Breath Of Life - Dramione
21 Capítulo 20 - Você já pensou nas consequências?
Olhando para baixo, se via vários andantes batendo nas portas de metal. O teto era de vidro e em volta havia uma plataforma que era onde os dois estavam. Eram criaturas tão débeis, sem pensamentos ou sentimentos. Eram nada, apenas carne podre.
Os portões de ferro eram o que impedia daquelas criaturas de invadirem todo o local. Patrick as usava na arena, para matar todos sem piedade. Os portões, infelizmente, precisavam de manutenção e agora como quem havia tomado conta do local era o trio, eram eles quem deviam descer até os geradores para controlar a alavanca e arrumar as engrenagens.
Theo não estava ali, então, era apenas Draco e Granger.
- Precisamos descer e puxar a alavanca, para abrirem os portões e limparem as engrenagens — ela disse pra ele — Vai ter atiradores do outro lado do portão, para impedir que eles saiam.
- Acha que vão conseguir? Tem mais que quinhentas bestas lá em baixo — Malfoy retrucou — Quanto tempo temos?
- Três minutos é o suficiente — falou e guardou a folha com instruções no bolso da jaqueta — É perigoso, eu sei. Mas nunca deu problema antes... e depois de fazermos isso vamos embora, não é?
- Sim — foi sua resposta dura — Sim, depois vamos embora.
Desceram as escadas para onde ficava os geradores, no subsolo. Eram tantos que faziam uma espécie de labirinto subterrâneo, se andasse por alguns corredores iria dar no porão de onde haviam estado antes. A alavanca ficava do lado do gerador de água quente, era minúscula e não se conseguia a ver de longe ou no escuro.
- Acho que vou sentir falta do chuveiro — Hermione riu baixinho — Queria poder o colocar na mala.
- Não podemos levar o chuveiro, Granger — Draco disse, sério — Mas podemos levar comida e água. Chuveiro não faz a gente ficar vivos por mais tempo.
- Eu sei — ela ligou a ponta de sua varinha, onde surgiu uma luz para eles irem ao caminho certo — Foi apenas uma piada, Malfoy.
- Embora suas tentativas de humor sejam incrivelmente falhas, não me impressionam em nada — ele fingiu pensar por um momento — Na verdade, nada do que você faz me impressiona.
- Oh, é mesmo? — eles viraram para a esquerda — E o que, você acha que eu ter sexo com você praticamente todos os dias é uma coisa nem um pouco impressionante?
- Não — ele também ligou sua varinha quando chegaram em uma parte ainda mais escura — Mas a palava "sexo" saindo da sua boca sem nenhum pudor sim. Cara Granger, nós dois sabemos que eu sou muito irresistível para alguém negar ter sexo comigo.
- Na verdade Malfoy — ela suspirou dramaticamente — Sinto muito em lhe informar, mas você não é tão atraente assim.
- Ah, claro — ele falou sarcástico — Repita isso até se convencer.
Ela apenas revirou os olhos e guardou a varinha no bolso de trás da calça, não percebendo que havia ficado muito frouxo e que poderia cair a qualquer momento. A alavanca ficava praticamente grudada no chão, então ela teve que se abaixar não percebendo uns olhares maliciosos para a sua parte... traseira. Hermione pegou e puxou a alavanca com força.
Puderam escutar os sons de correntes e logo, de tiros. As celas ficavam logo acima deles.
- Isso é estranho — ela disse mais para si mesma — Saber que o primeiro lugar que eles podem vir é aqui em baixo e nos matar em apenas um segundo.
- Eu adoraria ouvir o como podemos morrer mas... — Draco começou sarcástico — Vamos subir, temos que arrumar as malas e sumir desse lugar.
- Certo — Hermione resmungou — Só deixa eu arrumar a alavanca para ela se fechar automaticamente.
Hermione clicou em uns botões e então escutou um leve apito. Suspirou, sabendo que dali três minutos os portões iriam se fechar. Se virou rapidamente, não sentindo quando sua varinha caiu do bolso e entrando perfeitamente no buraco da ignição, impedindo a alavanca de algum momento se mover.
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Draco estava com Theo, sentado em um sofá de couro no Hall do Cassino — ou prisão. Havia algumas pessoas por ali, mas muito poucas. A maioria ficava em seus quartos ou na sala de jogos. Principalmente as crianças, que não eram poucas.
- Sabe, Malfoy, eu andei fazendo uma tese — Theo disse mas viu quando eles ficaram em silencio — Agora é a hora que você pergunta sobre a tese.
- Agora é a hora que eu finjo que eu me importo — Draco respondeu, tomando um gole de whiskey — Diga, sobre o que é essa tese?
- Sobre como os opostos se atraem — Theo disse calmamente, esperando alguma reação.
- Do jeito que você fala Nott.. — Draco começou, fingindo uma risada — Parece até que esta apaixonado. O cupido atingiu seu coração?
- Ah, não! Eu não sou um homem de apenas uma mulher — ele riu alto — E podemos dizer que no momento não temos muitas opções.
- Exato — Draco deu mais um gole na bebida — A única coisas que temos até agora são prostitutas não gostosas desse lugar, uma praticante de incesto e...
