Notas iniciais
Pedimos desculpas pela demora em postar. Com a Melany de volta a faculdade, e eu atarefada na outra fic e em problemas pessoas, acabamos dando um Hiatus na fic BTY.... Mas não se zanguem kkkkkkkk Logo, na verdade até amanhã, tem mais um capítulo! Boa leitura!

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O dia ainda não tinha chegado na metade e a luta contra os lobos tornava-se cada vez mais difícil, já que o objetivo era mantê-los vivos. Hayley e Jackson não iriam gostar se um de seus lobos morressem nas mãos de vampiros apesar de, aparentemente, os lobos não se importarem em morder alguns dos vampiros.

Elijah fazia o melhor para mantê-los em segurança, fazendo com que os animais desmaiassem. Até que finalmente, dois grandes lobos cinzentos finalmente apareceram, ele sabia que eram Hayley e Jackson, mas ambos rosnavam e mostravam os dentes.

― Rebekah! – ele gritou, chamando atenção da irmã que estava visivelmente ocupada com três lobos. Ela os deixou incapacitados e correu para o lado do irmão. – Hayley, controle sua matilha. Nós não podemos mantê-los assim para sempre. Hope está aqui.

Ao citar o nome da criança, o lobo que era Hayley deu um passo para trás, sentou-se sobre as patas traseiras e uivou. Jackson olhou para sua fêmea e a imitou, seu uivo ligeiramente mais grosso do que o dela.

Rebekah olhava de relance ora para Elijah, ora para Marcel. Que segurava Hope nos braços atrás de uma forte e pesada porta de ferro.

Os lobos que ainda estavam acordados eriçaram seus pelos do pescoço e correram para o lado se seus líderes, mesmo os que estavam desacordados pareceram acordar ao comando de Hayley e Jackson.

Eles viraram as costas lentamente, como se estivessem temerosos de virar as costas para os vampiros, saíram caminhando de forma lenta e muito tempo depois, Elijah já não conseguia escutar os corações ritmados da alcateia.

― Não consigo acreditar que acabou – disse Rebekah respirando aliviada.

Marcel saiu de onde estava com Hope e colocou a garotinha no chão. Elijah observou uma ferida em seu braço, fruto de um ataque múltiplo de lobos enquanto ele tentava defender Marcel. Rebekah também tinha sido mordida e inevitavelmente vários outros vampiros tinham sido mortos.

― Precisamos do sangue de Klaus – Elijah comentou, com o olhar distante. – E precisamos descobrir de onde veio esse feitiço

― Nós estamos presos pela real maldição do sol e da lua, Elijah – Rebekah reclamou. – Aposto que foi aquela maldita bruxa. Nós precisamos da ajuda de Davina.

Klaus irrompeu pela porta já completamente destruída pelo ataque dos lobos, com uma expressão raivosa e pronto para matar alguém. Ele mostrou vários pequenos frascos com quantidade suficiente do seu sangue para curar as mordidas de lobisomem. Ele entregou para todos os vampiros que estavam vivos e retirou os corpos do que estavam mortos, expondo-os ao sol, sem dizer uma palavra sequer.

Lentamente, o pôr do sol foi dando lugar a uma noite escura e sem estrelas no céu, refletindo o humor dos vampiros que finalmente puderam sair do porão e entregar Hope nos braços de sua mãe. A esta altura, todos já estavam se sentindo melhor de suas mordidas e completamente curados.

― Então, o que vamos fazer? – perguntou Marcel, colocando as mãos na cintura, pensativo.

― Sugiro reunirmos todos os vampiros que sobraram e leva-los até o cemitério, Davina pode conseguir nos fazer entrar com facilidade – um dos vampiros falou e apesar de estar dando uma sugestão, sua voz parecia autoritária.

― Não. Nós não podemos agir sem cautela, se a bruxa conseguiu manipular vampiros e lobisomens desta forma, isto é uma manifestação clara do quão poderosa ela é – Klaus rebateu, seus olhos estavam marejados e carregados de raiva. – Davina deve vir até nós depois de explicar o que está acontecendo.

