Breath Of Life - Dramione
18 Capítulo 17 - A arena dos condenados
Notas iniciais
- Você precisa descansar — Astória disse para Rony — Por favor, pare de pensar nela, só vai lhe dar mais vontade de continuar a beber.
- Quando eu penso nela eu tento parar de beber — Foi sua resposta.
O grupo inteiro havia parado de andar e estavam descansando em uma floresta. Não sabiam direito onde estavam, mas tinham certeza que era a floresta que dava para a Floresta Proibida em Hogwarts. Estavam no caminho certo, e, talvez, daqui alguns dias poderiam chegar aos terrenos do castelo, onde iriam enfrentar mais problemas.
- Tudo bem eu acho — Astória sussurrou — Mas tente parar.
- Você se parece com ela — Rony disse, olhando para o seu rosto — Tem os mesmos traços. O seu nariz é arrebitado que nem o dela... claro, tem diferenças como o cabelo. O dela era cacheado e de um louro mais escuro. O seu é muito liso e mais claro.
- Pare com isso — Astória disse rapidamente — Eu não sou Daphne. Por favor, pare.
- O traçado dos seus lábios é idêntico aos dela — ele murmurou — Talvez tenham o mesmo gosto.
Rony a beijou, mesmo com Astória tentando o empurrar para longe. Os lábios dele se sentiam errados contra os dela. Não eram os de Blaise. Ela o empurrou com força.
- Eu não sou a substituta de Daphne! — ela gritou se levantando — Eu pedi para você parar com isso, realmente pedi! Eu não quero que você olhe pra mim e a veja. Não quero que você espere que eu aja como ela, porque eu e minha irmã éramos diferentes em todas as maneiras possíveis. Sinto muito.
Astória saiu, não sabendo direito para onde ia. Mas Rony a viu indo em direção a Blaise Zabini, que a abraçou perto e perguntou o que aconteceu. Talvez ela mentiu, mas mesmo assim Blaise lançou um olhar de raiva para o ruivo e murmurou alguma coisa. O casal saiu para um canto qualquer.
Ele deitou no chão e fechou os olhos. Sentia uma dor de cabeça começando. Passou as mãos na cara e bufou. Sentia falta de seu apartamento em Hogsmeade e das manhas de Domingo.
Se lembrou de uma em particular.
Flashback:
- Você estava tendo um pesadelo — A voz doce disse em seu ouvido — Quer que eu lhe faça um chá?
Ele levantou o rosto e viu sua noiva o olhando, sentada na cama. Seus cabelos eram de cachos muito bem feitos, o lembrava um pouco de Hermione tirando que os da castanha eram mais longos e menos domados. Daphne tinha o cabelo louro escuro, olhos verdes muito escuros e sardas nas bochechas.
- Não — ele respondeu — Acho que está tudo bem.
- Acha que está tudo bem — ela o imitou — Deixe de eufemismo. Não combina com você, agora, me conte o sonho. Hermione me disse que você costumava ter pesadelos, então ela ia e lhe fazia um chá.
- Mas você não é Hermione — ele se sentou na cama também — Você é a maluca com quem eu decidi me casar.
- Agora você me ofendeu — ela se levantou e fingiu ficar braba — Sabe, maldita seja a mulher que decidir se casar com você. Ela vai sofrer muito.
- Então você não vai mais se casar comigo?
-Nem morta- ela saiu do quarto e deixou Rony sorrindo feito um bobo. Depois de alguns segundos ela voltou correndo, pulando na cama e lhe dando um beijo na bochecha — Vou fazer o chá.
E saiu correndo para a cozinha.
Fim do Flashback.
Rony fechou os olhos que estavam ardendo com as lágrimas que ameaçavam cair. Aquelas memórias lhe faziam tão bem, mas havia outra que parecia zerar todas as outras.
Flashback
O som vinha de todos os lugares. Tiros, gritos e choros. Sentia Harry em suas costas, atirando contra um vidro que fez um barulho enorme quando se fez em pedaços. Hermione estava do seu lado, com uma faca.
- Onde ela está? — ele perguntou pra ela — Daphne? Onde está ela?
- Rony, eu não sei, a última vez que eu a vi ela estava com Gina entrando na loja — ela lhe respondeu e então se virou para Harry — Harry aguente ai ok? Eu vou com Rony atrás de Daphne!