- Granger — Theo interrompeu, chegando no assunto que queria — E a Granger. Mas acho que ela não é para nós, mas sim exclusivamente para você, não é companheiro?
- Que merda você está falando? — o loiro perguntou, se fazendo de desentendido — Não sei o que quer dizer.
- Não me faça de idiota, Malfoy. Eu pude escutar os seus gemidos naquele dia do lago e sabe, meu quarto não fica muito longe — o moreno escondeu um sorriso — E aquele surto de ciúmes foi engraçado.
- Não teve surto de ciúmes algum — Draco retrucou, rabugento — Mas que merda Nott, chega logo no ponto.
- O ponto é... — o outro rapaz fez um suspense — Que você está começando a se apegar pela nossa querida e atraente Hermione Granger. Não se faça de tolo, Malfoy. Você ultrapassa dessa inteligência. Já parou para pensar o quanto você está sendo estúpido?
- Estúpido em quê, em apenas curtir um pouco de companhia feminina na cama? — Draco se levantou, com raiva — Você não tem nada a provar. Nada, Nott.
- Não é isso, você está sendo estúpido em fazer ela acreditar de que alguma maneira você se importa com ela! — Theo também se levantou e então suspirou — Algum tempo atrás você disse que se importava com ela, o que aconteceu com isso?
- Eu nunca me importei com ela, apenas com o que ela significa — O loiro se sentou novamente — Eu não vou admitir nada até você provar o seu ponto.
- Muito bom — Theo disse e se sentou também — Muito bom.
Ouviram passos e viram Hermione descendo as escadas correndo. Havia preocupação no seu rosto e ela carregava a pequena bolsinha de contas encantada. Foi até eles, ofegante, seus cabelos todos bagunçados.
- Temos um problema — ela falou — As bestas escaparam.
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- Você sabe onde eles estão... — disse um homem, de terno, andando em volta dentro de uma tenda. Ao seu redor, havia vários militares com armas e apenas um médico — Sabe para onde estão indo. Eu só quero saber isso, nada mais.
- Eu nunca vou te dizer — Cuspiu o homem deitado em uma cama de ferro, os braços e as pernas acorrentados. Havia graves feridas onde o aço encontrava a pele — Eles já estão longe, vocês já perderam essa guerra.
- Não, não ainda — O Ministro sorriu — Sabe, muitas vezes na vida temos que fazer escolhas. Minha mãe costumava dizer que eu era um menino pouco paciente e sabe de uma coisa? Ela tinha razão. Mais tarde na escola, aprendi que toda ação tem uma reação. Você tem duas ações e ambas tem uma reação. A primeira é você me contar para onde Potter e seu bando de vadios está indo, a reação desta é você sair daqui com vida e ter os seus ferimentos curados. A segunda é você ficar calado, perder cada membro e órgão do seu corpo e sair daqui enrolado em um lençol em cima de uma caçamba de lixo. Qual é sua escolha?
- E-eu prefiro morrer ao invés de trair o meu povo — O homem soluçou — Não vou pedir piedade.
- Ótimo, pois piedade não faz parte do meu vocabulário — O Ministro suspirou e se virou para os homens — Matem-no e traga o próximo.
O corpo do homem, momentos depois, estava sendo jogado em uma pilha de outros corpos ao mesmo momento em que uma mulher era arrastada para dentro da tenda.
Mas ela iria fazer uma ação com uma diferente reação.
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Os gritos e as pessoas correndo estavam por toda a parte. Hermione estava praticamente chorando de tanta aflição. Podia se ouvir o choro das crianças, os gritos dos adultos chamando por nomes. Era horrível, um pesadelo.
- O que aconteceu? — Theo perguntou para ela — Como elas fugiram? Achei que a alavanca iria fechar.
- Era para fechar, mas alguma coisa travou e agora os portões não conseguem se fechar — Hermione disse rapidamente e então procurou sua varinha. Um baque lhe atingiu — Oh... não.
- O que? — Malfoy perguntou.
- Minha varinha — ela sussurrou — Minha varinha... deve ter caído. Minha varinha travou a alavanca. Isso tudo é culpa minha.
- Os andantes estão escapando, tem no mínimo quinhentos deles naquelas celas — Theo pareceu pensar por um momento — Dá ainda tempo de impedir a maioria deles de sair, as celas são pequenas demais e eles são muito lentos.
- Você não está pensando em descer lá em baixo, está? — Draco perguntou para Hermione. Ela ficou em silêncio — Droga Granger! Não seja maluca, todos os que já saíram estão lá em baixo.
- É um risco que eu tenho que correr — ela falou para ele e então se virou para Theo — Vocês dois peguem as nossas coisas e vão para o carro, tentem fazer o maior número de pessoas saírem do edifício.
- Você não vai lá em baixo! — Malfoy gritou — É suicídio! Mande qualquer pessoa, mas não vá lá em baixo!
- Não tenho escolha! Tudo isso é minha culpa! Se eu tivesse cuidado mais, nada disso estaria acontecendo — Hermione gritou de volta — Eu vou estar no estacionamento daqui uma hora, prometo.
