Notas iniciais
Oi gente ( :Cá estamos nós com uma fanfic reunindo de tudo um pouco ( :Eu, a Bletts e a Larissa esperamos que vocês gostem dessa fanfic que terá desde ação à romance *-* Esperamos que gostem, de verdade! E não esqueçam de comentar, afinal isso sempre nos anima para continuarmos u_uBeijos e espero que vocês gostem ( :

– Branco, rosa... — Várias vezes os vestidos que iam à frente ao corpo da morena eram trocados para que ela os observasse atentamente no espelho. Fez biquinho e se curvou para frente. Então sorriu para si mesma e jogou o rosa em cima da cama. Guardou o branco e foi em direção ao banheiro para um banho rápido.

Quando saiu, secou os cabelos e os amarrou em um coque alto enquanto espalhava hidratante pelo corpo. Quando terminou pegou novamente o vestido e o deslizou pelo corpo. Calçou uma sandália simples e fez uma trança lateral. Fez uma maquiagem leve e sorriu ao ver-se no espelho uma última vez. Sentia-se confiante.

Sem comer nada, a morena entra no carro e liga o rádio. Ao parar em um semáforo dança ao limite que o carro possibilita, sem parar de mexer os ombros mesmo quando dobra a próxima esquina. Em menos de dez minutos já está diante da porta de vidro com a qual tanto tanto sonhou. E agora era realidade. Estava ali, na frente dela; e a pertencia. Ás vezes sentia a vontade estranha de tocar no vidro apenas para ter certeza de que não estava sonhando acordada com o próprio restaurante na aula de química.

Estranhou a porta já estar aberta, mas sorriu ao ver Bonnie passando um pano em uma mesa.

– Bom dia, Bon Bon!! — abriu os braços e a amiga de infância fez careta ao ouvir o apelido.

– Não gosto que me chame de Bon Bon.

– Seu ex lhe chamava de Bon Bon — provocou guardando a bolsa e voltando para ajudar a organizar as mesas.

– Mais um motivo para não gostar — deu de ombros. Pegou uma cadeira que estava afastada e a pôs no lugar.

– Desculpe, mas você sabe que eu te amo e que só falo para lhe provocar... — Tocou o braço de Bonnie e a mesma se virou.

– Eu sei, Elena. Mas faz tempo e eu gosto que o passado fique no passado. — Sorriu amigável. Elena assentiu.

– Também gosto que o passado fique no passado — sorriu triste. Então virou-se de costas e reprimiu lágrimas enquanto ajeitava a toalha vermelha.

Odiou-se em silêncio. Já era para ter superado Matt.

Bonnie notou o estado da amiga, mas deu-lhe espaço. Sabia que Elena era capaz de superar, mas havia passado pouco tempo desde o ocorrido. Após ver a morena ficar de costas para ela por uns cinco minutos, sentiu vontade de ajudá-la a esquecer o assunto.

– Elena, os lucros subiram quinze por cento.

– Mês passado haviam subido mais — reclamou baixinho desamassando a toalha.

– Bem, considerando que a maioria das pessoas está de férias, fico feliz com quinze por cento — Bonnie tentou animar a amiga. — Quero dizer, as pessoas que não viajaram estão vindo comer aqui.

Elena pensou na possibilidade, riu e abraçou a amiga.

– Você sabe mesmo como me animar... Eu tenho a melhor sócia do mundo!

– Eu sei... Sinta-se privilegiada — piscou um olho e as duas riram.

– Já temos comida para servir?

– As cozinheiras estão terminando os grelhados.

– Ótimo — Elena sorriu e se afastou das mesas, observando-as.

– Pare de encarar as mesas, Elena. Estão limpas e perfeitas.

– Aquela toalha está torta — andou até a mesa e Bonnie balançou a cabeça.

– Estão limpas e perfeitas — repetiu, divertindo-se um pouco com a mania de perfeição da morena.

