Notas iniciais
Olá pessoal. Olha quem está de volta com outro capítulo na mesma semana! SIM! EUZINHA hahaha Piadinhas fail a parte, vocês viram que o Nyah mudou de novo? Eu não sei se curti, mas a minha capa que deu um trabalhinho pra fazer ficou super fail com o molde preto aparecendo onde fica a foto do perfil. Vocês gostaram?

Ouvi alguém batendo na porta de minha casa no exato momento que eu tinha encontrado a posição perfeita para retirar o pó em excesso de um canto da parede. Não sabia exatamente o que os inquilinos tinham feito com meu apartamento, mas sabia que viviam numa completa bagunça e sujeira. Deixei o pano úmido e me apressei para atender, limpando minhas mãos em meu short.

Assim que abri a porta, meu sorriso simpático desapareceu completamente.

― Elijah – cumprimentei, de má vontade. – A que devo a honra?

― Você não dá notícias há dias, Davina – ele respondeu, quase me repreendendo. Virei as costas, caminhando na direção de uma caixa que tinha esquecido de guardar, deixando-o parado na porta.

― Eu daria notícias se algo tivesse mudado – resmunguei, levantando a caixa com certa dificuldade.

Já fazia duas semanas desde o meu retorno a Nova Orleans. Eu mal tinha conseguido organizar minha casa e os Mikaelson estavam me apressando para assumir a liderança de um coven que sequer queria minha presença no cemitério.

― Sinceramente o que você achou que ia acontecer? – Perguntei empurrando com força a caixa no meio da minha casa antiga que estava com muitas bugigangas da minha mãe, que eu tinha decidido que iriam para o lixo assim que possível.

– Que você colocaria elas em seu comando! – Exclamou Elijah andando pela sala não me encarando.

– Em dias?! – Me voltei para ele, indignada, com a mão não cintura. Aquela faxina estava me deixando irritada e ele tinha que melhorar tudo com sua chegada sem aviso. – Um coven de bruxas gera respeito com base em sua linhagem e poder. Ponto para mim, aparentemente.

Notei que os olhos de Elijah observaram-me de cima a baixo e não soube ao certo o que sentir sobre isso. Lembrei-me, finalmente, que ele não podia entrar, a menos que eu permitisse. Sorri de um modo superior para ele ao falar:

― Será que devo convidar você para entrar?

― Se prefere discutir problemas políticos comigo no corredor, a decisão é sua – ele me respondeu quase com um corte.

Revirei os olhos e finalmente realizei o convite. Ele entrou de uma maneira teatral, observando o batente da porta como se aquilo fosse repelir seu pé quando o cruzasse. Passei por ele indo até a cozinha antiga aonde abri a porta da geladeira, pegando uma garrafa d'água. Ofereci a garrafa ao vampiro por costume e educação, mas senti-me patética por estar fazendo aquilo. Aquela não era o tipo de bebida que satisfazia vampiros. Seu olhar estava fixo em mim, não soube dizer se era de admiração ou indignação, mas se qualquer forma senti minhas bochechas queimando ao pensar pela primeira vez que eu estava com uma roupa mínima, toda suada.

– O que quer dizer com “ponto para mim”? – Perguntou ele alto me fazendo balançar a cabeça com aqueles pensamentos.

Qual é, Davina? Era Elijah Mikaelson que estava ali, o super vampiro, honrado que acha que você é uma criança.

– Que eu sou praticamente a última Claire e que eu tenho poder. – Dei de ombros abrindo a garrafa para deixar algumas gotas refrescar meu corpo. – Mas eu voltei agora, elas não confiam plenamente em mim, pode ter certeza... – parei de falar quando percebi que ele não estava prestando atenção. – Elijah!

– Eu estou ouvindo. – Garantiu ele voltando para a sala com uma postura dura e tensa. – Então, o que sugere?

– Sabe, eu não tô quebrando minhas unhas por nada. – Levantei os braços fazendo um gesto amplo para a casa. Elijah levantou a sobrancelha em uma pergunta muda. – Vou dar uma festa.

