Notas iniciais
Ooii, mais um capítulo fresquinho!! :3

P. O. V. Aurora

No elevador, o clima, mais uma vez, era tenso. Por mais brava que estivesse com Elara, queria consola-lá sei o quão difícil é esquecer o passado.

Já os garotos que não estavam entendendo nada, tinham na expressão uma mistura de dúvida com raiva, não os culpo, afinal Elara é muito bipolar e não sabe se controlar.

Quando o elevador parou no térreo, tratei logo de me despedir dos meninos e pedir desculpa pela minha irmã.

—- Até outro dia meninos. -- Dei um sorriso sem graça -- E desculpa mesmo pela minha irmã. Ela não tem muito filtro.

Todos somente concordaram. Na saída, encontrei minha gêmea fumando um cigarro com as mãos trêmulas, nós duas tínhamos esse abito de fumar quando estávamos estressadas. A puxei para um abraço de irmã mais velha (sim, sou a mais velha, por exato dois minutos, pode ser pouco mas desde de sempre senti que deveria cuidar de minha irmãzinha rebelde).

Rapidamente me soltei do abraço e desferi um tapão em sua testa.

—- No que você estava pensando quando soltou aquelas pérolas? Pinto pequeno, sério? -- Disse realmente brava, mas logo cai na gargalha.

—- Você não está brava? -- Me perguntou chocada.

—- Claro que estou, na hora tive vontade de arrancar a sua cabeça e dar para os cachorros comerem, eu morri de vergonha, mas você não seria você, sem suas burradas.

Logo o motorista veio nos buscar e iríamos para nosso novo lar. Durante o caminho ficamos em silêncio, não havia muito o que dizer afinal.

—- Chegamos. -- Disse o motorista. Ele nos entregou a chave da casa e nos deu umas instruções sobre as normas do prédio e qual andar que iríamos ficar.

Já enfrente da nossa porta e com as chaves em mãos, abri a porta e não pude conter a surpresa.

—- Wow, que casa é essa? -- Perguntou Elara.

—- A nossa. -- Respondi animada.

A casa era bem espaçosa, os móveis bem distribuídos e nossos quartos bem… eram enormes, a casa inteira era sofisticada e ao mesmo tempo simples.

—- Vamos redecorar, certo? -- Minha irmã me questionou.

—- Claro, vamos deixar isso aqui com a nossa cara, maninha -- Respondi e dei uma piscadela.

Elara estava pronta para fazer um comentário quando ouvimos a campainha tocar.

—- Quem será? -- A perguntei.

—- Só vamos saber se atendermos a porta.

Era nosso pai e por mais estranho que fosse finalmente conhecê-lo pessoalmente, já tinha uma enorme consideração por ele.

—- Olá meninas, gostaram da nova casa?

—- Amamos. -- Disse simplesmente.

—- Sem querer dizer nada, mas você não tinha que estar trabalhando? -- Disse a minha “doce” irmã.

—- Sim, mas eu sou o dono e quero conversar melhor com as minhas filhas.

Somente assentimos, estávamos um pouco desconfortáveis com a situação, mas ao mesmo tempo gostaríamos de ouvir o que ele tem a dizer.

—- Primeiramente quero dizer que estou dando um apartamento para vocês, pois não são mais crianças e merecem uma casa só de vocês.

—- Obrigada -- Disse a ele, realmente estava muito feliz com a ideia de ser somente nós duas na casa.

—- Por nada -- Falou abrindo um sorriso -- Como vocês terminaram os estudos e parece-me que não sabem que faculdade fazer darei um trabalho na empresa a vocês.

—- Qual? -- Questionou minha gêmea.

—- Lembram dos garotos que as acompanharam? -- Ambas de nós concordamos. -- Bom eles são umas das maiores boybands da empresa, não os convoquei atoa naquela hora, quero que vocês sejam as assistentes pessoais deles e quero que aprendam a administrar seus compromissos, e nesse tempo preciso que decidam o que vão cursar.

—- Tem que ser com eles, não dá para ser outra banda? -- Perguntou minha irmã, com raiva em seu tom de voz.

—- Sim, será com eles, os acompanhei de perto e vi que são os mais fáceis de lidar e os mais respeitosos, digamos dessa forma. Quero os melhores para minhas filhas.

—- Não será problema eles parecem bem gentis. -- Comentei.

—- E são, mas nada de se apaixonar ok? -- Disse nosso pai, rindo -- Ah e eu os deixei próximos de vocês, eles moram a uma quadra daqui.

—- O QUE? -- Perguntou/gritou Elara.

—- Se controla, porque nós vamos passar um bom tempo com eles, então é bom você fazer as passes. -- Disso em russo para que nosso pai não ouvisse.

—- Ahh tomar no cu!

—- Olha a boca! -- Olhei-a com raiva.

