Notas iniciais
PESSOAL LEIAM ISSO AQUI eu estive pensando em fazer uma fic de hentai sobre The Originals, com os casais que vocês pedirem. O que acham de eu fazer isso? Se quiserem me mandem MP! Vamos ao capítulo, espero que gostem!

MELHOR AMIGA

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Pouco tempo passara desde o meu retorno a Nova Orleans e eu já tinha me esquecido de como a amizade com Alexis era fácil. Conversávamos o tempo inteiro e nunca era algo forçado, apesar do fato de ela sequer desconfiar do real motivo de eu ter voltado para Nova Orleans.

― Então, como será essa festa? – ela perguntou enquanto terminava de fazer as unhas da mão.

― Eu não sei, Josh nos convidou. Confio nele quanto a festas – respondi tranquilamente, aumentando o tom de minha voz já que eu terminava de organizar meu quarto. Olhei rapidamente para o meu relógio de cabeceira, notando que as horas tinham passado rápido demais e estávamos atrasadas. – A, nós vamos nos atrasar se não nos apressarmos!

Então, a próxima hora passou ainda mais rápido e antes que eu pudesse terminar realmente de colocar meu cabelo no lugar certo, o meu interfone tocou repetidas e apressadas vezes. Josh havia chegado, como prometido e pontualmente.

― D, você está pronta? Seu amigo está nos apressando – disse Alexis, tomando a liberdade de atender a chamada do interfone, quando este tocou novamente.

― Pronta! – respondi alegremente, apressando meus passos em direção a porta, sendo seguida de perto por Alexis.

**

Elijah desceu as escadas até o hall de entrada da mansão Mikaelson para atender a porta. Ele não sabia quem estaria prestando visita àquela hora da noite, mas de qualquer forma tinha de atender. Aquilo não era algo que Niklaus faria.

Ele girou a maçaneta para a direita depois de destranca-la tranquilamente e vislumbrou a silhueta conhecida de sua irmã mais nova. Não conteve o sorriso que tomou conta de seu rosto. A moça o abraçou antes mesmo de ele poder reagir.

― Rebekah, eu estava com saudades – disse ele tranquilamente, envolvendo-a em seus braços. – O que faz aqui a essa hora?

― Eu ouvi as fofocas sobre Davina ter retornado e decidi checar por mim mesma – disse ela, desvencilhando-se do irmão e entrando na casa, rumando em direção a sala de estar.

Elijah recolocou o trinco na porta e seguiu a loira pela mesma direção que ela tomara.

― Pensei que estava com saudades – Elijah falou, sua voz não possuía tom nenhum de crítica, apesar de parecer que ele o fazia.

― É claro, isto também – Rebekah respondeu com um sorriso. – Então, me conte como está Hope.

― A cada dia mais inteligente – ele elogiou, com um brilho orgulhoso nos olhos. Sentou-se no sofá, afrouxando o nó de sua gravata e retirando aquela peça. Ele abriu o primeiro botão de sua camisa, que atrapalhava sua respiração naquele momento. Rebekah também se sentou, mas com alguma distância do irmão, já que ajeitou-se no sofá para se deitar, acomodando sua cabeça nas pernas de Elijah. – Mas nós temos um problema.

― E qual seria esse problema? – Rebekah perguntou, olhando firme e preocupadamente nos olhos do irmão.

― Dhalia anda assombrando Hope e uma nova bruxa ameaça tomar o controle da cidade, é uma longa história, irmã – disse Elijah com um suspiro, acarinhando pacientemente os cabelos de Rebekah.

Era aquele tipo de conexão que a vampira mais sentira falta. Elijah era o irmão que conseguia fazer com que ela se sentisse humana, mesmo com qualquer tipo de adversidade. Ela fechou os olhos por um segundo, sentindo e apreciando o cafuné.

― E Davina? – ela perguntou, ainda de olhos fechados. Para sua surpresa, o mais velho demorou para responder.

― Nós a trouxemos de volta para que ela fique no poder, ela é confiável – disse, depois de finalmente escolher as palavras. Rebekah abriu os olhos e os fixou em Elijah, analisando-o por um segundo.

― Elijah... – ela ia dizendo, quando a porta principal abriu-se tão bruscamente que o ruído que ela produziu ao chocar-se contra parede foi assustador.

Klaus chegara na mansão, ladeado por Marcel e com uma expressão não muito feliz no rosto. Marcel parecia cheio de cautela e, ao aproximarem-se da sala de estar, seus olhos arregalaram-se de surpresa.