O meu sorriso esperto e orgulhoso tomou conta do meu rosto. Elijah balançou a cabeça negativamente como se não aprovasse.

– Uma festa só de bruxas? – A medida que passava meu tempo com o vampiro achava que ele se fazia de esperto, mas na verdade … melhor não pensar.

– Claro que não! — umidifiquei meus lábios, encarando as janelas com as cortinas pesadas. – Com vampiros e lobisomens, vai mostrar como eu posso ser bem enturmada. — Me voltei para o vampiro, sorrindo minimamente superior. – Entende que tudo é um concurso de popularidade?!

Elijah cruzou os braços, agora mais atento ao que eu dizia, com um olhar pesado e concentrado.

– A outra bruxa é como a colegial malvada e egoísta que não tem tato nem para a sua imagem refletida no espelho. – Fui até o sofá enquanto falava, pegando uma caixa de papelão e jogando nos braços do vampiro, que pegou com facilidade. Depois peguei outra e fui em direção a sala de jantar. – E sim eu ando fazendo minha lição de casa sobre ela. Aparentemente ela detesta vampiros e lobisomens... e, tem um círculo interno de bruxas de uma linhagem semelhança a minha. Que por ventura só a seguem por medo.

– Medo do que? – Perguntou Elijah colocando a caixa que levava do lado da minha, em cima da grande mesa de carvalho.

– Isso é o que precisamos saber. – Disse confiante dando de ombros ao abrir as caixas para ver a porcelana antiga que ia ficar no armário da sala. – Ou melhor, eu preciso saber.

Elijah balançou a cabeça positivamente, agora com um olhar quase brilhante de respeito. O que fez meu estômago se contrair em nervosismo. Era o mesmo nervosismo de saber uma resposta certa em meio a trinta a alunos e levar um mínimo sorriso de seu professor favorito.

– Então, convence seu irmão a vim com alguns lobos. – Me voltei para a caixa tirando a porcelana que deveria ser limpa antes.

– Isso quase soou como um convite. – Disse ele meio divertido

– Desculpe-me, você não faz o meu tipo. — Rebati antes mesmo de pensar e só depois percebi como sorria maliciosamente na direção de Elijah. Aquilo me deixou paralisada e olhando para ele, notei que ele também estava. Aquilo fora quase um flerte sem querer. – Quero dizer … Só …. Ahn … Traga seu irmão.

Antes de morrer de vergonha, porque era bem capaz de acontecer, voltei para a cozinha para pegar alguns produtos de limpeza e Quando retornei para a sala ele não estava mais lá.

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Já era noite quando os primeiros convidados começaram a chegar. A música que tocava aos fundos era agitada e não havia um tema na decoração ou nas roupas que as pessoas deveriam usar. Davina estava satisfeita com o serviço de garçom e de cozinha que tinha contratado e já tinha quase se esquecido do pequeno vexame com Elijah.

Ela tinha pedido por Klaus e os lobos, mas descobrira que a híbrida Hayley era quem assumia a posição de alfa dos lobisomens, de modo que era ela quem estava presente, bebericando algum drink num canto, acompanhada por Jackson. Pelo o que a bruxa lembrava-se, ela e Elijah tinham algo, de modo que ela não compreendeu o beijo apressado que os lobos trocaram.

A campainha soou alto, mas a bruxa notou que quem realmente chegava era sua rival em potencial. Olhou ao longe, sem tempo para analisar a aparência da mulher que entrava de cabeça erguida, seguida de perto por algumas adolescentes.

― Eu não sei se deveríamos ter vindo, Niklaus – Elijah resmungou, ajeitando uma gravata que já estava perfeitamente posicionada em seu pescoço. – Alguém deveria ter ficado com Hope.

― Marcel está com Hope, Elijah. Você sabe que ela o adora – o híbrido respondeu, segurando a porta de entrada para o hall do prédio, que Davina morava, aberta para que o irmão mais velho passasse. – Além do mais, nós representamos os vampiros da cidade.

― Eu represento os vampiros da cidade – Elijah corrigiu, apertando o botão do elevador e esperando que o mesmo chegasse.

