você é minha família, você é a prima irritante — ele disse se afastando, a raiva indo embora de repente. Ela se perguntou se ele era bipolar — Theo pode ser o cachorro.

– E você é o tio bêbado com as piadas chatas — Theo disse vindo do corredor. Olhou para Hermione fingindo — E a Granger está mais para a prima gostosa.

Tanto Malfoy quando Hermione reviraram os olhos.

– Parabéns, somos uma grande família. Yupi — A morena disse sem animação — Mas temos outros assuntos para resolver. Quando vamos embora?

– Precisamos ir embora? — Theo perguntou de volta, desanimado — Puxa, eu gostei daqui.

– Sinta-se livre para ficar — Draco respondeu, mal-humorado — Você vão vai fazer falta.

– Malfoy — Hermione repreendeu e então se voltou para Theo — Precisamos ir para achar a próxima cura, a flor. Existe pessoas contando com a gente, não podemos falhar. Digo, já chegamos até aqui e estamos vivos.

– Graças a Merlim — Theo resmungou.

– O que ela quer dizer — Draco respondeu, erguendo a voz para interromper Theo — E que temos que continuar antes que o inverno termine. É um bom prazo, quatro meses.

– Quatro meses — Hermione repetiu baixinho — Já estamos fazendo isso faz quatro meses, o outono já se foi. Parece que foi apenas alguns dias. Meu Merlim, Myla já deve estar com cinco meses de gestação.

– A gente está bolando um plano e você fala da prostituta que engravidou e estragou tudo? — Malfoy perguntou, estupefato — Não me deixa de surpreender Granger. Esta aí a prova que é possível continuar a te odiar por muito tempo.

"Exato" Hermione pensou "E você mostra bem isso quando estamos na cama, não é Malfoy?" deu um sorriso torto que não passou despercebido.

– Foi só um pensamento — foi o que disse.

– Patrick ainda está sob a Imperius, podemos controlar esse lugar — Theo falou, pensando — Nora é uma bruxa, ela tem uma varinha. Talvez... ela o deixe sob a Maldição, assim podemos ir embora em problemas e as pessoas daqui vão continuar seguras.

– Isso é ótimo, tenho certeza de que ela vai concordar! — Hermione exclamou e pulou, abraçando Theo — Toda a imbecilidade que Malfoy tem, você compensa em ideias Nott.

Quando ela se afastou, Theo piscou e ela riu. Theo não era seu interesse amoroso, ele era apenas engraçado a ponto de se sentir confortável ao seu redor. Além, de que a lembrava com pouco de Rony pelos hábitos com álcool e as piadinhas sem graça. Malfoy, porém, achava que era mais que isso.

– Chega — ele gritou — Está resolvido, vamos ir embora daqui quatro dias. Granger, quero falar com você.

E então o loiro saiu pelo corredor, indo até o seu quarto e batendo a porta. Theo ergueu uma sobrancelha e apontou para onde Draco havia saído.

– Ele está na TPM? — perguntou.

– Provavelmente — Hermione suspirou — Acho melhor ir falar com ele. Pode ir falar com Nora sobre aquilo?

Theo assentiu e foi. Hermione suspirou antes de bater na porta do quarto. Quando não teve resposta, entrou. Malfoy estava olhando pela janela, vendo que lá fora estava nevando. Fechando a porta atrás de si, ela achou melhor não se aproximar. Ele se virou, a olhando com raiva. Ele só estava sentindo raiva naquele dia?

– Está acontecendo alguma coisa entre você e o Nott? — Draco perguntou, com os dentes trincados.

– Não tem nada acontecendo entre mim e Theo — ela respondeu.

– Não minta.

– Não estou mentindo! — exclamou. O que tinha de errado com ele? — Pelo amor de Merlim Malfoy, você está agindo como um namorado ciumento. Nós não temos nada.

– Quem? — ele perguntou confuso.

– Eu e você — ela respondeu, se aproximando — Nós não temos nada. Eu te odeio e você me odeia. Você mesmo disse isso hoje... ahn, como era mesmo.... ah sim "é possível continuar a te odiar por muito tempo."

- Eu não estava falando sério.

– Parecia muito sério pra mim — ela disse, colocando as mãos na cintura.

- Escuta só Granger, isso não significa nada! — ele gritou.

– Mas não existe "isso" algum entre nós! — Hermione finalmente gritou — O que nós fazemos... não passa de sexo, não tem nada a mais do que isso. Eu não significo nada pra você e nem você pra mim e é melhor que continue desse jeito. Você disse que não significava nada!

