Notas iniciais
aparentemente não desistam nunca das histórias que acompanham pessoal, um dia a gente volta kkk

Capítulo 23

Dhalia encarava o convite para uma festa no complexo Mikaelson com um pequeno sorriso travesso naquele rosto que não lhe pertencia realmente. Ela achava engraçado o fato de que os sobrinhos realmente esperarem por ela aparecer em uma festa em meio ao caos, era como se eles pensassem que ela não estivesse viva há mil anos, assim como eles. Não seria facilmente enganada.

— Então não vamos a festa? – perguntou uma de suas seguidoras fieis.

— Não, criança. Estaremos ocupadas com o próximo passo de nosso plano.

O pequeno grupo formado pelas seguidoras da bruxa se entreolharam de soslaio, desconfiadas e ao mesmo tempo com uma pontinha de animo crescendo dentro delas.

— Qual o proximo passo? – uma delas perguntou com cautela.

— Meu tempo está acabando, se não conseguir Hope, terei que esperar o próximo primogenito e levando em consideração que meus sobrinhos são vampiros, isso talvez não aconteça com tanta facilidade. Então, preciso tirar do meu caminho a única peça que me impede de atacar com vantagem. – ela respondeu com tom enigmatico, deixando o rebuscado convite de lado e respirando profundamente. Ficou em silencio por um segundo, esperando que alguém entendesse o conceitu subentendido.

— Os pais? – entoou a mais jovem do grupo, não deveria ter mais do que 16 anos.

— Não, querida – ela falou sem nenhum pingo de ternura na voz. – A bruxa, Davina.

Dhalia pode palpar a hesitação. Ir contra vampiros não era realmente um problema para sua pequena seita, mas atacar uma igual… do mesmo coven, não seria uma ideia facilmente aceitada. Seu elo com o mundo dos vivos ficava a cada dia mais fraco, nem todo poder do mundo era suficiente para mante-la sem um corpo definitivo. Era como se seus receptaculos fossem fracos demais.

— Não planejo fazer nada contra seu corpo físico – tranquilizou imediatamente. – Mas tenho notado o elo afetivo entre ela e meu sobrinho. Pretendo iniciar meu golpe minando essa relação.

O clima imediatamente ficou mais tranquilo, como se aquela fosse uma ideia genial. Alguma das bruxas até começaram a sorrir. Afinal de contas, o relacionamento de Davina com Elijah não era bem visto na comunidade.

— E como fará isso? Elijah é impenetravel – uma delas comentou, receosa. – Sabemos que se algum deles ali tem alguma noção de moral, esse alguém é ele.

— De fato. Elijah vive sobre um código moral, mas não sabemos como ele se comportará quando não sobrar nenhuma humanidade para guiá-lo.

Elas se entreolharam novamente, cheias de duvidas. Dhalia revirou os olhos.

— Já podem parecer menos descrentes, meninas. – Ela exigiu.

— Sabemos que um vampiro tão velho não pode simplesmente desligar a humanidade e mesmo se pudesse, Elijah dificilmente faria, já que seria um risco para própria sobrinha.

— Exatamente, criança. Isso é o que eu quero que ele se torne. Um risco para familia, para Davina e para a melhor amiga que começou a vida de vampira agora. Talvez, se Klaus for tão previsivel quanto espero, Elijah acabe com uma adaga no coração pelo próximo século. Com isso, teremos uma bruxa emocionalmente abalada demais para conseguir ser pareo para mim. Agora vão descobrir o que eles pretendem com essa festa e porque querem nos atrair para lá. – ela ordenou por fim, dispersando o pequeno grupo no mesmo momento em que começou a chover.

Então se preparou, como se o plano já estivesse traçado desde o inicio, quando voltou ao plano dos vivos. Em um pequeno altar, montado em um cemitério afastado do French Quarter, ela começou a juntar os ingredientes necessários para seu feitiço. Por todo o tempo que estivera em alerta, escutando rumores sobre sua familia, nunca soube sobre qualquer um dos irmãos desligando a humanidade, então estava ciente do quão dificil seria para tornar isso possivel para Elijah.