– Certo... — murmurou e se afastou.
– Eu fico no balcão! — Bonnie adiantou-se e correu para trás da caixa registradora.

– Ah, Bon... Tá um calor de derreter e você vai me deixar supervisionando a cozinha?

– Problema fácil de resolver... — Sorriu ligando o ar condicionado. Elena balançou a cabeça.

– Reveza comigo depois?

– Por mim tudo bem... — ela sorriu e foi para a cozinha.

Damon assustou-se ao ouvir a sirene na central dos bombeiros disparou, juntamente com uma luz vermelha por todo o local. Várias pessoas de vermelho e trajando roupas especiais começaram a correr conforme seus nomes eram chamados com urgência. Os que não foram chamados desejaram boa sorte e voltaram a jogar um jogo de cartas qualquer. Enquanto os outros pegavam os capacetes na sala ao lado, podiam ouvir alguém comemorando uma vitória.

Uma mulher fora a primeira a subir no veículo. Damon pouco sabia dela, mas a admirava por aguentar alguns preconceitos sobre seu gênero e o trabalho. Quando chegou sua vez de subir, hesitou. Era um caminhão, não um carro. Mas mesmo assim sentiu-se com agonia de estar lá dentro. Respirou profundamente e forçou os braços a se moverem enquanto puxava seu corpo para dentro. Acabara logo com aquilo, estava dentro. Mas ainda sentia-se agoniado. Odiava qualquer meio de transporte fechado.

Gritos encheram sua mente em uma lembrança e ele sacudiu a cabeça. Embora a sirene estivesse do lado de fora e ele não a visse, sua cor vermelha ainda era vívida. Fechou os olhos e tombou a cabeça para trás. Aquela noite nunca escaparia de sua memória. Nunca deixaria de causar dor. Nunca cessaria a saudade.

– Está tudo bem, querido? — sua mãe sorriu no banco da frente.

Damon balançou a cabeça novamente e resistiu a vontade de bater na própria cara.

– Estou com dor de cabeça...

– É normal. Você se esforçou muito, anjo.

Rangeu os dentes de frustração. O caminho parecia mais demorado do que o normal. Devia estar se preparando para agir assim que a porta abrisse, mas não conseguia impedir a si próprio de lembrar.
Sua mãe estendeu a mão e acariciou seu rosto levemente.
– Parabéns pelo segundo lugar, Damon.
O garoto de doze anos, embora estivesse com os olhos fechados aproveitando as carícias da mãe, bufou.
– Eu queria o primeiro.
Preferia os caminhos em que ficava agoniado por estar ali dentro do que quando ficava lembrando-se do passado.

Mas, meu anjo, o segundo lugar é magnífico.Eram cento e vinte pessoas competindo com você. Quantos deles não gostariam de estar em segundo?

– Sim, filho — o pai completou. — E isso também serve para que você veja que nem sempre podemos ter o que queremos. A vida é assim, e acho bom que você aprenda desde novo.

O garoto suspirou e observou a medalha, a mão da mãe ainda afagando-lhe os cabelos.

– Vai ficar chateado?

– Hun, não... — murmurou.

– Amamos você, e o segundo lugar foi totalmente mérito seu. Estamos orgulhosos, Damon — retribuiu o sorriso da mãe.

– Bate aqui, campeão — o pai virou para trás e estendeu a mão.

Damon sorriu, mas não conseguiu sequer erguer o braço. Algo impulsionou o carro para trás, fazendo com que o garoto mergulhasse em escuridão.

Abriu os olhos com o coração apertado. A mulher que primeiro havia entrado no veículo o encarou.

– Está tudo bem?

A sirene soava ao longe enquanto abria os olhos, ele estava confuso.Moveu os dedose sentiu o braço arder.

– Ele se mexeu! Voltou à consciência.

– O garoto, examinem o garoto!!

Algo segurou seu pulso.

– Qual seu nome?

– Hum...

Tocaram seu pescoço e então tocaram vários lugares diferentes de sua perna.

