Breath Of Life - Dramione

30 Capítulo 29 - Mistérios nas folhas de papel


Hermione passava a ponta dos dedos no contorno do desenho feito a mão que tanto lhe perturbava. Enquanto isso, Malfoy passava os próprios dedos finos nos fios de seu cabelo. Ela estava escorava contra seu corpo, deitados na cama. Theo estava tentando concertar o carro, mesmo que todos soubessem que iria demorar mais tempo do que eles realmente tinham.

- Você se tortura vendo isso — Draco tentou fechar o livro — Não significa nada.

Ela suspirou e colocou a cabeça contra seu peito.

- Você não entende — se virou para o olhar — Eu sinto. É como se estivesse aqui na minha frente. Tipo... um mistério.

Draco riu baixo.

- Tudo é um mistério pra você, Granger — ele traçou pequenos beijos em seu pescoço — Até mesmo eu.

- Você sempre foi.

Quando ele fez uma leve careta, Hermione jurou para si mesma. Acontecia bastante disso nos últimos tempos. Ele falava algo e era respondia quase involuntariamente algo doce demais. Draco nunca reclamou, mas também nunca respondia. Ele sabia que no fundo mesmo ela o considerando um mistério de que ela já sabia tudo sobre ele, cada pedacinho... só que não havia notado ainda. Talvez ela esperasse mais sobre quem ele era.Mas fazer o que? Ela sabia cada defeito seu. Ela o tinha em suas mãos.

Ele a beijou suavemente em resposta.

- Granger — rosnou baixinho, entre um suspiro.

- Me ajude, Draco — ela pediu, o olhando com aqueles olhos de corça — Você sabe que existe mais por trás disso, é só seu orgulho de merda falando mais alto.

- Não insulte meu orgulho — ele disse contra sua pele, beijando sua mandíbula.

- Então não insulte minha inteligencia — Hermione o afastou e tocou seu rosto. Ah, ótimo, ela iria usar a carinha de bonequinha agora — Por favor, sabe que quanto antes acabarmos com isso melhor vai ser.

Ele se afastou dela e a olhou com olhos cinzas quase negros.

- Melhor para quem? Você? — o loiro cruzou os braços — Eu não tenho ninguém para voltar Granger. Minha mãe nem me reconhece mais. Meus amigos estão bem sem mim. Não tenho porque eu voltar... poderia muito bem ficar aqui nessa casa, longe de tudo.

Ele observou com curiosidade como novamente ela se aproximou, tocando seu braço com a mão pequena.

- Então me ajude — ela pediu — Me ajude a voltar para minha casa.

Draco viu como seus lábios estavam se contorcendo para prender o sorriso. Ele revirou os olhos.

- Chantagem — riu sem humor — Isso é baixo até mesmo pra você, Granger.

Ela não aguentou e soltou uma risada.

- Eu aprendi com o melhor, além de que sua cara era impagável — a morena se levantou da cama, pegando o livro — Só lamento você não me ajudar.

Draco não pode se ajudar, mas observar ela em sua camisa. Era tão grande para ela que estava mais para um vestido e seus cabelos estavam enormes que a fazia parecer um pom pom ambulante. Ela era muito mais baixinha do que ele, mas, mesmo assim, tinha um corpo de dar inveja em qualquer uma. Ele durante uma noite havia contado as sardas de seus nariz e ficou surpreso ao perceber que ela tinha quinze ao total. Desde o quarto ano percebeu que seus dentes estavam em um tamanho normal ( graças a ele, de alguma forma ) mas nunca tinha percebido que seus olhos eram de castanho escuro, nada de gotículas com mel como alguns idiotas diziam. Ela era apenas uma garota bonita e normal, mesmo com um cabelo que mesmo estando muito mais domado, ainda tinha momentos como aquele.

Não, ele não estava apaixonado por ela.

- Muito bem — ele se levantou da cama — Eu vou lhe ajudar.

