Bonfire Heart
17 My Own Lullaby
Notas iniciais
Oi gente, tudo bem? Queríamos pedir perdão pela grande demora, nós duas tivemos problemas mas já voltamos O/
Desculpem pelo capítulo pequeno e esperamos que vocês ainda estejam lendo a fic :/
Se quiserem pedir qualquer coisa para a fic, não esqueçam de nos avisar *u*
– Damon!
Tentou sair de seus braços. Ele estava claramente rindo de sua cara. Tudo bem que não estava sóbrio, mas não era o tipo de comportamento que esperava dele mesmo nesse estado.– O quê?– Me deixe ir — pediu chateada, projetando o lábio inferior para frente.– Você não quer ir, Elena... Sim, lembrava de ter prometido a si mesmo de que pararia quando ela pedisse. Mas era mais fácil falar do que fazer. E ela não parecia querer ir por terem simplesmente ido longe demais. E sim porque ele falara algo do qual ela não gostou.– Você não está pensando direito.– E você está? Ele grunhiu assim que falou isso. Saira sem querer. Nem medira as palavras.– Damon, me deixe ir...– Vou provar para você que não está pensando direito também... Elena bufou, as mãos em seus ombros para afastá-lo. Não devia ter vindo. Subitamente, não sentiu mais Damon abaixo de si, e logo o sofá tocava suas costas. Seu corpo fora coberto com o dele e seu pescoço recebia leves mordidas. Soltou um suspiro audível e se arrependeu em seguida ao ouvir sua risada. Ia reclamar mas foi calada quando seus lábios se encontraram. Sentiu sua camiseta subir e logo a mão dele acariciava-lhe a pele descoberta.– Elena?– Hum?– Qual a sua cor favorita?Respondeu sem pensar, abrindo os olhos e encontrando os dele.– Azul.– Não era verde? — perguntou divertido, abraçando-a pela cintura e puxando suas costas para cima. — Esmeralda? — soltou seu sutiã e o puxou para baixo.– Quem?– Quando você nasceu?– Hum… Doze de… Agosto? De… — mordeu o lábio inferior quando a carícia subiu para seu seio.– Agosto de…?– Hum…– Hum? — desceu os beijos por seu pescoço novamente, lambendo o local. — Qual o nome de seu irmão?Elena sentiu como se seu cérebro tivesse sido arrancado de si, ou sofrera amnésia completa. Talvez um furacão houvesse entrado em sua mente e destruído qualquer resquício de memória existente. Um furacão chamado Damon.– Seu irmão. Nome? — insistiu.– Uh, James?Damon riu — Quase…A morena nem notou quando sua blusa fora puxada para cima. Tudo o que conseguia sentir se resumia em ondas de calor espalhando-se por seu corpo. Gemeu fraco em antecipação quando ouviu o fecho de seu jeans ser aberto. Talvez a bêbada daquele quarto fosse ela.– Elena. Qual o seu nome?– Hm… — seus dedos adentraram a peça e ele a acariciou por cima do fino tecido. Ela o abraçou pelo pescoço, as mãos em suas costas. Arranhou o local quando um formigamento lhe subiu o corpo.Ele deixou seu pescoço para subir novamente, trilhando beijos até sua orelha, onde mordeu-lhe o lóbulo.– Diga-me seu nome, Elena — sussurrou provocativo, recebendo em resposta outro gemido leve.– Damon… — moveu-se sob ele em desespero, já não raciocinava mais. Tudo o que sentia era o calor em seu centro, clamando por atenção.– Não. Damon é o meu nome. Eu quero que me diga o seu.Elena grunhiu. Estava cansada daquelas perguntas das quais não sabia a resposta, embora devesse. O afastou de si e empurrou seu próprio corpo para cima, tentando ficar de pé. Damon relutou, tentando mantê-la ali e fracassando de modo vergonhoso. O álcool ingerido na madrugada ainda corria em seu sangue, dificultando suas coordenações motoras. Talvez só tivesse conseguido provocar Elena antes porque ela estava deitada sem impôr resistência. Cambaleou para fora do sofá e ela se pôs de pé, o empurrando até a parede bater em suas costas.As mãos dela subiram seu corpo, curiosas, ansiando relembrar sua forma e detalhes. Puxou os botões de sua camiseta, arrebentando alguns que fizeram sons estranhos ao caírem no chão.