Break the Ice
1 The beginning
Notas iniciais
Essa daqui o paquera é o comediante, digo o Ezarel ~ E o Nevra será o nosso querido antagonista, sim é meu senpai que vai quebrar o coração da trou... digo da Rima ~
OC: Rima Lafaiete. Seu pai é um sócio de uma grande corporação, um milionário, e sua mãe era amiga de escola dele, típico casal lovey-dovey, a mãe é formada em arqueologia, e o pai embora sócio de uma multinacional tem o hábito de ir com a esposa. Tem um irmão mais velho: Ettore Lafaiete. Ambos os irmãos são loiros de olhos violetas. Ettore é o típico irmão mais velho super protetor, vai aparecer eventualmente ~
Rima faz parte da Absinto. Porque? Porque a roupa é ultramega legal
Pet: Dalafa, sexo masculino, nome: Enzo.
Cof cof, história criada no busão enquanto eu ia trabalhar ~
Estúpida, tola, idiota. Todas essa palavras a descreviam perfeitamente naquele momento. Como pudera acreditar nas doces palavras de alguém que era considerado o maior pegador da Guarda de Eel?! É claro que como toda trouxa tivera que ter a prova. O cafajeste que atende pelo nome de Nevra, estava se agarrando com uma bela ruiva, voluptuosa, estonteante. Francamente ele estava praticamente a comendo no meio do maldito corredor, enquanto ela, como a boa garota fora atrás dele para pedir ajuda com a nova missão designada por Miiko, queria usar essa missão como oportunidade para uma maior aproximação com o Vampiro.
E agora estava ali, na escadaria que levava a prisão. Chorando como se tivesse sido ferida fisicamente, como se uma marca fosse permanecer para a vida. Incapaz de ser forte e fingir que nada aconteceu. Nevra não somente a decepcionara, ele acabara consigo, cortando o coração dela em pedaços, e naquele mundo estranho ela não poderia correr para o irmão mais velho, Ettore, saberia o que fazer, como a consolar. Tranquiliza-la como sempre havia feito, com os pais que viviam fora. O irmão era a única coisa constante em sua vida agitada, e agora nem isso ela tinha mais.
Patética, sozinha, com lágrimas formadas em seus olhos violetas, que naquele instante se encontravam nublados. Descera até a cela que fora sua primeira acomodação ao chegar em Eldarya. Precisava ficar sozinha. Refletir sobre todas as atitudes e interações com aquele que se tornara o objeto de sua afeição. Cabelos negros, olhos cinzas, uma postura que denotava relaxamento e a facilidade de conversar. Embora assim como os outros dois líderes ele tenha sido cruel no início, ele foi realmente simpático logo depois. Rima sentira-se realmente decepcionada quando ao invés da Sombra, se tornara parte da Absinto. Lidar com Ezarel como seu superior já parecia difícil, com ele sendo o seu responsável, soava ainda pior.
Se perguntava e se nunca tivesse andado pela floresta? E se ao invés de chegar perto, ela se afastasse? E se não tivesse saído da prisão? Eram tantos "se", sua mente tornava-se cada vez mais confusa. Em meio aos pensamentos cada vez mais deprimentes, uma sombra se aproximava dela, pela escadaria.
Ora, ora o que minha querida escrava está fazendo aqui? Tentando escapar novamente? — A voz zombeteira e sarcástica do Líder da Absinto ressoou naquele espaço diminuto. De repente, Rima encontrou-se incapaz de respirar, como se estivesse sufocando. Ezarel ficou surpreso, pois mesmo que a garota fosse irritante, e retrucasse ele com frequência, nunca, nem mesmo quando ela soube que não conseguiria retornar, ele virá ela tão frágil, e com lágrimas escorrendo dos olhos ametistas. Ela o olhou como se esperasse que ele fizesse algo. Porém o de cabelos azuis nunca fora bom em consolar os outros, tinha certeza que se abrisse a boca, faria a garota chorar ainda mais...
Ei o que aconteceu? Perdeu seu mascote? Se feriu durante o treinamento? Vamos lá, se você só sentar e chorar eu vou ser incapaz de resolver o seu problema, como seu líder é minha preocupação se estão bem ou não. Rima! — Ele disparou uma série de perguntas e comentários, o divertimento se foi de sua voz.
N-Nevra, e-eu f-fui m-muito es-estúpida... — E agora que raios faria?! Ela começara a falar, porém suas frases pareciam não ter nexo, ou razão. Só conseguira distinguir a palavra "Nevra" e estúpida, o que demônios o Vampiro sem vergonha fizera para que a alegre garota loira, viesse se esconder na prisão e chorar um rio?!
O que o Nevra tem haver com a história? Ele tentou algo?! Te paquerou, invadiu seu quarto, tentou beber seu sangue? — Haviam muitas possibilidades, ela não poderia tentar dar mais dicas não? Ele era um Alquimista não um adivinho. A voz de Ezarel denotava uma preocupação incomum; — Se não me disser o que há de errado, eu não posso fazer nada, Rima! Sou seu líder de guarda e responsável. Tem que me contar quando algo ocorre.
Apesar do desespero que sentia, a tensão de antes, e toda a situação que pesava em seus ombros, Rima começou a rir. A expressão preocupada do narcisista e egoísta líder da Absinto, tentando reconfortar a "mera mortal" em uma prisão escura cercada por água era muito engraçada. Naquele momento, ela percebeu que ele podia não ser tão ruim assim.
Jogando os braços ao redor do pescoço do esquivo garoto de madeixas azuis com um sorriso embora ainda tivesse pequenas lágrimas na borda dos olhos. Nada poderia ter sido mais engraçado que a expressão de total descrença no rosto de Ezarel.
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