Notas iniciais
Acho que dessa vez eu sumi por quase 20 dias. Me perdoem, realmente. Eu já estou de férias e vou tentar atualizar a fic com mais frequencia! Beijos.

Klaus já estava acordado há muitas horas quando finalmente decidiu sair de seu quarto e descer até a cozinha. Como híbrido, a alimentação com sangue não lhe era estritamente necessária, mas ainda desejava saborear a bebida quando estava estressado. Preocupava-se mais uma vez com a segurança da filha e a cada dia que passava aquilo parecia mais e mais uma situação interminável.

Assim que ele entrou furtivamente na cozinha, como sempre costumava fazer, pegou Alexis desprevenida, enquanto ela revirava a geladeira.

― Bom dia novata – ele cumprimentou ironicamente, observando a pressa da garota. – Se pensa que escondo as joias de família na geladeira, devo dizer que está procurando errado.

― Eu estou procurando por outra coisa – ela informou, sem sequer olhar para o híbrido.

― Como vai a sede? – Ele perguntou, segurando um pequeno sorriso que insistia em querer brotar em sua face.

Alexis parou de procurar instantaneamente e virou para olhá-lo. Se ela não fosse uma vampira provavelmente teria olheiras, Klaus podia notar que a garota não tinha dormido sequer uma hora durante a noite. Havia alguns respingos de sangue em sua camisa branca, o que sugeria um pequeno descuido ao beber das bolsas. Ele riu minimamente, colocando o dedo indicador sobre sua boca.

― Isto não tem a menor graça, Klaus – ela rebateu, impacientemente com a voz elevada. – Ninguém me disse que eu sentiria tanta sede... Fome.... Tanto faz.

― Bem-vinda a nossa sina, love – Klaus falou com falsa resiliência na voz. – Ou a de vocês. Sou híbrido, não sinto tanta sede assim.

― Como é que eu me transformo em um híbrido? – Alexis perguntou, realmente interessada e apressada pela resposta.

Klaus passou pela garota lentamente, abriu a porta do freezer e dali retirou duas bolsas de sangue. Uma delas ele entregou para Alexis, a outra ele furou e despejou em um copo de whisky que ele pegou do armário.

― Você não se transforma – ele falou lentamente. – Para ser híbrido você precisa primeiro ser um lobisomem, depois precisa do meu sangue, depois do sangue da cópia Petrova humana ou de minha filha. E não teria muita lógica drenar o sangue de minha filha para fazer híbridos, não é?

― O que é uma cópia Petrova? – Alexis perguntou de uma maneira confusa, como se já não estivesse acompanhando toda a mitologia sobrenatural e, de fato, não estava.

― Elijah é o seu criador. Ele é quem supostamente deveria lhe ensinar tudo sobre nosso mundo – Klaus apontou um dedo para Alexis. – Mas eu farei isto por ele. A dopplegänger é um ser humano, que nasce idêntico a outro a cada 500 anos, já a Petrova, é uma linhagem de cópias, que minha mãe usou para prender meu lado lobo, coisa que desfiz há anos, mas infelizmente a que tínhamos acabou se transformando em vampira e a mais antiga morreu.

Em outra parte do complexo...

Hayley tinha acabado de chegar no complexo e pulou a parte onde deveria cumprimentar as pessoas que a consideraram como família por tanto tempo, indo diretamente até Hope, que brincava tranquilamente no próprio quarto sobre a vigia de Elijah.

― Bom dia, Elijah – o Original reconheceu a voz de Hayley em suas costas e rapidamente virou para olhá-la.

Ele exibiu um pequeno sorriso em cumprimento e balançou a cabeça, fazendo menção de andar em direção a sala de reuniões e deixa-la passar algum tempo com a criança, mas a híbrida não permitiu sua passagem, já que correu em sua direção bloqueando-a.

― O que está fazendo? – Ele perguntou, estreitando os olhos e analisando a posição do corpo de Hayley.