– Droga, Elena.A morena ignorou a reclamação e o puxou para si. Suas línguas se encontraram na metade do caminho e brigavam por um espaço que não existia. Recusou-se a romper o beijo porque seus pulmões ardiam sem oxigênio, mas Damon o fez, levando os lábios à roçarem sua orelha de novo.– Ainda não me disse seu nome — sua voz era instável pela respiração ofegante.Elena bufou e o ignorou, descendo as mãos para sua calça e tentando puxar o zíper, impedida por duas mãos frias.– Elena, eu não durmo com quem não sei o nome.– Não precisa dormir… — respondeu impaciente. — Na verdade, eu preciso que esteja acordado.Damon riu, jogando a cabeça para trás e se arrependendo quando a mesma bateu na parede atrás de si.– Não lembra o próprio nome e eu que não pensava direito? — levou uma mão à cabeça e massageou o lugar da batida.– Cale a boca!Ele sorriu de lado, a empurrando até a outra parede e a prendendo com seu corpo. Empurrou seu quadril contra o dela, simulando uma investida. Elena corou ao notar que o gemido alto que ecoou na sala era o dela.Sem ser impedida desta vez, terminou o que havia começado, abrindo o zíper dele e empurrando a calça para baixo. Damon imitou sua ação, empurrando o jeans que ela usava para baixo, deixando em seu corpo um rastro quente por onde seus dedos passaram.
Elena se impulsionou para cima entrelaçando suas pernas na cintura dele, que a segurou pelas coxas. Moveu-se, afastando-se da parede. Tenta lembrar onde era o quarto e perde o equilíbrio no meio do corredor, batendo ambos na parede e derrubando um quadro.– Porra.– Continue andando — Elena ignorou a dor latejante em sua perna e o empurrou, tentando o conduzir até o quarto. Ele acariciou sua coxa e não mais se moveu.– Vai ficar roxo…– Eu não ligo. Continue andando.– Eu machuquei você… — continuou sem a ouvir. Tocou a mancha vermelha recém formada — Sinto muito…E lá estava o Damon que se preocupava demais, achando que tudo era culpa sua. Embora sua preocupação fosse, de certo modo, fofa, ela não queria se preocupar com isso agora. Nem sentira que algo havia acertado-a, apenas havia um certo incômodo no momento.– Você é um bêbado muito chato.– Sinto muito…Elena bufou e o empurrou, esperando chegar ao quarto. Ele deixou-se ser empurrado até uma porta, a qual impediu a morena de abrir.– Esse é o banheiro…Viu algo faiscar em seus olhos azuis e sentiu quando ele trilhou um rastro de toques por seu corpo antes de beijar seu pescoço. Suspirou ao sentir seu corpo se aquecendo outra vez. Fechou os olhos e jogou a cabeça para trás; aquilo era muito agradável. Queria poder sentir-se assim sempre. O calor permaneceu aumentando e se concentrou em seu centro. Sentiu os beijos que desciam e subiam por sua barriga e as mãos que acariciavam suas coxas. Ergueu as suas próprias mãos e as pôs embaixo do travesseiro. Uniu as sobrancelhas; quando havia deitado? E em uma cama? Damon mordeu de leve sua barriga. Por reflexo, Elena agarrou o lençol ao gemer baixinho.– Damon…Chamava seu nome em palavras que não eram ouvidas, já que seu corpo sobrepôs todas elas com suspiros e gemidos; a única reação que tinha diante do prazer que recebia. Seus toques eram tão leves que pareciam mal a tocar. Abriu os olhos somente para encontrar os dele.Envolveu seu pescoço com ambas as mãos e puxou-o para cima. Sua face fora acariciada e retribuiu o gesto. O mundo havia sumido, e somente os dois haviam restado na existência.– Tem certeza? — ela perguntou-lhe baixinho.– Tenho. — ainda que ele não fosse ter certeza se pensasse melhor sóbrio, a confirmação fez parte de sua culpa e insegurança dissolver. — Você tem? Ou quer parar? — perguntou se afastando.Ela ergueu a cabeça e o puxou.