Notas iniciais
Oi pessoal, não se assustem com a quantidade de palavras desse capítulo, é só que eu errei ao falar pra vocês que ia ser nesse o hentai e acabei tendo que unir dois capítulos pra poder fazer pra vocês como eu disse. Espero que vocês gostem e não deixem de me dizer o que vocês acharam! Beijos e ansiedade a mil pelos comentarios de vocês!

Alguns dias mais tarde, Davina sentia-se em condições de finalmente realizar os feitiços necessários para manter Hope a salvo. Ela e Klaus tinham chegado até uma propriedade há quatro horas de Nova Orleans.

A casa era de madeira branca em estilo vitoriano e nada muito elegante ou que atraísse muita atenção. Não havia vizinhos em volta por um raio de 3km, distância que Klaus achou pertinente manter de olhares curiosos humanos. O quintal era preenchido por grama verde e duas arvores de tamanho médio, uma o híbrido instalara um balanço simples e a outra começava a florescer. Era possível flagrar coelhos selvagens na parte da manhã através da janela do quarto que pertencia a Hope.

Davina estava trabalhando há horas, de forma que o almoço passou sem qualquer comida tocar seu estomago. Feitiços de proteção eram geralmente fáceis de se fazer, mas não quando aplicados a uma casa enorme e sobre pressão de um híbrido mal humorado. É claro que Klaus não precisava comer realmente, portanto andava pelos cômodos da casa carregando um copo cheio de whisky.

Quando a bruxa terminou de blindar completamente a casa, ela dirigiu-se para o quarto de Hope, onde as paredes possuíam tons de cinza claro e detalhes em lilás. Os móveis eram brancos e havia uma prateleira cheia de bonecas antigas.

― Ela gosta de colecionar – disse Klaus, surgindo silenciosamente atrás de Davina. – Rebekah acha essas bonecas apavorantes.

― Esses olhos de vidro não ajudam muito – Davina pontuou.

― Como se sente trabalhando para nós novamente? – ele perguntou, com um sorriso presunçoso no rosto.

― Estou trabalhando COM vocês, Klaus. Espero que isto esteja suficientemente claro – Davina alertou.

Ele deu de ombros e tomou um pequeno gole da bebida em seu copo.

― Quando pretende tomar o controle das bruxas?

Ela soltou uma risada seca e completamente sem humor. Sem dúvidas, aquele era o Original que menos gostava.

― Quando os problemas dos vampiros deixarem de tomar meu tempo – esclareceu de forma ácida. – Ainda não descobri um feitiço que me permita estar em dois lugares ao mesmo tempo.

― Os problemas de um Original em particular não parecem lhe atrapalhar, bruxinha – Klaus ironizou, seu tom tornara-se ligeiramente malicioso.

― O que você quer dizer com isto?

― Nada, love – Klaus respondeu prontamente, erguendo seus braços em rendição, ele virou as costas ao ouvir o ruído de pneus de carro sendo freados – Hope chegou, esta é minha deixa.

Davina ficou uns minutos parada, refletindo sobre a afirmação de Klaus. Não demorou muito para ela associar um nome ao vampiro que o híbrido se referia. Elijah. Ela revirou os olhos, abanando a mão no ar e descendo para o primeiro andar para ajudar Rebekah sair do carro sem se queimar.

Ela, Alexis e Camille fecharam rapidamente as cortinas das janelas, enquanto Klaus afastava Hope de qualquer situação estressante. Pai e filha brincavam no jardim enquanto as outras mulheres se ajudavam. Assim que os ambientes caíram em penumbra, Cami desenrolou uma cortina preta, grande o suficiente para cobrir as três com folga e então caminharam juntas para o carro totalmente insufilmado.

― Se essá loucura não for resolvida logo, instalarei vidros com filtro ultravioleta – Rebekah queixou-se, entrando na casa escurecida pelas cortinas negras. Ela desenrolou-se do pano e sentou-se no sofá.

― Acho que já está tudo certo, então. Vou voltar para Nova Orleans, as bruxas não devem sentir minha falta ou de Klaus – Davina comentou, enquanto recolhia seus grimórios, guardando-os em uma mochila.