O sorriso que ela lhe deu o fez se arrepender no exato momento que disse isso.

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Harriet andava pelos corredores daquele lugar que sabia tão pouco. Se ela fosse pequena, acreditaria que aquele era o castelo da Cinderela. Mas agora não existia ratinhos nem nada disso, apenas uma fome enorme.

- Queria saber onde fica a cozinha — resmungou para si mesma.

Um poof! foi escutado e Harriet deu um berro quando viu uma criaturinha pequena com olhos gigantes e orelhas quase tão grandes quanto. O bicho fez uma reverência.

- Winky ao seu dispor — disse, com olhos animados para receber alguma ordem.

Harriet tentou se controlar.

- Eu, han, queria saber onde era a cozinha — disse, suavemente — Poderia me levar até lá?

- Claro senhorita! Winky quer ajudar senhorita! — a elfo lhe deu um sorriso — Siga a Winky!

Harriet a seguiu até uma um retrato de pera. Por que todos os retratos daquele lugar se moviam e falavam? Tudo bem, ela achava engraçado. Observou curiosa como aquela criatura fez cocegas na pera, fazendo o retrato abrir revelando uma cozinha cheia de outras criaturas como aquela.

E também uma pessoa.

Harriet entrou rapidamente e se sentou em uma mesa, tentando ao máximo não olhar para Blaise. Não queria que aquela louca maluca a viesse fazer uma visita de novo. Por que todo mundo ali parecia maluco?

- Atrapalhando os elfos domésticos pelo visto — Blaise comentou.

Harriet não conseguiu evitar e o olhou. Deuses, como ele era charmoso.

- Elfos domésticos, então eles são isso — olhou para os elfos — Nunca pensei que existisse algo assim. Quer dizer, apenas em histórias tipo... Cachinhos dourados.

Ele levantou uma sobrancelha negra.

- O que é... cachinhos dourados? — perguntou curioso, largando o copo de água em um canto.

- Wow — Harriet riu nervosamente, se levantando e andando pela cozinha — É bom saber que você acha meu mundo tão estranho quanto eu acho o seu.

Harriet pediu algo para comer para Winky, a elfo deu novamente uma reverência e saiu atrás de alguma coisa. Aquele castelo tinha comida o suficiente, então, ninguém estava passando fome. Ela tentou ao máximo não pensar em seu pai ou nos trouxas que estavam lá fora. Deus, ela até mesmo se acostumou com o termo "trouxas".

Não havia percebido que Blaise estava ao seu lado.

- Você é uma coisinha intrigante — ele disse, passando os dedos em seu rosto — Olha tudo como se fosse pela primeira vez.

- É a primeira vez, tecnicamente — ela engoliu em seco e deu um passo para longe dele — Não chegue mais perto.

- Por que? — ele ergueu outra sobrancelha e continuou se aproximando, como um lobo perseguindo um cordeirinho — Sabe, eu gosto de ruivas. Tive uma queda pela Weasley no meu sexto ano... mas você....você é diferente.

- Pare de falar essas coisas estranhas também — Harriet olhou em volta, ainda se afastando dele — Não quero que aquela loira doidona venha atrás de mim de novo.

- Astória não vai ser um problema — Blaise parecia achar tudo muito divertido e ainda assim continuava se aproximando.

Harriet sabia que a parede estava próxima. Então, ela teve que apelar.

Pegou uma frigideira.

- Não chegue mais perto! — ela brandiu a frigideira como se fosse uma espada — Eu estou avisando, não quero machucar você!

- Cada vez mais interessante... — ele murmurou para si mesmo, se aproximando e pegando a frigideira de sua mão.

Harriet sentiu a parede em suas costas, não tinha para onde fugir. O corpo de Blaise estava a sua frente. Ela pode ver cada imperfeição de seu rosto, isto é, se tivesse alguma. Ele sorriu como se tivesse ganhado um prêmio. Se inclinando para frente, ele sussurrou em seu ouvido:

- Peguei você.