Harry não respondeu, mas acenou com a cabeça enquanto atirava em mais bruxos semi-mortos que apareciam. Alguns membros da Ordem estavam ali, lutando. Todos estavam em busca de mantimentos. Daphne praticamente implorou para vir junto, pois queria servir de ajuda. Rony negou, dizendo que era perigoso, mas ela obviamente não escutou.
O resultado foi ela mordida, agonizando.
- NÃO! — Rony gritou, caindo sobre o corpo da noiva — Daph, o que eu disse pra você? Eu disse para ficar perto de Gina!
- Rony... — a sua noiva tentou falar, mas só conseguiu cuspir sangue — P-por f-avv-or, vai embora. Fique salvo. Fique forte.
- Não, você vai vir comigo. Eu vou te curar, fique do meu lado ok? — Rony perguntava, pegando em sua mão e beijando suas bochechas sardentas — Por favor, eu preciso de você. Não consigo continuar sem você.
- Rony, e-eu t-te amo — Daphne sussurrou e então cuspiu mais sangue — Eu me casaria com v-ocê mil vezes.Mesmo morta, lembra-se?
- Você vai viver, você vai se casar comigo. Eu te amo — ele respondeu, chorando tanto que chegava a soluçar — Por favor fique comigo. Eu preciso de você. Eu preciso de você.
- Siga em frente — ela sussurrou e então, caiu, morta e sem vida por um tempo ilimitado.
O que se seguiu depois você já sabe. O cadáver sem lembranças de Daphne, como ela tentou matar o seu próprio noivo sem o reconhecer. O choro de Rony que ecoava pelos prédios e Hermione o tentando acalmar, Harry vindo correndo e então o tiro vindo de Kingsley. O corpo de Daphne caindo de uma vez por todas morto do chão.
Fim do Flashback.
Rony suspirou e virou de lado, as lágrimas caindo mais forte do que antes.
- Eu sinto sua falta — ele sussurrou para ninguém em particular e adormeceu.
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Hermione brincava com a pedra nas mãos. Ela agora era apenas uma pedra azul escura, mas ainda sim muito bela. Ela estava tentando evitar Malfoy o possível, mas isso era difícil quando ele estava sentando do seu lado dentro de um carro. Fazia quatro dias que eles estavam em viagem, paravam apenas para comer. Mas a comida já estava acabando novamente e só havia sobrado duas garrafinhas de água.
- O que essa pedra faz? — Theo perguntou pra ela, a olhando no retrovisor.
- Ela volta as memórias, quando você a segura parece que todas as memórias ficam mais fortes — Hermione explicou — Eu entendo porque ela é importante na cura. Pessoas são feitas de lembranças, é o que fazem ser quem são. No momento em que você morre, todas as lembranças morrem com você. Porém, com o vírus, o cérebro volta a funcionar... mas apenas uma parte. A parte do extintos naturais: Mover e comer. Todas as lembranças se foram, tudo o que faz ser uma pessoa. É por isso que os zumbis não pensam duas vezes antes de matar alguém que antes pode ter sido o seu irmão.
- Dez pontos pra Grifinória — Draco zombou do seu lado e Theo riu — Fez sua lição de casa?
- Cale a boca — ela resmungou.
A viagem estava sendo muito tranquila, porém eles tinham a necessidade de parar para descansar. Já haviam discutido e acharam melhor continuarem na estrada até achar um lugar 100% seguro para pararem.
Foi quando eles tiveram que parar, pois mais na frente havia um muro improvisado, feito de carros e coisas de metal. Havia um enorme portão de ferro e em cima desse muro havia sombras de pessoas com armas apontadas para a camionete. Hermione congelou e sentiu Malfoy colocar a mão no seu braço. Que lugar era aquele?
Se podia ver a sombra de um enorme edifício atrás do muro. Ele não ficava na estrada, mas todos os carros trancavam a passagem. Era pouco iluminado do lado de fora, mas por dentro parecia ter luzes de todas as cores.
- Que lugar é esse? – Theo perguntou.
- Um hotel cassino – Hermione respondeu – Parece que tem gente. Devemos entrar?
- Não vejo escolha, tem armas apontadas pra gente – Draco respondeu – Peguem as nossas, escondam no fundo falso do porta-malas. Vamos descer, acho que eles esperam que a gente faça isso.
E era verdade. Quando eles desceram, quatro homens vieram até eles e ergueram as armas. Não havia como sair ou reagir, então, ergueram os braços em sinal de rendição. O portão começou a se abrir lentamente e um homem com mais ou menos a idade deles saiu. Vestia uma camiseta preta e tinha uma cara severa. Mesmo assim, ele sorriu para eles.
