Notas iniciais
Ooii tudo bem? Mais um capítulo :)

P.O.V. Elara

Estava andando meio sem rumo pelas ruas de Seul, uma semana após nossa chegada. Coloquei os fones. Acabei entrando em uma loja de discos e fui aos vinis. Comprei alguns virgens para grudar na parede de meu novo quarto e um do Michael Jackson para minha irmã, pois sabia que ela ficaria feliz.

Depois de lá, me empolguei e acabei indo em muitas outras lojas, saindo de cada uma delas com sacolas na mão, tudo para decorar meu novo quarto. Andava distraidamente pelas ruas até que cheguei mais uma vez à frente do nosso prédio. Aproveitei e subi para deixar as compras no meu quarto.

Passei na cozinha morrendo de fome e, como o esperado, não havia nada para comer. Bufei e sai mais uma vez dessa vez a procura de um mercado.

Assim que achei um, quase beijei o chão. Ele não era muito perto do nossa casa, o que dificultava um pouco a chegada, mas era bem grande.

Entrei e fui colocando tudo que seria preciso para sobrevivermos por um tempo no carrinho. Assim que finalmente achei as bebidas, posso jurar que meus olhos brilharam de satisfação. Fui colocando todo tipo de bebida no carrinho: whisky, tequila, licor, vodka, vinho... menos cerveja, porque eu ODEIO cerveja.

Paguei tudo e chamei um táxi, afinal eram muitas sacolas. Dei o endereço e fiquei olhando pela janela, pensando no que faria para comer.

Chegando a frente ao prédio, paguei o taxista e o agradeci. O porteiro, vendo meu estado, veio ajudar a carregar o peso.

Ao chegar ao nosso andar, o agradeci e me virei encarnando a porta. Ela estava destrancada, me levando a pensar que minha irmã estava em casa. Entrei e passei pela sala cumprimentando quem quer que esteja ali. Estava guardando tudo, deixando apenas o necessário para um bolo de chocolate na bancada.

—- Elara, faz alguma coisa pra gente comer? – Gritou minha irmã da sala. Espera, a gente? Me inclinei para o lado e dei de cara com todo o BTS ali. Depois daquele ‘’ incidente’’ na Big Hit, não os encontrei mais.

—- Pode ser bolo? Estou sem muita criatividade no momento. – Perguntei mais para minha irmã do que para os meninos. Se eu estou brava com eles? Não. Estou é envergonhada, afinal, fiz coisa que não devia. Se devia pedir desculpas? Claro que sim. Mas meu orgulho é grande, para meu azar, e se eu for me redimir é capaz de eu piorar a situação.

Sem esperar sua resposta, comecei a fazer a massa. Era um bolo normal, depois eu iria recheá-lo e decorá-lo.

Com o bolo no forno, fui na sala e fiquei observando a interação deles. Era engraçado ver o quanto alguns praticamente se jogavam em cima da Aurora e outros eram extremamente tímidos, sem a olhar diretamente. No fim, os interrompi:

—- Alguém pode me avisar quando o bolo estiver pronto? Estarei no meu quarto. – Sem esperar resposta, sai dali, sentindo o olhar de todos em mim.

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P.O.V. Jungkook

Realmente, a Elara era estranha e bipolar. Depois de ser, digamos rude conosco esses dias, está fazendo um bolo. A pedido da Aurora estávamos na casa delas. Era muito engraçada a reação dela a alguns programas coreanos. Taehyung, atirado como sempre, estava com a cabeça no colo de Aurora, enquanto a mesma fazia carinho em seus cabelos. Todos estavam tão concentrados na conversa que apenas eu percebi o cheiro do bolo. Ele estava pronto, por isso fui avisar a Elara. A encontrei no ultimo quarto do corredor, olhando pensativa para uma parede. Mesmo a porta estando aberta, bati nela, mais por educação. Ela se virou e deu um sorriso.

—- Vem aqui um pouco, Jungkook, né? – Falou e sem esperar uma resposta, me puxou para dentro. – Isso aqui está bonito? Porque, eu sinceramente, não faço a mínima ideia do que fazer a mais.

—- Está lindo, Elara. E não precisa fazer mais nada. – E eu não mentia: na parede branca, estavam fixados vários discos de vinil, fazendo um contraste bonito de cores.

—- O bolo está pronto, né? – Falou ela já indo para a cozinha. Deus, como ela é acelerada!

—- Espera! – Falei, sem pensar muito. Fui o seu lado. – Posso te ajudar?