― Bekah! – ele sussurrou incrédulo.

― Elijah, nós precisamos conversar – o híbrido cortou qualquer tipo de momento entre Marcel e Rebekah.

A vampira levantou-se rapidamente do sofá e encarou Klaus firmemente, querendo dizer que estava ali para ouvir qualquer coisa que ele queria dizer a Elijah. O híbrido revirou os olhos, visivelmente contrariado pela presença da irmã – que escolhera deixar Nova Orleans.

― Minhas fontes avistaram Davina saindo do cemitério depois de uma longa reunião com a bruxa que ameaça levar Hope de nós – disse Marcel, quando notou que Klaus não falaria nada na frente de Rebekah e considerando aquela reação completamente infantil. – Klaus não está certo sobre a lealdade de Davina.

― E você, o que acha? – Elijah perguntou tranquilamente.

― Eu disse a ele que devemos perguntar a ela – Marcel respondeu, olhando de esguelha para Klaus.

― Espera, o que vocês querem dizer com tirar Hope de nós? – Rebekah perguntou, um pouco confusa.

― Hope é o receptáculo que Dhalia deseja possuir para acabar com todos nós, Rebekah. Se você não tivesse nos deixado, saberia disto – Klaus falou, servindo-se e bebendo rapidamente uma dose de whisky. Sua voz era gélida.

Rebekah preparou-se para responder à altura, respirou fundo e separou os lábios, mas Elijah a interrompeu com um gesto. Em seguida, o vampiro pegou o celular e discou o número de Davina, parecendo intensamente desapontado. Ele segurou o aparelho na orelha por longos minutos e tentou retornar a ligação por três vezes quando a bruxa não atendeu.

― Por acaso alguém sabe onde ela está? – ele perguntou, desistindo na quarta vez e guardando o aparelho.

Marcel coçou a cabeça, como se tentasse se lembrar de algo fazendo com que todas as atenções voltassem para ele num instante, principalmente a de Elijah, que olhava para o vampiro de uma forma inquisitória.

― Papai? – Hope surgiu aparentemente do nada, coçando os olhos com as mãozinhas em punho, preguiçosamente. Ela caminhou até Klaus lentamente e cambaleante pelo sono e o híbrido a acolheu nos braços. – O que está acontecendo?

― Não é nada, love. Pode dormir no meu ombro que eu te levo para cama, ok? – Klaus respondeu amavelmente e ninou rapidamente a criança em seus braços, que pousou a cabeça em seu ombro delicadamente e tornou a dormir.

Seus olhos mudaram no segundo seguinte, voltando a parecer frios e completamente raivosos.

― Eu acho que Josh disse algo sobre uma festa que iria com Davina hoje à noite – Marcel sussurrou, não desejando acordar a filha de Klaus. – Ia ser aqui no French Quarter, no salão da prefeitura.

― Eu vou até lá – Elijah disse, colocando-se de pé prontamente.

― É bom que esta bruxinha não esteja planejando nada estúpido – Klaus disse nervosamente, caminhando para fora da sala e na direção do quarto de Hope. Rebekah o seguiu.

― Vou com você – Marcel ofereceu-se e Elijah fez um gesto afirmativo com a cabeça.

― Não, Marcel. Você fica – Elijah falou, elevando a mão na direção do vampiro e, de certa forma, barrando o caminho dele em direção a saída da sala.

Marcel revirou os olhos para Elijah, estava cansado do jeito autoritário que o Original governava em seu posto. Ele cruzou os braços e trocou o apoio do corpo de lado.

― Escute, Elijah. Eu sei que é sua família que está em jogo, mas Davina é como minha própria família – disse ele calmamente, notando que o Original a sua frente parecia disposto a ouví-lo. – Vocês não podem julgá-la por uma simples reunião com a tal bruxa, nós não sabemos o que aconteceu entre elas.

Elijah baixou os olhos, com uma expressão de desistência no rosto.

― Venha comigo – disse, sem realmente esperar Marcel mover-se para desaparecer em direção ao buffet onde a festa estava acontecendo.

Uma vez lá, ele não precisou realmente entregar um convite, sua posição como um dos líderes na cidade abria muitas portas para ele, inclusive aquela. Os dois vampiros entraram sorrateiramente, não havia muitos rostos conhecidos ali, a festa era dada por um humano comum da cidade.

Algumas bruxas cochicharam nervosamente quando avistaram Marcel e Elijah juntos naquele lugar. Os vampiros sequer deveriam saber daquela festa. As duas se entreolharam e, em seguida pegaram seus celulares, discando um número desconhecido e saindo de cena.

