Bonfire Heart
2 Damon Salvatore
Notas iniciais
Elena despertou sentindo-se estranha. Respirou fundo e abriu os olhos, e olhou a volta. Estava em um hospital. Teve certeza ao ver os equipamentos médicos a sua volta.
No instante seguinte lembrou — se de Bonnie. Agitou-se ao lembrar-se do fato de que sua melhor amiga estava dentro daquela cozinha, junto com ela. Elena olhou a sua volta e bufou ao constatar que estava sozinha no quarto. Sorriu ao ver que havia um botão em caso de emergência. Apertou-o e esperou até que alguém aparecesse.
Depois de alguns instantes, uma enfermeira apareceu sorrindo no quarto e perguntou:
— A senhorita deseja algo? Precisa de alguma coisa? — Elena sorriu diante da educação da mulher e disse:
— Na verdade, eu queria saber sobre o estado de saúde de minha amiga, Bonnie Bennet — disse simplesmente. A mulher assentiu e disse:
— Eu irei pedir para o médico vir falar com a senhorita, só um momento.
Instantes depois, um médico de estatura alta e aparência jovem aparece sorrindo para a jovem.
— Bom dia, senhorita Gilbert — ele diz a encarando. A morena ficou um pouco desconcertada pela beleza do rapaz diante dela: — Como a senhora está? — Ele questionou verificando o monitor cardíaco.
Elena respira fundo e disse, brincando com os lençóis da cama:
— Eu estou bem, mas quero saber da minha amiga, ela estava comigo na hora do incêndio e eu quero saber como ela está — pede apreensiva. A morena rezava para uma resposta positiva do médico que apenas sorriu e disse:
— Ela está bem, só está tomando soro e logo será liberada, assim como você — a morena respirou aliviada diante do que ouvira e sorriu para o médico, que arregalou os olhos parecendo lembrar-se de algo:
— Perdão pela minha falta de educação, sou Stefan Salvatore, e sou médico, como você já deve ter percebido — ele adicionou dando de ombros. Elena sorriu ao perceber a forma como ele sempre parecia alegre, e como seus olhos brilhavam.
— O senhor por acaso sabe quem foi a pessoa que me salvou? – Questionou extremamente curiosa.
— Claro que sei, ele é meu irmão — o loiro disse fazendo algumas anotações em uma prancha repleta de papeis. Elena arregalou os olhos diante do que ouvira e disse:
— Nossa! Aparentemente todos na família gostam de salvar vidas – falou brincando.
— É aparentemente sim — ele disse rindo.
Elena assentiu e pediu, sentindo-se ligeiramente envergonhada:
— O senhor poderia pedir para que ele viesse aqui? Ele salvou a minha vida, e a da minha amiga, eu queria agradecê-lo.
— Claro — ele disse simplesmente.
— Obrigado — a morena diz verdadeiramente grata.
Stefan sorri carinhosamente para a moça, como que para confortá-la, e saí do quarto, pegando o celular e ligando para o irmão, que atendeu rapidamente.
Depois de alguns minutos de conversa, o mais novo retorna para o quarto, ainda com a prancheta em mãos.
— Agora, Elena, eu quero que você me diga tudo o que está sentindo — a morena não precisou pensar muito para expressar o que sentia:
— Minha garganta dói um pouco, e eu estou meio fraca — disse passando a mão pelo pescoço ao sentir a garganta arranhar. — Estou com muita cede — adicionou rapidamente. O rapaz apenas assentiu e caminhou para o lado da morena, onde havia uma jarra cheia de água. Encheu o copo e deu a Elena, que bebeu a água desesperada. Sentiu-se bem melhor depois de terminou e agradeceu ao médico com um sorriso.
— Então, Elena, você está bem, inalou muito monóxido de carbono, mas felizmente conseguimos reverter a situação. Você será liberada amanhã, junto com sua amiga — ele disse deixando-a animada.
— Muito obrigada! Há quanto tempo você é médico? — Perguntou curiosa. Stefan não parecia ter mais de vinte e cinco anos, o que era incomum para um médico:
— Há seis anos — Stefan disse deixando a morena confusa:
— Quantos anos você tem? — Perguntou franzindo o cenho. Stefan riu e disse, passando a mão pelos cabelos:
— Eu tenho vinte e seis anos — Stefan disse simplesmente. A morena não compreendeu bem o que aquilo significava e questionou, confusa:
— Mas então você entrou na faculdade com que idade?
— Bem... É que eu sou diferente Elena... Meu QI é de 187, eu sempre fui excepcional, entrei na faculdade aos 14 anos de idade — a morena quase engasgou ao ouvir aquilo.
— E mesmo com sua inteligência você optou por salvar pessoas?
— Digamos que eu tenha um bom motivo para ter tomado essa decisão — ele disse simplesmente.
— Que motivo? — Perguntou curiosa.
Mas antes que o rapaz pudesse responder, os dois foram interrompidos pelo som de alguém batendo na porta. Stefan suspirou e levantou-se, sorrindo ao abrir a porta.
— Oi Stefan, porque me chamou aqui? — Perguntou olhando para o irmão.
— Há uma pessoa que quer te conhecer — o loiro disse dando espaço para que o moreno entrasse no quarto.
Elena ficou surpresa ao ver o homem diante dela. Ele era alto, com um corpo modelado e forte. Os cabelos negros caíam desgrenhados por sua testa e seus olhos azuis. A morena prendeu o ar por alguns instantes, tentando manter a concentração.
– Então é você quer me conhecer — ele perguntou simplesmente. Elena apenas assentiu, tendo certa dificuldade para manter o foco.
— Eu gostaria de lhe agradecer por ter salvado a minha vida — ela disse timidamente. Damon sorriu carinhosamente para ela e disse:
— Você não precisa me agradecer, salvar pessoas é o meu dever – ele disse sorridente.
— Você chegou lá bem na hora, e mesmo que você diga que é seu dever, ainda quero agradecê-lo – ela disse simplesmente. — Então, muito obrigada — agradeceu sorrindo. Damon assentiu e disse:
— Eu espero que você se recupere logo — desejou verdadeiramente. Elena assentiu e perguntou, temerosa:
— E quanto a meu restaurante?
— Infelizmente, setenta por cento da estrutura foi danificada e você teria que recomeçar do zero — ele disse ajeitando a postura. Demorou para que a morena assimilasse o que acabara de ouvir, ela respirou fundo e ficou em silêncio, pensando no que faria agora.
— Então, eu teria que arranjar um outro local para meu restaurante? — Questionou sentindo os olhos marejarem. Tanto trabalho, tanto sofrimento... Por nada. Havia perdido tudo pelo que lutara durante tanto tempo. Respirou fundo, tentando se recompor e sufocou ao ver Damon assentir. — E vocês já têm alguma ideia do que causou esse incêndio? — Perguntou passando as mãos pelos cabelos. Damon olhou-a e disse, incerto:
— Eu não posso dar certeza, mas pelo o que a perícia analisou parece que o incêndio foi criminoso...
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