Notas iniciais
Olá pessoal, como vão? Sentiram minha falta? hahah Espero que sim. Como prometido aqui está o próximo capítulo, tentando recompensar vocês pela demora hahaha Então pessoal, vou me explicar mais uma vez: Minhas aulas da faculdade voltaram, esse é o semestre com maior indice de reprovação e preciso estudar, tipo mesmo. Além da faculdade, faço estágio e iniciação cientifica, além de academia também x_x então tô um pouco sem tempo, mas vou tentar correr pra vocês terem logo o que tanto querem, que eu sei que é o HENTAI. Então vou adiantar e estragar a surpresa SPOILER acontecerá no próximo capítulo. Beijos e obrigada a todos por lerem.

Elijah finalmente chegou ao apartamento de Davina, subiu rapidamente pelas escadas e bateu na porta. Ele sentia-se incrivelmente cansado da luta, não só fisicamente. Sua cabeça não estava nas melhores condições.

― Oh meu Deus! – arfou Alexis, a amiga de Davina, que atendeu a porta.

Ela praticamente puxou o vampiro para o lado de dentro do apartamento e trancou a porta atrás de si. A garota sustentava um olhar preocupado e mais do que imediatamente começou a vascular através das partes rasgadas da camisa de Elijah por feridas. Ele estava realmente sujo de sangue seco. Quando Elijah tinha se sujado tanto, ele não se lembrava. Durante a luta sua mente estava em transe, onde só a besta aprisionada pela porta vermelha era dona de suas ações.

― Você está bem? – Alexis perguntou preocupadamente. – De onde veio todo esse sangue?

― Elijah! – cumprimentou Davina, com uma toalha nas mãos, enxugando os cabelos completamente molhados. Elijah concluiu que ela acabara de sair do banho, o que justificava o fato de Alexis ter atendido a porta. – Como está Marcel? Hope?

― Estão bem, por hora – ele respondeu brevemente, analisando as roupas que a bruxa usava por um segundo. Davina sempre teve uma beleza admirável, mas alguns anos a mais lhe caíram perfeitamente bem. Elijah pigarreou de leve, enquanto trazia sua mente de volta aos assuntos que importavam. – Diga-me, o que há com sua amiga?

Alexis revirou os olhos. O tom que Elijah utilizara para referir-se a ela a ofendeu um pouco. Ela não lembrava-se de todo aquele ar superior.

― Sabe que pode perguntar diretamente para mim ao invés de falar como se eu não estivesse aqui, certo? – Ela falou antes mesmo que Davina tivesse uma chance. – Eu sonhei com a noite da festa, que eu derrubei bebida em você e toda aquela loucura aconteceu. Então, encontrei esses livros de feitiços e procurei no Google. Foi uma longa tarde.

Elijah estreitou seus olhos para ela, umedecendo seus lábios com a ponta da língua. Deslocou o peso de seu corpo de uma perna para outra e fez um pequeno gesto com a mão.

― De fato, uma longa tarde – ele concordou, por um segundo com o ar sonhador e no outro já completamente num tom de homem de negócios. – Davina, precisamos de sua ajuda para tirar Hope da cidade. É arriscado demais com os lobos fora de controle e com todos os vampiros incapacitados pelo sol.

Davina ergueu uma sobrancelha na direção do vampiro, enquanto deixava a toalha molhada sobre o sofá. Ela estranhou o fato de ele ter ignorado completamente a informação de Alexis ter descoberto tudo sobre o mundo sobrenatural, entretanto, ela não questionou.

― É claro. Do que precisam? – ela concordou prontamente.

― Proteja minha sobrinha com um feitiço e oculte a mágica dela, para que Dhalia não consiga encontrá-la. Niklaus encontrará um local seguro o suficiente e então poderíamos desfrutar de outros feitiços de ocultamento.

Davina acenou positiva e lentamente com a cabeça e começou a fazer uma pequena lista mental de feitiços que poderia utilizar. Hope era apenas uma criança e por incrível que pareça, crianças eram as mais difíceis de se ocultar.

― Como sairemos da cidade? Dhalia tem bruxas por todos os cantos, observando. Qualquer movimento diferente, ela notará – a bruxa perguntou, enquanto retirava uma das próprias pulseiras e a enfeitiçava em silêncio.

― Eu posso ajudar – Alexis ofereceu, corajosamente.

― Admiro seu espírito, mas se meu irmão souber sua história, não restará muito de você para ajudar – Elijah falou com honestidade.

Mas Davina conseguiu enxergar muito além naquele momento, então colocou em pauta o seu argumento.

― Ela está a cima de suspeitas, ninguém a conhece aqui no Quarter e podemos dizer a Klaus que você a hipnotizou para ajudar.

Elijah ponderou sobre o que Davina e Alexis ofereciam, em silêncio, observando a rua movimentada através da janela aberta. Alguns momentos depois, sua mente estava divagando em memórias distantes e pouco agradáveis. Estava tão sujo que a cada vez que olhava para sua roupa sentia o controle sobre a porta vermelha esvair-se lentamente. Quando finalmente voltou para o presente, Alexis estava alguns passos mais longe.