― Você me deve algumas explicações – ela cobrou. – Como pode não perceber que bruxas estavam atrás de minha filha?

― Como é? – Ele perguntou com certa indignação. – Como pode me culpar pelo o que sequer aconteceu? Eu não posso sair na luz do sol, Hayley.

Ele notou que as narinas da híbrida se dilataram assim que ele terminou de falar. Desde quando se transformara em híbrida e rainha da matilha dos crescentes ela tinha ficado extremamente sem paciência e, aparentemente, sem capacidade de observar e ponderar.

― Você era o único ali que realmente poderia defende-la e em vez disso perdeu tempo flertando com a recém-nascida – ela acusou.

Elijah franziu as sobrancelhas e cerrou os dentes lentamente. Hayley estava perdendo o juízo ou era simplesmente aquela manhã que ele estava sem paciência para as acusações sem sentido?

― Eu não estava flertando com ninguém, a garota morreu. Há mais pessoas no mundo, Hayley. Hope não era a única em perigo, de fato Alexis era quem precisava de mim no momento – Elijah levou dois dedos aos olhos e os massageou, procurando por sua paciência para lidar com o temperamento protetor da híbrida. – Não tenho culpa que seu marido é um lobo e não pode dividir a cama com você, não desconte sua frustração em mim.

Elijah sentiu uma batida pesada contra seu peito e depois sentiu o baque em suas costas contra a parede. Hayley o segurava daquela maneira, ele puxou o ar com dificuldade, devido a batida nas costas e em seguida ficou mentalmente preparado para uma possível luta. Ela poderia ser mais forte que vampiros comuns, mas não do que um Original.

A íris da híbrida estava amarela. Elijah devolveu a aparência transformada que ele também possuía escondida.

― Eu não quero machucar você, Hayley. Afaste-se de mim – ele avisou. – Hope é minha sobrinha e sua filha, nós somos uma família.

― Não ouse dizer que somos uma família quando você sequer se importa com o que aconteceu com minha matilha – ela acusou novamente.

― Você falou corretamente. Sua matilha. Eu me importo tanto com sua espécie quanto você com a minha – a voz dele tornava-se uma ameaça letal a cada palavra que ele falava.

Elijah sentiu algo perfurar seu peito, na verdade, cinco. Ele olhou para baixo e Hayley tinha transformado sua mão, parcialmente, em dedos enegrecidos com garras compridas. Ele gemeu com a dor e fechou os olhos, controlando-se ao máximo para não quebrar o punho de Hayley e junto com os ossos toda a confiança que ela tinha para desafiá-lo.

― Mãe? – A voz de Hope soou exigente, mesmo para uma garota tão jovem.

Hayley virou a cabeça para a filha, sem retirar suas garras do peito de Elijah. Talvez por um breve momento, a híbrida pensou que o clima tenso acabaria como da última vez, com os dois tendo um tipo de despedida na cama, mas Elijah parecia impenetrável agora, aquilo feriu um pouco o ego dela, já que depois de tantos anos o tendo a sua mercê, a rejeição não era o sentimento mais fácil de ser digerido.

― Fale, querida – Hayley cantarolou falsamente, enquanto Elijah tentava se desvencilhar de suas garras com descrição.

― Por favor, não brigue com o tio, ele não teve culpa – Elijah direcionou seu olhar a Hope e sorriu gentilmente para sobrinha, enquanto sentia as garras de Hayley desaparecerem de seu peito.

― Nós não estamos brigando, lobinha – Hayley confortou, se afastando rapidamente de Elijah, que mais do que depressa desapareceu da sala, deixando as duas a sós por um longo período, até que a própria híbrida resolveu que estava na hora de ir para a reunião.