– Hum — murmurou de novo. Ao virar a cabeça o nevoeiro de sua mente se dissipou. — Mamãe...

Tentou erguer-se, mas as mãos em seu ombro o obrigaram a deitar-se de novo. Debateu-se contra a mulher.

– Preciso de ajuda. Ele está se descontrolando...

Alguém segurou suas pernas e Damon encarou novamente a mãe.

Encarou seus olhos escuros.

– Estou...

– Você está suando.

Sentia algo quente em seu pescoço.

–Ele tem um corte.
– Atingiu a artéria. A ambulância chegou?

– Ainda não — Uma luz cegou a visão de um olho. Em seguida moveu-se para a frente do olho.

– Atividade cerebral normal, mas grande perda de sangue. Levem-no pelos bombeiros. É emergência.

Estou bem, obrigado — massageou as têmporas.
Gostaria de parar de pensar. Gostaria que o caminho não fossem tão longos ou, pelo menos, que seu passado não o assombrasse.

– Mamãe... — murmurou e algofora posto em seu rosto. Respirou e um ar diferente, um pouco mais gelado, infiltrou seus pulmões. Diferente daquele ar espesso e escuro que saia do fogo que pegou no carro. Foi erguido em uma maca até algo grande e vermelho.

Ao seu lado, o irmão caçula parecia dormir, com um corte largo no braço que tingia sua pele de vermelho. Um pano estava amarrado no antebraço.

Mas tudo o que Damon conseguiu ver antes de fecharem a porta fora o fogo. E próximo a ele a mãe, a qual eles cobriam com um pano branco. A consciência o levou de novo.

O movimento cessou e a mulher abriu a porta. Ficou chateado por ter demorado tanto e irritado consigo mesmo por ser tão fraco e não conseguir esquecer isso. Era passado. E isso era o presente. Embora a sirene, o carro vermelho e o fogo fossem similares.

Alguém agarrou seu braço. Uma mulher chorava agarrando nervosamente seu roupão.

– Meu bebê está lá dentro.

Damon franziu o cenho, então deu um passo em direção à casa e algo tentou o puxar de volta.

– Está louco? Como vai entrar lá dentro?

Mas já estava distante. Abriu a porta e sentiu o calor abraçar seu corpo. Apertou os lábios e ouviu um choro fino e alto vindo do andar de cima. Subiu as escadas correndo e seguiu o som até um quarto.

Um bebê em roupa azul se debatia dentro do berço.

Damon tossiu com a fumaça que subia e pegou a criança no colo, segurando-a firmemente em seu peito. Inclinou-se, tentando buscar oxigênio. Ao sair do quarto não via mais a escada. Xingou em pensamento e voltou para o quarto da criança, que parecia o mais frio da casa. Observou a janela e mordeu os lábios. Era a única opção. Teria que saltar.

Ao olhar lá embaixo já haviam estendido o tecido elástico, mas estavam muito longe. Não daria certo abanar para chamar-lhes a atenção. Havia tanta fumaça que não o enxergariam ali no meio. Tentou gritar, mas ao invés de sair algum som sentiu-se sufocado. Voltou a cabeça para dentro e pegou o abajur que estava ali perto, atirando-o lá embaixo.

Tossiu mais algumas vezes e subiu no parapeito com um pouco de dificuldade. Então pulou com a criança no colo. Sentiu o tecido amortecer a queda e em seguida ser abaixado até que estivesse sentado no chão. A mulher de antes correu em sua direção e puxou o filho de seus braços, o beijando tantas vezes seguidas quanto fosse humanamente possível. Por fim o abraçou e repetiu "obrigada" algumas vezes enquanto se afastava.

Sorriu levantando-se. Imaginava que a mãe o amasse tanto assim quando era pequeno, mas não se lembrava de nada antes dos quatro anos de vida. Talvez sua memória mais antiga tivesse sido de ciúmes pela sua mãe dar mais atenção ao Stefan. Agora não fazia sentido. Stefan apenas precisava de mais cuidados porque não sabia fazer as coisas sozinhos. Não queria dizer que a mãe não o amasse.

