Branca De Neve
2 União
Notas iniciais
obrigada por quem comentou, fico feliz que já estejam gostando :D
vamos ao capitulo
LEMBRE-SE, NEM SEMPRE AS COISAS SÃO O QUE PARECEM
– Meu amor, não quero deixa-la. – o príncipe Jacob dizia alisando os cabelos de sua amada princesa.
– Tem que ir, se ficar muito tempo longe de seu reino virão procurar você. Já temos gente o suficiente em nosso encalço. Não se preocupe, eu ficarei bem. – Isabella disse sorrindo carinhosamente para ele.
– Não entendo porque não podemos ficar em meu palácio. Lá terá segurança, conforto e poderíamos ter um casamento com bastante requinte. A rainha não mais poderia lhe importunar.
– Jacob, já lhe expliquei. A rainha tem influência sobre seu pai, já lhe contei isso. Ele é deslumbrado pela beleza dela e se deixa levar por suas palavras. Isso poderia colocar tudo em risco. Vamos continuar com o plano, sim? Vamos tentar nos livrar da rainha, ou tentar fazer um acordo com ela.
– Tudo bem, como quiser minha amada. Ainda acho que minha ideia é a melhor, mas você conhece sua madrasta, talvez saiba do que fala.
– Acredite, eu sei.
– Então é melhor eu ir, não quero que meu pai mande guardas atrás de mim. Ele está cada vez mais irritadiço com minhas saídas, suspeita de que tenho me encontrado com você e ele parece não gostar disso. Não entendo sua implicância, mas quanto menos problemas tivermos melhor. Venho amanhã, trarei mais mantimentos. Até mais minha amada. – Jacob falou se aproximando de sua princesa que se deixou ser beijada.
Isabella o beijou do jeito que ele gostava, de forma intensa e doce, como uma princesa inocente devia ser. Sentiu o estômago revirar e a vontade de vomitar veio. Como todas às vezes, reprimiu a ânsia e mascarou o seu nojo. Jacob se afastou, satisfeito com o beijo que ganhara, Isabella havia escondido bem seu desconforto. O príncipe beijou carinhosamente a testa de Isabella antes de finalmente partir. Quando ele foi embora, Isabella suspirou aliviada. Finalmente ele fora embora a deixando sozinha em sua cabana.
Trancou a porta e começou a preparar o jantar. Não gostava de ficar ali, era rústico e sem requinte, mas era necessário por enquanto. A cabana escondida em meio às árvores era ideal para se esconder dos guardas da rainha. Ela sabia que a rainha havia mandado o caçador atrás dela, mas a rainha também havia pedido que os guardas ficassem vigiando a floresta. Rainha tola, a jovem estava bem escondida. Já estava ali há um mês, havia escapado da prisão que era seu quarto com a ajuda de seu noivo Jacob.
Ele lhe trazia sempre comida e passava o dia com ela, o que deixava seu pai, o Rei Black, bastante irritado. Ele não estava gostando nem um pouco da constante ausência do filho e temia que ele estivesse se encontrando com a princesa Branca de Neve. A rainha Esme era sua grande amiga e havia lhe alertado para deixar seu filho longe de sua enteada. No inicio o rei duvidava do que sua amiga dizia, mas depois constatou que não havia motivo para ela mentir. Que seu filho ficasse longe de Branca de Neve, ou as consequências seriam terríveis.
Jacob voltou para o castelo, durante sua viajem bolou um plano que faria com que a perseguição sobre Isabella cessasse: se casaria com ela. Sim, o matrimônio colocaria um fim em tudo, tinha certeza disso. Tinha que voltar para o castelo e falar com um padre para realizar a cerimônia em segredo, ele sabia que seu pai não aprovaria a união por isso tinha que agir em silêncio. Uma vez feita a união, seu pai não poderia fazer nada.
No fundo ele sabia que Branca de Neve tinha razão, a madrasta da jovem tinha influência sobre seu pai. Na verdade, a beleza dela tinha. O que ele não entendia, afinal, Branca de Neve era a mais bela de todas. Essa beleza tão única era cobiçada pela rainha a ponto de trancar sua enteada em seu quarto para escondê-la do mundo e, agora, desejar sua morte. Dessa maneira ela passaria ser a mais bela. Tolice, Jacob pensava, ela nunca seria bela com uma moral tão destruída.
Chegou ao castelo e foi logo falar com um padre. Demorou um pouco para convencê-lo, o velho padre não queria ir contra a vontade de seu rei, só concordou por constatar ser um caso de verdadeiro amor. O padre queria realizar a cerimônia na manhã seguinte, mas Jacob estava ansioso. Seu pai não sentiria tanto sua falta se ficasse fora por mais duas horas, sentiria? Ele não ligava realmente, queria se unir à Isabella o quanto antes.