― Ela deve ter vindo com Josh, vou procurá-lo – Marcel anunciou num sussurro secreto que ele sabia que somente Elijah seria capaz de ouvir, ainda mais no meio da multidão e com a música alta tocando.

Mas Elijah pensava diferente e apesar de ter feito um gesto afirmativo com a cabeça, aguçou sua audição ao máximo que pode, vasculhando em cada grupo de pessoas escondidas em cantos.

― Me desculpe, senhora, nós não tínhamos ideia de que isto aconteceria – Elijah ouviu uma voz feminina dizer apressadamente e com uma educação que faria inveja aos internatos Suíços. – Sim, é claro. Cancelaremos tudo.

Aquilo era algo para se preocupar. Fosse o que fosse que aquela mulher dizia, não parecia muito auspicioso e aquele não era o melhor momento para investigar. Ele precisava encontrar Davina e depois procuraria Cami. Ela era a líder dos humanos e se algo estivesse sendo planejado por alguém daquela facção, a mulher deveria ficar sabendo.

― Oh, eu não tenho certeza quanto a isto, A. Eu já me sinto um pouco tonta – a voz de Davina foi como uma carícia aos ouvidos atentos de Elijah, mas parecia distante.

De fato, ela não estava no salão. Elijah seguiu a entonação incerta da voz da bruxa até o lado de fora, onde um grupo de pessoas amontoavam-se ao redor de um pequeno bar.

― Vamos lá! Algumas doses não vão matar você! Em homenagem aos velhos tempos! – o vampiro sabia que conhecia a segunda voz de algum lugar, mas não ao certo de onde. Então caminhou naquela direção lentamente. Elas estavam longe, de modo que enquanto ele caminhava, sua visão capitou a imagem de Davina sorvendo várias pequenas doses de uma bebida esverdeada.

― Espero não estar interrompendo – ele falou, com a voz firme e com a expressão impassível. Assim que se aproximou um pouco mais, conseguiu sentir o cheiro forte de ervas que o absinto tinha.

― Elijah! O que você está fazendo aqui? – Davina perguntou, arregalando os olhos e deslocando-os do vampiro para sua melhor amiga humana, que parecia surpresa.

― Olá, você é o cara que contratou a Davina, não é? – disse Alexis bobamente, com os olhos fixos em Elijah.

Ele a olhou sem emoção nenhuma nos olhos e compeliu:

― Silêncio. Você não lembrará que ouviu nada disso – no segundo seguinte ele tinha se virado para Davina. – Quando planejava me contar sobre o seu passeio no cemitério hoje cedo?

Ela sentia-se completamente tonta. De fato o absinto começava a subir e a visão de Elijah e Alexis era cada vez mais enevoada, assim como sua audição, que também parecia falhar.

― Você está sendo paranoico, Elijah. Eu ia contar assim que Alexis fosse embora, ou você esperava que eu a levasse pra sua mansão do terror? – a bruxa falou, sua voz soava embargada e talvez aquilo tivesse tirado todo o impacto que sua frase acusadora poderia ter causado no vampiro, que permaneceu impassível. – Além do mais, quem você pensa que é para hipnotiza-la? Desfaça isso agora mesmo!

Elijah notou que Davina estava ligeiramente fora de si, mas apesar da bebida o que ela dizia fazia sentido. Talvez ele tivesse se deixado levar pela paranoia de Niklaus, afinal não fazia sequer 24 horas desde o encontro dela com a outra garota no cemitério. Aquilo de certa forma foi uma alivio para ele, então ele olhou para Alexis e disse:

― Sim, eu sou Elijah. Prazer em conhece-la – ele esticou a mão para que pudesse cumprimenta-la, uma vez que ela jamais se lembraria da conversa que ouvira.

― O prazer é todo meu. Alexis – disse ela, daquele jeito instigante que ela sabia perfeitamente como usar. Os olhos de Davina correram para o vampiro, que sorriu minimamente, quase como se o flerte tivesse funcionado.

Alexis apertou firmemente a mão de Elijah e gostou da forma como o aperto dele era tão firme quanto o dela. Se tinha uma coisa que a garota sabia fazer, era ler pessoas e aquele homem parado a sua frente fazia o tipo confiante e perigoso.

― Agora que vocês já se conheceram, nós precisamos ir embora – disse Davina, cortando a cena que ambos atuavam. Encarando-se. Provavelmente analisando um ao outro. Ela segurou firme na mão de Alexis e disse, puxando-a para o lado oposto – Nós já tivemos martinis, tequilas e absintos demais por uma noite. Vamos procurar Josh e pedir para ele nos levar embora.