Klaus de ombros, como se quisesse dizer que aquilo era apenas um detalhe, então respondeu:

― Nós somos a realeza, temos que estar presente no retorno triunfal de Davina, não acha irmão? – os dois originais entraram no elevador e subiram para o nono andar em silêncio, até que Klaus resolveu falar novamente: — Está com medo de ver Hayley e Jackon juntos?

Elijah lançou um olhar assassino para Klaus, com o canto dos olhos e não verbalizou nenhuma resposta. Lembrou-se do que Davina tinha dito mais cedo, sobre ele não fazer o “seu tipo” e negou incredulamente com a cabeça. Quando é que tinham desenvolvido aquele tipo de liberdade?

Klaus foi quem bateu na porta e moveu-se impacientemente quando demoraram para atender. Olhou para Elijah como se pedisse algum tipo de explicação e o mais velho simplesmente deu de ombros e recostou-se na parede. Sabia que ninguém ouviria batidas na porta com a música alta do lado de dentro. O híbrido cansou de esperar a boa educação do anfitrião e abriu a porta, esquecendo-se de que ele nunca fora convidado para entrar.

― Elijah, vá buscar Davina – ele falou entredentes, perdendo a paciência rapidamente.

Elijah entrou elegantemente, encontrando a bruxa entre alguma garotas da mesma idade e outras mais novas.

― Boa noite – ele cumprimentou, ouvindo um mix de batidas de corações acelerados com sua presença. – Niklaus precisa de seu convite para entrar.

Ela acenou positivamente e esquivou-se das colegas com quem conversava, seguindo em direção a porta. Ele podia ser o mais nobre dos homens, mas ainda fazia parte daquele gênero. Teve tempo suficiente, enquanto seguia a bruxa, para analisar o que ela usava. Uma saia preta justa em seu corpo, modelando-o até um pouco a cima de sua cintura e uma camisa solta branca, transparente que evidenciava uma marca de tinta em sua costela. Uma tatuagem. Ele elevou uma sobrancelha, interessado no que dizia naquela frase, mas quando aguçou sua visão para ler, ouviu um ruído ecoando em seus ouvidos que, lentamente tornou-se mais nítido:

― Elijah? Eu estou falando com você.

― Perdão. O que dizia? – ele respondeu, voltando rapidamente para a realidade.

― Primeiro: essas suas ausências estão começando a me assustar e segundo, eu dizia que não sabia que você e Hayley... – Davina quase vacilou nas palavras novamente, mas desta vez foi capaz de consertar antes de dizer algo embaraçoso. – Eu não sabia que ela tinha se tornado alfa.

― Muitas coisas mudaram desde quando você deixou a cidade – ele respondeu e por mais que Davina quisesse acreditar que aquilo que ele dizia era só sobre o reinado de Hayley, ela soube subitamente que ele se referia ao relacionamento dos dois também.

― Olá, Klaus – ela cumprimentou, abrindo um sorriso que não desejava realmente mostrar. – Não posso dizer que estou feliz com a sua presença, mas ela se faz necessária para os negócios, então entre.

Ela girou em seus calcanhares tão rápido que uma ligeira brisa atingiu os dois irmãos Mikaelson, levando com ela o perfume cítrico que a mulher usava. Klaus a seguiu com os olhos, com uma expressão divertida e, em seguida, olhou para o irmão mais velho.

― Aparentemente a criança cresceu – disse lentamente, saboreando as palavras. – E não só psicologicamente, se é que me entende.

― Niklaus! – Elijah repreendeu em alto e bom som, mas sua mente concordava com o irmão mais novo.

― Você pode bancar o nobre, Elijah, mas eu sei que concorda comigo – Klaus falou, apontando o dedo no peito de Elijah e atraindo parte da atenção para si. O pequeno momento tenso entre os irmãos durou poucos segundos, o híbrido soltou uma risada e continuou: Vamos, eu preciso de uma bebida.