Uma vez que todos os representantes estavam sentados ao redor de uma mesa comprida, para oito pessoas, Klaus colocou seus cotovelos sobre a mesa, observando lentamente cada uma das pessoas que tinha convidado. Ao seu lado direito sentava Elijah, com uma expressão ainda confusa que ele tentava disfarçar pelo o que tinha acontecido há pouco, do lado direito sua irmã Rebekah, parecendo não se importar muito para o que diriam. Ao lado de Elijah estava Marcel e Hayley. Ao lado de Rebekah, Davina e Alexis. A cadeira da outra ponta estava vazia.

― Então, devemos começar? – Ele iniciou, colocando sobre a mesa o pingente que Elijah havia arrancado do pescoço do primeiro corpo que Dhalia possuiu. – Nós não conseguimos destruir isto.

― E realmente não importa – Davina fez sua voz ser ouvida. – Isto libertaria vocês da maldição, mas não impediria o retorno dela.

― Então o que sugere, D? – Marcel estimulou, claramente inconsciente do mau humor da antiga protegida.

― Sugiro outro plano. Todos nós sabemos que Dhalia é um espírito sem corpo, esperando que Hope fique suficientemente forte para que ela se instale no dela, mas e se ela nunca conseguir isso?

― Espero que isso não seja uma sugestão que afete minha filha – Hayley falou de mau humor.

― É claro que não, vai muito além dela – Davina continuou. – Eu estudei muito no tempo em que estive fora e lembrei-me do que fizeram com a mãe de vocês. Transformaram ela em vampira, para que perdesse os poderes e nunca mais pudesse pular para outro corpo, mas isto não será fácil com ela. Ela não deixará que vocês se aproximem e além do mais é muito forte.

― Chega de rodeios, Davina – Rebekah cortou. – Fale logo o que você pretende.

Davina inspirou lentamente e segurou o ar em seus pulmões. Era difícil lidar com vampiros as vezes. Eles tinham todo tempo do mundo para ouvir, ao mesmo tempo em que não tinham a paciência necessária e, depois, reclamavam das falhas da natureza.

― Eu pretendo desligar a magia do French Quarter.

― Você deve ter perdido o juízo – Klaus protestou.

― Davina, se fizer isto todos nós morrermos.

― Como é? Eu acabei de viver de novo, não quero morrer – Alexis falou, com os olhos arregalados.

Todos falavam ao mesmo tempo, ao passo que Davina tinha ambas as mãos erguidas, tentando pedir algum silêncio.

― SILÊNCIO – Elijah falou, com a voz alta, causando o exato efeito que pretendia. – Deixem ela falar.

Davina lançou um olhar pelo canto dos olhos para Elijah e não o agradeceu. Ela respirou fundo e colocou o cabelo atrás da orelha.

― Vocês não vão morrer, todo feitiço tem uma falha e este em especial transforma vampiros, bruxas e lobisomens em simples humanos. No caso de vampiros, ele não refaz o momento da morte, simplesmente retira suas vantagens.

― Como nós deveríamos matá-la se não poderemos ouvir, chegar rápido e ser invulneráveis? – Questionou Rebekah.

― Por isso nós faremos uma festa. Dhalia não tem ideia de que nós sabemos que ela está de volta, por isso comparecerá como qualquer humano faria, com a intenção de levar Hope. Nós teremos tempo suficiente para encontrar e matar – Davina falou rapidamente. – O feitiço dura 24 horas, então fiquem fora de problemas que não podem resolver como humanos.

― E quanto a matilha? – Hayley perguntou.

― Quando a magia for desativada, podemos destruir o amuleto do modo que mais lhe agradar.

― Quando começamos? – Marcel perguntou, com um pouco de ânimo na voz.

― Imediatamente, se agradar a vocês – Davina virou-se para o lado por um momento, pegou um mapa da cidade de dentro de sua bolsa e um frasco com areia. – Façam os convites e certifiquem-se de todas as bruxas falem sobre esta festa.

Klaus pareceu extremamente feliz com a agilidade de Davina, de modo que foi o primeiro a levantar da mesa, seguido por todos exceto Elijah, que ficou para trás. O vampiro foi em direção da bruxa e a abraçou por trás, sentindo o perfume suave que emanava de seus cabelos.