- Olha só o que temos aqui! – Ele exclamou – Quem são vocês?
- Viajantes – foi a resposta rápida de Draco – Estávamos só de passagem.
- Vocês não parecem viajantes – ele os estudou de cima a baixo – Não queremos ser violentos aqui não é? Então, por que não nos falam a verdade?
Alguns homens haviam se aproximados, todos pareciam seguir as ordens daquele que falava com eles. Estavam de braços cruzados, como quem esperava para atacar a qualquer momento.
- Estamos indo para Suddley – Hermione decidiu ajudar Malfoy – Minha família mora lá, temos esperança que estejam bem. Não temos muitas notícias daquela região. Não queremos problemas.
- Tenho certeza de que não querem – o homem sorriu friamente – Muito bem. Quais são seus nomes?
- Meu nome é Bryan, essa é minha noiva Daisy e o primo dela... ér... – Draco pareceu pensar em um nome – Thor.
Theo fez uma careta que era considerada engraçada. O coitado ficou com o pior nome. Felizmente, os homens não pareceram perceber. O que estava falando com ele murmurou algo para outro mais velho e corpulento, mas que diferente dele tinha uma cara muito bondosa. Ele olhou para os três e sorriu friamente, olhando diretamente para Hermione, ou, se preferir, Daisy.
- Bem-vindos ao Inferno! – o homem exclamou – Venham, entrem. Sempre temos espaços para viajantes desconhecidos.
Os portões se abriram, revelando um prédio enorme onde saia luzes coloridas e onde uma música alta tocava. Tinha quatro andares, mas com certeza havia um subsolo também. Onde antes ficava a estrada, agora tinha um estacionamento improvisado cheio de carros que deviam ser dos “hospedes”.
- Qual é seu nome? – Theo perguntou.
- Patrick – ele respondeu — Esse lugar se chama Cassino Lótus, um antigo hotel de beira de estrada. Somos moradores de York que decidiram vir para cá e tentar reconstruir. Perdemos muito mas ainda temos o suficiente. Tem no mínimo três mil pessoas ali dentro, é apertado é claro mas pra quem antes não tinha nada já é muita coisa. Não se preocupem, vamos conseguir achar um lugar para vocês.
Eles foram para o edifício cor bege, entrando por uma porta grande de vidro e entrando em um Hall iluminado onde um grande lustre estava aceso. Havia mulheres seminuas carregando bandejas com champagnhe. Aquele universo de mortes e dor parecia muito distante ali dentro. Alguns homens estavam sentados em poltronas, conversando e rindo algo como se nenhum tivesse alguma preocupação.
Havia uma escada que dava para um subsolo, e era de lá onde saia luzes coloridas e a música alta com uma batida que fazia o chão e as paredes tremerem. As mulheres iam e voltavam daquele lugar, algumas tinham uma cara de nojo e outras de excitação.
- Vou levar vocês até a cozinha, devem estar com fome – Patrick disse, subindo as escadas e dobrando um cômodo. Chegaram em uma porta de madeira simples – Não se assustem.
Era mais comida do que podiam imaginar. Desde pães até comidas quentes como lasanha. Havia uma bebida que Draco não reconheceu, era preta e tinha bolinhas de gás. Theo pareceu entender o que era, misteriosamente. Havia doces como pudim e sorvete. Uma mulher estava em um canto, cozinhando. Era mais velha, no mínimo uns sessenta anos. Vestia um vestido floral amarelo e verde e seu olhar era muito bondoso.
- Visitantes? Novos hospedes? – ela perguntou, mas sua voz tinha medo.
- Esses são Bryan, Daisy e Thor – Patrick os apresentou – Gente, essa é Nora. É ela quem cozinha e arruma os quartos. Não se acanhem, podem comer.
Correram para a mesa onde começaram a se servir. Comeram de tudo o que tinham direito, até se encherem. Nunca tinham visto tanto, ou, pelo menos eram o que pensavam. Os banquetes de Hogwarts eram muito maiores do que aqueles, mas a fome falava mais alto.
- Obrigada pela hospitalidade – Hermione disse, quando terminou.
- Não é nada, fazemos isso com todo mundo – Havia falsidade na voz de Patrick – Nora, por que não mostra o quatro para Daisy? Aposto que ela está cansada.
- Na verdade ela não está tão cansada assim – Draco interrompeu, sentido algo errado – Eu vou com ela.