Mas o puxão fora completamente falho. Alexis acabou por bater sua mão em um copo meio cheio, derramando a bebida verde sobre a manga do terno de Elijah. Os olhos do vampiro moveram e se fixaram naquela direção, como se fosse a maior desfeita que ela pudesse ter feito.

― Oh meu Deus, Elijah. Me desculpe! – Ela disse, desvencilhando-se de Davina e agarrando um papel toalha que estava sobre o bar. Rapidamente ela tentou secar a mancha úmida no terno, sentindo-se envergonhada pelo ato digno de alguém que está bêbado. – É sério, Davina me puxou e...

Elijah retirou o pedaço de papel com violência das mãos de Alexis e começou a limpar-se por conta própria e compulsivamente.

― Alexis, acho que nós precisamos ir... – Davina alertou, novamente puxando a amiga na direção contrária do vampiro, lembrando-se que Esther havia danificado a mente de Elijah profundamente na época em que estava viva. Era uma longa história. – Vamos, ele vai ficar bem.

― Davina, para! – Alexis resmungou, perdendo a paciência e puxando suas mãos do aperto de Davina. Ela tocou as mãos de Elijah e o vampiro a olhou de uma forma sedenta, maligna e extremamente predatória. – Oh... O que diabos você é?

Tudo estava perdido. Elijah estava com a esclera tão vermelha que parecia que seus olhos estavam injetados por sangue, as veias cinzentas não paravam de aparecer em sua pele, abaixo dos olhos. Ele mal parecia estar consciente do que fazia.

Davina protegeu a melhor amiga com o próprio corpo, feliz por todos os humanos terem saído quando Alexis derrubou a bebida sobre o traje do vampiro. Ela colocou ambas as mãos no peito de Elijah, sentindo um estranho formigamento que ignorou prontamente.

― Elijah, se acalme. Ela só derrubou bebida em você. Elijah, por favor, não me faça machucá-lo – ela pediu, finalmente, quando ele começou a deixar seus afiados caninos a mostra.

― Davina, eu acho que nós deveríamos correr agora.

― Não corra. Se o fizer, ele vai pegar você – ela alertou com a voz calma, sabia que a maior felicidade de um predador era sentir o medo de sua presa. – Desculpe, Elijah, mas eu avisei.

Ela abriu suas mãos em forma de garra, afastando-as do peito do vampiro e sentindo sua magia fluir por seu corpo pela primeira vez e então girou o punho bruscamente para o lado, notando que o pescoço de Elijah fazia o mesmo movimento, mas com um estalo alto de ossos partindo-se. Ele desmaiou instantaneamente, com o pescoço quebrado.

― Será que você pode me explicar o que infernos foi isso? – Alexis perguntou, fazendo Davina virar para encará-la. – E como é que você quebrou o pescoço do cara só com a sua imaginação? Que tipo de monstro ele é?

Davina viu que Marcel se aproximava com uma expressão nada feliz no rosto. Josh o acompanhava de perto, muito mais preocupado do que zangado. A bruxa respirou aliviada e respondeu com a mesma calma que falava com Elijah anteriormente:

― Ele não é um monstro, A. É um homem de honra, só está com problemas agora, talvez eu possa ajuda-lo porque sou uma bruxa. E você vai esquecer tudo isso que viu e ouviu.

Ao passo que Davina terminava de se explicar para Alexis os dois vampiros as alcançaram. Ela lançou um olhar para Marcel, reprimindo a vontade de abraça-lo e o vampiro soube exatamente o que fazer.

― Você vai esquecer tudo de estranho que viu esta noite. Elijah foi embora para trocar de roupa depois que você derrubou a bebida sobre ele. Nada do que for dito até o apartamento de Davina será lembrado – Alexis fez um movimento praticamente involuntário com a cabeça e seu olhar pareceu vidrar-se no horizonte. – O que vamos fazer?

― Vamos para o meu apartamento – Davina informou o que Marcel já tinha concluído por si só.

― Josh, avise Klaus que as coisas saíram do controle com Elijah. Diga com precisão onde estamos e que não podemos deixar mais nada de sobrenatural transparecer na frente dela, ok?

Josh assentiu com a cabeça e desapareceu no segundo seguinte, deixando as chaves de seu carro caírem na grama. Marcel as pegou e carregou o corpo de Elijah com dificuldade até o veículo, onde ele, Davina e Alexis partiram juntos.