Para sua total infelicidade, só tinha um carro disponível e precisaria ir acompanhada por Klaus durante quatro ou mais horas até a cidade.

― Ei, Davina! – Chamou Rebekah, no instante em que Davina guardava algumas velas importantes.

A bruxa caminhou até a vampira e sentou-se ao lado dela no sofá.

― Se importa se eu fizer uma pergunta? – Rebekah sorria gentilmente, o que despertou uma suspeita no fundo da mente de Davina, que fez um gesto afirmativo com a cabeça. – O que sente por Elijah?

― O quê? – Davina perguntou, surpresa. O que estava acontecendo com aquela família? Todos tiraram o dia para se intrometerem em assuntos que não lhe pertenciam? – Eu... Eu sei lá, Rebekah. Que tipo de pergunta é essa?

― Uma bem direta, querida – Rebekah respondeu de uma maneira cínica, exibindo agora um sorriso de má vontade.

― De onde tirou essa ideia?

― Elijah não permitiu que você fosse ao complexo nos ajudar quando os lobos ficaram loucos, hoje tive de garantir cinco vezes que você havia dito que está forte o suficiente para fazer os feitiços para Hope. Veja, ele geralmente não se importa tanto. Quero saber se o que meu irmão sente vai por uma via de mão única.

― Desculpe, Rebekah, mas isto não é de sua conta ou de Klaus – Davina respondeu brevemente, sem muito ânimo. – Sei como um Mikaelson protege outro Mikaelson, mas Elijah é um adulto há mil anos, não precisa de babá para os sentimentos dele.

A bruxa havia encerrado aquele assunto, pelo menos do seu ponto de vista. Refletiu brevemente sobre sentir ou não algo por Elijah e concluiu que se importava com ele mais do que com qualquer um de seus irmãos. Sim, ela sabia que estava nutrindo algo por aquele homem, algo que não queria conversar sobre com a irmã mais nova ou com o híbrido Klaus, sabia que o achava atraente apesar de continuar dizendo que não. Achava a presença de Elijah calma e aconchegante, mas não conseguia ignorar os defeitos e as monstruosidades que faziam parte dele.

― Agora preciso voltar a Nova Orleans para me intrometer em mais problemas de vampiros – Davina fingiu estar desanimada para ajudar Elijah.

― O que vai fazer, D? – perguntou Alexis que permanecera estranhamente calada até então.

― Ajudar Elijah com a maldita porta vermelha – Davina conseguiu visualizar Rebekah rir debochadamente, através da visão periférica.

Davina bateu a porta atrás de si rapidamente, antes que qualquer uma das duas conseguisse empurrá-la ainda mais contra a parede. Correu para dentro do carro simplesmente por achar que deveria e Klaus, que já estava aguardando, deu partida no veículo.

― O que acham disso? – Rebekah perguntou.

― Ela não quer admitir que Elijah a deixou completamente de pernas bambas – Alexis palpitou.

― Ele tem esse efeito nas mulheres – Cami comentou zombeteiramente.

Por incrível que pareça, a viagem de volta foi incrivelmente silenciosa. Klaus parecia estar ocupado demais com seus planos de dominação mundial, o que deu a Davina a chance de dormir ao som das próprias músicas no mp3.

Assim que chegaram a mansão, Klaus a deixou e rumou para outro lugar. Ela não sentiu vontade de perguntar para onde o híbrido estava indo, já tinha problemas o suficiente e logo notou que o complexo estava estranhamente silencioso.

Davina caminhou calmamente até uma das salas de estar e se sentou, esperando que Elijah aparecesse. Ela sabia que de alguma forma, ele já sabia de sua chegada.

― Boa noite – ele cumprimentou aparecendo de uma sombra, aparentemente. – Está se sentindo bem?

O ar preocupado no rosto do vampiro a fez lembrar que tudo o que tinha no estômago era algumas torradas do café da manhã e agora já era noite. Sentia-se um pouco enjoada pelo longo tempo sem comer e pelo esforço psíquico dos feitiços.

― Não é nada, eu só estou com o estômago meio vazio – ela contou, dando de ombros. – Vamos começar?

― É claro que não. Vem, eu vou achar algo para você comer – ele indicou o caminho para a cozinha e caminhou na frente por um tempo.