Patrick fez uma careta e repreendeu a vontade de bufar. Em vez disso, fingiu um sorriso amigável.
- É claro – disse e então se virou para Nora – O que está esperando?!
- Por aqui – Nora disse baixinho – O outro pode seguir Merida, ela vai o guiar sim?
Merida era a garotinha na porta, devia ter uns doze anos. Theo olhou para ela e suspirou, a seguindo para o corredor da esquerda. Hermione e Draco seguiram Nora no da direita, tendo que subir muitas escadas. Havia algumas pessoas nos corredores, a maioria homens. Todas aquelas mulheres de antes pareciam ter sumido ou evaporado.
Nora abriu a porta revelando um quarto de luxo, com uma cama de casal com colcha rosa claro. Havia pinturas nas paredes, porém, não tinha janela. Havia outra porta que dava para um banheiro com uma banheira gigante.
- Esse é o seu quarto. Sr. Patrick disse para chamar Sr.Bryan as onze horas no piso de baixo. Eu vou vir arrumar a madame no mesmo horário – Nora anunciou, seus olhos pareciam tristes.
- Do quê se trata? – Draco perguntou.
- Não sei – ela disse rapidamente antes de sair e fechar a porta.
Hermione suspirou e caiu na cama. Sentiu os olhos de Malfoy sobre si e então se sentou, com os braços cruzados.
- Eu sinto que tem algo errado – anunciou.
- Também – foi sua resposta – Um hotel utilizado por moradores para recomeçar. Tem algo errado ai. Por que eles nos ofereceram um quarto e comida?
- Eu não sei, tudo aconteceu tão rápido – Hermione disse baixinho e ele a olhou confuso – Quero dizer, duas horas atrás estávamos na estrada. Agora estamos aqui.
- Tem algo errado com aquele cara – Draco passou a mão pelos cabelos frustrado – Os funcionários fazem o que ele manda, mas ao mesmo tempo não querem fazer isso. Viu aquela mulher Noja?
- Nora – Hermione corrigiu.
- Que seja – ele bufou mal humorado – Temos que sair daqui.
- Como? Se dissermos que queremos sair eles vão desconfiar – Hermione falou, se levantando e ficando na sua frente – Você viu o número de caras armados? Não temos chance contra eles.
- Temos magia, podemos dar um jeito – ele a olhou – Podemos.
- Não. Tem gente inocente aqui dentro, se usarmos magia todos os andantes da cidade vão vir para cá. Não nos afastamos o suficiente para impedir que isso aconteça – ela argumentou – Precisamos pensar e fazer um plano, é nossa melhor alternativa. Vamos conseguir fazer isso.
- Será que querem nos manter preso aqui dentro? – Draco perguntou.
- Provavelmente.
- Merda! – ele gritou – Escuta, aquelas mulheres lá fora parecem assustadas. A maioria delas. Tem algo estranho e maior acontecendo aqui. Quero que você me prometa que não vai se meter com uma delas.
- Mas... – ela quis retrucar.
- Prometa, droga – ele resmungou de olhos fechados.
- Tudo bem, prometo – ela o olhou confusa – Por que se importa?
- Não me importo.
- Se importa sim, se não, não teria pedido – Hermione falou baixinho – Por que se importa?
- Que droga Granger, já disse que não me importo – ele gritou e ela pulou pra trás – Tenho que ir agora, ele está me esperando. Não é bom deixar isso passar.
Hermione quase falou um “tenha cuidado” mas percebeu que isso ia contra tudo o que eles haviam combinado. Além de que ele havia saído da sala muito rápido e não daria tempo. Logo, Nora entrou com uma sacola.
- Tome um banho, vamos curar os cortes – a mulher velha disse.
Hermione se despiu e entrou na banheira. Era água quente. Aproveitando, se limpou com produtos e muito mais. Nora a ajudou a secar o cabelo e passou pomada nos pequenos cortes. Hermione se enrolou na toalha e saiu da banheira, indo para o quarto onde viu uma roupa que ela nunca usaria.
Era um vestido muito curto. Provavelmente chegava acima da metade de suas cochas. Ele era rosa claro com babados e uma fita preta. Havia saltos altos estilo bonequinha, pretos com bolinhas de um rosa da mesma cor do vestido. Havia também um colar e uma meia de renda.
- O que é isso? – ela perguntou se virando para Nora.
- Você é uma mulher tão bela – Nora parecia com pena – Você e sua família precisam sair daqui. Patrick lhe vê como um bônus pra essa noite.