― Nós não podemos arriscá-la – Elijah disse prontamente, num tom de ponderação. – Ela é a única bruxa que confiamos, eu vou até ela e retorno antes do amanhecer.

― E quanto aos lobos? – Hayley perguntou, retornando sem Hope nos braços. – Ficarão isolados no bayou novamente? – ela dirigiu seu olhar para Klaus. – Seja lá o que essa bruxa fez conosco, foi capaz de interromper totalmente a magia do meu casamento!

Elijah pensou por um segundo, sentindo a necessidade de limpar-se. Apesar de tudo estar acabado, a sujeira em seu corpo fazia com que ele não se sentisse bem. Ele olhou de relance para Rebekah, que parecia ligeiramente atordoada e assustada.

De fato, a irmã mais nova dos Mikaelson estava assustada. Há tempos não lutava contra uma bruxa capaz de subjugar vampiros e lobisomens ao mesmo tempo. Rebekah olhava para Elijah e tudo que enxergava era a fera que o irmão se transformava, toda vez que algo fazia com que ele abrisse a porta vermelha, olhava para Klaus e observava o híbrido que ficara sem palavras naquela mesma manhã.

― Provavelmente o feitiço que inutilizou nossos anéis é o mesmo que forçou os lobisomens a se transformar – Rebekah falou, com os olhos fixos em nada em particular. – Precisamos nos reunir e fazer um plano. – ela olhou para o irmão mais velho. – Vá procurar por Davina, Elijah, nós precisaremos de uma bruxa capaz de deter Dhalia e precisamos tirar Hope do complexo o mais cedo possível.

― Por que diz isso Rebekah? – indagou Hayley, protetora e curiosa ao mesmo tempo.

― Não poderemos protege-la durante o dia. O complexo é aberto demais, ficaremos vulneráveis. Você e Niklaus são fortes, mas se uma bruxa resolvesse atacar...

― Mas estamos protegidos pelo feitiço...

― Feitiços possuem brechas, Hayley – Klaus cortou de maneira impaciente. – Rebekah está certa. Assim que Elijah conseguir algo com Davina, levaremos Hope para outro lugar – o híbrido tomou cuidado para não falar o lugar que levaria sua filha. Havia muitos vampiros não confiáveis e irritados juntos para arriscar dizê-lo.

Elijah acenou positivamente com a cabeça e esqueceu-se totalmente do banho que deveria tomar para sentir-se mais estável. Agarrou seu celular com tanta força que quase trincou a delicada tela de vidro, o número de Davina estava nas ligações rápidas, ele o discou e esperou que a bruxa atendesse.

― Descobriu algo? – ele perguntou, ao mesmo tempo que entrava em seu carro.

― É claro, eu trabalhei o dia inteiro. Na verdade, não demorou muito mais do que a parte da manhã para que eu descobrisse que Dhalia usou o poder da lua cheia de ontem para basicamente anular o feitiço dos seus anéis e da transformação dos lobos – Davina falou lentamente, como se pensasse que Elijah era incapaz de compreender assuntos de bruxas, fez uma pausa e depois de alguns segundos completou – Você está bem?

― Fisicamente – Elijah falou minimamente. Sua mente estava sendo corrompida por vários flashes de imagens de seu passado e o cheiro de sangue impregnado em sua roupa o deixava ligeiramente confuso. – Como podemos quebrar o feitiço?

Estou trabalhando nisso agora mesmo, todos os meus livros sugerem que o feitiço envolveu muita magia negra e algum tipo de ligação. ― A bruxa parecia verdadeiramente profissional. O que de certa forma o impressionou.

― Onde está Alexis? ― Perguntou ele de forma rápida, não deixando o silencio se tonar constrangedor ou deveras demorado.

Oh... Sobre Alexis... – a confiança de Davina pareceu desaparecer de sua voz rapidamente. – Nós precisamos conversar pessoalmente. Como vai seu controle hoje?

― Não muito bem – ele simplesmente falava, porque com Davina era fácil assim. Mas o fato dela estar hesitante sobre a amiga o deixou intrigado. – Estou chegando.