― Então há comida de verdade em uma casa de vampiros? – Davina indagou de uma forma brincalhona. Era fácil ser ela mesma com Elijah, ele não parecia estar pronto para soltar perguntas indevidas.

― Minha sobrinha alimenta-se de comida humana – ele informou de maneira casual. – Talvez eu deva cozinhar algo.

Elijah ponderou honestamente, após avaliar todo o tipo de salgadinhos que havia estocado em seus armários. Talvez comida de verdade faria melhor.

― Oh, não Elijah. Não precisa de tanto – Davina negou educadamente.

― Não confia no meu potencial culinário? – ele indagou com uma expressão divertida no rosto. – Massa com uma taça de vinho, o que acha?

Davina sorria para ele também. Era inevitável.

― É melhor ficar gostoso – ela respondeu e piscou duas ou três vezes, sendo incapaz de acompanhar os movimentos do vampiro, selecionando os ingredientes e dispondo-os sobre o mármore dos armários da cozinha.

Ela ficou em silêncio no primeiro momento, observando-o cozinhar, também em silêncio. Era engraçado vê-lo com um pano sobre o ombro, usando um terno como roupa de cozinheiro.

― Sabe o que isto parece? – ela perguntou, enquanto fazia um aceno positivo com a cabeça, quando ele ofereceu a primeira taça de vinho. Sabia que não deveria beber com o estômago vazio, mas se ia fazer aquela sugestão, precisava da coragem que o álcool propiciava. Ela bebeu um pequeno gole e só respondeu quando Elijah desviou os olhos dos tomates que picava com uma faca afiada e olhou nos dela. – Um jantar romântico.

Davina lançou a isca e esperou, esperançosamente, que o homem à sua frente a mordesse.

― Podemos chama-lo assim – o sorriso de Elijah surgiu de uma forma incrivelmente cafajeste. A bruxa gostou do que via. – Exceto, talvez, pelo fato de eu não fazer o seu tipo.

― Você não esquece? – ela perguntou, levando uma mão ao peito de maneira teatral, como se estivesse ofendida. Elijah deu de ombros de uma forma brincalhona e voltou-se para a panela, despejando os tomates. – Isso tem um cheiro maravilhoso!

Elijah bebeu todo o seu vinho e serviu-se de um pouco mais, depois arrumou a mesa, baixando um pouco a luz ambiente.

― Não se preocupe, os vampiros estão trabalhando e Klaus está no bayou com os lobos – o vampiro comentou, ao notar um vinco de preocupação entre as sobrancelhas de Davina.

Ela sorriu novamente e ele notou o quanto admirava aquele sorriso e aqueles lábios. Logo a comida ficou pronta e ele serviu os dois. Sentaram-se na mesa e só então Davina aceitou mais vinho em sua taça. A bruxa experimentou a comida de maneira hesitante, como se estivesse com medo que o cheiro bom fosse completamente oposto ao sabor.

― Você cozinha bem – ela parecia surpresa.

― Seu tom me ofende – ele brincou, levando a comida a própria boca e bebericando um pouco do vinho.

Davina riu do modo como Elijah a respondeu, de certa forma ele realmente pareceu meio ofendido por ela estar surpresa com o sabor da comida. Eles comeram em silêncio por um tempo, onde Elijah retirou seu paletó que parecia estar atrapalhando-o e colocou a roupa pendurada na cadeira.

― Pensei que vampiros não comiam, muito menos cozinhavam – ela confessou.

― Eu sou um vampiro especial – Elijah respondeu, dando de ombros com um sorriso superior no rosto.

― Elijah... Posso fazer uma pergunta? – Davina perguntou hesitante, Elijah elevou os olhos para ela e fez um aceno positivo com a cabeça, parecendo um pouco desconfiado. – Você sente algo por mim?

Ele hesitou. Parou de mastigar a comida que estava em sua boca e só a engoliu uns segundos mais tarde, terminou de beber seu vinho e subitamente seu sorriso sumiu.

― O que foi que Rebekah disse a você? – perguntou.

― Talvez ela tenha insinuado algo hoje a tarde – Davina disse imediatamente, surpresa com o fato de ele associar a pergunta imediatamente a irmã.