Com um punhal afiado, ela fez um profundo corte em sua mão. Deixou que o sangue escorresse para dentro de um recipiente de argila, enquanto murmurava palavras em uma lingua há muito extinta. O feitiço seria mais fácil se estivesse em seu prórprio corpo, já que pertencia a mesma familia do alvo, mas concentrou-se, buscando a energia mistica que sabia ser capaz de canalizar.

Sua mente visualizou Elijah, cada feito do vampiro que ela já tinha observado, o elo entre a familia e, por fim o elo recentemente formado com Davina. O cantico entoado por seus labios nunca cessou.

Ela mergulhou os dedos no próprio sangue e iniciou movimentos anti horarios, agitando o liquido que tornava-se cada vez mais escuro, o pequeno rodamuinho que formou-se ao centro já movia-se sozinho quando ela retirou os dedos.

Quando pensou em Davina novamente, ela pode sentir que a bruxa também estava concentrada em um feitiço particular e pela proporção de energia contraria a sua, soube que era algo grande. Aproveitou-se daquilo. Toda energia era energia afinal, ela drenou o feitiço de Davina para que o seu próprio pudesse se concretizar, sabendo assim que qualquer fosse a armadilha que planejavam, já não podiam mais contar com o elemento surpresa.

O sangue enegreceu completamente e era possivel ver, refletio na fraca luz que emanava o rosto do vampiro, inicialmente sorridente, transformar-se em uma mescla de impassividade. Dhalia estava proxima ao fim do feitiço quando seu nariz e olhos começaram a sangrar. Sentia que aquele corpo não era forte o suficiente para manter o feitiço e sair vivo, mas não podia desistir naquele momento. O sangue escorria por sua face, da mesma tonalidade do conteudo sobre o altar.

Ela pegou o recipiente redondo cheio do sangue enegrecido e encantado, virou o conteudo sobre a própria cabeça, sem nunca parar de murmurar o feitiço e então desmaiou. Sentiu seu espirito novamente sem corpo vagar sem rumo pelo cemitério e então observou o corpo sem vida que tinha deixado para trás.

De volta ao complexo…

Davina murmurava o feitiço em voz baixa, com os olhos fechados, sentindo que estava praticamente concluido quando… Nada. Sua magia parou como se aquilo já não fosse mais possível. Ela se sentiu extremamente exausta, abriu os olhos somente para encontrar os olharems ansiosos dos vampiros que tentava ajudar.

— O que houve? – perguntou Marcel, preocupado. – Ainda me sinto da mesma forma.

— Eu também – concordou Rebekah.

— Eu… Não sei. – ela confessou. – Não consegui concluir o feitiço, foi como se minha magia tivesse simplesmente parado.

Klaus bufou.

— Não é forte o suficiente para o feitiço?

— Preciso ir embora. Vou até minha casa, buscar informações no meu grimório, talvez lá eu encontre uma razão – Davina se explicou, levantando-se e batendo as mãos sobre a coxa. Ignorando completamente a pergunta de Klaus.

— De jeito nenhum – Hayley protestou, desconfiada. – Fique aqui, um de nós pode buscar os grimórios para você.

Davina fuzilou a híbrida com o olhar. Afinal, quem ela pensava que era para simplesmente lhe dar ordens?

— Quem foi que colocou você no comando? – Davina devolveu, dando dois passos em direção a Hayley, que curiosamente pareceu adorar aquela reação. Parecia completamente disposta a lutar.

Elijah colocou-se entre as duas rapidamente.

— Nós não precisamos brigar entre nós. Já temos problemas o suficiente – poderou. – Marcel, pode ir buscar os grimórios de Davina?

Davina estreitou os olhos, notando que Elijah concordava com Hayley, mesmo quando era educado demais para dizer claramente.

O vampiro assentiu com a cabeça, ciente de que poderia sair somente ao por do sol, mas mesmo assim deixou a sala em que estavam, subitamente o drama das mulheres de Elijah lhe pareceu muito mais do que estava disposto a ouvir.