—- Pai podemos dar uma volta pela cidade? Sabe para espairecer. -- Perguntou Elara, mudando totalmente de assunto.

—- Claro, de qualquer forma terei de fazer umas ligações, assim não poderia ficar e estender muito essa conversa.

—- Vamos juntos até a porta então. -- Sugeriu minha irmã, ela sabia que eu teria uma conversa seria com ela, já que agora nós trabalharemos com os rapazes, não poderia deixar ela ser mais grossa do que já é com esses meninos.

Já fora do prédio, nos despedimos de nosso pai.

—- Bom eu vou por aqui, tchau. -- Disse Elara, enquanto praticamente corria de mim.

Resolvi seguir o outro caminho, por mais que eu devesse correr atrás dela e avisa-lá que ela devia pedir desculpas aos meninos, não conseguia ficar com raiva dela e de seu modo rebelde, acho até que é a sua melhor qualidade.

Imersa em meus pensamentos. Nem percebi quando trombei em alguém e quando vi já estava no chão.

—- Me desculpe, sinto muito mesmo. -- Disse o Jin? Sim era ele.

—- Não se preocupe, está tudo bem. -- Falei com uma voz doce. Ele não estava sozinho estava com o Suga e o Rap Monster se não me engano.

—- Já é a segunda vez que isso acontece -- Comentou ele rindo e eu logo o acompanhei. Já as outros pareciam não entender nada.

—- Antes de meu pai chamá-los para mostrar a empresa eu e Jin nos trombamos. -- Expliquei.

—- Então foi por isso que naquela hora vocês dois riram. -- Suga comentou.

—- Isso mesmo. -- Confirmei.

—- Estava conhecendo a cidade? -- Perguntou Rap Monster mudando de assunto.

—- Sim, mas acho que estou meio perdida. -- Falei dando um sorriso amarelo.

—- Então o que acha de lhe mostrarmos Seul? Já que temos a tarde de folga.

—- Mas não seria um incomodo para vocês?

—- Será um prazer. -- Disse Suga. Então eu logo me animei.

—- Bom se é assim, ficarei muito agradecida.

P. O. V. Suga

Aurora era uma menina incrivelmente doce, parecia ser gentil com todos a sua volta, ao contrário de sua irmã que parecia querer por fogo em todos a sua volta.

—- Hey Suga, no que está pensando? -- Ela me perguntou.

Estávamos sozinhos na mesa de um lanchonete, todos nós estávamos com fome, então aproveitamos e mostramos para Aurora nossa lugar preferido da cidade para comer. Enquanto os meninos que faziam os pedidos, eu e ela estávamos nos conhecendo melhor.

—- Estava pensando no quão diferente você e a sua irmã são.

—- Isso é verdade, Elara e eu sempre apresentamos pontos de vistas diferentes, mas temos pequenas coisas em comum.

—- Tipo o que? -- Questionei.

—- Bom se amamos algo jamais iremos abrir mão disso. -- Disse ela olhando fixamente em meus olhos.

—- Profundo. -- Disse por fim e ela concordou, essas duas parecem ter muitos segredos.

Os hyungs voltaram ao nosso encontro e Rap Monster já foi logo enche-lá de perguntas.

—- O que está achando de Seul? Está gostando? Ou está estranhando? -- Ela riu.

—- Estou adorando, adorei a cultura e a forma como estão sendo acolhedores comigo e minha irmã.

—- Own, você é tão fofa. -- Comentou Jin, realmente ela parecia a doçura em pessoa.

—- Obrigada, mas então sabem da maior?

—- Não, qual a novidade? -- Perguntei, realmente estava um tanto curioso, já que até agora não entendia a vinda dessas meninas para a Coreia, parecia uma história muito mal contada.

—- Sabe eu e minha irmã iremos trabalhar com vocês. -- Disse Aurora que parecia meio receosa em comentar que não só ela mas a irmã também se juntaria a nós.

—- Isso é incrível. -- Comentou Jin.

—- Nós seremos meio que as assistentes pessoais de vocês. Mas então… por que não me falam um pouco sobre a banda de vocês, sabe para eu ir entendendo melhor como as coisas funcionam.

—- Claro. -- Disse Rap Monster.

E assim passamos a tarde inteira explicando para ela como a banda se formou e até hoje, mostramos umas músicas e ela se apaixonou, não posso negar que achei estranho o fato dela não ter ouvido falar de nós, não que o mundo inteiro devesse conhecer a gente, mas era intrigante o fato dela ser tão desinformada e ao mesmo tempo informada, ela podia não conhecer a banda mas parecia já saber como lidar com os meninos e com os eventos.

Parece que teríamos duas Ommas o Jin e a Aurora.

Notas finais
Ooii pessoas, espero que tenham gostado desse capítulo, qualquer erro me desculpem, até o próximo