Cavalgaram sob o crepúsculo, em pouco tempo o príncipe Jacob e o padre Eleazar batiam na porta da cabana em que a princesa estava escondida. Jacob esperou, mas ninguém respondeu. Bateu novamente e ouviu o som de algo caindo lá dentro. Se preocupou, Branca de Neve estaria bem?
– Isabella, meu amor, sou eu! Está tudo bem? – Jacob perguntou preocupado.
– Só um momento! – Isabella falou e logo depois Jacob ouviu algo batendo.
Passou-se mais um tempo e a porta finalmente abriu. O príncipe estranhou o estado de sua amada, ela estava corada, suada e com os cabelos desalinhados. Seus lábios estavam inchados, o que chamou a atenção do príncipe.
– Meu amor, estas bem? – o príncipe perguntou olhando pela primeira vez para sua amada com desconfiança.
– Sim meu amor. Eu apenas adormeci perto da lareira, se não tivesse me acordado provavelmente teria cozinhado. – Isabella falou sorrindo, disfarçando o que realmente se passava, mas não deixando de estranhar a volta de seu noivo.
Jacob assentiu, isso explicava o rosto corado, o suor e os cabelos despenteados. Mas não explicava os lábios inchados.
– O que houve com seus lábios minha amada? – ele perguntou, não conseguindo esconder a desconfiança.
– Oh, sopa quente. Não esfriei direito e queimei a boca. – Isabella disse desconcertada. – Por que faz todas essas perguntas?
– Por nada minha amada, me desculpe. – o príncipe falou se sentindo mal por desconfiar de sua noiva.
– Quem é este? – Isabella disse, notando pela primeira vez a presença do padre.
– Este é o padre Eleazar, Branca de Neve. Ele irá celebrar a nossa união. – Jacob falou contente.
– Oh, isso é maravilhoso. E quando será?
– Será agora minha amada.
– Agora? – Isabella disse surpresa.
– Sim minha amada, pense. Se se casar não poderão te perseguir e sua madrasta não poderá te obrigar a voltar ao castelo. Será o fim de nossos problemas. – o príncipe falou sorridente.
– Sim, é verdade. – Isabella falou sorrindo. Mal sabia o príncipe que isso só poria fim em parte dos problemas, Branca de Neve pensou.
– Então, aceita se casar comigo agora, minha amada Branca de Neve?
– É claro que aceito! – a princesa disse contente, afinal, seu plano começava a dar certo.
– É melhor começarmos então, sabe que não podemos nos demorar alteza. – o padre disse de forma gentil.
– Está bem, tens razão Eleazar. – o príncipe falou e o padre se pôs a começar a união.
...
Estava feito. Jacob e Isabella assinaram o papel oferecido pelo padre que confirmava a união. Isabella era agora oficialmente esposa do príncipe Jacob Black e herdeira de dois reinos.
– Te esperarei lá fora Jacob. Não demore, temos que retornar logo antes que seu pai mande guardas à nossa procura. – o padre Eleazar disse indo em direção à porta da cabana. – Senhora, até breve. – o padre falou e logo depois se retirou.
– Minha amada, tenho que ir. Darei a notícia esta noite para meu pai, amanhã de manhã virei lhe buscar para irmos para o meu castelo. Não podemos consumar o casamento esta noite, mas amanhã prometo que irei te fazer minha. – Jacob falou sorridente e Isabella sentiu seu estômago revirar.
– Mal posso esperar. – ela mentiu. – Mas e se seu pai não aceitar nossa união, o que faremos?
– Fugiremos minha amada, fugiremos para bem longe e buscaremos refúgio em algum reino. Mas lhe garanto, ficaremos juntos.
– É o que mais quero. – a princesa disse e seu marido beijou-lhe nos lábios.
– Tenho que ir, me demorei mais do que deveria. Até breve esposa. – o príncipe falou se retirando da cabana e pegando a estrada o mais rápido que pôde.
Branca de Neve trancou a porta da cabana e sorriu. Estava tudo perfeito, acontecendo como deveria. Olhou de relance para a mesa e viu que tivera o deslize de deixar os dois pratos de sopa sujos à vista. Suspirou aliviada, felizmente o príncipe Jacob não era muito perceptivo.
Não muito longe dali, o caçador estava escondido entre os galhos de uma árvore. Lá embaixo viu os cavalos do príncipe e do padre se afastarem. Sentiu um sorriso se formar nos lábios. Estava quase na hora de voltar ao castelo e dar informações à rainha.
Fale com o autor