Notas iniciais
>THAISSSS, LEIA!!! Oi ( : Thais, sua linda, obrigada pela recomendação!!!! Sério mesmo (: Decidimos não excluir a fic, mas continuem comentando, isso estimula bastante e ajuda!!! Bjs

– Melhorou, Rick?

Damon se encostou na parede do solitário quarto de hospital e sorriu.

– Na medida do possível...

– Sabe quando ganhará alta?

– O viado do seu irmão sempre diz 'logo', 'logo'. Nunca vou sair daqui.

O moreno riu e se sentou na poltrona.

– Como vai Jenna?

– Jenna? — riu amargo. — Brigamos.

– Posso saber porque?

– Fiz um comentário e ela tava naqueles dias. Gritou e saiu chorando. Disse duvidar que eu a amava e que queria a ver gorda porque eu disse que ia comprar chocolates quando saísse dessa prisão.

Damon disfarçou a risada fingindo uma tosse — Que bom que ela não atirou nada em você...

– Mas meu copo de água foi parar na parede — Alaric encarou o moreno — Ok, ok. Vamos falar da sua garota. Como vão indo?

– Bem. Tivemos um encontro ontem.

– E como foi?

– Quer saber antes ou depois de Charlotte aparecer? — Alaric ergueu as sobrancelhas — Ela apareceu do nada.

A cena de Elena lhe veio em mente. Mesmo com raiva e transtornada, estava linda. Quando a encurralou na parede fria o desejo de beija-la cresceu. E aumentou ainda mais quando admitira ter ciúmes. Agia de um jeito fofo nessa situação. Talvez mais do que quando tinha vergonha. Mas achou que se a beijasse enquanto estava brava poderia levar um tapa na cara.

– Então acabou os encontros? Sinto muito, estava torcendo por você.

– Não acabou. Comemos no Mcdonald.

– Jura? Se eu fizesse isso com Jenna ela me matava. — pensou um pouco — não, eu já estaria morto se ela descobrisse que eu lembro o nome da minha ex.

Damon riu e Stefan entrou no quarto. Cumprimentou o irmão com um aceno de cabeça.

– Irmãozinho, sua aparência estaria melhor se estivesse bêbado.

O médico franziu os olhos e estendeu remédio e um copo de água para Alaric.

– Estava.

– Você bebeu? — Damon perguntou estranhando — eu tava brincando. Você nunca foi além de dois copos.

– Briguei com Lexi. Feio. Nem lembro de passar da terceira dose. Quando acordei estava no sofá da minha sala. Foi melhor que a última vez, quando esqueci a chave e dormi no chão.

– Então além de ressaca tem dores nas costas — o irmão provocou.

– Shh — pediu. — Mais baixo.

– Eu briguei com Jenna e Stef com Lexi. Você é o próximo, Damon.

– Vira essa boca pra lá, idiota.

– É, Ric. A última chance do meu irmão casar é com a Elena. Dizem que depois dos vinte e oito não há chances.

– Vocês são insuportáveis.

O moreno acertou um tapa na cabeça do caçula, que praguejou um palavrão e levou as mãos à cabeça.

– Porque não toma café? Tem uma máquina na sala de espera.

– Café que tira ressaca é mito. As pessoas só acham isso porque a dose de cafeína que te faz ficar alerta se sobrepõe à lentidão do álcool.

Ric bufou.

– Viu? Nem tá tão ruim. Eu quando to de ressaca fico com dor de cabeça só de tentar lembrar meu nome. O cara lembra de biologia!

Damon tombou a cabeça para trás e riu, recebendo repreensão do irmão.

– Mais baixo!

*-*

– Conta logo!

Caroline e Elena se encontravam em uma pequena cafeteria na frente do prédio. O celular em cima da mesa estava no viva-voz, permitindo que Bonnie participasse da conversa sem sair de casa.

– E ele se aproximou — mordeu o lábio inferior, olhando para cima e lembrando.

– Então se beijaram? — Caroline e Bonnie perguntaram juntas.

– Não. A Car ligou perguntando onde tava o açúcar. — encarou a amiga mortalmente, mordendo mais um pedaço do pastel.

– Por isso você atendeu mal humorada — concluiu.

– Caroline! Qual o seu problema?

– Eu não sabia, Bon. Juro que nunca mais ligo por açúcar nenhum. Tomarei café amargo por você, Lena.

– Agora já foi. Não sei se vamos sair de novo.

– Claro que vão. Ele tem um sobretudo pra lhe entregar — Bonnie riu.

Car estendeu o próprio celular.

– Liga para ele.

*-*

O relógio marcava três da tarde quando Elena deixou Querido John de lado na cama e se levantou, saindo do quarto. Seu estômago clamava por comida. O tempo passara tão rápido que esqueceu de almoçar. Sentia o corpo cansado e decidiu que não cozinharia. Abriu a geladeira a procura de algo fácil e simples de preparar e percebeu que precisava ir às compras.

O celular tocou na mesa e correu para atender.

– Oi, mãe.

– Elena, como vai?

– Tudo certo, nada fora do seu lugar.

– Que maravilha. Achei que teria algum problema.

– Porque achou isso? — estranhou, juntando as sobrancelhas.

– Coração de mãe não se engana. — pausa. — Jeremy tem sido um bom garoto, Elena.

– Ótimo ouvir isso.

A morena lembrou do irmão mais novo. Havia sido mandado para o reformatório contra a vontade quando o vício em drogas o levou a vender as coisas de ouro da casa. O anel de quinze anos de Elena fora a primeira peça a sumir. Não sabiam quando começou a se envolver com isso, e ele se recusava a dizer. Pensar nisso a fez lembrar de Damon. Mas seu irmão não tinha um motivo tão grande para entrar nisso.

– Como Jeremy vai indo?

– Bem melhor. Saiu do reformatório e o supervisionamos em casa. Teve uma recaída, mas vez ou outra seu pai o convidava para beber um copo, ir diminuindo aos poucos. Vimos o quão violento ele fica se tentar cortar de vez.

– Fico contente que esteja dando certo.

– Acho estranho você me perguntar. Ele não lhe contou nada?

– Porque contaria? Não nos falamos há anos. Ele me odeia.

– Não se falam há anos? Ele não foi visitar você? — Elena ficou em silêncio, esperando mais alguma informação — Ele pediu há duas semanas para ir lhe visitar. Estava com saudades. Achamos que seria bom ele ficar com você. É a irmã mais velha e talvez lhe contasse coisas que não quis dizer para nós. Não está com você?

– Ah, sim. Está — mentiu. — Mas não nos falamos muito. Acho que ficou tímido com o tempo.

– Sim, ele ficou bastante calado.

– Mãe... tenho que desligar.

– Tudo bem. Cuide do meu bebê. Beijos, querida.

– Beijos...

Deixou o telefone em cima da mesa, atordoada. Jeremy "veio" visita-la. Há duas semanas. Mas não a avisara. Nem aparecera. Perguntava-se se acontecera algo com ele.

Outra coisa lhe ocorreu. Refez as contras três vezes. Jeremy veio à NY duas semanas atrás. E há uma semana e meia seu restaurante pegara fogo. Incêndio criminoso. O irmão a odiava. Tinha que ser coincidência. Miranda tinha razão: coração de mãe não se engana. Mas não queria acreditar nisso. O irmão não poderia chegar a tanto, poderia?

Notas finais
E então? O que vocês acharam dessa revelação sobre o Jeremy?