- O que vai acontecer essa noite? – Hermione perguntou, nervosa – Vamos! Me diga!
- É... – Nora tentou responder.
Um homem entrou no quarto, era o homem mais velho de antes. Ele olhou de Hermione para Nora, com um cara preocupada.
- É ela? – Nora assentiu – Não vai durar nem dois minutos.
- Poderiam me falar o que está acontecendo aqui? – Hermione gritou, começando a se desesperar.
- Ela precisa se vestir, a ajude Nora – O homem mandou – Rápido, ela precisa entrar no ring as onze. Patrick já está falando com o noivo e o primo dela.
Nora foi até Hermione, que começou a gritar. O homem usou a sua força a fazendo cair no chão com um baque e fazendo a toalha cair. Nora murmurou um “sinto muito” e a ultima coisa que a castanha sentiu foi uma agulha em seu braço antes de tudo ficar escuro.
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Draco não imaginava que aquele lugar poderia ser tão louco.
Estava no subsolo, sentado ao lado de Theo em uma arquibancada ao redor de um ring de luta. Só havia homens ali, o que ele sentia que era muito estranho. A música de balada era alta, assim como o cheiro de fumaça, as luzes e os gritos das pessoas.
Havia um palco também, onde tinha um microfone. Não havia sinal de Patrick desde que ele os trouxera ali. Draco sentiu algo em seu estômago, que dizia que o pior ainda nem havia chegado.
Foi quando Patrick subiu ao palco e todos os homens ao seu redor começaram a gritar. Ele sorriu e acenou para todos.
- Bem vindos a mais uma Luta aqui do nosso Cassino – ele gritou e todos gritaram junto – Prontos pra ver algumas vadias lutarem?!
- Que merda é essa? – Theo murmurou do seu lado.
Os homens começaram a bater palmas e gritar ainda mais... a música também tinha aumentado. Era de um rock trouxa antigo. Theo conhecia aquela música, do Queen talvez? We Will rock you? Sim, com certeza. Ninguém sabia mais de música do que Theo.
- Temos uma novata hoje a noite – Patrick anunciou e os homens foram a loucura – Sabemos que vocês gostam de novatas. Mas antes... recebam a favorita dessa noite. Vocês gostam de chamar ela de Mística!
Uma mulher entrou, vestido apenas roupas intimas. Ela parecia bêbada e assustada ao mesmo tempo. Era empurrada por homens com o dobro do seu tamanho. Era muito bonita, mas parecia mais magra do que o normal.
- Malfoy, tenho uma má impressão – Theo disse ao seu lado.
Draco assentiu e continuou a olhar pro centro da arena.
- Agora, a novata! Não a assustem rapazes, essa aqui já é comprometida! – Os homens começaram a vaiar – Nós decidimos lhe dar um nome especial... conheçam Daisy, a Bonequinha de Luxo!
Draco prendeu a respiração quando viu Hermione sendo trazida por outros homens. Ela estava tentando sair do seu aperto, mas obviamente parecia impossível. Ela estava com roupas reveladoras, mas não tanto quanto as das outras garotas. Theo ao seu lado sussurrou um “merda”.
- Agora tragam as bestas! – Patrick gritou.
Dos quatro lados saiu o barulho de correntes e zumbis presos nelas. As duas garotas estavam no meio, olhando muito assustadas. Principalmente Hermione. Mas as correntes pararam antes que pudessem as alcançar.
- Todos sabem as regras, as vadias devem lutar até que uma morra. Só existe uma vencedora – Patrick anunciava – Seja isso pelas bestas ou por chutes ou qualquer coisa do tipo, já sabemos. Cada vez fica mais difícil pois vamos aproximar os bichos cada vez mais. Boa sorte e que comece a luta!
Draco pendeu a respiração quando viu Mística atacar Hermione e empurrar para fora do quadrado interior, indo para perto dos mordedores. Um deles quase pegou sua perna, mas ela levantou antes e ficou parada, temendo.
Sabia que tinha que tirar ela de lá de alguma forma.
Mística foi contra Hermione novamente, mas dessa vez a morena se defendeu com as unhas grandes e arranhando a cara da mulher, mais precisamente sobre o olho. Ficou um pequeno corte, de onde saia sangue.
A multidão foi a loucura e começou a gritar “Bonequinha de Luxo!”.
- Precisamos tirar ela de lá – Draco falou para Theo, com a voz urgente.