— Davina, por que não vem comigo? – Elijah pediu cordialmente, oferecendo sua mão a bruxa, que fingiu não ver e se dispôs a seguir o vampiro para os andares superiores do complexo.

— Agora também desconfia de mim? – Davina perguntou ligeriamente irritada.

— Mas é claro que não. O mais seguro é que fiquemos juntos por hora, sabe disso. – ele justificou calmamente.

Davina revirou os olhos. Ainda em duvida sobre o que acreditar. Ela só queria descobrir o que – ou quem – tinha interferido em seu feitiço. Ambos chegaram rapidamente ao quarto de Elijah, cômodo que ela tinha pouco visitado neste tempo todo que estavam juntos. Ela respirou fundo e virou-se de frente para o vampiro.

— Elijah, sem mais rodeios. Preciso saber o que houve entre você e Alexis. O que aconteceu para que você compartilhasse seu sangue com ela?

Elijah hesitou por um momento. Sabia que havia parte da história que preferia que a bruxa não soubesse. Tinha plena noção do que tinha acontecido entre ele e a garota há pouco transformada. Respirou fundo, tentando ao máximo montar a história que fizesse sentido, com o máximo de honestidade possível, sem realmente contar sobre o breve momento entre os dois.

— Davina, eu… Alexis estava visivelmente entediada, vivendo uma vida que ela não pediu e não merecida viver. Estávamos presos aquela casa enquanto passávamos o dia cuidando da segurança de Hope, então naturalmente nos aproximamos. – ele fez uma pausa, analisando as expressões da bruxa. Davina estava impassível, olhando para ele fixamente e acenando a cabeça positivamente. – Ela demonstrou certo fascínio pelo fato de eu consumir sangue. Perguntou diversas vezes o sabor e…

Ele sabia que responsabilizar Alexis completamente era errado, mas também não queria admitir o quão entediado estava por seguir aquela rotina.

— Então você achou que deveria oferecer o seu? – ela completou, elevando uma sobrancelha. – Há mais alguma coisa nessa história que eu deveria saber?

— É claro que não.

— Então porque evita todos os detalhes? Você é um vampiro milenar, Elijah, mas ainda é um homem. E mente como um – ela alfinetou, ligeiramente ofendida.

Ele engoliu em seco.

— Não é exatamente isto que você está pensando. — Ele se justificou, provando a si mesmo o que ela tinha acabado de falar. Revirou os olhos mais para si mesmo do que para ela. – Eu também estava entediado e morto de preocupação com você, D.

Ele fez menção de tocar o rosto de Davina com sua palma, porém ela não permitiu.

— Continue.

— Pouco antes de todo esse drama com Dhalia, nós tivemos um breve momento de felicidade, nós vivíamos de uma maneira confortável aqui e então, tudo voltou a girar em torno de Klaus e em como faremos para que nossa família não seja destruída – ele confessou. – Eu estava tão entediado quanto ela, mais do que quero admitir. Então me perdoe se por um segundo a impulsividade falou mais alto do que meu controle. Você estava desaparecida, eu pensei que estivesse morta. Não há justificativas, mas nunca tive intenção de transformar Alexis e, para todos os fins, se não fosse pela minha indiscrição, ela estaria morta.

Davina suspirou, finalmente baixando a guarda. Era bom ver o lado humano de Elijah as vezes, a trazia de volta a uma realidade menos cruel do que a que eles viviam. Ela permitiu que ele a tocasse dessa vez e até exibiu um pequeno sorriso.

— Satisfeita? – ele perguntou, complacente.

— Sim, foi tão difícil assim?

— Bem mais do que você imagina, amor. – ele saboreou a ultima palavra sair de seus lábios e gostou de como soava. – Não é fácil admitir que não sou sempre o nobre, disposto a me colocar de lado pelos outros. Mas, me diga. Por que precisava tanto desta informação?