Pouco tempo se passou até que Klaus decidiu que era hora de encher a paciência de outro convidado, em vez de dedicar todo o seu tempo para Elijah, deixando o irmão mais velho a sós com sua bebida, no sofá. Rapidamente o Original tornou-se entediado com a música que não o agradava, a bebida que parecia não ser forte o suficiente e os próprios convidados que pareciam infelizes com sua presença. Ainda havia um resquício de medo que servia para manter todas as facções submissa aos Originais. Então, ele, antes que pudesse notar, estava ouvindo a conversa alheia.

― Então, como é a faculdade?

― É do jeito que todos dizem por aí... As melhores festas vocês viverão lá.

Ele ouviu um suspiro triste.

― Nós nunca poderemos ir para faculdade, Davina. Sabe que nossos pais não permitiriam que nos afastássemos da magia ancestral.

― Se eu for a líder, eu mudarei isso e tenho certeza de que os Mikaelson vão me apoiar.

Elijah fez um gesto negativo com a afirmativa de apoio. Ele sequer sabia prever se o irmão mais velho concordaria com o lanche da escola de Hope.

― Nós não confiamos neles – uma das garotas falou e mesmo sem ver, Elijah sentiu o peso dos olhares sobre si. – Por que você confia?

― Não confio totalmente em Klaus, mas Elijah...

― Também já se provou não ser digno de nossa confiança – outra voz feminina a cortou.

― Vocês confiariam nele se tivessem feito o que eu fiz – a bruxa falou num tom superior e Elijah quase corou com a história que sabia que ela contaria. – Ele foi me buscar em minha faculdade, mas meu melhor amigo era um caçador de vampiros e o reconheceu, resumindo toda a história, nós montamos um plano onde ele fingiria estar morto e no meio do caminho eu tive a chance de dar um belo de um soco bem no meio...

― Já lhe disseram que ouvir a conversa alheia não é de bom tom, Elijah? – a voz de Hayley soou divertida e bem próxima do ouvido do original. Ela sentou-se ao seu lado no sofá, agarrando o copo de whisky que ele tomava e que já estava completamente aguado por várias pedras de gelo terem sido derretidas ali. – Então, essa história do soco é verdade?

― Você também estava ouvindo – ele respondeu, sorrindo na direção da híbrida. – Infelizmente tenho que admitir que é verdade.

Hayley soltou um riso quase histérico, o que fez Elijah temer que Klaus talvez estivesse ouvindo a pequena história de Davina. Ele desviou os olhos da morena.

― Eu tenho que dar os parabéns para ela, Elijah – Hayley falou tranquilamente, apoiando uma mão na coxa do vampiro e dando pequenas batidas. – Não é todo dia que alguém consegue socar um Original bem onde dói.

― Como é que você sabia que eu estava ouvindo? – ele perguntou, olhando primeiramente para a mão de Hayley que agora descansava tranquilamente em sua coxa e depois para seus olhos.

― Você estava sentado, com essa expressão abobada no rosto, com a bebida quase caindo de sua mão. Então eu resolvi ouvir o que elas falavam, para ver o que teria de tão interessante no assunto de bruxas adolescentes e então vi que você começava a sorrir de um jeito envergonhado e... – Hayley se interrompeu quando Elijah segurou sua mão firmemente, não tinha notado que ela começava a deslizar maliciosamente pela perna do Original. Ela baixou a cabeça e então entoou – Desculpe-me. Ainda é tão...

― Difícil – ele completou em um suspiro. – Eu sei, mas Jackson está bem ali, ele não ficaria feliz se visse o que estávamos fazendo e Davina está tentando mostrar que consegue unir vampiros, lobisomens e bruxas sem que nenhuma cabeça perca o encaixe de seu corpo. – ele lançou um último olhar significativo para Hayley, analisando seus lábios bem delineados e prometendo a si mesmo que teria que controlar-se melhor. – Eu tenho que ir. Klaus irá buscar Hope amanhã de manhã.

― Ela não para de falar em vocês – Hayley comentou, tentando amenizar o clima pesado que planava sobre eles, então finalmente levantou-se, ao mesmo tempo em que Elijah caminhava em direção a porta.

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentem ;)