Elijah sabia que naquela pergunta tinha um dedo de Rebekah. Ele nunca tinha dito algo, mas estava demonstrando demais perto de uma irmã excessivamente perceptiva e ansiosa para que ele se apaixonasse novamente. Em seu interior, sabia que seu coração já havia permitido que Davina se instalasse, sabia o que sentia, mas não era fácil colocar em palavras quando todas as relações que resolvera investir foram um tremendo fracasso.

― Você não é o tipo de cara que diz o que sente, não é mesmo? — Davina perguntou, enquanto enchia sua taça de vinho, ela não deu muito tempo para Elijah responder, pois continuou em seguida. – Ótimo, por que eu também não sou. Acho que nós combinamos.

Ele ficou terrivelmente quieto. Era a segunda vez que alguém pontuava aquela característica nele, mas a primeira que parecia gostar. Elijah sorriu, podia dizer que Davina estava sendo sincera unicamente por olhar naqueles belos olhos azuis que lentamente tornavam-se a sua perdição.

Ela sorria constantemente, sentia-se a vontade com aquele clima sedutor do jantar a meia luz, com Elijah sentado próximo, incapaz de desgrudar os olhos, com a conversa sincera e sem nenhuma restrição, com a compreensão mutua. A bruxa ficava ainda mais feliz por não ter de dizer nada sobre seus sentimentos, já que eles eram tão confusos agora.

Uma pequena parte insistia em gritar e espernear para ser ouvida enquanto dizia que ela sairia física e mentalmente machucada de um relacionamento como aquele, enquanto outra a forçava a ver o quão natural as coisas fluíam com Elijah.

Ele se levantou e tirou os pratos da mesa, deixando apenas as taças. Não queria a sessão psíquica que viria a seguir, desejava poder ouvi-la falar a noite toda, já que a voz dela soava como uma música hipnótica para ele.

― Fica tão bonitinho lavando a louça com um pano de prato pendurado no ombro que quase me esqueço que você faz parte da monarquia dessa cidade — ela brincou, fazendo com que Elijah virasse para ela, deixando os pratos limpos sobre a pia.

Davina também saiu da mesa, levando as taças e a garrafa na mão, colocou-as sobre a ilha da cozinha e se sentou sobre o mármore da mesma, ficando com a mesma altura do vampiro.

― Lembra-se de nosso primeiro momento estranho? — ela perguntou, observando-o parar ao lado dela, recostado no balcão.

― Lembro como se fosse ontem. Não foi só o fato de você estar em minha mente que me induziu a agir daquela maneira – Elijah disse, sua voz estava um pouco rouca naquele momento, enquanto ele lembrava-se do ocorrido.

― Então o que foi, senhor Mikaelson? — Davina o olhava com intensidade, captou rapidamente que ele estava olhando para os seus lábios.

Ela brincou com a gravata de Elijah, sabia que estava provocando-o e fazendo com que ele ficasse ansioso pelo o que viria depois. Ela o puxou pela peça de roupa até que o vampiro ficasse entre suas pernas, tão próximo que podia sentir sua respiração e acompanhar os movimentos de seu tórax.

― Seus lábios ficam lindos enquanto fala — Ele elogiou, olhando para o local em que se referia.

Elijah tomou a liberdade de apoiar as mãos nas pernas de Davina, mas tinha a certeza de que não iria mais longe do que aquilo, gostava de testar os limites, as vezes.

― Lembro-me do seu coração acelerando quando pensou que eu a beijaria, lembro-me do cheiro, da temperatura de seu corpo aumentando — ele falou, olhando-a nos olhos. Elijah tinha a voz suave e lenta, os olhos transbordavam em desejo agora. — Posso sentir exatamente o mesmo agora.

― E então, senhor sabe-tudo, o que pretende fazer a respeito? — ele sentiu as mãos dela em seu peito, deslizando para cima e entrelaçando em seu pescoço.

Elijah sorriu maliciosamente. Ela sabia o que estava fazendo e quanto seu toque surtia efeito nele. Seu olhar era quente. Ele subiu as mãos lentamente pela coxa de Davina e a segurou pela cintura, retirando-a do balcão e a segurando longe do chão. Ela pareceu surpreender-se com a facilidade que ele o fazia. Então a beijou, deixando que o corpo dela deslizasse lentamente para o chão enquanto sentia o gosto do vinho em sua boca.