– Se você parar vou lhe atirar pela janela.Ele riu, puxando-a para si.Tocou-lhe os lábios com os seus próprios. Elena podia sentir cada parte de si receber a paixão que ele transmitia através de seu beijo lento. Aos poucos, seu corpo foi preenchido com o dele; ambos segurando a respiração de modo que o momento parecesse ter parado no tempo. Nenhum dos dois se mexeu por alguns segundos, desfrutando das sensações. Então Damon começou a se mover de modo vagaroso.– Dam — Elena suspirou. Sentiu as mechas negras roçarem seu pescoço quando ele deitou a cabeça na curvatura de seu ombro. Sua respiração quente estava tão instável quanto a dela, mas nenhum dos dois se importava. Envolveu-o com os braços e tentou o puxar para ainda mais perto como se fosse possível, sentindo-o distribuir beijos em sua pele antes de lamber seu pescoço. Gemeu baixinho, arranhando o que suas mãos podiam alcançar.O ritmo de ambos aumentou com sua crescente urgência, cada um procurando no outro seu próprio ápice. A morena tentou erguer uma de suas pernas até o quadril de Damon, não conseguindo na primeira tentativa. Tentou uma segunda e fracassou novamente, talvez por não sentir direito o próprio corpo em lugares que ele não estivesse tocando-a. Mordeu os lábios em frustração, mas ao mesmo tempo prazer, descontando parte das emoções em excesso. Sentiu Damon segurar sua coxa e a levar à própria cintura, concluindo a ação que tentara antes e intensificando o contato entre os dois. Não sabia quem havia gemido e quem havia ofegado, nem qual das reações fora a mais alta, mas nenhuma se sobrepôs ao ranger da cama. Por algum motivo, achou a situação engraçada. Sua risada leve misturou-se a um novo gemido.– Elena…Sorriu alegre e fechou os olhos, repetindo várias e várias vezes o som de seu nome em sua mente. Ou talvez estivesse apenas ouvindo Damon o gemer repetidamente. Jogou a cabeça para trás, agarrando-se no moreno. Seu corpo pareceu sobrecarregado por um tempo antes de se sentir completamente relaxada.Suspirou baixinho, tentando normalizar a respiração. Ele ainda se moveu algumas vezes, diminuindo o ritmo, antes de se deitar ao seu lado. Ela virou-se de lado para o encarar, encontrando orbes azuis que já a observavam.– Está feliz? — perguntou sem pensar. Damon riu, ajeitando alguns fios chocolate rebeldes para trás da orelha de Elena. Notou uma pequena mancha na pele de seu pescoço, não se recordando de ter a feito, mas torcendo para que ela não visse nada contra aquilo.– Estou — Mas talvez não fosse ele que tivesse chupado o local… Aquela marca já estava ali quando ela chegou? Porém, se já estivesse, deveria estar mais escura… Balançou a cabeça. Não, era só o álcool mexendo com seu cérebro. — Você não está? Embora não houvessem assumido nada sério, estava bem claro para os dois que tinham um compromisso um com o outro. Elena não o trairia. Ou esse compromisso era outra mentira criada por si mesmo? Uma dor crescente atingiu a lateral de sua cabeça. Talvez devesse pensar nisso mais tarde.– Estou. Muito… — ela soprou em um sussurro. Se dissesse que essa não se incluía nos dias mais perfeitos de sua vida estaria mentindo.Uniu as sobrancelhas. O azul de sua íris sumira sob os olhos fechados. Sorriu de canto, escutando sua respiração fraca e regular. Podia ver cada contorno de seu rosto na luz que vinha da janela. Iria levantar e fechar as cortinas para a claridade da manhã não entrar, mas sentia-se tão confortável ao lado dele. Gravou seu rosto na memória antes de fechar os olhos, apenas para continuar vendo-o enquanto dormia. O único som no quarto era o de suas respirações; e Elena usou a dele como sua canção particular, a última que ouviu antes de adormecer.
Notas finais
E então? Gostaram? Não deixem de comentar (:
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