Seus olhos se encheram de felicidade, como se tivesse lhe dado um doce. Ela concordou já me puxando pelo pulso. Passamos pela sala e todos estranharam. Apenas dei de ombros e me deixei ser puxado.

Na cozinha, ela já pegava um monte de coisa nos armários e na geladeira.

—- O que vai fazer Lara? – Ops, escapou. Devo ter ficado com a cara parecendo um pimentão. Não era minha intenção chamá-la assim, mas ela pareceu gostar.

—- Vou fazer um recheio e vou decorar. – Falou dando um sorriso.

Concordei, e ela me pediu para ir tirando o bolo do forno. O tirei, deixando ele na bancada ao seu lado. Sentei-me em um dos banquinhos que dividiam a sala e a cozinha, a observando andar de um lado para o outro a procura de ingredientes.

Terminado o bolo, chamei todos. Os Hyungs pareciam não querer experimentar o bolo, mas eu e Aurora os convencemos.

Cada um pegou um pedaço e comeram. Não tinha como dizer que aquilo era ruim, só tinha um gosto diferente da comida que geralmente comíamos.

—- Hum, Jin? – Falou Jimin de boca cheia.

—- Que foi?

—- Aprende a fazer isso?

Olhei para Elara. Ela parecia desconfortável. Percebendo meu olhar, abriu um pequeno sorriso e saiu da cozinha, como se lembrasse de algo importante.

Suspirando, Aurora foi atrás da irmã. Logo Elara voltou dando risada, enquanto a outra estava com a cara fechada.

Cerca de dez minutos depois, o bolo tinha se reduzido a migalhas. Voltamos a sala, ligando em um filme de terror qualquer. Quem mais sofreu com isso fora Elara que estava sentada ao lado de Hoseok, que cada pouco dava um pulo e se agarrava nela. Eu só conseguia dar risada da expressão dos dois, ela com raiva e ele assustado.

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P.O.V. Elara

Queria matar uma pessoinha chamada Hoseok. Sinceramente, não é tudo isso esse filme. Assim que ele acabou, sussurrei em seu ouvido:

—- Pode me fazer um favor?

—- Depende.

—- Ótimo. Vem comigo.

O levei na cozinha e pedi para pegar duas garrafas de vodka na última prateleira. Assim que me entregou, abri uma e peguei vários copos descartáveis vermelhos. Peguei um deles e enchi. Ele apenas me observava horrorizado com a quantidade que coloquei no copo. Tomei tudo e senti a agradável e familiar sensação de queimação no fundo da garganta. Hope continuava me encarando de boca aberta. Por fim falou:

—- Não vai entrar em coma alcoólico agora, né?

Tive que dar risada.

—- Querido, eu vim da Rússia. Eu tenho que tomar bem mais que isso para ficar ao menos bêbada. – Não mentia. Meu corpo aguentava muito mais álcool do que aquilo – Quer um pouco?

—- Quero. Nunca tomei vodka pura.

Entreguei-lhe um copo e ele tomou um pequeno gole, mas logo devolvendo o copo para a bancada, fazendo uma careta. Dei risada. A única coisa que ganhava da expressão de alguém bebendo vodka pura era um bêbado falando merda.

Falando nisso, pessoas bêbadas geralmente são tudo de bom: são engraçados, sinceros, bobos e te aceitam do jeito que você é.

Bom, é isso que vou fazer nessa bela noite: embebedar todos os membros do BTS e minha irmã.

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Cerca de uma hora depois, havia finalmente convencido todos a pelo menos tomarem um copo de algo que sugeri. Ao povo certinho, meu Deus. Mas, por outro lado, alguns aceitaram sem reclamar, entre eles Suga, Jimin e Rap Monster, que já estava mais “solto”. Hoseok me ajudou a embebeda-los, já que sabia como convence-los, mas não bebeu muito.

Cerca de meia hora depois, quando estávamos convencendo V de parar de tentar de descer as escadas pelo corrimão, Jin surgiu de algum canto e começou a brigar com todos por estarem bebendo (mesmo ele estando meio bêbado também), o que levou a uma briga sem fim entre ele e Nanjoon sobre como eles deveriam se portar.

Nesse meio tempo fui para meu quarto descansar um pouco e fumar um cigarro. Fui na sacada e fiquei olhando a movimentação noturna de Seul. Fiquei por alguns minutos em silencio até que senti alguém me observando. Me virei e dei de cara com um Jimin com os cabelos bagunçados.