Era tão delicioso beijá-la que Elijah não sentia a menor vontade de parar. Arrastou o corpo de Davina até a parede mais próxima e a segurou contra a parede, com uma mão na cintura dela impedindo que seus corpos se afastassem e a outra na parede. Davina correspondia ao beijo intenso com vontade, como se necessitasse daquilo tanto quanto Elijah, seu corpo inclinava-se e se encostava totalmente no dele e o vampiro gostava do toque.

Ele sentiu a pele ao redor de seus olhos formigarem, sabia que estava perdendo o controle de si, sabia que não poderia continuar com aquilo sem machuca-la, então afastou seus lábios dos dela, mas ela o segurou — para–a total surpresa de Elijah, pelo próprio lábio, mordendo-o.

― Eu ainda não terminei com você – ela resmungou, ainda de olhos fechados.

― Davina, vou machucar você... – ele alertou, agradecendo mentalmente por ela abrir os olhos quando ele finalmente tinha conseguido colocar seus pensamentos no lugar.

― Não, não vai – ela falou seriamente, soltando o lábio inferior de Elijah finalmente e olhando-o nos olhos com firmeza. Queria-o naquele momento e sabia que era reciproco, não ia simplesmente deixar que seus medos o impedissem.

Mesmo vendo que o rosto de Elijah estava uma máscara de sede por sangue, ela não recuou, tornou a beijá-lo com urgência, necessitando sentir aquele gosto por um pouco mais de tempo. Ele hesitou no início, com o medo de machuca-la paralisando-o, mas no outro foi incapaz de retesar-se e se deixou levar por aquele beijo cálido.

Elijah sentiu sua camisa social ser brutalmente retirada de dentro de sua calça e desabotoada com exatidão e rapidez, em seguida o nó de sua gravata foi afrouxado e ele simplesmente separou seus lábios para retirá-la, sentindo as mãos de Davina, quentes, em seus ombros, deslizando a camisa para trás e depois experimentando a textura da pele de seu peito e abdome. Ela mordeu o próprio lábio e seus olhos brilharam em luxúria.

Ela usava uma saia leve, que o fazia considerar sequer tirá-la para fazer o que desejava e que mostrava já estar pronto. Davina retirou a própria blusa leve de seda, vestindo apenas o sutiã e ele tornou a beijá-la, mas agora não só nos lábios. Ele estava por toda parte. Inclinado para beijar seu pescoço lentamente e mordiscando, inclinando-se ainda mais para sua clavícula, presenteando-a com suaves lambidas que a faziam arrepiar. Se havia alguma dúvida sobre a qualidade do sexo, ela já estava há muito tempo longe.

Davina expirou audivelmente e notou um sorriso de satisfação nos lábios de Elijah. As mãos dele eram leves como a de um ladrão sorrateiro e mais do que rapidamente desabotoaram o sutiã de rendas pretas da bruxa, deixando seus belos seios a mostra. Obviamente não eram grandes, mas firmes e rosados. Ela guiou os lábios do vampiro até eles e sentiu o calor da boca de Elijah com um arrepio no corpo e com outro calor entre as pernas. Davina sentiu cada sugada em seu seio com completo prazer e hora ou outra não conseguiu conter um gemido baixo.

Assim que Elijah cessou as carícias, ele a pegou no colo, encaixando-a em uma posição perfeita para que ela sentisse o quão duro estava. Desta vez, o sorriso de satisfação brotou no rosto dela, carregado de malícia e desejo. Ela baixou seus lábios no pescoço dele, fechando os olhos para prova-lo e sentir seu delicioso cheiro amadeirado. Ela arranhou as costas de Elijah, deixando um rastro avermelhado em sua pele, enquanto sentia o vampiro se mover.

Ele a colocou sobre a mesa onde tinham acabado de jantar e ela sentiu seu corpo tremer de excitação, gostou da ideia pouco conservadora de Elijah sobre a primeira vez dos dois juntos, já que esperava algo menos ousado da parte do vampiro. Elijah colocou sua mão no colo de Davina, fazendo uma leve pressão para que ela se deitasse e depositou vários beijos em seu abdome, lentos e incrivelmente quentes para um vampiro.

