Bound To You.
18 17. Speed of Pain
Notas iniciais
Klaus andava de um lado para o outro, com o celular na mão, escutando tudo e cada palavra que Rebekah dizia, de uma forma tão rápida que exigia toda sua concentração para não perder nenhuma palavra da irmã.
A maioria do tempo Rebekah dizia a Klaus para ser paciente com Elijah e não fazer nada estúpido como enfiar a adaga no peito do irmão, coisa que o híbrido já tinha cogitado fazer.
― Há tempos não o via desta maneira.... Tão obstinado a encontrá-la e, no entanto, tanto silêncio como resposta – Klaus dizia, ao telefone com a irmã Rebekah.
― Há tempos ele não vê uma chance como essa, Klaus – Rebekah informou.
Klaus caminhou em círculos por um breve momento, em silêncio. Conseguia ouvir ao fundo a risada de Hope e aquilo o tranquilizou.
― O que quer dizer com isso?
― Pense, Nik – Rebekah falou. – A última vez que Elijah esteve tão apaixonado a garota estava grávida de um filho seu, não era muito fácil lidar com esse sentimento.
Klaus fez um gesto positivo com a cabeça, como se tivesse esquecido que a irmã não podia vê-lo. Ele carregava consigo um copo de whisky cheio de sangue.
― Você e Rebekah já podem parar de falar de mim como se eu não pudesse escutar – Klaus e Rebekah escutaram a voz suave de Elijah e ambos sentiram-se desconfortáveis por terem sido pegos no flagra.
― Nos falamos depois, Rebekah. Cuide de Hope – Klaus orientou e desligou o telefone no segundo seguinte. – Elijah, o que acha de trocar de lugar com Rebekah?
O amuleto ainda não tinha sido destruído. Mesmo com a união dos cinco elementos da natureza, que era eficaz para destruir qualquer objeto que fora previamente construído com mágica, mostrou-se ineficaz. Então os vampiros começaram a adaptar-se rapidamente a sua nova vida e os lobos... Ninguém realmente se importava além de Hayley.
― Está tentando me afastar de Nova Orleans – Elijah afirmou, colocando as mãos dentro dos bolsos de sua calça social.
Klaus olhou de maneira impaciente para Elijah. Ele bateu as mãos nas coxas e aproximou-se do irmão mais velho. Desta vez não havia cautela alguma em seus olhos.
― O que você espera? Que eu deixe você ficar e que fique observando você procurar por sua namorada como se nada mais importasse? – o híbrido lançou.
Elijah mudou o peso do corpo de uma perna para a outra e manteve o contato visual com Klaus, seu rosto era tão sério que por um segundo Klaus pensou em hesitar.
― É a minha obrigação procura-la. Só fazem dois dias e você já está impaciente, Klaus. Diga-me, o que vale uma vida para você se não for a sua?
Klaus apontou um dedo para Elijah, como se desejasse avisá-lo de algo. Seus lábios crisparam-se e os olhos azuis ficaram frios.
― Você deveria preocupar-se com sua família. Hope está há 4 horas de sua mãe e pai enquanto nós estamos de mãos atadas aqui, sem saber se sua bruxa está morta e foi completamente inútil para nós e se Dhalia voltará ou não em outro corpo.
Elijah tentava conter-se ao máximo. Não desejava entrar em luta corporal com Klaus naquele momento, apesar de as palavras de seu irmão mais novo serem ácidas e provocativas. Suas mãos fecharam-se em punho dentro do bolso de sua calça e ele sentiu o impulso de usá-los, mas reprimiu em um sorriso vazio.
― Inútil? O que você tem feito desde o início de tudo isto que não foi preciso a ajuda de Davina? – disse Elijah.
Klaus deu um passo à frente na direção de Elijah. Os dois bambolearam até estabilizarem suas posturas frente a frente. Seus narizes estavam próximos demais e nenhum dos dois desviava o olhar. Aquilo era realmente uma briga de grandes egos. Por muito mais do que uma única vez Klaus desejou empunhalar Elijah, pelas costas ou frente a frente. Quando apaixonado, o irmão mais velho conseguia ser irritante.
Elijah estava preparando-se para discursar sobre como Klaus mantinha todas as mulheres do lado de fora, com medo de ser abandonado. O patético medo infantil que o híbrido nunca foi capaz de superar. Ele respirava lentamente, olhando nos olhos azuis do irmão mais novo firmemente.
O híbrido sentiu seu celular vibrar no bolso e atendeu a chamada antes mesmo de ver quem ligava. Surpreendeu-se ao ouvir a voz dela do outro lado da linha, afastou-se meros dois passos de Elijah e exibiu um sorriso maldoso no rosto.
― Olá, love. Imagino que queria falar com Elijah – ele apontou. – Peço desculpas por meu irmão mais velho, ele acabou jogando o próprio aparelho em uma parede quando pensou que você estava morta.
Os olhos de Elijah arregalaram-se um pouco ao ouvirem a insinuação de Klaus. Se fosse quem ele imaginava... Não sabia como reagir. Meio segundo depois, Klaus passou o telefone e ele o levou a orelha e aguardou.
― Elijah? – era a voz dela, estranhando o fato de ele ter ficado em silêncio. O coração do vampiro aqueceu-se um pouco e pareceu estar menos quebrado. – Elijah? Você está aí? – ela chamou novamente. Havia algo em sua voz, preocupação, talvez.
― Estou – ele falou num sussurro e estreitou os olhos desconfiadamente, pensava que talvez tudo aquilo fosse um teste de Klaus, para quem ele lançou um olhar acusatório, para tentar distrair sua mente. – Onde você está?
― Não posso dizer, mas estou segura – ela não sussurrava e o vampiro notou que seja lá o lugar em que ela estivesse, fazia muito, muito eco. – Desculpe por não ter ligado antes... Eu acordei há pouco tempo.
― O que está acontecendo? – novamente o vampiro fechou as mãos em punho. Não gostou de ouvir que ela estava desacordada todo este tempo.
― Eu me liguei a você sem querer por que... – ela hesitou em dizer o motivo. – Bem, porque eu... – Era incrivelmente difícil para Davina dizer para Elijah que estava apaixonada, ainda mais quando havia uma chance de ele não sentir o mesmo. Afinal, tudo o que aconteceu podia ter sido a mais simples atração física. – Não importa. Quero que saiba que estou bem e segura e logo estaremos juntos.
Elijah sabia que seu irmão estava com os ouvidos prontos para ouvir sua conversa, então suspirou profundamente, aceitando o pouco que Davina lhe ofereceu sobre seu paradeiro e seu bem-estar. Ele contraiu um pouco a mandíbula, gostaria de ouvir a voz dela por mais tempo.
― OK, então. Acho que é só. Se não tem nada a dizer – a voz dela tornara-se um pouco ríspida. O silêncio por parte do vampiro a tinha ofendido de certo modo e Elijah tinha notado, então resolveu ignorar a presença enxerida de Klaus e consertar seu pequeno erro.
― Se apresse. Sinto sua falta – ele tentou usar o tom mais gentil que conhecia e ao ouvir-se falar, achou que soava convincente.
Klaus sorria diabolicamente e logo que Elijah desligou o telefone, ele falou:
― Se não quer que eu escute sua conversa, precisa de um celular novo, irmão.
― Isto é tudo o que preciso fazer? – Elijah perguntou ironicamente. – Devia ter me dito antes.
Fale com o autor