― Obrigado por ter passado a noite – Ele agradeceu num sussurro direto no ouvido da bruxa.

― Pode me explicar porque sua camisa social, geralmente impecável, está toda rasgada? – Ela perguntou diretamente, não era como se ela fosse simplesmente ignorar aquilo.

Meses atrás, Elijah teria problemas sérios com aquela sujeira toda e agora ele parecia um pouco sem jeito de ter que se explicar. Aquilo a deixava um pouco irritada, já que nos últimos dias muito pouco foi realmente explicado. Sua melhor amiga agora descendia de Elijah e ela sequer sabia como, exatamente, tinha acontecido.

Ele pigarreou lentamente e afastou os cabelos dela do ombro para em seguida pousar sua cabeça naquela região.

― Hayley teve um acesso inexplicável de raiva e descontou em mim – Ele explicou.

Davina revirou os olhos. Hayley, outra vez. Sempre que a híbrida estava no complexo era como se o clima ficasse incrivelmente mais pesado. E ela sabia exatamente como Elijah se sentia a respeito da híbrida.

― Ainda sente algo por ela, Elijah? Seja honesto – Ela pediu, virando-se para ele e encontrando-o perto demais. Aquele homem era uma tentação ambulante e ela precisava de um pouco de ar, que não estivesse impregnado por seu cheiro.

Ele fez um gesto negativo com a cabeça e se afastou um pouco, quase como se a pergunta o tivesse ofendido.

― Ainda sente algo por meu irmão falecido?

Davina franziu as sobrancelhas. Ela não entendeu porque Elijah devolvera a pergunta de uma maneira tão ofensiva.

― Kol está morto há anos – Ela respondeu prontamente, colocando ambos os braços na cintura. – Hayley está viva e caminhando por aí.

― A morte não é justificativa para deixar de amar alguém – Subitamente a voz de Elijah transformou-se em algo mais rude.

― Se você ainda nutre sentimentos pelos mortos, fale por você. Kol foi um amor adolescente, eu sinto muito por não ter conseguido trazê-lo de volta a vida e é só – Davina estava até um pouco ofegante, Elijah conseguia ser completamente irritante quando queria. – E você não respondeu minha pergunta, Elijah!

Ele se aproximou tão rápido que Davina não conseguiu notar o momento exato, só sentiu o puxão rápido pela sua cintura e em seguida uma parede em suas costas e a boca dele tomando a sua. Ela não conseguiu resistir ao beijo e ele tornou-se tão intenso que ela teve de se afastar para poder respirar.

― Não está claro? – Ele perguntou, um pouco ofegante também. – Ela tentou arrancar meu coração e você pergunta se eu ainda sinto algo por ela. Amo você – Ele acariciou a pele da bochecha de Davina. – Desculpe por eu ter trazido a história de Kol à tona.

― Você foi mesmo um completo idiota, Elijah – Davina acusou, cruzando os braços e aumentando a distância entre eles. – Vá ajudar seus irmãos, se continuar me beijando desta forma nunca conseguirei fazer esse feitiço.

Só então Davina notou que eles estavam no segundo andar do complexo. Elijah a tinha tirado do chão e subido até ali rápido e imperceptivelmente. Ela realmente subestimando o poder do vampiro e constantemente o fazia. Ele sorria de uma forma cafajeste.

― Me coloque exatamente no local de onde me tirou – Ela exigiu.

― Você sequer notou, não foi? – Ele perguntou, segurando firmemente na cintura dela e saltando para o andar debaixo, em seguida a colocou em segurança no chão. – Nos vemos mais tarde – Ele a puxou para outro beijo, pelo queixo e com certa delicadeza, desaparecendo em seguida.

― Ele é quente – Alexis falou, surgindo aparentemente do nada. Aquela mania pegava fácil.

― Você não faz ideia – Davina concordou.

Notas finais
E aí, gostaram? Então até logo!