Davina sentiu as mãos do vampiro em suas pernas, deslizando lentamente para cima e logo estavam em baixo de sua saia, tateando pelas laterais de sua calcinha, reconhecendo a renda do pano e em seguida estimulando seu clitóris de maneira lenta e cruelmente prazeroso. Ela gemeu alto, arqueando sua coluna sobre a mesa, ele acelerou o movimento circular com seu dedo, sentindo que a calcinha de Davina tornava-se cada vez mais úmida.

No momento seguinte ele deslizou a calcinha pelas coxas firmes da bruxa e levantou sua saia para onde estava beijando, retirou rapidamente sua calça e se aproximou, sentindo as pernas dela entrelaçarem-se em sua cintura e puxarem-no para ela.

― Eu quero você agora – ela exigiu, olhando-o com uma luxúria inesgotável nos olhos. Depois os baixou para o pênis ereto do vampiro, analisando-o sem nenhum pudor.

Elijah era proporcionalmente grande nas partes íntimas. Agradavelmente grande, para o ego de uma mulher e ela desejou senti-lo dentro de si. Puxou-o novamente em sua direção, notando que os olhos dele estavam vermelhos. Sentiu que ele encaixava-se em sua entrada molhada e depois quando ele a penetrou, de uma vez, ela gemeu e ele também.

Rapidamente, ele transformou o sexo em movimentos lentos, onde sentia Davina ao redor de seu pênis, úmida e apertada. Fechou os olhos, controlando a vontade de gozar imediatamente, enquanto sua mão segurava com firmeza um dos seios da bruxa. Ele baixou seus lábios nos dela, beijando-a e desejando sentir o gosto de seu sangue, enquanto ouvia seu coração frágil acelerar drasticamente quando acelerou os movimentos com seu quadril.

Seus lábios se afastaram para que pudessem respirar de uma maneira mais compensada enquanto Davina apertava a cintura de Elijah com os pés, induzindo-o a continuar os movimentos rápidos que a deixavam completamente excitada. Ela sabia que logo atingiria seu ápice e quase não controlava as próprias mãos, que arranhavam as costas do vampiro com força.

― Você é tão... – ele pretendia fazer algum tipo de elogio, mas todas as palavras que vieram a sua mente não foram boas o suficiente ou limpas o suficiente para serem ditas. Sua voz estava rouca e seus olhos eram uma mescla, ora vermelhos, ora normais. Davina gostava daquilo.

Ela gemeu novamente, desta vez porque ele a penetrava com força, segurando-a firmemente pela cintura, tudo o que ela sentia era uma mistura de prazeres. Ela mexeu seu quadril, ajudando-o e notou que ele gostava, já que o vampiro fechou seus olhos firmemente, de modo que algumas pequenas rugas se formaram ao lado de seus olhos.

Davina apertou a cintura de Elijah, tornando impossível o movimento de vai e vem, fazendo-o com que ele a penetrasse fundo, quando chegou ao orgasmo. Ela abraçou o vampiro contra seu peito e o segurou naquela posição, sentindo que o membro dele pulsava dentro de si. Sabia que Elijah também tinha chegado ao ápice e podia dizer pela respiração ligeiramente descompassada do vampiro em seu ouvido. Ele ficou completamente imóvel por alguns segundos, respirando profundamente e depois beijou suavemente o pescoço de Davina.

Uma das mãos de Elijah segurava a coxa da bruxa com firmeza, ele elevou levemente seu tronco para olhá-la e viu nada mais do que sua perdição naqueles belos olhos, completamente satisfeitos. De repente, tudo o que ele desejava era ver aquela felicidade todos os dias. Beijou-a nos lábios, lentamente, provando mais uma vez aquele delicioso sabor e depois falou diretamente no ouvido de Davina, com um sussurro rouco:

― O que acha de um banho?

A mente de Davina foi povoada por imagens dos dois em um chuveiro ou banheira e de certa forma ela ansiou por aquilo. Sorriu maliciosamente enquanto se levantava da mesa.

― Não poderia ter sugerido algo melhor.