Bound To You.
12 11. The Real Sun and Moon Curse
Notas iniciais

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As coisas em Nova Orleans estavam ficando cada vez mais obscuras com o passar do tempo. A bruxa que ameaçava tomar o controle do Coven do cemitério, tornava-se mais forte a cada dia e, não era para menos, ela desejava barrar o feitiço de Davina sobre a casa dos Mikaelson e o que a impedia de possuir Hope, mas até o momento, seus esforços mostravam-se ineficientes.
― Georgia! — A líder do coven gritou, em alto e bom som, para uma bruxa adolescente, pálida e de rosto comprido. – Pegue para mim o asfódelo. É o último ingrediente, precisamos acelerar um pouco as coisas aqui.
A garota apressou-se para obedecer sua líder, agarrou um jarro de vídeo com uma infusão da planta requisitada e entregou para Dhalia com as mãos tremendo. Todas ali a respeitavam por simplesmente teme-la.
Declarar guerra contra vampiros e lobisomens que finalmente haviam se entendido não era uma tarefa fácil, nem mesmo para uma bruxa tão poderosa quanto aquela. O corpo que ela escolhera servia aos propósitos, mas não era forte o suficiente. Ela precisava de Hope. Mais dez anos e a garota estaria pronta, mas precisava eliminar a irritante família primeiro.
A bruxa misturou a infusão em um líquido viscoso e negro, lançou um olhar para o céu e fixou-se na gigantesca lua cheia que o enfeitava. A garota ao lado perguntou-se se aquela lua estava mais próxima que o de costume, ou se era apenas sua imaginação.
Dhalia murmurou um feitiço longo e complicado, nenhuma das garotas realmente compreendeu o que ela dizia, já que aquilo não soava como o latim que elas costumavam usar. Era magia negra. Os olhos da bruxa líder tornaram-se tão pretos quanto a mistura, que entrou em combustão espontânea no segundo seguinte. O murmúrio tornou-se mais intenso e sombrio, mas durou pouco mais que um minuto.
― Está pronto – anunciou Dhalia, triunfante.
O líquido havia sumido completamente, por mais viscoso que era, sumira sem deixar vestígios. A bruxa sorria sombriamente.
― Eles não poderão sair no sol? — Perguntou uma das garotas, olhando de soslaio para o local do ritual e notando que não conhecia nenhum dos símbolos.
― Não enquanto eu estiver ligada a este amuleto – Ela mostrou uma pedra lápis-lazúli. Idêntica a utilizada nos anéis dos vampiros. – E os lobisomens voltarão a ficar em sua real forma.
― E agora, o que faremos? – perguntou Georgia.
― Esperamos o primeiro sol da manhã, poderemos ouvir daqui os gritos de vampiros incendiando. Assim que reduzirmos seus números, podemos atrair e tirar do caminho os malditos híbridos pai e mãe. – ela virou as costas para as dez garotas que convocara para o ritual, confiante de que desta vez seu plano não falharia.
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Já era manhã. Elijah sabia, pois sentiu a claridade do sol em seu rosto, mas muito além da claridade que incomodava seus olhos sonolentos, ele sentiu a dor de ser queimado vivo que o despertou instantaneamente. Ele olhou para o próprio abdome que, nu, queimava a luz do sol, algumas feridas sérias já haviam se formado.
Ele levantou-se rápido demais para olhares humanos captarem, correu para uma sombra qualquer do quarto e curou-se, analisando a luz do sol e em seguida sua mão do anel. O objeto ainda estava lá, era impossível ele estar queimando. Foi na direção da luz, como que para testar e expos seu corpo, sentindo-o queimar por completo. Fechou a pesada cortina de veludo vinho, respirou profundamente e escutou Marcel gritar.
Correu rapidamente na direção do quarto que pertencia aquele vampiro e também fechou as cortinas.