— Alexis é minha melhor amiga desde quando escapei dessa loucura de NO há anos, eu a amo. Mas, no passado, nós dividimos coisas demais… Se é que me entende e as vezes parece que ela gostaria que você não fosse exceção a regra – Davina explicou pausadamente. Segurando Elijah pelo paletó e puxando-o para si de uma maneira possessiva. – E eu não pretendo dividir o meu vampiro Original.

Elijah riu tranquilamente e a puxou para um beijo rápido.

— Seu vampiro Original? – ele indagou, com um sorriso malicioso.

— Exatamente – ela afirmou. Voltando a beijá-lo por mais um segundo. – Elijah, nós precisamos nos arrumar para a festa. Tenho que ir para casa.

— Acho que podemos nos atrasar um pouco – ele sugeriu, de uma maneira irresistivelmente irresponsável. – Venha.

Ele a conduziu até o banheiro e por um momento Davina duvidou que algo poderia ser mais majestoso do que aquele cômodo. Enquanto ela observava os detalhes, absorta, Elijah abriu as torneiras da grandiosa banheira quadrada e despejou alguns sais de banho, observando a agua preenchê-la lentamente.

Davina tinha quase certeza que todo o banheiro era feito em mármore puro, questionou-se o quão rica aquela família era e então imaginou Klaus hipnotizando banqueiros a lhe ceder grandes quantias de dinheiro e tudo fez sentido. Ela não sabia ao certo quais eram os meios financeiros da família Mikaelson, mas gostava sempre de colocar Klaus como o grande vilão. As toalhas sobre a pia eram todas brancas, com um enorme M bordado em dourado, havia um espelho majestoso que ia até o teto.

— Gosta do que vê? – Elijah perguntou, retirando seu paletó, conforme o vapor da água quente tomava o banheiro. Ele caminhou em direção a Davina enquanto ia afrouxando o nó da gravata.

— Vocês tem bom gosto – ela elogiou. – O que está fazendo? – perguntou quando Elijah sumia rapidamente do seu campo de visão e sentia as mãos dele em seus ombros, afastando seus cabelos para o lado.

— Beijando você – ele esclareceu enquanto pousava os lábios úmidos no pescoço da bruxa. Notou que ela arrepiou com o toque suave. – O que acha de um banho?

As mãos de Elijah estavam na cintura de Davina e ele mordiscava os ombros dela, ouvindo o pulsar de seu coração e desejando toma-la. Davina sentiu um puxão para trás e sentiu certa pressão em suas costas quando ele a puxou para si. Ela inclinou a cabeça para o lado, expondo o pulso de sua artéria, sabendo que o tentaria. As mãos dele escorregaram por baixo de sua blusa solta de babados e ela sentiu o toque do vampiro em sua barriga, acariciando e lentamente subir até seus seios. Escolhera o dia certo para não usar sutiã.

— Me parece uma ideia ótima – ela flertou, suspirando ruidosamente e agradecendo mentalmente por estarem com as torneiras da banheira ligadas, atrapalhando a audição do restante dos vampiros presos ao complexo. Ela sentiu a mão de Elijah acariciar seus seios e sentiu algo pulsar atrás de si. Sorriu maliciosamente, virando rapidamente para olhá-lo.

— Você é impossível – ela comentou e ele elevou as duas mãos para o alto, inocentando-se com um sorriso cafajeste.

Elijah desabotoou sua camisa social e a retirou, exibindo seu tronco muito bem trabalhado, nu. A banheira já estava cheia o suficiente para eles, emanava um odor delicioso odor cítrico e o banheiro estava completamente cheio de vapor. Elijah foi até a banheira e fechou as torneiras, retirando o resto de suas roupas e virando para Davina, sem qualquer pudor.

Ele riu ao captar o olhar dela, correndo de cima a baixo, examinando seu corpo. Havia muito tempo desde a ultima vez que estivera tão confortável com uma mulher. Ele estava duro, não tinha nenhuma vergonha em exibir-se para ela. Ele umedeceu os lábios com a língua e passou as mãos nos cabelos.

