Bound To You.

12 11. The Real Sun and Moon Curse


Notas iniciais
Olá pessoal, mil desculpas pela demora para postar a fic! Minhas aulas começaram e eu fiquei sem tempo nenhum! Desculpem por eu não responder seus comentários, vou fazer isso depois de postar esse capítulo! Priorizando sempre entreter vocês, ok? Qualquer coisa, se meus horarios ficarem loucos, a Anya assumirá as postagens! Beijos

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As coisas em Nova Orleans estavam ficando cada vez mais obscuras com o passar do tempo. A bruxa que ameaçava tomar o controle do Coven do cemitério, tornava-se mais forte a cada dia e, não era para menos, ela desejava barrar o feitiço de Davina sobre a casa dos Mikaelson e o que a impedia de possuir Hope, mas até o momento, seus esforços mostravam-se ineficientes.

― Georgia! — A líder do coven gritou, em alto e bom som, para uma bruxa adolescente, pálida e de rosto comprido. – Pegue para mim o asfódelo. É o último ingrediente, precisamos acelerar um pouco as coisas aqui.

A garota apressou-se para obedecer sua líder, agarrou um jarro de vídeo com uma infusão da planta requisitada e entregou para Dhalia com as mãos tremendo. Todas ali a respeitavam por simplesmente teme-la.

Declarar guerra contra vampiros e lobisomens que finalmente haviam se entendido não era uma tarefa fácil, nem mesmo para uma bruxa tão poderosa quanto aquela. O corpo que ela escolhera servia aos propósitos, mas não era forte o suficiente. Ela precisava de Hope. Mais dez anos e a garota estaria pronta, mas precisava eliminar a irritante família primeiro.

A bruxa misturou a infusão em um líquido viscoso e negro, lançou um olhar para o céu e fixou-se na gigantesca lua cheia que o enfeitava. A garota ao lado perguntou-se se aquela lua estava mais próxima que o de costume, ou se era apenas sua imaginação.

Dhalia murmurou um feitiço longo e complicado, nenhuma das garotas realmente compreendeu o que ela dizia, já que aquilo não soava como o latim que elas costumavam usar. Era magia negra. Os olhos da bruxa líder tornaram-se tão pretos quanto a mistura, que entrou em combustão espontânea no segundo seguinte. O murmúrio tornou-se mais intenso e sombrio, mas durou pouco mais que um minuto.

― Está pronto – anunciou Dhalia, triunfante.

O líquido havia sumido completamente, por mais viscoso que era, sumira sem deixar vestígios. A bruxa sorria sombriamente.

― Eles não poderão sair no sol? — Perguntou uma das garotas, olhando de soslaio para o local do ritual e notando que não conhecia nenhum dos símbolos.

― Não enquanto eu estiver ligada a este amuleto – Ela mostrou uma pedra lápis-lazúli. Idêntica a utilizada nos anéis dos vampiros. – E os lobisomens voltarão a ficar em sua real forma.

― E agora, o que faremos? – perguntou Georgia.

― Esperamos o primeiro sol da manhã, poderemos ouvir daqui os gritos de vampiros incendiando. Assim que reduzirmos seus números, podemos atrair e tirar do caminho os malditos híbridos pai e mãe. – ela virou as costas para as dez garotas que convocara para o ritual, confiante de que desta vez seu plano não falharia.

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Já era manhã. Elijah sabia, pois sentiu a claridade do sol em seu rosto, mas muito além da claridade que incomodava seus olhos sonolentos, ele sentiu a dor de ser queimado vivo que o despertou instantaneamente. Ele olhou para o próprio abdome que, nu, queimava a luz do sol, algumas feridas sérias já haviam se formado.

Ele levantou-se rápido demais para olhares humanos captarem, correu para uma sombra qualquer do quarto e curou-se, analisando a luz do sol e em seguida sua mão do anel. O objeto ainda estava lá, era impossível ele estar queimando. Foi na direção da luz, como que para testar e expos seu corpo, sentindo-o queimar por completo. Fechou a pesada cortina de veludo vinho, respirou profundamente e escutou Marcel gritar.