Observou a mãe beijar o filho mais uma vez. Fora por isso que escolhera ser bombeiro. Para que pudesse salvar vidas e ninguém perdesse outra pessoa para o fogo como ele havia perdido a mãe. Sorriu.

Elena estava atendendo seu último cliente do dia, e ficou feliz ao perceber o lucro do restaurante durante aquele dia.

– Tenha um bom dia e volte sempre... — disse sorrindo. O homem de terno assentiu e saiu.

– Elena!! — Nem colocou a máquina de cartão de crédito no lugar. O berro de Bonnie era tão urgente que a fez girar para trás e correr até a cozinha.

– Oh, Deus... — murmurou. Algumas cozinheiras saíram correndo apavoradas. A cozinha estava em chamas, e as labaredas consumiam tudo rapidamente.

A fumaça que saia pela porta não era cinza como quando elas costumavam assar alguma coisa. Era negra e avançava pelo teto rapidamente.

– Bonnie? — chamou entrando na cozinha.

– Não enxergo a saída...

Abaixou-se e a viu tossindo perto do armário de panelas para sopas. Elena arrastou-se em direção a ela, que estava com seus olhos estavam vermelhos.

– Venha, vamos sair daqui — puxou seu braço e ela tentou ajudar a morena, mas tossia tanto que seu corpo parecia ter forças apenas para se sacudir — Bonnie? — olhou desesperada ao redor.
Para que lado era a porta? Elena agarrou os pulsos da amiga e começou a puxá-la em direção a qualquer canto que estivesse mais fresco. Haviam gotas acumuladas em sua testa, e a morena não duvidava que a sua estivesse igual.

Tossiu duas vezes e puxou o avental, secando seu rosto, colo e parte de seus braços. Estava tão quente que Elena sentia com preguiça de sair dali, como se a fumaça acima de sua cabeça pesasse uma tonelada.

A morena torceu para que algo as agarrasse e as tirasse dali. Alguém que pudesse entrar e ajudar. Tentou escutar passos ou gritos, mas ela não ouvia mais. Seudesespero para sair era tanto que eu não conseguia pensar direito. Arquejou sentindo seu coração bater mais depressa do que o normal. Estava tendo um ataque de pânico.

Elena tentou puxar o ar, mas não conseguia. Guiou Bonnie em direção à porta enquanto as chamas consumiam tudo a volta delas. Tossiu novamente , sentindo sua visão começando a ficar turva. Tossiu novamente, tateando o ambiente a sua volta desesperadamente, tentando encontrar alguma saída.

Elena sentia meus olhos arderem, enquanto eu puxava Bonnie com todas as forças que ainda a restavam. Ela não conseguia enxergar, e o ar que entrava em seus pulmões parecia queimar sua garganta. Tossiu novamente e continuou a procurar uma saída.

Mas antes que eu continuasse, ouviu as vozes de várias pessoas do lado de fora:

— Elena Gilbert?

— Eu estou aqui! — Gritou o mais alto que pôde, sentindo sua visão ficar ainda mais turva. As lágrimas caíam por seu rosto, enquanto o suor vertia por sua testa. Ela sentia o sangue correr por seus pulmões, enquanto o seu coração, que outrora pulsava nervosamente, agora batia em um ritmo calmo, melódico.

Ela assustou-se ao ver a porta sendo arrombada, e sentindo-se segura ao ser pega por um homem de corpo forte e musculoso:

— Está tudo bem, vai ficar tudo bem — a morena já não conseguia mais responder. Sentia-se sendo arrastada para longe, enquanto a voz rouca e aveludada do rapaz ecoava em sua mente, a deixando ainda mais entorpecida...

Notas finais
E então? Foi bom para um primeiro capítulo? Esperamos que tenham gostado!!! Não esqueçam de comentar!