— Você vem? – ele convidou, entrando na banheira. O toque quente da água em sua pele o fez arrepiar.

Elijah, pelo amor de deus! Sabe que posso te ouvir. Todos nós podemos. Ele ouviu a voz de Rebekah, em súplica pelo que estava por vir e escolheu ignorá-la completamente.

Davina estava presa em um tipo de torpor inebriante. Nunca imaginou-se naquela situação com Elijah. Ele exibiu completamente seu corpo e surtiu o efeito que esperava. Tirou as palavras da boca de Davina e as ações de seu corpo.

— Davina? – ele chamou, fazendo-a despertar de seu pequeno devaneio. Davina gostaria de ter podido fotografar aquela cena, mas supôs que a guardar em sua mente seria suficiente, por hora. Ela livrou-se de sua blusa, exibindo seus seios intumescidos e já ia retirando sua calça quando ouviu a voz dele, em tom de comando. – Devagar.

Ela entendeu o que ele queria rapidamente. Retirou sua calça e calcinha lentamente e virou de costas, deixando que ele visse somente sua bunda. Ela passou as mãos por seu corpo lentamente e então virou-se de frente novamente.

— Vem aqui – ele pediu, com desejo no olhar e a observou caminhar lentamente até ele. Gostou da forma que ela entrou rapidamente na brincadeira, observou o movimento suave de seus seios enquanto ela encurtava a distancia entre eles e segurou sua mão enquanto ela entrava na banheira.

Davina sentou-se ao lado de Elijah e colocou uma de suas mãos na coxa do vampiro, submergiu parte de seu corpo enquanto apoiava sua cabeça no encosto da banheira, exibindo novamente seu pescoço.

— Isso é um convite? – ele perguntou, com a voz rouca, entrelaçou seus dedos com os dela e puxou a mão de Davina para onde ele estivera desejando há dias. Guiou os movimentos enquanto esperava que ela respondesse – Olha o que você faz comigo – ele gemeu.

Com a outra mão, Davina afastou os cabelos do pescoço, enquanto continuava masturbando-o. Ela entendeu o ritmo que ele queria, enquanto sentiu que ele parou de conduzir sua mão.

— Podemos chamar desta forma – Ela disse e exibiu o pescoço.

Antes que ele a mordesse, ele mordeu o próprio punho e ofereceu a ela sangue o suficiente para que ela se curasse e baixou sua mão para entre as pernas de Davina, acariciando-a no ponto certo. Ela sentiu os dentes de Elijah perfurarem sua carne ao mesmo tempo que ele deslizou o dedo para dentro dela, então gemeu. Um pouco mais alto do que pretendia.

Ele sorveu alguns goles, afastou seus dentes e sentiu as caricias de Davina, enquanto continuava a acaricia-la também. Ela gemia baixinho. Observou a ferida em seu pescoço cicatrizar enquanto ele a beijava lentamente.

— Eu amo você – ele sussurrou, afastando suas mãos e alcançando uma esponja de banho, esfregando os ombros da bruxa.

— Eu também amo você – ela sussurrou, acelerando os movimentos com as mãos, notando que fazia com que ele perdesse a concentração no que estava fazendo. Sorriu maliciosamente enquanto ele recostava-se sobre a banheira e deixava que ela continuasse o que estava fazendo. – Gosta disso? – provocou.

A água da banheira formava pequenas ondas conforme os movimentos dela tornavam-se mais rápidos e intensos. Ele gemeu, fechando os olhos e acenando positivamente com a cabeça. Sabia que estava mais próximo do que gostaria de atingir o ápice.

Davina beijou o pescoço de Elijah e subiu os lábios para os ouvidos dele.

— Isso é algo que eu não quero dividir – ela falou. Soltando-o subitamente e passando suas pernas por cima dele.

Elijah abriu os olhos e sorriu para ela.

— Eu sou seu – ele falou pausadamente, como se quisesse que cada palavra fosse guardada. – Vem, seja minha.