- O que acontece se você não voltar em uma hora? — Theo perguntou.
Hermione suspirou e fechou os olhos.
- Então vocês colocam fogo nesse lugar — ela respondeu.
- Nós não vamos fazer isso — Draco retrucou imediatamente — Não com você dentro.
- Vocês vão esquecer que eu estou viva, vocês não vão pensar duas vezes. Saiam desse lugar o mais rápido o possível. Todos os andantes de York vão vir para cá atraídos pela fumaça — Hermione respondeu — Por favor, não faça ser mais difícil do que já é.
- Não vou deixar você ir lá em baixo.
Theo viu a preocupação nos olhos do loiro e sorriu para si mesmo. Ele estava certo. Ele sempre estava certo. Agora, ela o momento perfeito. Theo, em um súbito, pegou Hermione pela cintura e lhe tacou um beijo na boca tão rápido. Sentiu ela endurecer em seu abraço e o empurrar longe.
- Que merda é essa?! — Malfoy praticamente berrou.
- Nada — ele sorriu de lado — Apenas provando o meu ponto.
Mas quando os dois olharam para onde Hermione esteve momentos atrás, ela havia sumido.
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A lanterna dava a possibilidade de ver tudo com um pouco mais de clareza, mas ainda assim ela difícil saber onde estava indo. Hermione segurou a pistola com mais força e apontou para frente. Os geradores faziam um barulho alto.
- Forte — sussurrou para si mesma — Fique forte.
Antigamente, Harry e Rony estariam com ela. Nos últimos tempos, Malfoy ou Nott. Mas agora ela estava sozinha e sabia que as chances de sair dali eram quase minimas.
Passou a luz por entre uns canos e viu um cadáver destroçado. O cheiro era horrível ali em baixo. As tripas estavam caindo para fora e a mulher estava sem um olho. Hermione se perguntou onde estava.
Crack!
Ah, ali estava o olho.
Segurou o vômito perante a cena e continuou a caminhar. As sombras estavam brincando com sua mente, fazendo vultos passarem perante seus olhos. Mas não havia nada ali, pelo menos não ainda.
Sentiu algo atrás dela e então se virou, dando um tiro que ecoou pelo espaço, fazendo um enorme eco que a deixou desnorteada. Um mordedor estava ali, explodido em uma espécie de guizado podre e gosmento de um corpo que parecia estar morto a anos.
Mas o eco chamou todos que estavam ali.
Pelo menos sete estavam por perto, dando o tiro em dois que se desfizeram assim como o primeiro, Hermione correu para achar a alavanca. Ela precisava achar a alavanca.
Deu tiros e suas balas acabaram, felizmente, só haviam aqueles por ali. Pode respirar tranquilamente e se sentou um pouco para tomar o fôlego.
Foi quando sentiu o cheiro de fumaça.
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- Já faz uma hora Malfoy — Theo anunciou.
- Não — o loiro retrucou — Seu relógio está errado.
- Malfoy — Nott tentou de novo — Temos que queimar o prédio.
- Apenas mais alguns minutos — Draco disse, sem tirar o olhar da porta da frente.
- Malfoy, ela não vai voltar — Theo praticamente gritou — Precisamos queimar esse prédio, ela nos pediu! Ninguém mais vai voltar, já faz mais de uma hora e meia! Eu tive que lhe enganar todo esse tempo, mas é a verdade. Vamos, cara.
Momentos depois o prédio estava em chamas.
- Sabe o seu ponto Theo? — Draco perguntou, olhando o fogo queimar e destruir tudo. Ele não chorava e não sentia absolutamente nada perante a cena.
- Sim, sei — o moreno respondeu — O que tem ele?
- Estava certo.
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Hermione tossiu, sabia que havia ficado ali mais que o planejado. A fumaça penetrava seus pulmões, os fazendo arder ferozmente. Ela chorava, as cinzas pequenas saindo de pedaços de madeira e móveis velhos que haviam ali irritando os seus olhos. Não havia motivo para puxar a alavanca, talvez os zumbis não haviam entrado ali em baixo.
Mas sim, haviam subido. E estavam todos mortos agora.
Ela precisava sair dali.
Caiu ao chão, mas talvez essa havia sido a sua sorte. Pois ali na frente havia algo. Havia a sua varinha.
Fracamente ela a agarrou, apertou a bolsinha de contas fortemente. Foi que fez a única coisa que a sua varinha lhe oferecia: salvação. E só havia uma maneira de fazer isso.
Então, ela aparatou.
Notas finais
Well... aqui está, tomara que tenham gostado e pooor favor comentem!
E sobre os comentários do ultimo capítulo: eu simplesmente amei todos ♥ muito obrigada pelo apoio e eu amo comentários grandes ( sim estou falando de vocês Rosalie Potter, Luna e RHathaway ) então podem comentar a vontade que eu abraço vocês virtualmente.
Agora, eu sei que é chato, mas será que alguém poderia recomendar a fic? Ajuda na divulgação e eu preciso de apenas mais uma para mim ter 10 recomendações o/
É isso, beijos e até o próximo galerinha :*
(novamente, falei que nem a Xuxa)
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