Correu rapidamente na direção do quarto que pertencia aquele vampiro e também fechou as cortinas.

― Bom dia, Marcel – ele cumprimentou ironicamente. – Vejo que não é só meu anel que apresenta problemas.

Marcel sequer teve tempo de responder, vários outros vampiros acordaram gritando no complexo, o que exigia medidas rápidas ou todos acabariam entrando em combustão e morreriam. Elijah lançou ao outro vampiro um olhar significativo e acenou positivamente, ambos correram para lugares diferentes, fechando as cortinas e ajudando alguns vampiros a apagarem as próprias chamas.

― O que diabos está acontecendo aqui? – Klaus perguntou, não parecia ter dormido a noite já que vestia a mesma roupa do dia anterior. – Por que esta gritaria toda?

― Nós estamos queimando, Klaus! – Marcel exclamou completamente incrédulo – E da última vez que chequei, ainda estava usando meu anel do dia.

O choro estridente de uma criança foi ouvido por praticamente todos do complexo e minutos mais tarde, Hayley apareceu segurando a criança no colo, ao lado de seu marido Jackson.

― Onde está Elijah e Rebekah? – Klaus quis saber autoritariamente.

― Estou aqui, irmão. E Rebekah dorme tranquilamente em seu quarto escuro – Elijah se apresentou de maneira calma, apesar de ter sido o primeiro a queimar. – Algo está errado com nossos anéis e por hora estamos confinados a ser vampiros comuns.

Hayley lançou um olhar discreto ás roupas de dormir de Elijah, ou a quase ausência delas. Klaus fazia um aceno negativo com a cabeça, Hope parecia chateada por ter sido acordada com gritos.

Subitamente, Jackson soltou um grito alto e alguns de seus ossos da perna quebraram-se violentamente, forçando-o a ajoelhar-se no chão. O casamento com Hayley não fazia dele um híbrido, de modo que ninguém da matilha escaparia do feitiço de Dhalia.

― Mas o que... – Rebekah que parecia ter finalmente acordado, ainda carregava seu tapa-olhos de dormir e vestia uma camisola de seda negra. – Oh meu Deus, Hayley. Tire Hope daqui! Ele está se transformando! Marcel, os vampiros...

― Não podemos sair do complexo, Bekah – Marcel confessou, indeciso sobre olhar para Jackson visivelmente em estágio avançado de transformação ou para Rebekah. – Faça algo, Klaus!

― Leve os vampiros para o porão, tranque as portas – Klaus ordenou rapidamente. – Os que forem mordidos, terão meu sangue. – o híbrido olhou para Hayley. – Transforme-se, lidere sua matilha para fora daqui ou machucarão Hope, Elijah, Rebekah e Marcel.

Hayley sequer pestanejou, entregou Hope para o pai, que rapidamente a transferiu para Rebekah. A vampira correu com a sobrinha, com uma das mãos apoiando a cabeça da garota, para onde Klaus havia instruído, sobrando somente Elijah e Klaus a vista. Hayley, por ser uma híbrida, possuía mais controle sobre a fera dentro de si.

― Precisamos levar Hope para um lugar seguro – Klaus disse diretamente a Elijah. – Os lobos irão atacar o porão e aquele lugar não vai aguentar todos de uma vez.

― Não. Hope fica. Se isto é obra de Dhalia, está tentando fazer exatamente isto, levar Hope para fora – Elijah assumiu, parcialmente, o controle da situação. – Ficarei com os vampiros e os ajudarei a se defender, se necessário. Em último caso, confio Hope a Marcel e eles fugirão, enquanto Rebekah e eu fazemos uma barreira – Elijah apoiou ambas as mãos nos ombros de Klaus, como se o confortasse. – Irmão, precisamos de wolfsbane. Muita. E precisamos de você na sua forma de lobo. Não posso arriscar me queimar agora, preciso de minhas forças.