― Bom dia, Marcel – ele cumprimentou ironicamente. – Vejo que não é só meu anel que apresenta problemas.
Marcel sequer teve tempo de responder, vários outros vampiros acordaram gritando no complexo, o que exigia medidas rápidas ou todos acabariam entrando em combustão e morreriam. Elijah lançou ao outro vampiro um olhar significativo e acenou positivamente, ambos correram para lugares diferentes, fechando as cortinas e ajudando alguns vampiros a apagarem as próprias chamas.
― O que diabos está acontecendo aqui? – Klaus perguntou, não parecia ter dormido a noite já que vestia a mesma roupa do dia anterior. – Por que esta gritaria toda?
― Nós estamos queimando, Klaus! – Marcel exclamou completamente incrédulo – E da última vez que chequei, ainda estava usando meu anel do dia.
O choro estridente de uma criança foi ouvido por praticamente todos do complexo e minutos mais tarde, Hayley apareceu segurando a criança no colo, ao lado de seu marido Jackson.
― Onde está Elijah e Rebekah? – Klaus quis saber autoritariamente.
― Estou aqui, irmão. E Rebekah dorme tranquilamente em seu quarto escuro – Elijah se apresentou de maneira calma, apesar de ter sido o primeiro a queimar. – Algo está errado com nossos anéis e por hora estamos confinados a ser vampiros comuns.
Hayley lançou um olhar discreto ás roupas de dormir de Elijah, ou a quase ausência delas. Klaus fazia um aceno negativo com a cabeça, Hope parecia chateada por ter sido acordada com gritos.
Subitamente, Jackson soltou um grito alto e alguns de seus ossos da perna quebraram-se violentamente, forçando-o a ajoelhar-se no chão. O casamento com Hayley não fazia dele um híbrido, de modo que ninguém da matilha escaparia do feitiço de Dhalia.
― Mas o que... – Rebekah que parecia ter finalmente acordado, ainda carregava seu tapa-olhos de dormir e vestia uma camisola de seda negra. – Oh meu Deus, Hayley. Tire Hope daqui! Ele está se transformando! Marcel, os vampiros...
― Não podemos sair do complexo, Bekah – Marcel confessou, indeciso sobre olhar para Jackson visivelmente em estágio avançado de transformação ou para Rebekah. – Faça algo, Klaus!
― Leve os vampiros para o porão, tranque as portas – Klaus ordenou rapidamente. – Os que forem mordidos, terão meu sangue. – o híbrido olhou para Hayley. – Transforme-se, lidere sua matilha para fora daqui ou machucarão Hope, Elijah, Rebekah e Marcel.
Hayley sequer pestanejou, entregou Hope para o pai, que rapidamente a transferiu para Rebekah. A vampira correu com a sobrinha, com uma das mãos apoiando a cabeça da garota, para onde Klaus havia instruído, sobrando somente Elijah e Klaus a vista. Hayley, por ser uma híbrida, possuía mais controle sobre a fera dentro de si.
― Precisamos levar Hope para um lugar seguro – Klaus disse diretamente a Elijah. – Os lobos irão atacar o porão e aquele lugar não vai aguentar todos de uma vez.
― Não. Hope fica. Se isto é obra de Dhalia, está tentando fazer exatamente isto, levar Hope para fora – Elijah assumiu, parcialmente, o controle da situação. – Ficarei com os vampiros e os ajudarei a se defender, se necessário. Em último caso, confio Hope a Marcel e eles fugirão, enquanto Rebekah e eu fazemos uma barreira – Elijah apoiou ambas as mãos nos ombros de Klaus, como se o confortasse. – Irmão, precisamos de wolfsbane. Muita. E precisamos de você na sua forma de lobo. Não posso arriscar me queimar agora, preciso de minhas forças.
― A sua besta interior pode se provar muito útil agora, irmão – disse Klaus acenando positivamente e sumindo no segundo seguinte.