- Como? – Theo perguntou e então viu um cara no fundo da sala olhando para eles – Estamos sendo vigiados, vão atirar apenas se nós levantarmos.
Draco quase gritou de raiva assim como Hermione caiu novamente no chão, perto dos zumbis. Por um trís seus cabelos não foram pegos pela criatura apodrecida.
- Granger precisa reagir – Draco murmurou – Que bosta Granger!
Theo parecia pensar a mesma coisa, ele olhava para os lados em busca de um lugar onde eles poderiam sair sem ser notados.
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Hermione pensou que seu braço estava quebrado, pois a dor era enorme. Aquela mulher, mesmo sendo tão vítima quanto ela, era mais forte do que aparentava. Se ela tivesse consigo a sua varinha, ela ia acabar com aquela vagabunda.
Se levantou de novo e viu Theo e Malfoy na arquibancada, mesmo com as luzes neon e a fumaça atrapalhando sua visão. A música alta atrapalhava os seus sentidos, assim como os gritos dos homens, que variavam entre “gostosa”, “vadia” e “vai bonequinha de luxo, deixa eu te foder”.
Tinha que sair dali.
Viu Mística (ou assim era como a chamavam) vir contra ela de novo, mas se agachou a tempo, deitando no chão e fazendo a mulher cair em cima dela. Usou seu salto que só atrapalhava para algo bom, e chutou a mulher no estômago, que grunhiu de dor e tentou se levantar.
As correntes se mexeram e os zumbis se aproximaram mais, rosnando com os dentes podres e o sangue caindo ao chão. O espaço havia diminuído.
Hermione não esperou e dessa vez foi ela quem foi pra cima, empurrando Mística para longe, caindo fora da Arena. O zumbi mais perto mordeu o pescoço da mulher, que soltou um grito de profundo desespero. Hermione sentiu vontade de chorar com o sentimento de culpa.
- Eu preciso sair daqui – sussurrou para si mesma – Mas como?
As correntes mexeram novamente, mas dessa vez não estavam parando. Eles mentiram. Iam matar as duas de qualquer jeito. Ouviu um grito masculino vindo da plateia, parecia diferente dos outros, como se fosse de preocupação. Sabia que era de Malfoy.
Os andantes de aproximavam cada vez mais e ela se sentiu com muito medo. Não queria morrer. Achava que era cedo demais, além disso, pessoas dependiam dela assim como de Theo e Draco. Ela só precisava sair dali.
Uma criatura pegou a sua perna e a puxou. Não resistiu gritar. A dor no seu braço intensificou e não teve dúvidas de que ele estava quebrado. Chorou de dor abertamente.
Foi os tiros e a sensação de sangue grosso em sua pele que a levaram de volta ao agora e esquecer da dor por alguns instantes. Os homens que estavam ali começaram a correr pela saída, assim como mais tiros eram ouvidos e os baques surdos dos bichos caindo ao chão sem movimento.
- Você está bem – era Malfoy, que estava a pegando no colo – Vai ficar tudo bem.
Não respondeu, mas chorou ainda mais de dor quando um tiro lhe passou de raspão, atingido sua perna. Theo era quem estava atirando contra homens de Patrick.
- Vamos sair logo daqui! – Ele gritou.
Draco assentiu e pegou sua arma, atirando em mais homens que se aproximavam e caiam ao chão. Viram que a saída estava trancada, estavam presos no subsolo onde a música havia parado de tocar, as luzes neon se foram e agora só havia capangas de Patrick e o próprio Patrick que queriam os matar.
- O p-porão – Hermione sussurrou em meio a dor.
Entenderam.
Viram a porta do porão-depósito do cassino, atrás do palco. Correram pra lá e entraram no buraco escuro. Theo foi quem fechou a “porta”. Ouviram tiros, mas a portinha era de metal, assim só havia ficado a marca das balas. Estavam seguros ao menos por agora.
Porém havia se esquecido de uma coisa.
Eles podiam estar seguros.
Mas estavam trancados também.
Notas finais
Me perdoem? :3
Eu gostei de escrever esse capítulo. Espero que tenham gostado...
Estão gostando da fic até agora?
Obrigada pelos comentários alias. Sei que sempre falo isso, mas amo ler tudo o que vocês escrevem, é muito importante pra mim então NÃO PAREM DE COMENTAR SEUS LINDOS.
É isso.
Como presente do meu atraso: Um capítulo maior.
AE o/
Bem, vou parar de encher o saco.
:* Beijos.
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