—- Porque você foi daquele jeito hoje com a gente? – Perguntou com a voz enrolada.

—- Não sei, sempre fui muito do agir sem pensar? Porque a pergunta?

—- Não sei. – Nos encaramos por um longo tempo, eu com um cigarro entre os lábios e ele com um copo de alguma bebida qualquer na mão.

No fim ele deitou na minha cama e dormiu. Não sei como, nem porque, mas me deitei do seu lado e dormi, como se nada houvesse acontecido entre nós.

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Algumas horas depois, fui acordada com um barulho vindo da sala. Sentia certa pressão na minha cintura. Quando me virei dei um pulo. O que Jimin estava fazendo na MINHA cama e ainda por cima me abraçando? O empurrei, o fazendo cair da cama, confuso e com cara de sono.

Bufei, percebendo que ele estava mais confuso que eu, sai dali. Desci as escadas e fui na cozinha, encontrando V dormindo encima da bancada. Como ele foi parar ai? É uma ótima pergunta, porque nem eu sei. Abri a geladeira e peguei uma água. Me sentei no sofá e acompanhei a “batalha” de dança no Just Dance entre Jungkook e Hoseok. Era muito engraçado, já que em vez de se esforçarem em sua própria dança, um tentava incomodar a do outro.

Dou um pulo quando Aurora grita meu nome do andar de cima. Subi correndo, achando que ela tinha achado um leão no banheiro ou coisa assim. Mas, quando cheguei no seu quarto, era ela apenas surtando por causa do vinil que lhe comprei.

—- Eu tenho a melhor irmã do mundo! Chupa sociedade! – Gritava empolgada.

Em instantes, todos estavam na porta, curiosos com os gritos de minha gêmea e seu surto de fangirl extremamente exagerado. Até Taehyung acordou e dava pulos tentado enxergar algo atrás de Rap Monster.

Revirei os olhos e sai dali. Entrei no meu quarto e tranquei a porta, por garantia. Mais uma vez nesse mesmo dia, tremia de nervoso, agora sem motivo. Acendi mais um cigarro e fiquei no quarto, logo ligando o aleatório no celular. Em uma hora começou a tocar Don’t Cry, do Guns n’ Roses. Logo senti um aperto no peito, afinal aquela música era linda. Prestava atenção na letra, afinal, ela era linda.

Talk to me softly

There's something in your eyes

Don't hang your head in sorrow

And, please, don't cry

I know how you feel inside

I've been there before

Something is changing inside you

And don't you know

Don't you cry tonight

I still love you, baby

Don't you cry tonight

Don't you cry tonight

There's a heaven above you, baby

And don't you cry tonight

Fale comigo suavemente

Há algo nos seus olhos

Não abaixe sua cabeça na tristeza

E por favor, não chore

Sei como você se sente por dentro

Já passei por isso antes

Algo está mudando dentro de você

E você não sabe

Não chore esta noite

Eu ainda amo você, querida

Não chore esta noite

Não chore esta noite

Há um paraíso acima de você, querida

E não chore esta noite

Fiquei aproveitando a música até pegar no sono, sendo ele tipicamente carregado de pesadelos. Em algum ponto ouvi a porta ser destrancada e passos de mais de uma pessoa. Senti alguém me cobrir e beijar minha testa.

—- Sua irmã pode até ser estranha, Aurora, mas é muito legal. – Era uma voz distante e familiar.

—- Eu sei, Suga, eu sei. – Falou minha irmã.

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Acordei mais uma vez com batidas na porta. Sai cambaleando de sono e a abri de cara fechada. Encontrei Aurora e Jin me chamando para irmos ao andar de baixo. Concordei, mas antes fui tomar um banho, afinal, estava cheirando a vodka e nicotina. Quando desci cinco minutos depois, todos bateram palmas.

—- Finalmente a Bela Adormecida acordou! – Gritou Taehyung pulando em cima de mim, me dando um susto. Por mais estranho que pudesse ser, eles pareceram me perdoar, sem uma única palavra. Eu ficava muito feliz com isso, já que eles eram boas pessoas.

—- Eu quero fazer alguma coisa, não quero ir para o dormitório ainda! – Falou/gritou Hoseok.

—- Que tal verdade ou consequência?

Notas finais
Don't Cry (Pra quem quiser ouvir): https://www.youtube.com/watch?v=zRIbf6JqkNc Espero que tenham gostado, desculpa qualquer erro. Tchauzinho!