Ele não a beijou e nem nada disso, ao invés, saiu do quarto com um baque. Hermione se viu sozinha, de pé no quarto. Sentindo uma repentina vontade de chorar, se jogou na cama e deixou as lágrimas virem. Se sentia tão sozinha. Sentia saudades dos seus amigos, eles eram sua família. Sempre tinham sido. Queria sentar com Gina e Luna no seu quarto e falar de rapazes, Gina iria provavelmente soltar piadinhas para a irritar enquanto Luna ficaria apenas ouvindo. Sentia saudade de ajudar Harry com o trabalho de auror e perder contra Rony no xadrez bruxo. Os três depois disso, iriam ao Três Vassouras, onde iriam rir um monte. Sentia saudade dos Weasley, da comida de Molly, de explicar coisas trouxas para Arthur, de todos eles. Até mesmo Percy. Mas agora, depois, veio a saudade que nunca pensou em sentir. Sentia saudade de Malfoy, de brigar com ele, de o irritar e de o beijar... até mais do que isso, se é que entende. Quando começou sentir saudade da pessoa que ela odeia? Pois, sem sombra de dúvida, ela o odiava.


Se virou e lá estava ele, encostado contra a porta.

– Quanto tempo está ai?

– O suficiente — ele respondeu — Não sou bom nisso, não sei pedir desculpas então vou fazer logo. Me desculpa.

Ela sorriu fracamente.

– O homem de vinte e quatro anos que não sabia se desculpar — ela riu baixinho — Tudo bem, eu lhe desculpo.

Ele se jogou — literalmente — na cama, ficando ao seu lado olhando para o teto. Ficaram assim um bom tempo, em silêncio.

– Chorava por causa de quê? — sua voz soava infantil.

– Medo, eu acho — ela respondeu — Saudades também.

– Potty e Weasel? — ele perguntou. Hermione decidiu ignorar os nomes que ele usou.

– Sim — assentiu — De Luna também, dos Weasley... de todos eles. De você também.

– Mas eu estou aqui — ele se virou, ficando cara a cara com ela — Eu estou aqui Granger, você não precisa ter saudades.

– Você pode estar, mas não está aqui - ela retrucou e então sorrindo balançou a cabeça — Esquece, estou ficando maluca.

– Verdade, maluquinha — ele riu e ela o acompanhou — Vá dormir Granger.

Ela assentiu e se cobriu até o queixo. Não demorou para que ele percebesse sua respiração calma, havia adormecido. Draco suspirou. Ele ainda a odiava, mas, de vez em quando, se sentia como se ela fosse mesmo sua família. Com esse mesmo sentimento, se cobriu e logo havia adormecido também.

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– Você é minha mãe? — Teddy perguntou á Gina.

– Sim, sou — ela respondeu.

– Mas me falaram que minha mãe morreu — Teddy pareceu pensar — Ela morreu mamãe?

– Sim, Tonks morreu. Assim como o seu pai — Gina respondeu de novo, arrumando o cabelo do menino.

– Então como você pode ser minha mãe? — Teddy perguntou, inocente — Ela está morta. Como você pode ser minha mãe?

– Eu sou sua mãe... — Gina colocou a sua mão no peito dele, em cima de onde fica o coração — Aqui. Ninguém pode dizer que eu não sou sua mãe, pois eu te amo muito. Seu pai lhe ama também, mesmo ele sendo na verdade o seu padrinho. Sua mãe Tonks te amava e seu pai Lupin também. Eles ainda te amam, onde quer que eles estejam. Nós te amamos também Ted, nunca pense que não somos os seus pais. Andrômeda é sua avó. Nós somos os seus pais e Victoire é sua amiguinha.

– O medo faz coisas estranhas — Teddy disse baixinho — É ruim eu me preocupar mais com os outros do que a mim mesmo?

Gina sorriu.

– Nem um pouco — respondeu — Isso mostra que o seu coração é muito mais puro do que se imagina.


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http://fanfiction.com.br/historia/395987/O_Anel_Blindado/

Sinopse: Daisy Rivermoont sabe que um dia vai herdar o Instituto Rivermoont para garotas, o melhor dos Estados Unidos desde 1862. Sendo uma garota disciplinada, uma filha amável e uma aluna dedicada, Daisy nunca tem tempo para se divertir. Pelo menos, não de verdade. Com essa desculpa, sua melhor amiga Sally Fletcher a ela até uma corrida de carros ilegal, onde drogas, brigas e assassinatos são coisas normais. Porém, mal sabe a garota que o crime está mais perto do que se imagina e um garoto completamente oposto a ela está disposto a lhe mostrar isso. Toda família tem o seu segredo. Então... o que os Rivermoont escondem?



Notas finais
Oooi gente, sinto muito poluir o cap com o anúncio mas eu realmente espero que vocês vão lá e leiam a minha fic original! Siiiim, espero mesmo que vocês leiam pois ela está bem no começo. De apenas uma olhadinha e vê se gosta da história! Quem gosta de dramione vai gostar de cara pois os personagens principais são baseados nos dois ♥
AGRADECIMENTOS:
amandagranger
Pela recomendação simplesmente maravilhosa, fico muito feliz em saber que minha fic ensina tanto á você ♥
Obrigada também quem comentou o último capítulo! A fic tem agora 300 comentários!
300!!
THIS. IS. SPARTAAAAA!
Ta chega.
Bem, espero que tenham gostado desse também e comentem se sim ou não.
É isso, chega de encher vocês. Beijos :*