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- Isso é muito interessante — disse Hermione para si mesma, olhando os livros na estante — Acho que não tinha visto esses antes, as pessoas que moraram aqui tinham um ótimo gosto para livros. Principalmente esses sobre plantas.

Draco revirou os olhos mais uma vez, enquanto a olhava de longe. Talvez a trazer aqui em busca de mais "pistas" não fora uma boa ideia.

- O local da flor não está em Sheaskepeare — ele disse, pegando um exemplar na mão — Isso eu posso garantir.

- Mas talvez se a gente descobrir mais sobre as pessoas que moravam aqui, a gente descubra o porque desse livro — ela mexeu o livro das plantas em sua mão — Dizem que folhas de papel falam mais que pensamentos.

- Folhas de um livro são pensamentos — ele se aproximou dela — Mas você não vai me ouvir, por isso vou olhar a prateleira ali atrás.

- Fique a vontade — Hermione zombou.

O loiro novamente revirou os olhos e foi para a outra prateleira, passando o dedos nos títulos dos livros. Então, algo caiu entre Jane Austin e Stephen King, algo que parecia um graveto quebrado ao meio. O que um graveto estava fazendo ali?

Foi então que ele tirou o pó do pedaço de madeira e percebeu desenhos simples desenhados. Seria aquilo uma varinha? Aquilo era um trabalho de Olivaras... os simples traçados, tudo. Draco conhecia uma varinha em qualquer lugar.

- Granger — a chamou.

Hermione apareceu com vários livros a tiracolo. Ela sugou o ar em choque quando viu o pedaço de maneira.

- Merlim! — a morena exclamou — Você quebrou sua varinha?

- O que...? Não! — ele a olhou — Estava aqui no meio dos livros, eu estava olhando quando caiu. A minha está lá em cima, sã e salva.

- Deuses — ela puxou a varinha quebrada de sua mão, a examinando — O que faz uma varinha em uma fazenda de cavalos? Você acha que...?

- Quem morava aqui era um bruxo? — ele riu sem humor — Claro que não, existe aparelhos trouxas aqui e também livros trouxas. Você mesma disse que livros falam muito sobre seus donos.

- Sim mas também existe a possibilidade de ter sido um nascido trouxa ou talvez uma família de abortos — Hermione andava de um lado para outro — Eu lhe disse que há mais coisas aqui, coisas sobre a flor.

- É um desenho feito a mão! — ele exclamou — Não é uma resposta para a flor!

O que fosse que ele disse, despertou alto nela. Hermione parou de andar no mesmo momento e então seu olhar brilhou.

- É isso — ela sussurrou — Não é uma resposta para a flor.

- Finalmente a razão lhe...

- Não é uma resposta para a flor! É isso! — ela exclamou feliz — O desenho não é uma pista Malfoy. O desenho é a flor... e a flor é o desenho.

Notas finais
Confusos? Próximo cap explicarei!
Estou aqui de novo como sempre, viu cupcakes? E novamente eu não atrasei!
Como sempre e acho que vocês já estão de saco cheio disso, vim agradecer os magníficos comentários. Gente, eu descobri que tenho "fãs" dá pra acreditar? É tão surreal.
Mas meus lindos cupcakes, eu amo os comentários de vocês. Que tal deixarem umas sugestões? Eu amaria ouvir o que vocês gostariam de ver na fic, quem sabe acontece?
Anyway...
Comentem nesse cap!
AGRADECIMENTOS ESPECIAIS:
UMA SALVA DE PALMAS PARA A LEITORA > Lais < que recomendou a fic! Lais, você é uma linda ♥ e espero que você, especialmente, tenha gostado desse capítulo. Muito obrigada pelo apoio. Beijos sabor Icey para você :*
E beijos sabor Icey para vocês também cupcakes :** e até o próximo capítulo!
Adios!