― A sua besta interior pode se provar muito útil agora, irmão – disse Klaus acenando positivamente e sumindo no segundo seguinte.

Elijah retornou para seu quarto rapidamente, trocando de roupas e ouvindo atentamente mais alguns ossos quebrando e lobisomens gritando em transformação. Respirou profundamente, entrando nas áreas mais sombrias de sua mente. Precisava deixar todo o seu cavalheirismo de lado e ajudar sua irmã mais nova e sua sobrinha.

O vampiro desceu até a cozinha e encheu uma pequena mala que estava carregando com todo o suprimento de sangue que possuíam no complexo, precisava que todos os vampiros estivessem fortes o suficiente e também desceu para o porão.

― Sou eu – ele identificou-se – Abram, depressa!

Ele ouviu o som de correntes e várias barragens sendo retiradas. O porão estava cheio com os vampiros que caminhavam a luz do dia e os que só saiam a noite. A maioria estava assustada demais, ele precisava ser o porto seguro de todos eles.

― Sei que não sou um líder que os agrada, sei que muitos prefeririam Marcel no comando, mas no momento eu sou tudo o que vocês têm – disse ele de uma forma confiante, enquanto entregava para cada vampiro duas bolsas de sangue. – Alguma bruxa fez isto conosco e enquanto Hayley não colocar seus lobisomens na coleira, nós somos a linha de defesa primária para Hope. – ele olhou de uma maneira cumplice para Marcel. – Precisamos suportar até o anoitecer, se as coisas não entrarem no eixo, fujam com Hope. Eu e Rebekah iremos formar uma barreira.

Rebekah concordou rapidamente com o plano de Elijah. Eles ouviram Klaus umedecer as portas de madeira e as de ferro com wolfsbane e depois sumir novamente, talvez para ajudar no controle dos lobos, eles não sabiam. Estavam trancados e sem muita comunicação. Hope chorou um pouco, mas logo mostrou-se tão forte quanto uma Mikaelson deve ser.

Após uma hora, Marcel sussurrou para Elijah:

― Muitos deles não estão dispostos a morrer por sua sobrinha, Elijah.

― Se não morrerem por ela, não tem motivos para continuarem vivos– Elijah rebateu de uma maneira firme e impiedosa.

Seu lado ruim estava ansioso para sair e cometer algumas atrocidades. Ele sentiu o celular tocar em seu bolso, distraindo-o momentaneamente.

― Elijah, não sei mais o que fazer para distrair Alexis. Posso ir até sua casa para fingir que estou trabalhando? – disse Davina apressadamente.

― Não venha até aqui, está um completo caos.

― O que está havendo? – Davina perguntou, preocupada.

― Longa história, encontro com você à noite. Faça-nos um favor e tente descobrir algo que controle os lobisomens – a voz de Elijah era tão urgente que Davina não sentiu vontade de contestá-lo ou fazer qualquer piada.

― Hope está bem? – aparentemente, a segurança da garota era levada como prioridade até mesmo para quem não a conhecia.

― Enquanto tiver a família Mikaelson para protege-la, nenhuma bruxa se aproximará – o tom de Elijah era assassino, Davina não sabia, mas seus olhos ficaram vermelhos e veias negras mostraram-se em seu rosto.

Rebekah tocou-lhe o ombro com delicadeza, atraindo a atenção do irmão para si. Elijah desligou o celular e controlou-se.

― Ainda não conseguiu se livrar da porta vermelha? – Rebekah perguntou, ligeiramente hesitante.

― Talvez ela seja útil hoje – ele respondeu rapidamente, enquanto todos ouviam, com sobressaltos e choramingos a primeira batida na porta.

Um cão, ou lobo, chorou ao queimar-se no acônito, muitos outros vieram ao seu auxílio. Rosnando ferozmente e batendo com força na porta que já ameaçava não suportar. Elijah sentiu os dedos de Rebekah entrelaçarem-se aos seus, entregou Hope para Marcel e quando olhou para a irmã, suas faces estavam identicamente desfiguradas.