Ele sentiu o encaixe perfeito entre os dois e a sentiu quente ao redor de si. Suas mãos subiram para os seios desnudos de Davina e os apertou gentilmente enquanto ela cavalgava lentamente. A agua da banheira começou a vazar para fora da banheira. Estava fazendo o seu melhor para satisfazê-la, mas sabia que não duraria muito. Ele fechou os olhos de maneira apertada e ouviu o riso safado de Davina, ao mesmo tempo que ela gemia de uma forma desesperadamente sensual.

Ela queria fazer com que ele perdesse o controle e viu que estava sendo bem sucedida. Acelerou os movimentos sobre Elijah, sabendo que daquela forma ele terminaria muito antes do que ela.

— Davina, assim eu não vou conseguir segurar por muito tempo – ele esclareceu, ainda de olhos fechados, desceu suas mãos para a bunda de Davina e, apesar de querer satisfaze-la, ele a segurou com força, aumentando a intensidade e a profundidade da penetração. – AH!

Davina notou que ele gemeu alto e seus olhos reviraram um pouco, mesmo fechados. Sentiu seu pênis pulsar dentro de si e continuou até notar que ele tinha gozado.

— Oh, o que eu vou fazer com você? – ele indagou de uma maneira cínica, ainda dentro dela.

Antes que Davina pudesse responder, ela sentiu que ele a pegou no colo e a próxima coisa que notou era que estavam na cama de Elijah, completamente molhados. Ele estava sobre ela, entre seus joelhos e baixou seus lábios para sua área intima. Acariciando seu clitóris com sua língua. Movimentos lentos e certeiros.

Ela sabia que os outros vampiros iriam ouvi-la, mas não se importou, gemeu alto o nome do vampiro, como se quisesse realmente marca-lo como seu. Sentia as carícias de Elijah e agradeceu repentinamente por estar com um homem que tinha um milênio de vida. Ele sabia o que fazia e como sabia.

Sentiu os dedos de Elijah deslizarem pra dentro de suas carnes molhadas enquanto ele sugava delicadamente seu clitóris. Ela puxou os lençóis da cama, mordiscando seu lábio inferior com força. Ele era deliciosamente sábio.

Aparentemente a festa começou mais cedo para Elijah” , ele ouviu a voz do irmão e sabia que ele dizia aquilo com um sorriso malicioso.

Não podemos culpa-lo por ser feliz”, Rebekah devolveu.

Vocês podem parar de ouvir se quiserem”, disse Alexis.

Davina gozou com intensidade. Elevou seu tronco da cama e bagunçou completamente os lençóis enquanto ele continuava a acaricia-la. Então puxou Elijah para si.

— Preciso ir embora – ela resmungou – Ou sinto que jamais sairei de sua cama

— Por um segundo considerei não sair. Você é deliciosa – ele delicadamente usou um lençol para limpar a umidade que ela tinha deixado por todo seu rosto. – Teremos tempo para mais.

— Eu quero agora – ela choramingou, brincalhona.

Rapidamente ele estava entre suas pernas, pronto novamente. Davina franziu o cenho. Já vira Elijah ser humano demais por um dia. Sabia que tinha a obrigação de montar um plano B para aprisionar Dhalia e precisava por a cabeça em ordem. Não podia permitir que seu desejo falasse mais alto.

— Elijah… — ela chamou atenção, olhando para baixo.

— O que foi? Não é a única que poderia continuar isso aqui por horas. – Ele beijou os lábios dela brevemente e então, deitou-se para o lado.

— Por mais que seja maravilhoso, eu preciso de um plano b para…

— Para que possamos pegar Dhalia e por um fim nesse pesadelo na vida de Hope. Eu sei – ele completou, com o tom um pouco amargo. – Eu só gostaria poder ignorar todos esses problemas e…

— Eu sei. Eu também. Teremos nosso tempo – ela consolou. Levantando-se um pouco da cama e alcançando o membro ainda rijo de Elijah. Ela o beijou ali, travessamente e sentiu o corpo dele responder.

— Vá embora antes que eu mude de ideia – ele falou, lutando contra todos seus instintos de toma-la para si novamente.