― Desculpem minha ausência. – ele pediu educadamente, exibindo um sorriso vazio. — Acredito que podemos usar sua ajuda, Alexis, desde que consiga ser uma boa atriz. Você tomará verbena daqui para frente, mas se Klaus quiser influenciar sua mente, fará o melhor para ser convincente.

― Ele é todo mandão, D. É assim sempre? – Alexis respondeu, não para Elijah. Olhava diretamente nos olhos de Davina, com um sorriso travesso nos lábios.

― Eu não estou acostumado a pedir permissão – Elijah rebateu rapidamente, dando de ombros.

Davina fez um gesto negativo com a cabeça, em desaprovação a provocação da amiga ao vampiro ligeiramente instável naquela sala.

― Então, Elijah, como foi hoje? – Davina perguntou com cautela. – Como conseguiu manter os vampiros a salvo?

― Nem todos sobreviveram, mas tenho de agradecer a porta vermelha desta vez.

― Você conseguiu controlar?

― Não propriamente. É o mesmo que lutar cego por raiva e qualquer um sabe que isto não é sábio – Elijah falou de uma maneira concentrada, gesticulando um pouco com as mãos. – Talvez eu tenha matado alguns vampiros também.

Elijah olhou de relance para suas mãos. Também estavam sujas de sangue. Davina esticou as mãos e segurou firmemente nas de Elijah.

― Deixe-me entrar – ela estava praticamente ordenando. – Alexis, seria melhor se nos deixasse a sós agora.

A única humana no aposento obedeceu sem questionar. Entrou no quarto em silêncio e trancou a porta. Não compreendia nada daquela história de porta vermelha, mas não precisava de um manual para compreender o perigo que era entrar na mente bagunçada de um vampiro.

A bruxa então fechou seus olhos, sentindo a mente de Elijah conectando-se a sua. Desta vez, ela conseguiu vislumbrar a porta vermelha a distância. Estava completamente aberta agora e uma mulher, que ela não conseguiu identificar quem, corria desesperadamente, vestindo uma camisola branca completamente suja de sangue e gritando por socorro. Poucos segundos depois, ela pode ver Elijah. Ou uma parte dele. Os olhos virados, andando devagar. Ele era um predador atrás de uma presa fácil. Davina afastou os pensamentos de Elijah dos seus, sentia-se completamente cansada.

― Davina – a voz dele soava preocupada. Ele desvencilhou suas mãos das dela e observou um filete de sangue escorrer pelo nariz da mulher. – Está forçando demais.

Davina conteve o sangue com o dorso da mão, sentando-se no sofá e pendendo sua cabeça para trás. Ela sentiu uma leve inclinação no sofá quando Elijah sentou-se ao seu lado. Algo dizia para ela que agora aquela porta estava totalmente fechada.

― Eu fiz alguns feitiços hoje, não exagerei – Davina respondeu minimamente, colocando uma pulseira nas mãos firmes de Elijah. – Coloque em Hope, isto vai mantê-la protegida e oculta.

Elijah segurou o objeto firmemente e o analisou de maneira breve. Era uma pulseira de prata, com um pequeno elefante como pingente.

― O que você viu... – ele começou a dizer, mas Davina interrompeu rapidamente.

― Isto faz parte de você, Elijah. Só precisa integrar-se novamente, precisa ser controlado. Eu posso ajudar – ela fez menção de virar seu corpo na direção do vampiro para continuar o feitiço, mas ele a interrompeu.

― Não. Isto é o suficiente por hoje. Não quero que esgote suas forças desta maneira – o tom dele era preocupado e educado. Ele levou o punho aos lábios, mordeu o local e ofereceu o sangue para Davina. – Vai ajudar com o cansaço físico.

Davina encostou sua mão no punho de Elijah e afastou a ferida de seus lábios, recusando o sangue. Sempre pensava que não desejaria morrer com o sangue de vampiro em seu sistema e levando em consideração os dias atuais, morrer parecia um destino real.

― Você está uma bagunça – ela apontou o dedo diretamente no peito do vampiro e falava de forma brincalhona, não desejava ofendê-lo. – Sabe, tem um chuveiro aqui em casa.

― Essa doeu – ele brincou, recolhendo o punho já curado. – Não posso usar seu chuveiro e sair dele sem roupas para vestir.

― Essa não seria uma visão tão ruim – Alexis exclamou, saindo do quarto ao sentir que já não havia tanto perigo assim.

Davina riu em alto e bom som, concordando mentalmente com a afirmação da amiga. Elijah exibiu um sorriso um pouco mais sincero agora, mas levantou-se do sofá e exibiu uma postura rija.

― Eu devo ir embora. Combinarei os detalhes com Niklaus e entro em contato. Enquanto isto, descanse – ele falava sabiamente. – E ensine sua amiga a controlar a língua.