Elijah retornou para seu quarto rapidamente, trocando de roupas e ouvindo atentamente mais alguns ossos quebrando e lobisomens gritando em transformação. Respirou profundamente, entrando nas áreas mais sombrias de sua mente. Precisava deixar todo o seu cavalheirismo de lado e ajudar sua irmã mais nova e sua sobrinha.
O vampiro desceu até a cozinha e encheu uma pequena mala que estava carregando com todo o suprimento de sangue que possuíam no complexo, precisava que todos os vampiros estivessem fortes o suficiente e também desceu para o porão.
― Sou eu – ele identificou-se – Abram, depressa!
Ele ouviu o som de correntes e várias barragens sendo retiradas. O porão estava cheio com os vampiros que caminhavam a luz do dia e os que só saiam a noite. A maioria estava assustada demais, ele precisava ser o porto seguro de todos eles.
― Sei que não sou um líder que os agrada, sei que muitos prefeririam Marcel no comando, mas no momento eu sou tudo o que vocês têm – disse ele de uma forma confiante, enquanto entregava para cada vampiro duas bolsas de sangue. – Alguma bruxa fez isto conosco e enquanto Hayley não colocar seus lobisomens na coleira, nós somos a linha de defesa primária para Hope. – ele olhou de uma maneira cumplice para Marcel. – Precisamos suportar até o anoitecer, se as coisas não entrarem no eixo, fujam com Hope. Eu e Rebekah iremos formar uma barreira.
Rebekah concordou rapidamente com o plano de Elijah. Eles ouviram Klaus umedecer as portas de madeira e as de ferro com wolfsbane e depois sumir novamente, talvez para ajudar no controle dos lobos, eles não sabiam. Estavam trancados e sem muita comunicação. Hope chorou um pouco, mas logo mostrou-se tão forte quanto uma Mikaelson deve ser.
Após uma hora, Marcel sussurrou para Elijah:
― Muitos deles não estão dispostos a morrer por sua sobrinha, Elijah.
― Se não morrerem por ela, não tem motivos para continuarem vivos– Elijah rebateu de uma maneira firme e impiedosa.
Seu lado ruim estava ansioso para sair e cometer algumas atrocidades. Ele sentiu o celular tocar em seu bolso, distraindo-o momentaneamente.
― Elijah, não sei mais o que fazer para distrair Alexis. Posso ir até sua casa para fingir que estou trabalhando? – disse Davina apressadamente.
― Não venha até aqui, está um completo caos.
― O que está havendo? – Davina perguntou, preocupada.
― Longa história, encontro com você à noite. Faça-nos um favor e tente descobrir algo que controle os lobisomens – a voz de Elijah era tão urgente que Davina não sentiu vontade de contestá-lo ou fazer qualquer piada.
― Hope está bem? – aparentemente, a segurança da garota era levada como prioridade até mesmo para quem não a conhecia.
― Enquanto tiver a família Mikaelson para protege-la, nenhuma bruxa se aproximará – o tom de Elijah era assassino, Davina não sabia, mas seus olhos ficaram vermelhos e veias negras mostraram-se em seu rosto.
Rebekah tocou-lhe o ombro com delicadeza, atraindo a atenção do irmão para si. Elijah desligou o celular e controlou-se.
― Ainda não conseguiu se livrar da porta vermelha? – Rebekah perguntou, ligeiramente hesitante.
― Talvez ela seja útil hoje – ele respondeu rapidamente, enquanto todos ouviam, com sobressaltos e choramingos a primeira batida na porta.
Um cão, ou lobo, chorou ao queimar-se no acônito, muitos outros vieram ao seu auxílio. Rosnando ferozmente e batendo com força na porta que já ameaçava não suportar. Elijah sentiu os dedos de Rebekah entrelaçarem-se aos seus, entregou Hope para Marcel e quando olhou para a irmã, suas faces estavam identicamente desfiguradas.
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